Terça-feira, 16 Agosto, 2016

ANDREA BELFI Cera Persa 12″

€ 13,50 12″ Latency

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Os 10 minutos do lado A desenvolvem uma tensão constante, algo com um universo paralelo ao Moritz Von Oswald Trio, com uma sensação jazzística a prevalecer todo o tempo, mais do que techno. A carga hipnótica é poderosa e o ritmo conduz tudo mesmo até à beira de uma pista de dança apenas para indicar um possível caminho, não para o realizar. A marcha é diferente no lado B, uma espécie de Bolero de Ravel artificial, igualmente solene mas também circunspecto, enquanto se analisa terreno pouco familiar. Muito bom.


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Quinta-feira, 16 Abril, 2015

ANDREA BELFI Natura Morta CD

€ 15,50 € 12,50 CD Miasmah

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Há músicos de quem suspeitamos que têm gémeos escondidos que se desdobram continuamente sem que alguém dê conta. Vemos os seus nomes em concertos e discos a um ritmo estonteante e, pensamos nós, pouco humano. Sabemos que há malta trabalhadora e depois há quem desafie a lógica. Uns são aplicados e arregaçam as mangas, outros tornam-se figuras essenciais numa cena que os convoca perpetuamente, como se fosse fundamental estarem presentes. Andrea Belfi tem sido um destes peões num largo xadrez que ultrapassa a sua cidade de acolhimento. Em Berlim, é um activo baterista, mas não é apenas em projectos regulares. Na verdade, o seu valor torna-se claro quando muitas das experiências que acontecem na capital alemã o chamam para cumprir aquela tarefa que separa os bons dos menos bons: um baterista que tenha improvisação no sangue e tenha uma mente aberta para músicas longe do jazz. É por isso que “Natura Morta” é o que é: de género indefinido, com processamento e electrónica que expande ao infinito as suas habilidades percussivas, ritmo hipnotizante, ambiental tenso mas cheio de formas espirais. É raro encontrarmos um baterista que procure tanto os espaços entre os sons, que não fique preso à sua arte principal, e que nos dê um disco a solo com tanto para ouvir. Uma maravilha, bem viva.

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Quinta-feira, 9 Janeiro, 2014

THE SWIFTER The Swifter LP

€ 16,50 LP The Wormhole

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WHO02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-4.mp3]

A história deste álbum e, por arrasto, a história deste trio, é curiosa e mostra por defeito a definição de “serendipity”. Simon James Phillips combinou uma sessões de gravação na famosa igreja berlinense de Grunewald, onde muitas outras obras foram registadas graças à sua acústica, e à medida que a data se foi aproximando, o pianista australiano foi convidando outros músicos para participarem nos trabalhos dessa tarde de Setembro de 2011. O trio acabaria por se conhecer nesse dia e a sua química resultaria no que agora conhecemos. The Swifter juntou, então, o piano de Simon James Phillips – um australiano que começou na música clássica e tem abraçado a música experimental e a improvisação -, as percussões de Andrea Belfi – um italiano também a viver em Berlim, mas exportando o seu jazz para inúmeros projectos internacionais -, e a electrónica de BJ Nilsen – um sueco que tem feito carreira na Touch e que também vive na capital alemã. O resultado lembra, por vezes, The Necks, mas percebe-se que não só há uma direcção muito mais definida do rumo do trio, como a electrónica e manipulação digital dos instrumentos acústicos abrem um leque sonoro que os australianos não oferecem. Nem melhor, nem pior, apenas diferente e igualmente bom. Música minimal de alta complexidade que nos remete ao sonho, e um dos projectos mais humanos e excitantes que ouvimos recentemente.

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Segunda-feira, 17 Junho, 2013

ANDREA BELFI, DAVID GRUBBS, DAVID MARANHA & PETE SIMONELLI Ten Intrusions MCD

€ 9,95 MCD Populista / Bôlt

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Produção estonteante, que este baterista italiano tem conseguido nos últimos anos. E esta produção está – como geralmente acontece – em directa proporção à sua qualidade e importância na cena musical europeia. Mas Belfi não é apenas um baterista, pois embora a sua educação tenha tido esse fim, aos vinte anos começou a interessar-se por música experimental. E embora não tenha largado a sua bateria, todo o mundo da percussão e da electro-acústica começa a intrometer-se cada vez mais na sua criação. “Between Neck & Stomach” é, talvez, o seu melhor postal de entrada: um projecto em que transformou a sua casa num instrumento de percussão. Na Populista, da casa-mãe polaca Bôlt, edita um dos volumes dedicados aos EUA, com a leitura de textos em torno de “Eleven Intrusions” de Harry Partch (1949). Voz de Pete Simonelli, rouca pelo deserto e pelo álcool da inquietude beat; David Maranha orientando os espíritos do além em órgão; David Grubbs a colocar cor na electricidade americana; e Belfi, sem se dar por ele, a oferecer o seu coração para isto tudo. Fruto de uma semana de trabalho, “Ten Intrusions” prova o que se pode fazer quando a matéria-prima e as ideias são especiais. Um dos melhores discos de spoken word dos últimos anos.

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Sábado, 23 Março, 2013

B/B/S Brick Mask CD / LP

€ 15,50 € 11,95 CD Miasmah

€ 14,95 LP Miasmah

[audio:http://www.flur.pt/mp3/MIACD022-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MIACD022-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MIACD022-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/MIACD022-4.mp3]

“Brick Mask” nasce em Berlim, onde Andrea Belfi tenta viver no meio das suas constantes viagens e digressões. Junta três vértices quase, quase improváveis, mas com o destino de fazerem algo acontecer dessa mesmo improbabilidade. Erik Skodvin é o nome verdadeiro de Svarte Greiner, o patrão da editora Miasmah, e Aidan Baker é conhecido por ser quem é mas também por ter os Nadja – ou seja, guitarras e baixo contra a bateria e percussão de Andrea Belfi, ou ainda, o manto denso e ambiental de um lado contra uma certa energia free que emana da bateria do italiano. Talvez não cheguem lá, mas ouvindo, as comparações com Supersilent são fortes apesar das distâncias geográficas. Contudo, há mais electricidade e groove, há mais negro na paleta de cores, e sem nunca acontecer, o rock acaba por espreitar pelo meio da nuvem de som. Duas claras vitórias neste jogo: as incríveis texturas e rítmo surdo de Skodvin e Baker, e o frenético e explosivo jogo percurssivo de Belfi. Se já tinham ficado espantados com a versatilidade de Belfi nos The Swifter, não esperem menos neste outro trio. Grande disco.

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