Quinta-feira, 27 Outubro, 2016

COIL The New Backwards CD

€ 12,50 CD Important

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A vida complicada dos Coil e o estatuto que rapidamente ganharam junto da comunidade de música obscura resultou, desde há muito, em edições esgotadas, especulação, artigos exclusivos e gravações nunca antes disponíveis. É nesta última categoria que se insere “The New Backwards”, reinterpretação de “Backwards”, o suposto álbum nunca editado nos anos 90 por Trent Reznor (Nine Inch Nails) “por causa de homens cinzentos”. Na época, John Balance (vamos normalizar aqui a grafia do seu nome, para efeitos de conveniência) e Peter Christopherson estavam no centro da cena de música industrial, no sentido de exercitarem colaborações com e remisturas para outros artistas. Foetus, Nine Inch Nails, Psychick Warriors Ov Gaia, entre outros. Após o celebrado “Love’s Secret Domain” em 1990, esse álbum em que se aproximaram claramente da cultura rave, vendo nela as possibilidades de expansão dos mundos esotéricos que já exploravam, Coil parecem passar por um período de normalização de uma certa corrente industrial mais rítmica, cruzada com o rock, talvez resultado da proximidade com Reznor. É esse período que “Backwards” retrata, a posteriori (a edição aconteceu apenas em 2015), e “The New Backwards” replica de forma livre. Livre porque Peter Christopherson se dedicou a recombinar sons desse outro álbum, acrescentando ainda outras sessões do mesmo período (algures entre 1992 e 94). O álbum foi incluído como extra numa edição especial de “The Ape Of Naples”, em 2008, mas merece o seu espaço próprio. Ei-lo, informando-nos mais a fundo sobre o passado electrónico dos Coil, as experiências com batidas, o modo estranho como a voz de John Balance pairava por cima, um avanço estilístico a partir de “Windowpane” e “The Snow”, mais hermético, próximo talvez de algum material que ouvimos nos discos de ELpH vs. Coil e na série de EPs dedicados aos solstícios e equinócios. Se são fãs, não precisariam nunca que vos convencêssemos. Não sendo fãs, “The New Backwards” não é a porta de entrada mais indicada para o coração dos Coil mas revela como a o género chamado “industrial” se reinventa permanentemente fora das normas.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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