Sexta-feira, 12 Maio, 2017

ANDREW PEKLER Tristes Tropiques LP

€ 18,50 LP Faitiche

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Como o livro de Claude Lévi-Strauss em que talvez se inspire, “Tristes Tropiques” soa a uma reflexão sobre o encontro com outras culturas e sensibilidades, o efeito das viagens na mente humana, a descoberta de outras possibilidades. Para sermos muito simplistas. O disco vagueia, plácido, entre ambientes exóticos, misteriosos e misteriosamente reconfortantes, apesar da estranheza que sempre provocam novos locais. Reconhecemos parte de um léxico de música electrónica mais intuitiva, menos planeada, uma abordagem mais directa, talvez, motivada por uma forte inspiração que conduz as decisões em relação a que sons usar e como os mover no espectro. Tudo isto soa pouco tangível, é certo, mas é verdade que parecemos contaminados pela ideia de que “Tristes Tropiques” é tanto uma exploração do som como uma exploração da nossa relação com o som. Muito estimulante.

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Quinta-feira, 7 Abril, 2016

ANDREW PEKLER Cue: LP

€ 17,50 LP (2016 reissue) Muscut

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“Cue:” saiu em CD, em 2007, pela Kranky, numa altura em que Andrew Pekler andava a tocar com Jan Jelinek. É natural que algumas semelhanças se revelem neste álbum, mas nada substitui chegar a ele em branco. Pode ser um álbum tardio de pós-rock, com tudo meticulosamente colocado entre o “rock” e a electrónica para que os acontecimentos diminutos não soem nem a Oval nem a Mouse On Mars nem a Tortoise clássicos. “Cue:” desenvolve uma matriz que parece unir todos os pontos desse universo vago que acabou, mesmo assim, por reunir um clube já desde a segunda metade dos 90s. O detalhe na melodia é impecável e soa ainda extraordinário como se consegue produzir música, enfim, estranha, quase a existir nas entrelinhas do que é normal, e comunicar emoções tão universais, nada elitistas (ou outro termo que denote exclusividade). “Cue:” é um grande álbum em qualquer década na nossa memória, desfiando um fio narrativo que equivale a uma história irresistível contada à lareira por alguém em cujo colo nos sentamos.

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Quinta-feira, 21 Março, 2013

GROUPSHOW Live At Skymall LP

€ 16,50 € 12,95 LP Staubgold

O álbum de originais – “The Martyrdom Of Groupshow”, na Scape, de 2009 – era óptimo, mas parecia mais um tratado que um produto final. Alinhava-nos pedaços de temas como se quisesse mostrar-nos o poder do trio, o poder da construção sonora. É claro que só percebemos isso quando ouvimos Groupshow ao vivo – a 18 de Fevereiro de 2010, no Teatro Maria Matos, em Lisboa. Foi nessa noite que testemunhamos no corpo o que pode ser Groupshow – as tais construções existem, mas vão se transformando lentamente no tempo, criando um pedaço único que se estende por horas. Aí, é uma espécie de groove que impera, que tanto soa a uma potente máquina germânica (kraut, muito kraut, claro) como a algo humano feito peça-a-peça. Se o álbum parecia algo laboratorial, ao vivo, a necessidade de ter o público à volta da sua mesa de trabalho (uma mesa com dezenas de instrumentos e ainda mais fios e botões), demonstrava o quanto as pessoas são essenciais para colocar Groupshow em andamento. Sempre que podem tocam 8 horas sem parar, sem preparação, e quase tudo o que Jelinek, Pekler e Leichtmann inventam é puro delírio. E é por isso que o novo disco teria que trazer esse encanto do concerto: três temas longos, recuperando Groupshow de 2010 a 2012, recuperando, justamente, a gloriosa noite do Maria Matos, e mais outros dois concertos. Muito, muito bom.

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Sexta-feira, 19 Fevereiro, 2010

GROUPSHOW The Martyrdom Of Groupshow CD

€ 15,95 € 12,50 CD ~Scape

Não foi preciso ver ontem o concerto de Groupshow para termos a certeza do fantástico poder belicista que o trio contém: Jan Jelinek, Andrew Pekler e Hanno Leichtmann preenchem uma mesa repleta de objectos convencionais e não-convencionais para irem respondendo em forma de duelo colectivo ao que vai acontecendo. De um lado, texturas electrificadas e gestão soberba de samples por Jelinek; ao lado, Pekler usa a guitarra e efeitos para colorações e constrangidos apontamentos melódicos; em frente, Leichtmann é o homem ritmo, o lado kraut e a pilha de Volta para o trio. Quando sentimos que uma nova engrenagem entra em acção, sabemos que a inércia criada irá catapultar Groupshow (e nós) para longos minutos de autonomia groove. Em “The Martyrdom Of Groupshow” há espaço apenas para postais ilustrados, em vez das longas horas de palco que o grupo exige nos concertos. Mas isso não torna as coisas menos entusiasmantes. Adepto confesso de Black Dice, Jan Jelinek parece querer com Groupshow fazer uma espécie de homenagem ao constructivismo da banda de Brooklyn, recolocando todo esse universo fragmentário num cenário de pós-electrónica alemã. Quem conhece minimamente os elementos envolvidos, saberá de certeza o que esperará daqui.

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