Quarta-feira, 28 Novembro, 2018

STUFF COMBE Stuff Combe 5 + Percussion LP

€ 27,50 LP (2018 reissue) We Release Jazz

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Quarta-feira, 12 Setembro, 2018

JORGE BEN A Tábua De Esmeralda CD / LP

€ 14,95 CD (2018 reissue) Elemental Music

€ 22,50 LP (2018 reissue) Elemental Music

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“Tem uns dias que eu acordo pensando e querendo saber de onde vem o nosso impulso de sondar o Espaço.” Jorge Ben, tal como Tim Maia (até no mesmo ano, 1974), foi tocado pelas grandes questões existenciais que a todos assolam e colocou-as em música, em disco. Para além do Amor, já bem presente nos seus 10 álbuns anteriores, “A Tábua de Esmeralda” vai à Origem, ao Porquê, o antigo “de onde vimos e para onde vamos”. O disco é explicitamente baseado na obra hermética atribuída a Hermes Trismegisto, fundação da ciência alquímica e explicação da criação do Universo, mas não perde nunca de vista o principal objecto (sem objectificar) de beleza, tal como chega a nós através das canções de Ben: a mulher. A grande premissa de que o que está em cima é igual ao que está em baixo sugere a unificação de tudo o que existe sob uma única bandeira. Sem doutrinar em demasia, Jorge Ben introduz o tópico durante o fluxo de 12 canções incluídas em “A Tábua De Esmeralda”, algumas delas sem esconder um eco bem evidente na voz, fazendo-a perder-se no mesmo Espaço referido acima. As figuras icónicas que adornam a capa fixam a temática, mas não se pode ignorar uma canção em samba lento como “Eu Vou Torcer”, quase a definitiva celebração da vida que está ao nosso alcance, incluindo as “coisas úteis que se pode comprar com 10 cruzeiros”. No momento certo, as lágrimas chegam.

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Quarta-feira, 22 Agosto, 2018

SÉRGIO GODINHO À Queima Roupa CD

€ 7,50 CD Universal

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À Queima Roupa


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Quinta-feira, 22 Março, 2018

DEREK BAILEY Lot 74: Solo Improvisations LP

€ 17,95 LP (2018 reissue) Honest Jon’s

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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

BRIAN ENO Taking Tiger Mountain (By Strategy) CD / 2LP

€ 8,95 CD (Original Masters Series) Virgin / EMI

€ 33,50 2LP Virgin (2017 Remaster)

Continuação directa de “Here Come The Warm Jets”, mais escuro e menos festivo, onde Eno continua a explorar e a desenvolver a sua ideia de canção pop, aqui já a mostrar sinais de mutação para outra coisa qualquer.


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Quinta-feira, 16 Março, 2017

ROCCHI / CHIAROSI / FABOR Dramatest LP

€ 25,95 LP (2017 reissue) Schema

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SCEB955LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SCEB955LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SCEB955LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SCEB955LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SCEB955LP-5.mp3]

Mais notícias de Itália. A dos anos 1970, diga-se, e da sua electrónica/library pelas mãos da já suspeita Schema. É uma compilação a quatro mãos disfarçada em seis, Oscar Rocchi e Chiarosi são a mesma pessoa. A segunda/terceira é Fabio Fabor. “Dramatest” foi editado originalmente em 1974 e na altura era uma espécie de colecção/catálogo de música electrónica / experimental / library concebida por Rocchi e Fabor. Ao todo são catorze peças que são uma viagem sintetizada e concisa ao experimentalismo electrónico da época. O que é fantástico em “Dramatest” é a sua coesão dramática e narrativa, apesar de ser uma junção de temas que tocam em vários territórios, há um alinhamento e um processo muito pensado para que tudo faça sentido como um álbum: e é, afinal, um álbum. Há o thriller e o suspense em sons para filmes nunca feitos, há experimentalismo puro que toca em algum que ainda é feito neste século. O ambiente é tudo. E apesar de – sabemos – existir um massacre regular destas edições e do “catálogo italiano”, este é daqueles que não pode fugir. “Dramatest” não se pode perder no ruído do passado.

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Terça-feira, 29 Novembro, 2016

MANUEL GÖTTSCHING Inventions For Electric Guitar LP

€ 23,50 LP (2016 reissue) MG.Art

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MGART901-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MGART901-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MGART901-3.mp3]

Gravado em 1975, “Inventions For Electric Guitar” é o primeiro álbum a solo de Manuel Göttsching, que na altura surgiu ainda com o nome Ash Ra Tempel. Tal como “New Age Of Earth”, do qual falámos na semana passada, “Inventions For Electric Guitar” é um álbum à frente do seu tempo, que explora de forma impressionante as potencialidades da guitarra eléctrica. A marca de Göttsching é a habitual, é redentora a forma como usa o instrumento e lhe dá uma progressão cósmica que em 2016 podemos dizer que é patenteada pelo músico. Seja numa aventura mais ficção científica, como “Echo Waves” ou na viagem planante de “Quasarsphere”, lembrando um Vangelis mais contido ou um Brian Eno no seu “Ambient 1”. O que separa Göttsching dos outros é a sua visão e o carácter definitivo que a sua música tem, como se aquilo que conseguiu nos seus melhores álbuns fosse uma concretização da perfeição. Ele sabia de certeza o que estava a fazer. Agora, 41 anos depois, “Inventions For Electric Guitar” continua a ser trabalho de um génio.

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Segunda-feira, 25 Julho, 2016

JORGE BEN A Tábua De Esmeralda LP

€ 33,95 LP (2010 reissue) Polysom

[audio:http://www.flur.pt/mp3/330561-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/330561-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/330561-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/330561-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/330561-5.mp3]

“Tem uns dias que eu acordo pensando e querendo saber de onde vem o nosso impulso de sondar o Espaço.” Jorge Ben, tal como Tim Maia (até no mesmo ano, 1974), foi tocado pelas grandes questões existenciais que a todos assolam e colocou-as em música, em disco. Para além do Amor, já bem presente nos seus 10 álbuns anteriores, “A Tábua de Esmeralda” vai à Origem, ao Porquê, o antigo “de onde vimos e para onde vamos”. O disco é explicitamente baseado na obra hermética atribuída a Hermes Trismegisto, fundação da ciência alquímica e explicação da criação do Universo, mas não perde nunca de vista o principal objecto (sem objectificar) de beleza, tal como chega a nós através das canções de Ben: a mulher. A grande premissa de que o que está em cima é igual ao que está em baixo sugere a unificação de tudo o que existe sob uma única bandeira. Sem doutrinar em demasia, Jorge Ben introduz o tópico durante o fluxo de 12 canções incluídas em “A Tábua De Esmeralda”, algumas delas sem esconder um eco bem evidente na voz, fazendo-a perder-se no mesmo Espaço referido acima. As figuras icónicas que adornam a capa fixam a temática, mas não se pode ignorar uma canção em samba lento como “Eu Vou Torcer”, quase a definitiva celebração da vida que está ao nosso alcance, incluindo as “coisas úteis que se pode comprar com 10 cruzeiros”. No momento certo, as lágrimas chegam.

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Segunda-feira, 18 Abril, 2016

SVEN LIBAEK Solar Flares LP

€ 25,50 LP (2009 reissue) Votary

[audio:http://www.flur.pt/mp3/VOT007LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VOT007LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VOT007LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VOT007LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/VOT007LP-5.mp3]

Há lugares comuns que não conseguimos evitar. Ao longo de anos Sven Libaek é regular nas nossas prateleiras, não só porque há mais de uma década que nos deparámos com algumas reedições suas e alguns de nós começaram a explorar com mais afinco o universo da library (há sempre uma porta de entrada) e porque ao longo destes anos os seus discos retêm uma magia inigualável, arranjos magníficos que ultrapassam alguns estigmas da library. Em “Solar Flares” há muita magia a acontecer, orquestrações lindíssimas, tudo no sítio para ser outra coisa qualquer e, de repente, uma wah wah de guitarra que nos transporta para um mood mais light. “Solar Flares” é um clássico que mistura orquestra/jazz/cosmos e que oferece uma visão plural da librarly music. E voltámos a ter exemplares deste clássico, que a Votary reeditou em vinil há uns aninhos. Imperdível. E imperdoável passar uma vida sem ouvir isto uma vez.

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Quinta-feira, 14 Abril, 2016

FRANÇOISE HARDY Mon Amie La Rose CD / LP

€ 16,50 CD (2015 reissue) Future Days Recordings

€ 22,95 LP (2015 reissue) Future Days Recordings

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FDR616-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FDR616-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FDR616-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FDR616-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FDR616-5.mp3]

A primeira metade da década de 60 foi especialmente produtiva, em termos de edições, para Françoise Hardy, voz para sempre ligada à chanson mas frequentemente em transcendência do caminho seguro de que os pais gostavam. Os álbuns em língua francesa (praticamente um por ano) que ela gravava por esta época reuniam EPs populares no formato pop por excelência: single de 45 rpm. Em 1874, Hardy entrava no Festival da Eurovisão e a sua visibilidade começava a disparar, com um papel num filme de Roger Vadim, uma dedicatória de Dylan e uma viagem ao outro lado do Canal da Mancha para gravar em inglês. São canções, mas Hardy não estava propriamente satisfeita com os arranjos e “Mon Amie La Rose” representa uma certa transição, não só para outras paragens mas para outras soluções, isso nota-se ao escutar o álbum completo. O ouvinte escolhe: pode ser canção tradicional, folk, pode ser psych, pode ser Phil Spector, ou apenas sexy. Parte de uma série de reedições da família Light In The Attic, tal como tem acontecido com Lizzy Mercier Descloux.

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Quinta-feira, 3 Março, 2016

HAMILTON BOHANNON South African Man (Pt. 1) 7″

€ 3,00 7″ EMI Electrola (1C006-96390)

Exemplares originais da edição alemã de 1974 / Original German 1974 release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
South African Man Pt.1

Em 1974, nesta faixa, todo o som carismático de Bohannon parecia já formado: o pedal de bateria bem metronómico, a voz suave em repetições curtos, baixo muito forte. Não precisamos de teorizar sobre o som de Bohannon, é possivelmente daqui que emanam os grooves de Chic e Talking Heads / Tom Tom Club (aliás, estes últimos dizem claramente o seu nome em “Genius Of Love”). “South African Man” junta o incrível motor rítmico a uma mensagem discreta: “south african man / help him if you can / south african man / make it a better land”. Coros femininos repetem, em tom grave, “South Africa” e sobra bastante espaço ainda para as guitarras brilharem e uma linha de orgão aparecer quase do nada. Génio. Para nós: suor e espanto.

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Sexta-feira, 1 Maio, 2015

ENNIO MORRICONE Il Sorriso Del Grande Tentatore LP

€ 27,50 € 25,50 LP (2015 reissue) Roundtable

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ROMA103LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ROMA103LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ROMA103LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ROMA103LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ROMA103LP-5.mp3]

A Roundtable tem feito um exímio trabalho na edição de alguns trabalhos/banda-sonoras italianas que estavam há algum tempo fora do radar. Este “Il Sorriso Del Grande Tentatore” (1974) de Ennio Morricone é um registo completamente fora do típico do compositor. É verdade que há discos semelhantes, como também é verdade que nesta fase Morricone conseguia quase sempre surpreender a cada banda-sonora que compunha, não necessariamente pela qualidade (embora a maioria fosse sempre acima da média) mas por uma versatilidade estonteante que ia buscar facilmente elementos à pop/rock da altura como incorporava elementos da música clássica num registo composicional próximo da electrónica que se fazia então. Este disco está mais próximo do clássico, com uma parte instrumental que fica completamente abafada pelos cânticos, que são em si a estrutura base de praticamente todos os temas. Os cânticos conduzem-nos com um som completamente moderno, quase como ecos de música ambiental misturada com terror. Há momentos que parecem library vocal com níveis cósmicos que não nos lembramos agora de encontrar noutra obra de Morricone. É a primeira vez que é editado em vinil desde a sua edição original.

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Segunda-feira, 6 Outubro, 2014

FELA KUTI Confusion LP

€ 18,50 LP (2014 reissue) Knitting Factory Records


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Segunda-feira, 15 Setembro, 2014

ZAPPA / MOTHERS Roxy & Elsewhere CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZAPPA0238522-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZAPPA0238522-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZAPPA0238522-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZAPPA0238522-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZAPPA0238522-5.mp3]

“Over-Nite Sensation”, o seu único álbum em 1973, e “Apostrophe”, logo a seguir, foram dois lados de uma moeda cheia de canções rock perfeitas, onde o jazz já estava assimilado na totalidade. Nada de corpos estranhos ou de híbridos mutantes: apesar de estar sempre em evolução, Zappa provava estar à altura de tudo aquilo que poderiam exigir dele. E se fosse preciso ainda provar mais qualquer coisa, Zappa era um showman como poucos, que em palco parecia estar no seu habitat natural – e sabemos o quanto o estúdio foi sempre o resguardo seguro para a sua música. No final de 1973, as três datas no Roxy Theatre, em Hollywood, forneceram o maior número de temas para este disco, mesmo que alguns dos instrumentos tenham tido um segundo take em estúdio – a obsessão pela perfeição há muito que estava instalada na sua arte. “Roxy & Elsewhere” mostra como Zappa se movimentava em palco, em conversas com o público, apresentando as suas canções ou fazendo paralelismos humorísticos com os temas. Uma descontração incrível quando estas canções são autênticos exercícios técnicos de nota 10: quando os temas arrancam ficamos siderados com a complexidade das composições. “Be-Bop Tango” ou “Dummy Up” são encenações alucinantes que começam a mostrar uma teatralidade que aparecerá com força nos anos seguintes. Este foi mais um duplo-álbum, com mais uma versão incrível dos Mothers, que brilha na discografia dos anos 70, após a fase inicial e a fase fusão.

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Quinta-feira, 17 Julho, 2014

CAN Soon Over Babaluma CD / LP

€ 16,50 € 9,95 CD (reissue 2007) Spoon / Mute

€ 23,50 LP (reissue 2014) Spoon / Mute

O elemento biográfico mais significativo de “Soon Over Babaluma” é a ausência de um vocalista vagabundo-poeta como tinha acontecido em praticamente toda a discografia da banda até então. Por isso, e não só, “Babaluma” é muitas vezes visto como o primeiro álbum a evitar dos Can, por ser aquele logo a seguir à trilogia mágica (“Tago Mago”, “Ege Bamyasi” e “Future Days”) e por marcar claramente um novo período da banda, onde a liberdade de outrora não é tão sentida, mas não é por isso que deixa de estar tão presente. Uma coisa é verdade, e isso já se sente em “Future Days” – e levemente em “Ege Bamyasi” -, é que a partir daqui o som dos Can fica muito mais electrónico e a funcionar menos com aquela orgânica primata dos discos anteriores, onde sons e ritmos crus desenhavam momentos que nunca se tinham experienciado. Este “Babaluma” não marca o fim de nada, marca sim o início de uma fase onde o jazz (“Splash”) e os sons de então contaminam como nunca a música dos Can e eles absorvem isso à sua maneira e constroem as suas canções como sempre construíram: não precisamos de saber que Liebezeit está lá para ouvi-lo e a guitarra de Karoli reconhece-se só com um ouvido. Mas mais do que essa absorção – ou esse passo em frente – o que de melhor acontece em “Soon Over Babaluma” é a percepção de que tanto Malcolm Mooney e Damo Suzuki são insubstituíveis e que não vale a pena sequer tentar replicá-los ou construir um som que fosse base disso. Pelo processo de trabalho que se conhece dos Can sabe-se que eles não precisam de reconstruir o seu som para isto caber e fazer sentido, apenas precisaram de aceitar essa realidade. E essa aceitação sente-se e ouve-se em “Babaluma”. É um disco que as enciclopédias nunca irão valorizar – porque o trabalho dos Can é extenso e riquíssimo – mas que é tão essencial como qualquer outro disco dos Can até então.

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Quinta-feira, 14 Novembro, 2013

OLIVER SAIN Bus Stop + Nightime 7″

€ 6,00 7″ Contempo (CS.2026)

<a href="http://www.youtube.com/watch?v=Mu-NfoPBf_E?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6lJqLzVg3yY?hl=en"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/plugins/images/play-tub.png" alt="Play" style="border:0px;" /></a>

Exemplares originais de 1974 em excelente estado / Original 1974 UK release. EXC! Sound clips not from actual copy.

Ambas as faixas neste disco representam o LP “Bus Stop” (1974) do multi-instrumentista nascido no Mississipi e infelizmente já desaparecido em 2003. Disco-funk pesado no lado A, freakout de sax (um dos seus instrumentos) e teclas em modo selvagem Stevie Wonder, enquanto “Nightime” respeita o título em forma de balada instrumental absolutamente desarmante. A voz é completamente dispensada pelo protagonismo e – diriamos – alma dos sopros, que carregam tudo até um ensaio de groove mesmo no final. produto do Sul norte-americano, de onde muito boa música saiu e foi mesmo, em anos mais recentes, mitificada por editoras aruivistas como a jazzman e Soul Jazz, por exemplo.

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Sexta-feira, 22 Junho, 2012

RÉSONANCE OK Chicago + Yellow Train 7″

€ 8,95 7″ (Reedição) Polydor  ENCOMENDAR

Um Santo Graal disco-funk que nunca o foi verdadeiramente. Há alguns anos já se dizia que este 7″ era relativamente fácil de encontrar em França e nem sequer era caro. Não seria tão garantido em outros países e isso talvez justifique, como em casos semelhantes, esta reedição. A tradição francesa de funk e disco com influências norte-americanas mas com personalidade muito europeia está perfeitamente representada: “OK Chicago” soa ao clássico tema de perseguição num policial tenso, completo com sirenes e metralhadoras, e “Yellow Train” prolonga o efeito com apito de comboio a sugerir algum sucesso na fuga. Mega-orgasmatron de percussão (faz lembrar “Drums Power” de Traks, uns anos mais tarde, com adrenalina mais carregada), perfeito para impôr aquele clima marcial de que as pistas tanto necessitam para que toda a gente sinta de onde vem a música que se dança.


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