Remessa de final de Verão da Finders Keepers. Jacky Chalard é o prato forte, disco de 1974 recuperado com toda a dedicação da editora (a edição em vinil é óptima, estamos sem stock de momento, mas dentro de duas semanas recebemos mais, façam os vossos pedidos). Há ainda em CD e LP a compilação dedicada à editora de kraut Kuckuck e a edição em CD (vinil está esgotadíssimo) da excelente compilação em volta de JP Massiera, “Midnight Massiera“. Chegou também “Absolute Belter” em vinil e mais algumas reposições. Dentro de semanas há mais novidades (escutem no “em breve” no nosso site), incluindo os dois primeiros maxis da série Cache, em volta de uma espécie de disco-psych-rock.
JACKY CHALARD
Je Suis Vivant, Mais J’ai Peur De Gilbert Deflez
CD Finders Keepers – 16.50 eur13.50 eur LP GATEFOLD Finders Keepers -17.50 eur14.95 eur(ESGOTADO, MAIS STOCK BREVEMENTE – ACONSELHA-SE RESERVA.)
Quem é Gilbert Deflez? Andy Votel explica com humor, no livreto de “Je Sus Vivant, Mais J’ai Peur” que era um nome “ungoogleable” até há altura do anúncio desta edição da Finders Keepers. Deflez emprestava a voz para novelas de ficção científica na rádio durante os anos 60/70. Jacky Chalard, membro dos Dynastie Crisis (conhecidos pelo fantástico tema “Faust 72? presente na banda-sonora de “Ocean’s 12?), ao conhecer Deflez resolveu musicar uma ficção narrada pelo radialista. O resultado é este “Je Sus Vivant, Mais J’ai Peur De Gilbert Deflez”, editado em 1974, disco sobre o qual se encontra pouca informação, algo desajustado à época em que saiu e remetido para o esquecimento e prateleiras de coleccionadores. Vem referenciado como um encontro entre “Melodie Nelson” e “Planète Sauvage” e não anda muito longe disso. É uma narrativa psych de ficção científica, onde os ambientes criados por Chalard se deixam invadir pela voz perfeita de Deflez. Somos colocados numa qualquer viagem espacial, onde uma voz nos lembra frequentemente “Je sus vivant, mais j’ai peur” (”Estou vivo, mas tenho medo”), ideia que não é difícil de associar ao homem do século XXI. A edição original trazia ilustrações de Enki Bilal no interior da capa, reproduzidas na edição em vinil agora reeditada pela Finders Keepers. Perde-se isso no CD, mas ganham-se três temas extra, sendo um deles (”Corto Maltese”, o que tem voz) maravilhoso (e quem gostar, atenção ao maxi de Jacky Chalard que vai sair em Setembro também na Finders Keepers). Essencial.
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VÁRIOS / JEAN-PIERRE MASSIERA
Midnight Massiera
CD Finders Keepers – 16.50 eur13.50 eur
Obsessão mais ou menos recente: Jean-Pierre Massiera. A crescer conforme o seu trabalho tem vindo a ser recuperado, tanto pela canadiana Mucho Gusto (alguns LPs e duas compilações essenciais, “Psychoses Freakoid” e “Psychoses Discoid”) como pela britânica Finders Keepers (7?, o álbum de Horrific Child e este “Midnight Massiera”). As compilações da Mucho Gusto dividem bem as duas grandes fases de Massiera, uma dedicada a um lado mais psych-rock conceptual e outra à sua fase disco, ambas singularmente esquizofrénicas. “Midnight Massiera” não é recente, mas só agora conseguimos deitar mão a alguns exemplares. Une os dois mundos e é até ao momento o melhor agrupamento de temas do produtor e músico francês (de lamentar apenas a exclusão de temas que produziu para Soraya). Criador de um universo único durante os anos sessenta e setenta, música que traz logo à cabeça criaturas disformes e planetas repletos de luxúria e álcool (em muitas das fotografias existentes de Massiera ele surge com uma garrafa na mão). “Midnight Massiera” é uma perfeita amostra do seu trabalho; há uma coesão ao longo dos 18 temas que quase desvirtuam o termo compilação e se oferecem como um álbum ultra-conceptual. Há canções absolutamente magníficas de Chico Magnetic Band (um Jimi Hendrix torradíssimo), Les Maledictus Sound, Basile, Visitors, Human Egg e a essencialíssima “Space Woman” de Hermans Rockets/Venus Gang.
01. Visitors “Visitors” 02. S.E.M. Studios “Ivresse Des Profondeurs” 03. Jesus “L’Electrocute” 04. Les Chats “Bizarre” 05. The Starlights “Mao Mao” 06. Basile “Itubo Del Anno” 07. Chico Magnetic Band “Pop Or Not” 08. Les Maledictus Sound “Kriminal Theme” 09. Jesus “Songe Mortuaire” 10. Basile “Engins Bizarres” 11. Human Egg “Onomatopaeia” 12. Les Monegasques “Psychose” 13. Chris Gallbert “Sing Sing” 14. Hermans Rockets “Space Woman” 15. Piranhas “La Turbie Pirhanienne” 16. Atlantide “Egg” 17. Les Maledictus Sound “Inside My Brain” 18. Afterlife “Sevret La Vielle Dame”
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VÁRIOS
Cloud Cuckooland
CD Finders Keepers – 16.50 eur13.50 eur
2LP Finders Keepers – 21.50 eur17.50 eur
Desconhecida para a maioria, a Kuckuck foi uma editora independente com uma longa duração de vida. A cargo do alemão Eckart Rahn, ajudado por Mike Sondeck e Sam Spence (de quem falámos há umas semanas, sobre “Sam Spence Sounds) foi até meados dos anos 1970 um espaço de exploração no rock alemão, enquadrando-se como é óbvio no krautrock e no kosmiche, por necessidade do tempo. Esta compilação, dedicada ao catálogo da editora até 1974, centra-se em sons dessa natureza. Mas os nomes são-nos praticamente todos desconhecidos, os sons podem ouvir-se como kosmiche, mas quase tudo está mais próximo de uma ideia de library music, reflexo da influência de Sam Spence e dos Moog que levou dos Estados Unidos para a Alemanha. Algo atípico em relação àquilo a que estamos habituados no rock alemão deste período, mas valente no campeonato da library music.
01. Antiteater “Opening” 02. Ihre Kinder “Stunden” 03. Out Of Focus “See How A White Negro Flies” 04. Sam Spence “Water World” 05. Ernst Schultz “Paranoia Picknick” 06. Sonny Hennig “1000 Tips zum Uberleben” 07. Ernst Schultz “10 Finger Blind” 08. Ihre Kinder “Komm Zu Dir” 09. Deuter “Der Turm” 10. Sam Spence “Ringo” 11. Antiteater “Memorn (Der Amerikanische Soldat)” 12. Armegeeddon “Oh Man” 13. Sam Spence “World As One” 14. Dueter Night “Rain” 15. Ernst Schultz “XY” 16. Lied Des Teufels “Nichts” 17. Antiteater “Intermezzo” 18. Out Of Focus “Blue Sunday Morning” 19. Ihre Kinder “The Dice” 20. Antiteater “Trauer La Mandragola”
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REENTRADAS DESTA SEMANA:
Chris Harwood “Nice To Meet Miss Christine [LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17.50 14.95 Chris Harwood “Wooden Ships / Hear What I Have To Say [7"]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 6.50 5.50 Jean-Claude Vannier “L´Enfant La Mouche Et Les Allumettes [7"]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 6.50 5.50 Lubos Fiser “Valerie And Her Week Of Wonders” (Finders Keepers) Bandas Sonoras, € 16.50 13.50 Maledictus Sound “Wedding Party [7"]” (Finders Keepers) Disco, € 6.50 5.50 Selda “Selda” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Absolute Belter [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 21.50 17.50
Vários “Cross Continental Record Raid Road Trip [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 21.50 17.50
Vários “Pomegranates” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Pomegranates [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 21.50 17.50
Vários “The Sound Of Wonder! – The First Wave Of Plugged-in Pop At The Pakistani Picture House” (Finders Keepers) Funk, € 16.50 13.50
Vários “The Sound Of Wonder! – The First Wave Of Plugged-in Pop At The Pakistani Picture House [2LP]” (Finders Keepers) Funk, € 21.50 17.50
Vários “Well Hung – Funk-Rock Eruptions From Beneath Communist Hungary – Volume I” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Well Hung – Funk-Rock Eruptions From Beneath Communist Hungary – Volume I [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 21.50 17.50
AINDA EM STOCK:
Billy Green “Stone [LP]” (Finders Keepers) Funk, € 17.50 14.95 Ersen “Ersen” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50 Galwad Y Mynydd “Galwad Y Mynydd” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50 J. P. Massiera “Horrific Child” (Finders Keepers) Pop/Rock, €16.50 13.50 J. P. Massiera “Horrific Child [LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17.50 14.95 Jean Claude Vennier “L´Enfant Assassin Des Mouches” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50 John Hill “6 Moons Of Jupiter” (Finders Keepers) Jazz, € 16.50 13.50 John Hill “6 Moons Of Jupiter [LP]” (Finders Keepers) Jazz, € 17.50 14.95 Mustafa Özkent “Genclik Ile Elele” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50 Sam Spence “Sam Spence Sounds” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50 Science Fiction Dance Party “Dance With Action [LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17.95 Vampires Of Dartmoore, The “Dracula´s Music Cabinet” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Absolute Belter” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “B-Music – Drive In, Turn On, Freak Out” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Welsh Rare Beat” (Finders Keepers) Funk, € 16.50 13.50
Vários “Welsh Rare Beat 2” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Willows Songs” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Chris Harwood “Nice To Meet Miss Christine [LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 14,95
Chris Harwood “Wooden Ships / Hear What I Have To Say [7"]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 5,5
Jean-Claude Vannier “L´Enfant La Mouche Et Les Allumettes [7"]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 5,5
Lubos Fiser “Valerie And Her Week Of Wonders” (Finders Keepers) Bandas Sonoras, € 13,5
Maledictus Sound “Wedding Party [7"]” (Finders Keepers) Disco, € 5,5
Selda “Selda” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 13,5
Vários “Absolute Belter [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17,5 Vários “Cross Continental Record Raid Road Trip [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17,5
Vários “Pomegranates” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 13,5
Vários “Pomegranates [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17,5
Vários “The Sound Of Wonder! – The First Wave Of Plugged-in Pop At The Pakistani Picture House” (Finders Keepers) Funk, € 13,5
Vários “The Sound Of Wonder! – The First Wave Of Plugged-in Pop At The Pakistani Picture House [2LP]” (Finders Keepers) Funk, € 17,5
Vários “Well Hung” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 13,5
Vários “Well Hung – Funk-Rock Eruptions From Beneath Communist Hungary – Volume I [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17,5
SPUR Spur Of The Moments
LP Drag City (Edição Limitada) – 18.50 eur13.95 eur
Novamente, a parceria Drag City / Galactic Zoo surpreende. Através de reedições de discos do universo folk/psych/garage norte-americano, têm revelado nomes desconhecidos, surpreendentes, regra geral perdidos em edições de prensagem privada ou escassa para abastecer o mercado futuro. Depois de discos de J.T., George-Edwards Group, chegam-nos agora os Spur, autores de um dos discos mais procurados do universo psych americano, “Spur Of The Moment”. Este “Spur Of The Moments” é uma espécie de best-of da banda, com os melhores temas de “Spur Of The Moment” (e são, garantidamente, os melhores) e outro material igualmente impressionante. O mais admirável nesta edição é a versatilidade entre géneros que os Spur se movimentavam. Entre 1969-72 fizeram folk, garage, psych e country a piscar o olho aos Grateful Dead. Alguns temas são poderosos, como “Modern Era” ou “Time Is Now” e, no seu todo, “Spur Of The Moments” é um reflexo de um período de ouro da família do rock e do blues norte-americano. Uma edição imperdível (até porque, nestes lançamentos, a Drag City edita sempre em quantidades limitadas; ao contrário de seu próprio catálogo), mais uma iguaria que nos chega de uma editora que tem um olho que nunca falha quando olha para o passado. E há bónus: no LP estão incluídas as liner notes de “Spur Of The Moment”, de humor refinado à volta da gravação do disco e do resultado.
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KRIS KRISTOFFERSON Please Don’t Tell Me How The Story Ends: The Publishing Demos 1968-72
CD+Livro Light In The Attic -16.50 eur12.95 eur
2LP Light In The Attic – 34.50 eur28.50 eur
Nos dias de hoje, o nome de Kris Kristofferson fará eco apenas para quem segue com atenção o cinema americano – foi actor para Scorsese e Peckinpah, por exemplo. Contudo, até há pouco tempo, o seu nome também era relevante no panorama musical (talvez mais por “A Star Is Born”), sendo ainda considerado hoje uma lenda do country, graças a “Me And Bobby McGee”, por exemplo. A história da sua luta pela música também poderia inspirar um bom biopic: foi contínuo na Columbia, numa altura em que tanto Johnny Cash ou Bob Dylan gravavam os seus álbums marcantes. Enquanto desempenhava as suas tarefas de limpeza, Kris Kristofferson tentava inspirar-se no mundo que o rodeava, absorvendo os génios e as criações que passavam pelos estúdios, tudo isso enquanto começava a escrever as suas próprias canções – Johnny Cash, Janis Joplin, Ray Stevens ou Bob Dylan foram alguns dos muitos músicos que cantaram as suas obras. Contudo, até à edição do seu segundo álbum em 1971 e uma ida ao festival de Isle Of Wight (depois de uma primeira tentativa frustante), o sucesso parecia apenas aparecer à sua frente na boca de outros cantores. Com a benção do próprio músico, a Light In The Attic celebra as 50 edições lançando o seu maior disco até à data. Uma recolha de demos gravadas entre 1968 e 72, nunca publicadas ou ouvidas, quando Kristofferson era mais solicitado como fazedor de hit singles do que um autor de maiores méritos. O lado instrospectivo e íntimo, e muito mais biográfico que as suas “outras obras” – ouça-se a versão original de “If You Don’t Like Hank Williams” para se perceber a passagem do tempo -, é o que mais assombra nesta colecção, refazendo um pouco a história que possuíamos deste texano nascido em 1936. Como sempre, edição exemplar com um livro de 60 páginas com fotos, biografia, tutorial do próprio Kristofferson às suas canções e testemunhos de Dennis Hopper e Merle Haggard. Histórico!
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People Like Us & Wobbly Music For The Fire
CD Illegal Art -13.95 eur12.50 eur
Longe, muito longe, de serem estranhos, People Like Us e Wobbly decidiram unir algumas peças soltas dos muitos anos de colaborações e diálogos, forçando aquilo que pareceria ser apenas mais uma compilação. Errado, claro. Seria muito ingénuo da parte de Vicki Bennett e Jon Leidecker – e da nossa – julgar que a matéria prima não seria tocada e manipulada vezes sem conta mais uma vez. Bastaram poucas sessões ao vivo para as coisas encaixarem todas num festim plunderphonic de proporções épicas. Mas há uma noção de composição que puxa o luxoo deste disco, como se fosse mais importante o fim do que os meios. E, mesmo que isso tenha sido sempre algo que tenha acontecido, agora há um maior foco e atitude, provavelmente fruto de mais de 12 anos de trabalho conjunto. Exotica, ping-pong de samples, música ambiental caleidoscópica, The Carpenters, muito humor, tudo dentro de um shaker de cocktails que não faria sentido estar noutra editora que não na Illegal Art. Já agora, relembramos que os planos do catálogo é extingirem os seus discos no final deste ano, portanto… Se hesitarem, estarão fora de jogo.
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São apenas dezassete minutos de música, mas já muito fizeram para chamar a atenção de público e imprensa. A estreia de Paus estava prometida há muito, sem que tivesse a desnecessária praga viral, e agora que está cá fora pode-se prever que este EP seja o primeiro passo de um muito interessante e original projecto musical português. Quim Albergaria, Hélio Morais, Shela e Makoto Yagyu formam o quarteto que tem como particularidade duplicarem a bateria e os teclados, provocando inevitavelmente uma trip violenta e rítmica que nos faz lembrar a arquitectura de Battles e as prezes ao céu de Boredoms. Pode – e deve – faltar escorrer muita tinta, mas o que já ouvimos aqui promete encher-nos de orgulho quando pudermos ouvir mais de Paus. Por agora, “Mudo E Surdo”, o tema que fecha o EP, parece concatenar todas as qualidades deste projecto num épico perfeito de assombrosa poesia sónica. Queremos mais disto.
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ARCADE FIRE Suburbs
CD Mercury (disponível em 8 capas diferentes)-15.95 eur 2LP Mercury – 24.50 eur – Disponível na próxima semana
Com as devidas distâncias adequadas a uma década, os Arcade Fire estavam para os 00s como uns Radiohead nos 1990s. Devidas distâncias porque a nível de inovação no universo mainstream da pop/rock não há comparação possível (os Radiohead foram e serão sempre mais influentes); mas há um carácter épico de satisfação de multidões que é comum às duas bandas. E de um certo modo, conseguiram atrair o público numa escala global, da mesma forma que, vá lá, os dEUS fizeram por cá a uma outra geração. “The Suburbs” é o terceiro álbum, depois do fenómeno “Funeral” e de “Neon Bible”, e é um álbum que soa ao fecho de um ciclo. O som dos Arcade Fire continua distinto do restante universo pop/rock, há, de facto, uma proporção épica nas suas canções que muitos se esforçam por alcançar, mas só eles conseguem exprimi-la de um modo eficaz em canções de 3/4 minutos. Este é também um disco muito mais conceptual, em volta dos subúrbios e do imaginário – sobretudo da América do norte – que os rodeia, como espaço de conflito, desgaste e revolta adolescente, mas também de inspiração e influência geracional. Poderia ser um disco demasiado fechado, mas é difícil encontrar uma canção que siga um esquema semelhante a outra, ou alguma que não revele uma influência diferente (especial atenção para a genial “Suburban War”, a piscar o olho a Springsteen). E do mesmo modo como se distanciaram dos subúrbios, todos iguais, os Arcade Fire decidiram desenvolver a capa em oito versões com cores diferenciadas e temos quatro dessas oito disponíveis.
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CHARANJIT SINGH Ten Ragas To A Disco Beat
2LP Bombay Connection -22.50 eur
É um dos achados do ano. Edo Bouman numa viagem à Índia descobriu este “Ten Ragas To A Disco Beat”, assinado por Charanjit Singh, um compositor de Bollywood. Gravado em 1982, tem-se insistido ao longo deste ano que Singh definiu o acid house, três anos antes de “Jack Trax” de Chip E ter sido editado (referido muitas vezes como o primeiro disco house) e cinco antes do primeiro tema de acid house, “Acid Trax” (Phuture). Independentemente desse registo visionário – que cada um lerá como quer -, o que é impressionante é Singh ter chegado a este som, quando muitas das referências que influenciaram o house não chegavam à Índia, e o contacto com o disco dar-se com uma meia dúzia de títulos mais populares. Em “Ten Ragas To A Disco Beat”, Singh usou um Roland TR-808 e um TB-303 para recriar ragas clássicas numa versão disco. O resultado, apesar de não ser muito heterogéneo ao longo de dez temas, é surpreendente e em alguns temas realmente visionário (”Raga Yaman” e “Raga Madhuvanti”).
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No ano passado, Bethany Cosentino e Amanda Brown resolveram acabar com as Pocahaunted (contudo, ainda foi editado neste ano o óptimo “Make It Real”) e cada uma seguiu o seu caminho. Cosentino rapidamente deu nas vistas como Best Coast, lançando uma série de canções lo-fi em 7″ limitados, cujo valor no mercado subiu de acordo com o estatuto de culto e de hype em volta deste novo projecto. Expressão disso é a edição original deste “Crazy For You” ter lugar na Mexican Summer, editora influente no ramo da chillwave e todas as suas vertentes, cujos lançamentos são limitados, bem tratados, e com uma alta valorização no mercado pouco depois de esgotarem (que é muito frequente acontecer). Best Coast enquadra-se na chillwave pelo regresso ao passado e não tanto por comparações de som. As suas canções são joviais, vagueiam pelo sol da costa oeste dos Estados Unidos e estão contaminadas por um espírito do rock feminino de finais dos anos 80 até meados dos 90. Pop formatada em três minutos, tudo delineado de um modo tão simples que somos afectados por uma nostalgia elementar em volta de guitarras: há muito tempo que não as ouvíamos assim num lote extenso de canções. Tão afastadas de compromisso, adolescentes num registo inocente como o dos Belle & Sebastian (mas não tão trabalhado e pensado como o destes). É o disco que leva o rótulo de cliché de disco de Verão, porque é mesmo assim: “Crazy For You” é feito com Sol para o Sol. Ao lado de “Before Today” de Ariel Pink, este é um dos melhores discos de canções do ano.
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VÁRIOS
Horse Meat Disco II
CD Strut -15.95 eur
2LP Strut – 17.50 eur
A desgraça em que o Disco se encontrou, as imitações, palhaçadas e clichés repetidos em mais de 20 anos de “cultura retro”, festas temáticas e nostalgia, tudo isso é minimizado com engenho nas noites Horse Meat Disco, um produto de Londres para o mundo. O Lux, em Lisboa, acolheu HMD em 2010 com residência mensal, e acreditem que aqui está o expoente do – se lhe quiserem chamar assim – revivalismo Disco. Matéria underground é sabiamente conduzida à superfície sem comprometer as características universais que toda a gente reconhece no género. Cyclades, Scherrie Payne, Lourett Russell ou Electra são nomes suficientemente obscuros para manter interessados os iniciados mas a música, mesmo com as particularidades que a distinguem facilmente da banalidade, dirige-se a toda a gente. Banda-sonora ideal para tirar notas e procurar os discos, se vocês forem irrecuperáveia como nós, mas sobretudo para ouvir alto e sentir uma energia genuína que, em termos de celebração, a música popular ocidental parece ter perdido há muito.
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VÁRIOS Watch How The People Dancing – Unity sounds from the London dancehall, 1986-1989
CD Honest Jon’s – 16.50 eur12.50 eur
2LP Honest Jon’s – 16.50 eur13.50 eur
O núcleo jamaicano em Inglaterra preservou naturalmente a sua cultura musical (que influenciou, aliás, agitadores punk como John Lydon, Clash, as Slits ou Pop Group). rapidamente se criou um circuito de importação directamente da Jamaica mas foi quando a produção começou a ser feita já em Inglaterra que as coisas começam a ficar sérias e sólidas. Para além da música mais próxima das raízes, começou a produzir-se com a cabeça no futuro, como Adrian Sherwood e a On-U Sound, mas os próprios jamaicanos e seus herdeiros mantinham tudo vivo não só com a sua presença in loco mas sobretudo com a música que também faziam já fora da Jamaica. esta colectânea foca-se no período 1986-89, quando o som digital do dancehall já se ouvia em maior escala, e privilegia produções caseiras feitas na zona de Londres ao mesmo tempo em que explodia a cultura rave e os seus subgéneros começavam a ganhar nomes. As bases musicais para estes temas são simples, compostas em Casios lo-fi e outros instrumentos electrónicos básicos, cruzam por vezes com o som bleep da house e com a cena ‘bass’ desenvolvida mais tarde, as vozes são suaves e pouco ou nada ligadas à expressão rude boy mais cerrada das estrelas do dancehall. “Watch How The People Dancing” inclui um livreto de 40 páginas com entrevistas e fotos, o som é masterizado por Moritz Von Oswald e o resultado são momentos românticos que, mesmo sem as vozes, são totalmente acessíveis através das versões instrumentais que quase todos os temas aqui têm.
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HEAVEN 17
Penthouse And Pavement
LP Virgin – 5 eur Exemplares originais de 1981 em excelente estado
Este álbum pertencia a uma zona de ninguém, em 1981. Enturmados com a vaga de Novos Românticos ou synth pop da época, os Heaven 17 sobressaem ainda hoje, retrospectivamente, pelo som a meio caminho entre soul e a pop obscura dos Human League de “Reproduction” e “Travelogue”. Sendo de Sheffield, é possível que a cena Northern Soul, muito presente no norte de Inglaterra, tenha influenciado Martin Ware e Ian Craig-Marsh. Ambos foram fundadores de Human League mas saíram antes de “Dare”. A voz grave de Glenn Gregory não só substituiu perfeitamente Phil Oakey como personalizou os Heaven 17 enquanto banda pop que, em “Penthouse And Pavement”, se estreava com uma mensagem política imediatamente censurada pela BBC: “(We Don´t Need This) Fascist Groove Thang)” falava abertamente da eleição de Ronald Reagan e da conjuntura Thatcher em Inglaterra sobre um fundo electrónico carismático como poucos instrumentais pop de então.
A capa publicitava a British Electric Foundation (espécie de projecto de estúdio / publishing do próprio grupo) como uma empresa próspera, comentário visual ao reinado de camisa e gravata dos yuppies nos anos 80. “Play To Win”, de facto. Esse é o título de uma das melhores canções no álbum, um genial groove boogie sintético que, com “Soul Warfare” e “Penthouse And Pavement”, aperfeiçoa um género híbrido de soul electrónica branca que poucos conseguiram igualar, incluindo os próprios Heaven 17 – o álbum seguinte, “The Luxury Gap”, ainda tem um par de canções memoráveis, mas a partir daí o grupo é engolido pela pop genérica dos 80s.
O lado B de “Penthouse And Pavement” tem segmentos arrojados especialmente cativantes para quem gostava da banda por causa da electrónica. É nesse lado que se encontram “Geisha Boys And Temple Girls”, “Let’s All Make A Bomb”, “The Height Of The Fighting”, “Song With No Name” e “We’re Going To Live For A Very Long Time”, todos clássicos. Álbum fundamental em qualquer discografia pop, temos alguns exemplares da edição alemã a preço convidativo.
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Editora de referência na revitalização da pop ligada à música de dança. Cor, exuberância, design lo-fi muito pensado e alguma da música pop realmente mais popular nas pistas de dança em anos recentes. Preços temporariamente reduzidos, quantidade bastante limitada em alguns títulos!
VINIL: Appaloosa “The Day We Fell In Love – Todd Edwards rmx [12"]” (Kitsuné),€ 8,5€ 5 Chew Lips “Salt Air – Jupiter, Two Door Cinema, Dekker & Johan rmxs [12"]” (Kitsuné),€ 8,5€ 5 Chew Lips “Solo [12"]” (Kitsuné), € 8,5€ 5 Crystal Fighters “Xtatic Truth – Maybb / Magistrates / Renaissance Man rmxs [12"]” (Kitsuné), € 8,5€ 5 Delphic “This Momentary – Parallels, Golden Bug, Radioproof rmxs [12"]” (Kitsuné), € 8,5€ 5 Etienne de Crécy et Monsieur Jo “Hanukkah – Beni / Les Petits Pilous rmxs [12"]” (Kitsuné), € 8,5€ 5 Fantastic Plastic Machine “Reaching For The Stars (Maw Rmx) [12"]” (Kitsune),€ 8,5€ 5 I Scream Ice Cream “Trust Tissue / Closing Time Closing In [12"]” (Kitsuné), € 8,5€ 5 La Roux “In For The Kill – Lifelike rmx [12"]” (Kitsuné),€ 7,95€ 5 Pin Me Down “Cryptic [12"]” (Kitsuné), € 8,5€ 5 Playgroup / Lacquer “Mad Love / X [12"]” (Kitsuné), € 8,5€ 5 Two Door Cinema Club “Something Good Can Work [7"]” (Kitsuné),€ 6,5€ 4 You Love Her Coz She´s Dead “Inner City Angst EP [10"]” (Kitsuné),€ 8,5€ 5
CD: Cazals “What Of Our Future” (Kitsuné), € 12,95€ 7,5
Vários “Gildas & Masaya – New York” (Kitsuné),€ 12,95€ 7,5
Vários “Kitsuné Maison Compilation 4” (Kitsuné),€ 12,95€ 7,5
Vários “Kitsuné Maison Compilation 6: The Melodic One” (Kitsuné),€ 12,95€ 7,5
Vários “Kitsuné Tabloid – Compiled & Mixed By Digitalism” (Kitsuné),€ 12,95€ 7,5
Vários “Kitsuné Tabloid By Phoenix” (Kitsuné), € 12,95€ 7,5
Vários “Kitsuné X” (Kitsuné), € 12,95€ 7,5
A informação não circula tão livre e abundantemente quando entramos neste sector de música. Apesar de alguns blogs especializados, algumas listas de títulos de editoras como A KPM ou Sonoton, geralmente há que confiar no instinto, nos títulos ou, talvez mais difícil, nos nomes que já se conhecem. Eis para vocês uma selecção de discos com música de arquivo (electrónica e synth-pop, essencialmente), jingles para rádio, efeitos sonoros, cursos de línguas ou gravaçõesde campo como é o caso do casamento real entre Carlos e Diana, sons de pássaros, animais ou cerimónias de tribos índias norte-americanas.
Se se dedicam à sonoplastia, fazem turntablism ou procuram sons que possam usar para intensificar as misturas nos vossos sets, por exemplo, talvez queiram investigar umas coisas. Se apenas gostam de Som também. Listas anteriores acessíveis aqui.
Bob Foster “Jingles + Programme Cues / Volume 9 [LP]” (1987) LP (KPM1386), € 10
- 64 jingles e spots: exercício físico, discoteca, máquinas, viagem, etc. Tudo como novo!
Bob Foster “Positive Image – New directions in communications [LP]” (1985) LP (KPM1349), € 10
- Library Music: Easy-going funk, Exhilarating action, Light, propulsive theme over running sequencer patterns, etc. Como novo!
Jack Daniels “Jingles + Programme Cues / Volume 7 [LP]” (1986) LP (KPM1360), € 10
- 64 jingles e spots sob variados temas como romance, tropical, etéreo, optimista, etc. Tudo como novo!
Jeff Newman “Jingles, Stings and Things [LP]” (0) LP (SON233), € 8
- “Contemporary Jingles, Stings, Idents, Effects & Station Breaks reflecting the lifestyle of today´s rising Pop-Generation”. Capa e vinil impecáveis! Anos 80, provavelmente.
Shorties, The “The Spots Of Metropolis – Cuts, Spots, Jingles [LP]” (1987) LP (29002), € 5
- Dezenas de spots e jingles (ritmos, ambientes, etc.) mas nada relacionado com o filme Metropolis. Tudo como novo!
Tomita “Pictures At An Exhibition [LP]” (1975) LP (APL1-0838), € 5
- Capa excelente apenas com pequeno rasgão. Vinil impecável! Versão electrónica da obra de Mussorgsky.
Vários “A Field Guide To The Bird Songs Of Britain And Europe [LP]” (1969) LP (RFLP5001), € 10
- Sons de pássaros gravados nas décadas de 50 e 60, informação detalhada no interior. Vinil impecável!
Vários “American Indian Ceremonial And War Dances [LP]” (0) LP (EVEREST3336), € 10
- Sem data mas seguramente da década de 60, pelo aspecto/material da capa exclente (apenas umas marcas de esferográfica no verso). Vinil como novo!
Vários “Calls Of The Wild – Stereo record of birds and animals of Africa [LP]” (0) LP (AV1), € 8
- Ano indeterminado, provavelmente década de 60 ou 70. Pequeno resíduo de autocolante na capa, vinil como novo!
Vários “Cuts & Media Music V – Jingles, intros & endings, commercials (spots), links & bridges [LP]” (1979) LP (SELECTEDSOUND9071), € 8
- Editora alemã de Library Music. Capa de luxo em tom cobre espelhado + vinil, tudo como novo!
Vários “Die Hifi-Stereo-Kulisse [2LP]” (1977) 2LP (2652096), € 10
- 63 sons e efeitos electrónicos: aviões, barcos, guerra, comboios, animais, automóveis, relógios + efeitos electrónicos. Vinil como novo, capa gtefold excelente.
Vários “Jingles II 014 – Dance And Disorder [LP]” (1986) LP (ATMOS014), € 10
- Library Music, contribuição de Geoff Downes (ex-Buggles) e Luis Jardim (lembram-se do primeiro juri do concurso Ídolos?). Tudo como novo.
Vários “Ochen´ Priyatno – a BBC Radio course for beginners in Russian: programmes 1 to 10 [LP]” (1974) LP (OP189/190), € 5
- Curso de Russo. Capa em muito bom estado, com ligeiras marcas apenas, vinil como novo!
Vários “Sound Effects – Disasters [LP]” (1977) LP (INT128.002), € 8
- Edição alemã. Sons de indústria, casa, fogo, terra, ar e água, catástrofes, etc. Capa e vinil impecáveis!
Vários “Spectacular Sound Effects In Stereo -CE- [LP]” (0) LP (844026PY), € 7
- 45 efeitos sonoros: aviões, helicópteros, máquinas, crianças, trânsito, armas, etc. Vinil excelente, capa com marca de esferográfica, espinha com algum desgaste.
Vários “Super Stereo Demonstration -CM- [LP]” (1966) LP (88143DY), € 6
- Música orquestral e standards para teste stereo. Resíduo de autocolante pouco importante em capa excelente. Vinil como novo!
Vários “The Royal Wedding -CA- [LP]” (1981) LP (REP413), € 8
- Gravação oficial da BBC do casamento de Carlos e Diana. Autocolantes na capa de resto impecável (gatefold). Vinil como novo!
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É inevitável transformarmos o nosso amor por discos numa oferta criteriosa que representa parte do imenso espólio da música pop e de dança dos últimos 30 anos. A produção nova e recente não é suficiente, na loja, para traduzir o alcance do nosso interesse e afecto pela arqueologia dedicada, e não existem reedições em quantidade para voltar a colocar no mercado muitos discos que achamos bons e já não são fáceis de encontrar.
Boogie, techno analógico dos anos 90, electro-funk, disco (real right!), cosmic, house de Chicago, pop, soul, hip hop, exemplares originais (não necessariamente em segunda mão) para DJs que procuram sair do groove da moda e melómanos ainda (ou de novo) apaixonados por vinil. Os preços são, na sua maioria, de utilizador e não de coleccionador.
Estado de conservação do vinil: - Os discos listados estão geralmente em bom ou muito bom estado. Muitos deles nunca foram tocados, alguns eram stock parado em lojas ou parte da colecção de particulares que os estimavam;
- Tenham em conta que alguns discos foram fabricados há mais de uma ou duas décadas, é normal que um ou outro apresentem marcas de manuseamento. O estado dos discos é considerado bom na perspectiva de utilização e partilha de música – embora vários exemplares imaculados estejam nesta listagem, não procurem aqui, por regra, vinil em condição perfeita de coleccionador.
Estado de conservação das capas: - Tenham em conta que algumas capas têm vida de prateleira ou armazém superior a uma ou duas décadas, é natural que possam existir pequenos defeitos (marcas de preços, rugas ou a simples vida prolongada). É frequente os discos estarem novos e as capas em mau estado. Essas são normalmente genéricas (totalmente brancas ou pretas) e temos a preocupação de as substituir por capas brancas totalmente novas; o mesmo acontece com as capas interiores de papel – as que têm rasgões ou marcas de humidade são substituídas por novas. Sigam a legenda mais abaixo para detalhes sobre as capas.
Trocas: Não faremos trocas, por princípio. Assumimos que, na maioria dos casos, é perfeitamente aceitável que o vinil ou as capas apresentem pequenos defeitos mas que não comprometem nem a audição da música nem a integridade e bom aspecto das capas. Se algum vos suscitar dúvidas perguntem, tentaremos descrever o seu estado o mais exactamente possível.
Capas protectoras: - Na compra de cada disco podem adquirir a capa de plastico por apenas mais 7 cêntimos (formato 7″) ou 10 cêntimos (formato 12″)
Audição dos discos em loja: - Reservamo-nos o direito de ser parciais nas audições do discos. Alguns não poderão mesmo ser ouvidos na loja, ou porque estão selados ou porque o seu valor e condição implicam a preservação dos mesmos.
Cartão de cliente: - Nenhum disco desta lista marca pontos no cartão de cliente. Da mesma forma, nenhum deles pode ser incluído na oferta do cartão.
Estado das capas (legenda): CA – capa com autocolante ou resíduo de autocolante (preço, número de BPMs, etc)
CC – capa ainda com celofane original mas não selada
CE – capa escrita (geralmente nome de um dono, data ou número de BPMs)
CG – capa genérica (toda branca ou preta)
CM – capa manchada (geralmente pequenos pontos de humidade ou dedadas, no caso de capas escuras e brilhantes)
CP – capa com corte promocional (um canto furado ou cortado com tesoura, pequeno corte na lombada, etc.)
CR – capa rasgada (geralmente um pequeno rasgão na capa ou contracapa que não prejudica o aspecto visual geral)
Estado dos rótulos centrais (legenda): RA – rótulo com autocolante (data, BPMs, etc.)
RE – rótulo escrito (nome de um dono, número de BPMs, data, etc)
Outras informações relevantes (legenda): P – exemplar de promoção (geralmente com a mesma tracklist da edição comercial mas com rótulo branco frequentemente escrito à mão e com capa genérica)
SS – disco selado, parte-se do princípio que capa e vinil estão como novos.
Ambição de há muito tempo: ter a britânica Finders Keepers com bons preços (ou que não fossem obscenos). Nas mãos de Andy Votel, Dominic Thomas e Doug Shipton, a editora tem um catálogo impressionante de música psicadélica, jazz, folk, avant-garde ou cabeças avariadas que produziram música incrível em qualquer canto do mundo. Procuram relíquias, editam-nas, fazem-nos a todos mais felizes. Têm de tudo. Fazem teasing com edições limitadas que meses depois valem imenso, editam compilações que vão além de meras compilações, são introduzidas num contexto e fazem-nos entrar num mundo à parte. Obrigam-nos a descobrir, a querer saber mais. A par da Trunk, é uma das editoras mais queridas por aqui na procura nos baús. Não exageramos ao dizer que é tudo obrigatório, porque é mesmo tudo obrigatório : ). Um exemplo de bom gosto e critério. E é esse amor todo que vamos a partir de agora partilhar, com o que sobrou da razia durante o Record Store Day. Este é o primeiro de muitos destaques futuros à editora, agora a preços bem melhores.
JOHN HILL 6 Moons Of Jupiter
CD Finders Keepers – 16.50 eur13.50 eur LP Finders Keepers - 17.50 eur14.95 eur(temporariamente esgotado)
O desejo de podermos ter na loja “Six Moons Of Jupiter” sem nos envergonharmos e o de agarrar as edições que a Finders Keepers tem deitado cá para fora do produtor J.P. Massiera foram as principais razões para isto tudo estar a acontecer. Reeditado há um par de anos pela FK, “Six Moons Of Jupiter” é uma mistura de Jazz cósmico com space rock, um objecto incatalogável que atravessa géneros mas que nos acolhe numa viagem única. É a primeira parte de uma ideia que John Hill concebeu, integrada numa peça maior. A ideia de Espaço é inerente ao título e à música e foca-se na lua Europa, como origem do planeta Terra, por ser o outro local no Sistema Solar com água. É isso que transparece na poesia de Ian Michaels, magistralmente lida por Susan Christie (outra artista querida pela Finders Keepers) e que nos faz entrar num transe cósmico com os arranjos de John Hill. Absolutamente essencial.
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BILLY GREEN Stone
CD Finders Keepers – 16.50 eur13.50 eur LP Finders Keepers – 17.50 eur14.95 eur(temporariamente esgotado)
A frase na capa diz tudo: Antes de “Mad Max”, houve “Stone”. Produzido na Austrália, “Stone” é o único filme de Sandy Harbutt e veio antes da produção cinematográfica australiana se assumir como uma arca de futuros clássicos de culto. A música ficou a cargo de Billy Green, um conjunto de canções que, juntas, formam um álbum enigmático, dada a fusão de géneros. É um disco com um pé no presente (1974), mas com outro, explorador, no futuro. Há swamp-rock ao melhor nível dos Creedence Clearwater Revival, funk fora de tom, momentos de folk psicadélica e arranjos de electrónica que tanto entram numa ordem cósmica como em território dos moogs de Mort Garson. Interdisciplinar, “Stone” é uma relíquia há muito tempo procurada. Algo que a Finders Keepers tratou de resolver.
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CHRIS HARWOOD Nice To Meet Miss Christine
CD Finders Keepers – 16.50 eur13.50 eur
A história deste disco está muito bem contada aqui. Uma raridade no universo folk britânico, sempre muito cobiçado pelos colecionadores. “Nice To Meet Miss Christine” é também uma das primeiras edições da Finders Keepers e demarcou imediatamente o universo pelo qual a editora se moveria. O folk ocupa uma boa parte do catálogo, por vezes assumindo linguagens pouco usuais para quem não entende o folk além da sua linguagem-padrão e torce o nariz a qualquer cantoria mais exótica, enviada para a inenarrável catalogação da “música do mundo”. Este disco de Chris Harwood é um portento. Algo que se estranha no tom algo modesto das canções, mas ouvido agora e comparado com a enxurrada de edições da última década é tão fácil distingui-lo e colocá-lo lá em cima, no topo. É um disco de uma força subtil mas que não precisa de muito tempo para nos cativar. E se no seu alinhamento facilmente somos embalados para colocar “Nice To Meet Miss Christine” ao lado de outros discos dessa altura, basta chegar a “Question Of Time” (tema 6) para repensarmos tudo o que ouvimos até então. Absolutamente indescritível qualquer sensação que dele advém. O resto compõe-se com o tempo, paciência e a atenção que o disco de Harwood exige. É um disco fora do seu tempo. Uma pérola.
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QUANDO:
Sábado, 17 de Abril de 2010, entre as 15h e as 20h. Horários a divulgar no próprio dia. Fiquem atentos aos nossos canais de comunicação habituais.
ONDE:
Loja Flur e esplanada do restaurante Bica do Sapato.
O QUÊ: Flur é uma loja de discos aberta desde 2001, em Santa Apolónia, junto ao Lux e Bica do Sapato.
Record Store Day é um dia assinalado desde 2007 com o intuito de celebrar a existência de lojas físicas que vendem predominantemente discos mas, sobretudo, para celebrar toda a cultura associada a esses espaços onde se vive, respira, troca, vende e compra música e experiências a ela associadas. Celebrámos o Record Store Day pela primeira vez no ano passado. Foi mais ou menos assim, num acto de cortesia e simpatia sem igual da Isabel: http://www.youtube.com/watch?v=zbz0jl2ZtAk
IDEIAS E SENTIMENTOS:
Meio indescritível, para nós, a sensação óptima de termos sido anfitriões de muitos de vocês num dia especial que teve um significado muito mais pessoal do que sermos lojistas a receber clientes regulares. Na nossa cabeça, foi uma festa de amigos para amigos onde ninguém faltou e, passado um ano, todos recordam com carinho essas horas de comunhão do dia 18 de Abril de 2009.
Para quem gosta de música, trabalhar numa loja de discos na qual se possa controlar o critério equivale a um portal aberto para a felicidade. Esse mesmo entusiasmo é colocado na relação com quem nos visita ou contacta. O amor por determinados discos tem de ser transmitido 100% intacto, de outro modo não faz sentido para nós estar neste negócio. No fundo procuramos legitimidade e aceitação para os nossos gostos, como qualquer pessoa. Só que nós podemos ter o prazer de disponibilizar para venda os próprios discos de que gostamos. É quase perfeito.
O espírito é sobretudo de encontro entre pessoas para quem a música é muito importante, mantendo vivo um elemento fundamental na partilha e difusão de música: a loja de discos. No fundo, apelar a todos aqueles que vêem para além do espaço comercial que uma loja obviamente é e reconhecem o seu papel de entreposto cultural.
SHOUTS:
Primeiro para todos os que nos visitam, compram discos, dão feedback positivo e negativo, lêem e confiam em nós em muitos casos há vários anos. Pessoas com quem aprendemos tanto quanto esperamos que aprendam – enfim – alguma coisa com o nosso entusiasmo;
Todos os convidados que vão fazer coisas na Flur neste dia, pelo tempo, dedicação, amizade e energia que transmitem, total respeito para eles por terem aceite o nosso convite, são todos eles, de facto, que fazem este dia especial. Sigam os links nos respectivos nomes e saibam mais sobre o seu trabalho;
Toda a gente que se dispôs a gastar tempo para responder às nossas perguntas;
Todas as entidades importantes no apoio logístico e na divulgação, sem estes nomes não seria possível concretizar o plano. Muito obrigado a: Lux, Bica do Sapato, Galeria Zé dos Bois, Miguel Maurício, Isabel Salvado, Susana Pomba, Dromos, Fred Somsen, Teatro Praga, Filho Único, Oxigénio, Radar, Multidisc.
AO VIVO / DJs
DJ Bros
É um histórico do circuito underground mais ligado à cena baleárica / disco / synth pop, faz isto há muito mais tempo do que qualquer um dos DJs portugueses mais visíveis nessa área. Largamente subvalorizado, tem base em Almada e as suas selecções de música mais aplicadas são imbatíveis. Acham que conhecem bem os anos 80? Pensem melhor. http://www.myspace.com/djbros_almada
DJ Ride
DJ virtuoso ao nível dos melhores no seu jogo (na verdade ele já foi considerado várias vezes O melhor), Ride lançou há poucas semanas o CD “Psychedelic Sound Waves”, um catálogo ultra-dinâmico de breaks e beats. Para o Record Store Day 2010 ele faz um showcase de scratch com discos de vinil, um tipo de actuação que não faz há algum tempo e que será filmada para um DVD caseiro a ser oferecido a quem já tiver comprado “Psychedelic Sound Waves” (obrigatório levarem o CD convosco como prova) ou comprar no próprio dia. Não sabemos ainda se será possível entregar o DVD no próprio dia 17 de Abril, mas se não for possível será uma questão de dias. Nesse caso haverá lista de interessados a fazer no dia. http://www.djride.com/
Nuno Galopim, Rui Tentúgal e Vítor Belanciano
Jornalistas, respectivamente, dos jornais Diário de Notícias, Expresso e Público, passam discos em regime descontraído. Quem conhece o seu trabalho sabe distinguir as áreas de eleição de cada um, mas muita coisa diferente pode acontecer quando se trata de seleccionar música para partilhar com todos nós.
Pedro Magina
Metade dos Aquaparque, tem um mini-CD muito recente (”Nazca Lines”) que apresentará ao vivo. Electrónica analógica. Se gostam de Delia Gonzalez + Gavin Russom ou Oneohtrix Point Never, se não são indiferentes às melhores coisas de Vangelis ou Jean-Michel Jarre, este momento é definitivamente para vocês. http://www.myspace.com/memagina
Teatro Praga
Apresenta o LP “Demo, Um Musical” de Kevin Blechdom, Christopher Fleeger e Andres Lõo, resultado do espectáculo com o mesmo título, em cena com grande sucesso no S. Luiz, em Lisboa, entre Julho e Agosto de 2009. Trazem ainda uma máquina para fazer algodão doce : ) A Props acaba de lançar uma nova edição, desta vez um saco e não uma revista, e neste dia ofereceremos um para levarem o LP se o comprarem. Números anteriores da Props também disponíveis para quem perdeu. http://www.teatropraga.com/
+
Convidado surpresa
Há um vulcão de nome impronunciável que estragou a presença de Bill Orcutt no RSD – uma gentileza sem paralelo da Filho Único que ficou por concretizar. Poderá também estragar a nossa surpresa. A porta está semi-aberta para a sua presença, no entanto, e amanhã, bem cedo, diremos se o espaço aéreo europeu o deixou passar. Fiquem atentos ao blog/facebook/site/twitter.
AO BALCÃO
Isilda Sanches
Locutora e coordenadora da Rádio Oxigénio (Lisboa, 102.6 FM). http://www.oxigenio.fm/
Joaquim Albergaria
Vocalista dos extintos Vicious Five, tem uma nova banda chamada Paus, também desenha e escreve muito bem! http://www.myspace.com/bandapaus
Rui Miguel Abreu
Coleccionador de vinil e jornalista há longos anos. Actualmente, entre as muitas coisas que faz, escreve para a revista Blitz e faz rádio na Antena 3. Fez música, é ocasionalmente DJ, fundou as editoras Loop e Bloop, esteve ligado à Norte-Sul e a muito mais coisas do que nos conseguimos lembrar. Ele vai também expôr na Flur 50 capas da sua colecção de vinil, sob o tema Electrónica e Espaço. Para quem quiser ouvir, RMA vai fazer uma visita guiada às capas expostas. http://www.33-45.org/
Dromos – mixtapes A portuguesa Dromos Records convidou gente do meio musical português para fazer mixtapes. Ao todo são cinco que temos para oferecer amanhã: Octapush, Rui Miguel Abreu, Rui Dâmaso (Frango, PCF Moya, Rafael Toral’s Space Trio), Ruben da Costa (One Might Add, Rafael Toral’s Space Trio) e da própria equipa Dromos. Cada mixtape tem um design próprio e cada exemplar uma marca única, algo habitual nos lançamentos da editora. E, para que não restem dúvidas, são mesmo mixtapes em cassete. Um trabalho mesmo impressionante. Mais impressionante ainda é que a Dromos resolveu oferecê-las durante o dia de amanhã. Vamos dar cinco por hora a partir das 13H. As condições são as habituais: uma compra dá direito a uma mixtape e a escolha será feita através de um número que o cliente escolhe. A oferta é limitada a uma mixtape por cliente e também limitada ao stock existente. Não acumula com outras promoções, ou seja, compras de discos em saldo não dão direito a esta oferta.
Drag City – sacos
A editora de Chicago mandou-nos os seus sacos exclusivos para este dia. Ou seja, todas as compras do Record Store Day, e apenas neste dia, serão acondicionadas por esta edição limitada ao stock existente. Os sacos são mesmo bonitos.
A Dissident foi uma das editoras mais comentadas dos últimos 3 anos, apareceu com fulgor, deixou algumas dezenas de maxis em vinil e desapareceu por iniciativa própria, não por irrelevância ou desastre financeiro.
Em baixo encontram uma lista de maxis ainda disponíveis na loja, podem ver os preços originais à frente de cada título para perceberem o quão especial é esta operação em que vamos perder dinheiro na tentativa de vos deixar mais felizes! Houve uma época em que esses discos se pagavam a preço de ouro, como podem ver, simplesmente inflacionados, até conseguirmos ligação directa com a editora. Eis o que Andy Blake está a fazer agora.
Esta é a quarta listagem de uma série a publicar nos dias que antecedem o Record Store Day (Sábado 17 de Abril). Pedimos desculpa aos nossos clientes de correio mas o privilégio, desta vez, dirige-se a todos aqueles que se deslocam para nos visitar. Podem na mesma, é claro, fazer pedido de envio por correio, mas só consideraremos esses pedidos na segunda-feira 19 de Abril.
Leiam com atenção, por favor, as seguintes regras:
- qualquer disco nestas listas de promoção só pode ser pedido via mail (loja(a)flur.pt);
- os discos encomendados poderão ser levantados e pagos aqui na loja apenas no Sábado, 17 de Abril;
- envios por correio só a partir de segunda-feira, 19 de Abril. Lembramos que os portes são sempre pagos por vocês;
- o stock é limitado, as listas irão sendo actualizadas sempre que possível;
- por princípio não aceitamos trocas de discos que aparecem nestas listagens; tentem certificar-se de que os títulos escolhidos são mesmo os que pretendem.
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VINIL DISSIDENT: CADA EXEMPLAR = 5 EUROS
Binary Chaffinch “False Energy – Invincible Scum rmx [12"]” (Dissident) Disco, € 12,5
Binary Chaffinch “Guitar Shaped Heart [12"]” (Dissident) Disco, € 11,5
Brassica “The Centre [12"]” (Dissident) Disco, € 8,5
Cage & Aviary “Television Train [12"]” (Dissident) Disco, € 11,95
Clap Rules “Buio Omega [12"]” (Dissident) Disco, € 8,5
Electric Man “Bubble Wrap [12"]” (Dissident) Techno/Electro, € 11,5
Helium Robots “Long Lost [12"]” (Dissident) House, € 12,5
Invincible Scum “House Of The Rising Scum [12"]” (Dissident) House, € 12,5
John Waynes “Take Me Out [12"]” (Dissident) Disco, € 8,5
Mark Broom “Mandate – Kruton rmx [12"]” (Dissident) Techno/Electro, € 12,5
Midnight Steppers “Locked Out [12"]” (Dissident) Disco, € 12,5
Muravchix “Tropical Warrior [12"]” (Dissident) Disco, € 12,5
Neo Filigrante “Lizard Cowboy Boots / Esmeralda Rides The Robot [12"]” (Dissident) House, € 8,5
Neville Watson “Time To Lose Control [12"]” (Dissident) House, € 8,5
Niallist, The “The Hots / Still Hots [12"]” (Dissident) Disco, € 8,5
Off-Key Hat, The “Lairy Little Junkie [12"]” (Dissident) Disco, € 8,5
Photonz “No Fear [12"]” (Dissident) House, € 8,95
S.C.S. “Redemption [12"]” (Dissident) Techno/Electro, € 12,5
Spacelex “Pretty Face / Happy Birthday [12"]” (Dissident) Disco, € 8,5
The24seven “Sf Ur / Rokkoko Raduno [12"]1” (Dissident) House, € 8,5
Tommy Walker 3 “Sure As [12"]” (Dissident) Techno/Electro, € 12,5
ELEPHANT9 Walk The Nile
CD Rune Grammofon – 16.50 eur12.50 eur
Eis um pretenso super-grupo, feito na Noruega de restos de Supersilent, Shining e Big Bang, que tinha tudo para ser um desastre se fossemos muito cautelosos. E como não somos, não houve nada a fazer senão ouvir “Walk The Nile” e perceber logo na introdução que o que se passa aqui não tem muito a ver com as origens dos músicos. Porque o objectivo deste trio está traçado antes de começar a tocar: Elephant9 existem como veículo de alta velocidade entre os anos 70 e os dias de hoje, alimentado pelo incrível combustível hammond de Ståle Storløkken – ok, é verdade, desculpem; há um pouco de Supersilent aqui – e pela energia avassaladora de Torstein Lofthus na bateria. Soa tudo a um power trio psicadélico, jazz-rock de memória kraut e progressiva, sem que se deixe de notar que o século XXI está no seu bilhete de identidade. “Dodovoodoo” foi a estreia em 2008, deixou pontuações meritórias na imprensa, e “Walk The Nile” parece ampliar o poder de fogo do grupo. Para fãs de Soft Machine ou Painkiller – e tudo à volta, se não forem cautelosos.
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Um disco triplo de uma banda conotada com o punk não era, na época em que “Sandinista” foi editado, uma correspondência esperada. Os LPs duplos e triplos estavam normalmente reservados para registos ao vivo ou – alerta vermelho para bandas punk – discos conceptuais de grupos de rock sinfónico/progressivo. Mas os Clash foram ousados e conseguiram também eficazmente eclipsar o cliché do punk em 36 canções de diversos estilos que, no fundo, traduziam diversos interesses, influências, uma atitude descontraída e, de certa forma, revolucionária. Não por acaso, “Sandinista” era também o nome da auto-proclamada Frente de Libertação Nacional que governou a Nicarágua entre 1979 e 1980, ano da edição deste álbum. Este é o Super Disco de Zé Pedro Moura (ZPM), nosso convidado do mês de Abril. Não foi fácil escolher de entre tantos discos num percurso tão rico e variado como o de ZPM, daí que este seja um ponto de partida para uma viagem pelo tempo que se cruza com as histórias do rock e da música de dança em Portugal. ZPM foi baixista nos Mão Morta, formou os SPQR com Rafael Toral, integrou os Zero Amarelo e é, ainda hoje, passados 25 anos, baixista e compositor nos Pop Dell’Arte. Fez parte da equipa de DJs residentes no clube Frágil, no Bairro Alto, durante os anos 80 e boa parte dos 90. Teve sexo, drogas e rock & roll. É DJ no clube Lux desde a sua inauguração em 1998, não parece ter desejo em regressar ao passado porque há demasiada música boa a acontecer agora. É a vossa – e nossa – hipótese de homenagear em vida uma das figuras que mais solidamente contribuiram para que se ouvissem novos sons nos palcos e nas pistas de dança em Portugal.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
Ok, mais sério agora: muitos exemplares selados! Estamos a falar de discos que não é frequente encontrar neste estado. Esta semana mais concentrada na década de 80: boogie, house, algum disco, malhas que podem fazer a diferença num set de festa ou na vossa colecção em casa. Não vamos abrir os discos selados para audição, por isso percam por favor uns minutos a ouvir alguns clips que sugerimos abaixo, vale a pena, são coisas, na sua esmagadora maioria, fora do circuito comercial actual, não há reedições. Dâm-Funk diz “Original pressings only!” Bohannon “South Africa” - jam lenta do mestre percussionista; Debra DeJean “Goosebumps” – slow disco repleto de efeitos electrónicos e voz kinky; East Coast “The Rock” – party jam na orla do disco-rap. Lee Moore “Reachin’ Out” – boogie!
Um dos lotes mais sólidos que apresentamos até agora.
Vejam listas anteriores aqui, tentamos mantê-las o mais possível actualizadas mas se estiverem a consultar listas de há vários dias, semanas ou meses é possível que alguns títulos que ainda lá aparecem já estejam esgotados. Divirtam-se!
9.9 “I Like The Way You Dance -SS- [12"]” (1985) 12″ (PW-14204), € 8
- Boogie / Electro. Exemplar selado! Bohannon “South Africa + South Africa (with vocal and rhythm mix) [12"]” (1985) 12″ (CPD-207), € 8 - Slow motion cosmic beats, vinil excelente. Atenção: esta é a versão de 1985, muito diferente. Debra Dejean “Goosebumps + Under Fire -SS- [12"]” (1981) 12″ (4W870072), € 10
- Slow disco. Exemplar selado! Diana Ross “Work That Body (edited) + wo Can Make It -SS- [12"]” (1981) 12″ (PD-13202), € 7
- Exemplar selado! Gazebo “Lunatic + instrumental -SS- [12"]” (1983) 12″ (BR0115), € 10
- Instrumental longo, exemplar selado! Indoor Life “Sunshine Supermen -CP- [12"]” (1986) 12″ (ED5163), € 10
- Corte promocional no canto esquerdo da capa. Japan “Oil On Canvas [2LP]” (1983) 2LP (VD2513), € 12
- Capa gatefold com algumas rugas junto à lombada, de resto excelente. Vinil excelente. Joe Smooth “Promised Land [LP]” (1988) LP (BCM33206), € 6,5
- House. Como novo! King “Rude Boy + instrumental -SS- [12"]” (1983) 12″ (TTT-001), € 10
- Boogie / Electro. Exemplar selado! Larrice “Bop Til I Drop + instrumental + bonus beats -SS- [12"]” (1984) 12″ (SWRL 2227), € 10
- Electro. Exemplar selado! Lee Moore “Reachin´ Out (For Your Love) + instrumental -P- [12"]” (1979) 12″ (SOR13927), € 10
- Boogie. Versão promocional mas com rótulo completo e fantástica capa Source Disco. Leon Haywood “Disco Fever + Party -SS- [12"]” (1979) 12″ (MCA-13911), € 8
- Exemplar selado! MK / Forgemasters “Back 2 Back Classics #8 -SS- [12"]” (1932) 12″ (NWKBBT8), € 8
- Exemplar selado! Inclui “Somebody New” e o clássico “Track With No Name” remisturado por Unique 3. Paris Grey / Kevin Saunderson “Back 2 Back Classics #3 -SS- [12"]” (1993) 12″ (NWKBBT3), € 8
- Exemplar selado! Inclui “Don´t Lead Me (House mix)” e “The Groove That Wont Stop”. Playback “Space Invaders + Red On The Bottom Line -CG- [12"]” (1980) 12″ (OP-2201), € 10
- Disco / Rock. Edição americana, vinil excelente. Style Council, The “It Didn´t Matter + instrumental [12"]” (1987) 12″ (TSCX12), € 5
- Capa com pequenas imperfeições mas apenas no verso. Vinil excelente. Switch “Switch It Baby + instrumental dub -SS- [12"]” (1984) 12″ (TED1-2602), € 8
- Boogie / Italo. Exemplar selado!
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É inevitável transformarmos o nosso amor por discos numa oferta criteriosa que representa parte do imenso espólio da música pop e de dança dos últimos 30 anos. A produção nova e recente não é suficiente, na loja, para traduzir o alcance do nosso interesse e afecto pela arqueologia dedicada, e não existem reedições em quantidade para voltar a colocar no mercado muitos discos que achamos bons e já não são fáceis de encontrar.
Boogie, techno analógico dos anos 90, electro-funk, disco (real right!), cosmic, house de Chicago, pop, soul, hip hop, exemplares originais (não necessariamente em segunda mão) para DJs que procuram sair do groove da moda e melómanos ainda (ou de novo) apaixonados por vinil. Os preços são, na sua maioria, de utilizador e não de coleccionador.
Estado de conservação do vinil: - Os discos listados estão geralmente em bom ou muito bom estado. Muitos deles nunca foram tocados, alguns eram stock parado em lojas ou parte da colecção de particulares que os estimavam;
- Tenham em conta que alguns discos foram fabricados há mais de uma ou duas décadas, é normal que um ou outro apresentem marcas de manuseamento. O estado dos discos é considerado bom na perspectiva de utilização e partilha de música – embora vários exemplares imaculados estejam nesta listagem, não procurem aqui, por regra, vinil em condição perfeita de coleccionador.
Estado de conservação das capas: - Tenham em conta que algumas capas têm vida de prateleira ou armazém superior a uma ou duas décadas, é natural que possam existir pequenos defeitos (marcas de preços, rugas ou a simples vida prolongada). É frequente os discos estarem novos e as capas em mau estado. Essas são normalmente genéricas (totalmente brancas ou pretas) e temos a preocupação de as substituir por capas brancas totalmente novas; o mesmo acontece com as capas interiores de papel – as que têm rasgões ou marcas de humidade são substituídas por novas. Sigam a legenda mais abaixo para detalhes sobre as capas.
Trocas: Não faremos trocas, por princípio. Assumimos que, na maioria dos casos, é perfeitamente aceitável que o vinil ou as capas apresentem pequenos defeitos mas que não comprometem nem a audição da música nem a integridade e bom aspecto das capas. Se algum vos suscitar dúvidas perguntem, tentaremos descrever o seu estado o mais exactamente possível.
Capas protectoras: - Na compra de cada disco podem adquirir a capa de plastico por apenas mais 7 cêntimos (formato 7″) ou 10 cêntimos (formato 12″)
Audição dos discos em loja: - Reservamo-nos o direito de ser parciais nas audições do discos. Alguns não poderão mesmo ser ouvidos na loja, ou porque estão selados ou porque o seu valor e condição implicam a preservação dos mesmos.
Cartão de cliente: - Nenhum disco desta lista marca pontos no cartão de cliente. Da mesma forma, nenhum deles pode ser incluído na oferta do cartão.
Estado das capas (legenda): CA – capa com autocolante ou resíduo de autocolante (preço, número de BPMs, etc)
CC – capa ainda com celofane original mas não selada
CE – capa escrita (geralmente nome de um dono, data ou número de BPMs)
CG – capa genérica (toda branca ou preta)
CM – capa manchada (geralmente pequenos pontos de humidade ou dedadas, no caso de capas escuras e brilhantes)
CP – capa com corte promocional (um canto furado ou cortado com tesoura, pequeno corte na lombada, etc.)
CR – capa rasgada (geralmente um pequeno rasgão na capa ou contracapa que não prejudica o aspecto visual geral)
Estado dos rótulos centrais (legenda): RA – rótulo com autocolante (data, BPMs, etc.)
RE – rótulo escrito (nome de um dono, número de BPMs, data, etc)
Outras informações relevantes (legenda): P – exemplar de promoção (geralmente com a mesma tracklist da edição comercial mas com rótulo branco frequentemente escrito à mão e com capa genérica)
SS – disco selado, parte-se do princípio que capa e vinil
Lista dedicada maioritariamente a houe/techno analógico e alguma IDM dos anos 90. Dedicámos tempo a procurar discos que podem perfeitamente ser usados em sets contemporãneos. Nem todos, no entanto, seguram bem uma pista de dança, mas a possibilidade de terem pedaços importantes na história da música electrónica de dança deveria ser suficiente para querer ter alguns destes exemplares. Vários discos da Djax-Up-Beats (se não sabiam, o português Zé Mig-L gravou para lá, ele agora está na MK2), jack de Chicago, maxis da Warp, Peacefrog, Soma, etc. A destacar: Chicago Bad Boys 2LP – é um dream team de Chicago em 1997, com Steve Poindexter, Kareem Smith e Jamal Moss (Hieroglyphic Being, etc.). Duplo álbum de jackness tribal com tempos marados que dificilmente conseguem misturar com outras coisas num set normal. Têm de gostar deste som, senão há pouco a fazer. Se conhecem as coisas de Jamal Moss ou Steve Poindexter sabem com o que contam. Aqui têm um duplo álbum de pura energia sci-fi; Moodymann “Analog:Live”- quanto a nós um dos melhores Moodymann na KDJ. Ano 2000, um som mais jack mas com as cordas dramáticas que Moodymann gosta de colocar em algumas mais faixas mais… moody, especialmente na incrível “J.A.N”. Hoje em dia já podemos imaginar cruzamentos como Warp-Mr. Fingers – Murcof para tentar definir este som;
Mais atrás na década de 90 (1993), o split entre Zero Zone e Random XS na Djax-Up-Beats faz justiça à reputação da editora como uma das melhores na Europa se procuram beats analógicos. Tal como acontece com a Strictly Rhythm, a grande quantidade de edições significa que apenas umas poucas valem realmente a pena. Este maxi é uma delas, tribalismo analógico original, não se assustem com a dureza, sabemos que tem pouco a ver com as batidas “engolidas” do techno de hoje.
Sigam os links para clips de quase todos os discos nesta lista. Cópias originais, não são reedições.
Para uma espreitadela a listas anteriores, cliquem aqui, aqui e aqui. Para pedidos usem loja(a)flur.pt
Acid Pin-Ups “Acid-Pin-Ups-I [MLP]” (1994) MLP (JJ005), € 7
- Produzido por Thomas Heckmann na linha acid techno de Atom Heart. Vinil excelente. Analogue Man (Russ Gabriel) “Fulfilled Ambitions -CG- [12"]” (1994) 12″ (DJAX-UP-213), € 7
- Russ Gabriel em modo mais ácido; vinil toca impecavelmente mas ligeiramente empenado. Chicago Bad Boys “Chicago Bad Boys [2LP]” (1997) 2LP (DJAX-UP-271/1+2), € 12,5
- Steve Poindexter, Kareem Smith e Jamal Moss. Capa e vinil impecáveis! Bourbonese Qualk “Knee Jerk Reaction EP -P- [12"]” (1992) 12″ (PRAXIS52), € 10
- Fase techno dos BQ, inclui o fantástico Technophobia. Vinil excelente. Promo raro! Dusk “Aquarian Project -CG- [12"]” (1995) 12″ (PF035), € 6
- Mesmo produtor da série Schatrax. Vinil impecável! Hostile, The “Ambush [12"]” (1997) 12″ (UR-040), € 6
- Capa genérica camuflada em óptimo estado, vinil excelente! Isolée “I Owe You [12"]” (1999) 12″ (PLAY033), € 5
- House. L.A. Williams “Terminal Velocity [2x12"]” (1995) 2×12″ (DJAX-UP-239/2), € 6
- Techno produzido em Chicago. Vinil impecável! Lexis “Criminal Elements + Hypnotise – Klute / Autechre rmxs [12"]” (1997) 12″ (CERT1822), € 6
- Capa e vinil impecáveis. Remistura de Autechre! Like A Tim “Slector -CG- [LP]” (2001) LP (DJAX-UP-351), € 5
- Breaks lo-fi no estilo da Rephlex. Max Tundra “Children At Play + Clive´s Folly [12"]” (1998) 12″ (WAP101), € 5
- Capa excelente, vinil como novo! Mental Overdrive vs. Outlander “Disto Disco [12"]” (1995) 12″ (RS95063), € 5
- Vinil como novo! Mode 4 “Eurobliss -CG- [12"]” (1995) 12″ (SOMA023), € 5
- House / Techno na linha de Slam. Moodymann “Analog: Live – one-sided -CG- [12"]” (2000) 12″ (KDJ28C), € 9
- Um lado apenas. Moodymann em modo jack analógico. Orx “2 Meters Below Sea-Level -CG- [12"]” (1993) 12″ (CLONE3), € 10
- Condição fantástica. Capa genérica original em plástico. Uma das primeiras produções de Serge (Clone). The Prince Of Dance Music “S. Shuffle [12"]” (1999) 12″ (LARHONEUROPA#36), € 8
- L.B. Bad em modo deep house. 4 versões mas Rasta Mix absolutamente imperdível! Exemplar novo! Q “From Within [12"]” (1990) 12″ (RS915), € 6
- House. Dedicado a Timothy Leary. Vinil excelente. Rhythmic Riot “222 -CG- [12"]” (1995) 12″ (DJAX-UP-222), € 4
- Techno / Breaks. Roy Davis Jr. “House Trax & Rhythms -CG- [12"]” (1995) 12″ (PMD-009), € 8
- Faixas rítmicas / dj tools. Esta é a primeira edição (vinil mármore púrpura). Steve Poindexter “Demolition Man -CG- [12"]” (1997) 12″ (DJAX-UP-287), € 8
- House / Jack. Trackman “Don´t Stop [12"]” (1996) 12″ (IDEALT4), € 8
- House analógico. Zero Zone / Random XS “Art.If -CG- [12"]” (1993) 12″ (DJAX-UP-173), € 8
- Techno / Jack.
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É inevitável transformarmos o nosso amor por discos numa oferta criteriosa que representa parte do imenso espólio da música pop e de dança dos últimos 30 anos. A produção nova e recente não é suficiente, na loja, para traduzir o alcance do nosso interesse e afecto pela arqueologia dedicada, e não existem reedições em quantidade para voltar a colocar no mercado muitos discos que achamos bons e já não são fáceis de encontrar.
Boogie, techno analógico dos anos 90, electro-funk, disco (real right!), cosmic, house de Chicago, pop, soul, hip hop, exemplares originais (não necessariamente em segunda mão) para DJs que procuram sair do groove da moda e melómanos ainda (ou de novo) apaixonados por vinil. Os preços são, na sua maioria, de utilizador e não de coleccionador.
Estado de conservação do vinil: - Os discos listados estão geralmente em bom ou muito bom estado. Muitos deles nunca foram tocados, alguns eram stock parado em lojas ou parte da colecção de particulares que os estimavam;
- Tenham em conta que alguns discos foram fabricados há mais de uma ou duas décadas, é normal que um ou outro apresentem marcas de manuseamento. O estado dos discos é considerado bom na perspectiva de utilização e partilha de música – embora vários exemplares imaculados estejam nesta listagem, não procurem aqui, por regra, vinil em condição perfeita de coleccionador.
Estado de conservação das capas: - Tenham em conta que algumas capas têm vida de prateleira ou armazém superior a uma ou duas décadas, é natural que possam existir pequenos defeitos (marcas de preços, rugas ou a simples vida prolongada). É frequente os discos estarem novos e as capas em mau estado. Essas são normalmente genéricas (totalmente brancas ou pretas) e temos a preocupação de as substituir por capas brancas totalmente novas; o mesmo acontece com as capas interiores de papel – as que têm rasgões ou marcas de humidade são substituídas por novas. Sigam a legenda mais abaixo para detalhes sobre as capas.
Trocas: Não faremos trocas, por princípio. Assumimos que, na maioria dos casos, é perfeitamente aceitável que o vinil ou as capas apresentem pequenos defeitos mas que não comprometem nem a audição da música nem a integridade e bom aspecto das capas. Se algum vos suscitar dúvidas perguntem, tentaremos descrever o seu estado o mais exactamente possível.
Capas protectoras: - Na compra de cada disco podem adquirir a capa de plastico por apenas mais 7 cêntimos (formato 7″) ou 10 cêntimos (formato 12″)
Audição dos discos em loja: - Reservamo-nos o direito de ser parciais nas audições do discos. Alguns não poderão mesmo ser ouvidos na loja, ou porque estão selados ou porque o seu valor e condição implicam a preservação dos mesmos.
Cartão de cliente: - Nenhum disco desta lista marca pontos no cartão de cliente. Da mesma forma, nenhum deles pode ser incluído na oferta do cartão.
Estado das capas (legenda): CA – capa com autocolante ou resíduo de autocolante (preço, número de BPMs, etc)
CC – capa ainda com celofane original mas não selada
CE – capa escrita (geralmente nome de um dono, data ou número de BPMs)
CG – capa genérica (toda branca ou preta)
CM – capa manchada (geralmente pequenos pontos de humidade ou dedadas, no caso de capas escuras e brilhantes)
CP – capa com corte promocional (um canto furado ou cortado com tesoura, pequeno corte na lombada, etc.)
CR – capa rasgada (geralmente um pequeno rasgão na capa ou contracapa que não prejudica o aspecto visual geral)
Estado dos rótulos centrais (legenda): RA – rótulo com autocolante (data, BPMs, etc.)
RE – rótulo escrito (nome de um dono, número de BPMs, data, etc)
Outras informações relevantes (legenda): P – exemplar de promoção (geralmente com a mesma tracklist da edição comercial mas com rótulo branco frequentemente escrito à mão e com capa genérica)
SS – disco selado, parte-se do princípio que capa e vinil
Entrada Gratuita, lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 13 de Março 18h30 > 20h00.
Nota: esta sessão decorrerá inteiramente, ou quase, em inglês.
“Live At The East”, originalmente editado na Impulse em 1971, é tocado por um ensemble relativamente grande: dois bateristas, dois baixistas e mais cinco músicos acompanham o saxofone de Pharoah Sanders. Considerada por muitos admiradores como uma das mais completas gravações do músico, “Healing”, a faixa que abre o disco, mostra uma dinâmica incrível entre os instrumentos numa das obras fundamentais do jazz espiritual deste período. O baixo de Stanley Clarke acrescenta um tom mais funk que o habitual, e vamos tentar saber qual a importância de “Live At The East” para Jerry The Cat (Jerrald James), percussionista com longa carreira, DJ, nascido em Detroit em 1950 e actualmente residente em Lisboa. Tocou ao vivo com Parliament/Funkadelic e Carl Craig, entre muitos outros, acompanhou o histórico clube Music Institute, tornou-se DJ e é conhecido pelo seu estilo suave de mistura mas também pela sua perícia nas congas. A vasta experiência que acumulou em géneros como jazz, r&b, disco, funk, soul, clássica ou blues proporcionou múltiplas histórias que mal podemos esperar para ouvir. A sua colecção de discos está em Detroit, pelo que não teremos o prazer da escuta dos originais em vinil. De qualquer forma, a presença carismática de Jerrald James é suficiente para esta tarde em que vamos aprender coisas! Se puderem, apareçam para mostrar respeito e saber o que Jerrald viu em Lisboa para ficar por cá. Para uma bio mais detalhada, consultem o seu site aqui.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
“A Börft começou como editora de cassetes em 1987. Nessa época, a sonoridade era electrónica experimental e simples. O primeiro vinil saiu em 1989, um 7″ dividido entre Frak e Der Angriff. O primeiro LP foi produzido em 1990, uma compilação com diferentes artistas e estilos de música electrónica. Essa foi também a primeira vez que tivemos na editora um artista internacional (Smersh, dos EUA). Durante os anos seguintes foram editados alguns 7″, LPs e cassetes, cada edição podia ser só noise ou pop experimental, coisas estranhas em embalagens estranhas, etc… Algumas das primeiras coisas de dança/techno editadas na Börft foram produzidas por Ü e Frak em 1991-1992 (maioritariamente em cassete). O primeiro maxi apenas com música electrónica de dança só saiu em 1993, o clássico “Acid in Acidland” de Frak. Ultimamente suspendemos por uns tempos as edições de música de dança, a mais recente é de 2004 (Porter). Como a Börft ficou mais conotada com música de dança, comecei duas outras editoras: Ufo Mongo, fundada no ano 2000 para continuar as cenas industriais e electrónica experimental; Djuring Phonogram, fundada em 2003 para editar synth-pop, electro-pop e sons mutantes.”
-Jan Svensson – Karlskrona – Suécia 22.2.2010
Depois de tentar perceber quem era Uttoz (maxi óptimo na Djax-Up-Beats), descobrimos que Jan Svensson também gravava sob outros nomes (Frak e Villa Abo também são ele) e era o responsável pela Börft. Melhor foi saber que a editora ainda tem stock dos anos 90 como novo! A selecção que vos trazemos representa, em geral, o lado mais dancável e menos experimental da editora e das subsidiárias Djuring Phonogram + Rasynth I Blekingen. Algumas pérolas deep house para descobrir, mas também coisas de minimal wave e techno analógico. Tudo stock novo, tudo edições limitadas de 250 ou menos, em alguns casos a editora já só tinha meia dúzia:
Gibb “The Secret Of K-Marken” 12” Borft – exemplar original de 1997! – € 8.50
Techno/house com alguns traços da era bleep (Warp, etc.).
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Dan Fun “The DF Sound System” 12” Borft – exemplar original de 1997! – € 8.50
Mais um desconhecido (M Olson?) no universo fechado da Börft. Techno mais lento, sensibilidade jack.
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Frak “Old Traka Traka Party” 12” Borft – exemplar original de 1997! – € 8.50
Frak é o originador. 4 faixas de techno/jack com traços de electro e 8-bit.
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Villa Abo “Ticketiketas” 12” Borft – exemplar original de 1997! – € 8.50
Techno/jack mais cru, próximo de coisas de Atom Heart no período 1992-94, especialmente o projecto i na Pod Communications.
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Crinan “Bebopalola” 12” Borft – exemplar original de 1998! – € 8.50
Mais inclinado para grooves house, claramente no tema “Kilimanjaro”, tem todos os sons de percussão de que gostamos na melhor deep house desta época.
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Crinan “Rocka Lolito” 12” Borft – exemplar original de 1998! – € 8.50
O primeiro tema – “Domingo” – está numa zona muito próxima da Warp (Sweet Exorcist talvez). “Old Timer”, o último, tem uma linha de baixo contagiante e tão old school que não dá para resistir.
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Pean Romael “Thinly Populated Area By Night” 12” Borft – exemplar origiinal de 2000! – € 8.50
House com beat lento, mais narcótico, mas também filtros “french touch” e uma última faixa boogie que podia ser Rhythm Based Lovers agora.
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Garonne Man “The Mustasch” 12” Borft – exemplar original de 2002! - € 8.50
House underground entre Moodymann e as coisas da Ferox. Groove analógico!
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Rittowski “Flexomatic” 7” Djuring Phonogram – exemplar original de 2004! - € 6.95
Pop analógica com muita inclinação para o soundcard SID do Commodore 64. Para fãs de Dopplereffekt e blip em geral!
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Kord “Digital Dance” 12” Rasynth I Blekinge – 2006 – € 9.95
Quatro faixas electro, com a mistura 12″ de “Digital Dance” em território italo disco muito seguro. Mesmo cenário de algumas coisas mais antigas da Crème.
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Frak “Love Beyond Synth Saga” LP Djuring Phonogram – 2007 (gravações de 1991) – € 13.95
Compilação de material inédito gravado em 1991. Minimal wave, às vezes faz lembrar os Klinik ou Throbbing Gristle. Seco e desolado, psicadélico.
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Kord “I Play My Flute/KGB” 7” Djuring Phonogram – 2009 - € 6.95
Spacepop fortemente reminiscente de Kraftwerk entre 1975-77 (”I Play My Flute”) e algum synth-pop mais tardio, sempre sombrio e nostálgico.
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MEANDERTHALS
Desire Lines
CD Smalltown Supersound – 16.50 eur12.50 eur
Álbum já com muitos meses mas cuja disponibilidade em quantidade que honrasse um destaque nos tem iludido há meses também. “Desire Lines” junta Rune Lindbaek e Idjut Boys num projecto em que a capa revela o ambiente pretendido. Quem se interessa por psicadelia, groove baleárico e space disco sabe certamente do que falamos. Meanderthals chegaram para encenar a perfeita atmosfera pré-clube (anoitecer) ou pós-clube (amanhecer). O álbum transporta toda a sabedoria nórdica na elaboração de espaço com a música (de novo, vocês sabem do que falamos) e os artifícios de produção que os Idjut Boys voltam a colocar ao serviço de um álbum, não apenas de singles ou remisturas. Ecos e delays, um baixo carismático, guitarras ácidas mas no meio da bruma, imaginem uma versão mais adulta de Studio, uma versão também mais trabalhada em estúdio (perdoem a confusão). Lindbaek reforça um certo pendor cheesy que os Idjut Boys também cultivam e que é tão necessário para colocar esta música do lado certo e descontraído em que ela tem mais impacto. Pouca margem para equívocos em “Desire Lines”, porta privilegiada para emoções vintage que todos gostamos de libertar quando o ambiente e a música são correctos.
“Um desconcertante exercício de transparência pop-afro-dub nascido à luz do Sol […].Onde espontaneidade melódica, esplendor arquitectónico e profundidade de campo são base e fonte de riqueza da acção.”
RICARDO SALÓ in Actual/Expresso
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JORGE LÓPEZ RUIZ 5 DE Prepo
CD What Music - 19.50 eur8.95 eur
Argentina, 1972. Jorge López Ruiz, Fernando Gelbard e Carlos ‘Pocho’ Lapouble conhecem-se na gravação de “Ego”, da Jazz Band De Free, uma fusão do universo mais free de Ornette Coleman e fase eléctrica de Miles Davis. No final desse ano encontraram-se novamente em estúdio, com Hugo Pierre e Miguel Chino Rossi. Daí resultou este “DE Prepo”, um disco que transpira “In A Silent Way” de Miles Davis e que é uma grande exploração livre dos dados lançados por Miles nessa sua fase. Apesar da influência descarada, “DE Prepo” não se limita a copiar. Dentro de um tom livre, entra num capítulo lounge (sem a parte da descrição foleira da palavra) de desbunda, com o baixo eléctrico e os sintetizadores a elevarem toda a calmaria para um local mais ácido.
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Inicialmente conhecido como DJ e produtor de hip hop mas, embora essa ainda seja a sua cartilha, DJ Ride procura hoje navegar mais na margens do movimento do que seguir a corrente dominante. Escolhe como Super Disco um álbum de hip hop que transcende fronteiras: “Endtroducing” de DJ Shadow (1996). Os seus métodos de produção, escolha de samples, utilização de MPC, ainda inspiram Ride, que nos explicará também como vê no género contemporâneo chamado Wonky a herança do psicadelismo então recuperado por Shadow. Ride acaba de lançar o seu segundo álbum, “Psychedelic Sound Waves”, no qual explora ciências rítmicas em complexas camadas que transforma em groove. A sensação é de um mash-up permanente entre passado e presente (juntos fazem o futuro?), um percurso dinâmico e alucinante carregado de inspiração e que não consegue ocultar o entusiasmo deste jovem produtor por formas musicais que transcendem o nicho em que tende a ser colocado. Tal como Shadow, Ride procura moldar a matéria que o entusiasma em nova matéria que passa a fazer parte dos compêndios do amanhã. “Endtroducing” é, ainda hoje, dos discos que melhor captam o ímpeto reciclador do hip hop e o espírito inclusivo tantas vezes esquecido da sua vertente musical.
Apareçam no café do Teatro Maria Matos para ouvir em primeira mão como um produtor actuante agora recicla e interpreta as mensagens fortes do passado e as transforma em novo assunto de discussão. De passagem, poderemos aprender algo mais sobra máquinas e equipamento: Ride não conseguirá certamente impedir-se de falar da sua relação íntima com as máquinas que tem comprado e que gosta de utilizar. Andou na companhia de André Fernandes e Mário Laginha, desenvolveu uma scratch tool adoptada pela Red Bull Home Groove, colaborou ao vivo com os Coldfinger, foi um dos primeiros convidados da série de Henrique Amaro na Optimus Discos, prepara uma peça com Rui Horta no CCB e será a personagem principal no muito esperado documentário “Dig In Japan”.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.
IAN MACDONALD
Revolution In The Head: The Beatles’ records and the sixties
LIVRO Vintage Books – 6.50 eur
Não será com certeza o livro definitivo sobre os Beatles nem é uma novidade. É simplesmente um óptimo livro sobre os quatro de Liverpool, analisando cada canção por eles gravada (originais e não só), incluindo detalhes técnicos como escalas, notação ou modelos de guitarras. Longe de ser uma mera enumeração de factos, o livro é um verdadeiro compêndio sobre o universo de interesses dos Beatles no contexto da época em que existiram como grupo, ou seja, praticamente toda a década de 60. Os tumultos de um período de viragens decisivas na sociedade e a produção cultural são integrados também numa cronologia – diriamos – desnecessariamente completa num livro dedicado aos Beatles. Ian MacDonald não dispensou igualmente a elaboração de um glossário com termos técnicos e extensa notação em todas as páginas do livro. Se vos desencoraja este excesso, dizemos que o sabor da leitura de “Revolution in The Head” é semelhante ao visionamento de um bom documentário. Mais de 500 páginas em paperback compõem esta segunda revisão de 2005 (a versão original do livro data de 1994), preparada pelo autor antes do seu falecimento em 2003. Ian MacDonald foi Editor Assistente do New Musical Express entre 1972-75, escreveu vários livros e foi compositor/produtor.
ONEOHTRIX POINT NEVER
Rifts
2CD No Fun – 23.50 eur15.50 eur
Não andámos particularmente atentos a todos os recantos onde acontecem coisas interessantes e assim chegamos a Oneohtrix Point Never apenas através desta compilação de três discos previamente editados. A sensação de ter agora dois CDs inteiros de material é magnífica. Desde “Days Of Mars” de Delia Gonzalez & Gavin Russom que não ouviamos um disco novo com esta capacidade de transporte para o Cosmos – “Rifts” é uma fantasia futurista totalmente assente em equipamento vintage que Daniel Lopatin colecciona. Não há aparente limite para as evocações de um espaço infinito quando se sente que o som brota como água de uma fonte. “Betrayed In The Octagon”, “Zones Without People” e “Russian Mind” são os discos reunidos em “Rifts”, acrescentados de algumas faixas dispersas. A história da música electrónica ambiental é utilizada e ultrapassada, não porque este álbum seja de uma originalidade ímpar mas porque, no contexto em que aparece, fazemos forçosamente uma reavaliação de tudo o que se ouviu antes e “Rifts”, em vez de funcionar como um tributo a outros tempos ou simples revisionismo cósmico, exemplifica uma ética de processos físicos que se tem vindo gradualmente a perder à medida que se caminha para maior portabilidade e intangibilidade na música electrónica. Há um lado fetichista na apreciação que se faz deste disco por ser a música que é, e rapidamente esquecemos a procura da originalidade como objectivo máximo na excitação que a música pode provocar. “Rifts” ergue-se de toda a experiência anterior sobretudo desde o kraut mais electrónico (Tangerine Dream, Klaus Schulze, etc.) na década de 70 até ao ambientalismo New Age dos anos 80, um pouco do lado sombrio adoptado por certos projectos industriais e, até, o som 8-bit popularizado pelo módulo de som do Commodore. Completo, enciclopédico e, sob uma certa perspectiva, quase inesgotável.
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BETTY DAVIS
Nasty Gal (Remastered)
CD Light In The Attic – 16.5012.95 eur
BETTY DAVIS
Is It Love Or Desire (Remastered)
CD Light In The Attic – 16.5012.95 eur
Betty Davis terá sido a primeira bitch segundo o modelo agora habitual na cena hip hop / R&B norte-americana. O seu primeiro álbum, homónimo, é de 1973, mas foi casada com Miles Davis antes dos anos 60 terminarem, apresentou-lhe Jimi Hendrix e Sly Stone, foi modelo em Londres e, na sua pessoa e música, concentrou o poder do rock e funk mais fogosos. A atitude abertamente sexualizada 8revelada também nas letras), a consciência das suas possibilidades enquanto mulher absolutamente descomprometida com os tabus que impediam uma expressão feminina mais completa, o seu aspecto vistoso e atitude desafiadora fazem dela um ícone dificilmente reproduzível hoje em dia. As reedições de luxo da Light In the Attic reapresentam os álbuns “Betty Davis” (1973), “They Say I’m Different” (1974), “Nasty Gal” (1975) e ainda um álbum gravado em 1976 mas nunca editado. “Is It Love Or Desire”. São quatro discos complicados de hierarquizar em termos de relevância musical, os ingredientes principais e irresistíveis da música de Betty Davis encontram-se em todos eles: postura vocal agressiva, guitarras ácidas, tremor rock e suor funk (vocês entendem), um prodígio de energia que raramente abranda e por isso dizemos que não é para corações fracos.
Nasty Gal
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Is It Love Or Desire
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Ainda disponíveis, também na Light In The Attic:
BETTY DAVIS Betty Davis
CD Light In The Attic – 16.5012.95 eur
BETTY DAVIS
They Say I’m Different
CD Light In The Attic – 16.5012.95 eur
Num ambicioso CD duplo (vinil em 5 partes, reunidas numa caixa), Dâm-Funk reinstitui o prazer no boogie disco e electro funk. Kraftwerk, Prince, Rick James, Egyptian Lover e muita produção obscura dos 80s inspiram a arte deste produtor que, com verdadeira dedicação e engenho, voz, vocoder, máquinas analógicas e um sentido melódico muito apurado, consegue extrair alma de onde poucos o fazem com verdade. Tal como Rhythm Based Lovers, a música de Dâm-Funk tem uma carga melancólica muito sugerida pelo som vintage das máquinas mas também pela composição e arranjos que se aproximam de um formato R&B perfeitamente legítimo. O álbum começa com “Let’s Take Off” e termina com “In Flight”, e a ressonância aeronáutica dos títulos faz de facto justiça aos sons que ouvimos. Visita esperada no Lux no próximo dia 12 de Fevereiro para um DJ set que deverá fazer subir mais a cotação da cena boogie em Lisboa – Horse Meat Disco fez os corpos chocar, Dâm-Funk eleva-os ao Espaço. Atenção à guitarra-teclado.
CAIXA COM 5 LPs chegará no dia 12 de Fevereiro, data da actuação de Dâm-Funk no Lux. Quantidade limitada, aconselhamos reserva aos interessados.
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“Music Of My Heart” é uma gema raríssima de 1977, mais conhecida pelos valores exorbitantes em leilões que pelo funk e soul superiores de John Heartsman And Circles. A recente reedição pela Jazzman colocou finalmente uma cópia do LP em casa do editor discográfico Joaquim Paulo que, emotivamente, o considera o holy grail da sua vasta colecção. O autor da série “Covers” para a Taschen escolhe-o como super disco para partilhar a sua música, em primeiro lugar, mas também todas as histórias que a sua busca proporcionou. Histórias extensíveis a muitos outros discos na sua colecção, algumas semelhantes a verdadeiras investigações. Joaquim Paulo tem ainda larga experiência como programador de rádio, tudo em nome da partilha de música que acredita tornar o mundo melhor. Partimos na quase total ignorância sobre “Music Of My Heart”, estando tão disponíveis como vocês para ouvir relatos que de certeza farão sorrir quem encontra nos discos um prazer impossível de reproduzir na mera aquisição de música desligada da personalidade e vida do objecto. Não deixem que a chuva vos demova, o ambiente é confortável, a luz baixa e as janelas são grandes.
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A frase Disco é Cultura, comum em muitas edições discográficas brasileiras, era simples e nela lemos que nem só os discos de música clássica ou jazz mais erudito tinham o direito de ascender à categoria de Cultura com cê maiúsculo. Na verdade, qualquer disco é um artefacto cultural, tem uma história, representa uma época e, através dele, tem-se acesso a múltiplas outras histórias, tantas quantas as pessoas que o adquirem. Com estas sessões propomos a a convidados que escolham discos que considerem importantes e que partilhem em público o que sabem sobre eles e o que sentem ao ouvi-los. Sem limites de género.
Ainda, por excelência, o formato a que associamos a palavra Disco (o CD foi quase sempre CD), o álbum ou single em vinil transporta significados mais tangíveis que qualquer outro suporte para música, seja pelo manuseamento do próprio disco, pelo impacto visual da capa ou, defendem os incondicionais, pela superioridade do som face a formatos digitais. Por tudo isso será o formato privilegiado, mas não exclusivo, nestas sessões.
Queremos realçar o puro valor emocional e o carisma de um disco, traçar-lhe um percurso nas mãos do seu dono, manter viva a tradição de contar histórias e, porque é essencial, mostrar/ouvir a música de que se fala. No espírito das tertúlias literárias mas livres de academismos que possam erguer barreiras, estas sessões acontecerão em formato de programa de rádio gravado ao vivo e com emissão posterior na Rádio Oxigénio (102.6).
“Super Disco” era o título de algumas colectâneas de êxitos nos anos 70 e 80, uma espécie de disco com poderes reforçados pelas mais importantes canções nas listas de vendas. Para o que nos interessa, Super Disco é qualquer um que adquira poderes especiais nas mãos de quem o defende.