Revisão 2008 – 8
Quarta-feira, 17 Dezembro, 2008Categoria: Destaque
Etiquetas: 2008, Vampire Weekend, XL
Discos de 2008 que não tiveram a exposição merecida ou que, pelo contrário, aparecem agora nas listas de melhores do ano. Todos vencedores, mas só alguns têm espaço no palco.

VAMPIRE WEEKEND
Vampire Weekend
CD XL – 14.95 eur
No campeonato de brancos indie que querem ser pretos, os Vampire Weekend ganharam o troféu de 2008. O homónimo álbum desta banda de Brooklyn é tão bom no que faz que bateu toda a concorrência em 2008. Há vestígios de imensas coisas, tantas, mesmo tantas, que recordar e praticar a arte de debitar nomes é a mesma coisa que mostrarmos a uma criança que sabemos a tabuada dos múltiplos de três. Ou seja, para quê fazê-lo se é assim tão óbvio? É esse um dos fascínios da pop actual: fechar os olhos. Fechar os olhos a muita coisa, ignorarmos – bem, não tanto, mas esquecer temporariamente – as referências e cairmos na música como um entretém. É bom? Não deve ser. Mas sabe estupidamente bem. Esse hedonismo ignorante é uma óptima razão para mantermo-nos vivos e não nos chatearmos com muita coisa. A parte boa é que não temos de estar de acordo com isto, nem nos reconhecermos, para cairmos no vício da pop criada a metro e saída dos putos nova-iorquinos que iam aos concertos de Animal Collective há seis anos atrás e que depois se puseram a sacar a discografia completa do David Byrne (e Talking Heads), do Arto Lindsay (e as duas dezenas de temas dos DNA) e ouviram muitas vezes “Graceland” de Paul Simon, ou pelo menos foi o que pareceu a quase toda a gente. Os dois primeiros singles, “Mansard Roof” e “A-Punk”, chamaram logo a atenção. E se muitas vezes os singles são apenas excelentes canções enfiadas num bolo que sabe muito mal, os de “Vampire Weekend” além de serem muito representativos (ainda há “Oxford Coma”), são apenas um acaso – o de serem singles – num conjunto de tão boas canções. Óptimo, tão raro, e por associação tão honesto.
(Fevereiro 2008)

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Viva,
1 visita ao blog, e sim, já fazia falta! Principalmente para quem vê a Flur do outro lado do rio!
Acho fundamental a vossa existência enquanto apregoadores de (boa) música, criam laços entre os intervenientes, músicos e público, estreitam relações e vêem a música com a atitude de quem acredita que o futuro pode acontecer pelas mãos de todos nós!
Quanto aos Vampire Weekend, estão na categoria certa “Discos de 2008 que não tiveram a exposição merecida ou que, pelo contrário, aparecem agora nas listas de melhores do ano”. Curioso não é? Felizmente já cá moram algum tempo.
Despeço-me com amizade e que este final de ano valha pelo que for, sem deixar de ser transitório.
Norberto Silva
emm. informative :)