Sexta-feira, 15 Julho, 2011

TIM ‘LOVE’ LEE’ Against Nature LP

€ 14,00 LP Tummy Touch (TUCH114LP)  ENCOMENDAR

Exemplares originais de 2005 como novos

[audio: http://www.flur.pt/mp3/TUCH114LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TUCH114LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TUCH114LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TUCH114LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TUCH114LP-5.mp3]

Tim ‘Love’ Lee efectivamente ressuscita com este álbum distante do som pelo qual ficou conhecido. Ainda assim, o seu gosto pela exotica, sons do Espaço e electrónica vintage eram regularmente introduzidos na sua música. A Tummy Touch, mas em particular Tim ‘Love’ Lee, representava o meio caminho entre o trip hop baseado em samples clássicas e o emergente big beat, na segunda metade dos 90s, a partir do qual nomes como Fatboy Slim fizeram carreira. Tim ajudou a lançar o fenómeno Groove Armada ao editar o seu primeiro álbum na Tummy Touch. Na primeira metade dos anos 00 trocou Londres por Nova iorque e em 2005, data de edição de “Against Nature”, estava integrado na vida artística da cidade, como se pode ler nas notas de capa escritas por William Pym. O álbum resulta numa fantasia cósmica co-realizada por elementos de um (fictício?) workshop denominado New York Aquarian Men. 10 faixas de experimentação electrónica com a melhor inspiração possível retirada de pioneiros como Cluster e da fase de ouro Head Hunters de Herbie Hancock. “Miss Urania” acrescenta à equação o som de telecomunicações e é o definitivo orgasmo tecnológico neste disco, mas todas as restantes faixas estabelecem uma realidade que, apesar de familiar para quem já se aventurou pelo Cosmos em viagens seleccionadas (queremos dizer: quem consumiu as experiências dos 70s, desde Hawkwind aos melhores Tangerine Dream), oferece novas perspectivas e um som sério e extremamente focado. “The Tortoise” foi recentemente utilizado por DJ Sotofett (Sex Tags Mania) para uma versão alternativa house-ificada talvez mais incrível ainda. Em retrospectiva, “Against Nature” serve como retransmissor de todo o património anterior para este lado do século XXI em que editoras como a Not Not Fun dão seguimento às explorações interiores de músicos em contacto com as estrelas. Jóia. Oiçam. Temos exemplares de armazém, nunca tocados.

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