Como acontece frequentemente com arrumações, descobrem-se coisas boas de que já não nos lembrávamos. Neste caso, coisas de que achamos que vocês já não se lembram. Começámos a mostrar algumas, na perspectiva de que a música em que acreditamos não tem de ser (e não é) terrivelmente actual. Preços mais convidativos para facilitar a decisão : )
DELIA GONZALEZ & GAVIN RUSSOM
El Monte / Rise (DFA Rmx)
12″ DFA - 8.50 eur5 eur
2004: ainda faltava um ano para “The Days Of Mars”, o álbum de Delia Gonzalez e Gavin Russom que tanto celebrámos na altura. A convocação da energia celestial que “El Monte” sugere, ainda, mantém o seu poder celebratório como uma oração que exige braços levantados para o Céu. É tão bom assim. Todos os mais distintos fantasmas de língua alemã que dominaram o Cosmos nos anos 70 são sugados e reconvertidos em nova energia (vale a pena escutar a versão completa aqui). “El Monte” é também uma imagem de local místico por onde as almas precisam de passar a caminho do Nirvana. No lado B, DFA reformulam “Rise” com o tradicional beat associado a LCD Soundsystem, mantendo a expansividade do original bem controlada no enquadramento rítmico que nos faz marchar no tom certo. Ainda assim, é música para grandes espaços.
2007: na Hairy Claw (uma das editoras do pequeno império de Steve Kotey) reaparece uma faixa fundamental na cena disco-house dos 90s: “Vinyl Frontier” e “Lust In Space” tinham aparecido pela primeira vez num maxi da Kami Khazz (editora portuguesa gerida por Pedro Tenreiro e Rui Miguel Abreu), disponível apenas em white label. Esta é, para todos os efeitos, uma reedição. O beat 4/4 constante é enriquecido por percussão afro-latina, bleeps e pulsares alienígenas que tornam a música num assunto sério na pista de dança. Tão minimal quanto uma faixa desta natureza consegue ser sem desvirtuar o groove. brilhante. Duas versões disponíveis no disco. “Lust In Space” foi construída com base num instrumental dos Voyage e assegura o mesmo nível de minimalismo de “Vinyl Frontier”. Tudo bom.
El Monte / Rise (DFA Rmx)
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Vinyl Frontier
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Como acontece frequentemente com arrumações, descobrem-se coisas boas de que já não nos lembrávamos. Neste caso, coisas de que achamos que vocês já não se lembram. Começámos a mostrar algumas, na perspectiva de que a música em que acreditamos não tem de ser (e não é) terrivelmente actual. Preços mais convidativos para facilitar a decisão : ) James T. Cotton está em foco hoje. Ele é um dos mais fiéis curadores do som ácido, tem as máquinas, tem o gang (D’Marc Cantu e Traxx, por exemplo), tem o lado negro muito bem desenvolvido. Em vários maxis e álbuns ao longo dos últimos 10 anos, J.T.C. chegava cada vez mais perto da explosão original e, durante o caminho, o som passou a chamar-se JAK. Sintam um bocado disso nos discos que vos reapresentamos.
2006. Agora era oficial. O som já estava formado. Esta era uma expressão para além do revivalismo acid house que bateu 2 anos antes. Um culto dedicado à ressuscitação do espírito de 1986, com tudo o que se aprendeu desde então mas com a tradicional malícia (mesmo que involuntária) nestas operações (ver Frankenstein). Beats sólidos que contrariavam a ascendência do minimal, groove ácido só para cabeças fortes, breaks JACK e uma voz sintética que não consegue conter o que sente. Power.
Alguns meses para a frente, já em 2007, e a Crème assumia a vanguarda do movimento com a criação da série Crème JAK. “Pump The Planet” antecede esta série. O tema-título soa como “Oochie Coo” terrivelmente deformado com esteróides, não aceita prisioneiros – ou mata ou deixa fugir. “Trancender” inaugura a linha mais perversa que depois escutaremos melhor em álbuns como “Like No One” (2008) e “Creep Acid” (2011): pura maquinação artificial para trazer os subterrâneos à superfície. O maxi fecha com “Two Hammer”, espécie de homenagem JAK à motorização de Jeff Mills, James Ruskin e outros.
Pausa em 2010 para entregar à Minimal Rome duas faixas planantes. “Basturma Highway” tem uma personalidade Italo Disco relativamente polida em relação ao que J.T.C. normalmente exibe, enquanto “Overnight”, já em trip de ácido, consegue fazer passar através das vozes irregulares uma sensação Garage House genialmente complementada com som de flauta como se Bobby Konders ou a Spiritual Life fossem forçados a ceder pedaços seus para esta sessão.
Oochie Coo
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Pump The Planet
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Basturma Highway + Overnight (Chrome Heads)
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A editora Peoples Potential Unlimited e o colectivo Big Cartel têm feito um mundo de coisas para manter vivo o som boogie. Através de reedições dentro e fora do catálogo PPU podemos hoje ter acesso a discos, na sua maioria, impossíveis de arranjar. A riqueza underground da década de 80 continua a oferecer ângulos fascinantes bem fora do circuito habitual de revivalismo que se limita à mímica dos refrões. Uma geração de músicos e produtores sente hoje a influência da produção sedosa de algum R&B mais electrónico, da extroversão sintética da soul contemporânea dessa época, do pulsar mecânico dos ritmos funk cujas máquinas são hoje fetiche para quem procura o contacto com a fonte. Como já confessámos algumas vezes, estes discos representam para nós a mesma excitação de qualquer música nova que nos entusiasma. São importantes agora e têm valor intocado para chegar aos corações das senhoras e suavizar pessoal masculino que descobre ou redescobre um lado sensível. Em contrapartida, “Africa Bump / Party Together” acende o fogo primordial entre as coxas de cada um. Oiçam. E há packs de postais e autocolantes para quem comprar pelo menos um dos discos abaixo. Se quiserem peçam, podemos não nos lembrar.
BACK STREET BAND
Shake + Let’s Be Lovers
12″ Jenk-Al-Ron Records – 9.95 eur
A data no rótulo é 1982, a origem é Memphis, Tennessee, um dos centros nevrálgicos da cultura pop norte-americana. Soul gravada no Sul com a proposta irrecusável “Let’s Be Lovers” nem sequer formulada em forma de pergunta. É um facto, bitch. O amor está no ar e é sempre sempre clássico. “Shake”, antes disso, tem a guitarra em consonância com a linha de baixo sintética e a habitual frase de “bons tempos” em “the music makes me wanna dance all night” sem dispensar o comando “move your behind left and right and everything will be alright”. É isso que queremos ver. Reedição de 200 exemplares apenas.
THE LONI GAMBLE BAND featuring LISA WARRINGTON
I Like The Way You Do It + Tom Noble edit
12″ PPU – 8.95 eur
O visual de Loni Gamble é um misto de Lionel Richie e popstar africana e a sua música pós-Disco ocupa um lugar especial (oiçam por aí). Neste single, o funk tight dos 80s ainda se assume como épico Disco dos 70s com Lisa Warrington em modo CRU como se Patrick Adams produzisse a voz. O original de 1984 na editora Sound Modification de Filadéfia é reapresentado pela PPU em toda a glória boogie. Música de sedução com guitarra e teclas na frente do groove, quase 7 minutos para dançar de felicidade e deixar os quentes uuuhh e aaahh de Lisa Warrington inebriar os sentidos. “Keep taking me higher ’cause it feels so good”. O edit de Tom Noble reforça o instrumental e dá ênfase às manobras sedutoras da voz.
UNKNOWN / SUPERBS
Africa Bump / Party Together – Tom Noble edits
12″ PPU – 8.95 eur
Origens diferentes para os dois lados neste disco. “Party Together” é um número boogie rápido para a comunhão através da festa: “if we don’t get together we won’t last too long”. A mensagem em desespero é equilibrada por longa sequência instrumental. “Africa Bump” tira o título a um single do Grupo Santa Cecilia mas é alegadamente um original. Lipton Whitaker, da editora Lotus Land e colaborador de Tom Noble esclarece “Must say, this isn’t an edit of Africa Bump by Grupo Santa Cecilia (which is actually a fake moniker for Perez Prado anyway). This is actually an original that I named? after the Perez Prado 45″. Sem quaisquer pistas, partimos para este fogo impossível de conter com um pensamento na cena Bump que contagiou em tempos o funk latino. Basicamente tratava-se de música cujas letras davam directivas sobre como dançar a própria música. Neste “Africa Bump” a ordem é “Get down!”, aberta a interpretação livre por parte de dançarinos sérios. O eterno break acompanhado pelo baixo lembra vagamente “African Blood” de Supermax, mas o jogo de pratos bem alto na mistura e os sopros mais à frente reforçam o efeito selvagem pretendido. Monstro monstro.
Shake + Let’s Be Lovers
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I Like The Way You Do It + Tom Noble edit
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Também disponíveis: BOZEMAN & ROBERTS “Working Mama / Grandma”, 12″ PPU – 8.95 eur GLASS PYRAMID “Glass Pyramid”, MLP PPU – 9.50 eur THE MIDNIGHT EXPRESS SHOW BAND “Danger Zone”, 12″ Tri-Fire / PPU – 8.95 eur MINORITY BAND “Tasty Tune”, 12″ PPU – 8.95 eur ROBBIE M & TERRY PATTON “Tri-Fire Volume 2 1983-1986 “, 12″ PPU – 8.95 eur VÁRIOS “District Maryland Virginia”, 12″ PPU – 8.95 eur
Como acontece frequentemente com arrumações, descobrem-se coisas boas de que já não nos lembrávamos. Neste caso, coisas de que achamos que vocês já não se lembram. Vamos começar a mostrar algumas, na perspectiva de que a música em que acreditamos não tem de ser (e não é) terrivelmente actual. Preços mais convidativos para facilitar a decisão : )
J.O.Y.
Sunplus
12″ DFA – 9.95 eur5 eur
Recuar até 2004 significa entrar numa época em que a cena electro já precisava de um pontapé para fora, e a DFA continuava a apontar o caminho certo, com um catálogo quase infalível desde “Losing My Edge” (LCD Soundsystem) e “House Of Jealous Lovers” (The Rapture) dois anos antes. J.O.Y. é barulho alegre feito por K.U.D.O. e Tagaki (Major Force, Mo’ Wax) com a voz de Yoshimi (Boredoms). Combinação 100% japonesa garante quase sempre coisa diferente. “Sunplus” é uma interpretação peculiar do cenário Gang Of Four (oiçam a guitarra) com a voz teen de Yoshimi a transmitir insurreição pop. Na versão DFA do outro lado, o beat é naturalmente mais regular, várias BPMs acima do que normalmente se mistura nas pistas de dança mas no alvo quando precisam de agitar o ambiente num set ou pular em casa enquanto se embonecam para sair de casa.
JAPANESE SYNCHRO SYSTEM
Check It Spread It
12″ Life Line – 8.95 eur6 eur
2006. Uma série respeitável de maxis no mesmo ano catapultaram Japanese Synchro System para total visibilidade, culminando aqui com duas remisturas de Carl Craig. De novo, visão japonesa ao serviço das mais-valias na música de dança. O original de “Check It Spread It” impõe um feel tribal com palmas jack e canto em língua japonesa que, aqui, acrescenta (e de que maneira) à energia da música. Acompanhem a voz numa constante subida de tom para desaparecer e ficar um beat lento, como hoje é standard na cena house mais “dope”, assistam ao som de pássaros que ajudam à descida antes do final. Carl Craig trabalha duas versões: uma mais esquelética, capturando o sentimento tribal com jogos de percussão minimalistas e a voz utilizada para dar incitar o corpo como numa arte marcial. A segunda versão ocupa um lado inteiro e é o perfeito acompanhamento para o primeiro maxi de Tres Demented – percussão em cima, os mesmos disparos marciais de voz, uma evolução feroz até uma motorização techno perfeitamente arrasadora e imperativa. O disco inclui uma folha com a letra em japonês e respectiva tradução inglesa que termina dizendo “Believe in your way And blaze forward”. Imperdível.
Sunplus
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Check It Spread It
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Alguns títulos de fundo de catálogo que conseguimos a bom preço. Destaque para algumas preciosidades, como o disco homónimo de Edu Lobo (clássico!), as reedições dos Felt, a edição dupla de “Live At The Witch Trials” dos Fall, uma compilação dedicada ao temas que Ennio Morricone compôs para Giallos (género policial característico no cinema italiano desde finais de 1960 até finais da década de 70) e a excelente “Brazilika”, reunião de temas fortíssimos psych brasileiros a cargo de Andy Votel (Finders Keepers).
Antonio Carlos Jobim «A Certain Mr. Jobim» (DBK), € 7,5 Antonio Carlos Jobim «Wonderful World Of Antonio Carlos Jobim» (DBK), € 7,5 Arthur Verocai «Encore» (Farout), € 6,5 Brigitte Bardot «Brigitte Bardot Sings» (Lilith), € 8,5 Caetano Veloso «Araçá Azul» (Lilith), € 8,5 Califone «Quicksand/Cradlesnakes» (Thrill Jockey), € 6,95 David Axelrod «Seriously Deep» (El Records Acmem), € 6,95 DJ Spooky «Riddim Come Forward – 50,000 Volts Of Trojan Records!!!! [2CD]» (Trojan), € 8,5 Dr John «Desitively Bonnaroo» (DBK), € 8,5 Dr. Hook And The Medicine Show «Sloppy Seconds / Belly Up!» (BGO), € 8,5 Ed Motta «Dwitza» (Whatmusic), € 8,5 Edu Lobo «Sergio Mendes Presents Lobo» (Rev-Ola), € 7,5 Ennio Morricone «Morricone Giallo» (Bella Casa / Cherry Red), € 6,5 Erik Satie «Pieces For Piano / Mass For The Poor / Socrate» (Él / Cherry Red), € 8,5 Fall, The «Live At The Witch Trials [2CD]» (Castle Music), € 6,95 Felt «Poem Of The River» (Cherry Red), € 8,5 Felt «The Pictorial Jackson Review» (Cherry Red), € 8,5 Felt «Train Above The City» (Cherry Red), € 8,5 High Places «High Places» (Thrill Jockey), € 6,95 Isotope 217 «Utonian Automatic» (Thrill Jockey), € 7,5 Isotope 217 «Who Stole The I Walkman?» (Thrill Jockey), € 7,5 Jimmy Cliff «Jimmy Cliff» (Trojan), € 6,95 Ohio Players «Honey / Contradiction» (BGO), € 8,5 Ornette Coleman «Whom Do You Work For?» (Get Back), € 6,95 Ravi Shankar «Transmigration Macabre» (Cherry Red), € 7,5 Rockabye Baby / Queens Of The Stone Age «Lullaby Renditions Of Queens Of the Stone Age» (Baby Rocks), € 7,5 Sea And Cake, The «Car Alarm» (Thrill Jockey), € 6,95 Sea And Cake, The «Glass – Stereolab / Broadcast / Carl Craig rmxs [MCD]» (Thrill Jockey), € 6,5
Sun Ra And His Solar-Myth Arkestra «The Solar Myth Approach Vol. I» (Sunspots / Actuel), € 8,5
Vários «Andy Votel´s Brazilika» (Far Out), € 6,5
Vários «Gilles Peterson – Brazilika: Explorations Deep Inside The Vaults» (Far Out), € 6,5
SUN RA / THEO PARRISH
Saga Of Resistance
12″ Kindred Spirits – 8.95 eur
“Sketches” saiu numa edição de 100 cópias prensadas para o Detroit Electronic Music festival de 2010 e, ainda assim, chegou a algumas lojas para desespero de todos os que não conseguiram um exemplar. O triplo maxi em vinil é agora praticamente inacessível. Esta reedição em CD é, na prática, um novo álbum de Theo. Onze faixas, incluindo três inéditas, reabrem o livro próprio do músico e DJ de Detroit. Muita música estranha, sem pudor em se manter genericamente afastada das pistas de dança, porque Theo P. é dos poucos que não precisa de se reger pelas expectativas para manter a chama acesa. Funk, jazz, house complicada ou simplesmente música rítmica elevada a um desejo de complexidade que, alienando ouvintes, tem a capacidade de viciar quem naturalmente se sente confortável aqui. “Sketches” pode indiciar uma produção mais rudimentar para estas faixas que, no entanto, não soam inacabadas nem a meros esqueletos de coisa maior.
Final de ano assim aquecido por esta motorização do além, com mais dois discos excepcionais:
“Traffic”, com IG Culture, é cortado para maxi a partir de “Sketches” (é a terceira faixa do CD); épico tribal intenso com número de BPMs de techno old school, uma entrada de jazz muito discreta (ouve-se em fundo), som ao vivo e carga hipnótica pronta para a manipulação de equalizador que Theo utiliza nos seus sets e que, aqui, só pode ser imaginada.
Por fim, a reprensagem de um maxi anteriormente limitado, em 2002, com duas versões para Sun Ra. “Saga Of Resistance” incorpora a ciência slow mo dos maxis na Sound Signature por volta do ano 2000. Sun Ra parece acontecer em simultâneo na sala ao lado enquanto Theo P. acompanha essa vibração original com uma trip submarina de 13 minutos, vozes estranhas, batida bem grave, linha de baixo independente e tchac-tchac constante produzido pelas sereias do Grande Cosmos. Virem para o lado B para uma versão reduzida (no som e na duração).
Sketches
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Traffic
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Saga Of Resistence
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Uma década e meia depois de “Cluster 71″, Moebius, Roedelius, os Cluster e outros grupos e artistas das editoras Sky ou Brain, por exemplo, tinham enquadramento em algumas franjas da música de clube. DJs mais livres como Daniele Baldelli ou Beppe Loda utilizavam a sua música em sets de várias horas que precisavam de matéria que permitisse viagens. O termo “Cósmico” já era familiar, por essa altura. Duas décadas e quase meia mais tarde, por volta de 1995, músicos como Atom Heart ou Victor Sol confessavam a influência destes exploradores alemães dos 70s e uma outra geração começou a prestar atenção aos álbuns da Sky Records. No presente, a Bureau B prossegue na reedição de discos que, hoje, não diremos que ganham novo significado, mas são eventualmente melhor entendidos nestes vários anos que já passaram desde que se começou a falar de pós-techno e também desde que em Brooklyn e outros locais se recomeçou a explorar o Cosmos e fantasias pop enevoadas. Encontrem aqui, por exemplo, a génese de parte dos Black Dice, de boa parte da cena chillwave e de grande parte do som cósmico de Emeralds, Oneohtrix Point Never e muitos outros na actualidade.
Notas de capa em quase todos estes discos escritas por Asmus Tietchens, ele próprio parte do mesmo universo dos músicos retratados e seu contemporâneo.
Mais abaixo comentamos algumas edições mais recentes e listamos, no final, o stock Bureau B existente na loja no dia de hoje. Preços convidativos.
CLUSTER
Cluster 71
CD Bureau B – 16.50 eur 12.50 eur
LP 180 gr. Bureau B – 17.50 eur13.95 eur
Para afastar dúvidas, e se dão algum crédito à revista Wire, este é um dos 100 discos que ajudaram a incendiar o mundo. Em 1971, o álbum homónimo (chamado “71″ porque foi gravado nesse ano) de Dieter Moebius e Hans-Joachim Roedelius criou muitas das bases do som industrial que, poucos anos mais tarde, os Throbbing Gristle viriam a simbolizar. Percebe-se o impacto de uma música arrojada que, sonicamente, parecia mais próxima da música concreta de laboratório do que dos palcos do rock. Cluster, no entanto, avançaram de encontro a um formato mais pop em álbuns posteriores, embora o termo pop deva ser entendido enquanto sonoridade vulnerável a ritmo e melodia e não como base cultural. “71″ está longe ainda dessas experiências, é magnífico na quase ignorância de estruturas reconhecidas na época, aponta os seus objectivos em zonas então desconhecidas, preenche uma folha que estava praticamente em branco.
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HANS-JOACHIM ROEDELIUS
Selbstportrait I
CD Bureau B – 16.50 eur 12.50 eur
HANS-JOACHIM ROEDELIUS
Selbstportrait II
CD Bureau B – 16.50 eur 12.50 eur
Metade dos Cluster, Roedelius não esgotava aí a sua criatividade. Durante boa parte da década de 70 gravou virtualmente tudo o que tocava, de forma a captar momentos de inspiração para posterior reciclagem. As gravações eram frequentemente feitas em fita já usada (fita nova era dispendiosa), com pouca preocupação em relação à qualidade sonora. Ouvindo estes dois discos, gravados entre 1973 e 79, mergulhamos num ambiente confortável de isolamento melancólico, descoberta progressiva de caminhos que aproximavam Roedelius de uma espécie de redenção. As pequenas peças em ambos os álbuns (algumas inéditas) não são coisas frágeis – a sua melancolia é perfeitamente sólida, uma fuga calma e programada que, a espaços, alcança o Oriente via orgão Farfisa sem sair das montanhas da Áustria e Sul da Alemanha (já suficientemente longínquas para nós). Talvez seja música para iniciados, falará pouco ao coração de quem não está familiarizado com a evolução do rock alemão nos 70s ou o universo particular de Moebius / Roedelius, mas trata-se de música sem fronteiras, bonita e aberta o suficiente para ser apropriada por quem precise ou simplesmente goste de a preencher com vida imaginada.
Selbstportrait I
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Selbstportrait II
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MOEBIUS
Blue Moon
CD Bureau B – 16.50 eur 12.50 eur
LP 180 gr. Bureau B – 17.50 eur13.95 eur
Banda sonora de 1986 para o filme homónimo de Karsten Wichniarz. Toda a tradição Cluster exercitada nas onze peças que ilustram a acção. A própria editora confessa-se triste por esta música estar sujeita aos limites temporais próprios das cenas de um filme, mantendo breves as composições quando estas demonstram ter espaço para maior fôlego. Dieter Moebius apresenta assim uma versão económica da sua visão, música electrónica ainda hoje excepcionalmente apelativa, não dependente das imagens para transmitir emoções (também dizemos isto porque não vimos o filme). “Blue Moon” tem tudo o que se conhece e ama na história de Cluster e dos seus dois membros, nada mais a acrescentar a não ser a infinita variação de cores e ambientes que a música electrónica é capaz de produzir quando nas mãos de músicos imaginativos como Moebius.
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MOEBIUS & BEERBOHM
Strange Music
CD Bureau B – 16.50 eur 12.50 eur
LP 180 gr. Bureau B – 17.50 eur13.95 eur
MOEBIUS & BEERBOHM
Double Cut
CD Bureau B – 16.50 eur 12.50 eur
LP 180 gr. Bureau B – 17.50 eur13.95 eur
Colaboração de dois álbuns, respectivamente de 1982 e 1984, em que parece completar-se um certo loop de energias disparadas do início dos 70s a partir da Alemanha, recebidas em Inglaterra por Cabaret Voltaire e outros e devolvidas com energia punk adicional para nova reciclagem criativa.
“Strange Music” segue de perto o que Conrad Schnitzler havia feito em 1981 num álbum gravado com o seu filho Gregor, espelhando o material de Cabaret Voltaire da mesma época (”Mix Up e “Voice Of America”, essencialmente). Dieter Moebius e o baixista Gerd Beerbohm transmitem, nestes dois álbuns, uma energia livre e mais extrovertida do que se conhece habitualmente m Moebius ou nos Cluster. Um certo flow pós-punk (e NDW, a New Wave alemã) + o seu característico desafio do formato rock, uma mistura inusitada de dub e free jazz (em “883″) e outras ideias selvagens resultam, nesta colaboração, em momentos de energia especialmente inspirados, uma zona de guerra virtual em que se pode arriscar tirar olhos sem realmente ferir ninguém.
“Double Cut” encontra logo o equivalente fonético mais fiel ao que ouvimos no disco: “Doppelschnitt”, a mesma expressão em alemão, é o título da última faixa, longa (mais de 20 minutos), um épico que precede o techno exploratório da editora Chain Reaction e posteriores legiões de produtores de dub techno mais ou menos domesticado. Aqui, porém, foi forjado e moldado o metal com que se assinalam as guias na auto-estrada remodelada desde os tempos dos Kraftwerk. “Double Cut” tende a ser mais minimalista do que “Strange Music”, até no número de faixas (quatro contra sete), só que a repetição e o sabor mântrico não servem para meditação pausada e sim para alimentar uma saborosa inquietação que nos deixa com vontade de mexer em vez de ficar parados. Nesse sentido, um título como “Narkose” (a terceira faixa) é bastante enganador.
Strange Music
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Double Cut
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Também disponíves: CLUSTER Grosses Wasser, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur CLUSTER Grosses Wasser, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur CLUSTER & ENO Cluster & Eno, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur ENO, MOEBIUS & ROEDELIUS After The Heat, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur GURUMANIAX Psy Valley Hill, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur GURUMANIAX Psy Valley Hill, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur HANS-JOACHIM ROEDELIUS Durch Die Wueste, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur HANS-JOACHIM ROEDELIUS Durch Die Wueste, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur HANS-JOACHIM ROEDELIUS Wenn Der Sudwind Weht, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur MOEBIUS Tonspuren, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur MOEBIUS Tonspuren, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur MOEBIUS & PLANK Rastakraut Pasta, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur MOEBIUS & PLANK Rastakraut Pasta, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur MOEBIUS & PLANK Material, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur MOEBIUS & PLANK Material, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur MOEBIUS, PLANK & NEUMEIER Zero Set, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur PHANTOM BAND Phantom Band, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur PHANTOM BAND Freedom Of Speech, CD Bureau B16.50 eur12.50 eur PHANTOM BAND Freedom Of Speech, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur RIECHMANN Wunderbar. CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur RIECHMANN Wunderbar, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur ROEDELIUS Lustwandel, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur ROEDELIUS Lustwandel, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur ROEDELIUS The Diary Of The Unforgotten – Selbstportrait VI, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur ROEDELIUS The Diary Of The Unforgotten – Selbstportrait VI, LP Bureau B 17.50 eur13.95 eur ROEDELIUS Wenn Der Südwind Weht, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur TÄTÄRÄ Maximum Brass, CD Bureau B 16.50 eur12.50 eur VÁRIOS Easy Beatles, CD Bureau B 13.95 eur
Algumas combinações Gala Drop para este Natal, para os poucos de vocês que ainda não têm o magnífico álbum de estreia ou o recente 12″ ou, se já têm, podem sempre ficar com a t-shirt e oferecer os discos àqueles amigos eternamente desatentos. O desenho foi feito por Skullux, conhecido, entre outras coisas, pela capa do split RTX / Primal Scream.
—–
PACK 1 = 34.95 eur
LP “Gala Drop” + 12″ “Overcoat Heat” + T-shirt Gala Drop
PACK 2 = 24.95 eur
12″ “Overcoat Heat” + T-shirt Gala Drop + oferta do CD “Gala Drop”
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NOTAS:
- Quantidade muito limitada de t-shirts disponíveis apenas nos tamanhos M e L;
- A t-shirt não é vendida em separado mas, se quiserem, podem ainda comprar individualmente os discos:
Gala Drop “Gala Drop” CD (Gala Drop) – 12.95 eur
Gala Drop “Gala Drop” LP (Gala Drop) – 13.95 eur
Gala Drop “Overcoat Heat” 12″ (Golf Channel) – 9,95 eur
Para enquadrar todas estas coisas boas, os Gala Drop acabam de gravar uma mixtape quase só com coisas caseiras (querendo dizer família e amigos) para o site da FACT. Oiçam aqui.
Pack completo da editora Heavy Duty Booty à venda na loja. Steve Bird deixou-nos alguns exemplares dos seus mash-ups e produções de breaks para pista de dança, um catálogo reduzido mas PHAT :)
Ele vive em Lisboa desde Junho de 2009, vindo de Newcastle. É músico, produtor, designer de som e DJ (podem ouvi-lo regularmente em sítios como o Music Box, Bicaense, Maria Caxuxa ou Clube Ferroviário).
Já compôs música para dois filmes, um projecto de rádio e, actualmente, está concentrado na música para um documentário na RTP2. Fundou a Heavy Duty Booty há 2 anos, serve para as suas produções e de alguns amigos.
Mais abaixo, links do Soundcloud para todas as faixas. Investiguem!
Mais info/música: MySpace Mr. B.I.R.D.
Foi com prazer que recebemos a escolha de Nuno Rogeiro para o Super Disco #12, porque somos fãs do músico e este disco não se esquiva ao título de obra-prima. O nosso amigo Gonçalo Falcão é também um fã, como nós, mas com a vantagem de ser coleccionador da vasta obra de Zappa e de conhecer bem todos os recantos da sua música. Foi por isso que nos lembrámos de desafiá-lo para mais um texto sobre o “Hot Rats” e agradecemos muito a sua prosa.
Ratas Calientes*
Frank Zappa foi um dos mais importantes músicos do século XX; é essencialmente um compositor que usa o rock, o jazz, a pop, a música electrónica ou a música orquestral como veículo. Conseguiu construir uma carreira musical totalmente independente, na América, pouco dada a subsídios ou outras alcavalas estatais. Criou a sua editora e geria os grupos rock como uma empresa: ensaiavam todo o dia durante vários meses. Quando iam para o palco tocavam com uma força e ligação impossíveis. Editou perto de 80 discos (tendo deixado alguns preparados para edição póstuma), vários filmes, vídeos e um livro.
A sua música tem um olhar irónico, de sobrancelha levantada. É pensativa e ao mesmo tempo directa, feita de um humor perspicaz. Frank Zappa é um músico de três segundos: o tempo necessário para o identificarmos porque o seu som, os arranjos, o virtuosismo na guitarra eléctrica, uso da percussão e de todos os sons para alimentar a música – com uma paixão especial pelos feios e gordurosos – tornam-no absolutamente único e original.
Experimentou sempre, nunca procurou o conforto dos cânones da indústria, das normas musicais ou do lógico e popular. Tocou com músicos excepcionais que, com ele, são mais interessantes: George Duke, Steve Vai, Adrian Belew, Jean-Luc Ponty, Chad Wakerman, Terry Bozio. Criticou os democratas e os liberais, o uso de drogas, os movimentos homossexuais, as feministas, o machismo, o conformismo, os hippies e os freaks, a religião, o sindicalismo, toda a indústria discográfica e as pop stars particularmente, o disco sound, o jazz e o rock . Zappa é um mundo aparte.
Gravado entre Agosto e Setembro de 1969,”Hot Rats” é um dos seus discos fundamentais; é-o também para a história do rock e do jazz porque é o primeiro disco de “fusão” jazz/rock. Assinado pelo próprio, e não pelos Mothers Of Invention como tinha acontecido até então (se bem que o disco é basicamente uma colaboração Zappa/Ian Underwood, o clarinetista/saxofonista/teclista dos Mothers), prenuncia o desmembramento do seu primeiro grupo que, no final desse ano, estava extinto. “Hot Rats” foi um disco minimamente bem sucedido comercialmente na Europa e em particular na Inglaterra, onde teve êxito e onde é, provavelmente, o álbum mais conhecido de Zappa.
Tem um som metálico, apopléctico, como se fosse um mundo melodioso mas devasso. A guitarra parece uma navalha de barba e inventa uns riff’s excêntricos. A produção densa mas nítida, a instrumentação alegre e expansiva, a secção rítmica de excelência, fazem com que os sons ablusados do violino de Sugarcane Harris, a voz de Captain Beefheart e arranjos cheios de humor, criem uma sonoridade única e que marcaria bastante o som de Zappa até ao final dos anos 70. A guitarra de Zappa está particularmente melódica e criativa neste período, o disco dá cãibras de prazer.
A capa enfatizava o espírito cruzado do disco (e o humor, claro): uma imagem ambígua de Cal Schenkel/John Williams, mostra um zombie freak a sair de uma cova/campa… em rosa. Por cima Hot Rats! Um imbróglio prodigiosamente atraente.
Remessa de final de Verão da Finders Keepers. Jacky Chalard é o prato forte, disco de 1974 recuperado com toda a dedicação da editora (a edição em vinil é óptima, estamos sem stock de momento, mas dentro de duas semanas recebemos mais, façam os vossos pedidos). Há ainda em CD e LP a compilação dedicada à editora de kraut Kuckuck e a edição em CD (vinil está esgotadíssimo) da excelente compilação em volta de JP Massiera, “Midnight Massiera“. Chegou também “Absolute Belter” em vinil e mais algumas reposições. Dentro de semanas há mais novidades (escutem no “em breve” no nosso site), incluindo os dois primeiros maxis da série Cache, em volta de uma espécie de disco-psych-rock.
JACKY CHALARD
Je Suis Vivant, Mais J’ai Peur De Gilbert Deflez
CD Finders Keepers – 16.50 eur13.50 eur LP GATEFOLD Finders Keepers -17.50 eur14.95 eur(ESGOTADO, MAIS STOCK BREVEMENTE – ACONSELHA-SE RESERVA.)
Quem é Gilbert Deflez? Andy Votel explica com humor, no livreto de “Je Sus Vivant, Mais J’ai Peur” que era um nome “ungoogleable” até há altura do anúncio desta edição da Finders Keepers. Deflez emprestava a voz para novelas de ficção científica na rádio durante os anos 60/70. Jacky Chalard, membro dos Dynastie Crisis (conhecidos pelo fantástico tema “Faust 72? presente na banda-sonora de “Ocean’s 12?), ao conhecer Deflez resolveu musicar uma ficção narrada pelo radialista. O resultado é este “Je Sus Vivant, Mais J’ai Peur De Gilbert Deflez”, editado em 1974, disco sobre o qual se encontra pouca informação, algo desajustado à época em que saiu e remetido para o esquecimento e prateleiras de coleccionadores. Vem referenciado como um encontro entre “Melodie Nelson” e “Planète Sauvage” e não anda muito longe disso. É uma narrativa psych de ficção científica, onde os ambientes criados por Chalard se deixam invadir pela voz perfeita de Deflez. Somos colocados numa qualquer viagem espacial, onde uma voz nos lembra frequentemente “Je sus vivant, mais j’ai peur” (”Estou vivo, mas tenho medo”), ideia que não é difícil de associar ao homem do século XXI. A edição original trazia ilustrações de Enki Bilal no interior da capa, reproduzidas na edição em vinil agora reeditada pela Finders Keepers. Perde-se isso no CD, mas ganham-se três temas extra, sendo um deles (”Corto Maltese”, o que tem voz) maravilhoso (e quem gostar, atenção ao maxi de Jacky Chalard que vai sair em Setembro também na Finders Keepers). Essencial.
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VÁRIOS / JEAN-PIERRE MASSIERA
Midnight Massiera
CD Finders Keepers – 16.50 eur13.50 eur
Obsessão mais ou menos recente: Jean-Pierre Massiera. A crescer conforme o seu trabalho tem vindo a ser recuperado, tanto pela canadiana Mucho Gusto (alguns LPs e duas compilações essenciais, “Psychoses Freakoid” e “Psychoses Discoid”) como pela britânica Finders Keepers (7?, o álbum de Horrific Child e este “Midnight Massiera”). As compilações da Mucho Gusto dividem bem as duas grandes fases de Massiera, uma dedicada a um lado mais psych-rock conceptual e outra à sua fase disco, ambas singularmente esquizofrénicas. “Midnight Massiera” não é recente, mas só agora conseguimos deitar mão a alguns exemplares. Une os dois mundos e é até ao momento o melhor agrupamento de temas do produtor e músico francês (de lamentar apenas a exclusão de temas que produziu para Soraya). Criador de um universo único durante os anos sessenta e setenta, música que traz logo à cabeça criaturas disformes e planetas repletos de luxúria e álcool (em muitas das fotografias existentes de Massiera ele surge com uma garrafa na mão). “Midnight Massiera” é uma perfeita amostra do seu trabalho; há uma coesão ao longo dos 18 temas que quase desvirtuam o termo compilação e se oferecem como um álbum ultra-conceptual. Há canções absolutamente magníficas de Chico Magnetic Band (um Jimi Hendrix torradíssimo), Les Maledictus Sound, Basile, Visitors, Human Egg e a essencialíssima “Space Woman” de Hermans Rockets/Venus Gang.
01. Visitors “Visitors” 02. S.E.M. Studios “Ivresse Des Profondeurs” 03. Jesus “L’Electrocute” 04. Les Chats “Bizarre” 05. The Starlights “Mao Mao” 06. Basile “Itubo Del Anno” 07. Chico Magnetic Band “Pop Or Not” 08. Les Maledictus Sound “Kriminal Theme” 09. Jesus “Songe Mortuaire” 10. Basile “Engins Bizarres” 11. Human Egg “Onomatopaeia” 12. Les Monegasques “Psychose” 13. Chris Gallbert “Sing Sing” 14. Hermans Rockets “Space Woman” 15. Piranhas “La Turbie Pirhanienne” 16. Atlantide “Egg” 17. Les Maledictus Sound “Inside My Brain” 18. Afterlife “Sevret La Vielle Dame”
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VÁRIOS
Cloud Cuckooland
CD Finders Keepers – 16.50 eur13.50 eur
2LP Finders Keepers – 21.50 eur17.50 eur
Desconhecida para a maioria, a Kuckuck foi uma editora independente com uma longa duração de vida. A cargo do alemão Eckart Rahn, ajudado por Mike Sondeck e Sam Spence (de quem falámos há umas semanas, sobre “Sam Spence Sounds) foi até meados dos anos 1970 um espaço de exploração no rock alemão, enquadrando-se como é óbvio no krautrock e no kosmiche, por necessidade do tempo. Esta compilação, dedicada ao catálogo da editora até 1974, centra-se em sons dessa natureza. Mas os nomes são-nos praticamente todos desconhecidos, os sons podem ouvir-se como kosmiche, mas quase tudo está mais próximo de uma ideia de library music, reflexo da influência de Sam Spence e dos Moog que levou dos Estados Unidos para a Alemanha. Algo atípico em relação àquilo a que estamos habituados no rock alemão deste período, mas valente no campeonato da library music.
01. Antiteater “Opening” 02. Ihre Kinder “Stunden” 03. Out Of Focus “See How A White Negro Flies” 04. Sam Spence “Water World” 05. Ernst Schultz “Paranoia Picknick” 06. Sonny Hennig “1000 Tips zum Uberleben” 07. Ernst Schultz “10 Finger Blind” 08. Ihre Kinder “Komm Zu Dir” 09. Deuter “Der Turm” 10. Sam Spence “Ringo” 11. Antiteater “Memorn (Der Amerikanische Soldat)” 12. Armegeeddon “Oh Man” 13. Sam Spence “World As One” 14. Dueter Night “Rain” 15. Ernst Schultz “XY” 16. Lied Des Teufels “Nichts” 17. Antiteater “Intermezzo” 18. Out Of Focus “Blue Sunday Morning” 19. Ihre Kinder “The Dice” 20. Antiteater “Trauer La Mandragola”
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REENTRADAS DESTA SEMANA:
Chris Harwood “Nice To Meet Miss Christine [LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17.50 14.95 Chris Harwood “Wooden Ships / Hear What I Have To Say [7"]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 6.50 5.50 Jean-Claude Vannier “L´Enfant La Mouche Et Les Allumettes [7"]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 6.50 5.50 Lubos Fiser “Valerie And Her Week Of Wonders” (Finders Keepers) Bandas Sonoras, € 16.50 13.50 Maledictus Sound “Wedding Party [7"]” (Finders Keepers) Disco, € 6.50 5.50 Selda “Selda” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Absolute Belter [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 21.50 17.50
Vários “Cross Continental Record Raid Road Trip [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 21.50 17.50
Vários “Pomegranates” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Pomegranates [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 21.50 17.50
Vários “The Sound Of Wonder! – The First Wave Of Plugged-in Pop At The Pakistani Picture House” (Finders Keepers) Funk, € 16.50 13.50
Vários “The Sound Of Wonder! – The First Wave Of Plugged-in Pop At The Pakistani Picture House [2LP]” (Finders Keepers) Funk, € 21.50 17.50
Vários “Well Hung – Funk-Rock Eruptions From Beneath Communist Hungary – Volume I” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Well Hung – Funk-Rock Eruptions From Beneath Communist Hungary – Volume I [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 21.50 17.50
AINDA EM STOCK:
Billy Green “Stone [LP]” (Finders Keepers) Funk, € 17.50 14.95 Ersen “Ersen” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50 Galwad Y Mynydd “Galwad Y Mynydd” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50 J. P. Massiera “Horrific Child” (Finders Keepers) Pop/Rock, €16.50 13.50 J. P. Massiera “Horrific Child [LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17.50 14.95 Jean Claude Vennier “L´Enfant Assassin Des Mouches” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50 John Hill “6 Moons Of Jupiter” (Finders Keepers) Jazz, € 16.50 13.50 John Hill “6 Moons Of Jupiter [LP]” (Finders Keepers) Jazz, € 17.50 14.95 Mustafa Özkent “Genclik Ile Elele” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50 Sam Spence “Sam Spence Sounds” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50 Science Fiction Dance Party “Dance With Action [LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17.95 Vampires Of Dartmoore, The “Dracula´s Music Cabinet” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Absolute Belter” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “B-Music – Drive In, Turn On, Freak Out” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Welsh Rare Beat” (Finders Keepers) Funk, € 16.50 13.50
Vários “Welsh Rare Beat 2” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Vários “Willows Songs” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 16.50 13.50
Chris Harwood “Nice To Meet Miss Christine [LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 14,95
Chris Harwood “Wooden Ships / Hear What I Have To Say [7"]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 5,5
Jean-Claude Vannier “L´Enfant La Mouche Et Les Allumettes [7"]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 5,5
Lubos Fiser “Valerie And Her Week Of Wonders” (Finders Keepers) Bandas Sonoras, € 13,5
Maledictus Sound “Wedding Party [7"]” (Finders Keepers) Disco, € 5,5
Selda “Selda” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 13,5
Vários “Absolute Belter [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17,5 Vários “Cross Continental Record Raid Road Trip [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17,5
Vários “Pomegranates” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 13,5
Vários “Pomegranates [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17,5
Vários “The Sound Of Wonder! – The First Wave Of Plugged-in Pop At The Pakistani Picture House” (Finders Keepers) Funk, € 13,5
Vários “The Sound Of Wonder! – The First Wave Of Plugged-in Pop At The Pakistani Picture House [2LP]” (Finders Keepers) Funk, € 17,5
Vários “Well Hung” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 13,5
Vários “Well Hung – Funk-Rock Eruptions From Beneath Communist Hungary – Volume I [2LP]” (Finders Keepers) Pop/Rock, € 17,5
SPUR Spur Of The Moments
LP Drag City (Edição Limitada) – 18.50 eur13.95 eur
Novamente, a parceria Drag City / Galactic Zoo surpreende. Através de reedições de discos do universo folk/psych/garage norte-americano, têm revelado nomes desconhecidos, surpreendentes, regra geral perdidos em edições de prensagem privada ou escassa para abastecer o mercado futuro. Depois de discos de J.T., George-Edwards Group, chegam-nos agora os Spur, autores de um dos discos mais procurados do universo psych americano, “Spur Of The Moment”. Este “Spur Of The Moments” é uma espécie de best-of da banda, com os melhores temas de “Spur Of The Moment” (e são, garantidamente, os melhores) e outro material igualmente impressionante. O mais admirável nesta edição é a versatilidade entre géneros que os Spur se movimentavam. Entre 1969-72 fizeram folk, garage, psych e country a piscar o olho aos Grateful Dead. Alguns temas são poderosos, como “Modern Era” ou “Time Is Now” e, no seu todo, “Spur Of The Moments” é um reflexo de um período de ouro da família do rock e do blues norte-americano. Uma edição imperdível (até porque, nestes lançamentos, a Drag City edita sempre em quantidades limitadas; ao contrário de seu próprio catálogo), mais uma iguaria que nos chega de uma editora que tem um olho que nunca falha quando olha para o passado. E há bónus: no LP estão incluídas as liner notes de “Spur Of The Moment”, de humor refinado à volta da gravação do disco e do resultado.
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KRIS KRISTOFFERSON Please Don’t Tell Me How The Story Ends: The Publishing Demos 1968-72
CD+Livro Light In The Attic -16.50 eur12.95 eur
2LP Light In The Attic – 34.50 eur28.50 eur
Nos dias de hoje, o nome de Kris Kristofferson fará eco apenas para quem segue com atenção o cinema americano – foi actor para Scorsese e Peckinpah, por exemplo. Contudo, até há pouco tempo, o seu nome também era relevante no panorama musical (talvez mais por “A Star Is Born”), sendo ainda considerado hoje uma lenda do country, graças a “Me And Bobby McGee”, por exemplo. A história da sua luta pela música também poderia inspirar um bom biopic: foi contínuo na Columbia, numa altura em que tanto Johnny Cash ou Bob Dylan gravavam os seus álbums marcantes. Enquanto desempenhava as suas tarefas de limpeza, Kris Kristofferson tentava inspirar-se no mundo que o rodeava, absorvendo os génios e as criações que passavam pelos estúdios, tudo isso enquanto começava a escrever as suas próprias canções – Johnny Cash, Janis Joplin, Ray Stevens ou Bob Dylan foram alguns dos muitos músicos que cantaram as suas obras. Contudo, até à edição do seu segundo álbum em 1971 e uma ida ao festival de Isle Of Wight (depois de uma primeira tentativa frustante), o sucesso parecia apenas aparecer à sua frente na boca de outros cantores. Com a benção do próprio músico, a Light In The Attic celebra as 50 edições lançando o seu maior disco até à data. Uma recolha de demos gravadas entre 1968 e 72, nunca publicadas ou ouvidas, quando Kristofferson era mais solicitado como fazedor de hit singles do que um autor de maiores méritos. O lado instrospectivo e íntimo, e muito mais biográfico que as suas “outras obras” – ouça-se a versão original de “If You Don’t Like Hank Williams” para se perceber a passagem do tempo -, é o que mais assombra nesta colecção, refazendo um pouco a história que possuíamos deste texano nascido em 1936. Como sempre, edição exemplar com um livro de 60 páginas com fotos, biografia, tutorial do próprio Kristofferson às suas canções e testemunhos de Dennis Hopper e Merle Haggard. Histórico!
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People Like Us & Wobbly Music For The Fire
CD Illegal Art -13.95 eur12.50 eur
Longe, muito longe, de serem estranhos, People Like Us e Wobbly decidiram unir algumas peças soltas dos muitos anos de colaborações e diálogos, forçando aquilo que pareceria ser apenas mais uma compilação. Errado, claro. Seria muito ingénuo da parte de Vicki Bennett e Jon Leidecker – e da nossa – julgar que a matéria prima não seria tocada e manipulada vezes sem conta mais uma vez. Bastaram poucas sessões ao vivo para as coisas encaixarem todas num festim plunderphonic de proporções épicas. Mas há uma noção de composição que puxa o luxoo deste disco, como se fosse mais importante o fim do que os meios. E, mesmo que isso tenha sido sempre algo que tenha acontecido, agora há um maior foco e atitude, provavelmente fruto de mais de 12 anos de trabalho conjunto. Exotica, ping-pong de samples, música ambiental caleidoscópica, The Carpenters, muito humor, tudo dentro de um shaker de cocktails que não faria sentido estar noutra editora que não na Illegal Art. Já agora, relembramos que os planos do catálogo é extingirem os seus discos no final deste ano, portanto… Se hesitarem, estarão fora de jogo.
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Procurem os discos comentados neste blog em www.flur.pt ou através do email loja(a)flur.pt. O stock dos discos refere-se apenas à data dos respectivos posts.
FLUR Discos
Av Inf D Henrique, Armazém B4
Santa Apolónia, Lisboa
metro: Santa Apolónia
bus: 12-28-35-706-745-759-781-794