Quinta-feira, 4 Dezembro, 2014

BRIAN ENO Nerve Net (Expanded Edition) 2CD / 2LP

€ 19,95 2CD (Expanded 2014 reissue) All Saints

€ 21,50 2LP (2014 reissue) All Saints

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WAST031CD-5.mp3]

Qual o tempo e o modo de Brian Eno? Década de 70 com Roxy Music, álbuns pop a solo, início do trabalho ambiental? Década de 80 com aprofundar da marca ambiental e colaborações várias? Década de 90 com ensaios na grelha já estabelecida da música de dança? Paramos aí, que é o tempo em que acontecem os quatro álbuns reeditados agora pela All Saints.
“Nerve Net”, de 1992, faz uma incursão em terreno mais amplo, depois de a música de Eno ter passado por um longo período mais introspectivo. Talvez “My Life In The Bush Of Ghosts” seja o antecedente mais próximo do que aqui escutamos, pela óbvia comparação rítmica. Robert Fripp, Benmont Tench, Roger Eno e John Paul Jones são os convidados mais conhecidos mas, como em várias outras ocasiões, Eno junta um leque de músicos em quem confia para concretizar a sua visão. “Nerve Net” soa agora, em retrospectiva, como um álbum muito do seu tempo, não querendo significar que é datado mas sim que documenta várias correntes fortes na época em que a música de dança começava realmente a tomar conta de um grande sector da pop. Justiça, no entanto: “Nerve Net” não é um disco para dançar mas ocupa-se do ritmo de forma análoga ao que Material faziam sensivelmente na mesma época. Um pouco de vanguarda nova-iorquina (“Wire Shock”), Quarto Mundo (“Pierre In Mist”, “Juju Space Jazz”), pressão cibernética (“Fractal Zoom”, “What Actually Happened?”), a sempre magnífica voz de Eno e, pelo meio, a pista do que ouvimos de extra nesta reedição: “My Squelchy Life”, que começa por ser uma faixa em “Nerve Net”, dá nome ao álbum nunca editado que deveria ter saído em 1991 e que nos é oferecido no segundo CD (não aparece na edição em vinil). Na época, Eno considerou-o menor e o disco foi abortado antes da edição, embora existam bootlegs provavelmente derivados dos exemplares promocionais que seguiram para a imprensa. Enquanto álbum, assenta perfeitamente na sequência pop de Eno a solo. Oiçam “Tutti Forgetti” para um gosto totalmente “My Life In The Bush Of Ghosts”; “Stiff” é Eno 100% clássico; “Everybody’s Mother” transmite calafrios de ficção científica; “Little Apricot” recupera a delicadeza ambiental. O todo forma um álbum de pleno direito. O tempo é bom conselheiro.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »