Sexta-feira, 16 Janeiro, 2015

JÓHANN JÓHANNSSON & BJ NILSEN I Am Here LP

€ 18,50 € 16,95 LP Ash International

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ASH111-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASH111-2.mp3]

Dias felizes para Jóhann Jóhannsson, que depois de ganhar um Golden Globe (não se deve traduzir estas coisas, por favor) há semanas, com a sua banda sonora para “A Teoria De Tudo”, de James Marsh, vê-se nomeado para um Oscar (idem), elevando o seu estatuto a um nível planetário com o correspondente reconhecimento de pares e críticos. Esta tem sido parte substancial da sua obra recente e “I Am Here”, de 2014 mas com estreia comercial para este ano, é mais uma composição para cinema, aqui com a ajuda de BJ Nilsen, que com ele colabora pela primeira vez – Hildur Gudnadóttir é uma das convidadas. Obviamente que a parte orquestral é criada por Jóhannsson, e a parte electrónica por Nilsen, mas a fusão destes dois mundos é feita com imensa inteligência e, reconhecendo trabalhos antigos do islandês, não dá para traçar a linha da divisão com plena certeza: tudo coexiste num plano próprio. Música ambiental, emotiva como cristais de gelo a desfazerem-se ao sol, “I Am Here” é um álbum lindíssimo e tocante, longe das partituras (e discos) das bandas sonoras tradicionais – demasiado bom para ganhar prémios, não é? Edição apenas em LP e de tiragem limitada. A não perder.

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Quinta-feira, 9 Janeiro, 2014

THE SWIFTER The Swifter LP

€ 16,50 LP The Wormhole

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WHO02-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WHO02-4.mp3]

A história deste álbum e, por arrasto, a história deste trio, é curiosa e mostra por defeito a definição de “serendipity”. Simon James Phillips combinou uma sessões de gravação na famosa igreja berlinense de Grunewald, onde muitas outras obras foram registadas graças à sua acústica, e à medida que a data se foi aproximando, o pianista australiano foi convidando outros músicos para participarem nos trabalhos dessa tarde de Setembro de 2011. O trio acabaria por se conhecer nesse dia e a sua química resultaria no que agora conhecemos. The Swifter juntou, então, o piano de Simon James Phillips – um australiano que começou na música clássica e tem abraçado a música experimental e a improvisação -, as percussões de Andrea Belfi – um italiano também a viver em Berlim, mas exportando o seu jazz para inúmeros projectos internacionais -, e a electrónica de BJ Nilsen – um sueco que tem feito carreira na Touch e que também vive na capital alemã. O resultado lembra, por vezes, The Necks, mas percebe-se que não só há uma direcção muito mais definida do rumo do trio, como a electrónica e manipulação digital dos instrumentos acústicos abrem um leque sonoro que os australianos não oferecem. Nem melhor, nem pior, apenas diferente e igualmente bom. Música minimal de alta complexidade que nos remete ao sonho, e um dos projectos mais humanos e excitantes que ouvimos recentemente.

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Domingo, 22 Dezembro, 2013

BJ Nilsen Eye Of The Microphone CD

€ 14,50 € 12,50 CD Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TO95-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO95-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO95-3.mp3]


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Sexta-feira, 12 Fevereiro, 2010

BJ NILSEN The Invisible City CD

€ 14,50 € 12,50 CD Touch

BJ NIlsen dificilmente conseguirá acompanhar a pedalada de Chris Watson. Mas é altamente reconfortante ver a electrónica deste calibre sempre a olhar para fora da caixa. Neste caso, para fora do computador. Nilsen assume sons captados na Suécia, Islândia, Noruega, Inglaterra, Japão, Alemanha e Portugal – bem como uma colecção grande de instrumentos – para os estender no tempo e espaço como uma visceral sessão abstracta de field recording. Mas a sua música – e a sua abordagem – é muito mais que isso. É sobretudo computer music tal como Fennesz o entende e Hecker executa, mas ao contrário destes o espaço, as dimensões, o eco e a reverberação acústica jogam a favor da intensificação das emoções. Nos momentos em que estas duas vertentes colidem, uma espécie de apogeu aparece em “Invisible City” – tome-se como exemplo “Scientia”, o terceiro tema: começa como um borbulhar digital, evolui no silêncio para um ruído irregular animalesco e de repente preenche-nos o espaço com ambient music celestial e aos poucos todos os passos anteriores começam a encaixar. Há muito que BJ NIlsen merecia estar num plano superior; ei-lo, por sua iniciativa, a subir na escala de valores.

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