Segunda-feira, 4 Junho, 2018

WILL LONG / DJ SPRINKLES Yellow / Ivory / Rust 3×12″

€ 32,50 3×12″ Comatonse

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Segunda-feira, 4 Junho, 2018

WILL LONG / DJ SPRINKLES Mint / Clay 2×12″

€ 20,95 2×12″ Comatonse

OUVIR / LISTEN:
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Segunda-feira, 4 Junho, 2018

WILL LONG / DJ SPRINKLES Purple / Blue 2×12″

€ 20,95 2×12″ Comatonse

OUVIR / LISTEN:
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Quinta-feira, 9 Março, 2017

JAY DANIEL Broken Knowz CD / 2LP

€ 15,50 CD Technicolour

€ 24,50 2LP Technicolour

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TCLR018-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TCLR018-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TCLR018-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TCLR018-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TCLR018-5.mp3]

Jay Daniel apareceu logo brilhante pela associação com Kyle Hall, mas era notório que o seu valor é próprio. Chamar “Broken Knowz” ao álbum é uma piada em mais do que uma maneira, e todas se ligam ao contorcionismo rítmico exposto. Se pode, inegavelmente, ser exemplo da nova pertinência da cena broken beat de Londres, ainda e sempre com vontade de transformar linguagens do jazz, é também um reconhecimento da espécie de tribalismo ritual que a música assente em batida sempre veicula. “$hake It Down”, por exemplo, não é mais do que puro tambor, contratempos e panorâmicas que confundem o ritmo cardíaco, com sequência em “Boolin”, num regime de pára-arranca que contraria em grande medida a tendência da música de dança para a uniformidade rítmica. As teclas em “Yemaya” acrescentam outro tipo de virtuosismo e puxam uma conclusão talvez polémica: é um disco de jazz. Livre.

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Quarta-feira, 14 Dezembro, 2016

DEMDIKE STARE Wonderland 3CD / 2LP

€ 20,50 3CD Modern Love

€ 25,50 2LP Modern Love

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOVE105-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE105-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE105-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE105-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE105-5.mp3]

Os olhares cinematográficos dos Demdike Stare começaram a desaparecer algures entre “Elemental” e a sua série “Testpressing” (a edição em CD de “Wonderland” traz esse bombom, os temas todos da série “Testpressing”). “Testpressing” foi um campo de testes avantajado. Não é que tivessem a experimentar a 100%, mas claramente foi a construção da ponte para este “Wonderland”. Os primeiros da série eram mais drum’n’bass/jungle, criavam estímulos para dançar. Ao longo da série isso foi sendo desconstruído e no final quase só sobrava uma ideia animalesca da coisa, sem a componente de dança, mas também sem ser exactamente mental. É como se depois da “ambiência” dos primeiros discos, o duo procurasse uma forma de escalar essa ideia de cinematografia, de paisagem, sem memórias da Basic Channel, Chain Reaction, mas a partir da memória da música de dança britânica, e sem a abstração de um Lee Gamble, o lado físico de Powell e a componente meramente visual dos próprios Demdike Stare. Tiveram a coragem de expor os seus testes, digamos assim. Mas depois de tirarem a roupagem ao longo dos “Testpressing”, perceberam que não poderia ser só isso, que um novo álbum não se poderia enfiar no limbo que ficou de uma coisa que queriam sair. O que acontece em “Wonderland” é maravilhoso, é uma mistura perfeita entre o sintético e o real-sintético, ou seja, entre o falso e uma ilusão do real. Criam espaços exóticos futuristas enfiados em ideias do passado, num estilo mais virado para o dancehall mas que torna impossível a concretização da dança. É um disco com uma narrativa de outro tempo, mas que nunca funcionaria noutro tempo, só agora, e provavelmente no futuro. E apesar dos Demdike Stare hoje não serem uma banda-sonora perfeita para as noites de inverno (como eram em “Tryptych”), são o centro do universo actual no encontro entre a dança, o mental e o revisionismo. Há coisas lindas a acontecerem em “Wonderland”.

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Quarta-feira, 19 Outubro, 2016

POWELL Sport CD / 2LP

€ 12,50 CD XL Recordings

€ 28,95 2LP XL Recordings

Desde 2011 que já muito aconteceu na vida de Powell. Cinco anos depois chega finalmente ao seu primeiro álbum (“11-14” era uma compilação dos seus 12”) e há um bom manifesto na capa do disco: a capa é mais colorida, há uma boa disposição, mas mantém o design de como Powell surgia nalgumas capas dos seus discos na sua Diagonal. Fica visível que Powell não descola do seu passado, agora numa editora que lhe dá maior visibilidade, e que mantém processos que fizeram a sua música até hoje: a insistência num certo método, na repetição, na exploração das mesmas ideias e nesse processo aprender, melhorar, refinar. Claro que perdeu o lado cru dos seus primeiros lançamentos, a desenvoltura que tornava os seus beats mais duros, com impacto, e estranhamente descendentes dos Suicide. O tempo, os lançamentos, os tais processos, ajudaram a que Powell tornasse o seu som mais redondo, que o limasse de uma forma tão perfeita que mantivesse a inocência e a força dos seus primeiros lançamentos com o cristalino das edições dos últimos dois anos. E é assim que se chega a “Sports”, um álbum de puro-Powell, fortíssimo e livre e a cumprir na casa das apostas. Já agora, o 12” “Sylvester Stallone”, que não está no álbum, também rebenta com as costuras.

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Quarta-feira, 28 Setembro, 2016

SPACETRAVEL Dancing Therapy CD / 2LP

€ 12,50 CD Perlon

€ 19,95 2LP Perlon

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PERLON109-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERLON109-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERLON109-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERLON109-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PERLON109-5.mp3]

O desenvolvimento de uma corrente techno mais cerebral não tem sofrido grandes quebras, neste século, e a Perlon, embora tenha abrandado o ritmo de edições, sabe escolher os argumentos certos para se mostrar no mercado. Spacetravel (Itália) preserva um fio condutor que se reconhece dos 90s (‘intelligent techno’), uma organização abstracta (se tal fenómeno é possível) de elementos seguros que se emancipam claramente do chamado techno minimal para existirem num plano bem mais dinâmico e prometedor de emoções. A presença desta música na pista de dança pode ser mero acidente, apesar de o título ser “Dancing Therapy”, mas até isso é relativo, já que basta subir o volume para o corpo sonoro reclamar o seu espaço. Belo álbum que segue os cânones clássicos para continuar a escrever no painel do futuro.

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Quinta-feira, 22 Setembro, 2016

BRUNO PERNADAS Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them CD

€ 11,95 CD Pataca Discos

Primeiro de dois discos de originais lançados em simultâneo por Bruno Pernadas, ambos com apresentações no Teatro Maria Matos nos passados dias 13 e 20 de Setembro. Acreditamos que o mais difícil após um disco como “How Can We Be Joyful In A World Full OF Knowledge” foi a espera, porque de Bruno Pernadas poderíamos confiar que a sua sensibilidade pop voltaria a surgir com a mesma naturalidade desse disco de 2014. Há uma confluência enorme de géneros, ou sons se se preferir, na música de Pernadas. Trabalha em imensos planos e este “Those Who Throw Objects At The Crocodiles Will Be Asked To Retrieve Them” é um sumário preciso do que se poderia antever. O mais complicado é situar e para não se meter os pés em locais ásperos e afirmar que é jazz, exótica, ou uma variação sofisticada de um plano de spoken word (existe, é magnífico, e até isso é outra coisa qualquer), ou não se entrar no campo do “é isso tudo” (mas é), resume-se a coisa a pop, a uma geometria precisa que assinala um cuidado extremo na composição e na produção e um à-vontade no resultado de música que acerta na melodia, arriscando quando pode, sem perder um toque tropical/exótico. É um excelente cocktail – dos que se bebem – e música para diversas ocasiões (inclusive para ser acompanhada por cocktails), com um grupo de músicos de respeito: Afonso Cabral, Francisca Cortesão, Margarida Campelo, João Correia, Nuno Lucas, Diana Mortágua, Diogo Duque, João Capinha e Raimundo Semedo.

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Terça-feira, 2 Agosto, 2016

SMITH & MUDD Gorthleck CD

€ 11,95 CD Claremont 56

[audio:http://www.flur.pt/mp3/C56CD020-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/C56CD020-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/C56CD020-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/C56CD020-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/C56CD020-5.mp3]


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Sábado, 23 Julho, 2016

AFRICANS WITH MAINFRAMES K.M.T. CD / 2LP

€ 16,95 CD Soul Jazz

€ 24,50 2LP Soul Jazz

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SJRCD333-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SJRCD333-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SJRCD333-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SJRCD333-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SJRCD333-5.mp3]

Sem quartel, sempre! Jamal Moss e Noleian Reusse juntam-se outra vez como Africans With Mainframes, desta vez para um álbum inteiro de paranóia ácida naquela fronteira primordial onde house e techno se fundem numa unidade libertária. O apelo para conquistar novas almas nem é comprometido pela distorção, aspereza, má cara e esoterismo do programa, lançando a carta cósmica como garante da militância, porque em vez de se fechar, esta entidade consegue pela perseverança alargar o seu alcance nos seus termos, transportando a mensagem de não compromisso disco após disco. Um dos focos de guerrilha seguros na música actual, e mais gente devia saber disso.


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Sábado, 23 Julho, 2016

DJ QU Conjure 2LP

€ 21,50 2LP Strength Music Recordings

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SMR-016-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SMR-016-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SMR-016-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SMR-016-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SMR-016-5.mp3]

Qu diversifica, num álbum que segue “Gymnastics” (o seu anterior) não muito de perto, foram 5 anos. Com Levon Vincent, DJ Qu representa a enorme vitalidade techno / house nas mãos de produtores norte-americanos, numa zona diferente do padrão de Detroit. “Conjure” exemplifica bem a diferença com manobras que soam quase europeias, techno meio cinzento mas que, de forma bem clara, elabora uma dinâmica positiva com arranjos complexos e múltiplas camadas de ritmo e ambiência. “Supafly” desce para batida quebrada, mais lenta, a excepção neste livro de Qu que parece assentar na magia bem quadrada do techno da década de 90, reclamando todo o protagonismo para a actualidade. Mas “Conjure” não responde a nenhuma chamada em particular, as referências são colocadas por nós, presumindo conhecer a intenção do produtor. Se sairmos da equação, fica um grande e sério álbum de música de dança a melhorar o ano de 2016.

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Sexta-feira, 22 Julho, 2016

STEVEN JULIEN (FUNKINEVEN) Fallen CD / 2LP

€ 14,50 CD Apron

€ 21,95 2LP Apron

[audio:http://www.flur.pt/mp3/AA01-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AA01-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AA01-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AA01-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/AA01-5.mp3]

Funkineven, Funkinevil (com Kyle Hall) e, em “Fallen”, Steven Julien. O álbum está a ficar regular em listas de melhores de 2016, sustentado por uma cadência variada entre broken beat, techno, house e jazz. Julien parece olhar para o ano 2000 (data meramente de referência), retirando do que já acontecia em Londres, de onde é oriundo, uma inspiração aberta que permite não fixar a música em local muito seguro. Jazz a imiscuir-se no modo como as batidas são organizadas, Espaço de Detroit por cima, basta levantar os olhos, as melodias raramente estão de acordo com os padrões e, se há outro eco, outra tentativa de designação, então terá de ser “fusão” ou semelhante. De uma forma já muito informada pelos anos, mas o que Steven Julien consegue neste álbum entre jazz e techno recorda algo do que acontecia entre jazz e funk, na década de 70. Não se trata de um choque mas de um encontro, já estamos todos mais que habituados à convivência de géneros e é tudo uma questão de sentir como o encaixe é realizado pelos músicos e produtores, incluindo os desvios à norma. “Fallen” caiu em graça.

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Quarta-feira, 13 Julho, 2016

HEY O HANSEN Sno Dub LP

€ 13,50 LP Hey Rec

33 rpm
[audio:http://www.flur.pt/mp3/HEYREC22-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HEYREC22-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HEYREC22-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HEYREC22-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HEYREC22-5.mp3]

45 rpm
[audio:http://www.flur.pt/mp3/HEYREC22_45-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HEYREC22_45-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HEYREC22_45-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HEYREC22_45-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HEYREC22_45-5.mp3]

De forma bem divulgada, sabe-se a relação que a cena austríaca tem com o dub, pelo menos desde Kruder & Dorfmeister. No entanto, Hey O Hansen não procuram contacto directo com a pista de dança, procuram sim transportar as pessoas até ao estúdio onde toda a diversão acontece, quando a manipulação em dub é realizada por mãos quentes. O álbum vem aconselhado pela distribuição (Fett Distro!) em duas rotações. No Bandcamp está a versão supostamente normal, que toca a 33rpm e, amigos, é uma experiência. Dub transformado em verme que sulca muito lentamente a terra, sem destino certo. Deixa um rasto bem gravado, sólido, drogado, pesado e, no meio de tudo isso, sonicamente divertido. Há mesmo uma sensação de atraso no tempo, assumido por Hey o Hansen como natural, já que nos propõem a escuta assim. No entanto, para algo mais próximo de casa, isto é, de um som dub mais costumeiro, muda-se a rotação para 45, fica bem lento na mesma mas um pouco mais tradicional, embora isso signifique, em todo o “Sno Dub”, algo da ordem da experiência científica em ambiente controlado. Muito estranho. Um mundo em si mesmo.

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Quarta-feira, 1 Junho, 2016

JESSY LANZA Oh No CD / LP

€ 15,50 € 12,50 CD Hyperdub

€ 17,50 € 15,50 LP Hyperdub

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HDBCD030-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD030-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD030-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD030-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD030-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDBCD030-5.mp3]

Há um território pop muito difícil de definir. Tornou-se talvez mais óbvio com a explosão criativa do início do século, quando produtores como Pharrell Williams e Timbaland reescreveram algumas regras e o mainstream passou a ser também experimental. Sendo assim, Jessy Lanza já não cai como uma bomba, isto é, nestes anos habituámo-nos a não ver grande fronteira a separar o visível do subterrâneo, e é assim que editoras com um programa militante como a Hyperdub conseguem, sem problema algum de credibilidade, albergar no seu catálogo uma proposta tão descaradamente pop como “Oh No”. O tom elevado na voz de Jessy Lanza remete imediatamente para um cenário de luz bem fluor, superfícies brilhantes, videos típicos de desfile de corpos, roupas e automóveis de luxo, mas há sempre elementos na música que puxam numa outra direcção, quase para longe dos desejos da maioria mas – e é aqui que reside o segredo na produção – tornando desejável o que antes era indesejável (arestas mais aguçadas, na música). “Oh No”, o segundo álbum de Jessy, ultrapassa sem problemas a fasquia do “difícil segundo álbum” com mais um punhado de canções memoráveis, bem retro mas bem de agora, onde em princípio nos encontramos todos.

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Segunda-feira, 23 Maio, 2016

JUAN ATKINS / MORITZ VON OSWALD present BORDERLAND Transport CD / 2LP

€ 12,50 CD Tresor

€ 21,50 2LP Tresor

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TRESOR285-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR285-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR285-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR285-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TRESOR285-5.mp3]

Estes dois! Falámos de “Riod” há umas semanas, o single de apresentação para este álbum que, uma vez mais, abre espaços muito vastos a partir de um padrão techno. Sem reler textos anteriores é bem possível que voltemos a afirmar coisas que já antes escrevemos sobre o par. No entanto, o alcance de “Transport” consegue superar a mera junção do som de Detroit com o som de Berlim associado aos dois produtores. Em certas faixas parece existir uma sobreposição exacta, como se as imagens das duas cidades dançassem uma por cima da outra até à perfeita sincronia de uma só metrópole ainda mais gigantesca. Talvez Moritz Von Oswald contenha alguma exuberância sónica que conhecemos de trabalhos de Juan Atkins a solo, embora em “Merkur” se sinta a sincopação electro de Model 500 bem claramente. Quase tudo o resto flutua numa área inicialmente distante de nós, onde queremos chegar, onde, aliás, chegamos com a imersão adequada neste álbum.

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Terça-feira, 3 Maio, 2016

BABYFATHER BBF Hosted By DJ Escrow CD / 2LP

€ 12,50 CD Hyperdub

€ 17,50 2LP Hyperdub

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HDB032-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDB032-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDB032-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDB032-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HDB032-5.mp3]

Com Dean Blunt há sempre um recurso ao mistério. O mistério na sua música, e nos seus diversos veículos, é uma forma de identidade e do corpo da própria música se assumir sem prisões ao passado e futuro. E o mais interessante é que aquilo que faz raramente é “inconformado”, é Dean Blunt. Esse mistério é algo que lhe permite fazer o que quer, isto é, livremente sem os constrangimentos estúpidos da expectativa ou aquela vontade que um músico tem de ser sempre igual, coerente, em linha, como se agradar aos fãs, ou a quem gosta, fosse uma obrigação. Como se os músicos devessem algo. É um bocadinho contra isso que, involuntariamente, a sua música tem lutado e há sinais disso logo no início, seja pela escolha do nome Hype Williams para o seu projecto com Inga Copeland ou pelos vídeos no YouTube que pouco davam à música, mas aumentavam o nevoeiro em volta de Dean e Inga. E agora há Babyfather, que não é novo projecto, é Dean Blunt e um DJ Escrow que, provavelmente, também é Dean Blunt. É sempre assim. E a história é a mesma de sempre, “BBF Hosted By DJ Escrow” é diferente do anterior “Black Metal” e é um disco mais colado ao Hip Hop e ao R&B como alguns discos dos Hype Williams eram. Só que agora o som tem mais definição, não há nevoeiro ou fumo de ganza a disfarçar qualquer coisa. É um ponto alto no processo de criação de Dean Blunt (e é incrível como também se pode ouvir “Black Metal” aqui) e mais uma forma de mostrar como é possível ser contra-corrente no século XXI: a grande novidade é que é mais fácil do que se imagina. E isso, apesar de acessório, é importante na música de Dean Blunt: e ele diz-nos isso, com aqueles cinco minutos de loop de “this makes me proud to be british”, um início insuportável num álbum, que é um teste ao ouvinte, uma provocação.

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Quarta-feira, 27 Abril, 2016

LEON VYNEHALL Rojus (Designed To Dance) CD / 2LP

€ 12,50 CD Running Back

€ 19,95 2LP Running Back

[audio:http://www.flur.pt/mp3/RB061-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RB061-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RB061-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RB061-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/RB061-5.mp3]

Não é muito possível fixar o som house de forma muito permanente. Há épocas (por vezes apenas anos ou somente meses) em que um determinado produtor, editora ou cena parece representar o que é – digamos – o standard mais consensual. Leon Vynehall esteve muito próximo com “Music For The Uninvited” e agora, com “Rojus”, consegue o supremo compromisso entre o que é suposto soar acessível a ouvidos habituados, no geral, a música de dança, e com garra suficiente para não desapontar quem se inclina para zonas menos generalistas. No final de contas, mais um título revelador que inclui a frase “Designed To Dance”. Não existe muito por onde errar. O bounce está lá, aquela mestria retro apenas suficiente para soar 100% contemporâneo, um brilho garage do fim do século passado, harmonias que não terminam nunca, braços cansados de não conseguirem baixar. É um disco para dançar, não há tentativa de realizar um disco que revele facetas “sensíveis” onde muitos produtores de dança se espalham. Vynehall mantém a direcção, que é para a frente (sempre), olhando apenas o necessário para trás para ir buscar sons bonitos aqui e ali.

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