Quarta-feira, 25 Setembro, 2013

CABARET VOLTAIRE Archive #828285 Live 3CD

€ 25,50 € 23,95 3CD Intone

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A revista Wire de Setembro 2013 dedica 7 páginas à História da banda de Sheffield, a única que fez correctamente toda a transição desde o som industrial e punk da década de 70, passando por electro-funk modelado a partir de James Brown (têm um maxi chamado “James Brown”), chegando ao momento house (remisturados por Marshall Jefferson, também) em plena forma, a partir do qual Richard H. Kirk prosseguiu com mais convicção a solo (Sandoz, etc.) e com Parrott em Sweet Exorcist (nome definidor do som bleep da Warp). Não há elogios que cheguem. São uma das poucas bandas, e até talvez a única, cujo som sobrevive quase intacto em termos de consequência, nunca se deixando tombar para dentro dos clichés do industrial que tornam a maioria dos nomes importantes da época bastante anacrónicos quando escutados agora. Esta recolha de três concertos (Liverpool 1982, Sheffield 1982 e Toronto 1985) já não inclui Chris Watson, elemento fundador da banda e parte integrante dos processos mais experimentais nos primórdios dos Cabaret Voltaire, mas não é por isso que as gravações que escutamos (de boa qualidade sonora) perdem importância. Quem não conhece pode tentar imaginar o cenário ao vivo e o contexto de uma banda que utilizou a imagem (multimedia) como parte importante da sua actividade. Tiveram capas concebidas por Neville Brody (o mesmo designer que concebeu a imagem icónica da revista Face), fundaram uma editora de video chamada Doublevision (que também editou discos) e usaram de forma alucinante, traduzida para video, a técnica de cut-up celebrizada por william Burroughs na escrita. Samples de noticiários, política da época, Stephen Mallinder com a sua entrega vocal carismática, sussurrante, linhas de baixo gordas, dub, ambiência e uma extraordinária junção de qualidade e produtividade. Procurem os álbuns originais, todos imaculados incluíndo “Groovy, Laidback And Nasty” em 1990, mas para uma visão abrangente e realista podem perfeitamente começar por aqui, não vão perder clássicos como “Gut Level”, “Diskono”, “Yashar”, “Crackdown” nem “Sensoria”.

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