Quinta-feira, 15 Dezembro, 2011
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Etiquetas: Lust, lust 679, Top
Um ano particularmente bom nesta família de música. Se é utópico, hoje em dia, procurar avanços declarados em direcção ao futuro da música (e é aqui que eles deveriam acontecer), é totalmente legítimo celebrar quem utiliza as suas referências ou liberdade de expressão de forma pessoal, dedicada e, até genial. 2011 brilhou também pela consistência de algumas gravações feitas em Portugal – pessoas em quem confiamos e que operam, artisticamente, a um nível que já não pode ser encarado como “a versão portuguesa de…”. Neste sector, Pedro Magina, Calhau! e a dupla incendiária Sei Miguel / Pedro Gomes gravaram alguma da música que mais nos entusiasmou este ano (e, por favor, não vamos cair no erro de a encerrar apenas em 2011) e vincaram bem as respectivas personalidades musicais. Sobre outras escolhas poderão ler mais abaixo o que pensamos que é mais importante partilhar convosco. Uma lista de 10, aqui, funciona por conveniência – gostámos de mais música mas não vamos aborrecer-vos com isso. Se a curiosidade faz parte da vossa natureza procurem ouvir aqueles discos que não conhecem, são todos bons.
: )

A Winged Victory For The Sullen A Winged Victory For The Sullen
CD Erased Tapes - 15.50 eur 12.50 eur
LP Erased Tapes – 18.95 eur 14.50 eur
Disco belíssimo – não há volta a dar. Os discos preferidos do ano costumam precisar de uma ideia de robustez, às vezes falsa, para aguentar a exposição a todos que consomem e, mais importante, ajuizam estas listas. Mas esta estreia ergue-se da fragilidade, da teia finíssima de emoções entre o piano crepuscular de Dustin O’Halloran, os ambientes electro-estáticos de Adam Wiltzie (ex-Stars Of The Lid) e pequenos apontamentos de câmara. Ouvir este disco, no meio destes todos, é como receber um raio de sol através de um vitral colorido.
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Alva Noto + Ryuichi Sakamoto Summvs
CD raster-noton – 17.50 eur 13.95 eur
Desenganem-se se acham que está tudo dito e feito entre Nicolai e Sakamoto. Depois do habitual momento de dúvida, a audição de “Summvs” esclarece-nos que há ainda ideias incríveis para explorar. E se excluirmos a magnífica carta fora do baralho com o Ensemble Modern – se não têm “utp_” não devem ler mais linhas deste texto! -, este disco pode bem incluir a melhor música que os dois já fizeram em conjunto. Com rara minúcia de artesão, “Summvs” é um dos álbums mais perfeitos e acabados do ano, longe, bem longe, do paradigma da electrónica + piano que muitos julgam possuir.
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Calhau! Quadrologia Pentacónica
LP Rafflesia – 13.50 eur
Parece vir de um mundo parado, mas isso é só a ideia de quem nunca viu Calhau! ao vivo. Este álbum joga, em primeiro lugar, com as palavras e o sentido das mesmas. Depois, exibe artesanato electrónico que, em vez de anacrónico, excita a imaginação para fantasias surreais no presente. “Quadrologia Pentacónica” chegou imediatamente aos nossos corações com apelo certificado de futurismo victoriano, um objecto simultaneamente clássico e vanguardista. Calhau! inventa.
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James Ferraro Far Side Virtual
LP Hippos In Tanks – 15.50 eur
Nos últimos três anos, grande parte da música pop feita deve muito a James Ferraro e ao seu trabalho com Spencer Clark nos Skaters. Passou também a receber mais atenção porque finalmente se dedicou a edições com maior visibilidade, fora do universo das cassetes e dos CDRs. Este “Far Side Virtual” não é certamente o disco que se esperava, mas é uma abordagem visionária à forma como tratar a library music no século XXI. Isto em cima de um discurso inteligente que Ferraro sempre teve mas ao qual só há pouco se começou a prestar alguma atenção.
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Kwjaz Kwjaz
LP Not Not Fun – 17.50 eur
“Kwjaz” aterrou como uma espécie de ovni no meio do Verão e com o tempo sedimentou-se como o lançamento mais forte da Not Not Fun (e não só) deste ano. Reedição de um álbum que havia saído em cassete no final do ano passado pela Brunch Groupe, editora da responsabilidade de Peter Berends, o mestre das colagens por detrás de Kwjaz, e Joe Knight (Rangers). Duas peças, uma para cada lado, que se trabalham como se fossem a abordagem a uma mixtape perfeita, com um jeito de Madlib a cruzar-se com outros universos, passagens por Jon Hassell, bossa, e um sentimento de algo tão fresco como os Skaters há quase uma década, mas a acontecer agora.
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Oneohtrix Point Never Replica
CD Software
LP Software – 17.50 eur
“Replica” é uma espécie de resposta à altura para quem achava que a fórmula OPN estava já perfeitamente descodificada, mesmo tendo na memória a estrondosa surpresa de “Returnal”, há um ano, na Mego. Música de anúncios de TV, de arquivo, mastigada por uma ideia pessoal de sampling à Nurse With Wound, tudo montado e retrabalhado como se fosse necessário acreditar que “Blade Runner” precisaria de uma nova banda sonora. Para quem chegou a pensar que a música de Lopatin se resumia a voos ambientais planantes, “Replica” desenha-nos um dos mais ricos, intrincados e perpétuos álbuns do ano.
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Pedro Magina Nineteen Hundred And Eighty Five
Cassete Not Not Fun
A cena cósmica foi intensa, em 2011, e gostámos muito de vários discos porque somos tolos por esse som. Na tarefa difícil de escolher um representante, elegemos Pedro Magina não apenas por razões sentimentais (esta é a nossa selecção do ano, totalmente parcial) mas porque a delicada e íntima composição de Magina tocou-nos de forma mais evidente. As pulsações rítmicas e sucessão de ondas ambientais construiram um álbum sério de movimentação cósmica, não somente mera contemplação. Saiu apenas em cassete, para alguns privilegiados que mantêm vivo o formato.
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Roll The Dice In Dust
CD Leaf – 15.95 eur 11.95 eur
2LP+CD Leaf
Se com o álbum homónimo, no ano passado, já vislumbrávamos o céu, com “In Dust” viajamos pelas estrelas e descobrimos um cosmos cheio de imagens, cores, formas e movimento. Grande parte das vezes é um movimento em espiral, mas é essa rota irregular que nos faz entrar em hipnose, celebração e êxtase, como se o delírio de “E2-E4” se tivesse fragmentado em mil pedaços autónomos. Houve um punhado de discos assim, mas nenhum com esta magnitude épica irrepreensível.
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Sei Miguel & Pedro Gomes Turbina Anthem
CD / LP NoBusiness
Durante este ano, este foi um dos concertos mais aguardados, mais esperados, mais desejados por todos os que encontraram este disco nas suas vidas. Parecia urgente ver ao vivo como este encontro pôde acontecer um dia, como se precisássemos dessa prova para termos toda a certeza da sua música. Mas não houve nenhum concerto; porque a descarga emocional deste “Turbina Anthem” é irreproduzível e circunscrita a um tempo e local específicos. Resta-nos o milagre de estúdio que testemunhou uma comunhão perfeita entre o trompete rochedo de Sei Miguel e a dança acústica e eléctrica da guitarra de Pedro Gomes. Um dos discos de 2011, sim, mas acabará por ser bem mais que isso daqui por uns anos.
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Tim Hecker Ravedeath, 1972
CD Kranky – 16.50 eur 12.50 eur
2LP Kranky – Temporariamente indisponível
“Ravedeath 1972” ridicularizou toda a nossa admiração por Tim Hecker. Sabiamos que o músico canadiano seria capaz de se ultrapassar, mas talvez não esperássemos que fizesse uma obra-prima absoluta, capaz de entrar numa lista de melhores da década, escorraçando de imediato todos os pretendentes que o desejem beliscar. Música ambiental, quase sagrada, processada com veludo, mas também gritos eléctricos, dilacerados em conjunto com Ben Frost – porventura um dos cúmplices do milagre.
+ 10 ELECTRÒNICA / EXPERIMENTAL
- Driphouse “Spectrum 008″ (Spectrum Spools) -LP 22.50 eur 18.50 eur
- Eliane Radigue “Transamorem – Transmortem” (Important) – CD 11.50 eur
- Evil Madness “Super Great Love” (Editions Mego) – CD 16.50 eur 12.95 eur
- Forma “Forma” (Spectrum Spools)
- Kreng “Grimoire” (Miasmah) – CD 15.50 eur 11.95 eur
- Leyland Kirby “Intrigue & Stuff” Vol. 1″ (History Always Favours The Winners)
- Mark Fell “Manitutshu” (Editions Mego) – 2LP 21.50 eur 17.95 eur
- Mika Vainio “Life (… It Eats You Up)” (Editions Mego) – CD 16.50 eur 12.50 eur / 2LP 26.50 eur 21.95 eur
- Ricardo Donoso “Progress Chance” (Digitalis) – LP 16.50 eur
- Vladislav Delay “Vantaa” (raster-noton) – CD brevemente disponível
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Terça-feira, 13 Dezembro, 2011
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ÁLBUNS
CARLOS PAREDES Guitarra Portuguesa (Drag City)
CARLOS PAREDES Movimento Perpétuo (Drag City)
JAMES BLAKE Enough Thunder (Atlas)
B FACHADA B Fachada (2011) (Mbari)
THEO PARRISH Parallel Dimensions (Ubiquity)
SINGLES
SOFT ROCKS We Hunt Buffalo Now + Andrew Weatherall rmx (ESP Institute)
SANGUE DE CRISTO (PHOTONZ + TIAGO) Ponta do Mato / Cova do Vapor (One Eyed Jacks)
RAMIREZ(DEAN BLUNT) A.M.Y. (Rush Hour)
PHOTONZ WEO / Chunk Hiss (Príncipe)
dRUMMAN The Quasar E.P. (Lux Rec)
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Quarta-feira, 7 Dezembro, 2011
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Aquilo que parece bombástico num ano isolado perde completamente o impacto quando analisado num contexto mais abrangente. É assim que o álbum mais vendido no nosso primeiro ano de vida é meramente 51º na lista dos 10 anos agrupados; outro primeiro incontestado, no terceiro ano, é apenas 21º: “Enter The Spektrum” dos Spektrum. Encontramos vários outros exemplos, basta comparar.
Sem mais demoras, uma palavra especial para o álbum mais vendido de sempre na Flur: “Gala Drop” de Gala Drop. É impressionante. Todo o nosso entusiasmo expresso num primeiro lugar conquistado a pulso – o disco saiu em 2008 apenas em CD, depois saiu em LP, mas só neste ano de 2011 ultrapassou todos os outros porque como bom álbum que é não perde o apelo depois de terminada a época mais propícia. De forma semelhante, o primeiro álbum de Lindstrom & Prins Thomas mantém-se como novo símbolo da mistura ideal de disco com prog rock e chill out, símbolo também do novo paradigma nas pistas de dança e no gosto de quem dança. Ajudou a abrir o caminho que, hoje, possibilita o sucesso de Horse Meat Disco em Lisboa. Antes ainda, em 2002, esse caminho foi iniciado pelo álbum de Metro Area, ainda bem representado em 16º lugar nesta lista. Foi quando boogie e disco começaram a vencer ainda em plena era electroclash. Depois, com LCD Soundsystem à cabeça, a DFA foi sempre presença importante nas nossas vendas, não apenas nos anos em que LCD editavam álbuns mas também através de vários maxis (Rapture, Still Going, The Juan Maclean, Shit Robot, Hercules And Love Affair, etc.). 2 Many DJs sobreviveram como melhor testemunho do período em que os mash ups abriram novo território na música popular, como a plataforma 9 e 3/4 na estação de comboios nos filmes de Harry Potter. O disco ainda transmite uma energia impossível de conter.
Seria complicado e aborrecido prolongarmos o comentário à lista de 100, mas, tal como nas listas anuais, pode ter piada olharem para isto como um pedaço de história na qual se poderão ou não rever. Nós vivemos mais ou menos intensamente 10 anos de música em disco e ao vivo na cidade de Lisboa, ajudámos a divulgar discos importantes e, assim, através desta lista de vendas nós conseguimos ver concertos muito populares, fenómenos de imprensa e de rádio, fenómenos locais de carinho e popularidade (Gala Drop e Aquaparque, por exemplo), noites incríveis e música que vários DJs tocaram muitas vezes em vários locais da cidade e que definiu a noite de Lisboa. Para além disso, cada um de nós, individualmente, comprou muitos dos discos que aqui aparecem. Se não o fizeram, talvez não faça sentido continuar a ler porque a vossa vida foi outra.


1-10
Gala Drop “Gala Drop” (Gala Drop) CD/LP
Lindstrom & Prins Thomas “Lindstrom & Prins Thomas” (Eskimo) CD/3LP
Isolée “We Are Monster” (Playhouse) CD/3LP
Panda Bear “Person Pitch” (Paw Tracks) CD/2LP
Lindstrom “It’s A Feedelity Affair” (Smalltown Supersound) CD
LCD Soundsystem “LCD Soundsystem” (DFA / EMI) 2CD/2LP
2 Many DJs “As Heard On Radio Soulwax Pt. 2″ (PIAS) CD
Antony And The Johnsons “I Am A Bird Now” (Secretly Canadian / Rough Trade) CD/LP
Fujiya Miyagi “Transparent Things” (Tirk) CD
Colder “Again” (Output) CD+DVD/LP
11-20

Map Of Africa “Map Of Africa” (Whatever We Want) CD/LP
Chromatics “Night Drive OST” (Italians Do It Better) CD/2LP
Panda Bear “Tomboy” (Paw Tracks) CD/LP/4LP
Burial “Untrue” (Hyperdub) CD/2LP
LCD Soundsystem “Sound Of SIlver” (DFA / EMI) CD/2LP
Metro Area “Metro Area” (Environ / EMI) CD/2LP
Bill Callahan “Sometimes I Wish We Were An Eagle” (Drag City) CD/LP
Burial “Burial” (Hyperdub) CD/2LP
Animal Collective “Merriweather Post Pavilion” (Domino) CD/2LP
Quiet Village “Silent Movie” (!K7) CD/LP
21-30

Spektrum “Enter The Spektrum” (Nonstop / Playhouse) CD/2LP
Moritz Von Oswald Trio “Vertical Ascent” (Honest Jon’s) CD/2LP
Tosca “Dehli9″ (!K7 / G-Stone) 2CD
Jamie Lidell “Multiply” (Warp) CD/LP
M.I.A. “Arular” (XL) CD/2LP
Dâm-Funk “Toeachizown” (Stones Throw) 2CD/5LP
Hercules And Love Affair “Hercules And Love Affair” (DFA / EMI) CD/2LP
Villalobos “Fizheuer Zieheuer” (Playhouse) CD/LP
!!! (Chk Chk Chk) “Louden Up Now” (Touch And Go / Warp) CD/2LP
Matthew Dear “Asa Breed” (Ghostly International) CD/2LP
31-40


Swayzak “Dirty Dancing” (!K7) CD/2LP
Young Marble Giants “Colossal Youth” (Domino) 3CD+LIVRO
Aloe Blacc “Good Things” (Stones Throw) CD/LP
Colder “Heat” (Output) CD/LP
Nicolas Jaar “Space Is Only Noise” (Circus Company) CD/LP
Luomo “The Present Lover” (Force Tracks / Kinetic) CD/3LP
Arthur Russell “The World Of Arthur Russell” (Soul Jazz) CD/3LP
Tiga “Sexor” (Different) CD/3LP
Nouvelle Vague “Nouvelle Vague” (Peacefrog / New Sound Dimensions) CD
41-50

Gala Drop “Overcoat Heat” (Golf Channel) 12″
Villalobos “Alcachofa” (Playhouse) CD/3LP
Flanger “Spirituals” (Nonplace) CD/LP
Spektrum “Fun At The Gymkhana Club” (Nonstop) CD/2CD
Rhythm & Sound “See Mi Yah” (Burial Mix) CD/LP/7×7″
Vários “The DFA Remixes Chapter One” (DFA / EMI / Astralwerks) CD/2LP
Manuel Gõttsching “E2-E4 – 25th Anniversary Limited Edition” (Mg. Art) CD
Kode9 + The Spaceape “Memories Of The Future” (Hyperdub) CD/2LP
Skream “Skream!” (Tempa) CD/3LP
Mayer Hawthorne “A Strange Arrangement” (Stones Throw) CD/2LP
51-60

Dzihan & Kamien “Gran Riserva” (Couch) CD/3LP
Tiga “Pleasure From The Bass” (Different) 12″
The Juan Maclean “Less Than Human” (DFA / EMI) CD/2LP
Animal Collective “Feels” (Fat Cat) CD/2LP
LCD Soundsystem “This Is Happening” (DFA/ EMI) CD/2LP
Kelley Polar “Love Songs Of The Hanging Gardens” (Environ) CD
Róisín Murphy “Ruby Blue” (Echo) CD
The XX “The XX” (Young Turks) CD/LP
Matias Aguayo “Ay Ay Ay” (Kompakt) CD/2LP
David Sylvian “Manafon” (Samadhisound) CD/2LP
61-70

Root 70 “Heaps Dub” (Nonplace) CD/LP
The Cinematic Orchestra “Everyday” (Ninja Tune) CD/2LP
Ellen Allien & Apparat “Orchestra Of Bubbles” (Bpitch Control) CD/2LP
Vários “Channel 2″ (Output) CD
Thievery Corporation “The Richest Man In Babylon” (Eighteenth Street Lounge) CD/4LP
Pop Dell’Arte “Querelle” (Bloop) 12″
Gui Boratto “Chromophobia” (Kompakt) CD/2LP
Gotan Project “La Revancha Del Tango” (Ya Basta) CD/2LP
Matthew Herbert Big Band “Goodbye Swingtime” (Accidental) CD
Rhythm & Sound “See Mi Yah Remixes” (Burial Mix) CD
71-80

Cat Power “Jukebox” (Matador) CD/LP
Pantha Du Prince “This Bliss” (Dial) CD/2LP
Fat Freddys Drop “Based On A True Story” (Kartel) CD/2LP
Ricardo Villalobos “Fabric 36″ (Fabric) CD
Nuspirit Helsinki “Nuspirit Helsinki” (Guidance) CD/2LP
Bill Callahan “Apocalypse” (Drag City) CD/LP
Erlend Oye / Vários “DJ-Kicks” (!K7) CD
Albert Ayler “Holy Ghost” (Revenant) CAIXA 9CD
Joanna Newsom “Have One On Me” (Drag City) 3CD/3LP
Khonnor “Handwriting” (Type) CD/LP
81-90

Lindstrom & Prins Thomas “Reinterpretations” (Eskimo) CD
Two Banks Of Four “Three Street Worlds” (Red Egyptian) CD/2LP
Fennesz “Black Sea” (Touch) CD
Vários “DFA Records Holiday Mix 2005″ (DFA / EMI) CD
The Field “From Here We Go Sublime” (Kompakt) CD
Isolée “Western Store” (Playhouse) CD
Aquaparque “É Isso Aí” (Aquaboogie) CD
Dancin’ Days / Vários “First Re-edit Collection” (Dancin’ Days) CD
The Books “Lost And Safe” (Tomlab) CD
Zongamin “Zongamin” (XL) CD/2LP
91-100

Glass Candy “B/E/A/T/B/O/X” (Italians Do It Better) CD/LP
Jazzanova “In Between” (Compost) CD/3LP
Final Fantasy “He Poos Clouds” (Tomlab) CD/LP
Tiefschwarz / Vários “Misch Masch” (Fine / Four) 2CD
Gui Boratto “Take My Breath Away” (Kompakt) CD/2LP
Dirty Sound System / Vários “Dirty Edits Vol. 1″ (Dirty) CD
TV On The Radio “Return To Cookie Mountain” (4AD) CD/LP
Kelley Polar “I Need You To Hold On While The Sky Is Falling” (Environ) CD
Lindstrom & Christabelle “Real Life Is No Cool” (Smalltown Supersound) CD/2CD/LP
Playgroup “Playgroup” (Source) 2CD/2LP
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Terça-feira, 6 Dezembro, 2011
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ANO VI
4 DEZEMBRO 2006 > 3 DEZEMBRO 2007

Vários discos importantes para nós neste ano marcado por reedições imprescindíveis: “Colossal Youth” de Young Marble Giants não conhecia reedição há bastante tempo e, embora nunca tivesse esgotado desde que foi editado em CD, faltava a dedicação enciclopédica da Domino para fazer justiça a este clássico absoluto da pop; “E2-E4″, de Manuel Göttsching, é uma gravação mais ou menos da mesma época, é um dos mais incríveis mantras espaciais que já ouvimos e inspirou a cena house baleárica para um dos seus grandes hits (”Sueño Latino”, em 1989); não menos importante é o primeiro maxi do catálogo português Bloop (que seguiu entretanto outra direcção), a reedição de “Querelle” dos Pop Dell’Arte, muito festejada. Lindstrom mantém preponderância nas nossas listas de vendas com uma espécie de reedição, também, já que “It’s A Feedlity Affair” reúne maxis anteriormente editados pela Feedelity. LCD Soundsystem nunca estiveram mais abaixo do 4º lugar nas nossas vendas, sempre que saía um álbum – “Sound Of Silver” está logo abaixo de dois fenómenos que trabalhámos com paixão neste ano: o álbum de estreia de Map Of Africa, a banda de DJ Harvey (bateria e voz), e “Person Pitch” de Panda Bear, o álbum em que o músico norte-americano residente em Lisboa transcendeu o alcance que os Animal Collective (o seu grupo) já tinham conseguido estabelecer. Lisboa, pelo menos, devolveu o amor.
1. Lindstrom “It’s A Feedelity Affair” (Smalltown Supersound) CD
2. Map Of Africa “Map Of Africa” (Whatever We Want) CD/LP
3. Panda Bear “Person Pitch” (Paw Tracks) CD/2LP
4. LCD Soundsystem “Sound Of Silver” (DFA / EMI) CD/2LP
5. Young Marble Giants “Colossal Youth” – Reedição (Domino) 3CD
6. Manuel Göttsching “E2-E4 – 25th Anniversary Limited Edition” (Mg.Art) CD
7. Lindstrom & Prins Thomas “Reinterpretations” (Eskimo) CD
8. Spektrum “Fun At The Gymkhana Club” (Nonstop) CD/2CD
9. Villalobos “Fizheuer Zieheuer” (Playhouse) CD/LP
10. Pop Dell’Arte “Querelle” – Reedição (Bloop) 12″
ANO VII
4 DEZEMBRO 2007 > 3 DEZEMBRO 2008

Burial e Kelley Polar de novo presentes, Quiet Village confirmam a enorme expectativa gerada pelos maxis dois anos antes e prolongam a emoção provocada pelos discos da Whatever We Want (Map Of Africa no ano anterior). Três fenómenos indie meteóricos, todos muito orientados para dançar: Hercules And Love Affair em primeiro lugar (o álbum tem a voz de Antony, o que ajuda a explicar a posição) reforçam a DFA como uma editora sempre importante nos nossos expositores ao longo destes 10 anos; Vampire Weekend transmitiam, via Nova Iorque, um som africano mais pop do que aquilo a que estavamos habituados; MGMT representam uma nova ideia de psicadelismo pop sem vergonha de aproveitar elementos do som maximal que fez a reputação de editoras como Kitsuné e Ed Banger. Máximo impacto. Num lado mais sossegado da pop, ainda electrónica, dois álbuns da Italians Do It Better foram quase unânimes nas compras de quem nos visitou durante este ano. Chromatics e Glass Candy faziam um som retro muito europeu (apesar de serem norte-americanos), nostálgico e encantadoramente sintético. Cat Power marca a sua presença como nobreza indie incontornável, mas o OVNI autêntico, nesta lista, é a superior caixa com 9 CDs de Albert Ayler, uma retrospectiva luxuosa e ambiciosa que ombreou com os simples álbuns mortais de que já falámos. Em Junho de 2008 começou a ser emitido pela Rádio Oxigénio o nosso podcast semanal chamado Flash, sempre aos Domingos depois das 22h.
1. Hercules And Love Affair “Hercules And Love Affair” (DFA / EMI) CD
2. Quiet Village “Silent Movie” (!K7) CD/LP
3. Chromatics “Night Drive OST” (Italians Do It Better) CD/2LP
4. Cat Power “Jukebox” – Edição Limitada (Matador) CD/2CD/LP
5. Burial “Untrue” (Hyperdub) CD/2LP
6. Vampire Weekend “Vampire Weekend” (XL) CD/LP
7. Glass Candy “B/E/A/T/B/O/X” (Italians Do It Better) CD/LP+7″
8. Kelley Polar “I Need You To Hold On While The Sky Is Falling” (Environ) CD
9. Albert Ayler “Holy Ghost – Rare And Unreleased Recordings 1962-1970 (Revenant) 9CD
10. MGMT “Oracular Spectacular” (Columbia) CD
ANO VIII
4 DEZEMBRO 2008 > 3 DEZEMBRO 2009

Sem disco de Panda Bear, coube aos Animal Collective manterem a chama da liberdade acesa. Começava a ser difícil atribuir posições de preferência aos álbuns da banda, por isso “Merriweather Post Pavilion” foi apenas a mais recente obra-prima. Perto do outro extremo dos 10+ aparecem The XX, fenómeno que juntou putos indie e pessoal mais velho ainda ligado, com prazer, ao som pop alternativo dos anos 80. Precisamente nessa zona, nessa época, David Sylvian escolheu abandonar a ribalta para se recolher num som cada vez mais pessoal (basta a sua voz). “Manafon” foi mais longe do que o habitual. Whatever We Want ainda quente, agora com um dos raros maxis em vinil que entram nos lugares de cima das nossas listas de vendas: House Of House. Lindstrom & Prins Thomas já quase nem merecem comentário, passaram a ser um dado adquirido; Moritz Von Oswald Trio justificou o apelo de super grupo (Vladislav Delay também faz parte do trio) e naturalmente entrega um grande álbum para ser fácil vaguear pelo Cosmos. Vocês gostaram muito e nós também. Bill Callahan gravou o nosso álbum de canções do ano e os seus fãs corresponderam; Gang Gang Dance explodiram para outro público na Warp (como Chk Chk Chk haviam feito antes). Para o fim, menção especial para dois grupos portugueses muito acarinhados e com expressão de vendas regular na Flur desde que começaram a editar discos: Gala Drop e Aquaparque, por motivos diferentes, chegaram a muito mais público do que esperavamos e, no caminho, roubaram (para sempre?) alguns corações. As listas de vendas de anos seguintes assim o comprovam. Neste ano aderimos pela primeira vez ao Record Store Day, em Abril, e fomos anfitriões, juntamente com a Bica do Sapato, de um encontro muito bonito de gente que gosta de música. O tempo não facilitou os exteriores mas foi o que aconteceu dentro de portas que nos comoveu.
1. Animal Collective “Merriweather Post Pavilion” (Domino) CD/2LP
2. Moritz Von Oswald Trio “Vertical Ascent” (Honest Jon’s) CD/2LP
3. Bill Callahan “Sometimes I Wish We Were An Eagle” (Drag City) CD/LP
4. Gang Gang Dance “Saint Dymphna” (Social Registry / Warp) CD/LP
5. Lindstrom & Prins Thomas “II” (Eskimo) CD/4LP
6. Gala Drop “Gala Drop” (Gala Drop) CD/LP
7. House Of House “Rushing To Paradise / The Rough Half” (Whatever We Want) 12″
8. Aquaparque “É Isso Aí” (Aquaboogie) CD
9. The XX “The XX” (Young Turks) CD/LP
10. David Sylvian “Manafon” (Samadhisound) CD/2LP/Caixa CD+DVD
ANO IX
4 DEZEMBRO 2009 > 3 DEZEMBRO 2010

LCD Soundsystem: check! (pela última vez) Gala Drop: check! Lindstrom (agora com a voz de Christabelle): check! Hyperdub (agora com King Midas Sound): check! Nomes familiares sempre muito bem recebidos por vocês. Gala Drop é quase inexplicável: mais de um ano depois da edição em CD, é o LP que tem grande expressão de vendas; para além disso, o maxi “Overcoat Heat”, em pouco mais de 3 semanas, tornou-se no disco de vinil mais vendido de sempre na Flur (posição que ainda mantém) e a editora Golf Channel herdou todo o interesse que as pessoas tinham na Whatever We Want (que não voltou a dar sinal de vida praticamente desde House Of House). The National tinham de aparecer neste top, tal a solidez da sua popularidade em Portugal; a nova expressão da soul, com dois discos na Stones Throw, dominou por completo um sector que sentiamos pouco vivo (em termos de vendas) desde “Multiply” de Jamie Lidell em 2005 – Mayer Hawthorne e Aloe Blacc tornaram-se quase instantaneamente fenómenos de popularidade, como sabe quem assistiu aos seus vários concertos em Lisboa e arredores. Um terceiro disco da Stones Throw (editora do ano, para nós) foi o elemento estranho nesta lista e logo no primeiro lugar: Dâm-Funk faz temas longos, o som é assumidamente retro, 100% sintético e homenageia uma época e um género que pouca gente, na realidade, conhecia bem – boogie, synth boogie, electro-funk, um som muito americano que Dâm-Funk veio traduzir para nós em disco e, mais do que uma vez, no Lux. Segundo ano de Record Store Day na Flur, de novo dentro de portas, desta vez apenas as da loja. Mais íntimo.
1. Dâm-Funk “Toeachizown” (Stones Throw) 2CD/5LP
2. LCD Soundsystem “This Is Happening” (DFA / EMI) CD/2LP
3. Lindstrom & Christabelle “Real Life Is No Cool” (Smalltown Supersound) CD/2CD/LP
4. Serge Gainsbourg “Histoire De Melody Nelson” – Reedição (Light In The Attic) CD/LP
5. The National “High Violet” (4AD) CD/LP
6. Gala Drop “Gala Drop” (Gala Drop) CD/LP
7. Gala Drop “Overcoat Heat” (Golf Channel) 12″
8. Aloe Blacc “Good Things” (Stones Throw) CD/2LP
9. King Midas Sound “Waiting For You” (Hyperdub) CD/2LP
10. Mayer Hawthorne “A Strange Arrangement” (Stones Throw) CD/2LP
ANO X
4 DEZEMBRO 2010 > 3 DEZEMBRO 2011

Panda Bear, incontestavelmente. Iniciou o ano com o álbum em edição normal e está a encerrá-lo com uma luxuosa caixa que expande o álbum + versões inéditas e singles para 4 LPs. Surpreendentemente, o recente concerto no Lux não teve a espectacular adesão esperada. Gala Drop prolongam o incrível resultado com “Overcoat Heat” e Aquaparque repetem o que haviam conseguido com “É Isso Aí” – levar esta interpretação de pop em português (agora mais acessível) a mais pessoas, e “Para Além do Bronze” é uma das canções do ano. Bill Callahan é tão consistente como Bonnie ‘Prince’ Billy, isto é, não falha nunca, e é mais especial porque menos regular no mercado; Martina Topley-Bird é uma espécie de aparição anacrónica, mas o modo como canções já com algum tempo são regravadas é suficiente para ganhar o seu lugar na contemporaneidade; Aloe Blacc repete boas vendas, muito mais gente o descobriu este ano; B Fachada é o novo rosto da trova pop lusitana e o facto de aparecer nesta lista de vendas não é de todo surpreendente. Por fim, três enormes hypes em 2011 mantiveram o seu nome no activo durante boa parte do ano: Nicolas Jaar e James Blake personificam uma nova geração de produtores que parte da música de dança para resultados muito mais sérios e, diríamos sem grande margem de erro, clássicos. Foram louvados um pouco por todo o lado e isso repercutiu-se no modo como os seus discos ajudaram a esvaziar os nossos expositores; Washed Out estende para um álbum completo as ideias em bruto no EP do ano anterior e em poucos meses ascende a um patamar de adoração pop incontestável para quem segue estas movimentações. Terceiro ano de celebração do Record Store Day na Flur, sempre em Abril, e desta vez houve Sol que contribuiu para uma magnífica tarde de música na esplanada da Bica do Sapato. Vocês apareceram, de novo, e quem veio tocar fê-lo de uma forma dedicada e, para nós, vital.
1. Panda Bear “Tomboy” (Paw Tracks) CD/LP/4LP
2. Nicolas Jaar “Space Is Only Noise” (Circus Company” ) CD/LP
3. Bill Callahan “Apocalypse” (Drag City) CD/LP
4. James Blake “James Blake” (Atlas) CD/LP
5. Martina Topley-Bird “Some Place Simple” (Honest Jon’s) CD
6. Washed Out “Within And Without” (Weird World / Domino) CD/LP
7. Aloe Blacc “Good Things” (Stones Throw) CD/LP
8. Gala Drop “Overcoat Heat” (Golf Channel) 12″
9. Aquaparque “Pintura Moderna” (Aquaboogie) CD
10. B Fachada “É Pra Meninos” (Mbari) CD
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Terça-feira, 6 Dezembro, 2011
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ANO I
4 DEZEMBRO 2001 > 3 DEZEMBRO 2002

Em 2001/2002 o paradigma era, claramente, o que se chamava genericamente nu jazz. O nosso top desse período reflecte isso sem margem para dúvidas. Música herdada de uma cultura em crescimento nos 5 anos anteriores, assente na divulgação das então já extintas XFM (rádio) e Contraverso (loja de discos) com apoio de alguma imprensa escrita. Expressões que hoje tanto nos afastam como lounge, chill out ou novas tendências eram os elementos de segurança para quem procurava esta música. Nós vendêmo-la. No número 8, Akufen era o único nome claramente fora da tendência. Convidámo-lo para uma festa no Lux em Setembro de 2002, as vendas do disco acabaram por espelhar o interesse gerado na época.
Em Maio de 2002 foi enviada a nossa primeira newsletter semanal (em formato arcaico) a que chamamos Lust, ou Mailing Lust, em referência à nossa inextinguível sofreguidão por música. Mais atrás, o nome Flur foi encontrado por uma feliz junção de letras que rapidamente se transformou em tributo não assumido a uma das bandas mais perfeitas de todos os tempos: Kraftwerk. Wolfgang Flur foi, durante muitos anos, elemento-chave (percussão, essencialmente) no grupo. Flur, na língua alemã (soubemos pouco depois), significa vestíbulo, hall, passagem, corredor, ala. Para muita gente, é o que nós somos.
1. Dzihan & Kamien “Gran Riserva” (Couch) CD/3LP
2. Nuspirit Helsinki “Nuspirit Helsinki” (Guidance) CD/2LP
3. Gotan Project “La Revancha Del Tango” (Ya Basta!) CD/2LP
4. Jazzanova “In Between” (Jazzanova / Compost) CD/3LP
5. Thievery Corporation “The Richest Man In Babylon” (Eighteenth Street Lounge) CD
6. The Cinematic Orchestra “Everyday” (Ninja Tune) CD
7. Akufen “My Way” (Force Inc) CD/3LP
8. Charles Webster “Born On The 24th Of July” (Peacefrog) CD/2LP
9. Herbert “Secondhand Sounds” (Peacefrog)2CD/3LP
10. Joseph Malik “Diverse” (Compost) CD/2LP
ANO II
4 DEZEMBRO 2002 > 3 DEZEMBRO 2003

Iniciámos este ano a comemorar o nosso primeiro aniversário no Lux com um set house do grande Rob Mello. Ano claramente de transição entre paradigmas, passava-se do nu jazz e chill out para o electro, que chegou para colocar em causa o acomodamento geral a música segura, pouco ou nada desafiadora, em muitos casos quase meramente decorativa e então já orientada para estilos de vida demasiado burgueses (restaurantes caros, design caro, objectos caros). Como toda a gente sabe, 2 Many DJs tornaram-se no expoente máximo desta vontade em quebrar as regras, olhar para o passado de uma outra forma, utilizar armas do adversário (mainstream) e fazê-las actuar em outra causa. Misturavam-se coisas outrora impensáveis (Kraftwerk e Whitney Houston, Missy Elliott e Metallica, etc.), ganhou-se o direito de manipular a cultura pop. 2 Many DJs estiveram no topo da nossa lista de vendas cumulativa durante alguns anos. Tosca, Herbert, Nicola Conte e Micatone representavam a velha ordem (embora Herbert seja sempre estranho nesse contexto) e editoras como a Output e a City Rockers (hoje chamada Crosstown Rebels) definiam uma nova era. Os Colder tinham tudo para agradar também a uma geração mais velha que crescera com Joy Division e New Order. Sam The Kid vendeu inesperadamente mais do que pensávamos e isso resultou de um grande trabalho de promoção da editora e do carinho que o público sentiu por música indubitavelmente portuguesa mas não como se conhecia antes. “New York Noise” indiciava toda a atenção que a música feita em Nova Iorque no passado e presente se preparava para receber em maior escala.
1. 2 Many DJs “As Heard On Radio Soulwax part 2 ” (PIAS) CD
2. Tosca “Dehli9″ (G-Stone / !K7) CD
3. Matthew Herbert Big Band “Goodbye Swingtime” (Accidental) CD
4. Colder “Again” (Output) CD+DVD/LP
5. Vários “Channel 2″ (Output) CD
6. Vários “New York Noise” (Soul Jazz) CD/2LP
7. Nicola Conte apresenta Rosalia de Souza “Garota Moderna” (Schema) CD
8. Sam The Kid “Beats Vol.1 – Amor” (Loop) CD
9. Micatone “Is You Is” (Sonar Kollektiv) CD/3LP
10. Vários “Futurism 2″ (City Rockers) CD
ANO III
4 DEZEMBRO 2003 > 3 DEZEMBRO 2004

O que aconteceu de impressionante neste ano foi um maxi-single em vinil vender mais do que a grande maioria de CDs. Tiga foi, durante o resto da década, o pin up electro favorito dos portugueses, mas “Pleasure From The Bass”, temos de dizer, foi tão longe porque recuperou um espírito house mais arrojado, acompanhou um certo revivalismo acid house que ainda não foi embora em 2011, fez muita gente feliz com a sua linha de baixo carismática. No entanto, eram os Tiefschwarz (aqui representados também em vinil) quem mais eficazmente representava a nascente cena electro house.
Discretamente, mas um claro sinal dos tempos, LCD Soundsystem revelavam o paradigma seguinte: música de dança e indie rock numa mesma entidade. A proeza, no nosso canto, foi terem expressão de vendas em vinil, com “Yeah”, um épico afirmativo em forma de mantra. !!! (Chk Chk Chk) equiparavam-se em som e impacto, uma unidade funk para os modernos tempos indie. Inesperadamente, uma compilação de Arthur Russell chegou perto do topo e, com estes três exemplos, percebia-se que Nova Iorque continuava a sua ascensão como centro nevrálgico de muito do que de mais importante acontecia na música popular. A Soul Jazz iniciou a sua série “New York Noise” e nós ajudámos a prestar tributo a esse período tão marcante (fim dos 70s – início dos 80s) com duas festas de apresentação do disco, ambas em Julho de 2004: no Lux, em Lisboa, com Zé Pedro Moura; no Aniki Bóbó, Porto, com Pedro Tenreiro.
Alguns fenómenos muito populares nesta lista: Spektrum ascenderam meteoricamente ao primeiro lugar (inseridos também na revolução punk funk) com uma combinação fogosa de pós-punk britânico e funk americano ; Erlend Oye foi o nerd mais acarinhado pela comunidade indie que perdia a vergonha de dançar; Dimitri From Paris falhou, de certa forma, um regresso triunfal (lá está, paradigma diferente); Nouvelle Vague e Scissor Sisters iniciavam o seu percurso (como Gotan Project haviam feito antes) como fenómenos de massa muito muito para além do nosso alcance.
1. Spektrum “Enter The Spektrum” (Nonstop / Playhouse) CD/2CD/2LP
2. Arthur Russell “The World Of Arthur Russell” (Soul Jazz) CD/3LP
3. Tiga “Pleasure From the Bass” (Different) 12″
4. !!! (Chk Chk Chk) “Louden Up Now” (Touch and Go / Warp) CD/2LP
5. Vários / Erlend Oye “DJ-Kicks (!K7) CD
6. Nouvelle Vague “Nouvelle Vague” (Peacefrog) CD/LP
7. Scissor Sisters “Scissor Sisters” (Polydor) CD
8. Dimitri From Paris “Cruising Attitude” (Discograph) CD
9. LCD Soundsystem “Yeah” (DFA) 12″
10. The Rapture “Sister Saviour – Black Strobe, Tiefschwarz rmxs” (Output / DFA) 12″
ANO IV
4 DEZEMBRO 2004 > 3 DEZEMBRO 2005

Este foi o ano em que as tendências se misturaram de forma mais confusa, na nossa lista de vendas. Janeiro marca o início de uma nova etapa para a Flur: distribuição de discos. “I Am A Bird Now” (Antony And The Johnsons) foi o primeiro grande trunfo e, como se sabe, um êxito automático em termos de público. Simbolizou a importância da melancolia no gosto musical dos portugueses, desviou as atenções da música electrónica e, na prática, iniciou um novo ciclo.
Muito perto, o álbum de estreia de LCD Soundsystem aproveitava o sucesso dos maxis para os reapresentar a um público não consumidor de vinil. Foi naturalmente bem sucedido, como foram todos os álbuns de LCD Soundsystem, por tudo aquilo com que a geração indie de James Murphy se identificava e tudo aquilo que ele conseguiu escrever de importante (foi muito) para gerações mais novas que se sentiam diferentes.
Colder seguravam a barra do antigo electro; Tiefschwarz solidificavam a presença do electro house; Róisín Murphy e Jamie Lidell interpretavam soul de uma forma fresca e, por vezes, genial; Isolée conseguia mostrar como a música electrónica de raiz alemã não tinha de ser monocórdica; Lindstrom & Prins Thomas chegavam, com alguma discrição, para dominar superiormente as nossa vendas dos anos seguintes.
Em Junho e Julho de 2005, como haviamos feito com “New York Noise” um ano antes, ajudámos a assinalar o lançamento de uma outra colectânea da Soul Jazz: “Acid: Can You Jack?”. Foram duas festas no Lux (Lisboa) e Passos Manuel (Porto) dedicadas ao som house original e suas derivações contemporâneas. Como sabe quem nos acompanha, o amor perdura. Essas festas coincidiram com uma residência que na altura mantinhamos no Lux e Passos Manuel através da noite Strawberry Force Fields Forever.
1. Isolée “We Are Monster” (Playhouse) CD/3LP
2. Antony And The Johnsons “I Am A Bird Now” (Secretly Canadian / Rough Trade) CD/LP
3. LCD Soundsystem “LCD Soundsystem” (DFA / EMI) CD/LP
4. Colder “Heat” (Output) CD
5. Jamie Lidell “Multiply” (Warp) CD/2LP
6. Róisín Murphy “Ruby Blue” (Echo) CD
7. M.I.A. “Arular” (XL) CD/2LP
8. Lindstrom & Prins Thomas “Lindstrom & Prins Thomas ” (Eskimo) CD/3LP
9. Vários / Tiefschwarz “Misch Masch” (Fine / Four) 2CD
10. Khonnor “Handwriting” (Type) CD/LP
ANO V
4 DEZEMBRO 2005 > 3 DEZEMBRO 2006

O ano de explosão do dubstep em formato álbum, com a Hyperdub representada por Burial (Kode9 + The Spaceape falharam os 10+ apenas por uma posição). Dub, aliás, teve expressão anormal na lista deste ano, com as remisturas para “See Mi Yah” de Rhythm & Sound e o surpreendente “Heaps Dub” de Root 70 na editora de Burnt Friedman a entrarem na lista. Mais acima, alguns fenómenos: Isolée confirmou a confiança que ganhou com o excelente “We Are Monster” no ano anterior; Tiga comprova o seu estatuto de fenómeno, já quase sozinho na sua zona aqui na loja; Ellen Allien, junto com Apparat, faz disparar o interesse que os seus álbuns gravados a solo nunca conseguiram suscitar; Kelley Polar e Fujiya Miyagi representam a expressão sempre presente da pop electrónica – “Transparent Things” passou desde logo a ser um dos discos mais vendidos na Flur; o mesmo sucedeu com o álbum homónimo de Lindstrom & Prins Thomas, símbolo máximo de uma nova viragem na música de dança. Assinalava o fim da hegemonia electro para recuperar, por um lado, a cena chill out que muita gente ainda sente e chamar a atenção para zonas estranhas do disco e space disco que, ainda hoje, alimentam as pistas de dança.
1. Fujiya Miyagi “Transparent Things” (Tirk) CD
2. Lindstrom & Prins Thomas “Lindstrom & Prins Thomas ” (Eskimo) CD
3. Tiga “Sexor” (Different) CD/2LP
4. Kelley Polar “Love Songs Of The Hanging Gardens” (Environ) CD
5. Ellen Allien & Apparat “Orchestra Of Bubbles” (Bpitch Control) CD/2LP
6. Root 70 “Heaps Dub” (Nonplace) CD/LP
7. Isolée “Western Store” (Playhouse) CD
8. Rhythm & Sound “See Mi Yah Remixes” (Burial Mix) CD
9. Burial “Burial” (Hyperdub) CD/2LP
10. Final Fantasy “He Poos Clouds” (Tomlab) CD/LP Read the rest of this entry »
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Terça-feira, 6 Dezembro, 2011
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MACHINEDRUM Room(s) (Planet Mu)
EXTRAWELT In Aufruhr (Cocoon)
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Segunda-feira, 28 Novembro, 2011
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Quarta-feira, 23 Novembro, 2011
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SPIKE Magic Table + Welcome Stranger’s Dance Club (Golf Channel)
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ONUR ENGIN Onur Engin Edits 5 (Onur Engin Edits)
JD TWITCH Let’s Get Lost Vol.9: Cumbia 2 (Let’s Get Lost)
FOUR TET Locked / Pyramid (Text)
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COS / MES & CHIDA 12 Inches For Japan (ESP Institute)
THEO PARRISH / BURNT FRIEDMAN Meets Mancingelani / Meet Zinja Hlungwani (Honest jon’s)
YSE SAINT LAUR’ANT Slow Joe / Harmonious Dischord / Alpha Glory (Pickpocket)
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Segunda-feira, 31 Outubro, 2011
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PARADIS Parfait Tirage / La Ballade de Jim (Beats In Space)
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Segunda-feira, 24 Outubro, 2011
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