Sexta-feira, 16 Dezembro, 2016

AIR Air LP

€ 23,50 LP (2016 reissue) Be With

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História habitual, banda grava um disco e desaparece do radar. Essa é a história deste quarteto de Long Island que em 1971 gravou este álbum homónimo enquanto Air. Na altura poderíamos catalogá-lo na área do soul/jazz/funk, hoje ainda é isso, mas acrescenta-se uma ideia de disco com uma liberdade pop encantadora. Também há qualquer coisa de fusão que leva para o progressivo, mas a coisa nunca se estica muito. Tudo contribui para o groove, que até está lá nos momentos mais calminhos, graças à voz de Googie Coppola. A voz de Googie Coppola é portentosa e traz uma força impressionante às canções. Eleva-se de uma forma fascinante em qualquer uma das canções e torna-as num verdadeiro tesouro. A reedição recria a edição original e o som é imaculado. É uma das grandes descobertas do ano.

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Quarta-feira, 16 Novembro, 2016

DANIELA CASA Arte Moderna LP

€ 17,50 LP Cacophonic

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A italiana Daniela Casa é um dos nomes mais falados nas edições que têm surgido nos últimos anos de música electrónica/library italiana da década de 1970. Pelas mãos da Finders Keepers saiu há dois anos a excelente compilação “Sovrappoizione Di Immagini” e agora numa das suas editoras paralelas, Cacophonic, sai este “Arte Moderna”, um dos seus poucos trabalhos pensados enquanto conceito de disco. É, por isso, uma obra completamente orientada para um certo tipo de som, menos library e mais uma espécie de aventura clássica por sons/composições evocativas das bandas-sonoras que se faziam então. Clássico porque há um tom muito clássico nos catorze temas de “Arte Moderna”, são peças de três minutos (na sua maioria) que exploram ideias, melodias, que são realizadas nesse curto espaço de tempo, por vezes de uma forma circular, mas totalmente final. Esse é um dos fortes de “Arte Moderna”, parecem estudos de cenários, experiências, que ouvidas isoladamente são muito bonitas e que no seu conjunto constroem um ambiente único, totalmente cinematográfico: para um filme, para cenas que não existem. Apesar do seu espólio não ser tão abrangente como de outros compatriotas, o trabalho de Daniela Casa é ouro e um dos mais redondos e perfeitos realizados neste período em Itália.

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Terça-feira, 15 Novembro, 2016

PEDRO SANTOS Krishnanda CD / LP

€ 13,95 CD (2016 reissue) Mr. Bongo

€ 23,50 LP (2016 reissue) Mr. Bongo

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Quarta-feira, 2 Novembro, 2016

ZOMBY Where Were U In ’92? LP

€ 19,50 LP (2016 reissue) Cult Music

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Agora regressou mesmo o fantasma de Natais Rave Passados (e “passados”, aqui, tem mais que um significado): Zomby começa este álbum logo em velocidade de cruzeiro, nada de introduções a preparar terreno. Aliás, o título “Fuck Mixing, Let’s Dance” explica-se por si. A sequência das 14 faixas é non-stop mas em vez de misturas seguidas de uma para outra temos cortes abruptos sem intervalos de silêncio. Bonito. “Where Were U In ’92?” representa um reencontro do dubstep com as suas raízes de forma mais explícita. Se o dub se ouve aqui afundado em samples ou linhas de baixo, a componente rave ou ‘ardkore é celebrada na nossa cara. Sirenes, breaks, samples de “Blade Runner”, linhas de baixo com uma tonelada, piano house, uma autêntica festa. Como se Burial desligasse a máquina de fumo e de repente ficasse tudo exposto: as roupas fluor, pessoas até nem muito bonitas, camisolas de futebol, lightsticks e sorrisos exagerados. Parece desagradável? Só para quem dançou pela última vez antes de 1988. Dinâmico, consciente das suas raízes e muito em tom com a mistura cut and paste de hoje, uma espécie de Girl Talk sem os hits reconhecíveis. Energy Flash!.

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Quarta-feira, 26 Outubro, 2016

MIKE & RICH Expert Knob Twiddlers 2CD / 3LP

€ 13,50 2CD (2016 reissue) Planet Mu

€ 28,95 3LP (2016 reissue) Planet Mu

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Isto foi incrivelmente especial em 1996. O encontro entre µ-Ziq e Aphex Twin juntava os dois nomes mais significativos na cena electrónica que saíu da rave para criar novo território (e novos paradigmas). “Expert Knob Twiddlers” mantém bem visível a postura destes produtores que nunca se levaram muito a sério. Se isso é mais notório quando pensamos em Aphex Twin, ao ouvir µ-Ziq (ou outros projectos de Mike Paradinas) ficamos logo ligados a uma ideia muito lúdica de som. Em ambos os casos, as referências à infância são muito presentes, isso também é explícito na capa do disco, onde ambos aparecem a jogar Downfall. Muito longe de techno ou house. O álbum mostra uma série de composições que tanto se inspiram na BBC Radiophonic Workshop como no mundo colorido da Exotica dos anos 50/60 que, por acaso, a meio dos anos 90, estava a influenciar alguma pop e alguma electrónica. Uma certa postura de jazz na desconstrução dos ritmos é também um ponto identificador da música. A estrutura soa bastante livre, há uma criatividade quase clássica nos arranjos, mas é precisamente isso que, aliado à estranheza dos sons, torna o álbum tão bom ainda em 2016. Gravado originalmente em 1994, durante o Mundial de Futebol nos EUA, foi cortado, preparado e editado por Richard D. James (Aphex) na sua Rephlex. A presente reedição foi remasterizada, a ordem original das faixas reajustada para uma outra narrativa e inclui sete faixas extra.

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Quarta-feira, 26 Outubro, 2016

CAMBERWELL NOW The Ghost Trade LP

€ 24,95 LP Modern Classics

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O sentimento que Charles Hayward comunica, ao referir-se a este seu grupo pós-This Heat, é de sermos uma espécie de espectros que habitam um mundo industrial e futurista criado por nós próprios. Isso é uma constatação social sem que a música necessite de transmitir uma mensagem óbvia através de textos. Em termos de som, “The Ghost Trade” soa até bastante terreno, isto é, talvez menos “experimental” do que se esperaria de um grupo que herdou pergaminhos tão fora como os que This Heat escreveram. Camberwell Now movem-se, ainda, nas margens do rock, e o que é subvertido aqui é o código universal do género, as infinitas ligações entre instrumentos, a relação entre melodia e ritmo, as harmonias vocais. Tomada como um todo, cada canção é claramente contestatária da ordem habitual. A voz de Hayward é frequentemente arranhada e arrastada e, curiosamente, aproxima-se (em “Wheat Futures” por exemplo) de uma entrega folk bastante tradicional, um lamento cujo eco também se sentia em algumas bandas que flirtavam com o imaginário da Inglaterra verde e rural, como os Band Of Holy Joy. No entanto, tudo o que nos possa agarrar a essa ideia é fugaz, em “Ghost Trade”, logo frustrado por uma canção disco-punk como “Speculative Fiction”. Sério material para reflexão sobre os tortuosos e fascinantes caminhos seguidos pela música independente britânica.

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Quarta-feira, 26 Outubro, 2016

CAMBERWELL NOW The EP Collection LP

€ 24,95 LP Modern Classics

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MCR922-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR922-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR922-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR922-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MCR922-5.mp3]

Junto com “The Ghost Trade” (LP, 1986), Camberwell Now, a banda formada por Charles Hayward logo a seguir ao fecho de actividade dos This Heat, lançaram dois EPs, reproduzidos na íntegra, um em cada lado deste LP. “Meridian”, de 1983, exemplifica bem uma abordagem mais tarde espalhada por vários recantos em “The Ghost Trade”. Essa abordagem prende-se com uma reconversão de traços tradicionais de alguma folk, prende-se também com uma maneira britânica de estar na música, em entendimento com a pop mas com uma bagagem culturalmente tão rica que é inevitável inventar percursos que não estavam lá. Sente-se um conforto estranho, que não tem a ver com a década de 80 (estes discos não são datados dessa forma), há uma certa afinidade com o modo como Robert Wyatt fazia pop, há uma atmosfera cinzenta que pode ser apontada aos anos Thatcher, ao clima inglês, a uma disposição natural para transformar uma melancolia que parece militante em energia contagiante. “Greenfingers”, de 1986, avança na dissonância, e avança na estética (“Send reinforcements, we’re going to advance”), enquanto ao mesmo tempo fixa uma canção com base na qual passamos a medir todos os outros momentos pop de Camberwell Now: “Know How” é transcendente, frágil, quase um pranto de Jon Anderson, para quem se lembra da sua carreira depois dos Yes, especialmente. No entanto, a canção cai repentinamente no nosso colo, sem tempo para escrevermos tratados sobre o que parece e não parece.

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Sábado, 24 Setembro, 2016

MANUEL GÖTTSCHING E2-E4 – 35th Anniversary Edition LP

€ 23,50 LP (2016 repress) MG.ART

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Como muitas outras peças de música, resultou de uma sessão privada que por acaso ficou gravada. Göttsching podia não ter registado este mantra de 59 minutos e simplesmente ter disfrutado no seu momento de iluminação da incrível elevação que esta música proporciona. Tudo aconteceu em casa, depois do regresso de uma tournée com Klaus Schulze, mas o alcance foi global. Em 2006, James Murphy (LCD Soundsystem) gravou «45:33» para a Nike e a justificação mais comum que ele próprio deu para ter aceite o convite foi que este era uma excelente oportunidade para fazer algo parecido ao que Manuel Göttsching havia feito com «E2-E4». Também em 2006, Joe Clausell intervém sobre originais de MG; no final de 2005, Prins Thomas chama simplesmente «Goettsching» a uma faixa; antes ainda, em 1989, surge a que é tida como primeira homenagem a «E2-E4», gravada em Itália por Sueño Latino (comum em produções italianas da época fazerem-se versões de clássicos da electrónica como Jean-Michel Jarre ou Vangelis) e revista em 91/92 por Carl Craig e Derrick May em Detroit. Vinte anos antes, em 1971, Göttsching gravava o primeiro álbum com Harmut Enke e Klaus Schulze sob o nome Ash Ra Tempel, durante toda a década de 70 uma referência constante na Música Cósmica produzida na Alemanha, apesar de o último álbum com esse nome ser de 1973. Os elementos dispersaram-se, alguns (incluindo MG) continuaram como Ashra e em projectos a solo.
MG grava em 1975 «Inventions For Electric Guitar» em seu nome e, mais pequeno, Ash Ra Tempel VI porque era o sexto álbum no conjunto da obra. Dois anos depois estreava o Episódio IV da saga «Star Wars» e o nome de R2D2 ficou para sempre como a base teórica para o título de «E2-E4», na verdade a jogada de abertura mais comum no xadrez. No final do seu contrato com a Virgin, Göttsching reconhecia que seria difícil editar o disco e, em 1982, o melhor que conseguiu foi uma reacção entusiástica de Richard Branson, entretanto desligado da Virgin-editora. «E2-E4» seria editado apenas em 1984, em LP, e só em 1990, com a edição em CD, a música foi realmente apreciada tal como tinha sido gravada: de uma só vez. Um take apenas e estava feito o mantra perfeito para todas as festas house, techno e trance que proliferaram nos anos 90. A densidade de textura, ambiência, o ritmo sugerido, são ainda hoje pilares que aguentam esta música em qualquer circunstância sem que se note sequer a idade, já que a electrónica utilizada não revela datação concreta. Como guitarrista, MG escolhe intervir apenas aos 30 minutos. Demorou tempo a convencer-se de que podia encarar a quase uma hora gravada como um álbum completo que acabou mesmo por substituir um outro que andava a planear há mais de um ano. O músico disse ainda que nunca tinha acontecido uma jam privada ficar perfeita, sem alterações abruptas de volume, efeitos técnicos ou tentativas falhadas. Teve de honrar o sucedido com uma edição integral da obra.

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Quarta-feira, 27 Julho, 2016

VIVIEN GOLDMAN Resolutionary CD / LP

€ 12,50 CD Staubgold

€ 16,50 LP Staubgold

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Vivien Goldman é jornalista, voz activa na multiculturalização do punk também como autora de música. Em certo tom, sua voz ecoa a de Lora Logic, um estilo definido de falsetto. O terrivelmente importante single “Laundrette” (1981) abre esta retrospectiva, relembrando-nos de como foi definitiva a sua marca, tardia, quando nos apercebemos da sua existência através da compilação “Anti NY (Gomma, 2001). “Resolutionary” explora de forma consequente e aventureira o encontro mágico entre punk e reggae/dub, acrescentando a dose certa de moralização panfletária da época (social mais do que política). Se por acaso nunca se cruzaram com o nome Vivien Goldman, para o caso basta saber que em “Laundrette” e no lado B “Private Armies” (também incluído neste álbum) tocam Robert Wyatt, Keith Levene (PIL), Adrian Sherwood, Vicky Aspinall (Raincoats) e Steve Beresford (Flying Lizards, etc.). Desde logo, este relacionamento demonstra quão fulcral era a posição de Goldman na cena, não apenas na teorização mas na prática. A informação da editora diz-nos que “Resolutionary” documenta três fases: Vivien nos Flying Lizards; depois a solo; mais tarde como metade de Chantage, com Eve Blouin. Algures entre Lizzy Mercier Descloux e Lora Logic depois dos Essential Logic, evidência clara de uma época solta (1979-82), apesar dos constrangimentos políticos e sociais. A música permite inventar a diferença e, às vezes, consegue torná-la realidade.

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Quarta-feira, 20 Julho, 2016

ANDRZEJ NOWAK Cocktail Paint LP

€ 15,95 LP DUNNO Recordings

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Fantástico álbum feito a partir de música abandonada, orfã em relação à intenção original. Essa era a de servir como banda-sonora para filmes de animação polacos. Essa junção com os filmes nunca aconteceu, aparentemente porque os produtores não acharam a música adequada. O período abarcado em “Cocktail Paint” decorre entre 1987 e 1997, o que ouvimos são composições relativamente curtas mas com uma força narrativa muito marcante. Música composta em computador, uma expressão ainda algo nascente em 87, apesar de a década já ir avançada. Pulsações, arritmia, falsos instrumentos de sopro, um universo digital cheio de brilho, uma espécie de muzak bem mais dramática e presente do que o normal. Recorda, de uma forma mais alucinada, o óptimo álbum de Jeremy Dower para a Plug Research no ano 2000, algumas coisas de Felix Kubin gravadas nos anos de arranque da sua editora Gagarin, evoca naturalmente o mundo misterioso da música electrónica mais antiga, com muito terreno para explorar. Adoramos.

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Terça-feira, 24 Maio, 2016

THE DURUTTI COLUMN LC 2CD / 2LP

€ 16,50 € 13,95 2CD Factory Benelux

€ 27,50 € 25,50 2LP Factory Benelux

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Recentemente, tornou-se público que Vini Reilly estava muito doente, incapacitado para continuar a fazer aquilo que tão bem fez durante grande parte da sua vida. A onda de solidariedade foi assinalável e, de um momento para o outro, a música de Durutti Column passou a estar presente na cabeça de muitos. Percebe-se agora a onda de reedições e a falta de material novo. Mas esta não é uma missão humanitária, simplesmente: há um défice muito grande da sua discografia – atingida permanentemente pela desgraça, também -, e qualquer peça nova que se junte à sua obra é mais do que bem-vinda. Até porque, e é isso que interessa para aqui, a sua música continua a soar tão fresca e tão original como na altura em que a ouvimos pela primeira vez. Surpresa? Talvez, pois é o tempo é mais do que essencial para estarmos seguros disto. “LC” aparece com estrondo numa versão dupla, que junta um sem número de extras – são 23, senhoras e senhores! – mais do que apetecíveis, entre singles, temas de compilações e versões alternativas. Foi o segundo álbum da sua carreira, editado em Novembro de 1981, e tem uma modernidade avassaladora, directa, sem desvios e sem adornos desnecessários. A relação de Reilly com Martin Hannett tinha-se desvanecido e começava uma outra, de maior e próxima relação – é com Bruce Mitchell que encontra um ritmo próprio que casaria na perfeição nos sempre oblíquos arranjos de Durutti Column. Depois destes anos todos, talvez ainda não se tenha descoberto com exactidão o estilo desta música. Se para os fãs esta é uma edição mais que obrigatória – e ouvi-la novamente, passados alguns anos de pousio, é emocionante -, para o público que vai começando a perceber o que se passou, este momento é de absoluta importância. Eis um daqueles discos especiais como há poucos.

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Segunda-feira, 23 Maio, 2016

THE LINES Hull Down CD / LP

€ 12,50 CD Acute Records

€ 17,95 LP Acute Records

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Mesmo ali no início dos 80s, Rico Conning fazia parte dos Lines. Ele ficou conhecido não só como músico mas como engenheiro de som, com um curriculum impressionante: Laibach, Depeche Mode, Coil, Sting, Erasure, Les Negresses Vertes, e um gigante etc. “Hull Down” mostra-nos material gravado pouco antes de se separarem (o último álbum que editaram foi “Ultramarine” em 1983) e, de novo, que surpresa navegar em águas que parecem 1000x familiares. The Lines usam linha ácida em “Nicky Boy’s Groove”, por exemplo, o que os coloca imediatamente numa outra zona do grande inominável pós-punk. A caixa-de-ritmos é recorrente, não há muito synth pop, algumas guitarras são próprias daqueles anos, há vocoder, só que quando tudo se une nas canções em “Hull Down” temos perante nós uma banda que, sem problemas, podemos qualificar, à luz da época, como original. Muitas experiências, aqui, nunca, também, um enorme desvio da pop, um toque de música de dança (se acharem que “20 Jazz Funk Greats” de Throbbing Gristle serve como exemplo). Muito recomendado!

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Quinta-feira, 17 Março, 2016

MARC HOLLANDER / AKSAK MABOUL Onze Danses pour Combattre La Migraine LP

€ 16,95 LP + mp3 (2015 reissue) Crammed Discs

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Numa época em que o acesso à informação é mais facilitado do que nunca, é com alguma incredulidade que se repara – e basta navegar nas redes sociais e perceber os likes – de como a cabeça das pessoas continua tão tacanha. Isto para dizer que – por incrível que pareça – hoje é mais difícil fazer-se um disco tão variado, arriscado e exploratório como este “Onze Danses Pour Combattre La Migraine” como em 1977. E uma das razões para voltarmos tanto ao passado, tanto às reedições, ou redescobertas, é precisamente esta vontade de explorar, este encontro com música que não encaixa em grupinhos: ainda existe, mas por inúmeras razões, em menor escala. E há um charme imenso naquilo que Marc Hollander e Vincent Kenis concretizam neste disco, seja pelo desejo de fundir vários géneros e derrubar uma certa barreira que existia com a música étnica – estávamos em 1977 – ou pela liberdade com que discursam na electrónica sem medo de parecerem ingénuos. E quando são ingénuos, logo a seguir entregam outra dose de ingenuidade (há muitas em “Onze Danses…”), e logo a seguir outra, e às tantas percebe-se que isso é o charme deste disco, é a frase de engate, uma estrutura que não recusa a experimentação com algumas barreiras e que tanto toca no minimalismo como no rock progressivo daquela década. E à medida que o disco corre entende-se que não é easy listening, library, jazz ou electrónica, é o que é. Às vezes tem groove, outras vezes tem uma criança insuportável a cantar (e, acreditem, é encantador, de uma certa forma), outra vezes fala de um futuro qualquer que não aconteceu. É um disco ilimitado, refinado e sem grande vontade de se enfiar em convenções. Que irreverente.

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Terça-feira, 1 Março, 2016

THE TAPES Selected Works 1982-1992 2LP

€ 21,95 2LP Ecstatic

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A editora de Alessio Natalizia (Not Waving) pega no trabalho dos irmãos Giancarlo e Roberto Drago e edita-o pela primeira vez em vinil, numa edição valiosa, com boas liner notes, que servem não só para enquadrar a posição dos irmãos em relação à música mas também justificar as suas acções e aquilo que procuravam durante o período em que começaram a criar música e aquele em que se concentra esta compilação. Este “Selected Works 1982-1992” é mais um pedaço do industrial que se tem de descobrir, cheio de ideias concretas que por vezes não são suficientes para se chamarem “músicas” mas experiências sem medo que absorvem o ouvinte e concentram o que de melhor existia neste carácter experimental na electrónica deste período. Apesar de ser material solto, é coerente, estética e narrativamente, há um prazer contínuo pela experiência nos Tapes e uma procura de fórmulas simples que entreguem as suas ideias na perfeição. Sente-se a ausência de medo em arriscar e isso é um catalisador da criatividade que existe em todos – sim, TODOS – os temas desta compilação. É um daqueles nomes que se lia nos livros mas nunca se chegava a ouvir. Agora é possível, numa edição primorosa. Assim vale a pena.

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Sexta-feira, 7 Junho, 2013

THE CARETAKER An Empty Bliss Beyond This World CD / LP

€ 20,95 LP (Edição Limitada) History Always Favours The Winners

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Ao longo dos últimos meses, temos visto uma série de discos de Leyland Kirby a serem apresentados depois de um 2010 relativamente calmo. Foi uma forma de dizer que o triplo “Sadly, The Future Is No Longer What It Was” deveria perdurar no nosso consciente. E assim foi. Porque Kirby, seja assinando como Leyland ou como Caretaker, é um ginasta do tempo e da memória numa época em que essas duas coisas são trabalhadas quase sempre de forma errada. E o que ele nos pede quando ouvimos os seus discos é uma tarefa quase injusta nos tempos que correm, na forma como nos habituámos a ouvir música: pede tempo para si. Tempo para ser ouvido, para nos exercitarmos no som que produz, e esse é como um abanão para nos livrarmos da apatia em que nos enfiámos. Talvez esta enchente de discos seus (estes dois de que falámos mais os três volumes de “Intrigue & Stuff”) seja uma forma de nos despistar ou um modo de mandar material cá para fora e nos forçar a encontrar a direcção na sua música. Também pode ser tudo aleatório, mas isso é muito pouco romântico (mas igualmente digno de Leyland Kirby).
Com “An Empty Bliss Beyond This World” de Caretaker viajamos por belíssimas rotinas do tempo, sons que de alguma forma se enfiaram no nosso imaginário mas que nos habituámos a segregar noutro sítio qualquer. O tratamento, o filtro quase Basinskiano que lhes dá é um vestígio de um outro mundo gravado em memórias que estão a ser queimadas em película.

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