RSD09 – Questionário #46
Segunda-feira, 20 Abril, 2009Categoria: Destaque
Etiquetas: Armando Ferreira, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog em ritmo RSD até ao final do mês de Abril e, após, de forma mais descontraída. Amor e paz para todos.


ARMANDO FERREIRA
Arquitecto Paisagista
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Quase todos os discos que foram importantes ainda o são hoje, por uma ou outra razão. Contudo, a assinalar, a meio da década de 90, grande parte das edições da Compost e afins.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Animal Collective “Merriweather Post Pavilion”. Parece ser unânime mas, numa altura em que tudo se parece desmoronar à nossa volta, o disco de Animal Collective resgata-nos do fundo para a superfície, onde nos deixa a flutuar por tempo indeterminado.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Muita coisa, mas há uma obra prima em forma de disco, ao qual, para além da massa crítica, nunca foi dado o devido valor – Três Tristes Tigres “Comum” (1998). Fraca exposição, poucos concertos e quando aconteceram, incriveís – ausência de público. nunca compreendi tamanha indiferença. Passaram 11 anos mas ouço-o como da primeira vez.
A capa de disco favorita?
Todas as capas de Stereolab (singles incluídos), mas “Emperor Tomato Ketchup” (1996) pelo valor emocional.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Actualmente mais vinil. Mas também CDs. E às vezes CD e vinil ao mesmo tempo. Para um curioso, os maxis antecipam o que mais tarde se consolida sob a forma de álbum. Os álbuns são um bocado mais chatos, virar e tornar a virar. mas só o prazer de os ter nas mãos ultrapassa essa mera questão de preguiça.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Começo tarde em parte pelo isolamento geográfico. Drop Nineteens “Delaware” (1992), em plena adolescência, comprado na VC do Rossio por um amigo que estudava na capital. Antes disso, cassetes gravadas de amigos e de programas de rádio, muitas delas com interferências.
Qual o último disco que comprou?
Nacho Patrol “Futuristic Abeba” 12″.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
O novo Magik Markers e o novo Tortoise, para o bem ou para o mal.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Stereolab. Omar-S e Jamal Moss mais recentemente.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Stereolab. Mas não são todos bons?
Que projectos tem em mãos actualmente?
Projectos relacionadas com a profissão – paisagem ou o que resta dela. Mas mais do que um projecto isolado, um projecto de vida: trabalhar menos, passar menos tempo ao computador e, sobretudo, uma gestão eficiente do excesso de informação com que sou bombardeado diariamente e do tempo que isso acarreta (uma capa de disco adequada: Sea And The Cake – s/t).
+
Qual o primeiro disco que comprou na Flur?
“3 Feet High And Rising” dos De La Soul e “Outer Space/Inner Space” de Flanger no dia nº1 da loja ; )

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