RSD09 – Questionário #59

Quarta-feira, 22 Abril, 2009
Categoria: Destaque
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Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog em ritmo RSD até ao final do mês de Abril e, após, de forma mais descontraída. Amor e paz para todos.

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VITOR REIS MACHADO
Responsável de Marketing e Compras (Papelaria Fernandes)

Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
“Repression”, dos Trust, um hard-rock francês de 1980, a altura dos 17 anos, da militância política e cívica, minha e deles, e a sensação de que música e vida têm tudo a ver uma com a outra. Poucos anos depois, a descoberta de sons mais exigentes levaria à sua colocação na prateleira de memórias.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
Agora é “Liedgut”, de Atom TM. Porque é desconstrutivo, porque exige envolvimento, quase precisamos lutar com o que toca. Atom TM tinha feito coisas muito boas, mas “Liedgut” reconduz-nos para o osso da arte de fazer música. Há uma beleza lá no fundo, lá bem no tutano, que me seduz muito.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Não sei se o mundo acha Peven Everett mau, mas pelo menos quase nunca o cita, ninguém o refere como inspiração e eu sinto-me um pouco dos poucos moicanos deste grande fazedor de canções. Por exemplo, “Sincerely Yours”, disco do ano passado, foi inteiramente ignorado na Europa. Já o anterior e igualmente fabuloso “Power Soul” tinha passado ao lado de quase toda a gente.
A capa de disco favorita?
A capa da reedição de “Music For the Knee Plays”, do David Byrne.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais CD. A culpa é dos automóveis, que estupidamente não lêem vinil.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Penso que foi o maravilhoso “Love Zombies”, dos Monochrome Set, numa velha “record shop” da Avenida Álvares Cabral, em 1980, ou 1981.
Qual o último disco que comprou?
O disco dos portugueses Aquaparque, “É isso aí”. Depois disso há pouco dinheiro.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
O II dos espantosos Lindstrom & Prins Thomas, ou ainda o próximo maxi do Nathan Fake, ou o “Mammut” do Prins Thomas.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Na Pop o Tom Waits. Na clássica o João Sebastião Bach. No Jazz o Bill Evans.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Mesmo que ainda não tenha maus, acho que o H.P. Lindstrom entra nessa categoria.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Viver e ouvir sempre novas músicas. Provavelmente também reconstruir carreira profissional, após funeral provável da actual empresa.

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