Sexta-feira, 8 Abril, 2011

RADIOHEAD The King Of Limbs CD

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Pode questionar-se hoje a importância dos Radiohead. Que ultrapassaram o défice de importância musical desde “Kid A” / “Amnesiac” com o aparato do lançamento dos últimos dois discos, no qual se inclui este “The King Of Limbs”. Anunciado quase em cima da sua data de saída, e os Radiohead jogam com o mediático como uma forma de sobrevivência. Os media, bem como os seus fãs e até quem odeia, alimentam isso e alimentam-se disso. A música quase parece secundária, mas não é. Podem ser os U2 nascidos nos anos 90, mas a verdade é que nunca alcançaram a popularidade de uns U2 e mantém níveis de qualidade muito superiores ao longo de quase vinte anos, mesmo em comparação com outras bandas do mesmo universo que aguentaram durante tanto tempo. Aliás, com uma gama de fãs tão alargada, são provavelmente os únicos britânicos nascidos nessa década, habitantes da pop/rock, que nunca se enterraram e se mantêm no activo (os Blur, pelo seu lado in and out, não contam para a equação). De certa forma, Radiohead são uma banda do meio, Thom Yorke está entre Bono Vox e Damon Albarn: talvez não seja tão famoso porque não queira e esforça-se para manter uma credibilidade noutras áreas que fica a milhas de distância de Albarn (o trabalho deste é intocável, bem visível na Honest Jon’s). Isto tudo, talvez para dizer que em “The King of The Limbs” encontram aquele que é o signo sucessor da dupla “Kid A” e “Amnesiac”, tendo sido “Hail To The Thief” um falhanço (embora o disco não seja mau, é apenas um parente menor na sua discografia) e “In Rainbows” uma introdução a este álbum, que evidencia novamente mecânicas mais orgânicas no som dos Radiohead, uma confluência eficaz entre a electrónica e a génese rock da banda. É um disco de sonoridade Radiohead, onde as coisas que nunca fizeram sentido (as letras, por exemplo) voltam a não fazer muito sentido. Aqui, a voz de Thom Yorke até se esforça para favorecer isso, limitando a audição como em nenhum outro disco deles. A carreira musical dos Radiohead há muito que se dedicou a picar o ponto, já fizeram a sua história e hoje em dia trabalham para se manterem presentes. “The King Of Limbs” é um disco presente, do presente, que mostra menos sinais de esforço do que os últimos álbuns. Isso é uma espécie de vitória.


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