Quarta-feira, 28 Dezembro, 2016

JENNY HVAL Blood Bitch CD / LP

€ 17,95 CD Sacred Bones

€ 23,95 LP Sacred Bones

[audio:http://www.flur.pt/mp3/SBR161-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SBR161-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SBR161-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SBR161-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/SBR161-5.mp3]

Ao falarmos de pop em relação a uma artista como Jenny Hval, o horizonte alarga automaticamente, de forma a podermos contemplar todo o alcance da sua expressão. Dir-se-ia quase inequivocamente nórdica. “Female Vampire” convoca algo ancestral que até pode nem recuar mais do que os anos de carreira de Space Lady, mas sente-se que a narrativa e o ambiente se conjugam para uma canção etérea, definida pela voz, o seu desdobramento e prolongamento, tudo a assentar perfeitamente no enquadramento escandinavo que já está na nossa cabeça quando partimos para a audição do álbum. Sofisticação e, ao mesmo tempo, desarme provocado pelas melodias directas, um ambiente distante que parece circular em redor de nós mais do que impôr-se aos nossos sentidos. Uma das faixas chama-se “Untamed Region”, o que acrescenta ainda mais austeridade ao formato. Há um sentimento muito selvagem, em “Blood Bitch”, emanado mais do interior do que através do envólucro sonoro. Um quê de Durutti Column no som abafado de caixas de ritmos, um quê de Alison Statton (Young Marble Giants, etc.) na voz, alguma aventura em colagens, um mundo largo mas perfeitamente concebido.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Terça-feira, 15 Novembro, 2016

NORBERTO LOBO Muxama CD / LP

€ 13,50 CD Three:Four

€ 18,50 LP Three:Four

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Alguns percursos não têm de ser lineares. O anterior disco de Norberto Lobo, “Fornalha”, apontava uma direcção bem diferente dos seus anteriores lançamentos: parecia Lobo distante de Lobo, próximo de Arthur Russell. Este “Muxama” dá seguimento à sua vontade de experimentar, mas não dá um seguimento estético a “Fornalha”. Norberto Lobo decidiu compor um conjunto de temas tendo como base um pedal que adquiriu e o que se ouve em “Muxama” é o resultado dessas aventuras. Os seus discos chegaram-nos sempre como pequenos livros, obras que se têm de ouvir do início ao fim para concretizarem a imensidão a que se propõem. “Muxama” não é excepção, contudo é o disco em que, por agora, separar temas, ouvidos sem contexto, pode provocar reacções do género “o que é que se passa aqui?”. Não há um Norberto diferente aqui, há sim um Norberto que num primeiro contacto parece diferente. Ouvindo bem “Muxama”, sentir por inteiro a história que conta ao longo dos seus nove temas, percebe-se que o seu génio está intacto e que o lado mais agreste, ou experimental (se se preferir), deste disco é uma ilusão criada por primeiras impressões. À medida que o primeiro contacto se dilui, “Muxama” desvenda-se como uma obra igualmente rica e, talvez, aquela que está mais despida na discografia de Norberto Lobo: sente-se como nunca o guitarrista a explorar e a definir novos horizontes. Mesmo quando, por vezes, esses horizontes não parecem cenários completos, são vistas bonitas de se ouvir.

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Quinta-feira, 3 Novembro, 2016

WEYES BLOOD Front Row Seat To Earth CD / LP

€ 16,95 CD Mexican Summer

€ 22,50 LP (+ mp3) Mexican Summer

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Ao longo da sua carreira, Weyes Blood foi sempre uma espécie de alienígena às vontades da indústria. Apareceu nos nossos ouvidos ainda muito nova e foi crescendo. E, consigo, a sua música também. A música não só cresceu, como mudou, e é interessante a sua característica mutante. É inevitável falar da capa e do título, concretizam bem essa ideia de outro ser: na capa, Weyes Blood expõe-se como se fosse um ser único na terra, acabado de chegar, carregado de exotismo numa paisagem que esmorece na figura de Weyes Blood. E, sim, está na fila da frente. A sua voz inconfundível provou sempre isso, mesmo em álbuns menos conseguidos, a sua voz impunha-se e afirmava a força de uma artista que por mais tropeções que desse, fazia-o com a convicção de que um dia encontraria o lugar certo. “Front Row Seat To Earth” é a primeira certeza desse caminho certo. É disco carregado de um romantismo – no sentido literário – singular e de ambientes que promovem uma nova vida. Tal como Angel Olsen procurou os Fleetwood Mac em “My Woman”, Weyes Blood também os consegue ver de perto, embora esteja mais preocupada em ser Stevie Nicks: não é, mas encontra-a de forma sublime.

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Segunda-feira, 12 Setembro, 2016

ANGEL OLSEN My Woman CD

€ 15,95 CD JagJaguwar

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“Sister” aparece na segunda metade do álbum – e é uma espécie de single na altura do lançamento deste “My Woman” – e nos seus oito minutos fica a impressão de que há algo ainda mais fenomenal a acontecer neste disco do que inicialmente parece. Há um controlo de tempo e emoções impressionantes nos primeiros minutos de “Sister” e depois Angel Olsen deixa tudo nos últimos dois versos, repetindo-os, e encaminhando a canção para algo próximo dos Fleetwood Mac em “Sara”. Deixa claro que não é Stevie Nicks. É Angel Olsen. Mais depurada do que no anterior “Burn Your Fire For No Witness” e com uma perfeita consciência disso. E isso permite-a explorar livremente as suas canções, sem se prender a algo parecido com uma fórmula: é por isso que há canções tão distintas, como “Intern”, “Shut Up And Kiss Me” ou “Heart Shaped Face”. Aliás, um dos momentos mais interessantes do álbum é a forma como “Heart Shaped Face” corta um bocado com o ritmo da primeira metade e prepara o ouvinte para “Sister”. “Sister” não é a melhor canção, mas é aquela em que tudo fica claro, em que há a certeza de que Angel Olsen não deu um passo maior do que a perna ao querer depurar o seu som. A sua voz é cristalina, a escrita é perfeita na forma como é indirecta (e, sim, aqui é genial a forma como faz igual aos Fleetwood Mac na fase Buckingham/Nicks). Para os convertidos, “My Woman” é um grande momento. Para os que ainda não estavam, façam o favor de aceitarem toda a graciosidade e grandiosidade de Angel Olsen.

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Segunda-feira, 12 Setembro, 2016

SCOTT WALKER The Childhood Of A Leader OST CD / LP

€ 12,50 CD 4AD

€ 21,95 LP (+ mp3) 4AD

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Enquanto o filme rola, a música não permite nunca que a tensão diminua, puxando-o para território de filme de terror que, obviamente, não é. Este forte drama psíquico joga-se em grande medida no interior de uma casa escura e austera que nos vai alimentando a imaginação sobre o que, afinal, se passa. A música parece esticar para todo um filme o momento “Psycho” de Bernard Herrmann, com a diferença de que, nesse filme, há um claro pico na acção com a cena no chuveiro, enquanto que, em “Childhood Of A Leader”, a música transmite a ideia de que não há um crescendo, é sempre em tom elevado e, de certa forma, parece frequentemente obrigar o filme a movimentar-se, em vez de meramente o ilustrar. Uma experiência bastante poderosa, mergulhar nesta composição orquestral de Scott Walker, em linha com a música perturbadora que tem gravado neste século.

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Segunda-feira, 12 Setembro, 2016

NICK CAVE & THE BAD SEEDS Skeleton Tree CD / LP

€ 16,50 CD Bad Seed

€ 27,95 LP Bad Seed

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As circunstâncias em volta da gravação do 16º álbum de Nick Cave com os Bad Seeds são conhecidas: há mais de um ano, quando o álbum já estava a ser gravado, um dos filhos de Nick Cave morreu perto da sua casa em Brighton. “Skeleton Tree” vive dessa imagem mas não se alimenta disso, é um álbum com isso presente e é, sobretudo, um álbum que tem de lidar com a morte. Isso, estranhamente, é uma coisa nova na discografia de Nick Cave. Ela já esteve presente, há personagens que morrem nas canções de Cave e há forças que renascem, mas até ao momento não existia um álbum com isso tão táctil e com uma força que esmaga a cada canção: e é tudo, desde a voz de Cave, as letras, até aos ambientes completamente sepulcrais. Não é um disco para ficar de rastos, mas um para aceitar um outro tipo de existência. Cá ou lá.

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Quinta-feira, 18 Agosto, 2016

SHY LAYERS Shy Layers LP

€ 18,50 LP Growing Bin

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Directamente da Growing Bin, editora com a simples filosofia de que só edita coisas que compraria (simples e óbvio). Começou como um blog, tornou-se numa editora, e edita discos dos mais variados estilos, com uma linha condutora marcada pela qualidade. É assim que chega o álbum de Shy Layers, um dos mais refinados acontecimentos pop deste ano. Há qualquer coisa de perfeito aqui, que se aconchega ao tempo e à forma como se revisita a música nesta década. Se fosse dito que era uma reedição de um disco perdido da década 1980 e que influenciou os Air, a história vendia. Mas não é, é algo de agora, o disco de estreia de JD Walsh, residente em Nova Iorque, e que se movimenta por outras artes que não a música. O que aqui acontece é uma entrega total de sons que adora, desde pop francesa, Belle & Sebastian, afrobeat, psychedelia e os discos assumidamente de praia-balearicos. Tudo se conjuga e tanto há de verão aqui, como de domingo passado no sofá. Melódico, parece um acto contínuo de bom gosto, em que as influência se desfazem ao fim de pouco tempo e assume-se totalmente o lado dream-pop que JD Walsh esculpiu. Já devem ter apanhado alguns sites a dizerem muito bem deste disco. É tudo verdade. É um dos grandes discos do verão 2016.

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Quarta-feira, 10 Agosto, 2016

BRIGID MAE POWER Brigid Mae Power CD / LP

€ 12,95 CD Tompkins Square

€ 16,95 LP Tompkins Square

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O álbum estabelece muito cedo uma atmosfera de transe sentimental, colocando o ouvinte em suspensão através dos ambientes quase etéreos, não apenas facilitados pela voz mas também muito pelos arranjos. Piano com aquele tom vazio pronto a ser preenchido pela carga emocional de cada um; guitarra frequentemente dedilhada de forma repetitiva, mântrica, uma ou outra inclinação oriental, neste álbum gravado no Oregon por uma cantora irlandesa nascida em Londres. Facilmente seria tido como obra perdida de uma autora clássica, mas talvez Brigid esteja em linha para ser olhada como tal, no futuro. Para já, colaborações com Lee Ranaldo, Alasdair Roberts e Richard Dawson, entre outros, garantem a proximidade a alguns espíritos iluminados da arte da canção. No entanto, a cantora e autora revela autoridade na sua autosuficiência criativa, tocando acordeão, ukulele, piano e harmónio, para além de alimentar o fogo que origina as suas canções. Ficamos lá logo no início, com os mais de 6 minutos bastante devocionais de “It’s Clearing Now”.

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Quinta-feira, 4 Agosto, 2016

TERRY HQ CD / LP

€ 11,95 CD Upset The Rhythm

€ 15,95 LP Upset The Rhythm

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Há qualquer coisa de simultaneamente estático, sem oferecer futuro, e infinitamente renovável, na continuação do rock como ideia de revolta, expressão de diferença ou simplesmente expressão. Terry podem soar como alguns heróis pós-punk, aqui e ali, Wire, até Bauhaus, fala-se algures na net nos Swell Maps, e o que passa nas 10 canções deste álbum é a sensação de uma energia muito importante para que possamos manter a fé numa tocha passada de mão em mão ao longo dos anos. “Terry HQ” não aparenta devoção da banda a outra banda ou sequer a um género, revela, antes, uma diversão descomprometida, muito competente, um aproveitamento natural do que existe antes porque é isso que todos fazemos, bem ou mal. Terry fazem-no bem, fácil, alisam o rock sem com isso perder força, pintam com um estilo contagiante. Várias maneiras de dizer que este álbum soa bem. A História está cumprida, Terry fazem agora parte dela e a sua voz importa. Bonito. Feito na Austrália.

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Segunda-feira, 25 Julho, 2016

THE AVALANCHES Wildflower CD / 2LP / 2LP Deluxe

€ 12,50 CD XL

€ 28,95 2LP XL

€ 34,50 2LP (Deluxe) XL

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Segunda-feira, 11 Julho, 2016

SWANS The Glowing Man 2CD / 2CD+DVD / 3LP

€ 17,50 2CD Mute

€ 22,95 2CD+DVD Mute

€ 32,95 3LP (+ poster + mp3) Mute

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Poderia ser uma má notícia, aquela que revela que este é o último élbum da actual encarnação dos Swans. Mas, como no passado, as mudanças de direcção ou reposicionamentos de Michael Gira sempre trouxeram boas surpresas e acrescentos. “The Glowing Man” segue de perto a majestade de “To Be Kind”, o peso granítico das guitarras e bateria, os mantras de Gira, a elevação da sua voz e a queda na gravidade, a ressonância das suas palavras, a maneira como percorre naturalmente as várias fases dos Swans sem ter de fazer novas versões de “êxitos” passados. Aliás, a declaração de intenções escrita por Michael Gira refere muito explicitamente que, quando reactivou os Swans em 2009, escolheu cuidadosamente quem o ia acompanhar num percurso em direcção ao futuro, já que não fazia qualquer sentido os Swans existirem como banda de tributo a si própria, tocando ao vivo as mesmas faixas antigas vezes sem conta. É todo um novo repertório que os Swans ofereceram à humanidade desde “My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky” em 2010. E o motivo sempre subjacente? AMOR. É Gira quem o afirma. Distraidamente, para quem escuta, a música pode insuflar terror, ansiedade, revolta, poder, angústia, raiva, mas é tudo sobre amor. Assunto antigo, eterno.

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Segunda-feira, 6 Junho, 2016

ACID ACID Acid Acid CD

€ 9,95 CD Nariz Entupido

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A repetição da palavra “Acid” é logo indicatória do que acontece neste disco. Sensação de transe pacífico, por vezes em tom épico, movimentos circulares mas profundos, guitarra e orgão puxando aquelas cordas ancestrais que nunca falham em transmitir calor e emoção. São duas composições longas, aqui divididas em três clips de som (selecção do próprio Tiago Castro), muito espaço para deixar fluir um som que se reconhece de 1000 audições prévias de 1000 outros discos mas que, na combinação certa (e parece-nos ser o caso) tem sempre vistas mais largas e definidas do que aquilo que a priori se pode pensar. Talvez seja redundante dizê-lo, mas é o tipo de álbum que precisa mesmo de ser escutado com calma para revelar todo o poder que é impossível sentir numa audição casual ou distraída. Algumas partes podem até ser um luxuoso som de fundo, só que estaremos a perder a essência da viagem. Direito aos corações de quem se sente superiormente abanado com a tradição cósmica alemã, a passagem pelo lado bom da New Age, até às explorações nas margens do rock, já neste século, sempre a empurrar para cima e para fora. Sigam.

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Quinta-feira, 17 Março, 2016

CAVERN OF ANTI-MATTER Void Beats / Invocation Trex CD

€ 15,50 CD Duophonic

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Equipa saborosa: Tim Gane e Joe Dilworth (ambos dos Stereolab), Sonic Boom, Holger Zapf, Jan St. Werner e Bradford Cox. Tudo gente com uma ligação honesta, na sua “outra” música, com o krautrock e é por isso que logo nos primeiros minutos dos treze de “Tardis Cymbals” ouve-se Neu!. Mas há mais, “Void Beats / Invocation Trex”, o segundo álbum dos Cavern Of Anti-Matter evoca uma ligação muito próxima de uma fusão de electrónica com ritmo e jazz que já não se ouvia há algo tempo: lembramo-nos logo dos Stereolab, claro, mas há aqui uma desenvoltura mais técnica, e um cruzamento com outros universos, como o dos Goblin, e uma ideia de música de ficção científica do futuro que hoje é rara ouvir: é um conceito que parou um pouco nos 1980s e que foi por diversas vezes replicado mas poucas com uma visão de século XXI. E os doze temas deste álbum oferecem essa visão de futuro no presente, bem conseguida e organizada. Delicioso.

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Quinta-feira, 4 Fevereiro, 2016

DAVID BOWIE Blackstar CD / LP

€ 16,50 CD Sony BMG

€ 35,50 LP Sony BMG

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Inquestionavelmente Bowie, mesmo na mais incaracterística primeira canção. “Blackstar”, essa canção, segue num passo urgente que serve na perfeição a voz de “últimos dias” que ele adopta. É uma canção irrequieta, crepuscular, tensa, quase preocupante (agora a posteriori é-o com certeza). “Lazarus” soa bastante clássico, com o autor já a assumir uma presença no Céu – e a frase “Everybody knows me know” pode soar redundante, quase uma necessidade de amor quando, para todos, é claro que o mundo já o conhece há muito tempo. “Sue” soa como uma power jam dos Swans, apenas ligeiramente menos musculada mas com a mesma propensão para o transe, e tem um toque de Quarto Mundo de Jon Hassell algures submerso lá no meio (é mais uma sensação do que o som propriamente dito). Bowie consegue em “Blackstar” um magnífico álbum que não tem, espantosamente, de se apoiar em nada específico que ele tenha já feito, e no entanto, como dissemos no início, é inquestionavelmente seu. Talvez não soe inteiramente bem dizê-lo, mas “Blackstar” soa como Bowie adulto, não há tentativas muito marcadas de ser pop nem, pelo contrário, de ser demasiado diferente ou desviado. Tem saxofone suficiente para ancorar a música numa época bizarra que queremos identificar com os 80s mas que, na verdade, não pertence lá. Por razões óbvias, agora é ainda mais fácil chamar-lhe Génio.

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Quarta-feira, 3 Fevereiro, 2016

TY SEGALL Emotional Mugger CD / LP

€ 12,95 CD Drag City

€ 15,50 LP Drag City

A frequência das edições de Ty Segall não revela alguém muito produtivo, mas alguém que faz dessa acção um modo para as suas canções, e toda a cultura à volta delas, encontrarem um modo de subsistir e fazer sentido. E assim Ty Segall, de disco para disco, encontra e oferece uma regularidade, mesmo quando há desvios daquilo que se está à espera. E, já agora, esses desvios também servem para fortalecer as suas qualidades. Porque o rock de Segall vive desse excesso, seja da quantidade, seja do uso e abuso de certas técnicas, de temas, de um corte com essa vontade de ser diferente. Então o que faz é procurar dentro daquilo que conhece a perfeição e a perfeição exige prática, excesso, e é isso que Ty Segall tem feito ao longo dos anos. É por isso que os álbuns chegam a uma velocidade estrondosa e é também por isso que cada álbum parece ser melhor do que o anterior: porque está a aprender, a refinar, a concentrar cada vez mais em cada canção aquilo que importa e aquilo que lhe importa. E é por isso que “Emotional Mugger” é um álbum que oferece de imediato coisas fantásticas e que nos faz esquecer, por momentos, de tudo o que está para trás. Livre e despreocupado, como sair de casa dos pais sem deixar um bilhete.

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