Terça-feira, 30 Julho, 2013

CRAIG LEON Nommos LP

€ 22,50 LP + mp3 (Edição Limitada) Superior Viaduct

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É um daqueles discos. Entre a influência de Terry Riley, os universos de La Monte Young e Tony Conrad, a Nova Iorque fervilhante da No Wave, o punk, o pós-punk, o proto-industrial, o industrial, o kosmische, os Suicide e John Fahey, este “Nommos” nasceu. Fora de circulação há muito tempo (um bootleg com uma capa diferente apareceu há uns anitos), com o passar dos anos tornou-se num dos discos mais míticos da Takoma de John Fahey. Por ser uma obra fora do baralho (dificilmente poderia não o ser), sem continuidade e nada com que se crie realmente um paralelo, por ser de um músico do qual se ouviu pouco mas que está ligado à descoberta dos Ramones e dos Talking Heads, produziu parte do primeiro dos Blondie, Suicide, entre muitos, muitos outros. Tudo isto em conjunto é explosivo. Mas vira-se a história e tem-se a música e é difícil não ficar convencido logo pelos primeiros segundos de “Ring With Three Concentric Circles”. O ritmo é algo frenético, incrivelmente concentrado e controlado. A repetição começa a acusar minimal e leva-nos para trips em espiral de Riley mas depois começam a entrar outros sons e aí é que as coisas se complicam: pisa território alemão. E o mais curioso nasce aqui (a meio do segundo minuto), é um disco que se desmonta na nossa cabeça, dá para nos focarmos no que quisermos quando quisermos e dessa forma “Nommos” é mais ou menos aquilo que se quer: peça repartida do minimal? Disco balearico? Momento único da no wave? O disco industrial que nunca ouvimos? Ou um pedaço de Conrad Schnitzler que não conhecemos. É tudo isto: a soma das suas partes e as suas partes. O melhor é que ao segundo tema parece o mesmo mas é completamente diferente. Mais acelerado, mais lento, cada tema de “Nommos” parece um movimento inexplicável, uma junção de futuro+futuro que teima em não existir. Esta é aquela reedição anual que toda a gente tem de ter.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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