Sexta-feira, 12 Março, 2010
Categoria: Ao vivo, Destaque
Etiquetas: Jerry The Cat, MK2, Pharoah Sanders, Rádio Oxigénio, Super Disco, Teatro Maria Matos

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 13 de Março 18h30 > 20h00.
Nota: esta sessão decorrerá inteiramente, ou quase, em inglês.
Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
“Live At The East”, originalmente editado na Impulse em 1971, é tocado por um ensemble relativamente grande: dois bateristas, dois baixistas e mais cinco músicos acompanham o saxofone de Pharoah Sanders. Considerada por muitos admiradores como uma das mais completas gravações do músico, “Healing”, a faixa que abre o disco, mostra uma dinâmica incrível entre os instrumentos numa das obras fundamentais do jazz espiritual deste período. O baixo de Stanley Clarke acrescenta um tom mais funk que o habitual, e vamos tentar saber qual a importância de “Live At The East” para Jerry The Cat (Jerrald James), percussionista com longa carreira, DJ, nascido em Detroit em 1950 e actualmente residente em Lisboa. Tocou ao vivo com Parliament/Funkadelic e Carl Craig, entre muitos outros, acompanhou o histórico clube Music Institute, tornou-se DJ e é conhecido pelo seu estilo suave de mistura mas também pela sua perícia nas congas. A vasta experiência que acumulou em géneros como jazz, r&b, disco, funk, soul, clássica ou blues proporcionou múltiplas histórias que mal podemos esperar para ouvir. A sua colecção de discos está em Detroit, pelo que não teremos o prazer da escuta dos originais em vinil. De qualquer forma, a presença carismática de Jerrald James é suficiente para esta tarde em que vamos aprender coisas! Se puderem, apareçam para mostrar respeito e saber o que Jerrald viu em Lisboa para ficar por cá. Para uma bio mais detalhada, consultem o seu site aqui.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
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Terça-feira, 2 Março, 2010
Categoria: Destaque, Vintage
Etiquetas: Börft Records, Djuring Phonogram, Rasynth I Blekingen, Vinil
“A Börft começou como editora de cassetes em 1987. Nessa época, a sonoridade era electrónica experimental e simples. O primeiro vinil saiu em 1989, um 7″ dividido entre Frak e Der Angriff. O primeiro LP foi produzido em 1990, uma compilação com diferentes artistas e estilos de música electrónica. Essa foi também a primeira vez que tivemos na editora um artista internacional (Smersh, dos EUA). Durante os anos seguintes foram editados alguns 7″, LPs e cassetes, cada edição podia ser só noise ou pop experimental, coisas estranhas em embalagens estranhas, etc… Algumas das primeiras coisas de dança/techno editadas na Börft foram produzidas por Ü e Frak em 1991-1992 (maioritariamente em cassete). O primeiro maxi apenas com música electrónica de dança só saiu em 1993, o clássico “Acid in Acidland” de Frak. Ultimamente suspendemos por uns tempos as edições de música de dança, a mais recente é de 2004 (Porter). Como a Börft ficou mais conotada com música de dança, comecei duas outras editoras: Ufo Mongo, fundada no ano 2000 para continuar as cenas industriais e electrónica experimental; Djuring Phonogram, fundada em 2003 para editar synth-pop, electro-pop e sons mutantes.”
-Jan Svensson – Karlskrona – Suécia 22.2.2010

Depois de tentar perceber quem era Uttoz (maxi óptimo na Djax-Up-Beats), descobrimos que Jan Svensson também gravava sob outros nomes (Frak e Villa Abo também são ele) e era o responsável pela Börft. Melhor foi saber que a editora ainda tem stock dos anos 90 como novo! A selecção que vos trazemos representa, em geral, o lado mais dancável e menos experimental da editora e das subsidiárias Djuring Phonogram + Rasynth I Blekingen. Algumas pérolas deep house para descobrir, mas também coisas de minimal wave e techno analógico. Tudo stock novo, tudo edições limitadas de 250 ou menos, em alguns casos a editora já só tinha meia dúzia:
Gibb “The Secret Of K-Marken” 12” Borft – exemplar original de 1997! – € 8.50
Techno/house com alguns traços da era bleep (Warp, etc.).
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Dan Fun “The DF Sound System” 12” Borft – exemplar original de 1997! – € 8.50
Mais um desconhecido (M Olson?) no universo fechado da Börft. Techno mais lento, sensibilidade jack.
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Frak “Old Traka Traka Party” 12” Borft – exemplar original de 1997! – € 8.50
Frak é o originador. 4 faixas de techno/jack com traços de electro e 8-bit.
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Villa Abo “Ticketiketas” 12” Borft – exemplar original de 1997! – € 8.50
Techno/jack mais cru, próximo de coisas de Atom Heart no período 1992-94, especialmente o projecto i na Pod Communications.
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Crinan “Bebopalola” 12” Borft – exemplar original de 1998! – € 8.50
Mais inclinado para grooves house, claramente no tema “Kilimanjaro”, tem todos os sons de percussão de que gostamos na melhor deep house desta época.
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Crinan “Rocka Lolito” 12” Borft – exemplar original de 1998! – € 8.50
O primeiro tema – “Domingo” – está numa zona muito próxima da Warp (Sweet Exorcist talvez). “Old Timer”, o último, tem uma linha de baixo contagiante e tão old school que não dá para resistir.
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Pean Romael “Thinly Populated Area By Night” 12” Borft – exemplar origiinal de 2000! – € 8.50
House com beat lento, mais narcótico, mas também filtros “french touch” e uma última faixa boogie que podia ser Rhythm Based Lovers agora.
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Garonne Man “The Mustasch” 12” Borft – exemplar original de 2002! - € 8.50
House underground entre Moodymann e as coisas da Ferox. Groove analógico!
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Rittowski “Flexomatic” 7” Djuring Phonogram – exemplar original de 2004! - € 6.95
Pop analógica com muita inclinação para o soundcard SID do Commodore 64. Para fãs de Dopplereffekt e blip em geral!
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Kord “Digital Dance” 12” Rasynth I Blekinge – 2006 – € 9.95
Quatro faixas electro, com a mistura 12″ de “Digital Dance” em território italo disco muito seguro. Mesmo cenário de algumas coisas mais antigas da Crème.
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Frak “Love Beyond Synth Saga” LP Djuring Phonogram – 2007 (gravações de 1991) – € 13.95
Compilação de material inédito gravado em 1991. Minimal wave, às vezes faz lembrar os Klinik ou Throbbing Gristle. Seco e desolado, psicadélico.
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Kord “I Play My Flute/KGB” 7” Djuring Phonogram – 2009 - € 6.95
Spacepop fortemente reminiscente de Kraftwerk entre 1975-77 (”I Play My Flute”) e algum synth-pop mais tardio, sempre sombrio e nostálgico.
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Sexta-feira, 19 Fevereiro, 2010
Categoria: Destaque
Etiquetas: Idjut Boys, Meanderthals, Smalltown Supersound

MEANDERTHALS
Desire Lines
CD Smalltown Supersound – 16.50 eur 12.50 eur
Álbum já com muitos meses mas cuja disponibilidade em quantidade que honrasse um destaque nos tem iludido há meses também. “Desire Lines” junta Rune Lindbaek e Idjut Boys num projecto em que a capa revela o ambiente pretendido. Quem se interessa por psicadelia, groove baleárico e space disco sabe certamente do que falamos. Meanderthals chegaram para encenar a perfeita atmosfera pré-clube (anoitecer) ou pós-clube (amanhecer). O álbum transporta toda a sabedoria nórdica na elaboração de espaço com a música (de novo, vocês sabem do que falamos) e os artifícios de produção que os Idjut Boys voltam a colocar ao serviço de um álbum, não apenas de singles ou remisturas. Ecos e delays, um baixo carismático, guitarras ácidas mas no meio da bruma, imaginem uma versão mais adulta de Studio, uma versão também mais trabalhada em estúdio (perdoem a confusão). Lindbaek reforça um certo pendor cheesy que os Idjut Boys também cultivam e que é tão necessário para colocar esta música do lado certo e descontraído em que ela tem mais impacto. Pouca margem para equívocos em “Desire Lines”, porta privilegiada para emoções vintage que todos gostamos de libertar quando o ambiente e a música são correctos.
“Um desconcertante exercício de transparência pop-afro-dub nascido à luz do Sol […].Onde espontaneidade melódica, esplendor arquitectónico e profundidade de campo são base e fonte de riqueza da acção.”
RICARDO SALÓ in Actual/Expresso
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Sexta-feira, 12 Fevereiro, 2010
Categoria: Destaque
Etiquetas: Jorge López Ruiz 5, What Music

JORGE LÓPEZ RUIZ 5
DE Prepo
CD What Music - 19.50 eur 8.95 eur
Argentina, 1972. Jorge López Ruiz, Fernando Gelbard e Carlos ‘Pocho’ Lapouble conhecem-se na gravação de “Ego”, da Jazz Band De Free, uma fusão do universo mais free de Ornette Coleman e fase eléctrica de Miles Davis. No final desse ano encontraram-se novamente em estúdio, com Hugo Pierre e Miguel Chino Rossi. Daí resultou este “DE Prepo”, um disco que transpira “In A Silent Way” de Miles Davis e que é uma grande exploração livre dos dados lançados por Miles nessa sua fase. Apesar da influência descarada, “DE Prepo” não se limita a copiar. Dentro de um tom livre, entra num capítulo lounge (sem a parte da descrição foleira da palavra) de desbunda, com o baixo eléctrico e os sintetizadores a elevarem toda a calmaria para um local mais ácido.
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Sexta-feira, 12 Fevereiro, 2010
Categoria: Ao vivo, Destaque
Etiquetas: DJ Ride, DJ Shadow, MK2, Rádio Oxigénio, Super Disco, Teatro Maria Matos

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 13 de Fevereiro 18h30 > 20h00.
Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
Inicialmente conhecido como DJ e produtor de hip hop mas, embora essa ainda seja a sua cartilha, DJ Ride procura hoje navegar mais na margens do movimento do que seguir a corrente dominante. Escolhe como Super Disco um álbum de hip hop que transcende fronteiras: “Endtroducing” de DJ Shadow (1996). Os seus métodos de produção, escolha de samples, utilização de MPC, ainda inspiram Ride, que nos explicará também como vê no género contemporâneo chamado Wonky a herança do psicadelismo então recuperado por Shadow. Ride acaba de lançar o seu segundo álbum, “Psychedelic Sound Waves”, no qual explora ciências rítmicas em complexas camadas que transforma em groove. A sensação é de um mash-up permanente entre passado e presente (juntos fazem o futuro?), um percurso dinâmico e alucinante carregado de inspiração e que não consegue ocultar o entusiasmo deste jovem produtor por formas musicais que transcendem o nicho em que tende a ser colocado. Tal como Shadow, Ride procura moldar a matéria que o entusiasma em nova matéria que passa a fazer parte dos compêndios do amanhã. “Endtroducing” é, ainda hoje, dos discos que melhor captam o ímpeto reciclador do hip hop e o espírito inclusivo tantas vezes esquecido da sua vertente musical.
Apareçam no café do Teatro Maria Matos para ouvir em primeira mão como um produtor actuante agora recicla e interpreta as mensagens fortes do passado e as transforma em novo assunto de discussão. De passagem, poderemos aprender algo mais sobra máquinas e equipamento: Ride não conseguirá certamente impedir-se de falar da sua relação íntima com as máquinas que tem comprado e que gosta de utilizar. Andou na companhia de André Fernandes e Mário Laginha, desenvolveu uma scratch tool adoptada pela Red Bull Home Groove, colaborou ao vivo com os Coldfinger, foi um dos primeiros convidados da série de Henrique Amaro na Optimus Discos, prepara uma peça com Rui Horta no CCB e será a personagem principal no muito esperado documentário “Dig In Japan”.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
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Sexta-feira, 12 Fevereiro, 2010
Categoria: Destaque, Imprensa
Etiquetas: Beatles, Ian MacDonald, Livro, Vintage Books

IAN MACDONALD
Revolution In The Head: The Beatles’ records and the sixties
LIVRO Vintage Books – 6.50 eur
Não será com certeza o livro definitivo sobre os Beatles nem é uma novidade. É simplesmente um óptimo livro sobre os quatro de Liverpool, analisando cada canção por eles gravada (originais e não só), incluindo detalhes técnicos como escalas, notação ou modelos de guitarras. Longe de ser uma mera enumeração de factos, o livro é um verdadeiro compêndio sobre o universo de interesses dos Beatles no contexto da época em que existiram como grupo, ou seja, praticamente toda a década de 60. Os tumultos de um período de viragens decisivas na sociedade e a produção cultural são integrados também numa cronologia – diriamos – desnecessariamente completa num livro dedicado aos Beatles. Ian MacDonald não dispensou igualmente a elaboração de um glossário com termos técnicos e extensa notação em todas as páginas do livro. Se vos desencoraja este excesso, dizemos que o sabor da leitura de “Revolution in The Head” é semelhante ao visionamento de um bom documentário. Mais de 500 páginas em paperback compõem esta segunda revisão de 2005 (a versão original do livro data de 1994), preparada pelo autor antes do seu falecimento em 2003. Ian MacDonald foi Editor Assistente do New Musical Express entre 1972-75, escreveu vários livros e foi compositor/produtor.
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Sexta-feira, 5 Fevereiro, 2010
Categoria: Destaque
Etiquetas: Daniel Lopatin, No Fun, Oneohtrix Point Never

ONEOHTRIX POINT NEVER
Rifts
2CD No Fun – 23.50 eur 15.50 eur
Não andámos particularmente atentos a todos os recantos onde acontecem coisas interessantes e assim chegamos a Oneohtrix Point Never apenas através desta compilação de três discos previamente editados. A sensação de ter agora dois CDs inteiros de material é magnífica. Desde “Days Of Mars” de Delia Gonzalez & Gavin Russom que não ouviamos um disco novo com esta capacidade de transporte para o Cosmos – “Rifts” é uma fantasia futurista totalmente assente em equipamento vintage que Daniel Lopatin colecciona. Não há aparente limite para as evocações de um espaço infinito quando se sente que o som brota como água de uma fonte. “Betrayed In The Octagon”, “Zones Without People” e “Russian Mind” são os discos reunidos em “Rifts”, acrescentados de algumas faixas dispersas. A história da música electrónica ambiental é utilizada e ultrapassada, não porque este álbum seja de uma originalidade ímpar mas porque, no contexto em que aparece, fazemos forçosamente uma reavaliação de tudo o que se ouviu antes e “Rifts”, em vez de funcionar como um tributo a outros tempos ou simples revisionismo cósmico, exemplifica uma ética de processos físicos que se tem vindo gradualmente a perder à medida que se caminha para maior portabilidade e intangibilidade na música electrónica. Há um lado fetichista na apreciação que se faz deste disco por ser a música que é, e rapidamente esquecemos a procura da originalidade como objectivo máximo na excitação que a música pode provocar. “Rifts” ergue-se de toda a experiência anterior sobretudo desde o kraut mais electrónico (Tangerine Dream, Klaus Schulze, etc.) na década de 70 até ao ambientalismo New Age dos anos 80, um pouco do lado sombrio adoptado por certos projectos industriais e, até, o som 8-bit popularizado pelo módulo de som do Commodore. Completo, enciclopédico e, sob uma certa perspectiva, quase inesgotável.
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Sexta-feira, 5 Fevereiro, 2010
Categoria: Destaque
Etiquetas: Betty Davis, Light In The Attic

BETTY DAVIS
Nasty Gal (Remastered)
CD Light In The Attic – 16.50 12.95 eur
BETTY DAVIS
Is It Love Or Desire (Remastered)
CD Light In The Attic – 16.50 12.95 eur
Betty Davis terá sido a primeira bitch segundo o modelo agora habitual na cena hip hop / R&B norte-americana. O seu primeiro álbum, homónimo, é de 1973, mas foi casada com Miles Davis antes dos anos 60 terminarem, apresentou-lhe Jimi Hendrix e Sly Stone, foi modelo em Londres e, na sua pessoa e música, concentrou o poder do rock e funk mais fogosos. A atitude abertamente sexualizada 8revelada também nas letras), a consciência das suas possibilidades enquanto mulher absolutamente descomprometida com os tabus que impediam uma expressão feminina mais completa, o seu aspecto vistoso e atitude desafiadora fazem dela um ícone dificilmente reproduzível hoje em dia. As reedições de luxo da Light In the Attic reapresentam os álbuns “Betty Davis” (1973), “They Say I’m Different” (1974), “Nasty Gal” (1975) e ainda um álbum gravado em 1976 mas nunca editado. “Is It Love Or Desire”. São quatro discos complicados de hierarquizar em termos de relevância musical, os ingredientes principais e irresistíveis da música de Betty Davis encontram-se em todos eles: postura vocal agressiva, guitarras ácidas, tremor rock e suor funk (vocês entendem), um prodígio de energia que raramente abranda e por isso dizemos que não é para corações fracos.
Nasty Gal
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Is It Love Or Desire
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Ainda disponíveis, também na Light In The Attic:

BETTY DAVIS
Betty Davis
CD Light In The Attic – 16.50 12.95 eur
BETTY DAVIS
They Say I’m Different
CD Light In The Attic – 16.50 12.95 eur
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Segunda-feira, 1 Fevereiro, 2010
Categoria: Destaque
Etiquetas: Dam Funk, Stones Throw, Vinil

DÂM-FUNK
Toeachizown
2CD Stones Throw – 17.50 eur 13.50 eur
Num ambicioso CD duplo (vinil em 5 partes, reunidas numa caixa), Dâm-Funk reinstitui o prazer no boogie disco e electro funk. Kraftwerk, Prince, Rick James, Egyptian Lover e muita produção obscura dos 80s inspiram a arte deste produtor que, com verdadeira dedicação e engenho, voz, vocoder, máquinas analógicas e um sentido melódico muito apurado, consegue extrair alma de onde poucos o fazem com verdade. Tal como Rhythm Based Lovers, a música de Dâm-Funk tem uma carga melancólica muito sugerida pelo som vintage das máquinas mas também pela composição e arranjos que se aproximam de um formato R&B perfeitamente legítimo. O álbum começa com “Let’s Take Off” e termina com “In Flight”, e a ressonância aeronáutica dos títulos faz de facto justiça aos sons que ouvimos. Visita esperada no Lux no próximo dia 12 de Fevereiro para um DJ set que deverá fazer subir mais a cotação da cena boogie em Lisboa – Horse Meat Disco fez os corpos chocar, Dâm-Funk eleva-os ao Espaço. Atenção à guitarra-teclado.
CAIXA COM 5 LPs chegará no dia 12 de Fevereiro, data da actuação de Dâm-Funk no Lux. Quantidade limitada, aconselhamos reserva aos interessados.
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Sábado, 16 Janeiro, 2010
Categoria: Ao vivo, Destaque
Etiquetas: Joaquim Paulo, John Heartsman and Circles, MK2, Rádio Oxigénio, Super Disco, Teatro Maria Matos

Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 16 de Janeiro 18h30 > 20h00.
Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.
“Music Of My Heart” é uma gema raríssima de 1977, mais conhecida pelos valores exorbitantes em leilões que pelo funk e soul superiores de John Heartsman And Circles. A recente reedição pela Jazzman colocou finalmente uma cópia do LP em casa do editor discográfico Joaquim Paulo que, emotivamente, o considera o holy grail da sua vasta colecção. O autor da série “Covers” para a Taschen escolhe-o como super disco para partilhar a sua música, em primeiro lugar, mas também todas as histórias que a sua busca proporcionou. Histórias extensíveis a muitos outros discos na sua colecção, algumas semelhantes a verdadeiras investigações. Joaquim Paulo tem ainda larga experiência como programador de rádio, tudo em nome da partilha de música que acredita tornar o mundo melhor. Partimos na quase total ignorância sobre “Music Of My Heart”, estando tão disponíveis como vocês para ouvir relatos que de certeza farão sorrir quem encontra nos discos um prazer impossível de reproduzir na mera aquisição de música desligada da personalidade e vida do objecto. Não deixem que a chuva vos demova, o ambiente é confortável, a luz baixa e as janelas são grandes.
—————–
A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
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Terça-feira, 5 Janeiro, 2010
Categoria: Destaque, Vintage
Etiquetas: Output, Playgroup, Trevor Jackson, Vinil


PLAYGROUP
Playgroup
2LP Source – 21.50 eur 12 eur
Ao pensar-se nos primeiros anos do século XXI e no que aconteceu na música popular, é impossível ignorar o primeiro e único álbum de Trevor Jackson como Playgroup. Editado no final de 2001, é tão antigo como a Flur e foi especial não só para nós mas sobretudo para definir, antes da DFA ter começado a editar, quase tudo o que de importante aconteceu na música de dança da década passada. O seu grande trunfo é a síntese de diferentes sensibilidades que, a certa altura e discutivelmente, encontraram nome comum com a cena electroclash. Mas Trevor Jackson distanciou-se desde logo da catalogação fácil (a sua versão de “Behind The Wheel” dos Depeche Mode para a série DJ-Kicks em 2002 chamava-se Electroca$h mix), Playgroup foi a sua fantasia de estúdio, o seu tributo a muita música que o formou e entusiasmou (entram no álbum Roddy Frame dos Aztec Camera e Edwyn Collins dos Orange Juice, por exemplo). Para além da música, a concepção visual do disco faz-nos prestar atenção ao facto de Jackson ser igualmente designer gráfico (desenhou capas para várias editoras de dança durante os anos 90, para os Soulwax nos anos 00, Matias Aguayo “Ay Ay Ay” e Junior Boys “Begone Dull Care” em 2009, etc.). A junção de música e imagem podia ser gratuita mas torna o álbum num pacote com a referência certa aos já amplamente explorados anos 80. LCD Soundsystem levariam o conceito mais longe (e mais longe no tempo, também), mas canções de Playgroup como “Make It Happen”, “Bring It On”, “Overflow”, “Front 2 Back” ou “Number One” foram o statement certo numa época necessitada de ir buscar ao passado a energia para derrubar algumas convenções que adormeceram a música de dança num torpor asséptico dominado por uma noção de estilo massificada. “Playgroup”, o álbum, mantém hoje grande parte da frescura que injectou na cena, as boas canções continuam a sê-lo e Trevor Jackson não teve até agora a tentação de repetir a fórmula.
Make It Happen
A sua presença pura na indústria musical tornou a editora Output numa das mais singulares do meio independente e fez também com que soubesse terminá-la quando deixou de conseguir lidar com os egos, oportunismo e falta de imaginação da indústria. Durou 10 anos, entre 1996 e 2006, dominou a fronteira nem sempre perceptível entre a pop e o que se pode chamar “experimentalismo popular”, foi colada ao electroclash (um dos indicadores que cansou Jackson) mas antes disso já tinha lançado os Fridge e Four Tet, por exemplo. Ética indie aplicada a uma política musical muito pessoal e a uma visão gráfica herdada de editoras como a 4AD e a Factory.
Temos alguns (muito poucos) exemplares novos do LP duplo de Playgroup e lembramos que o último que vendemos na Flur foi em Abril de 2003 por €21,50! Agora por €12 e acreditem que é muito difícil encontrar hoje o disco por este preço em estado de conservação tão bom. Também exemplares únicos de outros discos já esgotados do catálogo da Output em estado geralmente impecável:
7-Hurtz “Audiophiliac [LP]” (2000) LP (OPR28), € 5
- Capa e vinil impecáveis.
7-Hurtz “Electroleum [2LP]” (2003) 2LP (OPR54), € 7
- Vinil como novo, duas capas interiores impecáveis, capa e contracapa em relevo apenas com imperfeições insignificantes.
7-Hurtz “Stokers Motor [12"]” (2000) 12″ (OPR30), € 6
- Capa e vinil impecáveis.
Fridge “Lign [12"]” (1997) 12″ (OPR11), € 7
- Inclui Sequoia (12:55). Como novo!
No Exit featuring Skull “Kingsize + Just A Moment [10"]” (1996) 10″ (OPR4), € 4,5
- Prod. por Underdog AKA Trevor Jackson.
Open Music “What If? + Realtime [10"]” (1996) 10″ (OPR3), € 4,5
- Prod. por Underdog AKA Trevor Jackson.
Sonovac “High-On-Tech [12"]” (2000) 12″ (OPR33), € 5
- Capa e vil como novos!
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Terça-feira, 29 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Light In The Attic, Serge Gainsbourg

SERGE GAINSBOURG
Histoire De Melody Nelson
CD Light In The Attic – 16,50 eur 12,95 eur
É o mais aclamado dos álbuns de Gainsbourg do período pós-clube de jazz. É certo que antes dele houve “Initials B.B.” (1968), catálogo de êxitos ainda sob o ascendente de Bardot, e que o futuro traria ouro disfarçado pelo conceptualismo progressivo da época em “L’Homme À Tête de Chou” (1976). Em
“Histoire De Melody Nelson” (1971), Serge Gainsbourg escreve a música e o guião do filme homónimo que emprega Jane Birkin como Melody Nelson. O disco, compreendido em pouco menos de 30 minutos de música intemporal feita de tema e variações indiferentes a fronteiras ou géneros, é do melhor que a pena do cantautor canastrão criou. O tórrido enredo desfia a história de uma “Lolita” à Gainsbourg que colide a sua bicicleta contra o Rolls Royce do lobo mau Gainsbarre. O mesmo Jean Claude Vanier de “L’Enfant Assassin Des Mouches”, assina as orquestrações épicas que pontuam por cima de guitarras
em feedback e de um Gainsbourg diseur. E o que dizer sobre a reedição que hoje apresentamos? Um luxo lançado em exclusivo para o mercado americano, que encontra paralelo apenas noutras reedições que a Light In The Attic tem vindo a fazer e que por aqui têm passado, como é o caso de “Black Monk Time” dos Monks. O CD remasterizado e embalado numa aparatosa réplica da capa original em viníl, é acompanhado por um libreto de 40 páginas onde se percorre a história do disco, acrescentando aquilo que antes não foi
revelado, complementando com uma entrevista da época a Gainsbourg e as letras traduzidas para inglês ler. Já a edição em LP é a jóia da coroa de todo o catálogo de reedições da Light In The Attic, essencial e destinada a desaparecer rapidamente – apenas 2000 exemplares foram postos em circulação.
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SOBRE “HISTOIRE DE MELODY NELSON”:
10/10 – Pitchfork: “This reissue on luxuriously hefty vinyl is the first
time the album’s been released in the U.S.– a superb opportunity to hear a
record that’s been occasionally imitated but never matched.”
10/10 – Pop Matters: “This is a first US release of Histoire de Melody
Nelson, re-mastered from the original tapes, complete with a 40-page booklet
containing an interview with Serge Gainsbourg and lyric translations. This
is genre-defying music, but anyone with an interest in hearing a blueprint
for trip hop or a master class in the depiction of desire in pop music,
should be sure to listen to this mysterious, timeless, contradictory album.
Je t’aime .me neither.”
9,1/10 – Paste: “Andy Votel’s encyclopedic liner notes and a Gainsbourg
interview make this version the definitive reissue for the as-yet
unsullied.”
UNCUT: “It’s blend of whispered poesy, free-form rock, and orchestration, by
Jean Claude Vannier, is much celebrated and sampled. this reissue provides a
definitive account of its making.”
+
Entrevista com Serge Gainsbourg a propósito de “Histoire De Melody Nelson”
Video de “Ballade de Melody Nelson”
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Quarta-feira, 23 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque, Novidade, Vídeo
Etiquetas: Bert Jansch, Drag City, Vinil
Se todos os dias são dias para ouvir Bert Jansch, a recente reedição de três discos fundamentais da sua obra pela editora Drag City, de Chicago, deu-nos desculpa para gritar o seu nome bem alto. Edições como todas devem ser, com peso e substância, e com o CD – com temas extras – para quem precisa do digital. Ah, é verdade: tiragem única e feita apenas com base nas encomendas. É bem possível que dentro de pouco tempo desapareçam.
+
Entrevista com Bert Jansch (Video)

BERT JANSCH
L.A. Turnaround (Edição Limitada)
LP+CD Drag City – 16,50 eur
Ao contrário de muitos dos nomes recuperados da folk britânica (e não só) ao longo desta década, Bert Jansch não foi homem de um disco só, perdido para quase sempre. Desde meados dos anos sessenta até hoje tem editado com mais ou menos regularidade, embora alguns dos seus discos se tenham tornado difíceis de encontrar. “L.A. Turnaround” (1974) é, cronologicamente, o primeiro de três álbuns editados na Charisma nos anos setenta, o nono na sua discografia. Tal como todos os outros três, está há anos descatalogado e nunca foi editado em CD. Gravado entre Paris e Los Angeles e produzido por
Michael Nesmith (Monkees), é um dos álbuns menos ouvidos de Jansch. Numa tentativa de levá-lo a um público maior, Tony Stratton-Smith (dono da Charisma) quis que o álbum se afastasse um pouco do universo do músico. Esta edição traz, como todas as outras, o álbum em versão CD e um vídeo de 13
minutos registado durante as gravações do álbum.
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BERT JANSCH
Santa Barbara Honeymoon (Edição Limitada)
LP+CD Drag City – 16,50 eur
Segundo álbum na Charisma, décimo na carreira do escocês, “Santa Barbara Honeymoon” (1975) segue as linhas do álbum anterior embora mais elaborado, com um som mais cheio que “L.A. Turnaround” e onde se ganha uma noção de uma espécie de big band folk à volta de Bert Jansch. Se em “L.A. Turnaround” a introdução da pedal steel tinha sido uma novidade, aqui é sem dúvida a percussão. Gravada na California, esta edição, tal como as outras duas, reproduz integralmente a edição original e adiciona-lhe óptimos textos sobre a produção de “Santa Barbara Honeymoon”. O CD traz seis
faixas nunca editadas.
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BERT JANSCH
A Rare Conundrum (Edição Limitada)
LP+CD Drag City – 16,50 eur
Para a reedição de “A Rare Conundrum” a Drag City optou pelo alinhamento da edição inglesa e não da dinamarquesa, saída um ano antes (1976) na Ex Libris com outro nome: “Poormouth”. A edição de 1977 teve direito a nova capa. Este álbum mistura alguns temas originais de Bert Jansch com temas tradicionais, arranjados pelo próprio músico num estilo mais próximo daquilo que lhe é
característico do que nos restantes álbuns na Charisma. No CD que acompanha esta edição estão incluídas três faixas extra.
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Sexta-feira, 18 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
Etiquetas: Holy Mountain, James Ferraro

JAMES FERRARO
Clear
LP Holy Mountain – 17,50 eur 13,95 eur
JAMES FERRARO
Discovery
LP Holy Mountain – 17,50 eur 13,95 eur
De longe a pior invenção deste ano, o termo “hypnagogic pop” inventado por David Keenan num artigo da Wire, com propósitos pouco inocentes, chega a ser ridículo para descrever a música incrível que boa gente faz. Dar atenção é importante, mas este era um daqueles fenómenos que não precisava de catalogação e muito menos de associações disparatas que procurassem um sentido da coisa. Há discos incríveis editados neste ano na onda pós-Skaters, entre os quais o belíssimo “Landscapes” de Ducktails e estes dois de James Ferraro, ele próprio um Skater. “Clear” e “Discovery” foram editados originalmente em cassete e neste ano foram reeditados em vinil na Holy Mountain. Capas iguais, som que quase se confunde, mas quando comparados são dois discos absolutamente diferentes. “Clear” é drone tropical (inventa-se isto a ouvir o disco e a olhar para a capa), mas é uma descrição que não anda longe da verdade. É um disco de Sol, que tornou possível juntar drone e Sol na mesma frase fazendo sentido. Já “Discovery”, mantendo a mesma linha, não é um disco tão solto como “Clear” e os loops são densos, pesados, agarra-se a uma certa nostalgia que o outro parece colocar de lado. Também pode ser um disco de Verão, mas é mais de esplanada. O outro é de praia total. Mesmo que os dias não estejam para aí virados, são obras nucleares do universo Skaters.
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Sexta-feira, 18 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
Etiquetas: Animal Collective, Domino

ANIMAL COLLECTIVE
Fall Be Kind
MCD Domino – 8,95 eur
12″ Domino – 10,50 eur – temporariamente esgotado
Domínio absoluto durante 2009. Lançaram logo em Janeiro aquele que é para muitos – e para alguns de nós – o melhor álbum de 2009. “Merriweather Post Pavillion” é até à data o maior passo evolutivo da banda desde o momento “Here Comes The Indian”/”Sung Tongs”. Os Animal Collective são também a banda pop mais importante desta década. Se há dúvidas, oiçam-se os discos novamente, veja-se o ano de cada um, perceba-se tudo aquilo que influenciaram nos anos seguintes. Mas há álbuns que influenciam e não são nada de especial; os Animal Collective, por sua vez, só fizeram obras-primas, não estagnaram e tornaram-se o nome mais representativo de toda uma geração de músicos incríveis que explodiram em Nova Iorque no início desta década. Hiperprodutivos, com uma imaginação sem par, e sempre a deixar o ouvinte atrasado face àquilo que estão a fazer e pensar. “Fall Be Kind” é o clássico EP de restos-que-não-são-restos do álbum que o precede. E, como é habitual, é diferente do que se esperava, lançando novas coordenadas para o universo da banda. Acabam a década com mais um belo disco. A quem o merece: Obrigado.
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Sexta-feira, 18 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Carl Craig, Planet E, Tribe

TRIBE
Rebirth
CD Planet E – 15.50 eur
Há vários anos que Carl Craig mantém activamente um flirt com o jazz e outras músicas que Detroit cultiva tão bem há tantas décadas. Innerzone Orchestra, Detroit Experiment e agora, embora não seja um projecto seu, a produção do colectivo Tribe. Wendell Harrison, Phil Ranelin, Marcus Belgrave e Doug Hammond gravaram vários álbuns na década de 70, mais notoriamente “Vibes From the Tribe”, e Carl Craig presta o seu tributo ao motivar a reunião do antigo quarteto para novas gravações e também para retocar, com a sua colaboração, algumas faixas dos 70s que assim renovam o alcance do chamado jazz espiritual nos dias de hoje. CD em stock, teremos a edição em vinil duplo antes do final do ano. Poucos exemplares do vinil a caminho, reservem depressa o vosso se vos interessar.
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Sexta-feira, 11 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Heliocentrics, Now Again, Stones Throw

HELIOCENTRICS
Fallen Angels – The Singles Collection
CD Now-Again 15.50 eur 12.50 eur
Originalmente pensada para o mercado japonês, a capa de “Fallen Angels” segue aquele padrão comum dessas edições: formato da capa de LP reduzido ao tamanho de CD. Um número limitado de exemplares saíu para o resto do mundo e ainda temos alguns para vender: quando se forem, dificilmente voltaremos a arranjar mais. Como o título indica, esta “Singles Collection” reúne os singles editados em 12″ pelos Heliocentrics, entre os quais as colaborações com Doom (”Distant Star”) e Guilty Simpson (”Before I Die”), entre muitos outros temas, que se inspiram no funk, soul, jazz e rock psicadélico. Colaboradores de Madlib, DJ Shadow e, mais recentemente, de Mulatu Astatke, Heliocentrics são um refresco num certo ideal funk/jazz que ficou perdido nos anos 70. “Out There” comprovava isso; “Fallen Angels” reforça a ideia.
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Sexta-feira, 11 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Now Again, Stones Throw, Triorgânico

TRIORGANICO
Convivência
CD Now-Again - 15.50 eur 12.50 eur
Num teste às cegas nunca adivinharíamos que o Triorganico de Pablo Calogero (saxofone e flauta), Ricardo “Tiki” Pasillas (percussão) e Fabiano do Nascimento (guitarra), nasceu numa garagem em Costa Mesa, no sul da Califórnia. Falamos de música que transpira Brasil, Rio de Janeiro e outras paragens da América do Sul, bossa e jazz, Bonfá, Baden Powell e Gismonti, Hermeto e Nana, até Santana desligado da corrente – só possível no meio de um apagão, não? -, e quando no início e por breves momentos este foi cool. “Convivência” é um grande panelão multicultural, que transporta consigo o calor que por esta altura se faz sentir no hemisfério sul. E agora que as temperaturas começam a descer, temos o nosso polegar direito erguido para o Triorganico assinando por baixo do entusiasmo de Aloe Blacc, responsável pelo seu achamento e entrada na família Stones Throw.
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Sexta-feira, 11 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: África, Honest Jon's

V/A
Living Is Hard: West African Music In Britain, 1927-1929
CD Honest Jon’s – 16.50 eur 12.50 eur
Música do Ghana, Guiné, Costa do Marfim, Mali, Gambia, Nigéria, do Senegal e de um pouco de toda a costa Oeste africana e das suas inúmeras etnias, resgatada do catálogo Hayes, parte do tesouro etnográfico da EMI. Sons registados nos finais da década de 1920, no raiar da liberdade, pouco tempo depois da escravatura ter sido oficialmente abolida. Uma amostra diversificada e rica de culturas, dialectos e géneros, feita de vozes, percussão, guitarras, espiritualidade, engenho e, acima de tudo, de tradição por aqueles que serviam num país que não era o seu. Uma edição de valor potenciada pelo livreto no interior com o habitual trato da Honest Jon’s.
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Quinta-feira, 10 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Egon, Now Again, Stones Throw, World Psychedelic Funk

VÁRIOS
Forge Your Own Chains: Heavy Psychedelic Ballads And Dirges – 1968-1974
CD Now-Again - 15.50 eur 12.50 eur
VÁRIOS
Psych Funk 101
CD World Psychedelic Funk - 15.50 eur 12.50 eur
Os inúmeros baús que se têm aberto nesta década com relíquias dos anos 60/70 entregam-nos um pedaço de céu, disfarçado em compilação com palavras que nos apontam logo para uma direcção: “funk”, “soul”, “psychedelic”, “rock”, entre muitas outras. Afinam a preguiça da pesquisa solitária, mas para muitos abrem portas para outros universos e permitem chegar a nomes que, provavelmente, de outra forma não se conheceriam. Quem as faz tem claramente o desejo de partilha, mas também respeito, um dever de atribuir a atenção que se merece aos autores, uma espécie de homenagem que na cabeça de quem organiza se justifica. O psicadelismo liga estas duas compilações, mas também Egon, responsável por muitas das escolhas das compilações da Stones Throw e não só. Ajudou na produção de “Psych-Funk 101″ e tratou da selecção “Forge Your Own Chains: Heavy Psychedelic Ballads And Dirges – 1968-1974″, ambas acompanhas com espessos livretos repletos de textos que contextualizam todos os nomes escolhidos. Esta última é das melhores compilações que nos chegaram às mãos nos últimos tempos (anos, até). Alguns nomes não eram estranhos (Baby Grandmothers e East Of Underground), os outros, na maioria, deixaram-nos surpreendidos, com temas psych incríveis, baladas melosas com um twist bizarro ou simplesmente rock torrado pelo sol.
Forge Your Own Chains
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Psych Funk 101
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Quinta-feira, 10 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
Etiquetas: Asthmatic Kitty, Osso, Stephen Halker, Sufjan Stevens

SUFJAN STEVENS
The BQE
CD+DVD Asthmatic Kitty – 21.50 eur 13.95 eur
2LP+LIVRO Asthmatic Kitty - 23.95 eur 18.95 eur – Edição Limitada
SUFJAN STEVENS & OSSO
Run Rabbit Run: Osso Performs Sufjan Stevens
CD Asthmatic Kitty – 15.50 eur 12.50 eur
2LP Asthmatic Kitty - 23.95 eur 18.95 eur
STEPHEN HALKER & SUFJAN STEVENS
Super Teenage Hooper Heroes
LIVRO Asthmatic Kitty - 7.95 eur 5.95 eur
Construída ao longo de três décadas e meia, a BQE (Brooklyn-Queens Expressway) serviu nos anos 00s como inspiração para Sufjan Stevens. Conhecida pelo mau planeamento e as inúmeras dores de cabeça que deu ao longo da sua vida, a BQE é também uma das paisagens incontornáveis de Brooklyn. Tocada pela primeira vez em 2007 na Howard Gilman Opera House, “The BQE” é uma das muitas extravagâncias saídas da mente de Sufjan Stevens. A carreira de Sufjan começa a entrar no território do inclassificável. Cantautor, deslumbrante artesão de canções pop, e agora assume-se como compositor de uma megalomania pop, orquestração cinematográfica, com princípio, meio e fim para uma filme realizado pelo próprio Sufjan, numa montagem em tríptico com imagens da BQE, por vezes intercaladas com danças das 3 Hoopers, também heroínas do comic book lançado em simultâneo com esta edição, que pode ser comprado individualmente ou juntamente com a magistral (e limitada) edição em vinil.
“Enjoy Your Rabbit” foi em 2001 o segundo álbum de Sufjan Stevens. Antes do seu amor por estradas e estados, este disco foi feito em homenagem ao calendário chinês, com cada tema dedicado a um dos animais do seu zodíaco. Em 2006, Bryce Dessner dos National sugeriu que esses temas fossem retrabalhados para que o quarteto de cordas Osso as pudesse interpretar. A cumplicidade já tinha vindo de “Illinoise” e o resultado é muito mais do que a simples transcrição da música para violinos, violoncelo e viola: novas dinâmicas e cores aparecem, graças à participação de gente insuspeita como Nico Muhly, Rob Moose ou Michael Atkinson, três dos vários arranjadores de “Run Rabbit Run”. A sério: não é apenas música de câmara aqui, nem pop em versão clássica. É todo um programa iluminado pela música e generosidade infinita de Sufjan Stevens.
(…) Sufjan Stevens lança-se aqui fora do terreno “seguro” que a canção representara até aqui. Porém, nas entrelinhas de Illinois, já caminhavam algumas destas heranças não pop que agora afloram como mais que meros recursos de estilo ao serviço do arranjo de canções. BQE é uma suite orquestral de grande fôlego (e ambição). Cruza linguagens e contribui para um esbater das fronteiras de género que nos tem dado alguns dos mais interessantes discos dos últimos anos. in SOUND+VISION
(…) Quase toda a música de Sufjan Stevens acaba por ser uma colecção de imagens captadas através das múltiplas faces do grande poliedro americano. “The BQE” não poderia ser melhor exemplo disso mesmo. in EXPRESSO
The BQE
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Run Rabbit Run
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Sexta-feira, 4 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque, Imprensa
Etiquetas: Boy's Own, DJ, DJhistory.com

V/A
Boy’s Own: The complete fanzines, 1986-92
LIVRO DJhistory.com – 23.95 eur
Quando se pensa que tudo começou porque Terry Farley queria fazer alguma coisa inspirada no The End, fanzine de futebol de Liverpool, parece que estamos a passar para o lado errado da vedação. Não é difícil compreender as paixões que o futebol suscita, e se frequentemente isso tem resultados negativos, chocantes e mesmo intoleráveis, não é desconhecida a inspiração que pode motivar jovens rapazes (menos no caso de raparigas) a querer explorar as suas capacidades físicas, disciplina ou, como no caso de Farley, Andrew Weatherall e outros, “sair do armário” com as suas visões de classe operária sobre música, moda e política. É sabido como os hooligans da bola mudaram durante o período dourado da acid house, como adeptos de clubes rivais dançavam juntos na mesma rave. Frank Broughton e Bill Brewster (autores do livro “Last Night A DJ Saved My Life”) escrevem no editorial sobre a nova atitude perante este pessoal que tinha boas drogas e sabia onde arranjar os melhores discos. Farley e Weatherall já eram DJs, mas a cena de clubes, na época, era muito dominada por gente das artes, por um espírito elitista e indumentárias que, ou eram demasiado avant-garde (o Blitz de Steve Strange, por exemplo) ou simplesmente clássicas: entrar de ténis num clube não acontecia.
O turbilhão de emoções que conduziu o fanzine durante praticamente seis anos deu também origem à editora Junior Boy’s Own e a muitos dos padrões musicais que viriam a definir a época e o som: produções de Andrew Weatherall, “Ultra Flava” de Heller & Farley, os inevitáveis e influentes Underworld.
Os fanzines são reunidos aqui na íntegra com todos os erros de ortografia, alguns comentários agora fora de contexto, gozo e sobranceria próprios de quem fazia a partir de dentro a crónica de costumes de um grupo social marginalizado. Fight The Power.
Formato A4, capa dura de luxo, 440 páginas.
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Sexta-feira, 27 Novembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Mayer Hawthorne, Stones Throw

MAYER HAWTHORNE
A Strange Arrangement
CD Stones Throw – 15.50 eur 12.50 eur
Mayer Hawthorne é branco, nasceu em Detroit, e desde muito cedo conviveu com a música de Isaac Hayes, Stevie Wonder, Barry White, Curtis Mayfield, Leroy Hutson, Smokey Robinson, entre muitos outros. É um branco a fazer soul em 2009, não canta como um negro, mas o espírito, o mel, a caricatura que se imagina daquelas vozes, está lá. “A Strange Arrangement” está para 2009 como “Multiply” de Jamie Liddell para 2005. São discos que quebram certas barreiras – mais mentais do que outra coisa qualquer – e nos fazem dizer coisas tão bárbaras como Mayer Hawthorne é o branco mais negro deste ano. Ar de geek, óculos de massa, com uns quilinhos a mais e ar de sweetheart que lhe deve ter dado alguns dissabores no liceu. Adequa-se à música, ao tom meloso das canções de alguém que não disfarça que não é como Isaac Hayes, rodeado sempre por imensas mulheres. É tímido, inocente q.b., tem aquela atitude tão indie lamechas – mas boa! – de um Jens Lekman, mas Hawthorne consegue transpô-la muito bem para um universo mais soul.
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Sexta-feira, 27 Novembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Human Ears, Nite Jewel

NITE JEWEL
Good Evening
CD Human Ears – 16.50 eur 11.95 eur
É mentira quando se tenta valorizar o lo-fi, julgando-o o novo sabor da época. Já nenhum desses títulos faz sentido: há demasiadas coisas a acontecerem para ficarmos presos a tendências e contra-tendências. Há música muito boa a fazer-se no mais puro e asséptico dos ambientes, e há muito boa música a ser feita com rudimentares métodos e instrumentos. Sim, é verdade que Ariel Pink – que em breve deixará a poeira quando lançar o seu novo álbum para a 4AD – fez o impossível com os seus primeiros discos, arrastando as suas canções pela sujidade sibilante das cassetes, mas Ramona Gonzalez não está no mesmo campeonato. As canções de Nite Jewel precisam deste cenário caseiro e afastado da amplitude do estéreo para nos empurrar para a languidez suburbana e soalheira de Los Angeles. Pode soar a pouco, mas as canções todas de “Good Evening” transcendem justamente os seus limites físicos e geográficos – entra no suposto campeonato do lo-fi, mas também alimenta a Italians Do It Better, por exemplo. Tem sido difícil de largar nos últimos meses e apostamos que a propriedade é transitiva. Matéria pop perfeita de 2009.
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Sexta-feira, 27 Novembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: 1982, Blurt, LTM

BLURT
Blurt + Singles
CD LTM - 14.50 eur 12.50 eur
Nos finais dos anos de 1970, os Estados Unidos tinham James Chance/White e os Contortions, o Reino Unido tinha Ted Milton e os Blurt e os denominadores comuns entre eles são o saxofone e a New Wave. Os primeiros ficaram para sempre associados ao género e ao rock em geral, enquanto que os segundos, injustamente, ficaram apenas na memória de uns quantos que viveram a época mais intensamente. Os Blurt eram, na sua génese, um trio de sax e voz, bateria e guitarra, formado em 1979 por Milton com o seu irmão Jake e Pete Creese. Nos primeiros anos e por um breve período estiveram associados à Factory. A banda passou por várias alterações de alinhamento e lançou quase uma dezena de discos desde o início dos 80s até meados dos anos de 1990. Exemplo maior da sua obra é o disco que hoje destacamos, a primeira pedra arremessada em 1982 aos telhados de vidro, na altura já bastante danificados, do convencionalismo. Dadaísmo punk, funk pé de chumbo, dissonância, um sax que fraseia contra as paredes de acordes da guitarra, motorik com sensibilidade rhythm & blues, uma aventura que merece hoje ser redescoberta e reavaliada. Para tal, completando a edição definitiva dos primeiros anos de actividade da banda, juntam-se os singles de 1980 a 1984.
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Quinta-feira, 26 Novembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: Big Strick, Fabric, FXHE, Omar-s

OMAR-S
Still Serious Nic
12″ FXHE – 9.95 eur 8.95 eur
Sem grande margem para falhar, o produtor de Detroit mais citado nos últimos anos como representante de uma cultura no bulshit na música de dança tem lugar cativo no coração de quem valoriza a expressão genuína e crua da house. Quando ele escreve “Motown minimal sound” no próprio vinil de uma das suas edições está realmente a querer dizer que a sua música é Soul, de um modo que para um nativo de Detroit como ele está em perfeito alinhamento com a herança deixada pela Motown (a editora mas também o nome por que é conhecida Detroit). Raramente esperado no pico de uma noite, o som de Omar-S paira na sala como se estivesse lá desde sempre e prepara eficazmente o torpor confortável de quem quer subir um pouco mais nas emoções dessa noite. Críptico e enigmático, não é nunca banal nem quando se serve de vocalistas para transmitir melhor o que considera soul.
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OMAR-S
Just Ask The Lonely
CD FXHE – 16.95 eur 12.95 eur
Reedição em digipak e com tema extra do primeiro álbum (2005). Não foi aqui que tudo começou mas é neste disco que pela primeira vez se sentiu em maior escala a visão única de Omar-S. Filtros, blips, o beat arrastado como Theo Parrish e a improbabilidade de se chamar house, sem problemas, a este salto para dentro da engenharia de som (o que Omar diz que faz). A faixa extra nesta reedição é “Track #8″, que tinha aparecido em maxi de um lado apenas. De resto, um conjunto de temas que fazem deste álbum um título fundamental na discografia que se elaborar desta primeira década do século XXI.
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BIG STRICK
7 Days
12″ FXHE – 9.50 eur
A história é que Big Strick é primo de Omar e um deles aprendeu certamente coisas com o outro, possivelmente partilhando o mesmo equipamento. A definição de house é semelhante, a pureza abstracta, a emoção na música reduzida a componentes básicos que é preciso sentir em nós também, nada é imposto e é preciso procurar o ponto de contacto porque, se não o fizermos, estes discos não vão insinuar-se em frente a nós. Discreto e brilhante.
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TAMBÉM EM STOCK:

Omar-S – Detroit “Fabric 45″ CD Fabric 15.50 eur 12.50 eur
Composto inteiramente por música sua, tal como Villalobos havia feito na sua contribuição para esta série do clube Fabric. Funciona igualmente como compilação do catálogo anterior de Omar-S e Oasis (o outro nome sob o qual grava). Excepcional alinhamento de deep house sem compromisso com o beat da moda.
Omar-S / Shadow Ray “Oasis Collaborating: Album II” CD FXHE 16.95 eur 14.95 eur
Váriações infinitas (e infinitamente boas) sobre a técnica e sensibilidade de Omar-S (aqui com um enigmático Shadow Ray, cuja existência ele não confirma nem desmente). Reminiscências da fase Artificial Intelligence da editora Warp, de um ou outro pormenor de Autechre. Mais uma vez puro ouro. Edição de 2006.
Omar-S + Big Strick “1992″ CD-R – 14.50 eur
Gravada em cassete em 1992, mixtape realmente clássica com passagem por jack de Chicago, garage de NY, boogie e electro dos 80s, Michael Jackson e Saint Etienne, aqui podemos sentir e ouvir de onde vem o que move estes dois produtores. Quase não tem hits, a menos que vocês saibam de cor toda a história da house. O som é quente, a primeira voz que se ouve diz “The password is Play” e o sentimento geral não será encontrado nos inúmeros CDs misturados que inundam o mercado e dificilmente nos incontáveis sets que enchem blogs na net.
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Quarta-feira, 25 Novembro, 2009
Categoria: Destaque
Etiquetas: 180 Gs, 1987, Miguel Soares, Negativland, Seeland, SST

NEGATIVLAND
Escape From Noise
CD Seeland – 15.50 eur 12.50 eur
NEGATIVLAND
Escape From Noise
LP SST – 12.50 eur
Sejamos honestos: poucos discos feitos de outra matéria que não canções convencionais, nos últimos 20 e poucos anos (”Escape From Noise” é de 1987), contêm tantas frases citáveis como este: “Is there any escape… from noise?”, “Michael Jackson, look what you’ve done!” “Do you know how many time zones there are in the Soviet Union?”, “Eleven”, “Yellow, black and rectangular”, “Communism is good!”, a versão com soluços de “Over The Rainbow”, etc etc. Cada tema é uma peça única de colagem, onde canção se mistura com locução radiofónica, nós (os fãs do disco), sabíamos praticamente de cor todas as deixas importantes no álbum. A imagem invertida na capa aponta logo para um mundo às avessas que, de facto, o próprio grupo viria a denunciar mais activamente como vítima dos processos decorrentes de “Christiany is Stupid” e “U2″ . Acrescentando ao lado mais sério de comentário socio-político, ao engenho sónico na meticulosa encenação de cada faixa, “Escape From Noise” é entretenimento de classe, um disco ao qual o termo Obrigatório se aplica sem pestanejar. Percam isto e estarão a perder um documento popular único sobre a consciência americana nos anos Reagan e o estado do mundo ainda sem saber se a Guerra Fria tinha terminado com a Perestroika ou não.
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TAMBÉM EM STOCK:

Negativland “Points” CD (Seeland) 15.50 eur 12.50 eur
Segundo álbum de Negativland. Edição original em 1981.
Negativland “Pepsi” CD (Seeland) 15.50 eur 12.50 eur
A arte dos Negativland ao serviço da crítica anti-consumo, reaproveitamento e recontextualização de jingles conhecidos, colagem e sátira. Edição original em 1997.
Negativland “These Guys Are From England And Who Gives A Shit” CD (Seeland) 15.50 eur 12.50 eur
As duas faixas do disco “U2″, editado em 1991 e retirado do mercado por imposição dos mecanismos legais dos próprios U2.

Negativland “Helter Stupid” CD (Seeland) 15.50 eur 12.50 eur
O álbum feito a partir de toda a polémica originada por um boato lançado pelos Negativland. Manipulação dos media na sua forma mais acutilante de sempre! Edição original em 1989.
180 Gs “180 D´Gs To The Future!” CD (Seeland) 15.50 eur 9.95 eur
Improvável colectânea de “êxitos” de Negativland interpretados pelos 180 Gs, grupo vocal de Detroit que assim transporta para outra dimensão as “letras” do grupo. Gravado em 2007-2008.
Negativland “Our Favorite Things” DVD+CD (Seeland) 32.50 eur 19.50 eur
Transposição para imagem em movimento das técnicas de corte e colagem de Negativland, funcionando a espaços como Best Of do grupo e retrato de uma América contemporânea com todos os traços de paranóia que já estamos habituados a observar no trabalho de Negativland. Inclui um video da autoria de Miguel Soares.
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Quarta-feira, 25 Novembro, 2009
Categoria: Destaque, Imprensa
Etiquetas: Revista, The Believer

THE BELIEVER
Vol. 6 Nr. 7: The 2009 Music Issue
REVISTA + CD – 10.50 eur
Em primeiro lugar vale a pena transcrever o que os editores da Believer escrevem sobre si próprios:
“The Believer é uma revista mensal em que o tamanho não importa. Tem críticas a livros que não estão necessariamente em cima do acontecimento e são frequentemente muito longas. Tem entrevistas que também são muito longas. Focamo-nos nos escritores e livros de que gostamos. Damos o benefício da dúvida a pessoas e livros. O nome provisório desta revista era The Optimist.”
Baseada em S. Francisco, desde 2003 que a Believer mantém os pergaminhos de revista underground séria, significando isso que se dirige a um público que cruza vários interesses culturais de uma forma – digamos – mais pop do que a média dos leiotres de revistas literárias. Livros, música e BD convivem no mesmo patamar de apreciação. Charles Burns desenha as capas, Tony Millionaire ilustra boa parte dos interiores, e se isto parece provocar excitação apenas nos geeks da BD, reparem no alinhamento de faixas exclusivas no CD: Sam Phillips, Robert Scott, Mike Scott (Waterboys), Lloyd Cole, Phil Wilson (June Brides), David Sylvian, Stuart Moxham (Young Marble Giants), Dave Wakeling (The Beat), Lisa Germano, Stephen Duffy, Wreckless Eric e vários outros. A Believer diz: “Convidámos alguns dos nossos escritores de canções favoritos de todos os tempos, incluindo alguns que não têm gravado nada recentemente, para nos enviarem versões acústicas de canções novas. Surpreendentemente eles fizeram isso.” Na revista podemos ler sobre os Gossip em Paris, um ensaio de David L. Ulin sobre como seriam os álbuns dos Beatles entre 1970-75 se eles não tivessem acabado, Ross Simonini entrevista Thom Yorke e, noutro artigo, analisa as palavras do dancehall jamaicano, Hilton Als escreve sobre PJ Harvey, Arthur Phillips tenta perceber porque é tão difícil escrever sobre música, etc. etc.
Visual clássico, papel rude, confortável, 90 páginas.
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Quarta-feira, 18 Novembro, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
Etiquetas: Falty DL, Planet Mu

FALTY DL
Love Is A Liability
CD / 2LP Planet Mu – 15.95 eur 12.50 eur / 16.95 eur 14.95 eur
Bravery EP
MCD / 2×12″ Planet Mu – 11.50 eur 8.95 eur / 11.95 eur 9.95 eur
Tal como a recente e óptima compilação da Hyperdub mostrou, o dubstep está em permanente mutação ou não fosse ele um género que se alimenta da vitalidade urbana, das festas e das lojas, do encontro com outros géneros e correntes. Mary Anne Hobbs também tem mostrado isso mesmo nas suas compilações. Há cada vez mais pedaços do antigamente, e cada vez mais espaço para outras coisas. Falty DL – ou seja, Drew Lustman – parece querer isso tudo. Mas neste caso, a desculpa talvez resida no facto do músico não ser inglês e ver a cena de Nova Iorque. Sim, bizarro, quase. “Love Is A Liability” é o álbum, um hino aos dias pós-garage e ao 2-step, recauchutado por uma visão única que liga Londres e Chicago por um canal de electrónica excitante e vitamínica. E, como se não bastasse, poucos meses depois, Drew Lustman decide que a poeira do seu álbum não deveria assentar e “Bravery” são mais 8 temas brilhantes e luminosos que arrasam toda a concorrência em dezenas de estilos diferentes. Há ginástica electrónica Autechre, garage vintage, memórias electro, nuances jazz e melódicas, farrapos da energia drum’nbass, padrões rítmicos Flying Lotus, espaço sideral, corrente eléctrica alternada e contínua. Falty DL parece um buraco negro onde se condensam todos os impulsos sonoros que povoam a atmosfera. É um milagre que disto tudo saia algo tão ordenado e arrumado. Álbum incrível e mini-álbum essencial.
Love Is A Liability
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Bravery EP
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Terça-feira, 17 Novembro, 2009
Categoria: Destaque, Vintage
Etiquetas: Vinil
Lista completa de títulos antigos/vintage em stock. No fim de tudo leiam algumas notas importantes sobre a condição dos discos e outros detalhes significativos.
Esta actualização já inclui links para videos e informações extra em quase todos os discos, procurem na linha abaixo do título. Mais links a serem adicionados regularmente.
Em destaque: “Summer Madness” de KC Flightt com misturas de Mark Kamins (trabalhou em discos de Madonna e outros momentos importantes da pop na década de 80). KC Flightt era um dos grandes da cena hip-house, mas o que brilha intensamente neste maxi é a versão Sex For Days, completa com extra deepness, voz feminina sexy que diz palavrões no final e quebras jack!
“Outside Inside” dos Tubes é um daqueles álbuns que tem mesmo de ser ouvido para nos apercebermos do que tem de bom. Banda power-pop-funk excessiva do virar de 70s para 80s, vieram a Portugal na época, e este disco tem dois momentos tribais imprescindíveis: “Drums” (usado como intro num DJ-Kicks de Booka Shade) e “Wild Women Of Wongo”, com voz de trailer cinematográfico de acção.
O single “With A Little Luck” dos Wings pode não parecer valer grande coisa para além do interesse dos coleccionadores de Paul McCartney e/ou Beatles, mas é a segunda faixa no lado B (”Cuff Link”) que faz disparar o coração: 2 minutos e qualquer coisa de delícia cósmica com um groove não muito distante de algumas faixas no álbum “II” de McCartney.
Esta lista será actualizada regularmente com novas entradas, os discos são todos originais (não são reedições recentes). Até breve!

Acid Horse “No Name, No Slogan [12"]” (1989) 12″ (WAX081), € 6
- EBM / Electro; membros de Ministry + Cabaret Voltaire.
Adamski “The Space Jungle / The 2nd Coming -CR- [12"]” (1990) 12″ (9031-72474-0LB), € 5
- The 2nd Coming no lado B – Voodoo rave!
Arkansaw Man “Every Job / Mark Twain [7"]” (1983) 7″ (SUB41), € 7
- Pré-pós-rock na linha de Slint! Raro e como novo!
Aztec Camera “Oblivious + Orchid Girl + We Could Send Letters (live) + Back On Board (live) [2x7"]” (1983) 2×7″ (AZTEC1F), € 7
- Edição especial com capa gatefold e letras incluídas.
Baby Ford “Chikki Chikki Ahh Ahh (Freecloud mix) [12"]” (1988) 12″ (RBFORD2), € 4
- Acid house.
Baby Ford “Children Of The Revolution – Jeremy Healy rmx [12"]” (1989) 12″ (BFORD4), € 5
- Acid-house.
Baumann “Strangers In The Night (Long Version) + bonus rap [12"]” (1983) 12″ (4R9-04029), € 8
- Italo disco.
Belle Epoque “Miss Broadway / Losing You [7"]” (1977) 7″ (2044102), € 4
- Disco; versão original do tema refeito por Glass Candy na Italians Do It Better.
Biosphere “Novelty Waves – Mark Bell, Higher Intelligence Agency rmxs -CG/RE-” (1995) 12″ (DTR1096), € 6
- Techno / Trance; http://www.discogs.com/Biosphere-Novelty-Waves/release/62902
Black Mojo “Mojo´s Workin´ + Lex rmx [12"]” (1994) 12″ (WAP43), € 7
- House / Rave; capa genérica com design da Warp em estado impecável; vinil impecável.
Bruce Lose “What´s Your Name [7"]” (1983) 7″ (SUB38), € 7
- Membro dos históricos Flipper, banda synth-punk norte-americana. Raro e como novo!
Catwoman “Catwoman [12"]” (1989) 12″ (RDT1T), € 5
- Breaks / Electro; 2 versões; prod. Tim Simenon (Bomb The Bass).
Clout “Save Me / Ms. America [7"]” (1979) 7″ (2044141), € 3
- Pop / Rock.
Cocteau Twins “Aikea-Guinea [12"]” (1985) 12″ (BAD501), € 6
- Capa por 23 Envelope.
Cookie Crew “Born This Way (Let´s Dance) [12"]” (1989) 12″ (FFRX19), € 4
- Hip house.
Cure, The “The Walk + The Dream [7"]” (1983) 7″ (FICS18), € 5
- Clássico proto-electroclash! Capa com rugas.
Dee D. Jackson “Meteor Man / Galaxy Police [7"]” (1978) 7″ (15813AT), € 5
- Disco / Cosmic; Galaxy Police!
Depeche Mode “It´s Called A Heart + Fly On The Windscreen + poster [7"]” (1985) 7″ (7BONG9), € 6
- Primeira edição, limitada, inclui poster da banda!
Depeche Mode “People Are People + In Your Memory [7"]” (1984) 7″ (7BONG5), € 4
Depeche Mode “See You + Now, This Is Fun [7"]” (1982) 7″ (7MUTE018), € 4
Dexy´s Midnight Runners “Geno + Breakin´ Down The Walls Of Heartache [7"]” (1980) 7″ (R6033), € 3
- Primeiro single de Dexy´s Midnight Runners.
DJ Pierre “Jump Shout [12"]” (1993) 12″ (K007), € 4
- House
Eartha Kitt “Where Is My Man + Instrumental [12"]” (1983) 12″ (PC69081), € 4
- Prod. por Jacques Morali e Henri Belolo.
Echo & The Bunnymen “Ocean Rain -CA- [LP]” (1984) LP (KODE8/240388-1), € 7
- http://www.discogs.com/release/830753
Eclat & Prudo “Where WeGo, You Dont´ Know [12"]” (2004) 12″ (MFF12038), € 4
- http://www.discogs.com/release/295064
Eddy Grant “Can´t Get Enough [LP]” (1981) LP (INT146.102), € 4
- http://www.discogs.com/Eddy-Grant-Cant-Get-Enough/release/550275
Eleanor “Adventure – 12″ Extended Remix + bonus beats + dub [12"]” (1988) 12″ (4407471), € 6
- House / Electro; rmx de Shep Pettibone.
Eurythmics “Who´s That Girl? + You Take Some Lentils… And You Take Some Rice [7"]” (1983) 7″ (DA3), € 4
- Capa original; lado B é óptimo tema electrónico!
Fancy “Bolero + dub [7"]” (1985) 7″ (883555-7ME), € 1,5
– Ed. portuguesa; Italo.
Fortran 5 “Love Baby / Midnight Trip [12"]” (1990) 12″ (12MUTE120), € 4
- House / Rave.
Front 242 “Interception -CC- [12"]” (1986) 12″ (RRET3), € 9
– EBM / Electro; inc. Quite Unusual + Agressiva.
Front 242 “Masterhit [12"]” (1987) 12″ (RRET9), € 9
- EBM / Electro; 3 versões.
Galaxy featuring Phil Fearon “Dancing Tight + instrumental -CG- [7"]” (1983) 7″ (ENY501), € 3,5
- Capa genérica da Ensign; vinil em óptimo estado.
George McRae “Rock Your Baby Parts 1&2 [7"]” (1974) 7″ (KPBO-1004), € 3
– Clássico.
Gina X “Drive My Car + Waiting [12"]” (1984) 12″ (TAK21/12), € 4
- Ed. portuguesa; prod. por Zeus B Held. Waiting é pérola synth-wave.
Godley & Creme “Cry / Love Bombs [7"]” (1985) 7″ (881786-7), € 4
- Mítico video; lado B usado por Slight Delay na Rong.
Gretschen Hofner “Welcome To My Judy Garland Life / Klassy With A Kapital K [7"]” (1996) 7″ (7POPPY4B), € 5,5
- Pérola pop na linha de Last Shadow Puppets; inc. postal com foto da banda. Como novo!
Hazed “Bells -CG- [12"]” (1994) 12″ (PLUS8049), € 6
– http://www.discogs.com/release/15343
Heavens Gate “Street Secrets / Heavens Gate -CG- [12"]” (1992) 12″ (SR12121), € 4
– http://www.discogs.com/release/69241
Japan “Assemblage [LP]” (1981) LP (HANLP1), € 7
– Compilação de singles anteriores a 1981. Capa com uso normal de quase 30 anos. Vinil como novo!
Jean Michel Jarre “Oxygene [LP]” (1977) LP (2310555), € 7,5
- Clássico Cosmic / Synth.
John Foxx “The Garden [LP]” (1981) LP (603605), € 4
– Ed. portuguesa; synth-pop.
Jupiter Beyond (Joey Negro) “Stargazer EP -P/CE/CG- [12"]” (1995) 12″ (ZEDD12012), € 5
– Deep house; http://www.discogs.com/release/58764
K.I.D. “Don´t Stop / Do It Again [7"]” (1981) 7″ (1A006-64320), € 4
- Boogie!
KC Flightt “Summer Madness [12"]” (1989) 12″ (PT49336), € 5
- Hip-house / Jack – 3 versões inc. rmxs de Mark Kamins (Madonna) e incrível Sex For Days Mix.
KC Flightt “Summer Madness [12"]” (1989) 12″ (9043-1-RD), € 5
- Hip-house / Jack – 4 versões inc. rmx de Mark Kamins (Madonna, etc.) e incrível Sex For Days Mix.
Korgis, The “Everybody´s Got To Learn Sometime + If I Had You [7"]” (1980) 7″ (OG9889), € 2
– Original da versão 2009 feita por The Field!
Kyna Antee aka The Mistress “Let It Go / Mistress Of The Boom Boom + instrumentais -CG/RE- [12"]” (1988) 12″ (TK-1205), € 4
- House / Electro / Breakbeat.
La Bionda “I Got Your Number / Listen To My Heart [7"]” (1979) 7″ (101360-100), € 3
- Do LP High Energy.
Lene Lovich “Lucky Number + Home -CG- [7"]” (1978) 7″ (BUY42), € 3
- Dois clássicos New Wave absolutos! Capa genérica da Stiff Records.
Luna Twist “African Time / So Danceable [7"]” (1982) 7″ (VS-110-23), € 2
– New wave; ed. portuguesa.
Lydia Murdock “Superstar (long version) + instrumental -CG- [12"]” (1983) 12″ (TRS3001AS), € 6
- Bassline e resposta a Billie Jean de Michael Jackson.
M. Doc “Feelin Mellow / It´s Percussion -CG- [12"]” (1990) 12″ (ID1001), € 5
– Hip-house.
Maas (Ewan Pearson) “Suture Self EP [12"]” (1996) 12″ (SOMA038), € 5
- Ewan Pearson vintage!
Madame X “Just That Type Of Girl – Vocal/LP Version 6:21 [12"]” (1987) 12″ (0-86672), € 5
– Edição americana. Elemento de Kleer; Electro / R&B, óptima base instrumental!
Madame X “Just That Type Of Girl (short version) / Flirt (LP version) [7"]” (1987) 7″ (789216-7), € 3
- Elemento de Kleer; Electro / R&B, óptima base instrumental!
Mellow-Dee Project, The (Olav Basoski) “Together [12"]” (1992) 12″ (RHYTHM029-5), € 4
– http://www.discogs.com/release/480054
Mike & Sally Oldfield + Pekka Pohjola “Mike & Sally Oldfield + Pekka Pohjola [LP]” (1981) LP (90096), € 4
– Fusão Jazz / Prog.
Mirage “Jack Mixx II / Move On Out [12"]” (1987) 12″ (DEBTX3022), € 4
- Medley Jack.
Monie Love “Down To Earth [12"]” (1990) 12″ (COOLX222), € 4
- Hip house.
New Musik “Sanctuary [7"]” (1980) 7″ (GT275), € 4
- Synth-pop; do álbum From A To B.
OHM “Tribal Tone – Sabres Of Paradise mixes [12"]” (1993) 12″ (HUB011), € 4,5
– Rave.
Otaku (Ralph Lawson) “Percussion Obsession -CG- [12"]” (1993) 12″ (SOMA006), € 5
– Rave.
Paul Hardcastle “The Wizard (extended version) [12"]” (1986) 12″ (PAULX3), € 4
– Electro.
Perfectly Ordinary People “Theme From P.O.P. [12"]” (1988) 12″ (URBX25), € 6
– Acid house.
Popular Front “Terrorist Attack + dub [12"]” (1986) 12″ (ZYX5409), € 4
– EBM / New Beat.
Posithrob “Untitled [12"]” (1996) 12″ (ALG.001.0), € 4,5
– Techno analógico; Jack.
Prince “Alphabet St. – CG- [12"]” (1988) 12″ (W7900(T)), € 4
– Capa transparente; http://www.discogs.com/Prince-Alphabet-St/release/1222250
Prince and The New Power Generation “Gett Off (urge mix) / Gett Off (thrust mix) [12"]” (1991) 12″ (W0056T), € 4
PWOG “Kraak -CA- [12"]” (1995) 12″ (KK130), € 5
– Techno / trance; Psychick Warriors Ov Gaia.
Renegade Soundwave “Renegade Soundwave [10"]” (1994) 10″ (10MUTE146), € 5
– Clássico breaks/bass.
Resoraz “Art Of Time [12"]” (1993) 12″ (WAP37), € 5
- Ed. limitada de um lado apenas; rótulo com informação errada; capa com logo da Warp.
Rhythmatic “Wind Me Up / Ded Lo – CR- [12"]” (1991) 12″ (NWKT25), € 5
– http://www.discogs.com/release/20861
Shock Therapy “Cancer [LP]” (1990) LP (SAVE85), € 5
– Rock industrial.
Simple Minds “Celebration -CR- [LP]” (1982) LP (SPART1183), € 5
- Compilação; inclui I Travel (usado por Glimmers).
Sky (John Williams, Herbie Flowers, Kevin Peek, Tristan Fry, Francis Monkman) “Sky 2 [2LP]” (1980) 2LP (301118-406), € 8
– http://www.discogs.com/Sky-Sky-2/release/1207808
Smith and Jones “Shame Shame Shame + Part 2 -CR- [12"]” (1982) 12″ (ZYX5008), € 5
- Prod. por Eddy De Gucht (Disco Connection).
Soul II Soul “Vol. II: 1990 – A New Decade -CC/RE- [LP]” (1990) LP (DIX90), € 4
– http://www.discogs.com/Soul-II-Soul-Vol-II-1990-A-New-Decade/release/84698
Spacetime Continuum “Remit Recaps Pt.2 – Subtropic, Rob Gordon, Herbert, Velocette rmxs [12"]” (1996) 12″ (REF16), € 7
- Info.
Steve Hillage “Kamikaze Eyes (extended version) [12"]” (1982) 12″ (514505), € 4
– Ed. portuguesa; ex-Gong; synth-pop.
Sting “The Dream Of The Blue Turtles -CM- [LP]” (1985) LP (DREAM1), € 6
– Primeiro e melhor álbum de Sting. Capa interior com as letras. Vinil como novo!
Swag “Drum Hydraulics EP [12"]” (1995) 12″ (JBO33), € 5
– http://www.discogs.com/release/22518
Swag “Groove Seekers Allowance EP -CG- [12"]” (1996) 12″ (JST026), € 5
– http://www.discogs.com/Swag-Groove-Seekers-Allowance-EP/release/17785
Sympletic (Mark Broom) “Noname -CG- [12"]” (1994) 12″ (IFACH002), € 6
– Techno analógico.
Technotronic “Body To Body -CA- [LP]” (1991) LP (ARS4683421), € 4
– http://www.discogs.com/Technotronic-Body-To-Body/release/849024
Time “Love Is The Reason + instrumental -CA- [7"]” (1985) 7″ (ZYX1131), € 2,5
- Italo.
Tom Tadlock “Body Ad / Poker Keeno [7"]” (1982) 7″ (SUB28), € 7
– Rock experimental / exotica; colaborador de Tuxedomoon. Raro e como novo!
Tubes, The “Outside Inside -CE- [LP]” (1983) LP (064-400164), € 5
- Inclui o fantástico Drums, usado por Booka Shade no seu DJ-Kicks + Wild Women Of Wongo (tocado por Zonk).
Voyectra (Mark Broom) “Charm / Invisible Companions -CG- [12"]” (1994) 12″ (IFACH003), € 6
– Techno analógico.
Wee Papa Girl Rappers, The “Blow The House Down – Adonis rmx [12"]” (1988) 12″ (JIVEX197), € 4
- Acid house / Hip-house.
Wee Papa Girl Rappers, The “Heat It Up + instrumental [12"]” (1988) 12″ (JIVET174), € 4
– Acid house / Hip-house.
Whodini “Freaks + instrumental [12"]” (1991) 12″ (MCA1254019), € 4
-Hip hop / Electro.
Wings “With A Little Luck + Backwards Traveller + Cuff Link -CE/CR- [7"]” (1978) 7″ (00660639), € 3
- Cuff Link clássico absoluto da cena cósmica.
Wire “Manscape [LP]” (1990) LP (STUMM80), € 10
– Famosa capa de Neville Brody com imagem da praça Marquês de Pombal.
X10 “Repulsion / Phantom Limb [12"]” (1991) 12″ (AS5043), € 3
– EBM / Electro; membros de Klinik e A Split-Second.
Yarbrough & Peoples “Heartbeats + instrumental – CA- [12"]” (1982) 12″ (6400742), € 5
– Boogie / Synth-pop; http://www.discogs.com/Yarbrough-Peoples-Heartbeats/release/461127
Yen Sung “Do You [12"]” (2002) 12″ (JAXX022), € 6
– Prod. por Yen Sung e Kronic, dubs de Felix (Basement Jaxx). Estado impecável.
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É inevitável transformarmos o nosso amor por discos numa oferta criteriosa que representa parte do imenso espólio da música pop e de dança dos últimos 30 anos. A produção nova e recente não é suficiente, na loja, para traduzir o alcance do nosso interesse e afecto pela arqueologia dedicada, e não existem reedições em quantidade para voltar a colocar no mercado muitos discos que achamos bons e já não são fáceis de encontrar.
Boogie, techno analógico dos anos 90, electro-funk, disco (real right!), cosmic, house de Chicago, pop, soul, hip hop, exemplares originais (não necessariamente em segunda mão) para DJs que procuram sair do groove da moda e melómanos ainda (ou de novo) apaixonados por vinil. Os preços são, na sua maioria, de utilizador e não de coleccionador.
Estado de conservação do vinil:
– Os discos listados estão geralmente em bom ou muito bom estado. Muitos deles nunca foram tocados, alguns eram stock parado em lojas ou parte da colecção de particulares que os estimavam;
- Tenham em conta que alguns discos foram fabricados há mais de uma ou duas décadas, é normal que um ou outro apresentem marcas de manuseamento. O estado dos discos é considerado bom na perspectiva de utilização e partilha de música – embora vários exemplares imaculados estejam nesta listagem, não procurem aqui, por regra, vinil em condição perfeita de coleccionador.
Estado de conservação das capas:
– Tenham em conta que algumas capas têm vida de prateleira ou armazém superior a uma ou duas décadas, é natural que possam existir pequenos defeitos (marcas de preços, rugas ou a simples vida prolongada). É frequente os discos estarem novos e as capas em mau estado. Essas são normalmente genéricas (totalmente brancas ou pretas) e temos a preocupação de as substituir por capas brancas totalmente novas; o mesmo acontece com as capas interiores de papel – as que têm rasgões ou marcas de humidade são substituídas por novas. Sigam a legenda mais abaixo para detalhes sobre as capas.
Trocas:
Não faremos trocas, por princípio. Assumimos que, na maioria dos casos, é perfeitamente aceitável que o vinil ou as capas apresentem pequenos defeitos mas que não comprometem nem a audição da música nem a integridade e bom aspecto das capas. Se algum vos suscitar dúvidas perguntem, tentaremos descrever o seu estado o mais exactamente possível.
Capas protectoras:
– Na compra de cada disco podem adquirir a capa de plastico por apenas mais 7 cêntimos (formato 7?) ou 10 cêntimos (formato 12?)
Audição dos discos em loja:
– Reservamo-nos o direito de ser parciais nas audições do discos. Alguns não poderão mesmo ser ouvidos na loja, ou porque estão selados ou porque o seu valor e condição implicam a preservação dos mesmos.
Cartão de cliente:
– Nenhum disco desta lista marca pontos no cartão de cliente. Da mesma forma, nenhum deles pode ser incluído na oferta do cartão.
Estado das capas (legenda):
CA – capa com autocolante ou resíduo de autocolante (preço, número de BPMs, etc)
CC – capa ainda com celofane original mas não selada
CE – capa escrita (geralmente nome de um dono, data ou número de BPMs)
CG – capa genérica (toda branca ou preta)
CM – capa manchada (geralmente pequenos pontos de humidade ou dedadas, no caso de capas escuras e brilhantes)
CP – capa com corte promocional (um canto furado ou cortado com tesoura, pequeno corte na lombada, etc.)
CR – capa rasgada (geralmente um pequeno rasgão na capa ou contracapa que não prejudica o aspecto visual geral)
Estado dos rótulos centrais (legenda):
RA – rótulo com autocolante (data, BPMs, etc.)
RE – rótulo escrito (nome de um dono, número de BPMs, data, etc)
Outras informações relevantes (legenda):
P – exemplar de promoção (geralmente com a mesma tracklist da edição comercial mas com rótulo branco frequentemente escrito à mão e com capa genérica)
SS – disco selado, parte-se do princípio que capa e vinil estão como novos.
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