SUPER DISCO #4 (c/ Rui Miguel Abreu)
Sexta-feira, 11 Dezembro, 2009Categoria: Ao vivo, Rádio
Etiquetas: De La Soul, MK2, Rádio Oxigénio, Rui Miguel Abreu, Super Disco, Teatro Maria Matos

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 12 de Dezembro 18h30 > 20h00.
Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
Rui Miguel Abreu é o convidado da sessão #4 e escolheu “3 Feet High and Rising” (De La Soul), um álbum de 1989 que coincide com o início da sua carreira como jornalista musical. O disco foi-lhe oferecido em Maio, um mês antes de passar a integrar a redacção d’A Capital. O álbum foi crucial para a relação que mantém ainda com a cultura hip hop e também abriu muitas portas (nunca encerradas desde então) para os universos soul e jazz através das samples nele incluídas. RMA é actualmente jornalista freelancer, mantendo colaborações, entre outros órgãos de comunicação, com a Antena 3 e a revista Blitz. A sua dedicação e paixão enquanto coleccionador de discos sempre o levou a querer partilhar as suas descobertas como DJ ou um dos bloggers mais activos que conhecemos (o suspenso Hit da Breakz e o actual 2 4 The Bass). Leiam aqui o teaser na primeira pessoa e lembrem-se que o que acontece nestas sessões segue a nobre tradição da partilha de conhecimento, entusiasmo e histórias pessoais. Apareçam.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história,
representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD),
o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.

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