No anterior álbum dos Deerhunter tínhamos referido como os dois mundos de Bradford Cox se estreitavam. Deerhunter e Atlas Sound tinham sons muito parecidos, havia claramente uma aproximação entre o que Cox fazia a solo e o seu projecto de banda, algo que era claramente distinto até então. Com “Parallax” digamos que acontece o mesmo, Atlas Sound está próximo daquele som que se associa a Deerhunter, pelas formas de construir uma canção e, sobretudo, pela clareza da voz de Cox. Ele, sabe-se, é um grande escritor de canções, modelou de alguma forma o indie rock dos últimos cinco anos através do encontro de caminhos originais por géneros mais ou menos batidos. Conhece-se também a sua extrema actividade (grava um número de canções surpreendente e edita discos com uma regularidade acima do normal). Essa junção de factores explica a constante mudança nos sons dos seus projectos antes de encontrar a saturação. Esta aproximação sonora entre os seus projectos não é um sinal de decadência e sim de maturação, e o encontro de uma maturidade infinita à procura de canções perfeitas que repliquem à sua imagem aquilo que ouviu na adolescência e ouve hoje em dia. “Parallax” é o seu disco crooner, ou o mais crooner possível onde imaginamos Cox chegar. Surpreendente, como sempre.
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Se o Anjo Exterminador tivesse rosto, talvez fosse o de St. Vincent. Será talvez exagero e heresia dizê-lo, claro, mas, ao ouvir a sua música, percebemos que o semblante angelical e delicado de Annie Clarke é estilhaçado por uma aura de ironia, agressividade e enigmatismo que exala das suas canções. Mais das suas letras, já que a voz naïf – a par do seu rosto – é elemento de desequilíbrio nessa dualidade. “Strange Mercy” segue o rastilho deixado por “Actor” (2009) e acaba por soar ainda mais catártico e cáustico. “Gotta get young fast gotta get young quick, gotta make this last if it makes me sick” e com a guitarra mais assertiva. Um verdadeiro exercício subversivo jogado nas malhas do indie-rock, pós-punk, electro-jazz, que dá a conhecer uma feminilidade ora maternal (”Strange Mercy”), ora adolescente e insegura (”Cheerleader”), mas sempre intrigante.
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Para ter acesso a estas listas ainda antes de terem títulos cortados basta receber a newsletter semanal da Flur (peçam através do mail no canto superior direito deste blog). Listas anteriores podem ser consultadas aqui. House, Italo, Boogie, matéria-prima de boa música de dança trans-geracional. Espreitem os clips disponíveis.
3 Swimmers «The Worker Works To Live + Take Me Back + Behind The Door [12"]» (1982) 12″ (Engram) (ENG009), € 7
- Nwe wave. Bluejeans Regime «I Like -SS- [12"]» (1990) 12″ (Quark) (QK022), € 9
- Deep house. 3 versões inc. 2 dubs. Boyd Jarvis At Last «Blink Blink + 1990s + Timpini -SS- [12"]» (1991) 12″ (Movin´ Records) (MR011), € 10
- House. 2 versões de Blink Blink. Selado! Colourbox «The Official Colourbox World Cup Theme -SS- [12"]» (1986) 12″ (4AD) (BAD605), € 8
- Beats / dub. Selado! Crack Master Bones «Karate Man + Story [12"]» (1985) 12″ (Studio Records) (STU-311/312), € 8
- Electro / Hip hop. 2 versões de Karate Man. Debbie Lines «Break The Ice -SS- [12"]» (1988) 12″ (Power Records) (PR88101BL), € 7
- House / Boogie. Vocal, radio edit, acid house dub e acid dub. Fingerprintz «Distinguishing Marks [LP]» (1980) LP (Virgin) (VA13136), € 7
- New wave. Edição americana. Óptimo estado. Frankie Goes To Hollywood «Welcome To The Pleasuredome -SS- [12"]» (1985) 12″ (ZTT / Island) (0-96889), € 6
- Synth pop. Óptima versão de 9 minutos. 4 faixas. Edição americana. Selado! Frazier Chorus «Sloppy Heart + Typical + Storm [12"]» (1987) 12″ (4AD) (BAD708), € 7
- Pop. Primeiro e melhor single de Frazier Chorus. Garrett´s Crew «Nasty Rock (vocal) + instrumental -SS- [12"]» (0) 12″ (Clockwork Records) (80913), € 10
- Electro / Hip hop. Selado! Gary Numan «I, Assassin -CP/SS- [LP]» (1982) LP (ATCO) (90014-1), € 13
- Synth pop / Cold wave. Pequeno corte promocional na lombada. Selado! Jasmin «Stop (Before You Break My Heart) (Long version) + short version + instrumental [12"]» (1984) 12″ (TVI) (TVI2018), € 5
- Disco / Hi-NRG. Selado! Joe Church «I Can´t Wait Too Long -SS- [12"]» (1988) 12″ (Sleeping Bag) (SLX-40133), € 6
- House / Garage. 5 versões. Selado! Johnny Dynell and New York 88 «Jam Hot [12"]» (1983) 12″ (ACME Music Corporation) (AMC8301), € 8
- Electro / Hip hop. Co-produção de Mark Kamins. Jus Us featuring Loreall «T.T. Lover -SS- [12"]» (1992) 12″ (Direct Hit Entertainment) (DH-801), € 8
- House. 5 versões. Selado! King Maurice «Let´s Groove + We´re On The Move [12"]» (1996) 12″ (Nite Grooves) (KNG-38), € 6
- House. 2 versões de cada faixa. Inclui remistura Wild Pitch (DJ Pierre). Klymaxx «The Men All Pause + Dont Hide Your Love [12"]» (1984) 12″ (MCA) (MCA-23526), € 5
- Boogie / Electro. Lauren Grey «Starlight (Extended Dance mix) + Almost Acapella mix + instrumental -SS-[12"]» (1986) 12″ (Dice) (TGR1005), € 6
- Italo / Hi-NRG. Óptima versão quase instrumental / quase acapella. Selado! Lauriece Hudson «Automatic Lover (Club mix) + dub [12"]» (1984) 12″ (Easy Street) (EZS-7507), € 8
- Italo / Hi-NRG. Produção de John Morales e Sergio Munzibai (M&M). Michael Griffith featuring George Karchmer & Khrissie Henderson «Close Your Eyes (Club) + Radio mix + Matt-N-Steve House mix -SS- [12"]» (1987) 12″ (AKA Dance Music) (AKA2), € 8
- House / Freestyle / Synth pop. Mike Theodore «Hellfire (Part I) + Hellfire (Part II) [12"]» (1984) 12″ (Earthtone Recording Company) (ET-1203), € 5
- Electro / Hip hop. NEV «Deep Beep -SS- [12"]» (1991) 12″ (Metamerism) (MTA00712), € 7
- House / Bleep. 3 versões. Selado! N-Joi «Music From A State Of Mind [12"]» (1990) 12″ (RCA) (2775-1-RDAB), € 6
- House / Rave. Norma Jean Bell «London Fog + instrumental [12"]» (0) 12″ (Pandemonium) (PR21), € 8
- House. Mesmo alinhamento repetido no lado B. November Group «Work That Dream (Extended mix) + instrumental -SS/CP- [12"]» (1985) 12″ (A&M) (SP-12128), € 7
- Synth pop / New wave. Selado!. Edição americana. Produção de Peter Hauke. Pequeno corte promocional na lombada. Pamela Joy «Think Fast (vocal) + instrumental -SS- [12"]» (1984) 12″ (Pizazz) (PZ-119), € 8
- Boogie / Disco. Ralphi Rosario «Rendition -SS- [12"]» (0) 12″ (Hot Mix 5) (HMF-EP-12), € 12
- House. 4 faixas inc. Get Up Get Out, In The Night (semi hip hop mix), etc. Selado! Richard James Burgess «Richard James Burgess [MLP]» (1984) MLP (Capitol) (MLP-15019), € 6
- Synth pop. 6 faixas. RSVP «Cleopatra (Danza remix) + radio edit + cowbell edit [12"]» (1986) 12″ (XPO) (428661VS), € 9
- Italo / Synth pop. Sample Minded «Eternity -SS- [12"]» (1991) 12″ (Bottom Line) (BLR-9003), € 9
- House. 4 versões. Selado! Service, The «Dance Up (D.D.U.) + Dance Up (Dub Up) [12"]» (1983) 12″ (RMS Records and Tapes) (RMSD12001), € 7
- Disco / Boogie. Slice Of Life «Deep In The Heart [12"]» (1993) 12″ (Doghouse) (DH-002), € 6
- House. 3 faixas. Steve Mathis «True Love (House mix) + Insane mix + House Of Trix mix -SS- [12"]» (1988) 12″ (Sound Tech) (ST8801), € 8
- House. Rap de M. Doc, remistura de Steve Silk Hurley. Selado! Strontium 90 «Rave On The Nile [12"]» (1990) 12″ (G-Force) (T999T), € 7
- House. Sun «Dance, Let´s Shake It Tonight (Part 1) + Dance, Let´s Shake It Tonight (Part 2) [12"]» (1983) 12″ (Air City) (A-311-SN-12), € 5
- Boogie / Funk. Sunshine Band, The «I Like Your Style (vocal) + instrumental [12"[» (1986) 12" (Mohawk Records) (MK331), € 8
- Funk / SOul. Mesmo alinhamento de ambos os lados Teulé «Drink On me -SS- [12"]» (1990) 12″ (Profile) (PRO-7321), € 11
- House. Kerri Chandler. 4 versões. Selado! Third Head «Turn That Shit Up [12"]» (1994) 12″ (Hardtrax) (HTR-008), € 9
- House. 2 versões. Thomas Colon «House Of Robots EP [12"]» (1993) 12″ (Dream Land Records) (DLR001), € 7
- Deep house. Time, The «Jerk Out [12"]» (1990) 12″ (Paisley Park) (0-21701), € 6
- House / funk. 5 versões inc. instrumental, dub e acapella. Editora de Prince. Tracy Weber «One Step At A Time + instrumental + Sure Shot (instrumental) [12"]» (1983) 12″ (RFC / Quality) (QUS043), € 7
- Boogie. Twilight «A Higher Sense + Zone + Red Zone [12"]» (1991) 12″ (Insync) (IN-1991-01), € 6
- Techno. Edição americana. Selado. Vera «Love Comes Easy (Remix) + dub -SS- [12"]» (1984) 12″ (Matra) (12MA-041), € 10
- Disco / Synth pop. Selado! Raro. Zena Dejonay «I´ve Got To Find A Way + dub + 7# version [12"]» (1983) 12″ (TVI) (TVI2011), € 7
- Italo / Hi-NRG.
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É inevitável transformarmos o nosso amor por discos numa oferta criteriosa que representa parte do imenso espólio da música pop e de dança dos últimos 30 anos. A produção nova e recente não é suficiente, na loja, para traduzir o alcance do nosso interesse e afecto pela arqueologia dedicada, e não existem reedições em quantidade para voltar a colocar no mercado muitos discos que achamos bons e já não são fáceis de encontrar.
Boogie, techno analógico dos anos 90, electro-funk, disco (real right!), cosmic, house de Chicago, pop, soul, hip hop, exemplares originais (não necessariamente em segunda mão) para DJs que procuram sair do groove da moda e melómanos ainda (ou de novo) apaixonados por vinil. Os preços são, na sua maioria, de utilizador e não de coleccionador.
Estado de conservação do vinil:
- Os discos listados estão geralmente em bom ou muito bom estado. Muitos deles nunca foram tocados, alguns eram stock parado em lojas ou parte da colecção de particulares que os estimavam;
- Tenham em conta que alguns discos foram fabricados há mais de uma ou duas décadas, é normal que um ou outro apresentem marcas de manuseamento. O estado dos discos é considerado bom na perspectiva de utilização e partilha de música – embora vários exemplares imaculados estejam nesta listagem, não procurem aqui, por regra, vinil em condição perfeita de coleccionador.
Estado de conservação das capas:
- Tenham em conta que algumas capas têm vida de prateleira ou armazém superior a uma ou duas décadas, é natural que possam existir pequenos defeitos (marcas de preços, rugas ou a simples vida prolongada). É frequente os discos estarem novos e as capas em mau estado. Essas são normalmente genéricas (totalmente brancas ou pretas) e temos a preocupação de as substituir por capas brancas totalmente novas; o mesmo acontece com as capas interiores de papel – as que têm rasgões ou marcas de humidade são substituídas por novas. Sigam a legenda mais abaixo para detalhes sobre as capas.
Trocas:
Não faremos trocas, por princípio. Assumimos que, na maioria dos casos, é perfeitamente aceitável que o vinil ou as capas apresentem pequenos defeitos mas que não comprometem nem a audição da música nem a integridade e bom aspecto das capas. Se algum vos suscitar dúvidas perguntem, tentaremos descrever o seu estado o mais exactamente possível.
Capas protectoras:
Na compra de discos desta secção oferecemos as respectivas capas plásticas. Basta pedirem, se quiserem (não o faremos se não pedirem).
Audição dos discos em loja:
- Reservamo-nos o direito de ser parciais nas audições do discos. Alguns não poderão mesmo ser ouvidos na loja, ou porque estão selados ou porque o seu valor e condição implicam a preservação dos mesmos.
Cartão de cliente / Envios postais:
- Nenhum disco desta ou de outras listas vintage / usados marca pontos no cartão de cliente. Da mesma forma, nenhum deles pode ser incluído na oferta do cartão.
- Os discos vintage / usados pagam sempre portes para envio postal.
Estado das capas (legenda):
CA – capa com autocolante ou resíduo de autocolante (preço, número de BPMs, etc)
CC – capa ainda com celofane original mas não selada
CE – capa escrita (geralmente nome de um dono, data ou número de BPMs)
CG – capa genérica (toda branca ou preta)
CM – capa manchada (geralmente pequenos pontos de humidade ou dedadas, no caso de capas escuras e brilhantes)
CP – capa com corte promocional (um canto furado ou cortado com tesoura, pequeno corte na lombada, etc.)
CR – capa rasgada (geralmente um pequeno rasgão na capa ou contracapa que não prejudica o aspecto visual geral)
Estado dos rótulos centrais (legenda):
RA – rótulo com autocolante (data, BPMs, etc.)
RE – rótulo escrito (nome de um dono, número de BPMs, data, etc)
Outras informações relevantes (legenda):
P – exemplar de promoção (geralmente com a mesma tracklist da edição comercial mas com rótulo branco frequentemente escrito à mão e com capa genérica)
SS – disco selado, parte-se do princípio que capa e vinil estão como novos.
Listagem genérica sobretudo concentrada no final da década de 80, inícios de 90. House, R&B, pop, beats, principalmente. Vários títulos de Spear Of Destiny, algumas produções de Arthur Baker e ‘Jellybean’ Benitez, por exemplo. Várias edições nacionais, também. Preços bem acessíveis, no geral.
Listas anteriores aqui. Os títulos entretanto esgotados aparecem riscados.
A Lil Louis Painting: Black Magic “Freedom (Make It Funky) [12"]” (1996) 12″ (Strictly Rhythm) (SR12403), € 5 – House. Anthony & The Camp “Suspense [LP]” (1988) LP (Warner Bros) (925648-1), € 4 – House / Pop. Produção de Jellybean Benitez. Edição alemã. Aretha Franklin “What You See Is What You Sweat [LP]” (1991) LP (Arista) (211724), € 4 – Pop / Soul. Edição alemã. Ashford & Simpson “Love or Physical [LP]” (1989) 12″ (Capitol) (EST2085), € 4 – Pop / R&B. Ashford & Simpson “Solid [LP]” (0) LP (Capitol / EMI) (2402501), € 5 – Pop / R&B. Edição PT. Ashford and Simpson “Real Love [LP]” (1986) LP (Capitol / EMI) (2405931), € 4 – Pop / R&B. Edição PT. Bass Bumpers “Move To The Rhythm [12"]” (1992) 12″ (Dance Street) (DST1120-12), € 2 – House. 3 versões. Bassheads “Back To The Old School (past, present & future mixes) [12"]” (1991) 12″ (Deconstruction) (12R6310), € 2 – House. 4 versões. Bassheads “Is There Anybody Out There? [12"]” (1991) 12″ (Deconstruction) (12R6303), € 4 – House. 2 versões. Bill Withers “Lovely Days [LP]” (1989) LP (CBS) (CBS4632521), € 4 – Pop / R&B. Bobby Brown “King Of Stage [LP]” (1986) LP (MCA) (MCL1886), € 4 – Pop / R&B. Cabaret Voltaire “Yashar -CG- [12"]” (1983) 12″ (Factory) (31-056), € 7 – Electrónica / Industrial. Edição espanhola com capa genérica. Vinil em óptimo estado. Ce Ce Rogers “Ce Ce Rogers [LP]” (1989) LP (Atlantic) (782021-1), € 7 – House. Produção de Marshall Jefferson. Excelente estado. Capa ainda com celofane. Charo “(Mamacita) Donde Esta Santa Claus? [12"]” (1978) 12″ (Salsoul) (XC-2371), € 3 – Disco. Mistura de Tom Moulton. Charo “Olé Olé + instrumental [12"]” (1978) 12″ (Salsoul) (XC-2318), € 3 – Disco. Edição PT. Mistura de Tom Moulton. Chyp-Notic “Nothing Compares 2 U (The Ultimate Dance Version) [12"]” (1990) 12″ (BMG) (613199), € 2 – House. 3 versões- CJ Bolland “Camargue – The Remixes [12"]” (1993) 12″ (R&S) (RS93022), € 4 – Techno. 3 remisturas. Clarence Clemons “Hero [LP]” (1985) LP (CBS) (CBS26743), € 4 – Pop / Electro. Edição PT. Produção de Narada Michael Walden, Michael Jonzun, Arthur Baker, etc. Criminal Element Orchestra “When The Funk Hits The Fan -CG- [12"]” (1989) 12″ (WTG) (4168830), € 3 – Beats / Breaks. Arthur Baker. Dada Nada “Deep Love [12"]” (1990) 12″ (Urban) (URBX53), € 2 – House. 3 versões. E.U. “Da Butt 12″ Single Mixes [12"]” (1988) 12″ (EMI) (12MT43), € 2 – House. Ebonee Webb “Too Hot [LP]” (1983) LP (Capitol) (ST-12250), € 5 – Funk / Disco. Elbow Bones and the Racketeers “A Night In New York + Happy Times [7"]” (1983) 7″ (Pathé Marconi / EMI) (1868187), € 5 – Pop / Disco. Produção de August Darnell. Edição francesa. Eramis “Nasty (Vocal/Club Mix) [12"]” (1989) 12″ (Washington Hit Makers) (WH-1005), € 2 – House. Fallon “Get On The Move [12"]” (1991) 12″ (Warlock) (WAR-100), € 3 – House. 6 versões. Freddie Foxxx “Somebody Else Bumped Your Girl [12"]” (1990) 12″ (MCA) (MCA-24019), € 2 – Hip hop. 4 versões inc. dub e instrumental. Full Circle featuring Shevy D. “Trains Keep Steamin´ [12"]” (1989) 12″ (Hot) (120-07-342), € 3 – House. 6 versões. Gary ´Jackmaster´ Wallace “House Has Taken Over Me [12"]” (1989) 12″ (Dance Mania) (DM-019), € 5 – House / Jack. Gene Loves Jezebel “Sweetest Thing [12"]” (1986) 12″ (Beggars Banquet / Transmédia) (T/BEG156T), € 4 – Pop / rock. Edição PT. If? “If [12"]” (1991) 12″ (MCA) (MCST1531), € 2 – House. 3 versões. James Brown “Gravity [LP]” (1986) LP (Scotti Bros / CBS) (SCT57108), € 5 – Soul / Funk. Edição PT. Janice Bulluck “Don´t Start A Fire [12"]” (1987) 12″ (Wilbe) (WIL-12-PO3), € 2 – House. Kool & The Gang “Sweat [LP]” (1989) LP (Mercury / Polygram) (838233-1), € 4 – Pop / R&B. Edição PT. Kortez “Put Your Body On [12"]” (1990) 12″ (BCM) (BCM12493), € 2 – House / Techno. Kustom Made “Too Busy [12"]” (1990) 12″ (4th B´Way) (440515-0), € 2 – House / Beats. Lyn Roman “Love Slave (Monster Mix) -CG- [12"]” (0) 12″ (Ichiban) (ICH-12-PO-4), € 4 – Boogie / Electro. 3 versões. Miles Jaye “Strong For You [12"]” (1991) 12″ (Island) (PR126877-1), € 2 – Pop / R&B. Mr. Spock “First Mission [12"]” (1998) 12″ (Kami Khazz) (BANZAI003), € 2 – Beats / Breaks. Oleta Adams “Rhythm Of Life [12"]” (1990) 12″ (Phonogram) (OLETA112), € 3 – House / Beats. Remistura de William Orbit. Omen “Satisfaction + dub + percapella [12"]” (1988) 12″ (Debut / Vidisco) (11.20.240), € 2 – House. Paul Haig “Heaven Sent + Running Away (Back Home) [12"]” (1983) 12″ (Disques Du Crepuscule) (12IS111-P), € 5 – Synth pop. Edição PT. Peggi Blu “Blu Blowin´ [LP]” (1987) LP (Capitol) (ST-12550), € 4 – Pop / R&B Rescue “Feel (Karc Mix) [12"]” (1990) 12″ (Profile) (PROFT303-DJ), € 2 – House. Rip Rig + Panic “Knee Deep In Hits [LP]” (1990) LP (Virgin) (OVED329), € 6 – Pop / Funk. Compilação. Salt N Pepa “Blacks Magic [LP]” (1990) LP (Next) (828164-1), € 5 – Pop / Hip hop.. Salt N Pepa “Push It (full length mix) [12"]” (1988) 12″ (London) (FFRX2), € 4 – Beats / Breaks.Mais 4 faixas. Sharon Taylor “I Need Your Lovin´ [12"]” (1989) 12″ (City Beat / Beggars Banquet) (CBE1243), € 2 – House / Pop. Sheena Easton “The Lover in Me [LP]” (1988) LP (MCA) (256008-1), € 4 – Pop. Produção de Prince, Jellybean Benitez, etc. Sheila B. Devotion “Love Me Baby [LP]” (1977) LP (Carrere) (6450452), € 6 – Disco. Edição PT. Sheila B. Devotion “Spacer + Don´t Go [7"]” (1979) 7″ (Carrere) (2044164), € 4 – Disco. Produção de Chic. Spear Of Destiny “Radio Radio / Life Goes On Spirits [12"]” (1988) 12″ (Virgin) (VST1144), € 4 – Pop / rock. Spear Of Destiny “So In Love With You [12"]” (1988) 12″ (Virgin) (VST1123), € 4 – Pop / rock. Spear Of Destiny “Was That You? [12"]” (1987) 12″ (10 Records) (TENT173), € 4 – Pop / rock. Mais 3 faixas ao vivo. Spear Of Destiny “World Service [LP]” (1985) LP (Epic) (EPC26514), € 5 – Pop / rock. Sylvester “Living For The City + dub [12"]” (1986) 12″ (Zyx) (ZYX5441), € 5 – Disco. Sylvester “M – 1015 [LP]” (1984) LP (Megatone / Edisom) (627715), € 6 – Disco / Hi-NRG. Edição PT Syndee “Which Way Is Up – The 12″ Mixes [12"]” (1989) 12″ (BCM) (BCM12225), € 3 – House. 4 versões. Temper Temper “Temper Temper [LP]” (1991) LP (Ten Records) (211400), € 3 – House / Pop. This Mortal Coil “Filigree & Shadow [2LP]” (1986) 2LP (4AD) (DAD609), € 15 – Pop / Ambiental. Óptimo estado. Capa ainda com celofane. Trio “Da Da Da + Sabine Sabine Sabine [7"]” (1982) 7″ (Mercury / Polygram) (6005210), € 4 – Synth pop. Edição PT. U.T.F.O. “Bag It & Bone It -CP- [LP]” (1991) LP (UTFO) (1326-1-2), € 4 – Hip hop. Corte promocional na lombada. Excelente estado. Unity “Unity (USA mix) + club dub [12"]” (1991) 12″ (Cardiac) (3-4013-0), € 2 – House. Vários “Sharp Mixes – Full 12″ Versions [MLP]” (1983) MLP (WEA) (240418-1), € 7 – Disco / Boogie. Versões maxi de Madonna, Lydia Murdock, Shalamar, Midnight Star e Jenny Burton. Vinil em bom estado. Was (Not Was) “Where Did Your Heart Go? + It´s An Attack! [7"]” (1981) 7″ (Ze / Island) (6010437), € 4 – Pop / Disco. Wee Papa Girl Rappers “Get In The Groove + Faith + Step Up [12"]” (1990) 12″ (Jive) (ZT43746), € 4 – Acid house. Womack & Womack “Celebrate The World (The People Unite Remix) [12"]” (1988) 12″ (Island) (12BRX125), € 3 – Pop / House. Remistura de Blaze.
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É inevitável transformarmos o nosso amor por discos numa oferta criteriosa que representa parte do imenso espólio da música pop e de dança dos últimos 30 anos. A produção nova e recente não é suficiente, na loja, para traduzir o alcance do nosso interesse e afecto pela arqueologia dedicada, e não existem reedições em quantidade para voltar a colocar no mercado muitos discos que achamos bons e já não são fáceis de encontrar.
Boogie, techno analógico dos anos 90, electro-funk, disco (real right!), cosmic, house de Chicago, pop, soul, hip hop, exemplares originais (não necessariamente em segunda mão) para DJs que procuram sair do groove da moda e melómanos ainda (ou de novo) apaixonados por vinil. Os preços são, na sua maioria, de utilizador e não de coleccionador.
Estado de conservação do vinil:
- Os discos listados estão geralmente em bom ou muito bom estado. Muitos deles nunca foram tocados, alguns eram stock parado em lojas ou parte da colecção de particulares que os estimavam;
- Tenham em conta que alguns discos foram fabricados há mais de uma ou duas décadas, é normal que um ou outro apresentem marcas de manuseamento. O estado dos discos é considerado bom na perspectiva de utilização e partilha de música – embora vários exemplares imaculados estejam nesta listagem, não procurem aqui, por regra, vinil em condição perfeita de coleccionador.
Estado de conservação das capas:
- Tenham em conta que algumas capas têm vida de prateleira ou armazém superior a uma ou duas décadas, é natural que possam existir pequenos defeitos (marcas de preços, rugas ou a simples vida prolongada). É frequente os discos estarem novos e as capas em mau estado. Essas são normalmente genéricas (totalmente brancas ou pretas) e temos a preocupação de as substituir por capas brancas totalmente novas; o mesmo acontece com as capas interiores de papel – as que têm rasgões ou marcas de humidade são substituídas por novas. Sigam a legenda mais abaixo para detalhes sobre as capas.
Trocas:
Não faremos trocas, por princípio. Assumimos que, na maioria dos casos, é perfeitamente aceitável que o vinil ou as capas apresentem pequenos defeitos mas que não comprometem nem a audição da música nem a integridade e bom aspecto das capas. Se algum vos suscitar dúvidas perguntem, tentaremos descrever o seu estado o mais exactamente possível.
Capas protectoras:
Na compra de discos desta secção oferecemos as respectivas capas plásticas. Basta pedirem, se quiserem (não o faremos se não pedirem).
Audição dos discos em loja:
- Reservamo-nos o direito de ser parciais nas audições do discos. Alguns não poderão mesmo ser ouvidos na loja, ou porque estão selados ou porque o seu valor e condição implicam a preservação dos mesmos.
Cartão de cliente:
- Nenhum disco desta lista marca pontos no cartão de cliente. Da mesma forma, nenhum deles pode ser incluído na oferta do cartão.
Estado das capas (legenda):
CA – capa com autocolante ou resíduo de autocolante (preço, número de BPMs, etc)
CC – capa ainda com celofane original mas não selada
CE – capa escrita (geralmente nome de um dono, data ou número de BPMs)
CG – capa genérica (toda branca ou preta)
CM – capa manchada (geralmente pequenos pontos de humidade ou dedadas, no caso de capas escuras e brilhantes)
CP – capa com corte promocional (um canto furado ou cortado com tesoura, pequeno corte na lombada, etc.)
CR – capa rasgada (geralmente um pequeno rasgão na capa ou contracapa que não prejudica o aspecto visual geral)
Estado dos rótulos centrais (legenda):
RA – rótulo com autocolante (data, BPMs, etc.)
RE – rótulo escrito (nome de um dono, número de BPMs, data, etc)
Outras informações relevantes (legenda):
P – exemplar de promoção (geralmente com a mesma tracklist da edição comercial mas com rótulo branco frequentemente escrito à mão e com capa genérica)
SS – disco selado, parte-se do princípio que capa e vinil estão como novos.
Seria estranho, por aquilo que se conhece de tantos álbuns e anos de vida dos Blonde Redhead, que a criatividade de “23″ se repetisse imediatamente a seguir. Aliás, o mais normal seria esperarmos que as canções desse álbum de 2007 viessem de novo a emergir, tentando rentabilizar um estado de graça que surpreendeu mesmo quem os tinha em grande estima. Foram três anos de distância, três longos anos de promoção e muitos concertos, deixando no ar que qualquer que fosse o novo conjunto de canções, este seria abafado pelo estigma do “difficult second album”. E assim foi: há claramente uma mordaça que restringe uma nova direcção que timidamente parece querer andar por si. Menos shoegaze, mais shoegaze, “Penny Sparkle” não se afasta muito do disco bónus perdido do épico e viciante “23″, mesmo que consigamos apanhar um punhado de óptimas canções, muito úteis para jovens acabados de chegar ao mundo do consumo. Ainda assim, elegante, sedutor e definitivamente um capítulo de uma banda feliz que encontrou o seu som. E isso não é, nem será, para todos.
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Há alguma injustiça em fazer um álbum depois de “Microcastle / Weird Era Cont.”. Primeiro, porque foi um disco que resumiu bem uma década de música pop. Década essa em que se olhou demais para o passado e os Deerhunter nesse momento da sua carreira conseguiam-nos levar aos 80s e 90s sem pensarmos num passado, só num presente que estava a acontecer e que era maravilhoso. Segundo, desde que o projecto a solo de Bradford Cox, Atlas Sound, ganhou notoriedade que se tem tornado evidente que a fronteira com os Deerhunter é muito ténue. Daí não ser de estranhar que este “Halcyon Digest” faça lembrar por diversas vezes Atlas Sound, sem que isso signifique uma descaracterização dos Deerhunter. Ou seja, o alias de Bradford tomou conta do própio, e também tomou conta dos Deerhunter. Mas quer um, quer o outro, têm um relacionamento fantástico com a pop. E sim, não é tão bom como “Microcastle”, mas isso não quer dizer que não esteja a milhas de praticamente todos os discos de indie-rock saídos neste ano.
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DEERHUNTER
Revival / Primitive – EDIÇÃO LIMITADA EM VINIL BRANCO
7″ 4AD – 4.95 eur
NO AGE
Glitter
7″ Sub Pop – 5.95 eur
12″ Sub Pop – 9.50 eur
Coincidência ou não, os novos discos de duas das bandas mais entusiasmantes do universo pop/rock dos últimos cinco anos serão editados no próximo dia 27. “Everything In Between”, dos No Age, já estava anunciado há algum tempo, mas a notícia de “Halcyon Digest” (Deerhunter) chegou há duas semanas atrás, quase em simultâneo com a edição do single “Revival / Primitive” (apenas primeiro consta no álbum). duas canções que parecem prometer uma sonoridade dos Deerhunter mais próxima do que nunca dos Atlas Sound, o projecto paralelo de Bradford Cox, o génio hiperactivo por detrás destes dois nomes. Já “Glitter”, editado em 7″ e 12″, anuncia uns No Age de regresso à experimentação mais assumida dos seus primeiros singles e não tanto ao formato-canção de “Nouns”. O 7″ traz “Glitter” e um inédito, “Inflorescence”; o 12″ uma versão longa de “Glitter” (com mais ruído! : ) e dois inéditos no lado B, “In Rebound” e “Vision II”.
Deerhunter
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No Age
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ARIEL PINK’S HAUNTED GRAFFITI Before Today
CD 4AD – 15.95 eur
LP 4AD – 19.95 eur
Ariel Pink foi o primeiro artista fora do reino Animal Collective a ser editado na sua Paw Tracks. “The Doldrums” foi editado em 2004, mas depressa também se soube que isso era metade da história. Grande parte das canções desse álbum, e de outros posteriormente editados, estavam gravadas desde meados da década de 90 e sairam em edições muito limitadas. O selo da Paw Tracks serviu para prender alguns, a música para inspirar amor a muitos outros. Contudo, foi preciso esperar por 2010 para o nome chegar a muitos outros e um disco numa major-indie, a 4AD. 2010 também é o ano em que se confirma a chillwave como uma tendência indie, e muitos – críticos e músicos – apontam Ariel Pink como uma referência. É e não é, porque chamar-lhe visionário é parvo. Ariel Pink foi sempre um grande escritor de canções para qualquer tempo, o que sempre fez nunca foi estranho para a época, mas sim uma grande assinatura no grande livro das canções. O mercado é que olha para estas coisas de forma diferente. “Before Today” é um álbum com um semi-problema: aquele fuzz drogado de outros tempos desapareceu. Cedências que nascem quando se passa para uma editora maior ou então, simplesmente, evolução natural das coisas. Seja como for, é um semi-problema que se ultrapassa assim que se entra em “Before Today”. Aos poucos e poucos, sente-se que a essência está lá, pode não ter camadas e camadas de indefinição, mas há aquele sabor definitivo da escrita de canções de Ariel Pink. Continua a ser uma vertigem, um universo à parte, hipnotizante aqui e ali, mas sem o travo de especial como quando se apresentou ao mundo. Fica um disco de grandes canções (”Round And Round” é incrível), provavelmente com algumas das melhores que iremos ouvir neste ano.
“”Before Today“ é disco cujo retrato é impossível de tirar a uma primeira audição. Pelo contrário pede reencontro, a cada qual as formas ganhando maior nitidez, revelando aos poucos os recantos um dos mais desafiantes álbuns pop/rock dos últimos tempos.” 5/5 in SOUND + VISION
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Já dissemos quase tudo o que havia a dizer sobre Bradford Cox. Músico prolífico com ideias próprias sobre a pop (e muito boas, vale a pena lê-lo ou ouvi-lo em entrevistas), com uma banda que não fez nada abaixo do muito bom – Deerhunter – e um projecto pessoal, mais antigo do que a banda, este Atlas Sound, do qual ouvimos no ano passado o maravilhoso “Let The Blind Lead Those Who Can See but Cannot Feel”. E se em 2008 ainda ressoava “Person Pitch” de Panda Bear, em “Logos” o próprio Noah Lennox colabora num dos temas (”Walkabout”), mas agora há menos semelhanças com “Person Pitch”, um afastamento das atmosferas, do onírico e de um certo imaginário infantil do primeiro álbum. “Logos” é de uma densidade menos escura e lo-fi, prova de uma obsessão crescente de Cox em depurar aquilo que faz, sem a direcção da canção pop perfeita, mas de recriar com mais exactidão aquilo que interpreta da música que gosta, que o formou e que ainda hoje ouve. É por isso que os Deerhunter não soam a uma réplica shoegaze, distanciam-se de todos os que o fazem nesta década e criam um universo próprio; e é também por isso que nunca se pensa em usar Panda Bear como plágio (e aí não seria de certeza, porque as canções de “Let The Blind…” são quase todas mais antigas que “Person Pitch”), porque Cox tem um cantinho só seu, onde trabalha e mostra o seu mundo. E nessa lógica, “Logos” é muito melhor, fala-nos numa linguagem clara, próxima, enquanto é música de partilha que fica sem pedir licença.
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EP para o Verão que não foge muito àquilo que é “Microcastle / Weird Era Cont.”, da mesma forma que “Fluorescent Grey” em relação a “Cryptograms”. Mas se nos álbuns fica uma ideia mais clara de conceito/definição, nos EPs Bradford Cox e os seus Deerhunter colocam temas mais etéreos, coisas mais aéreas que não caberiam num álbum mas soam bem no formato de 15 minutos, livres da pressão de álbum e da atenção gerada à volta disso. Não se quer dizer mais experimental, mas onde, por exemplo, no álbum anterior eram o lado mais rock de “Loveless” dos My Bloody Valentine, aqui são aquele mais onírico, provando – se tal fosse necessário – que os Deerhunter sabem separar as águas e já têm nome e autoridade para acusarem um som próprio, ao lado de qualquer revivalismo shoegaze. O facto de estarem inseridos no molhe é, acreditem, pura coincidência.
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Figura instituída no folk-que-já-não-é-folk indie norte-americano (até edita pela Merge na sua terra natal), tal como Andrew Bird, cujo real dote não passa pela voz distinta mas sim o tratamento, os arranjos dados às suas canções. No ano passado teve o papel que todos os homens queriam ter e editou o óptimo “Volume 1″ com Zooey Deschanel, com o nome She & Him. No início deste ano regressa com o digno sucessor de “Post-War”. “Hold Time” é um disco carregado de uma certa ambiguidade entre o suor terno de baladas (as possíveis) como “Oh Lonesome Me” (com Lucinda Williams) e um ar mais rude como “Rave On” (Zooey também canta aqui) ou “Epistemology”. Pelo meio há temas com arranjos fenomenais, óptimas canções que ficam no ouvido sem pedirem licença: “To Save Me” e “Stars Of Leo”. Diverso, heterogéneo, olhe-se para ele como se quiser, o que interessa é que M. Ward deixou aqui mais um grupo de óptimas canções, entregues a si mesmas – e ao ouvinte – para crescerem. Saído das mãos dele resulta. Sempre. Oiçam aqui.
Discos de 2008 que não tiveram a exposição merecida ou que, pelo contrário, aparecem agora nas listas de melhores do ano. Todos vencedores, mas só alguns têm espaço no palco.
ATLAS SOUND
Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel
2CD 4AD – 16.50 eur
Atlas Sound (Bradford Cox) é uma das personagens mais carismáticas da pop actual. No início do ano, quando a edição americana de “Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel” nos chegou às mãos ficámos maravilhados. Som surpreendentemente fresco, novo, buscando inspiração num nome pouco óbvio: Pauline Oliveros. Não é uma influência directa, mas compreende-se tal escolha. Mais directos são os Stereolab, numa apropriação industrial do som dos My Blood Valentine ou, falando em linguagem corrente, no rebento que poderia nascer de uma relação intensa de Excepter com Panda Bear (e passando de cruzeiro pelos Animal Collective) em dia de intenso nevoeiro. O resultado é mágico e “Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel” fica ao primeiro contacto como uma obra muito homógenea, capaz de conquistar em diferentes partes do seu alinhamento. Fascinante como poucos discos que querem brincar ao shoegaze, Atlas Sound soa realmente a qualquer coisa de novo quando provavelmente nem o é. Mas desarma-nos com uma honestidade tão bruta que se torna bom acreditar que sim. Agora, com alguns meses de distância, é fácil afirmar com mais determinação que este é um dos álbuns do ano. Não há dúvidas, e o seu único pecado é ser muito extenso (o que até nem é mau, mais música para ouvir). Atlas Sound faz-nos esquecer que Bradford Cox também é líder dessa espantosa banda que são os Deerhunter. A edição europeia pela 4AD traz um bónus imperdível: um EP com vinte minutos de nova música. Seis temas óptimos que mostram o seu universo pop-infantil ainda mais aperfeiçoado. Se já era um dos discos do ano, agora ainda ficou mais irresistível. (Fevereiro/Junho 2008)
“Tal como parece ter acontecido com (Panda) Bear, também Bradford Cox se refugiou no seu estúdio caseiro munido de guiitarras, efeitos, processadores e computadores e deixou sair os sonhos, as memórias e as divagações, que naturalmente têm uma expressão menos afectiva nos respectivos grupos. (…) apresentando canções que mais parecem indícios, compostos de melodias, texturas, guitarras, ruídos e espaços em branco, psicadelismos, minimalismos electrónicos e crepitações que, em teoria, pareciam condenados a desarticular-se, mas que a voz em suspenso de Bradford Cox e o seu invulgar sentido narrativo conseguem fazer coincidir num cosmos coerente.” 4/5 in ÍPSILON/PÚBLICO
+
DEERHUNTER
Microcastle / Weird Era Continued
2CD 4AD – 16.50 eur
Vamos por partes: Bradford Cox não é um génio. É apenas um tipo com problemas, que deve ser muito chato, e, das duas uma, ou tem muito tempo livre (o que duvido) ou então é um tipo com número ridículo de ideias às quais sabe dar vida. Dele já saiu um dos melhores discos deste ano, o de Atlas Sound , e entretanto já fez n coisas que tem a amabilidade de fornecer gratuitamente no seu blog e que nunca são más, nem extraordinariamente boas, são acima da média e isso é um pouco impressionante para quem mantém em activo dois projectos que toda a gente devia ouvir e consegue ainda um ritmo estonteante de produção. É um tipo que mete música de borla cá fora e que ao mesmo tempo mantém um certo gosto pela tradição do disco e gosta de ver isso assumido no mundo real. Daí ser absolutamente normal ter ficado muito chateado quando “Microcastle” saiu para o mundo virtual mais de meio ano antes da sua data de edição (na altura nem se sabia quando ia sair), simplesmente porque ainda não era suposto alguém estar a ouvi-lo, quanto mais estar disponível para milhões de pessoas. Ficou lixado, entrou num impasse sobre o que fazer com o novo álbum de Deerhunter. Embora a sua edição nunca estivesse em causa, queria fazer algo mais para suplantar o ocorrido, que não só o chateou como entristeceu. Daí que este “Microcastle” venha acompanhado por um segundo CD, um segundo álbum, “Weird Era Continued”. Este é inferior ao primeiro mas mesmo assim tem um leque de óptimos temas. Quanto a “Microcastle”, não há como dizê-lo de outra forma, é um disco excelente. Já “Cryptograms” era muito bom, mas faltava um pouco de maturidade para que o som dos Deerhunter ganhasse personalidade. E é aqui que isso se consegue, canções em loop shoegaze nostálgico que relembram todas as referências óbvias do género (e aqui, claro, até o universo 4AD). Mas o que distingue os Deerhunter do imenso número de bandas que revisitam esse local da música popular é que eles não inventam, não transformam e, sobretudo, não querem fazer nada de novo. Soa a 2008, mas não por causa deles e sim por tudo em redor. Assim distinguem-se facilmente e hoje não custa adivinhar o toque de Midas de Bradford Cox em tudo o que compõe (o que é feito nos Deerhunter é quase por inteiro da sua responsabilidade). Sabe fazer canções, sabe alienar o ouvinte para essas canções. E “Microcastle” que, pelo que sucedeu, poderia ser um disco condenado ao esquecimento, é antes um daqueles de que nos vamos lembrar sempre que ouvirmos 2008. (Outubro 2008)
Procurem os discos comentados neste blog em www.flur.pt ou através do email loja(a)flur.pt. O stock dos discos refere-se apenas à data dos respectivos posts.
FLUR Discos
Av Inf D Henrique, Armazém B4
Santa Apolónia, Lisboa
metro: Santa Apolónia
bus: 12-28-35-706-745-759-781-794