Sábado, 24 Setembro, 2016

MANUEL GÖTTSCHING E2-E4 – 35th Anniversary Edition LP

€ 23,50 LP (2016 repress) MG.ART

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MGART904-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MGART904-2.mp3]

Como muitas outras peças de música, resultou de uma sessão privada que por acaso ficou gravada. Göttsching podia não ter registado este mantra de 59 minutos e simplesmente ter disfrutado no seu momento de iluminação da incrível elevação que esta música proporciona. Tudo aconteceu em casa, depois do regresso de uma tournée com Klaus Schulze, mas o alcance foi global. Em 2006, James Murphy (LCD Soundsystem) gravou «45:33» para a Nike e a justificação mais comum que ele próprio deu para ter aceite o convite foi que este era uma excelente oportunidade para fazer algo parecido ao que Manuel Göttsching havia feito com «E2-E4». Também em 2006, Joe Clausell intervém sobre originais de MG; no final de 2005, Prins Thomas chama simplesmente «Goettsching» a uma faixa; antes ainda, em 1989, surge a que é tida como primeira homenagem a «E2-E4», gravada em Itália por Sueño Latino (comum em produções italianas da época fazerem-se versões de clássicos da electrónica como Jean-Michel Jarre ou Vangelis) e revista em 91/92 por Carl Craig e Derrick May em Detroit. Vinte anos antes, em 1971, Göttsching gravava o primeiro álbum com Harmut Enke e Klaus Schulze sob o nome Ash Ra Tempel, durante toda a década de 70 uma referência constante na Música Cósmica produzida na Alemanha, apesar de o último álbum com esse nome ser de 1973. Os elementos dispersaram-se, alguns (incluindo MG) continuaram como Ashra e em projectos a solo.
MG grava em 1975 «Inventions For Electric Guitar» em seu nome e, mais pequeno, Ash Ra Tempel VI porque era o sexto álbum no conjunto da obra. Dois anos depois estreava o Episódio IV da saga «Star Wars» e o nome de R2D2 ficou para sempre como a base teórica para o título de «E2-E4», na verdade a jogada de abertura mais comum no xadrez. No final do seu contrato com a Virgin, Göttsching reconhecia que seria difícil editar o disco e, em 1982, o melhor que conseguiu foi uma reacção entusiástica de Richard Branson, entretanto desligado da Virgin-editora. «E2-E4» seria editado apenas em 1984, em LP, e só em 1990, com a edição em CD, a música foi realmente apreciada tal como tinha sido gravada: de uma só vez. Um take apenas e estava feito o mantra perfeito para todas as festas house, techno e trance que proliferaram nos anos 90. A densidade de textura, ambiência, o ritmo sugerido, são ainda hoje pilares que aguentam esta música em qualquer circunstância sem que se note sequer a idade, já que a electrónica utilizada não revela datação concreta. Como guitarrista, MG escolhe intervir apenas aos 30 minutos. Demorou tempo a convencer-se de que podia encarar a quase uma hora gravada como um álbum completo que acabou mesmo por substituir um outro que andava a planear há mais de um ano. O músico disse ainda que nunca tinha acontecido uma jam privada ficar perfeita, sem alterações abruptas de volume, efeitos técnicos ou tentativas falhadas. Teve de honrar o sucedido com uma edição integral da obra.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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