E pronto. Harvey regressa a Portugal e ao Lux depois de ter praticamente aberto a discoteca lisboeta em 1998. Nos anos que passaram gerou-se uma aura de lenda em seu redor e os discos que usa nos seus sets são automaticamente alvo de grande interesse e especulação no mercado de usados.
Amanhã, sexta-feira 30 de Julho, tocará no Lux. Não percam o set do Tiago, também.
A entrevista que se segue foi feita há dias por email e caiu-nos no colo por cortesia da Isilda Sanches (Rádio Oxigénio) e do Lux. Mantemos a versão original em inglês mas se tiverem alguma dificuldade peçam a versão traduzida (está quase pronta).
You are a cult figure. Do you feel like one? Who is a cult figure for you?
It is nice to have the adoration of people for doing what I do but I don’t consider myself a cult leader. To me the definition of cult leader would have to be someone more like Jim Jones.
What made you want to be a DJ?
I had become disillusioned with the group / band format, DJing allowed me to run the show on my own terms. Seeing what DJ’s were doing and the effect they were having on people solo was inspiring to me at a young age.
How different is the DJ/music scene nowadays from back when you started?
I would say the basic idea is still the same but now global communication has consolidated the disco family, we can be thousands of miles apart and sharing a sentiment at the tap of a keyboard.
What’s better: being a DJ or having a band? Is there a reason?
Both DJing and being in a band allow me to fully express myself musically in different ways. Both are still very important to me in their own way.
How important is surf in your life? Would you have moved to LA/Hawaii if it wasn’t for surf?
I enjoy surfing very much, it is a meditation for me, California and Hawaii allow me to indulge in this activity, but there were other draws to moving there too. There are many other places in the world I am fortunate enough to surf, Portugal was an early surf spot for me and I’m looking forward to getting in the ocean there again
What is thirtyninehotel?
A community orientated multi-media space. In China Town Honolulu Hawaii.
Back when you were a punk kid, John Peel playing your records must have felt pretty amazing. Do you remember that when you play other people’s stuff – do you feel it can make a difference? And are you in any way pressured to play any records?
I have no pressure to play any particular music and am very fortunate in that but I do like to play the productions of my friends, it helps that some of them are making outstanding music right now, but I’m lucky in that my crowd seem to come with open ears.
Do you regularly check the price of your records (the ones you make and the ones you play) on eBay?
I realize that my productions and playlist can fetch a high price on ebay, I don’t pay too much attention to it although it does amuse me greatly.
You’re somehow the father of all the disco, balearic, re-edit revival thing (not to mention the beard) that’s been going for the last few years. How do you feel about that (being the man responsible and the sceneitself)?
There’s no masterplan behind my career, I’m just doing what I love. I think the scene in general is healthy and we are all inspired by one another, I did a re-edit recently after leaving that genre alone for quite some time. I like to utilize many tools when I DJ to change or affect the music as I play it to give people something unique, after all, with the access to music people have now they could just stay home and party in their homes. If people come out and are inspired to go and create something of their own after hearing me play then I am all for it. As far as the beard is concerned, hair just grows out of my face at an alarming rate.
Weirdest DJ moment ever:
Some of them are a little to odd to put into print.
Best Dj experience until now:
Crowd surfing in Japan was a definite high point, but the last gig I did is always a high point for me.
Which are the basic conditions for a great party?
Loose women, Freaks and Balloons.
First record you ever bought (or remember doing so):
‘I Can Do It’ by The Rubettes or ‘Hey Rock N Roll’ by Showaddywaddy or ‘Tiger Feet’ by Mud.
A record you’re looking for:
Vinyl copy of Soundtrack to Lucifer Rising by Bobby Beausoleil.
Top five tracks of the moment:
I’ve done some pretty good tracks myself lately so here are my favorite of mine, in no particular order
Locussolus – Tan Sedan
Locussolus – Gun Ship
Black Keys – Tighten Up Remix
Admiral Frisbee – My Hippie Ain’t Hip Remix
Dirty Jesus – Dirty Do Funk Remix
Which DJ/producers/musicians do you admire right now?
Rub N Tug, Eric D, House of House, Rune Lindbaek, M. Pittman, Justin Vander…something.
Imagine a time warp makes you able to have a band/share a Dj booth with anyone alive or dead, who would you choose for partners?
Stalin on the left, Hitler on the right, everyone would be sure to pay attention. Mother Teresa doing front of house to EQ out the evil frequencies.
Best surf spot:
Queens Surf Waikiki is pretty hard to beat.
Words of advice for young people:
The Past is History the Futures a Mystery.
Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 17 de Julho 18h30 > 20h00. Super Disco: Sly & The Family Stone “There’s A Riot Goin’ On” (1971)
A ideia é todas estas sessões serem históricas, e o nome do Pedro Tenreiro já tem essa aura, apesar de a sua actividade estar longe de encerrada. Fez e editou re-edits praticamente uma década antes da recente cena que acontece em Portugal (virada para fora) e a sua dedicação a música negra aplicada à pista de dança torna-o incontornável se quisermos assinalar pontos importantes na cultura de música de dança em Portugal. No mesmo dia – 17 de Julho – estreia o seu Clube de Funk no Clube Ferroviário, em Santa Apolónia. Mas leiam o que escreveu Rui Miguel Abreu:
Pedro Tenreiro é um amigo, antes de mais nada. Trabalhei com o Pedro na NorteSul, aventureira etiqueta da Valentim de Carvalho, entre 1995 e 2001 e com ele aprendi muito. Sobre música, claro. Mas não só. Dj há mais tempo do que certamente é possível compreender à luz da escala actual que faz de tanta gente com um laptop e uns gigas de ficheiros mp3 «djs», Pedro Tenreiro seguiu uma linha constante na sua abordagem à música – a de um profundo respeito e conhecimento da música negra. Um conhecimento vasto, enciclopédico e em primeira mão: muitos dos discos hoje vistos como clássicos – de disco, hip hop, house, punk-funk… – entraram na colecção de Pedro Tenreiro aquando das suas edições originais. E ele soube depois medir-lhes o alcance, tendo o gira-discos como ponto de mira e a pista de dança como alvo da sua munição rítmica. Arma secreta? Um bom gosto profundo, que sempre lhe permitiu distinguir entre o que tem potencial para sobreviver ao teste do tempo e ascender ao estatuto de clássico e o que meramente traduz o momento. Pedro Tenreiro, é bom de ver, é um coleccionador devotado, digger com muita poeira nos dedos, sniper com olho de falcão capaz de sobreviver na selva que é o eBay, respeitado e conhecedor arquivista capaz de falar de igual para igual com nomes grandes do circuito internacional. Keb Darge ou Ian Wright são amigos íntimos. Como os Idjut Boys ou Nick The Record. Pedro é membro dessa elite: gente com uma paixão pelos discos tão enorme que tocá-los não chega. Há também que fazê-los. E Pedro fez muitos: como A&R possuirá um dos mais invejáveis currículos do nosso país – ligou o seu nome ao de gente como Mind Da Gap, Cool Hipnoise, Mão Morta, aventurou-se, comigo ao seu lado, na Kami’khazz, editando vinil quando a “moda” actual era ainda uma distante miragem. E assinou edits que tiveram projecção internacional, como Dancin’ Days, acrescentando ao seu currículo edições na Noid e na Big Bear. É de homem.
Mais recentemente, Pedro Tenreiro apontou à fonte e transformou o seu Clube de Funk num ponto de peregrinação para todos os que gostam de beber água da mais pura. Conjugando o microfone com pérolas que muitas vezes merecem mais estar depositadas no banco do que numa estante de discos – tal o seu valor! – Pedro criou a primeira e mais genuína noite de deep funk do país, capaz de rivalizar, na intensidade das suas sessões e na qualidade das suas selecções, com as mais quentes noites da Madame Jojo’s de Londres. O Clube de Funk arranca com uma residência em Lisboa precisamente na noite de 17 de Julho, quando Pedro desce à capital para protagonizar mais um Super Disco no Teatro Maria Matos. Disco escolhido? There’s a Riot Goin’ On de Sly and the Family Stone.
Quando Marvin Gaye, de olhos lavados pela realidade no arranque dos anos 70 e informado pela experiência do seu irmão no Vietname, perguntava ao mundo o que se passava com a obra-prima What’s Going On?, Sylvester Stewart decidiu responder com o seu retrato real de uma sociedade em escombros, de um pós-Civil Rights Movement que, afinal, não escondia um pote de ouro no fim do arco-íris. Peter Doggett, no seu livro sobre «revolucionários, estrelas rock e a ascensão e queda da contra-cultura dos anos 60», apropriadamente intitulado There’s a Riot Going On, assim mesmo sem substituir o “g” por um apóstrofo, para se distinguir do disco que lhe inspirou o título, escrevia que o disco de Sly And The Family Stone «respondia à sombria realidade da vida nas ruas para os afro-americanos oferecendo um atraente e delicioso escape para a solidão, moldado pelas drogas e pelo hedonismo». É sobre este álbum de 1971 que Pedro Tenreiro vai falar no Super Disco do próximo sábado. A sua visão da obra-prima de Sly Stewart, salada psicadélica de funk, rock e política, e a sua própria vida e carreira serão as coordenadas para a conversa que se inicia às 18 e 30 no café do Teatro Maria Matos.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
Sam The Kid é um herói. Não daqueles que usa capa e voa, mas daqueles que, pela persistência do talento, nos obrigam a prestar atenção, a alterar preconceitos, a mudar de direcção. Nesta altura, a sua carreira já vai longa, mas mantém a frescura dos primeiros momentos. Iniciou-se na “segunda vaga” do Hip Hop Tuga com a edição artesanal de Entre(tanto) mesmo a tempo de deixar a sua marca na década de 90. Era uma época de auto-edições, de ignorância propositada das regras da indústria, quando uma fotocópia bastava para capa e um CDR era mais do que suficiente para conter o que se gravava em casa, em total desrespeito pelas regras do áudio.
Logo de início Sam distinguiu-se pelas suas capacidades no microfone. Se em termos formais os primeiros passos dispensavam controle de qualidade, já ao nível daquilo que se passava entre a ponta da sua caneta e o papel não havia facilitismos. A língua, nesse tempo, era tomada de assalto como terreno virgem, pronto para a invenção, pronto para assistir à construção de uma nova realidade. Quando Sobre(tudo) chegou, em 2002, os holofotes já estavam lançados sobre esta nova geração que reclamava as ruas, a língua e os breaks como mecanismos de definição de identidade, de vontade, de criatividade. «Não percebes o hip hop», rappava ele. E tinha razão. Os equívocos eram por demais evidentes por parte de quem se dispunha a abordar o “fenómeno”.
A terceira etapa desta carreira dispensou as palavras e isso fomentou equívocos por si só. O clássico «até gosto de hip hop se não tiver rimas» era tão acertado quanto um «até gosto de futebol se só tiver remates à baliza». Na verdade, «Beats Vol. 1 – Amor» estava cheio de rimas, de palavras e de significados. E de remates à baliza, que no hip hop se chamam «punch lines». Só que ninguém as ouvia. Estavam todas na cabeça de Sam The Kid, mas de alguma forma a história passou cá para fora. Esse disco era tão transparente, mas tão honesto, que desarmou tudo e todos. Essa espécie de passo atrás precedeu os dois em frente que Sam deu com Pratica(mente) de 2006. «Poetas de Karaoke» voltou a agitar e «Negociantes» resguardou pelo menos uma voz, uma história, para a posteridade. Os samples de Sam continuavam a entrelaçar-se num rendilhado particular, desta vez admitindo a intervenção de músicos, de instrumentação real. Porque Sam soube sempre olhar para a frente. No fundo, essa experiência desembocou agora no projecto Orelha Negra – de novo os beats, os samples, mais o dj e os músicos a caminharem num passo seguro para uma direcção comum. As histórias continuam lá, nos silêncios, nos samples, enredilhadas nos grooves, escondidas na poeira do vinil que é samplado em cada momento, nas entrelinhas das “dicas” largadas pela MPC.
A verdade é que Sam não vive sem palavras. E por isso escolheu um Super Disco especial: “Moment of Truth” dos Gang Starr. Lançado originalmente em 1998 (a relação com a própria carreira de Sam é clara – este é um daqueles discos estudado até à última tarola), ”Moment of Truth” é uma das obras primas do hip hop. Quinto álbum dos Gang Starr (o único gang a que todos quisemos pertencer, como diziam os De La Soul) de Dj Premier e do recentemente desaparecido Guru, representa o apogeu do som de Nova Iorque.
Os Gang Starr só gravariam mais um álbum, The Ownerz de 2003. E por entre fantasias de uma reunião dos Gang Starr que os pudesse trazer até Portugal (tanto Primo como Guru nos visitaram, mas em separado) chegou-se até ao desaparecimento deste plano de existência de Keith Elam, a 19 de Abril último. Coordenadas mais do que suficientes para a conversa no Maria Matos.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
Manuela Paraíso é uma paixão antiga. Depois da iniciação com António Sérgio, da continuada exploração do que se chamava (e de certa forma ainda se chama hoje, embora num contexto completamente diferente) “música alternativa”, chegava-se a um ponto em que o universo pop/rock indie já não era suficiente. “O Fogo E O Gelo”, programa de rádio realizado por Manuela Paraíso na Rádio Azul em Setúbal na segunda metade da década de 80, teve uma importância de formação que não se consegue transmitir eficazmente hoje em dia. Juntamente com “O Crepúsculo dos Deuses” (Paulo e Fred Somsen + Eugénio Teófilo) na Rádio Universidade Tejo, foram horas de rádio a mostrar novos sons fora do loop pop/rock: EBM, industrial, neo-clássico, noise, electrónica e muitas coisas sem classificação. Os próprios separadores e jingles das emissões eram objecto de curiosidade – como explicar o entusiasmo em descobrir, anos mais tarde, que a música X era um dos jingles em “O Fogo E O Gelo”? Não dá.
Manuela Paraíso escreve sobre música desde 1980 (Música & Som, Blitz, Se7e, Ícon, Première, Vogue, etc.); fundou e dirigiu o jornal LP, meteoro fugaz na imprensa musical portuguesa entre 1988 e 89; foi DJ na Jukebox entre 1983 e 84; realizou vários programas de autor em diversas rádios e em 1996 fixou-se na Rádio Paris Lisboa (actualmente Rádio Europa Lisboa), onde assina, desde 2007, o programa de divulgação de música erudita portuguesa “Na Outra Margem”. As aulas de piano, ainda criança, deram-lhe a formação clássica necessária para compreender as regras quebradas pela música que divulgava mas também a base fundamental para sentir a paixão por música clássica e erudita que forma o essencial do seu trabalho actual de divulgação. Presentemente é colaboradora do JL, na área da música erudita, da nova revista Glosas, e desenvolve vários projectos de produção e audiovisuais ligados a música erudita portuguesa.
O seu Super Disco é o primeiro álbum dos Flying Lizards, homónimo, editado originalmente pela Virgin em 1979. O single “Money” foi um êxito inesperado para um grupo pensado como uma farpa no coração da indústria pop – o álbum é composto por versões de antigos hits pop e soul (coisas da Motown, etc.) revistos com o descaramento experimental do pós-punk mais arrojado. David Cunningham era já, então, figura importante na música improvisada britânica, e as técnicas e sons que transportou para a pop não tiveram precedentes. A música propositadamenbte “desajeitada” e as vozes femininas esvaziadas de emoção foram uma provocação explícita à formatação pop açucarada. Disco muito importante para reforçar, ainda hoje, a ideia de que a pop precisa sempre de uma contracultura.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
As imagens abaixo são stills de filmagens feitas no dia 17 de Abril na Flur, em Santa Apolónia.
Muito obrigado a todos os presentes, que realmente tornaram este dia muito especial para nós.
Muito obrigado a quem nos ajudou com logística e equipamento: Bica do Sapato, Lux, Miguel Maurício, Teatro Praga, Susana Pomba, Fred Somsen, Filho Único, Drag City (sacos promocionais), Dromos (mixtapes em cassete), Zé dos Bois, Dexter, Isabel Salvado, João Amorim.
Muito obrigado a quem participou activamente, estas pessoas foram o verdadeiro motivo para vocês passarem cá: DJ Ride fez um showcase de scratch, Rui Miguel Abreu esteve ao balcão e expôs 50 capas da sua colecção de vinil (o tema foi Electrónica e Espaço), Joaquim Albergaria (Paus), Isilda Sanches (Oxigénio), Joana Bernardo (Radar) e Sérgio Hydalgo (ZDB) também estiveram ao balcão, DJ Bros passou discos no final da tarde, Luka (Horse Meat Disco) ficou retido em Lisboa e acedeu a passar alguns discos; Vitor Belanciano (Público), Nuno Galopim (DN) e Rui Tentúgal (Expresso), fizeram o ambiente na primeira hora e meia com música que trouxeram de casa; Pedro Magina (Aquaparque) apresentou ao vivo o CD “Nazca Lines” com teclado, efeitos e, como bónus, microfone para uma grande versão sentimental de “Born Slippy” dos Underworld(!). Neste momento são todos as melhores pessoas de sempre.
NOTA: A filmagem do set do Ride correu bem mas a captação do som infelizmente não : (
As nossas desculpas a todos quantos esperavam receber o DVD caseiro como recordação do dia…
Um disco triplo de uma banda conotada com o punk não era, na época em que “Sandinista” foi editado, uma correspondência esperada. Os LPs duplos e triplos estavam normalmente reservados para registos ao vivo ou – alerta vermelho para bandas punk – discos conceptuais de grupos de rock sinfónico/progressivo. Mas os Clash foram ousados e conseguiram também eficazmente eclipsar o cliché do punk em 36 canções de diversos estilos que, no fundo, traduziam diversos interesses, influências, uma atitude descontraída e, de certa forma, revolucionária. Não por acaso, “Sandinista” era também o nome da auto-proclamada Frente de Libertação Nacional que governou a Nicarágua entre 1979 e 1980, ano da edição deste álbum. Este é o Super Disco de Zé Pedro Moura (ZPM), nosso convidado do mês de Abril. Não foi fácil escolher de entre tantos discos num percurso tão rico e variado como o de ZPM, daí que este seja um ponto de partida para uma viagem pelo tempo que se cruza com as histórias do rock e da música de dança em Portugal. ZPM foi baixista nos Mão Morta, formou os SPQR com Rafael Toral, integrou os Zero Amarelo e é, ainda hoje, passados 25 anos, baixista e compositor nos Pop Dell’Arte. Fez parte da equipa de DJs residentes no clube Frágil, no Bairro Alto, durante os anos 80 e boa parte dos 90. Teve sexo, drogas e rock & roll. É DJ no clube Lux desde a sua inauguração em 1998, não parece ter desejo em regressar ao passado porque há demasiada música boa a acontecer agora. É a vossa – e nossa – hipótese de homenagear em vida uma das figuras que mais solidamente contribuiram para que se ouvissem novos sons nos palcos e nas pistas de dança em Portugal.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 13 de Março 18h30 > 20h00.
Nota: esta sessão decorrerá inteiramente, ou quase, em inglês.
“Live At The East”, originalmente editado na Impulse em 1971, é tocado por um ensemble relativamente grande: dois bateristas, dois baixistas e mais cinco músicos acompanham o saxofone de Pharoah Sanders. Considerada por muitos admiradores como uma das mais completas gravações do músico, “Healing”, a faixa que abre o disco, mostra uma dinâmica incrível entre os instrumentos numa das obras fundamentais do jazz espiritual deste período. O baixo de Stanley Clarke acrescenta um tom mais funk que o habitual, e vamos tentar saber qual a importância de “Live At The East” para Jerry The Cat (Jerrald James), percussionista com longa carreira, DJ, nascido em Detroit em 1950 e actualmente residente em Lisboa. Tocou ao vivo com Parliament/Funkadelic e Carl Craig, entre muitos outros, acompanhou o histórico clube Music Institute, tornou-se DJ e é conhecido pelo seu estilo suave de mistura mas também pela sua perícia nas congas. A vasta experiência que acumulou em géneros como jazz, r&b, disco, funk, soul, clássica ou blues proporcionou múltiplas histórias que mal podemos esperar para ouvir. A sua colecção de discos está em Detroit, pelo que não teremos o prazer da escuta dos originais em vinil. De qualquer forma, a presença carismática de Jerrald James é suficiente para esta tarde em que vamos aprender coisas! Se puderem, apareçam para mostrar respeito e saber o que Jerrald viu em Lisboa para ficar por cá. Para uma bio mais detalhada, consultem o seu site aqui.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
Inicialmente conhecido como DJ e produtor de hip hop mas, embora essa ainda seja a sua cartilha, DJ Ride procura hoje navegar mais na margens do movimento do que seguir a corrente dominante. Escolhe como Super Disco um álbum de hip hop que transcende fronteiras: “Endtroducing” de DJ Shadow (1996). Os seus métodos de produção, escolha de samples, utilização de MPC, ainda inspiram Ride, que nos explicará também como vê no género contemporâneo chamado Wonky a herança do psicadelismo então recuperado por Shadow. Ride acaba de lançar o seu segundo álbum, “Psychedelic Sound Waves”, no qual explora ciências rítmicas em complexas camadas que transforma em groove. A sensação é de um mash-up permanente entre passado e presente (juntos fazem o futuro?), um percurso dinâmico e alucinante carregado de inspiração e que não consegue ocultar o entusiasmo deste jovem produtor por formas musicais que transcendem o nicho em que tende a ser colocado. Tal como Shadow, Ride procura moldar a matéria que o entusiasma em nova matéria que passa a fazer parte dos compêndios do amanhã. “Endtroducing” é, ainda hoje, dos discos que melhor captam o ímpeto reciclador do hip hop e o espírito inclusivo tantas vezes esquecido da sua vertente musical.
Apareçam no café do Teatro Maria Matos para ouvir em primeira mão como um produtor actuante agora recicla e interpreta as mensagens fortes do passado e as transforma em novo assunto de discussão. De passagem, poderemos aprender algo mais sobra máquinas e equipamento: Ride não conseguirá certamente impedir-se de falar da sua relação íntima com as máquinas que tem comprado e que gosta de utilizar. Andou na companhia de André Fernandes e Mário Laginha, desenvolveu uma scratch tool adoptada pela Red Bull Home Groove, colaborou ao vivo com os Coldfinger, foi um dos primeiros convidados da série de Henrique Amaro na Optimus Discos, prepara uma peça com Rui Horta no CCB e será a personagem principal no muito esperado documentário “Dig In Japan”.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
“Music Of My Heart” é uma gema raríssima de 1977, mais conhecida pelos valores exorbitantes em leilões que pelo funk e soul superiores de John Heartsman And Circles. A recente reedição pela Jazzman colocou finalmente uma cópia do LP em casa do editor discográfico Joaquim Paulo que, emotivamente, o considera o holy grail da sua vasta colecção. O autor da série “Covers” para a Taschen escolhe-o como super disco para partilhar a sua música, em primeiro lugar, mas também todas as histórias que a sua busca proporcionou. Histórias extensíveis a muitos outros discos na sua colecção, algumas semelhantes a verdadeiras investigações. Joaquim Paulo tem ainda larga experiência como programador de rádio, tudo em nome da partilha de música que acredita tornar o mundo melhor. Partimos na quase total ignorância sobre “Music Of My Heart”, estando tão disponíveis como vocês para ouvir relatos que de certeza farão sorrir quem encontra nos discos um prazer impossível de reproduzir na mera aquisição de música desligada da personalidade e vida do objecto. Não deixem que a chuva vos demova, o ambiente é confortável, a luz baixa e as janelas são grandes.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
Rui Miguel Abreu é o convidado da sessão #4 e escolheu “3 Feet High and Rising” (De La Soul), um álbum de 1989 que coincide com o início da sua carreira como jornalista musical. O disco foi-lhe oferecido em Maio, um mês antes de passar a integrar a redacção d’A Capital. O álbum foi crucial para a relação que mantém ainda com a cultura hip hop e também abriu muitas portas (nunca encerradas desde então) para os universos soul e jazz através das samples nele incluídas. RMA é actualmente jornalista freelancer, mantendo colaborações, entre outros órgãos de comunicação, com a Antena 3 e a revista Blitz. A sua dedicação e paixão enquanto coleccionador de discos sempre o levou a querer partilhar as suas descobertas como DJ ou um dos bloggers mais activos que conhecemos (o suspenso Hit da Breakz e o actual 2 4 The Bass). Leiam aqui o teaser na primeira pessoa e lembrem-se que o que acontece nestas sessões segue a nobre tradição da partilha de conhecimento, entusiasmo e histórias pessoais. Apareçam.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história,
representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD),
o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 14 de Novembro 18h30 > 20h00.
Por motivos alheios a nós foi cancelada a presença de Sei Miguel na sessão Super Disco #3.
Mas continuem a ler : )
A descrição que se segue parece fabricada, um sonho de arqueologia musical, histórias vividas em primeira mão e na primeira pessoa, tudo verdade:
Rui de Castro viveu em Londres durante a década de 70, assistiu por dentro à ascenção e decadência do punk, vizinho da frente de Johnny Rotten, músico (The Warm), editor (Warm Records, inaugurada com dois singles em 1976), contacto privilegiado de António Sérgio para fornecer novidades frescas de Inglaterra. Regressado a Portugal no início da década de 80 viu frustradas pelo “Sistema Fonográfico” vigente as suas tentativas para fazer cá uma editora independente. Um resultado visível de toda essa frustração é o single de 7″ “O Pirata (Pirata Rap Attack)”, auto-produzido e editado em 1984 sob o nome Rui de Castro e o Grupo Português de Piratas. O formato rap/electro faz deste disco uma peça única no panorama discográfico português, a letra aborda em tom de sátira o assunto sempre relevante do direito à diferença e auto-determinação. Este é o Super Disco para dia 14 de Novembro. Mário João Camolas tem um dos dois ou três exemplares alegadamente vendidos e estará connosco na mesa para conversar com Rui de Castro.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história,
representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD),
o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
A editora Future Times (Washington), que conhecemos sobretudo por causa de Rhythm Based Lovers, deixou-nos dois sets ao vivo para partilha, gravados no último fim de semana directamente para cassete : )
Maximillion Dunbar terá um maxi chamado “Bare Feet”, em breve, com as faixas “Loveloop” e “Wouldn’t Matter”;
Protect-U tem maxi alinhado na Future Times para Dezembro. “Double Rainbow” já pode ser ouvido no myspace deles.
Maxmillion Dunbar ao vivo
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1. kim 2. way down 3. loveloop 4. snow mega 5. pretty please 6. girls dream 7. wouldn’t matter 8. know u demo
Protect-U ao vivo
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Começa amanhã uma série de sessões mensais chamadas Super Disco, idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história,
representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD),
o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
O convidado da primeira sessão é Vítor Belanciano. É actualmente um dos coordenadores do suplemento Ípsilon (jornal Público) e a sua relação com a música tem longos anos. Nesta sessão fala do álbum “Remain In Light” (Talking Heads, 1980) e do tempo que demorou até gostar dele. Revisita a época e partilha o seu percurso enquanto propõe a audição em directo de excertos do disco e de outros descobertos a partir dele.
Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: sábado 19 de Setembro 18h30 > 20h00.
13 de Maio Aquaparque + Filho Único DJ set
Lounge, 22H30
Primeira de muitas noites de residência da Filho Único às segundas quartas-feiras de cada mês. A primeira é já hoje, com Aquaparque, que continuam a espalhar amor por todo o Portugal com o essencial “É Isso Aí“. O evento é gratuito e quem organiza garante que vai mesmo começar a horas. Não faltem e, claro, não se atrasem : )
Ainda parece meio sonho. Dia 18 de Abril foi um dia do qual, fisicamente, restaram apenas as 50 capas de discos de vinil do Joaquim Paulo na parede (foram retiradas hoje). Mas, na memória e em registos vários, o dia fará para sempre parte da vida da Flur e das nossas, particulares. A responsabilidade por isso é de todas as pessoas que nos ajudaram e a quem só conseguimos agradecer, maioritariamente, com lugares-comuns.
Acreditem, no entanto, que sentimos que são tudo menos comuns. Foi uma espécie de Chamada Às Armas por parte de quem valoriza a música, os discos e, em última análise, as lojas físicas independentes, que foram o verdadeiro motivo de celebração – Record Store Day. Todos vocês que passaram por cá, todos os que compraram discos e transformaram o dia em algo realmente importante para nós.
Não somos especialmente bafejados pela sorte, acreditamos no que fazemos, tentamos fazê-lo bem e com esforço extra num mercado e geografia que não nos favorecem de todo. Neste momento somos praticamente uma impossibilidade técnica mantida viva por tudo o que dissemos no início deste parágrafo mas, CLARO, por vocês que nos compram discos. Esse é o único oxigénio para os nossos pulmões. A internet não é uma loja, é o Mundo. Não se faz frente ao mundo inteiro. Nós estamos aqui e estas foram as pessoas que mais nos ajudaram no dia 18 de Abril.
CONCERTOS: Aquaparque – oferta de um inédito e surpreendente set acústico que recuperou a essência do projecto. E muita paciência para esperar pela sua hora (o André tinha trabalhado toda a madrugada); B Fachada e Samuel Úria – prontidão, simpatia, entrega e entusiasmo: mini-concerto de comunhão musical; Peter Walker – um pouco distante como deve ser alguém que é um mito, deu um recital de guitarra e arrasou-nos com a sua disponibilidade e profissionalismo;
DJs: Dinis, Kaspar e Rui Torrinha, os dois últimos da Groovement – ingrata tarefa de serem os primeiros na lista. Cumpriram tudo o que prometeram e o Rui veio de propósito do Porto (meu Deus!); José Belo e João Maria (ambos da Bloop) – perfeitos, nada a apontar : ) Nuno Lopes – boa onda desde o convite inicial, impecável apesar da agenda preenchida nesse dia (peça de teatro à noite e, de madrugada, DJ na LX Factory); Kamala - outra agenda preenchida (a sua Spin-Management celebrou um ano no mesmo dia) e, ainda assim, tempo para pensar num set para o local e a ocasião; Rodrigo Amado – último set do dia, honrou o comedown de uma festa frenética, trouxe música que nos ajudou a descontrair antes do fim; Ana Rita Clara – aceitou fazer uma coisa que normalmente não faz (passar discos em público), fez um set que muitos não esperavam, transmitindo com a música a sua simpatia transbordante; Rui Pregal da Cunha – entusiasmo sem hesitações, boa disposição contagiante; Rui Vargas, dexter, Zé Pedro Moura e Leonaldo de Almeida – amizade, respeito e entusiasmo, muitos anos de música boa para trás e a sensação é de que há muitos ainda pela frente; Yen Sung e Nuno Rosa – a mudança nos horários (chuva) fez com que já não tocassem, mas estiveram cá e estavam prontos; D.I.S.C.O.Texas – pessoal mais simpático de sempre, o Rodrigo estava de directa, os Bandido$ tinham um jogo de bola à tarde e ainda tinham de regressar para estar ao balcão;
AO BALCÃO:
Isilda Sanches e Rita Moreira, ambas da Oxigénio – raro prazer, ver raparigas atrás do balcão na Flur. Foram dinâmicas e militantes. A Isilda ainda foi imprescindível na preparação e gestão dos acontecimentos nesse dia; Ricardo Gross – respeito: fez horas extraordinárias ao balcão, dedicação à causa desde a primeira conversa;
Paulo (DJ B.R.O.S.) – entusiasmo tão sincero que nos apeteceu contratá-lo na hora; Concentrado e voluntarioso. E nem chegaram a ouvi-lo passar discos;
Nelson Gomes e Pedro Gomes – também passaram horas ao balcão e fizeram questão em organizar um sound system Filho Único para se ouvir na loja. Levaram tudo a sério e, no mesmo tom, organizam alguns dos melhores concertos a que podemos assistir nesta cidade;
Bruno e Rui (Bandido$) – Tiveram de sair a meio da tarde para um jogo de futebol que já estava marcado, o jogo foi à chuva (claro), ainda foram a casa tomar banho e regressaram com aspecto FOXY para uma hora de balcão. Incrível.
MCs
Pedro Ramos (Radar) e Hugo Pinto – vestiram a farda de anfitriões durante toda a tarde. Divertiram-se e divertiram horas a fio, com muita paciência, total disponibilidade e dominando a arte do improviso;
REPÓRTERES
Susana Pomba – 4GB de fotografias, toda a tarde a captar os ângulos perfeitos, fiquem atentos ao que vamos mostrar aqui ou ela no seu blog;
Isabel Salvado – 8 horas de câmara na mão, a filmar. Foi um dia de trabalho! E uma longa maratona de edição;
ROCK BAND:
Tiago Castro e Pedro Moreira Dias, ambos da Radar – jogaram Rock Band na PS3 em condições apertadas. Nunca disseram nada que não fosse SIM, e custou dizer para desligarem as máquinas às 19h. Foi como tirar um brinquedo a uma criança;
EXPOSIÇÃO:
Joaquim Paulo – emprestou na hora 50 capas – que valem o peso em diamantes – da sua colecção de discos de vinil, algumas delas aparecem no livro que preparou para a Taschen (”Jazz Covers“);
LANCHE:
Luís Almeida (Pan Sorbe) – metido na cozinha durante boa parte da tarde. De cada vez que trazia uma travessa com os snacks que preparava apercebia-se de que a anterior já estava vazia. Não precisamos de dizer o que isso significa;
AUTÓGRAFOS: Rui Reininho teve a amabilidade de autografar o original do LP “Independança” (GNR), leiloado no dia 18.
MIXTAPES: Marco Martins, Photonz, Sérgio Hydalgo, Tiago Miranda, Tiago Santos, Zé Diogo Quintela – dispensaram tempo a pensar/gravar/entregar os seus 60 minutos de música para ouvirmos na loja durante o dia. Parvoíce nossa: com toda a boa confusão, a maior parte da música perdeu-se no ar e então vamos partilhá-la em breve neste blog.
EMISSÕES DE RÁDIO PARA A OXIGÉNIO:
O nosso programa semanal (Domingos, 22h) mudou de formato para receber Rui Miguel Abreu e José Guedes, responsáveis por duas lojas de discos seminais, ambas no Bairro Alto. RMA era um dos sócios da Lollypop (1993-1998), JG da Contraverso (1986-1999). Fizeram História por razões diferentes e contaram estórias que podem escutar aqui e aqui.
LOGÍSTICA:
Fernando e Fátima do restaurante Bica do Sapato – entusiasmo e ajuda logística im-pres-cin-dí-vel;
Nuno e Gabriel, do Lux – preparação e transporte da aparelhagem, papa toda feita;
Sérgio Hydalgo – respeito por querer partilhar o seu concerto da noite da ZDB connosco e tornar possível a presença de Peter Walker;
QUESTIONÁRIOS:
Muita gente para nomear individualmente, mas podem ler as suas respostas neste blog. Foram tantas que continuaremos a publicá-las ao longo do mês de Maio. A todos um enorme obrigado.
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A chuva prometida pela Meteorologia e o cancelamento dos Macacos Do Chinês – tiveram um concerto e desmarcaram a visita à Flur – obrigaram-nos a uns pequenos ajustes. O horário está agora assim e se tudo correr bem é assim que vai ficar.
13h00 abertura da loja
mixtape: Zé Diogo Quintela
14h00 ao Balcão: Ricardo Gross
14h30 djs: editora Groovement (Ka$par e Rui Torrinha)
visita guiada de Joaquim Paulo sobre a exposição de 50 capas de discos da sua colecção
15h00 dj: D.I.S.C.O.Texas mixtape: MarcoMartins
ao balcão: IsildaSanches
15h30 dj: Dinis
ao balcão: RitaMoreira
16h00 djs: editora Bloop (José Belo e João Maria)
mixtape: TiagoMiranda (Loosers, Lux, etc)
ao vivo: B Fachada + Samuel Úria (FlorCaveira)
16h30 dj: NunoLopes
ao balcão: DJ B.r.o.s.
17h00 dj: Rui Pregal da Cunha
ao balcão: FilhoÚnico ( Nelson Gomes e Pedro Gomes)
17h30 dj: Kamala
ao vivo: PeterWalker
18h00 djs: clube Lux (Rui Vargas, Zé Pedro Moura, dexter, Yen Sung, Nuno Rosa e Leonaldo de Almeida)
mixtape: TiagoSantos (Cool Hipnoise)
18h30 TiagoCastro e PedroMoreiraDias (ambos da Radar) jogam “Rock Band” na PS3.
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QUANDO
Sábado, 18 de Abril de 2009, entre as 13h e as 21h.
O QUÊ: Flur é uma loja de discos aberta desde 2001, em Santa Apolónia, junto ao Lux e Bica do Sapato. Record Store Day é um dia assinalado desde 2007 com o intuito de celebrar a existência de lojas físicas que vendem predominantemente discos mas, sobretudo, para celebrar toda a cultura associada a esses espaços onde se vive, respira, troca, vende e compra música e experiências a ela associadas.
IDEIAS E SENTIMENTOS:
Para quem gosta de música, trabalhar numa loja de discos na qual se possa controlar o critério equivale a um portal aberto para a felicidade. Esse mesmo entusiasmo é colocado na relação com quem nos visita ou contacta. O amor por determinados discos tem de ser transmitido 100% intacto, de outro modo não faz sentido para nós estar neste negócio. No fundo procuramos legitimidade e aceitação para os nossos gostos, como qualquer pessoa. Só que nós podemos ter o prazer de disponibilizar para venda os próprios discos de que gostamos. É quase perfeito.
O espírito é sobretudo de encontro entre pessoas para quem a música é muito importante, mantendo vivo um elemento fundamental na partilha e difusão de música: a loja de discos. No fundo, apelar a todos aqueles que vêem para além do espaço comercial que uma loja obviamente é e reconhecem o seu papel de entreposto cultural.
QUESTIONÁRIOS:
Pedimos a muita gente que respondesse a algumas perguntas sobre discos, todas as respostas serão publicadas neste blog até ao final do mês de Abril. É uma pequena tentativa de Recenseamento 2009 no capítulo da relação que se tem com discos. Ao lado de ilustres desconhecidos (todos conhecidos para nós) poderão ler as respostas de Rui Reininho, DJ Vibe, António Sérgio, Nuno Markl ou Zé Diogo Quintela + muitas outras pessoas que acederam em partilhar os seus gostos connosco. Muito obrigado.
SHOUTS:
Primeiro para todos os que nos visitam, compram discos, dão feedback positivo e negativo, lêem e confiam em nós em muitos casos há vários anos. Pessoas com quem aprendemos tanto quanto esperamos que aprendam – enfim – alguma coisa com o nosso entusiasmo;
Todos os convidados que vão fazer coisas na Flur neste dia, pelo tempo, dedicação, amizade e energia que transmitem, total respeito para eles por terem aceite o nosso convite, são todos eles, de facto, que fazem este dia especial. Sigam os links nos respectivos nomes e saibam mais sobre o seu trabalho;
Toda a gente que se dispôs a gastar tempo para responder às nossas perguntas (ver Questionários); Lux e Bica do Sapato pela inestimável ajuda logística neste dia.
PROGRAMA PARA O DIA:
Horas ainda a definir, lista de participantes a seguir a este parágrafo, dividida por actividades. A programação pode ser alterada por motivos alheios a nós. Fiquem atentos.
EXPOSIÇÃO DE CAPAS DE DISCOS DE VINIL:
Joaquim Paulo, que publicou “Jazz Covers” na Taschen (selecção de capas de discos de Jazz), expõe 50 capas originais da sua colecção de vinil. Ele próprio estará disponível para comentar a exposição.
MESTRES DE CERIMÓNIAS:
Pedro Ramos (Radar 97.8 FM) e Hugo Pinto (jornalista) apresentam no local o que acontece durante o dia.
EMISSÕES DE RÁDIO: Rui Miguel Abreu(um dos sócios da extinta loja Lollypop entre 1993-1998, no Bairro Alto, jornalista e radialista) e José Guedes (um dos responsáveis pela extinta loja Contraverso entre 1986-1999, no Bairro Alto, actualmente dirige a distribuidora Última) são convidados em duas emissões especiais de um programa de rádio apresentado por nós na Oxigénio (102.6 Lisboa e Linha de Cascais). Primeira emissão no Domingo, 12 de Abril, às 22h, com Rui Miguel Abreu; segunda emissão no Domingo, 19 de Abril, às 22h, com José Guedes.
OUTRAS ACTIVIDADES:
Tiago Castro e Pedro Moreira Dias (ambos da Radar 97.8 FM) jogam uma sessão de “Rock Band” na PS3; DJ Pan Sorbe prepara alguns snacks para a hora do lanche;
Susana Pomba é a repórter fotográfica oficial, depois não se esqueçam de ver aqui.
Confirmado: fanzine com ilustrações de Pedro Lourenço e Márcio Matos, primeira edição Flur/Príncipe.
Joaquim Paulo fará uma “visita guiada” à exposição de 50 capas de discos da sua colecção. Previsão: 17h00.
Sigam este blog ou o Twitter para quaisquer actualizações.
Até breve!
Sábado, 4 Abril, 2009 Categoria:Ao vivo Etiquetas:Zonk
Primeiro Aaron Dilloway, Nate Young e Afonso dos Gala Drop nas Belas Artes, Barulho Real para digerir o jantar. Depois correr lá para baixo:
No Lounge, Escravos de Zonk (Photonz, Major e Javenger Dourado) no toque genuíno. Tudo discos verdadeiros!
23h, Sábado 4 de Abril de 2009
Lounge
R. da Moeda, 1, Cais do Sodré, Lisboa
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Set ao vivo gentilmente cedido por Jamal Moss, gravado em Evanston, Illinois, durante o 36º Lakeshore Jazz Arts Festival, parte de uma actuação com 2 horas e 45 minutos.
Jamal Moss grava a solo como Hieroglyphic Being, The Sun God e IAMTHATIAM, faz edits para a Members Only e dirige a editora Mathematics.
Mais material de Jamal Moss a ser partilhado neste blog em breve. Lembrem-se de que é um dos mais dedicados curadores do real som JACK de Chicago.
Concerto único do mítico Jandek, incontornável na música desde finais da década de 70, no próximo dia 10 de Janeiro na Fundação de Serralves. Bilhetes a 15 euros já à venda na Flur. Aceitam-se reservas, que devem ser levantadas até dia 3 de Janeiro. Outros bilhetes também aqui.
Flur de novo na operação Avenida/Filho Único, banca com bons discos e preços de ocasião. Provavelmente na salinha de sempre, em guerra de bons costumes com a banca da Daemond Daemond. Às vezes pode não estar lá ninguém durante uns momentos porque é preciso ir buscar bebida.
À 1:30, umas salas mais para lá, Escravos de Zonk passam discos a seguir a Panda Bear DJ, se conseguirem ficar lá (nós gostaríamos). Zonk é cena com duas pessoas da Flur + Photonz e é tudo sobre manter pura a ligação à música de dança (nem imaginam as cenas incríveis que houve por aí), weird shit, áfrica-mãe e pop psicadélica, ou o que lhe quiserem chamar se ficarem lá para ouvir. E Panda Bear a abrir para nós, sonho de vida : )
Flur: que confusão.
Sexta-feira, 19 de Dezembro, a partir das 21h30.