Quinta-feira, 28 Março, 2019

NOCTURNAL EMISSIONS Viral Shedding LP

€ 22,50 LP (RSD 2019) Mannequin

Em 1983, Nocturnal Emissions avançavam o esquema Throbbing Gristle de “20 Jazz Funk Greats” para um cruzamento expressivo do industrial com a cena electro que batia forte nos anos do breakdance. Em paralelo com a Concrete Productions, a Illuminated Records e todo o campo 400 Blows, “Viral Shedding” instituía uma nova música de dança híbrida com momentos de génio suficientes para uma entrada nova na enciclopédia. Oiçam “Wee Wee Wee” (este mais próximo de “Hot On The Heels Of Love” dos TG) ou “No Separation”.


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Quinta-feira, 14 Março, 2019

MARK STEWART + MAFFIA Learning To Cope With Cowardice / The Lost Tapes (Definitive Edition) 2CD / 2LP

€ 15,95 2CD (2019 reissue) Mute

€ 29,50 2LP (2019 reissue) Mute

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1983. Mark Stewart sem Pop Group entra na On-U Sound para um álbum revolucionário. Com secção rítmica jamaicana (equipa de músicos com parte em Dub Syndicate e African Headcharge) e produção de Adrian Sherwood, inventou-se um híbrido solidamente ancorado em dub e reggae, com peso industrial, iconoclastia pós-punk e um sistema de batidas já em linha com o hip hop. Audição bastante desconcertante, num flow que exige atenção e dedicação, por entre batidas abafadas, vozes em dub, ecos e reverbs e palavras de ordem ditas como através de um megafone para uma multidão a precisar de revolução. Magnífica colagem de ambientes entrelaçada com mensagem política, resultante de horas no estúdio dos Crass em processo selvagem de edição de som. “The Lost Tapes” exibe algumas das faixas ainda em bruto e acrescenta material que não chegou ao álbum. Concepção radical, como outros projectos tocados pelo génio de Adrian Sherwood na época, mas aqui acrescentados da garra e abertura de Mark Stewart à causa da Libertação.

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Quarta-feira, 28 Novembro, 2018

EP-4 Lingua Franca 1 CD / LP

€ 12,50 CD (2018 reissue) WRWTFWW

€ 24,95 LP (2018 reissue) WRWTFWW

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Produto daquela era de magnífica descoberta em que os grooves se misturavam com ruído e o que era pós-punk também era mutant disco. EP-4 aparecem como A Certain Ratio e Liquid Liquid colados a um só nome, praticando funk descarnado, anónimo, com a voz quase sempre lá atrás, mera presença sónica. Sobre “Coconut” apetece dizer que se trata de um fabrico japonês de Kid Creole x Yello, cruzando os caminhos de ferro em que as secções de carril são mais ou menos marcadas pela bateria. Enorme invenção de groove, do outro lado da pop, “Lingua Franca” força o significado da expressão como “linguagem comum”. Entendida como espaço de neutralidade, suspensa entre géneros, a expressão faz grande sentido. Se desejarmos uma interpretação literal, óbvio que este não é um álbum para toda a gente, logo porque não é “comum”.

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Quarta-feira, 24 Outubro, 2018

AMÉRICO BRITO & DJARAMA Nha Destin LP

€ 19,95 LP (2018 reissue) Mar & Sol

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Compilações como “Space Echo” e “Synthesize the Soul” criariam um burburinho justificado em volta da música Cabo Verdiana, seja pelo carácter de território inexplorado por parte do mundo ocidental – a sede de algo novo – ou pelo carácter distante daquilo que o ocidente espera vindo de África, ou que assumia como sabendo, através da exploração inglesa da música nigeriana, sul africana, etc., que apesar da sua identidade mantinha bases de influência com a música anglo-saxónica e norte-americana. Cabo Verde, portanto, as compilações notificaram do carácter alienígena da música, extraterrestre, espacial e especial. E com isso tem surgido o interesse em álbuns e, daí, as reedições. A portuguesa Mar & Sol está na linha da frente, lançou-se com “Aleluia” de Pedrinho, e agora entrega a sua segunda edição, “Nha Destin”, o terceiro álbum de Américo Brito, o primeiro com os Djarama, conjunto musical que cresceu do seu primeiro, Babylon, com quem gravou os dois primeiros discos. Discão delicioso, gravado em 1983 em Roterdão, onde Américo Brito vivia e onde gravou a maior parte da sua música e onde continua a residir. “Nha Destin” está sedado pelo desejo de encantar, oito canções melosas, contaminadas por uma honestidade lírica – muitas vezes inesperada –, cheio de solos instrumentais em puro êxtase. Uma viagem maravilhosa ao amor e à pátria. 


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Quinta-feira, 16 Agosto, 2018

MIDORI TAKADA Through The Looking Glass CD / LP / 2×12″

€ 12,50 CD (2017 reissue) We Release Whatever The Fuck We Want

€ 21,50 LP (2017 reissue) We Release Whatever The Fuck We Want

esgotado 2×12″ (2018 reissue) We Release Whatever The Fuck We Want

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“Through The Looking Glass” (1983) é gravado em dois dias já com o foco de Midori Takada em tradições asiáticas e africanas, que ela identificou como parte de culturas não-materialistas. Os quatro movimentos no álbum parecem seguir um relevo de paisagem, oscilando entre a contemplação pacífica da Natureza e, consequentemente, do Eu, e a agitação do movimento expressa através de momentos em que a percussão soa como força motriz da nossa postura no mundo. Midori Takada trabalhou aqui sobretudo sob a influência de ritmos asiáticos, mas a tradição e ancestralidade misturam-se com a modernidade em “Crossing”, onde ela se inspira nos sons que capta em passagens de nível no Japão. Não é difícil imaginar a marcha de um comboio sobre os carris ao escutar o passo sincopado das marimbas. O disco termina com máxima adrenalina em “Catastrophe ?”, assinalando o pleno contraste com o início espreguiçante de “Mr. Henri Rousseau’s Dream”, em que o trabalho do pintor francês é revisto pela música até chegarmos à capa de Yoko Ochida, ela própria assemelhando-se a uma revisão da exótica esotérica que Rousseau produziu na segunda metade do século XIX. Tudo se torna simples quando se ouvem estes quarenta minutos, divididos em quatro peças que parecem navegar para um sentido comum. E se a navegação é feita numa espécie de mar sonoro, sempre mais visível quanto mais se ouve este álbum, então a música de Takada flutua pelas nossas mentes como um sonho bonito que ficou perdido e do qual se está constantemente à procura.

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Quinta-feira, 2 Agosto, 2018

TELECTU Belzebu LP

€ 20,50 LP + CD (2018 reissue) Holuzam

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Inclui:
- LP original remasterizado em 2017;
- CD bónus com trilha “Belzebu Zero” remasterizada a partir da cassete original;
- reprodução da fotocópia informativa / técnica que acompanhava a edição original;
- reprodução da capa interior;
- capa exterior a preto-e-branco, de acordo com a intenção original de Telectu.

É impossível determinar o impacto que teria, em 1983, a edição de “Belzebu” na primeira versão (depois reconvertida para trilha de fundo do LP colocado no mercado e incluída em CD nesta reedição), como parece ter sido uma primeira intenção de TELECTU. O corte com a realidade musical portuguesa era abrupto e radical (apesar do precedente LP de Anar Band, em 77) e os lamentos do duo sobre “certo empresariado fascistóide” em Portugal seriam certamente mais agudos mas também mais facilmente contextualizados.
Com a versão editada, final, de “Belzebu”, ouvimos o produto de movimentações independentes e marginais, ainda pouco frequentes no país, a tomar forma. Sobre a base imutável de “Belzebu Zero”, remetida a pano de fundo, destacam-se as cinco composições que formam a “primeira obra de música minimal repetitiva em Portugal”. A restante e detalhada explicação técnica pode ser encontrada na folha que acompanha a edição original (reproduzida nesta reedição), em linguagem quase sempre críptica e confrontacional, quase tão importante como a música enquanto mensagem de diferença e iconoclastia.
O arranque nervoso, tenso, com “Rotas”, acontece em duas camadas, uma delas bem presa à terra, suja e arranhada, a outra suspensa, ou elevada, mais etérea, e as duas chocam mas coexistem sempre numa dinâmica de dissonância saudável, questionadora;
“Opera” confunde-se mais com o fundo, abandona a componente terrestre e forma um tecido de ambiências que podemos nunca decidir se está mais próximo do Cósmico alemão ou dos minimalistas norte-americanos que Jorge Lima Barreto estudara. A belíssima melodia de cristal comanda a atenção, mesmo sobre a onipresente Drumatix programada no máximo de velocidade; “Tenet” adensa o espírito de “Opera”, sugerindo uma manipulação ritual de pequenos metais, como espanta-espíritos, sujeitos a uma narrativa independente, inescapável, dramática, fuindo até uma eternidade imaginada. Assim se cumpre o lado A.
“Arepo” e “Sator”, juntas no lado B, revelam mais explicitamente um caminho futuro para TELECTU, um fio – aqui ainda ténue – de ligação ao jazz, com ritmo e baixo a marcarem um passo mais ou menos autónomo das frases de guitarra circulares, múltiplos efeitos e acontecimentos diminutos captados enquanto se escuta, definidos por um conjunto de decisões perfeitamente anotadas em partitura disponível para qualquer executante que o deseje.

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Quarta-feira, 1 Agosto, 2018

YOUR FOOD Poke It With A Stick CD / LP

€ 12,95 CD (2018 reissue) Drag City

€ 17,50 LP (2018 reissue) Drag City

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Numa breve nota de promoção, Steve Albini é citado. Ele diz que quando ouviu Your Food sentiu que eram família, quando o pessoal desajustado como ele tinha dificuldade em identificar-se com outras pessoas, as “normais” (aspas nossas). Entende-se que, em 1983, esta banda de Louisville pudesse funcionar como atração em torno da qual se criavam comunidades com interesses comuns. “Poke It With A Stick”, como um todo, representa a confluência do inconformismo pós-punk (mais do que punk, rapidamente conformado a uma sonoridade padrão), pedaços de nonsense Residents, resquícios ainda de certa new wave (Devo?) e o anúncio do hardcore ainda relativamente nascente, nesse tempo. A ironia (ou comentário) começa logo no facto de a canção inaugural se chamar “Today’s Pop” e, pelo meio da letra de “Don’t Be”, a frase “don’t be so serious when you’re not sure”. Tempos de irritação e aprendizagem de como o mundo funciona, mensagens todas válidas, ainda.

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Quinta-feira, 26 Abril, 2018

ANTÓNIO SANCHES Buli Povo! LP

€ 29,95 LP (RSD 2018) Analog Africa

Gravado em Lisboa, com arranjos de Paulino Vieira, “Buli Povo!” distingue-se pelo uso assumido de tons bem electrónicos para substituir o habitual acordeão usado no funaná. O ferrinho está lá, presente também um baixo bem marcado, nem sempre figura neste estilo. A voz carrega na emoção, isso já é típico, mas o álbum puxa o funaná para outra zona pela utilização de sintetizador, operando na tradição uma transformação futurista que em nada a compromete. O estilo passa intacto. Bem forte, este LP.


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Quarta-feira, 31 Janeiro, 2018

ALESIA COSMOS Exclusivo! LP

€ 21,50 LP (2017 reissue) Dark Entries

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Quarta-feira, 24 Janeiro, 2018

COSEY FANNI TUTTI Time To Tell LP

€ 21,50 LP + 16 page booklet (2017 reissue) Conspiracy International

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[Deluxe Edition, Clear Vinyl]

Cosey praticamente criou um estilo de investigação e divulgação do sexo e erotismo através do seu trabalho físico, concreto, enquanto mulher de aluguer e modelo fotográfico, e também artístico / conceptual. Aliás, o seu trabalho pago servia para reunir material depois utilizado em exposições. Os 20 minutos da faixa “Time To Tell”, com a voz de Cosey, parecem ser a descrição da sua actividade, incluindo procedimentos, reflexões e resultados, um monólogo explicativo que poderá funcionar como a derradeira palavra sobre a carreira de Cosey Fanni Tutti nos seus primeiros anos de artista assumida. “Ritual Awakening” parece antecipar partes de “Allotropy”, a peça superior a 40 minutos que Chris & Cosey gravaram em 1985 para acompanhar um trabalho video de Jan Smith-Merritt e Stephen Hill. Aqui são 11 minutos de ambiente íntimo, de novo com a voz de Cosey no centro. “The Secret Touch” reflecte o género de som ritual praticado por alguns nomes ligados ao circuito de música industrial, facilmente desmentido (o nome “industrial”) quando se escutam mais semelhanças com Jon Hassell (e até com música contemporânea mais próxima dos nossos tempos) do que Throbbing Gristle. Bonita revisitação de uma obra muito pessoal, com o mesmo alinhamento de três faixas da reedição em CD de 1993.

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Sexta-feira, 5 Janeiro, 2018

HIROSHI YOSHIMURA Pier & Loft LP

€ 24,95 LP (2017 reissue) 17853

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À semelhança de “Music For Nine Post Cards”, “Pier & Loft” só foi editado em território japonês, em cassete. Esta é a sua primeira edição em vinil, mais de três décadas após a sua edição original (1983). Se em “Music For Nine Post Cards” há uma tangente com o trabalho ambiental de Brian Eno – e aquele com curadoria de Eno -, em “Pier & Loft” o percurso de música ambiente mantém-se mas com uma toada muito mais cinematográfica em modo Vangelis-Blade-Runner. A escala escapa-se ao barroco, mas o teor sintético, a elevação dos sons e a construção das sobreposições fazem lembrar certos momentos do grego. Tal como em “Nine Post Cards” há um certo romantismo nos temas, umas espécie de execução apaixonada, estática, livre de qualquer vontade de altos e baixos. E a precisão fantástica de Hiroshi Yoshimura torna eterno cada segundo de “Pier & Loft”. É uma das definições mais bonitas de elegância.

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Terça-feira, 7 Novembro, 2017

ZAZOU / BIKAYE / CY1 Noir Et Blanc LP

€ 28,95 LP (2017 reissue) Crammed

[audio:http://www.flur.pt/mp3/CRAM025LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM025LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM025LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM025LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/CRAM025LP-5.mp3]

É a primeira vez, desde a sua edição original de 1983, que o magnífico e muito influente “Noir Et Blanc” é reeditado. Um disco de fusão de ritmos e vozes congoleses com a electrónica e jazz que estavam a ser transpostos para outras linguagens na primeira metade daquela década. É um disco muito influente, não só pelas suas características de fusão, mas também pela forma como os beats desbravaram a tendência para a criação de certos beats na música de dança nas duas décadas seguintes (e que se sente ainda hoje). Há um tom minimalista, quase de esqueleto, presente ao longo de todos os temas. Harmonia, funk, boogie e futuro.

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Sexta-feira, 15 Setembro, 2017

ALEC MANSION Alec Mansion LP

€ 19,95 LP (2017 reissue) Be With

[audio:http://www.flur.pt/mp3/BEWITH022LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH022LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH022LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH022LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/BEWITH022LP-5.mp3]

“Dans L’Eau De Nice” arranca este álbum homónimo de Alec Mansion e os primeiros acordes transportam imediatamente a “I Want You” de Gary Low, mas o movimento é muito mais rápido e depressa se desfaz. A intenção está lá e depressa se fica enamorado pelo boogie-funk de Alec Mansion, uma espécie de Dam-Funk francês estacionado nos 1980s. O álbum prossegue com um groove impressionante e jogos de vozes fascinantes (“Laid, Bête Et Méchant”) e um suor lento constante exigido em final de verão. A Be With só nos encanta.


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Sexta-feira, 15 Setembro, 2017

MARCOS VALLE Marcos Valle LP

€ 18,95 LP (2017 reissue) Preservation

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PRESERVATION017-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRESERVATION017-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRESERVATION017-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRESERVATION017-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PRESERVATION017-5.mp3]

Através das reedições da Light In The Attic há uns anos deu para perceber que Marcos Valle é uma espécie de camaleão da música brasileira. Cada disco soa a algo completamente novo, mantendo o groove, a boa disposição (já viram a quantidade de cocktails na capa?) e uma métrica lírica que garante naqueles momentos que ninguém canta coisas tão bonitas e felizes como ele. Este “Marcos Valle” de 1983 é um disco contaminado pelo sol, a soul norte-americana e os instintos baleáricos naturais do homem. Até há assobios em midi.

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Quinta-feira, 8 Junho, 2017

BLANCMANGE That’s Love, That Is + Vishnu 7″

€ 3,50 7″ London (6.14009AC)

Exemplares originais da prensagem alemã de 1983 / Original 1983 German pressing. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Vishnu

Segundo Blancmange em duas semanas, mas leiam mais um pouco. Se o lado A é, obviamente, o que justifica comercialmente o single, a sua estrutura mais tradicionalmente rock n roll não ganha pontos com a distância cronológica. Mas “Vishnu”, do outro lado, cresce em estranheza à medida que os anos passam, e está mais próximo de sons de Chris & Cosey e outros nomes seguros nas cenas cósmica e industrial do que do próprio contexto pop de Blancmange. A batida lenta, cortada por samples de vozes (talvez) em oração e tons orientais coloca facilmente a música do outro lado do mundo, daquela maneira exploratória que a década de 80 fixou tão bem, enquanto procura do Outro e acto de reverência para com outras formas de agir e estar, agitando, de certa forma, as penas já amarelecidas do capitalismo. Muito bom.

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Quinta-feira, 5 Janeiro, 2017

ODION IRUOJE Down To Earth LP

€ 18,95 LP (2016 reissue) Soundway

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SNDWLP086-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWLP086-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWLP086-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWLP086-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SNDWLP086-5.mp3]

Este álbum aparece em 1983 com a cena boogie nigeriana já bem estabelecida. Iruoje começa o disco em modo Sugar Hill Gang, procurando agregar africanos e seus descendentes espalhados um pouco por toda a parte: “You’re still an A-fri-can”. A magia reside sempre na especificidade africana colocada em alguns géneros mais associados à Europa ou EUA, essa diferença origina música realmente especial e é isso que ouvimos em “Down To Earth”, variado, incisivo, rijo na utilização da batida 4/4 enriquecida por outras percussões. A escrita das canções é solta, ao sabor do groove, misturando tecnologia moderna e tradição. A informação diz-nos que Iruoje foi produtor de Fela nos 70s e esteve na origem da sua contratação pela EMI, mas “Down To Earth” é o seu único disco editado. Por trás de um grande homem estava outro grande homem?

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Segunda-feira, 23 Maio, 2016

THE DURUTTI COLUMN Amigos Em Portugal LP

€ 19,95 LP (+ CD) (2016 reissue) LOTTA

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOTTA001-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOTTA001-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOTTA001-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOTTA001-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOTTA001-5.mp3]

Este álbum é especial por um sem-número de razões. 1983, a oferta de música alternativa (vamos chamar-lhe assim) em Portugal ainda era escassa, o disco foi gravado nos estúdios da Valentim de Carvalho com Tó Pinheiro da Silva (que hoje masteriza, entre inúmeros outros projectos, os discos da editora Príncipe) e foi editado pela Fundação Atlântica que, valendo-se sobretudo da ligação de Miguel Esteves Cardoso ao som da Factory de Manchester (ele viveu na cidade), fazia aqui a ponte directa com essa música para muitos tão inatingível, fosse por falta de acessibilidade ou por falta de dinheiro para mandar vir de fora, mesmo. Depois, os verdadeiros conhecedores saberão que o título de uma das canções, “Sara e Tristana”, se refere às filhas de M.E.C. Quase tudo em “Amigos Em Portugal” transmite amor, a música essencialmente instrumental parece até assemelhar-se, em certos momentos, a algo que poderia ser tradicionalmente português. Música muito emotiva e sentida, mas isso pode ser dito sobre quase qualquer álbum gravado por Vini Reilly, mas esta ligação a Portugal parece tornar tudo ainda mais bucólico e íntimo. Maravilhoso álbum assente em piano e guitarra, a voz quase sem expressão de Reilly (enfim, um engano, escrever “sem expressão”). 180 gramas de vinil + a inclusão da versão em CD. Isto é património.

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Quinta-feira, 12 Maio, 2016

HYPNOSIS Pulstar / End Title (Blade Runner) 7″

€ 3,50 7″ Zyx Records (ZYX1038)

Exemplares originais da edição alemã de 1983 / Original German 1983 release. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Pulstar, End Title (Blade Runner)

“Pulstar” vem na versão Disco Mix, apesar de ser o single pequenino. Hypnosis dedicavam-se a algumas versões de clássicos synth em modo Italo e este single sintetiza bem a sua abordagem Carpenteriana ao género (ou à fusão de géneros). A batida seca equilibra os synths exuberantes mas o que queremos ouvir mesmo é o lado B com a interpretação do tema final de “Blade Runner”. O clip acima é da versão longa, mas dificilmente vão conseguir o maxi pelo preço a que propomos o 7″. “End Title” é o ouro do bandido, escondido e compactado numa versão económica de 3:40 com o essencial da melodia eterna da escapada de Rick Deckard no filme e um beat metronómico que sustenta a pista de dança bem sólida. Tem claps, alterações de humor, dinâmica. Vale!

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Quinta-feira, 11 Fevereiro, 2016

THE SERVICE Dance Up 12″

€ 6,00 12″ RMS (RMSD12001)

Exemplares originais da edição americana de 1983 em Excelente estado / 1983 US press. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Dance Up (D.D.U.), Dance Up (Dub Up)

Ultimamente têm pintado alguns maxis de electro que mexem connosco, e assim continuamos a partilhar com vocês alguns nomes menos comuns que, no entanto, fazem a festa melhor. De acordo com Freddy Fresh, uma sample de “Dance Up” foi usada pelos Latin Rascals numa mix underground bem influente “(Orig.) Big Apple Production Vol. II”) e é o máximo que conseguimos saber. No entanto, o contexto é sempre menos importante do que a música, e The Service (tudo creditado a um nome apenas: Gui), editados na Costa Oeste em 1983, cruzavam bem com a cena mais latina de Miami, por exemplo. O nome Mystery Host, associado à produção, legitima a aura de mistério e a falta de informação, isso é lindo, de certa maneira. A letra arranca com “The night is young and we’ve just begun to have fun”, prosseguindo com beat e linha de baixo bem electrónicos, acrescentados de voz feminina e vocoder, que depois é deixado com mais protagonismo na versão dub. Reparem ainda no break do original, onde Kraftwerk (inevitáveis) são acrescidos de vibe latina. É só um pouco, mas são esses momentos que plantam alegria no rosto de quem anda nisto pelo som. Temos a edição americana original em 12″.

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Quarta-feira, 3 Fevereiro, 2016

AFRICAN HEAD CHARGE Drastic Season LP

€ 23,50 LP (+mp3) (2016 reissue) On-U Sound

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ONULP27-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP27-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP27-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP27-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ONULP27-5.mp3]

Ano após ano, African Head Charge abriam um caminho muito seu, nas margens do dub e pós-punk. No álbum anterior, “Environmental Studies”, já aparecia Steve Beresford nos créditos. Ele era figura de proa na miscigenação entre a cena improvisada, jazz e a pop mais arriscada, com presenças nos 49 Americans, Flying Lizards e Frank Chickens, para sermos bastante económicos. Divide o baixo com Adrian Sherwood e, independentemente de quem toca em “I Want Water”, poderiamos estar a ouvir 49 Americans na boa. E já entra Style Scott, para reforçar a rede complexa de percussão. “Drastic Season” é possivelmente o álbum de African Head Charge mais puxado à frente, onde mais riscos são assumidos e mais escuridão atirada pelo ar. É qualquer coisa.

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