Quinta-feira, 12 Janeiro, 2017

RASHAD BECKER Traditional Music Of Notional Species Vol II LP

€ 23,50 LP PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN74LP-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN74LP-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN74LP-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN74LP-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN74LP-5.mp3]

Um segundo volume para “Traditional Music of Notional Species” concretiza e expande a ideia do primeiro volume de que Rashad Becker está a criar um universo e que o oferece sem a explosão de um bing bang mas no processo das coisas já estarem feitas. Ou seja, o som destas “Notional Species” não começa no primeiro volume, é algo que existe algures e que Becker nos está a mostrar. Haverá uma ordem, sim, mas não é uma cronológica mas de catalogação: a numeração dos temas deste segundo volume continua a já existente do primeiro. A música de Rashad Becker é, portanto, um catálogo de um universo que apenas existe na sua música. É um feitiço que sai da mente do feiticeiro, que não existe no campo do mitológico, e, sim, na realidade e no conhecimento único de Becker. Aqueles anos todos na D&M em Berlim, a masterizar vinil, deram-lhe algo único para a exploração de som. E se o primeiro volume de “Traditional Music of Notional Species” era um ovni, este segundo é a aceitação de que música assim existe e que deve ser abraçada. É um dos discos que mais gostámos de 2016, que só nos chega agora, mas em força para o arranque de 2017.

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Terça-feira, 29 Novembro, 2016

OREN AMBARCHI Hubris CD / LP

€ 12,95 CD Editions Mego

€ 18,95 LP Editions Mego

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO227-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO227-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO227-3.mp3]


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Terça-feira, 15 Novembro, 2016

THE CARETAKER Everywhere At The End Of Time LP

€ 24,50 LP History Always Favours The Winners

OUVIR / LISTEN:
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Há uns anos que temos tido a sorte de ter todos os lançamentos de Leyland Kirby nos seus diversos pseudónimos. Com essa questão do momento vêm também os constantes interregnos, longos períodos em que não ouvimos falar dele e, de repente, sem qualquer aviso, chegam notícias de que vêm uma série de discos seus. “Everywhere At The End Of Time” é esse tipo de novidade, o primeiro de uma série de seis discos, lançados ao longo dos próximos meses, que são o resultado de um trabalho que tem feito à volta da memória, da perda dela, da doença (Alzheimer), mesmo que isso não o afecte. É um tema que tem tudo a ver com Caretaker, os sons que cria enquanto tal são uma procura e uma exploração genuína da memória. Seja porque os sons remetem exactamente para um passado que inevitavelmente evoca o conceito de memória, mesmo que os sons digam pouco ou nada ao ouvinte. É o método que interessa, uma força criativa que consegue explorar esse sentimento e alojar-se no cérebro quando ouvimos a sua música. Já foi definido no passado como “haunted ballroom” e é uma definição que ainda serve este Caretaker, embora o ambiente tenha pouco de sombrio ou assombrado, porque a memória presente nesta primeira selecção de trabalhos desta nova enciclopédia Caretaker soa a um conjunto de valsas que parecem existir numa história paralela do mundo. E a forma como desencanta isto, como cria uma espécie de realidade/passado paralelo, é uma característica única de Caretaker. Ninguém faz isto como ele, ninguém cria música como ele. É um passado, ou memórias que só existem nos seus discos. E oferece-nos isto com uma bondade única. A sua música é uma dádiva para o mundo e passar ao lado do que anda a fazer é perder algo de muito bonito. E se não pegamos nas coisas bonitas, mesmo quando elas são um pouco tristes, ou evocativas de uma certa tristeza, ou melancolia, então não andamos a fazer nada por aqui. Oiçam “Chidishly Fresh Eyes” e depois venham falar connosco. E, fica a dica, como outros lançamentos, “Everywhere At The End Of Time” é muito limitado e já não temos muitas cópias. Não deixem para o fim do ano aquilo que só irão conseguir arranjar nos próximos dias.

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Terça-feira, 15 Novembro, 2016

KASSEM MOSSE Disclosure CD / 2LP

€ 10,95 CD Honest Jon’s

€ 16,95 2LP Honest Jon’s

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Depois do muito apreciado “Chilazon”, “Disclosure” mantém a temática microscópica na capa e, apesar do título, mantém também uma aura de mistério. A música condensa num só corpo muitos anos de História, desde tempos mais pioneiros na electrónica, percorre o industrial e a vaga minimal synth, fica quase inevitavelmente ancorada no techno abstracto. Encarem estas referências apenas como coordenadas muito ligeiras, já que o álbum é muito mais rico e texturado do que as designações podem oferecer. Uma comparação? Actress, talvez. Meio de longe. As 14 faixas exploram intensamente as possibilidades narrativas da electrónica mais pura, de alma analógica, enquanto recebem sinais do exterior (“Long Term Evolution” soa mesmo a captação de sinais), com informação privilegiada sobre métodos e técnicas. “Disclosure” é, aos nossos ouvidos, álbum de topo em 2016, não se ligando de forma perceptível ao ano em questão. Muito bom. No vinil, três locked grooves para a cabeça ir mais além.

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Quinta-feira, 27 Outubro, 2016

MONOLAKE VLSI CD

€ 10,50 CD Imbalance

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ML032-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML032-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML032-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML032-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ML032-5.mp3]

Robert Henke trabalha cuidadosamente cada projecto de álbum, dedicando-se a reflectir sobre a sua posição no contexto da música electrónica mas, também, a tornar tudo inteligível para quem escuta. “VLSI” (Very Large Scale Integration) refere-se á evolução da tecnologia digital e aos passos que tornaram possível a criação do microprocessador, que por sua vez revolucionou os computadores, reduzindo enormemente a sua escala e abrindo-os, até, à reinterpretação do consumidor, que passou a ter disponíveis as ferramentas para construir versões próprias. A maioria dos sons utilizados neste álbum têm origem em máquinas dos primeiros anos da síntese digital, e assim a música que ouvimos passa a ser também um trabalho de arqueologia. Há muito que Monolake se esquiva a uma definição muito certa sobre qual o estilo que devemos aplicar ao que faz. Na verdade, nos vários últimos álbuns, assistimos a um acompanhamento que Robert Henke faz da evolução da música electrónica de dança, a qual ele mofifica como um programador modifica código pré-existente. A ambição na criação de ambientes é notória, ouvimos o espaço largo que é aberto à nossa volta e as peças concretas que nele são colocadas – as batidas, parecendo livres, são com certeza criteriosamente colocadas e tratadas, as frases (ou samples) são frequentemente parte do ritmo e parecem ter sempre algo para dizer, não são decorativas. Repare-se em “Unit”, na prática um dub, e em como tudo em torno da batida comunica algo novo à história. Quem segue Monolake avança de olhos fechados, e é esse espírito que procuramos comunicar a quem não conhece um dos percursos mais consistentes na música electrónica dos últimos vinte anos.

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Quinta-feira, 20 Outubro, 2016

YVES TUMOR Serpent Music LP

€ 18,95 LP (+ mp3) PAN

OUVIR / LISTEN:
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Os Hype Williams não editaram pela PAN e se no momento actual isso acontecesse pela via única de Dean Blunt o resultado seria este “Serpent Music”. A vontade da frase não é tirar crédito a Yves Tumor e, sim, de explicar as diversas formas que a sua música assume, o direito que tem de se assumir como mais do que música e existir nela um contexto de performance/arte/mensagem e o desejo de contrariar as regras e as expectativas do outro lado (nós). É dilacerante como “Serpent Music” é construído em volta de paisagens selvagens, exóticas e de cidades muito cheias. Por vezes une isso num só momento, diferencia o caos e a selvajaria com esboços bonitos, mas depois junta-os como se tivesse a dizer que é a mesma coisa. Há exotismo na cidade, há confusão na selva. Há paranóia e ansiedade, a tensão pré-milenar está longe da vista, agora é substituída por essa tensão de que às vezes para se ser qualquer coisa, tem que se ser tudo. A música de Yves Tudor não é tudo, é óptima a consumar o conceito dessa ideia, de realizar em si mesmo vulnerabilidade, encantamento e cometer o sacrilégio de por vezes fazer valer as ideias em favor da estética. É um álbum que se revela a cada momento e que é frequente se deslumbrar com o seu próprio feitiço.


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Quarta-feira, 19 Outubro, 2016

NICOLAS JAAR Sirens CD / LP

€ 16,95 CD Other People

€ 28,50 LP Other People

[audio:http://www.flur.pt/mp3/OP042-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OP042-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OP042-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OP042-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/OP042-5.mp3]

Custa a acreditar que este é apenas o segundo álbum de Nicolas Jaar. “Space Is Only Noise” é de 2011, parece mais distante e, simultaneamente, que a música de Jaar sempre esteve presente, a renovar-se, a aparecer aqui e ali e, sem dúvida, a influenciar muito do que surgiu desde então. Mas é estranho, isto do distante e do próximo, e deste ser apenas o tal segundo álbum de Jaar. Aceite-se isso e a verdade de que “Sirens” há muito que era esperado, não para comprovar se ele cumpria as promessas do primeiro álbum e sim para saber para onde iria. “Sirens” é um álbum distante da conformidade e consciente de que se pode existir porque há um “Space Is Only Noise”. É um disco arriscado que, se calhar, se surgisse com o nome de outra pessoa não receberia tanta atenção: precisamente por ser experimental, porque por vezes o público só aceita o experimental de nomes já confirmados, como se aí fosse um risco maior. É e não é. Mas aceite-se “Sirens” como um risco maior, um manifesto de um músico que percebeu que ainda é novo para aceitar a conformidade e que nos seus álbuns pode arriscar e explorar locais mais ambientais, soturnos e nocturnos, enquanto desenvolve a evolução da linguagem de “Space Is Only Noise”. Encantador e explosivo.

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Segunda-feira, 8 Agosto, 2016

SHACKLETON with ERNESTO TOMASINI Devotional Songs CD / 2×12″

€ 10,50 CD Honest Jon’s

€ 16,50 2×12″ Honest Jon’s

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O CV de Ernesto Tomasini é grande demais para uma abordagem que lhe faça justiça. Actor, performer, vocalista numa banda prog rock, colaborações com Nurse With Wound, Current 93, Marc Almond, Peter Christopherson (Coil), actuações na Semana da Moda de Londres; no cinema, envolvido em trabalhos de Kevin Spacey, James Ivory e Ridley Scott. Quanto a Shackleton, já não é estranha a dimensão ritualista da sua música mas, em “Devotional Songs”, ascende a um plano bastante clássico, por vezes quase medieval. Reflexões sobre a condição humana, cantadas em tom épico, sério, ancestral, por Tomasini, aproximando-o de alguns dos nomes com os quais tem colaborado (ocorre-nos Marc Almond, por exemplo) e de uma carga profundamente artística que uma certa tradição de música esotérica transmitia. Shackleton mantém ênfase na percussão, mas neste disco a batida respeita o ritmo das palavras, forma-se à sua volta e, quando se exibe sozinha, prolonga o sentimento das mesmas. Ligações à tradição minimalista, também, como em “Twelve Shared Addictions” ou nas marimbas de “Father, You Have Left Me”, reforçam uma aura vanguardista que, embora arriscando o pretensiosismo, sai fortificada do outro lado da escuta deste disco. Um objecto estranho e, se quisermos vê-lo assim, uma incrível mutação a partir de um passado (agora mais ou menos remoto) de Shackleton na cena dubstep. Belo álbum.

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Sábado, 23 Julho, 2016

HEAD TECHNICIAN Zones LP

€ 17,95 LP Ecstatic

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Nome de Pye Corner Audio para sons mais próximos do techno, navegando a quase sempre segura onda analógica. Não dizemos isto em tom depreciativo, nada disso, “Zones” cativa precisamente pela ligação a uma cena antiga que, já o tentámos dizer várias vezes, acaba por se autonomizar de qualquer ligação forte a uma época específica. Tanto soa a Warp e Rephlex como, mais para trás, a Front 242 puxado para um lado menos marcial ou Carpenter menos atmosférico. É um álbum sobre o qual não se justifica elaborar uma narrativa, já que a música nele contida tem um programa de acção muito próprio e estanque. A história ouve-se em cada faixa, serena, ligeiramente sombria, sempre ao lado da euforia de uma pista de dança mas procurando nunca perder o relacionamento com ela. Este som já nasce clássico.

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Segunda-feira, 4 Julho, 2016

SYNTH SISTERS Aube LP

€ 18,95 LP 17853 Records

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Rie Lambdoll e MAYUKo são as Synth Sisters e o que propõem, logo no início, são 16 minutos de New Age tensa e ritualista em “I’m Calling You From Distance”. Em linha com a longa tradição de música meditativa oriental ou inspirada no Oriente, os sons escorrem como líquido, fluem sem cessar, próximos do conceito de música eterna mas bem mais agitados e assertivos do que a ideia de música meditativa faz supôr. Em “Aube” escutamos uma máquina do tempo para sempre bloqueada na eternidade, música constante e muito rica em detalhes, capaz de gerar todo o movimento necessário para alimentar a imaginação. Música profunda, celestial, sim, só que ao mesmo tempo bem enraizada no chão, de onde nos chega o sustento. A viagem começa no Japão e prossegue na nossa cabeça.

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Quinta-feira, 5 Maio, 2016

ANDY STOTT Too Many Voices CD / 2LP

€ 14,95 CD Modern Love

€ 26,50 2LP Modern Love

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Em “Too Many Voices” Andy Stott prossegue com coerência aquilo que concretizou nos seus três álbuns anteriores. O seu som mantém a identidade e aqui continua uma ideia que já se fazia sentir no anterior “Faith In Strangers”, de que Stott procura soltar-se das ligações mais óbvias que a sua música tem com a música de dança britânica dos anos 1990s. Procura outras paisagens, estejam elas ligadas à electrónica dos anos 1980 que estava presente na pop de então ou a ligações menos óbvias com a música contemporânea dos anos 1960/1970. Neste disco esta última componente está muito presente e é sem dúvida o álbum em que concretiza essas ideias melhor, porque percebeu que funciona sem a roupagem de música de dança. Aliás, é menos uma ideia de “melhor” mas de entender como integrar este tipo de linguagem naquilo que agora anda a fazer. E se “Faith In Strangers” tinha esse gostinho de transição, aqui a ideia está mais completa, redonda. “Too Many Voices” está para o passado como “Luxury Problems” estava para “Passed Me By”/”We Stay Together”. Maravilha.

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Quinta-feira, 28 Abril, 2016

KAITLYN AURELIA SMITH Ears CD

€ 15,95 CD Western Vinyl

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No seu álbum anterior, “Euclid”, Kaitlyn Aurelia Smith desenhou um dos mais perfeitos exemplos de electrónica da actualidade. Falamos muitas vezes de electrónica que não é do presente, mas que soa a presente e, noutras, de electrónica feita actualmente que vai buscar a elementos do passado e aproveita ondas de recuperação para parecer moderna, ou actual num certo contexto. Não há mal nisso, boa música é sempre bem-vinda, mas com o conhecimento da norte-americana ficámos agradavelmente surpreendidos. Porque há qualquer coisa de novo aqui, há uma procura por novos sons, cruzamento de linguagens e algo que nos remete para uma ideia de futuro, agora. Tipo ficção científica. Por vezes lembra Holly Herndon, pela forma como usa a voz, mas na música de Aurelia Smith há um carácter mais global, um som que rompe tradições e que não se encaixa necessariamente na música electrónica ou na música ambiente. É uma viagem, uma viagem a sítios familiares e, simultaneamente, um som que quebra barreiras e que nos deixa agradavelmente surpreendidos com o presente: há um sentimento de descoberta em “EARS” que é avassalador. Entrem na viagem.

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Sexta-feira, 15 Abril, 2016

NIAGARA Félix, Fernando e Constantino CDR

€ 4,95 CDR Ascender

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Niagara, quê? Quinto CDR em 2016? Mais um maxi (e vem aí outro). Máquinas de trabalho bom, variando sempre o suficiente e planeando as faixas correctas para cada edição. Não pensem nem por um momento que isto são meros aglomerados de música que por acaso está pronta. 15 faixas, a fazer render bem o tempo, house e techno sempre aquele bocado ao lado da norma (Niagara é Niagara). Agora enquandrados por uma bateria de nomes e editoras a fazerem o que têm de fazer, fazem parte de uma cena por enquanto saudável de bangers nacionais. Mas “Félix, Fernando e Constantino”, sejam quem forem, metem o coração a trabalhar de maneira diferente. Há muito barulho no meio da dança, “Picaponto” pica o miolo como ele precisa de ser picado com certa regularidade. Quem tem os outros, não vai hesitar, nem 5 EUR saem do bolso. Duas capas á escolha, nós preferimos a do pombo, mas há menos.

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Segunda-feira, 4 Abril, 2016

KUNLUN Time Remaining Unknown LP

€ 16,50 LP Audiomer

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Max P, de quem habitualmente falamos enquanto High Wolf ou Black Zone Myth Chant, relevou-se desde o início da sua carreira como alguém sem medo de arriscar em diferentes campeonatos da electrónica. Kunlun é mais um veículo para a sua criatividade e este “Time Remaining Unknown” (acabadinho de sair e, atenção, é uma edição muito limitada) é uma exploração mais pacífica do que aquelas em que se aventura como Black Zone Myth Chant, procurando padrões mais próximos da new age e da library music recriados por via de um Harald Grosskopf. É, mais uma vez, impressionante o que consegue fazer com tão pouco, centrando-se em beats económicos mas hipnóticos que se desenvolvem com um bom sentido de tempo: e é um conceito que surge agarrado ao título. O tempo aqui, tanto a sua gestão nas canções, como aquele aliado ao título, ao que sugere, são importantes para absorver esta viagem que Kunlun oferece.

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Segunda-feira, 21 Março, 2016

MARK LECKEY Dream English Kid 1964-1999 AD MLP

€ 18,95 MLP The Death Of Rave

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Em 2012 a The Death Of Rave lançou-se com uma edição do som do vídeo de Mark Leckey, “Fiorucci Made Me Hardcore”. Em 2016 Mark Leckey regressa à editora com outra banda-sonora, à falta de melhor designação, desta vez para a peça “Dream English Kid 1964-1999AD”. É um período de trinta e cinco anos e, mais uma vez, o limite são os 1990s mas desta vez em vez de trabalhar uma memória presencial que é depois editada, o trabalho aqui é uma busca de Mark Leckey pelas suas recordações, pelas coisas que fizeram parte do seu imaginário – e que encontrou em diversos tipos de média das mais diversas formas – antes de se tornar um artista reconhecido. 35 anos de memória explorados através de som, distorcidos, trabalhados com o blur das lembranças reunidos com os espasmos da cultura popular de parte da segunda metade da década do século XX, mais centrada no Reino Unido, mas não exclusivamente. Outra obra-prima de som e um reflexo daquela tensão pré-milenar que hoje, lá está, faz parte da memória. Mas quem não se lembra?

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Quinta-feira, 25 Fevereiro, 2016

NIAGARA 2013-2014 CDR

€ 4,95 CDR Ascender

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ASCCDR05-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCCDR05-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCCDR05-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCCDR05-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCCDR05-5.mp3]

19 faixas retiradas do arquivo no Castelo Niagara. Os subterrâneos são o sítio para estar, e isso nada tem de sombrio. Os anos 2013-2014 foram ontem, mas o brilho histórico que a música transmite parece provir de bem mais além. Faixas rudes de house/techno a servir o momento, improvisações que se sentem, semi-edits às vezes. Os cortes são rudes, em várias das faixas, porque a gravação analógica em 4 pistas dispara um reverse (audível no final de algumas faixas, não é defeito). Além disso, quando termina termina, não há entradas nem saídas, só o momento presente. Niagara a meio caminho entre eles como produtores e eles como DJs.


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Quinta-feira, 25 Fevereiro, 2016

NIAGARA Escola De Condução CDR

€ 4,95 CDR Ascender

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ASCCDR04-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCCDR04-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCCDR04-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCCDR04-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCCDR04-5.mp3]

Experiências sem batida, esboços com ADN de Niagara, recolhidos também do período 2013-2014 (ver CDR “2013-2014″), dispersos por hardware informático provavelmente em desuso. Muitas referências afectivas pairam à nossa frente ao ouvir isto. Material cósmico mas também algum borbulhar electrónico mais proveniente das entranhas do equipamento. O estilo de Niagara resumido em pequenas peças (são 17, no total) que, por partes, vão compondo a figura. Baixa fidelidade, calor, energia – de novo – afectiva e confortável. O espaço que ocupam em 2016 não é de mais ninguém, e o ano praticamente acabou de arrancar. #orgulho


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Segunda-feira, 18 Janeiro, 2016

NIAGARA Ninho Do Açor CDR

€ 4,95 CDR Ascender

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ASCENDER003-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCENDER003-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCENDER003-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCENDER003-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASCENDER003-5.mp3]

“Ninho Do Açor” segue a deixa de “Orbital” mas a música assume-se claramente como dj tool sem vergonha. Apontado aos aventureiros de ouvido e a DJs necessitados de quebrar a melodia em sets demasiado certinhos. Estas seis faixas não fazem compromisso, é-lhes dado um revestimento quase de aço. Esta é a personalidade de Niagara em bruto. Açoite!


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Terça-feira, 12 Janeiro, 2016

NIAGARA Orbital CDR

€ 4,95 CDR Ascender

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Niagara afinam as suas ferramentas rítmicas numa dimensão que ainda não tinham explorado tão a fundo. É um vislumbre mais puro do seu mundo cheio de eventos. Festival de efeitos sobre compassos até bastante regulares que sustentam a desordem. Enquanto soa complexo, quase nonsense, os Niagara estão na verdade mais próximos do coração rítmico da house, uma espécie de transposição dos blocos da zona sul de Chicago para a zona a norte de Lisboa. Estica-se uma corda transatlântica e faz-se um nó com material de outras proveniências (Europa, até, os muitos ecos – literalmente – do período mais fértil do industrial). Seco, mas não parece em vias de secar.

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