RSD09 – Questionário #75

Terça-feira, 28 Abril, 2009
Categoria: Destaque
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Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou.

11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog em ritmo RSD até ao final do mês de Abril e, após, de forma mais descontraída. Amor e paz para todos.

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NUNO MOITA

Colaborador de uma empresa financeira, Arte Sonora, Fotografia e Vídeo; editor da Grain of Sound e Ristretto.

Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
“The Queen Is Dead” dos The Smiths. Foi a partir daí que comecei realmente a tomar atenção aos textos das canções e descobri uma das melhores bandas de sempre. O disco é uma obra-prima pop, a questão é que o choque que eu senti na altura dá lugar agora a um leve arrepio nostálgico.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
“Point Line Cloud” do Curtis Roads. Pela execução perfeita do conceito inovador da “granulação sonora” que lhe está subjacente.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
O “Dark Magus” do Miles Davis. Aqui refiro-me, eventualmente, ao resto do mundo do Jazz mais conservador e/ou bem comportado.
A capa de disco favorita?
Qualquer uma feita pelo Kim Hiorthøy. A escolher realmente só uma, escolho a que ele fez para o disco do Mats Gustafsson com os Sonic Youth, “Hidros 3”.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Tenho mais CDs na minha colecção porque deixei de comprar vinil em meados dos anos 90. Seria virtualmente impossível comprar discos novos de electrónica experimental, música improvisada, jazz contemporâneo e rock alternativo em vinil, nessa altura. Hoje, com a oferta a aumentar, estou novamente a comprar vinil pois no fundo é o formato que eu mais gosto: pelo som e pela parte gráfica.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Hmm… er… Táxi… “Cairo”… eu tinha onze anos… foi numa loja de discos minúscula em Benfica.
Qual o último disco que comprou?
“Long Wires in Dark Museums” de Alastair Galbraith and Matt DeGennaro (em CD) e, já agora, o último em vinil: Cat Power, “Dark End Of The Street”.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
A reedição em vinil azul do “Kind of Blue” do Miles Davis.
Qual é o artista mais representado na colecção?
John Zorn.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Miles Davis. E quase que não há maus!
Que projectos tem em mãos actualmente?
Como editor, lançar na Grain of Sound o novo CD de Discmen. Como co-autor dos projectos Gigantiq e Whit, editar algo em vinil algures em 2009.

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