DEAN BLUNT
The Narcissist
CD-R Ed. Autor – 8.50 eur
Propagando o culto da relevância ou irrelevância da modernidade, actualidade ou novidade, o universo dos Hype Williams e tudo em seu redor é uma espécie de culto do falso, uma espécie de big prank que está prestes a acontecer. A piada está em ela nunca vir a acontecer mas também nunca vir a ser desmentida. E nesse lugar, ao longo dos últimos dois anos, têm basicamente reinventado conceitos na música popular e atribuído um novo significado ao sample / cover / ou até ao roubo. Se os Residents tivessem nascido algures nas últimas três décadas, procurassem inovar e encontrar terreno na música de dança, provavelmente seriam os Hype Williams. Dean Blunt, uma das metades do projecto, tem editado algumas coisas em nome próprio (a melhor, o 12″ de Ramirez que saiu no ano passado) e resolveu adoptar um sistema habitualmente usado pelo projecto mãe, a edição de CD-Rs de distribuição limitada com material recentemente gravado e num estado cru. Em “The Narcissist” ouve-se um pouco do universo de pilhagem de Hype Williams a confluir com aquilo que vimos em Ramirez, resultando numa espécie de soul-boogie altamente adulterado e com samplagem desadequada mas que acaba por encaixar e fazer sentido.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Ainda disponíveis: DEAN BLUNT “Jill Scott Herring OST”, Cassete The Triology Tapes – 9.95 eur RAMIREZ (DEAN BLUNT) “A.M.Y”, 12″ Rush Hour – 8.50 eur HYPE WILLIAMS “Kelly Price W8 Gain Vol.II”, 12″ Hyperdub – 7.95 eur
Passaram tantos anos desde “Witch” que quase duvidamos da sua importância. No início dos anos 90, um cometa chamado Leslie Winer, de quem não sabíamos nada – os search engines começavam nessa altura a nascer -, e de quem pouco ou nada soubemos depois disso. Ficou um disco emblemático, encerrado numa espécie de resumo de géneros e premonição de um futuro próximo que ainda hoje se elogia. Soube-se depois de algumas aventuras isoladas, mas nada que desse para construir um rasto criativo desta ex-modelo que, paradoxalmente, detestava as luzes da ribalta. De repente, eis Leslie Winer de novo: começou a lançar a sua ácida poesia para cima de electrónica escolhida a dedo por homens da Touch, Ash e Tapeworm (esta última edita uma cassete com restos da colecção de 90) e liga-se a ao francês Christophe van Huffel para um novo projecto chamado Purity Supreme. Do dub de “Witch”, ouvimos agora uma espécie de desert sessions, com Winer desolada, eléctrica, a largar palavras como uma cowgirl revoltada. A sua voz tem este dom: um peso específico incrível, uma gravidade poderosa, que faz a música, seja ela qual for, navegar em seu redor. Quatro temas apenas, mas que demonstram o valor de mercado de Leslie Winer, num regresso que, sem sabermos bem, parece ser oficial. Talvez se percebam melhor muitas coisas no seu concerto este fim-de-semana no Maria Matos.
O ano arrancou com a habitual e necessária reflexão sobre o que de mais disruptivo despontou no ano passado. Em Fevereiro, lançam-se achas sobre um dos possíveis nomes a figurar nas listas de 2012: Lil B. Adjectivos que remetam para subversão (sinónimo de consenso em hip hop – mas neste caso o seu significado extrapola essa nuance), sexualidade e raça abundam e apuram curiosidade para o que aí vem. O experimentalismo e arrojo são denominador comum aos artigos sobre Keith Fullerton Whitman, Ital (”The house invader”), Barbara Hepworth, assumindo outros dispositivos como o documentário, em destaque na secção Cross Platform protagonizada por Ian Helliwell e o seu “Electronica”. Ainda Tony Allen, Boredoms, Bossa Jazz, Earth, The Caretaker, Demdike Stare, Florian Hecker, Felix Kubin, Actress, Common, Portraits, Olaf Rupp, Lindstrom. E mais. Claro.
JAZZ.PT
#40 (Janeiro / Fevereiro)
Revista JACC – 5 eur
Ao destaque de capa dedicado à trompetista Susana Santos Silva corresponde sumarenta entrevista nas páginas centrais do número 40 da Jazz.pt. E, porque é a primeira edição do ano, não há como contornar a lista dos melhores discos de 2011. Ainda o perfil de André Carvalho, reportagens sobre o Guimarães Jazz, Seixal Jazz, Clean Feed Fest, Sines em Jazz e o festival de Saalfelden na Áustria. The New Gary Burton Quartet, Gerald Wilson Orchestra, Rick Braun, Stanley Jordan, Carlos Bica & Azul, Albert Ayler, Demian Cabaud, Matana Roberts são outros dos nomes que salpicam esta publicação sobre Jazz com maior longevidade nas bancas portuguesas.
BURNT FRIEDMAN
Bokoboko
CD Nonplace – 15.50 eur12.50 eur
Naturalmente que um som essencialmente rítmico e, neste caso, também orgânico, evoca a primazia de África como continente primordial na gestação da música enquanto força corporal. Mas “Bokoboko” tem títulos retirados da língua japonesa e exibe mais uma vez a profunda ligação ao krautrock através da devoção de Friedman em relação a Jaki Liebezeit, o eterno baterista dos Can. O álbum inclui dez faixas de puro groove exótico sem os maneirismos insípidos da world music olhada a partir da Europa. Aqui ouvimos o típico som praticado e aperfeiçoado por Burnt Friedman há mais de uma década, uma fonte supra-nacional de groove sempre em movimento. E acrescentada de romance, há muitas entrelinhas entre a percussão, e quem conhece o seu trabalho vai com certeza sentir-se numa confortável hipnose enquanto imagina caminhadas sempre retemperadoras por uma natureza luxuriante.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Ainda disponíveis: BURNT FRIEDMAN “First Night forever”, CD Nonplace – 14.50 eur12.50 eur BURNT FRIEDMAN “Con Ritmo”, CD Nonplace – 14.50 eur12.50 eur BURNT FRIEDMAN & JAKI LIEBEZEIT “Secret Rhtyms”, CD Nonplace – 14.50 eur12.50 eur BURNT FRIEDMAN & JAKI LIEBEZEIT “Secret Rhtyms 4″, CD Nonplace - 14.50 eur12.50 eur BURNT FRIEDMAN & JAKI LIEBEZEIT “Secret Rhtyms 2″, CD Nonplace - 14.50 eur12.50 eur BURNT FRIEDMAN & JAKI LIEBEZEIT “Secret Rhtyms 3″, CD Nonplace - 14.50 eur12.50 eur BURNT FRIEDMAN & THE NU DUB PLAYERS “Just Landed”, CD Scape – 14.50 eur12.50 eur BURNT FRIEDMAN & THE NU DUB PLAYERS “Can’t Cool”, CD Scape – 14.50 eur12.50 eur
Sexta-feira, 27 Janeiro, 2012 Categoria:Novidade Etiquetas:Legowelt
LEGOWELT
The TEAC Life
4LP Legowelt – 40.95 eur
Em perfeita linha com outro dos nossos destaques de hoje, este ambicioso álbum quádruplo captura uma ética de produção considerada a Época de Ouro na house e techno. Embora ancorado numa óbvia conceptualização sónica, espelha claramente uma reacção contra essa mesma conceptualização, procurando a expressão mais intuitiva e com falta de acabamentos rigorosos. A música de Legowelt sempre assumiu o fetiche pelo lado tribal / espacial da música de dança, inserindo-o em contextos imaginários muito precisos: Roma Antiga, Espaço, Chicago ou África. “The TEAC Life” existe num limbo de nostalgia progressiva, se é que podemos assim chamá-la. É um chamamento ao passado para reinstituir “moralidade” no presente. Talvez seja nebuloso demais para ouvidos demasiado alimentados com a dieta maximalista que a música de dança (mesmo o techno minimal) adoptou nos últimos anos, mas estas catorze faixas relembram a quase infinita variedade de ideias melódicas e rítmicas a concretizar a partir de um beat 4/4. A música parece, aqui, existir independentemente do artista, é superior a ele, e é precisamente essa noção que move Danny Wolfers, na prática um agente espácio-temporal que aprimorou a técnica de transmissão viva de ecos captados a partir de fontes mais nobres do que a generalidade das emissões contemporâneas.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
SIMON REYNOLDS
Retromania – Pop Culture´s Addiction To Its Own Past
Fabor & Faber – 19.95 eur
A frase “O Passado é um país diferente” é mais verdadeira depois de cada dia que passa por nós. O impressionante legado que deixamos enquanto continuamos a mexer-nos em direcção à frente é intimidante para quem procura conscientemente uma expressão Nova na sua arte. Em primeiro lugar porque os rasgos de génio tinham muito mais possibilidade de acontecer em épocas menos abundantes na informação disponível, menos contaminadas pela vasta quantidade de informação acumulada (e crescente) desde o boom da Internet. Agora podemos ver muito melhor como era, copiar de uma fonte original, fixar um ponto preciso e estendê-lo até um limite anteriormente impossível. Agora podemos celebrar a nossa individualidade escolhendo modelos cada vez mais obscuros, podemos rever-nos totalmente em coisas que desconhecíamos em absoluto, várias delas em simultâneo. Tudo isso torna complicada uma expressão mais pura de originalidade, nem que seja pela humildade que sentimos ao tomar contacto com momentos-chave que definiram a música de que gostamos.
Simon Reynolds formula aqui em livro uma longa questão por resolver, explica o que já aconteceu e também o que já aconteceu totalmente inspirado por algo que já tinha acontecido antes. Fala do coleccionismo, da net, dos mp3, do Japão, cultos e modas fixadas em décadas específicas e até em anos específicos, cópias, imitações e fala de uma coisa que normalmente é considerada retrógada mas cuja energia é muitas vezes catalizadora de acção vital no futuro imediato: celebrar música do Passado como resistência à regular futilidade do Presente, reconciliarmo-nos com as raízes para sugar mais um pouco da seiva primordial. A diferença é que há pessoas que ficam por lá sem qualquer desejo de transportar forças para Agora, enquanto que outras sabem que essa viagem no tempo é essencial para imprimir uma marca transformadora nos dias de hoje.
Muita discussão absolutamente pertinente nas cerca de 450 páginas de um livro que parece identificar o Fim do real progresso na pop. Todos nós que gostamos de música podemos viver confortavelmente com essa ideia (muita coisa fresca ainda para descobrir) ou prová-la errada, mas fiquem sabendo que, tal como a Lei diz que o seu desconhecimento não justifica um acto ilegal, também o desconhecimento da música que foi criada antes não desculpabiliza o público que consome com militância a novidade que não é mais do que um reaquecimento de estrelas há muito extintas na praça. Aqui, o que é abominável é a pretensão novo-milenar de fabricar o NOVO como imperativo de consumo sem relativizar a sua (enorme) discrepância em relação ao que existiu antes (temporal, social e culturalmente falando).
27 de Janeiro de 2012 Jana Winderen + CM von Hausswolff
Teatro Maria Matos (22h), Lisboa
28 de Janeiro de 2012 Leslie Winer + Bruce Gilbert & Mika Vainio
Teatro Maria Matos (22h), Lisboa
Quem nos segue (de perto ou de longe) sabe que a Touch é uma das presenças regulares na loja. Mais do que isso, destacamos sempre a maioria das edições. A razão é sempre a mesma: música especial. E a importância dos trinta anos que a Touch comemora em 2012 não tem tanto a ver com o número redondo do aniversário mas mais pelo modo como esteve sempre na linha da frente, mostrando discos e artistas que foram sempre alguns dos melhores. Este fim-de-semana, no Teatro Maria Matos, a Touch traz quatro concertos – dois por cada dia. Na sexta-feira, Jana Winderen é uma espécie de Chris Watson das profundezas. Grava mares e os seus habitantes e depois monta tudo numa torrente sonora intensa e detalhada. (O concerto dela vai ser em quadrifonia.) O segundo concerto é para CM von Hausswolff, um dos mais antigos músicos da casa. Ao vivo pensem em Mika Vainio, Eleh e estetas desse calibre.
Sábado, no segundo dia, uma surpresa chamada Leslie Winer – autora de “Witch”, um dos discos que quase toda a gente tem dos anos 90. Pouco se soube dela depois do álbum, mas reapareceu há pouco mais de um ano puxada pela família Touch. Spoken word com música feita pelos agentes Tapeworm e Ash International. Depois, outra surpresa, porque também rara: Mika Vainio e Bruce Gilbert em duo. Vai ser a segunda vez que vão tocar ao vivo e vai dar para esperar intensidade sonora elevada, entre o detalhe sonoro abstracto e o poder do ritmo Pan Sonic. Parabéns à Touch, e a todos os que a ouvem e veêm.
Temos bilhetes individuais para oferecer, cortesia do Teatro Maria Matos. Para ganharem só têm de responder à seguinte pergunta:
Qual o vosso artista Touch favorito e porquê?
Respondam juntando o vosso nome, número de contacto (os que se esquecerem não serão considerados), e usem este email. Têm até às 17 horas de amanhã, dia 27, para poderem tentar a vossa sorte. Estejam atentos ao email a partir dessa hora.
Segunda-feira, 23 Janeiro, 2012 Categoria:Top Etiquetas:Top
ÁLBUNS
FENNESZ & SAKAMOTO Flumina (Touch) STRANGE MEN IN SHEDS WITH SPANNERS Strange Men In Sheds With Spanners (Drag City) THE WALKABOUTS Travels In Dustland (Glitterhouse) TIM HECKER Ravedeath, 1972 (Kranky) SALLY SMITH AND HER MUSICIANS Hangahar – Soundtrack Of The Film (Drag City)
SINGLES
TOM CROOSE Cho Chua (Resista) STORM QUEEN (MORGAN GEIST) It Goes On (vox) + dub (Environ) PEAKING LIGHTSThe Remixes (Weird World / Domino) FOUR TET / CARIBOUPinnacles / Ye Ye (Text) FLOATING POINTSShadows (Eglo)
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
BOOF Dinge Dig CD Shhh, Dandelions At Play (Running Back)
RICK WILHITE Blame It On The Boogie CD Analog Aquarium (Still Music)
THE STEPKIDS Wonderfox CD The Stepkids (Stones Throw)
PETER GREEN One Woman Love CD Little Dreamer (Castle Music)
JENNY HVAL Blood Flight CD Viscera (Rune Grammofon)
VLADISLAV DELAY Luotasi CD Vantaa (Raster-Noton)
MIST Twin Lanes 2LP House (Spectrum Spools)
MATT BALDWIN Rainbow CD Paths Of Ignition (American Dust)
Quase todos os títulos disponíveis na loja física da Flur. Download desta emissão
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
NEW ORDER Procession 2CD Movement – Collector’s Edition (Factory / London)
PINCH & SHACKLETON Rooms Within A Room CD Pinch & Shackleton (Honest Jon’s)
ROLL THE DICE Way Out CD In Dust (Leaf)
FELIX KUBIN No. 10 CD TXRF (It’s)
FELIX KUBIN No. 2 CD TXRF (It’s)
VITOR RUA Tema 2 CD Heavy Mental (Orfeu)
DWARR Lonely Ecstacy CD Starting Over (Drag City)
DWARR Reach For The Fire CD Starting Over (Drag City)
THE STEPKIDS Shadows On Behalf CD The Stepkids (Stones Throw)
NEW ORDER Hurt 2CD Movement – Collector’s Edition (Factory / London)
Quase todos os títulos disponíveis na loja física da Flur. Download desta emissão
THE STOOL PIGEON
#35 (Janeiro 2011)
JORNAL – 0.50 eur
De 39 parágrafos é feito “Trapped In This Exquisite Corpse – A Tale Of Two Letters”. Cada um deles entregue a um ou mais músicos e colaboradores. Honra e créditos a Bill Callahan, Anna Calvi, Gary Numan, Luke Haines, Kurt Vile, King Creosote, entre outros. Um conto de terror antecipado pelas sempre comic relieving bandas desenhadas. Em entrevista, Trevor Horn, A$AP Rocky, The Maccabees, Beth Jeans Houghton, Pusha T. E tanto mais. Como sempre. Apenas 50 cêntimos para compensar os portes que pagámos.
Outrora parte do excelente trabalho de sondagem da Siltbreeze, uma das editoras norte-americanas mais consistentes (ou A editora americana) e com um catálogo imaculado, vindo de uma fornada que incluia os Times New Viking, os Psychedelic Horseshit foram daquelas coisas incríveis que poderiam ter acontecido ao rock mas nunca aconteceram (calma, que eles ainda existem). A dado momento, no lote de artistas da Siltbreeze, eles e os Times New Viking pareciam determinados a dar a volta à abordagem meio mariquinhas em volta do indie norte-americano dos anos 90 que tem dominado parte das tendências dos últimos anos. Os TNV acobardaram-se depois de “Rip It Off” e perderam a pica toda, enquanto os Horseshit, por nunca terem dado o salto para uma major indie, ficaram com a liberdade de continuar com algum do melhor teen-rock dos tempos recentes. “Laced”, editado pela Fat Cat, preserva um pouco desse espírito e guarda muito do lado cru presente nos outros discos com um melhor decoro e uma produção que gravita mais na densidade do som e das suas camadas e não tanto num pico de electricidade. Graças a isso, este “Laced” mantém ainda um som fresco, como se fosse uma espécie de primeiro álbum, preservando essa irreverência inicial mas com um arranjo completamente diferente.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
JOHN WIESE
Seven Of Wands – Edição Limitada e Serigrafada
CD PAN - 12.95 eur
Desde finais dos anos 1990 que John Wiese tem trabalhado com uma série de artistas ligados ao noise e ao jazz. De certa forma, o seu nome tem rodado mais pelas suas colaborações do que pelo seu trabalho a solo. Já teve outras edições na PAN, mas esta é a primeira dedicada unicamente a si. “Seven Of Wands” é um dos seus melhores discos a solo desde “Soft Punk”, sem o corpo abrasivo/noise de outrora e com uma abordagem bem mais ligeira, mas as obsessões continuam as mesmas, a criação de camadas e camadas de som e encontrar um sentido nisso tudo.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.
Procurem os discos comentados neste blog em www.flur.pt ou através do email loja(a)flur.pt. O stock dos discos refere-se apenas à data dos respectivos posts.
FLUR Discos
Av Inf D Henrique, Armazém B4
Santa Apolónia, Lisboa
metro: Santa Apolónia
bus: 12-28-35-706-745-759-781-794