Sexta-feira, 18 Setembro, 2009

TROPA MACACA Fazer Chuva / Fazer Sol 7″

tropa_macaca

€ 8,50 7″ Rafflesia

Cada disco e concerto de Tropa Macaca é um portal para outro mundo. Desde que os vimos pela primeira vez ao vivo, há quatro ou cinco anos. No panorama nacional estão ao lado de Loosers ou Gala Drop, aquela estilização inclassificável que ultrapassa as barreiras do rock: transversal, vanguarda, o que quiserem. Joana e André (dos Aquaparque) desenvolveram uma linguagem única, um vocabulário sem tempo ou espaço e que felizmente acontece aqui e agora. Há toda uma estética pensada, ou não pensada mas que respeita um universo muito próprio, que passa não só pela música e abrange as capas dos discos (da autoria de Joana), os títulos das canções e dos álbuns. Com “Marfim” (Ruby Red) chegaram aos ouvidos da malta da Siltbreeze que na altura (2007) o elegeu como um dos álbuns do ano. Eles vão, aliás, editar em breve “Sensação do Princípio”, LP em edição limitada,que consagrará – esperemos – esta banda que sofre das consequências da geografia. “Fazer Chuva / Fazer Sol”, primeira edição em vinil da Rafflesia de Afonso Simões, que já nos trouxe Caveira, Phoebus e Coclea, é um momento-chave para acordar cabeças adormecidas, num tempo em que os Tropa estão em digressão europeia com Blues Control (outro duo que grava algumas das coisas mais interessantes da segunda metade desta década, autores do provavelmente melhor disco deste ano) com passagem por Lisboa (Museu do Chiado) no próximo dia 25 de Setembro. Música de abstracção, descreve-se pelo momento em que a cabeça abandona o corpo e se liberta de coisas concretas. Lembra Black Dice na fase “Beaches & Canyons” + “Creature Comforts” mas mais minimal, sons house de Omar-s (“Psychotic Photosynthesis”) sem qualquer ligação explícita à música de dança, mas fá-lo desvirtuando essas relações, não procurando ligações ou uma confluência de géneros. É como música do princípio, onde o primitivo é consequência de mentes cheias de informação – ruído – e o reboot não é coisa necessária ou uma resposta, mas algo que nasce naturalmente quando se encontra uma voz, uma boca, uma palavra para falar. Essa palavra foi o primeiro concerto dos Tropa Macaca há alguns anos. Hoje escrevem frases curtas, médias, longas, com a sua própria fluência. Não é preciso partir muita pedra para chegar, basta acontecer, como tudo acontece. E aqui bastou Joana e André conhecerem-se. Oiçam “Fazer Chuva no myspace do grupo.

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