Sexta-feira, 3 Janeiro, 2014

THE STRANGER Watching Dead Empires In Decay CD / LP

€ 14,95 CD Modern Love

€ 19,50 LP Modern Love

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Quase todos os anos pregamos a mesma partida: do nada há um disco que aparece no nosso top anual sobre o qual ainda não tínhamos falado. Não é partida, normalmente deve-se a uma série de causas e consequências, neste caso prende-se ao facto de termos recebido este disco de The Stranger tarde, mas ainda a tempo de aparecer nas nossas listas do ano. Tem pouco de estranho este The Stranger, é mais um nome que Leyland Kirby usa para fazer sair a sua música e para nos conduzir até ela. A edição na Modern Love é pouco óbvia, mas percebe-se dada a ligação estreita que manteve com a editora ao longo da sua existência. E se “Watching Dead Empires in Decay” é um disco estranho na editora, também é perfeitamente aceitável que essa anomalia venha de Leyland Kirby. Não poderia ser mais ninguém. Essa propriedade, ou identidade, é uma raridade nos dias que correm, porque Kirby é distante de qualquer realidade que exista na actualidade: hoje, no passado e, arriscamos dizer, no futuro. E se os seus últimos discos, como Leyland Kirby ou The Caretaker, têm assombrado a nossa existência e a memória nos últimos anos, “Watching Dead Empires in Decay” parece uma compressão de sentimentos, evacuados para nove canções que não criam qualquer narrativa entre elas e despedaçam qualquer “momento” que se queira encontrar neste disco. Podia ser um disco de carreira, de revisitação, mas isso seria diminuir o carácter expansionista de uma obra tão singular como “Watching Dead Empires in Decay”, um tratado que sacode para o canto o techno industrial que se tem feito nos últimos dois anos e que, logo a seguir, nos dá algo “Providence Or Fat! e” : e ficamos mesmo a pensar, que raio é isto? Isto é aquilo que boa parte dos grandes discos têm, uma total apatia para com o resto e uma total entrega a um propósito, um desejo de comunicação e circunscrever em som uma mensagem que fique para o futuro. A mensagem de Kirby tem sido sempre muito clara e é quase uma provocação para a forma como se vive a música hoje em dia. É, preciso, de facto, tempo. E tempo é uma coisa que Kirby trabalha e constrói, destrói, reconstrói, vincula e faz apodrecer em grande parte dos seus trabalhos. E, se não há tempo, simplesmente não vale a pena o esforço. Não o merecemos. Isso pouco lhe interessa, porque ele sabe que quem fica a ouvir, está lá para ficar. Quando se percebe isso, sentimo-nos abençoados.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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