RSD09 – Questionário #123

Quarta-feira, 12 Agosto, 2009
Categoria: Destaque
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Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.

sound_of_silverCome on Feel the Lemonheads

NUNO REIS
Realizador de rádio (Antena 3)

Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Tenho dificuldade em responder a esta pergunta porque todos os discos que, por alguma razão, foram importantes na minha vida (e foram vários) continuam, de certa maneira, a ser importantes. Opto por isso por escolher um disco (de uma lista de vários) que tenha ouvido vezes sem conta, mas que já não tenho paciência para ouvir: “Siamese Dream” dos Smashing Pumpkins. Continuo a gostar do álbum, mas os Smashing, ou melhor, o Bily Corgan já me enerva solenemente.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
“Sound Of Silver” dos LCD Soundsystem. Porque são nesta altura a minha banda favorita. Porque já ouvi o disco 7 milhões de vezes e não me canso. Porque acho que o James Murphy é o maior. Porque se tivesse que, nesta altura, escolher UM disco para levar para a Lua… era este.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Pergunta mais complicada de todas! Sinceramente, não encontro nenhum disco da minha lista de favoritos, que ache que o resto do mundo ache que é mau. No entanto, adoro o álbum “Come on feel the lemonheads” dos Lemonheads (naturalmente!) e não me parece que seja uma opinião muito consensual. Espero estar enganado.
Uma capa de disco favorita?
Pode parecer óbvio, mas acho que deve ser a dos Velvet Underground. A da banana.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Cheira a traição, mas nesta altura é mais download. Antes da vertigem tecnológica, era mais vinil. Para os meus programas de rádio e para as poucas actuações como DJ, nos últimos anos, os maxis e o vinil tornaram-se essenciais, para além de serem mais sedutores. No entanto, milhares de discos depois e com o espaço de arrumação sem crescer, tive que optar pela tecnologia, reservando a compra de CDs e maxis para os discos que realmente quero ter disponíveis na prateleira. Ainda por cima, poupo dinheiro à grande!
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Não posso jurar, mas tenho quase a certeza que foi o “Thriller” do Michael Jackson, em vinil na discoteca do bairro em Carnaxide. Ou então, “Rattlesnakes” de Lloyd Cole & The Commotions. Mas acho que foi mesmo o “Thriller”.
Qual o último disco que comprou?
“Of all the things” dos Jazzanova.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Certamente muitos que ainda nem sei. Mas o último dos The Juan Maclean é garantido.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Dada a minha tendência para a colecção, tenho vários músicos e bandas de que tenho todos os discos ou pelo menos tento. Apenas pelo número e sem outros significados mais profundos, acho que deve ser o Brian Eno. Eu sei que parece pomposo, mas houve uma altura da minha vida (por volta dos 20) em que a música contemporânea e ambiental me bateram com força. O Brian Eno era uma das minhas paranóias. Felizmente passou.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Tal como já disse, tenho várias bandas e músicos em que já completei a discografia (pelo menos a oficial). Na versão “armada em esperto”, compro todas as obras do Steve Reich porque acho que é um génio. Na versão dançante, tudo o que tenha o dedo do Moodymann. Em versão mais rockeira, qualquer disco dos LCD Soundsystem, porque são a minha banda favorita do momento. Na versão “dantes é que era bom”, tudo dos Smiths, Cure, Joy Division, Kraftwerk e muitos outros.
Que projectos tem em mãos actualmente?
Continuar a divulgar a música de que gosto na rádio (Antena 3).

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RSD09 – Questionário #122

Quarta-feira, 12 Agosto, 2009
Categoria: Destaque
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Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou. E aqui para verem fotografias de 18.04.2009.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog durante as próximas semanas. Amor e paz para todos.

1968eraser

RICARDO SÉRGIO
Radialista (Antena 3)

Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
Mais ainda que os muitos singles e EPs dos anos 50, 60 e 70 dos meus pais (dos Beatles aos Zoo, do Cliff Richard ao James Last), mais ainda que os “Queijinhos Frescos” da minha infância e os “Top Jackpots” de antanho, os discos mais importantes foram dois: o “Crime of the Century”, dos Supertramp (quando descobri que havia música para lá dos 60s e dos tops do FM de então), e o “Tender Prey”, de Nick Cave & The Bad Seeds (que orientou, de uma vez por todas, a minha bússola musical).
Um disco que seja muito importante agora + razão.
De momento, a colectânea “Dark Was The Night”, que não me sai do ouvido, e a “Kind of Blue: 50th Anniversary Collector’s Edition”, de Miles Davis, porque me faz sempre sentir que cheguei a casa.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
Um não, dois (pelos quais me apaixonei redondamente): “Crime of the Century” dos Dauerfisch e “1968” de Dave Pajo – porque, cada um a seu tempo, me atingiram de forma absolutamente inesperada, apesar de terem sido ignorados ou recebidos com vaias e apupos.
Uma capa de disco favorita?
Para quem comprou tantos discos por causa da capa (tantas belas descobertas, tantas horrendas desilusões), não é fácil escolher A Favorita. Mas, por entre as capas de “Soft Parade” (The Doors), de “Com que Voz” (Amália), de “Closing Time” (Tom Waits), de “À Vontade” (Baden Powell) ou de “The Man Comes Around” (Johnny Cash), por entre quase todas do Andy Warhol (dos Velvet ao jazz) e as da trilogia berlinense de Bowie, por entre tantas da Blue Note e da 4AD e dos Smiths e dos Residents, por entre as clássicas inevitáveis, as portuguesices kitsch de 70s ou as mais recentes obras de arte, fico-me pela capa de “The Eraser”, de Thom Yorke – misto de “urban art” com um certo imaginário “steampunk”. Ou então qualquer uma do Artur Gonçalves…
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Queria poder dizer vinil… mas na verdade: mais CD. A grande maioria dos meus vinis ficaram entre a Feira da Ladra e a Carbono – primeiro na voragem de trocar tudo por CD, depois pela simples necessidade de ter dinheiro à mão (fosse para comprar mais discos novos ou mais cassetes para gravar outros discos ou apenas para poder ir ao Alfa com a miúda do 12º C).
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
Não foi o primeiro que comprei (esse tanto poderá ter sido o “Born in the USA” do Bruce, como o “Touch Me” da Samantha Fox, como até um qualquer dos Queijinhos Frescos…), mas o primeiro que comprei com O Meu Dinheiro, com O Meu Primeiro Ordenado: “Out of Time”, dos REM, numa das discotecas do velho Centro Comercial de Alvalade (no tempo em que um pequeno centro comercial de bairro ainda era capaz de sustentar duas ou três lojas de discos).
Qual o último disco que comprou?
“Grass Is Singing”, de Lonely Drifter Karen, e “Fight Like Apes and the Mystery of the Golden Medallion”, dos Fight Like Apes. Os últimos discos que NÃO comprei foram a reedição de “The Pirate’s Gospel”, de Alela Diane, e “I Can Hear Your Heart”, de Adrian John Moffat.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
As reedições de Nick Cave & the Bad Seeds.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Mais ainda que David Bowie e The Residents, só mesmo Nick Cave (contando, não só com os Bad Seeds e os Grinderman, mas também com bandas-sonoras, colectâneas, álbuns de outros com a presença de Cave e discos “de família” – Birthday Party, Boys Next Door, Crime & the City Solution, Barry Adamson, Anita Lane, Einstürzende Neubauten, etc.). Ah… e Monty Python.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Começa a tornar-se redundante, mas… Nick Cave, com ou sem os Bad Seeds. E The Residents.
Que projectos tem em mãos actualmente?
A Antena 3. Um livro de contos que não sai do papel. E uma dor de cotovelo para tratar…

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