Quinta-feira, 21 Fevereiro, 2019

SCIENTIST In The Kingdom Of Dub LP

€ 23,50 LP (2018 reissue) Superior Viaduct

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Mapa de certo território (há nomes de ruas e números de portas, nos títulos), a terra-mãe, Kingston na Jamaica. Scientist editou estes dubs em 1981 e na lista de músicos constam Sly & Robbie a reforçar o skank e o drum & bass. Batucada, efeitos e todos os recursos técnicos de um mestre da arte de transformar música em mensagens para o Espaço. Pouca história, muita história.


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Quinta-feira, 31 Janeiro, 2019

JORGE BEN Bem Vinda Amizade LP

€ 21,50 LP (2018 reissue) Miss You

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Jorge Ben em 1981 era na mesma Jorge Ben. Com um twist mais pop próprio da época, isso podemos ouvir por exemplo em “Santa Clara Clareou” (“Com toda a beleza celestial…”). As claps sintéticas em “Oe Oe (Faz O Carro De Boi Na Estrada)” também mostram 1981. Os Aaa característicos do cantar de Ben abrem sempre para o Sol, o prolongamento de palavras no final de frases é tão seu e tão bonito – a espécie de balada boogie que é “Lorraine” derrete qualquer coisa, amolece, torna terno. Resumido em “Para Que Digladiar”. “Alcança esperança contra a aliança da vingança…” Caraças.


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Quinta-feira, 27 Setembro, 2018

COLORED MUSIC Colored Music CD / LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) WRWTFWW

€ 24,95 LP (2018 reissue) WRWTFWW

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM:
Colored Music

Como sempre, difícil reduzir um álbum como “Colored Music” a um estilo específico. Em 1981 era certamente pop, um híbrido entre new wave, dub, disco e synth-punk, com passagem por momentos mais paisagísticos. Álbum elegante, facilmente fora de maneirismos de época que encontramos em muitos discos desse período, interpretando de forma discreta essa fusão entre rock e dança (um pouco questionável dizer isto, já que o rock n roll parece ter nascido exactamente como música para dançar). “Anticipation” e “Sanctuary” soam um pouco como algo que poderia ter saído, anos mais tarde, pela Disques Du Crépuscule. Pop esclarecida, se assim lhe quiserem chamar, “Colored Music” é um álbum que não revela especialmente o Oriente (e quando o faz, em “Ei Sei Raku”, acontece de modo tão bizarro que acaba por soar proveniente de um local incerto onde os Residents se encontram.

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Quinta-feira, 5 Julho, 2018

MKWAJU ENSEMBLE (MIDORI TAKADA) Ki-Motion CD / LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) WRWTFWW

€ 24,50 LP (2018 reissue) WRWTFWW

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Cronologicamente, “Ki-Motion” é anterior aos dois álbuns até agora reeditados de Midori Takada. Este é o seu ensemble em gravações de 1981, buscando em África a inspiração para o minimalismo rítmico que ouvimos. Marimba, vibrafone e outros instrumentos de percussão tecem uma narrativa auto-explicativa que começa e termina na noção de ritmo como espelho da vida. “Angwora Steps” destaca-se das restantes composições pela intensidade do tom e a ambiência gorda de uma espécie de big band de percussão. Por associação, na procura de referências, ouvimos ecos de algumas bandas sonoras com cenários no Oriente (“Merry Christmas Mr. lawrence” de Ryuichi Sakamoto ou “The Killing Fields” de Mike Oldfield, por exemplo), ainda uma vaga memória de Jon Hassell, mas o modo como Midori Takada conduz este salto entre continentes (África – Ásia) é conciso e percorre o seu próprio caminho. Menos ambiental que “Through The Looking Glass” e “Lunar Cruise”, “Ki-Motion” procura reflectir a dinâmica natural da energia vital Ki que, de acordo com a tradição oriental, percorre todas as coisas. Muito especial.

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Terça-feira, 15 Maio, 2018

DAF Gold Und Liebe LP

€ 20,50  LP (2018 reissue) Grönland

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Este álbum de 1981 nunca foi efectivamente ultrapassado por gerações subsequentes de Body music. “Verschwend Deine Jugend” e a sua linha de baixo distorcida tornou-se padrão para incontáveis reproduções EBM não apenas de ambos os lados do Atlântico mas também no Japão, por exemplo, com DRP ou 2nd Communication. A opção minimalista pela utilização de bateria e sintetizador, frequentemente em modo pré-gravado, com Robert Görl na bateria e Gabi delgado na voz e postura física de frente de palco. A tendência para germanizar esta música é fácil de entender, mas o que fica registado é sobretudo música com enorme carga física, largamente catártica, ainda que em momentos pareça exacerbação de um universo exclusivamente masculino (“Ich Will” ou “Muskel”). “Absolute Korperkontrolle” resume e conceptualiza a abordagem, retomada mais tarde, em 1985, com o título traduzido para “Absolute Body Control” (também o nome adoptado por um dos projectos industriais filiados nos Klinik, na Bélgica). Justificada e gloriosamente influente, “Gold Und Liebe” relembra de onde vem muita da música electrónica de dança que hoje escutamos, adicionando a estética Homo hoje removida de pudor e nem sempre aparente para quem ouvia DAF nos 80s. Diabo no corpo.

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Terça-feira, 8 Maio, 2018

ANDREAS GROSSER Venite Visum CD / 2LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) Running Back

€ 20,50 2LP (2018 reissue) Running Back

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As limitações impostas pelo sistema político na antiga Alemanha de Leste não impediam as pessoas de receber inspiração do exterior, procurá-la, até. A música de Andreas Grosser era claramente um produto da Alemanha Cósmica da década de 70, com o bónus de Grosser trabalhar na reparação e venda de instrumentos electrónicos. É actualmente o Líder Supremo na reparação e actualização de microfones de outras eras, continuando a entregar o seu amor a peças de equipamento que precisam de viver e sobreviver. para além de uma colaboração com Klaus Schulze em 1987, a sua única obra registada é a cassete “Venite Visum”, de 1981, aqui revista pela Running Back na inauguração da nova série Incantations. A ciência em exposição nestes sons é conhecida, os arranjos procuram alcançar recantos ainda remotos nessa época, e o que se realça é a constante pertinência do que alguns chamam “space music”, quando se torna claro (e aqui isso acontece bastante cedo) que a música não se destina è mera funcionalidade ou ilustração mas estende-se em construções narrativas próprias. Familiar e simultaneamente longínquo.

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Quinta-feira, 26 Abril, 2018

BANDA DO CASACO Natação Obrigatória 7″

€ 10,00 7″ (11C 008-40550) EMI

Exemplares originais da edição portuguesa de 1981 / Original 1981 Portuguese release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

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Natação Obrigatória

Não fosse o ano já tardio (1981) e esta canção incrível seria de intervenção. É, no entanto, de protesto, e um protesto que não perdeu relevância. A letra tem tudo de revolucionário, e não apenas no sentido político do termo, e a música abana com vigor o que se conhecia habitualmente como pop. 5 minutos e 40 é uma duração respeitável para single de 7″, e isso serve para maximizar a invenção instrumental. E “mal a gente vem ao mundo, logo a gente vai ao fundo” é uma frase que define com bastante acutilância a condição do indivíduo. O resto do texto é ironia superlativa em forma de comentário socio-político. A voz quase desaparece após os 3 minutos, outra coisa estranha numa canção pop. A nós faltam as palavras. É brilhante. Exemplares originais em muito bom estado, é possível no entanto que se note um pouco de ruído de superfície.

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Sexta-feira, 20 Abril, 2018

SEÑORA Señora LP

€ 19,50 LP (2018 reissue) Growing Bin

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Terça-feira, 3 Abril, 2018

TYNDALL Traumland LP

€ 17,50 LP (2018 reissue) Bureau B

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Segundo álbum catalogado de Tyndall, ainda na Sky records 8onde editaram, aliás, quatro LPs). Infinito padrão cósmico germânico da época (1981), com referências que podemos reconhecer de Kraftwerk mas também de Cluster. Som extremamente sintético e espacial, em linha com a extrema necessidade de futuro que muita música procurava exprimir nesses anos. Nada de espectacular a assinalar num álbum que, apesar disso (mania de esperarmos sempre avanços radicais), mantém um nível melódico e harmónico muito consistente. Queremos dizer com isso que Tyndall não cederam ao obviamente popular mas aproximaram-se bastante de uma ideia abstracta de pop que, especialmente nos 90s, teve continuação forte com nomes dedicados como Schlammpeitziger. Ainda ouvimos pioneirismo nestes grooves.

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Quinta-feira, 21 Dezembro, 2017

RICHARD HOROWITZ Eros In Arabia LP

€ 24,50 LP (2017 reissue) Freedom To Spend

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FTS004-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTS004-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTS004-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTS004-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FTS004-5.mp3]

Nada de estranhar a presença de Jon Hassell na ficha técnica (“tuning assistance”) neste fascinante álbum editado originalmente em 1981 (LP e cassete). A editora de Pete Swanson retoma o assunto em 2017, aumentando o poder do exotismo global (quase sempre próximo de África ou Oriente) nos tempos de hoje. Muitas linhas já foram certamente escritas sobre a necessidade escapista actual, o apelo de locais exóticos e longínquos acessíveis através da música, o esgotamento de fórmulas ocidentais, etc, mas não desejamos de todo que a conjuntura distraia do disco em questão, tornando-se mais importante a discussão do que a própria música. “Eros In Arabia” é informado por uma série de técnicas da vanguarda nova iorquina, já de si a procurar distância dos cânones do ocidente, e o universo acústico sofre, assim, processamentos vários, deslocando, em primeiro lugar, a música do ocidente para, depois, a tornar a deslocar do Oriente (Java, por exemplo) para parte incerta, através da pós-produção. Os 21 minutos de “Elephant Dance” deveriam ser suficientes para conquistar os ouvidos. Premissa minimalista com vários tons de vibrafone (memórias de Steve Reich) que depois se transforma, gradualmente, numa marcha ritual inundada de luz.

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Terça-feira, 5 Dezembro, 2017

A CERTAIN RATIO To Each CD

€ 14,50 CD (2017 reissue) Mute

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Quinta-feira, 19 Outubro, 2017

JON HASSELL Dream Theory In Malaya: Fourth World Volume Two CD / LP

€ 16,50 € 11,95 (-38%) CD (2017 reissue) Glitterbeat

€ 18,50 LP (+ CD) (2017 reissue) Glitterbeat

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Depois de há algum tempo ter sido reeditado o primeiro volume de “Fourth World”, o magnífico “Possible Musics featuring Brian Eno”, chega a vez do segundo, o brilhante e onírico “Dream Theory In Malaya”, inspirado pelo trabalho do antropólogo Kilton Stewart. Jon Hassell cria uma série de paisagens irreais a partir de ritmos que fundem água e electrónica, algures entre a ficção científica e uma fantasia absorvida pelo fascínio de rituais e processos locais. Um mundo de cores e sensações, entre repetição e harmonia.


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Sexta-feira, 11 Agosto, 2017

YELLO Claro Que Si – remaster series CD

€ 9,95 € 7,95 CD (2005 remaster) Vertigo / Universal

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Segundo álbum, ainda na Ralph Records, um prolongamento das ideias de “Solid Pleasure” com início bombástico (“Daily Disco”, magnífico). Boris Blank e Dieter Meier, ainda com Carlos Peron nas fitas magnéticas, exploravam mais território virgem a partir de uma base electrónica em direcção a paraísos exóticos. “She’s Got A Gun” é composto como se de um filme negro se tratasse, narrativa grave como o típico detective-narrador. Todo o álbum se aplica em vergar regras da pop, utilizando alguns fundamentos (ritmo, sobretudo) para introduzir ideias e soluções que aderem como se já fossem clássicas. “The Lorry” é um bom exemplo desse vaudeville pop; “Homer Hossa” cai em 2017 perfeitamente em sintonia com a música exótica que andamos a ouvir e a vender – óptima fantasia oriental que faz descolar do assento em trânsito para o outro lado do mundo. “Pinball Cha Cha” termina o álbum original e seguem-se 6 extras.


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Quarta-feira, 21 Junho, 2017

AMOS AND SARA Sing: The Private World Of Amos LP

€ 20,50 LP (2017 reissue) Sing A Song Fighter

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SASF011-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SASF011-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SASF011-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SASF011-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SASF011-5.mp3]


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Terça-feira, 28 Fevereiro, 2017

COLIN NEWMAN Provisionally Entitled The Singing Fish 2CD / LP

€ 13,95 2CD (2016 reissue) Sensient Sonics

€ 14,95 LP (2016 reissue) Sensient Sonics

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SS03-04-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS03-04-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS03-04-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS03-04-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SS03-04-5.mp3]

O segundo álbum a solo de Newman, editado pela 4AD em 1981, mostra uma clara fuga à pop, ou antes, uma subversão desta no seu próprio terreno. De novo um tipo de produção que recorda o que Martin Hannett fez com os Joy Division e New Order (mais aparente, talvez, em “Fish 5″), mas esse é um só elemento neste conjunto de canções quase exclusivamente instrumentais, entre peças ambientais e outras que exploram uma abordagem vanguardista e exótica na composição de canções. Próximo também de certas experiências dub dos XTC, registadas em “Explode Together”. Álbum livre, belo manifesto da personalidade inicial da 4AD. O CD duplo inclui 20 faixas extra, 15 das quais inéditas. O LP respeita o alinhamento do original.

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Sexta-feira, 6 Janeiro, 2017

MINIMAL COMPACT Minimal Compact MLP

€ 16,50 MLP (2016 reissue) Crammed Discs

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CRAM015-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM015-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM015-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM015-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM015-5.mp3]

Este abriu a discografia dos Minimal Compact em 1981. Zona normalmente difícil, em retrospectiva, aquela proximidade com dark wave, uma saída do pós-punk em direcção a algo que não é bem indie, tem uma aura mais artística. “Minimal Compact” carrega bem o adn da época, com o tom sério até em palavras fraternas como estas: “Everyone says business is bad. Friendship has always been more important. That’s what produces the music.” Este excerto pertence a “Ready-Made Diary”, tem uma sombra que recorda Tuxedomoon, mas o conjunto das cinco canções assenta numa base bem sólida de baixo e bateria. Força nostálgica, há que notar bem. Não é um disco à frente do seu tempo, é um disco do seu tempo. Para fãs.

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Quinta-feira, 13 Outubro, 2016

SUN Force Of Nature LP

€ 12,00 LP Capitol / EMI Electrola (1C064-86347)

Exemplares originais da prensagem alemã de 1981 / Original 1981 German pressing. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
On My Radio
Guiding Light
Love Baby Love
Force Of Nature
This Is What You Wanted

Começando pela faixa-título, tudo logo lá nos locais esperados da escala e na medida certa. Linha de baixo super sintética, voz em modo coro, incitação à dança, batida mid-tempo e um ambiente geral de descontracção de quem tem a festa controlada (e aqui descontracção e controle não são opostos). O fundador Byron Byrd tocou em outras bandas com músicos que depois viriam a integrar os Ohio Players, mas Sun era a sua visão mais particular, interessado como era em engenharia aeroespacial. Não faltam referências a um universo plástico futurista que sugere, olhando para a capa, algo herdado de Parliament / Funkadelic e dos Cylons da série “Galactica”. Álbum de groove por excelência, o sexto da banda que dois anos antes editara o magnífico “Radiation Level”. Em “On My Radio” canta-se “If you got that feeling, got that funky feeling, get up out your seat”, e sabe quem navega por estas zonas que este tipo de letra é um standard em discos de dança que se destinam, sobretudo, a motivar quem ouve para a experiência física e libertadora de movimento, desinibição. Não há segredos escondidos nem meias palavras. “Guiding Light” explica a devoção dirigida a quem nos acompanha e escuta os nossos stresses. “Well well, you got a problem, i can tell” e, depois, “As long as there is light there is love”. A habitual balada (pelo menos uma) que costuma quebrar a máquina de groove nestes álbuns aparece aqui claramente na forma de “Love Baby Love”, mas até isso é meio ilusório, porque pouco depois a batida compassada leva o sentimento para a pista de dança. Recorda o grande “Passion” de Prince Charles. Para nós, tudo dito. Oiçam o resto e decidam.

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Terça-feira, 24 Maio, 2016

THE DURUTTI COLUMN LC 2CD / 2LP

€ 16,50 € 13,95 2CD Factory Benelux

€ 27,50 € 25,50 2LP Factory Benelux

[audio:http://www.flur.pt/mp3/FBN10CD1-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FBN10CD1-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FBN10CD1-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FBN10CD1-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/FBN10CD1-5.mp3]

Recentemente, tornou-se público que Vini Reilly estava muito doente, incapacitado para continuar a fazer aquilo que tão bem fez durante grande parte da sua vida. A onda de solidariedade foi assinalável e, de um momento para o outro, a música de Durutti Column passou a estar presente na cabeça de muitos. Percebe-se agora a onda de reedições e a falta de material novo. Mas esta não é uma missão humanitária, simplesmente: há um défice muito grande da sua discografia – atingida permanentemente pela desgraça, também -, e qualquer peça nova que se junte à sua obra é mais do que bem-vinda. Até porque, e é isso que interessa para aqui, a sua música continua a soar tão fresca e tão original como na altura em que a ouvimos pela primeira vez. Surpresa? Talvez, pois é o tempo é mais do que essencial para estarmos seguros disto. “LC” aparece com estrondo numa versão dupla, que junta um sem número de extras – são 23, senhoras e senhores! – mais do que apetecíveis, entre singles, temas de compilações e versões alternativas. Foi o segundo álbum da sua carreira, editado em Novembro de 1981, e tem uma modernidade avassaladora, directa, sem desvios e sem adornos desnecessários. A relação de Reilly com Martin Hannett tinha-se desvanecido e começava uma outra, de maior e próxima relação – é com Bruce Mitchell que encontra um ritmo próprio que casaria na perfeição nos sempre oblíquos arranjos de Durutti Column. Depois destes anos todos, talvez ainda não se tenha descoberto com exactidão o estilo desta música. Se para os fãs esta é uma edição mais que obrigatória – e ouvi-la novamente, passados alguns anos de pousio, é emocionante -, para o público que vai começando a perceber o que se passou, este momento é de absoluta importância. Eis um daqueles discos especiais como há poucos.

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Quarta-feira, 20 Abril, 2016

THE HONEYMOON KILLERS Les Tueurs De La Lune De Miel LP

€ 15,95 LP (+mp3) (2016 reissue) Crammed

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CRAM013LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM013LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM013LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM013LP1-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM013LP-5.mp3]

A história diz tudo para bater certo. No início da década de 1970 Yvon Vromman formou em Bruxelas a banda Les Tueurs De La Lune De Miel. Mais tarde, juntou-se a Gérald Fenerberg, Jeanf Jones, Vincent Kenis e Marc Hollander (Aksak Maboul e fundador da Crammed Discs). Assim nasceram os The Honeymoon Killers, uma mistura perfeita entre a No Wave de Nova Iorque, a pop francesa da altura e jazz (embora aqui o jazz se possa relacionar directamente com a No Wave). Para coisas mais presentes do passado, os Honeymoon Killers são uma espécie de versão mais amanhada de uns Family Fodder ou de uns 49 Americans, não quer dizer que sejam melhores, mas há um requinte mais romântico nas suas músicas. Naquela esquizofrenia há uma espécie de perfeição em como fazer o cruzamento entre géneros e, de repente, completar a ideia e estrutura de uma música pop: o início de “Fonce A Mort” atira-nos logo para Liquid Liquid e, segundos depois, estamos em DNA, mas sempre com uma funcionalidade pop perfeita. Um clássico e um daqueles discos obrigatórios da Crammed finalmente reeditados em vinil.

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Segunda-feira, 22 Fevereiro, 2016

LIZZY MERCIER DESCLOUX Mambo Nassau CD / LP

€ 16,50 CD (2016 reissue) Light In The Attic

€ 26,50 LP (2016 reissue) Light In The Attic

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LITA137-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA137-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA137-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA137-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LITA137-5.mp3]

Já estava um pouco implícito em “Press Color”, este tom tropical mais solto. Quase desde logo percebe-se que Wally Badarou toca no álbum, dando-lhe aquele brilho sintético de pop global tão identificado com uma certa cultura mais descontraída nos anos 80. Os textos são bastante livres, muitas vezes a voz de Lizzy solta apenas fonemas que pontuam, motivam ou acompanham o ritmo. No Wave ao Sol, “Mambo Nassau”. Canções desconjuntadas que não parecem sequer tentar prender-se a qualquer léxico. Magnífico álbum exótico de pop atirado de 1981 até aqui.


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