Terça-feira, 27 Junho, 2017

RADIOHEAD OK Computer OKNOTOK 1997 2017 2CD / 3LP

€ 13,50 2CD (2017 reissue) XL Recordings

€ 34,50 3LP (2017 reissue) XL Recordings

[audio:http://www.flur.pt/mp3/XLCD868-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD868-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD868-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD868-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/XLCD868-5.mp3]

“OK Computer” já era um álbum importante em 1997. Há vinte anos criou-se um discurso poderoso em volta do disco. Marcou uma época – quer se goste ou não – e o discurso de então continua a fazer sentido hoje. Aliás, é reforçado pela força do tempo. Esse é um dos dados mais curiosos de “OK Computer”, tanto em 1997, como nos entretantos, hoje e no futuro, será um disco que dificilmente terá outra história. São raros – mesmo raros – os discos na pop/rock que conseguem solidificar essa linha narrativa. O mais curioso no futuro pós-1997 é que “OK Computer” talvez seja o álbum dos Radiohead que influenciou menos bandas. Influenciou, sim, os próprios Radiohead e permitiu-lhes concretizar “Kid A” e “Amnesiac” e com isso fechar uma espécie de ciclo que tinham iniciado com “The Bends”. “OK Computer” é um disco cheio de si mesmo, cheio de Radiohead (e hoje é tão mais fácil dizer isto), e talvez seja isso que faz tanta gente reconhecer o seu valor como também desprezá-lo. Ouvi-lo, ainda hoje, é sentir uma mudança a acontecer no rock e sentir que um tempo em que se podiam tomar certas liberdades acabou. Nesse mesmo ano os Spiritualized editaram “Ladies And Gentlemen We Are Floating In Space” que faz e mostra exactamente o mesmo. É possível que a pop/rock não tenha tido outro “stream of consciousness” tão redondo. Ouvir “OK Computer” é mais do que um exercício de saudosismo, é, e será sempre, uma viagem pelo presente. O futuro ou a ficção científica que os Radiohead construíram em 1997 é um dado permanente. Esta nova edição é uma celebração da sua importância, assinala uma data, mas também assinala uma espécie de paz da banda com pormenores do seu passado: além da remasterização de “OK Computer”, a edição completa-se com lados B dos singles e com uma série de inéditos da altura, que circulavam em bootlegs e faziam as delícias de quem na altura começava a fazer downloads ilegais. Esses lados B e, principalmente, os inéditos surgem finalmente com boa qualidade. São temas que não encaixariam em “The Bends” e “OK Computer” (e, já agora, em qualquer outro disco deles), são um híbrido que contam nas entrelinhas a exploração constante e, também, a estagnação criativa – em certos momentos – dos Radiohead. São também história e encaixam na perfeição numa edição de festa como esta.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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