RSD09 – Questionário #74
Segunda-feira, 27 Abril, 2009Categoria: Destaque
Etiquetas: João Silva, Record Store Day
Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog em ritmo RSD até ao final do mês de Abril e, após, de forma mais descontraída. Amor e paz para todos.


JOÃO SILVA
Produtor/Artista Intermedia
Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
“Live at the Knitting Factory – New York City” – Telectu. Disco fundamental deste duo, que actualmente merecia re-edição em CD. Era óptimo para entrar em estados alterados de consciência. Infelizmente já não o tenho, não o oiço há muito tempo. Anos mais tarde, “Numena” de Robert Rich, também foi muito importante, mais ou menos pelas mesmas razões. Com ele curei uma insónia prolongada e descobri a just-intonation. Desde então tenho encontrado mais músicas com esse poder hipnótico (por exemplo de O Yuki Conjugate, TUU, Deep Listening Band, La Monte Young, Terry Riley, Rafael Toral, etc ), mas nos anos 90, estes que nomeei eram a minha nave preferida para viajar até outras dimensões.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
“Mila’s journey inspired by a dream” – Eliane Radigue – Lovely Music, reencontrei me recentemente com ele e tenho viajado muito com ele até ás montanhas do Tibete. A capa também gosto muito. É Lovely.
“Too Beautiful to Burn” – Martin Siewert + Martin Brandlmayr – Erstwhile Records, agora e desde que o comprei, uma grande referência na improvisação. “Indeterminacy” – John Cage agora e sempre.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
“Para o ano quero-te cá na minha festa de aniversário” de António Contador, nem sequer tem o nome dele nem capa. É apenas um CD-R dentro de uma capa plastica com o título escrito. Ninguém dá nada por ele ao primeiro olhar. Mas quando se põe a tocar faz maravilhas! Recomendo para limpar energias pesadas, espanta qualquer má energia (fica-se automaticamente bem disposto). Até já animou um Festival Mau.
A capa de disco favorita?
Missão impossivel nomear uma, mas gosto muito destas: “Osso Exótico” – Osso Exótico – LP edição de autor, “Illogic Plastik” – Pop D’ell Arte – Ama Romanta. Discos que também foram muito importantes para mim quando saíram, mas infelizmente vendi. Ando a ver se os arranjo mas está dificil. Alguém quer vender? Depois gosto muito de quase todas as capas das editoras Touch, Creative Sources, Clean Feed e da Sirr-ecords. Muito bom design e belas fotografias.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Mais CD. Mais versátil para transportar, escutar no disc-man ou no carro. Tenho muito menos vinil, porque vendi muitos nos anos 90, mas continuo a comprar.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
“As 4 Estações” – Jorge Peixinho e “Sagração da Primavera” – Igor Stravinsky em vinil, na Feira da Ladra.
Qual o último disco que comprou?
“El canto del Tiempo” – Don Evangelino Murayay – Ayahuasca Ikaros, “La Creuse” – Eric La Casa + Cedric Peyronnet – Herbal International, “Nelki” – Frederic Nogray – Prele Records, “Revenant:topoló” – Yannick Dauby, Olivier Feraud, John Grzinich, Hitoshi Kojo, Patrick Mcginley- Prele Records.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Parece que vai sair um novo de Sei Miguel, gravado ao vivo no Left. Quando sair compro de certeza, porque assisti ao concerto e foi muito bom.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Descobri uma coisa curiosa, o numero máximo de discos que tenho do mesmo autor são sete, mas nessa categoria tenho vários, por exemplo: John Cage, Tom Waits, The Residents, Robert Rich, Bill Laswell, Coil, Ernesto Rodrigues…
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Não tenho fixação por nenhum artista em particular a ponto de querer ter todos os discos, prefiro conhecer coisas novas.
Que projectos tem em mãos actualmente?
“Departure”, concerto multimédia com Carlos Santos e Emídio Buchinho, a apresentar em Junho no Teatro Maria Matos.

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