RSD09 – Questionário #32
Sexta-feira, 17 Abril, 2009Categoria: Destaque
Etiquetas: Isilda Sanches, Oxigénio, Record Store Day
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Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebramos o dia e quem nos ajuda.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog até ao final do mês de Abril. Amor e paz para todos.


ISILDA SANCHES
Jornalista/Radialista
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Fields of the Nephilim, “Downrazor”. Não percebo bem porque é que aquilo algum dia fez sentido para mim mas depressa me apercebi que não valia a pena passar da intro (”The Harmonica Man”, citando a banda sonora do “Era Um Vez No Oeste”). O gótico cheira a bafio. No fundo é o que é suposto.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Tantos…! “Thriller” do Michael Jackson (fez 25 anos e eu desdenhei dele quando saiu e durante muitos anos). “Piper At The Gates of Dawn” dos Pink Floyd. Talvez porque o ouvi novamente há dias e pareceu-me estar lá quase tudo o que consideramos desafiante e esteticamente relevante na música (sobretudo no rock) de hoje. Mas foi editado há 42 anos.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Não sei se o resto do mundo acha mesmo que são maus, mas eu já achei que sim e hoje não lhes resisto: “Grease” (Frankie Valli) e “The Winner Takes It All” (Abba).
Uma capa de disco favorita.
A edição promocional em vinil (diz sneak preview na embalagem) de “Psyence Fiction” de Unkle, que vem numa caixa xpto com autocolantes e muitas coisinhas coleccionáveis. É um vinil com capa gatefold, quando abre ergue-se um exército de figuras alienígenas má-onda recortadas em papel, tipo livro infantil ou postal de natal. É um brinquedo intocável que também vinha com um insuflável que ficou pelo caminho….Mo’Wax’s finest!
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais CD, as circunstâncias, não necessariamente a vontade, parecem tê-lo ditado.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Não havia lojas de discos onde eu cresci por isso o primeiro (”Big Science”, Laurie Anderson) pedi para me comprarem depois de aturada reflexão sobre o assunto. Pedi aos meus irmãos que comprassem vários discos e muitos vieram por encomenda postal da Gemma Records, um catálogo inglês, em papel fotocopiado. O primeiro que eu comprei mesmo deve ter sido o “Days of Wine and Roses” dos Dream Syndicate na discoteca do Carmo, estava em Lisboa há pouco tempo.
Qual o último disco que comprou?
“The Meters” dos Meters.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
O álbum de Escort? Qualquer um que se imponha e que não me chegue via promoção (tenho esse privilégio).
Qual é o artista mais representado na colecção?
Fela Kuti. 16 álbuns (reedições em CD).
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Tentei com Bauhaus, Nick Cave, Smiths, Big Black, Portishead, Beck, Ian Simmonds, Luke Vibert, Herbert, recentemente com Lindstrom…as colecções ficam sempre incompletas ou porque os discos deixam de me interessar ou porque a produção é demasiado intensa para o que o meu orçamento aguenta (mas uma coisa costuma levar à outra).
Que projectos tem em mãos actualmente?
Na cabeça muitos, nas mãos os do costume: fazer rádio na Oxigénio, escrever, ser, estar e ter uma vida boa.

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