Quinta-feira, 26 Março, 2015

NISENNENMONDAI N’ EP MLP

€ 17,50 € 14,95 MLP Blast First Petite

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PTYT084-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT084-2.mp3]

Com uma letrinha apenas, “N” foi finalmente o álbum que colocou as japonesas Nisennenmondai na cena do lado de cá do globo. Foram 40 minutos fulgurantes, com um pequeno motor a impor um rigor relojoeiro a uma bateria, uma guitarra e um baixo num estado de graça geométrico. Os momentos que se seguiram foram os tradicionais quando ouvimos um disco fantástico: muita exposição, óptimas críticas, listas do ano e um circuito de concertos que mostrou como toda a máquina era feita. Para quem as viu em concerto, o rigor das suas actuações tira a respiração – a nós, sobretudo. “N” não teve companhia em vinil, para desgosto de muitos, mas agora há uma espécie de compensação: “N’” – notem a diferença – recupera dois dos temas e manda-os para estúdio, supostamente para serem refeitos depois da digressão errática que o trio teve um pouco por todo o mundo. A máquina continua a funcionar, com ligeiras mudanças na velocidade, e tudo o resto continua a gravitar num Espaço muito bonito para se viver. Nem que seja por 20 minutos – que nunca parecem 20 minutos. Em cheio, mais uma vez.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 26 Março, 2015

NISENNENMONDAY N CD

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PTYT083-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT083-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT083-3.mp3]

Em 2008 e 2009 vibrámos muito com as edições ocidentais que a Smalltown Supersound lançou, mas depois de “Destination Tokyo” achámos que o trio tinha terminado, dada a falta de notícias. Mas o mundo é ainda um local muito extenso para sabermos o que se passa em todo o lado e agora percebemos que estas japonesas que deram o nome do “erro informático do ano 2000″ ao seu grupo estão vivas. E eis mais uma ajuda ocidental: é a Blast First Petite que agora edita o seu mais recente álbum, “N”, que vem de 2013, e podemos já assentar esta letra na lista dos melhores do ano. E a novidade qual é? A suprema economia de recursos sonoros e a magistral concentração técnica. Três mulheres japonesas em delírio kraut, geomético e cósmico, miminal com resultados maximais, com um plano de ataque perfeito que nunca dá espaço nem tempo para evitarmos a armadilha. “N” tem 40 minutos, que nunca parecem 40 minutos, e podiam ser 400, ouvidos em contínuo, até haver uma catástrofe que nos impeça de prosseguir a audição. Um valente chapéu tirado às Nisennenmondai.

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Quinta-feira, 20 Novembro, 2014

MICHAEL CHAPMAN The Polar Bear CD

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PTYT078-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT078-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT078-3.mp3http://www.flur.pt/mp3/PTYT078-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT078-5.mp3]

Michael Chapman tem 73 anos. Não que a idade seja um posto na música, mas impressiona sempre quando ouvimos alguém – de Leonard Cohen a Ran Blake – que parece desafiar as ordens da reforma, criando como se de uma urgência se tratasse. Talvez Mike Cooper seja um pouco mais rebelde que Chapman, mas tendo praticamente a mesma idade, eis dois guitarristas que não se conformam com o que ouvem e com o que fazem, revirando vezes sem conta a folk que forjou o seu ADN. “Polar Bear” é, supostamente, o fim de uma trilogia de exploração que começou com “The Resurrection And Revenge Of The Clayton Peacock” em 2011 e teve a sua etapa intermédia com “Pachyderm” há dois anos. Este terceiro volume é uma surpresa total: continua a aventura, sem fim à vista, agora com a ajuda de muitos dos que lhe têm prestado sincera homenagem e ajudado a erguer-se neste mundo que esquece os bravos. Entre a improvisação free e a composição espontânea, com Steve Gunn ou Thurston Moore, Chapman mostra a sua soberba forma e sua contínua curiosidade. É tão bom ver alguém deste calibre a dar-nos música assim. Talvez haja pouca gente que complete a trilogia – “Pachyderm” é um álbum arrojado que choca com algum lirismo dos outros discos -, mas este “Polar Bear” é um tratado de várias cores e feitios e linguagens. Uma maravilha, este senhor.

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Terça-feira, 16 Setembro, 2014

EXCEPTER Familiar CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite

€ 24,50 € 22,50 2LP Blast First Petite

Parece mentira, mas já passaram quatro anos desde “Presidence”. Nunca tememos que os Excepter não regressassem, mas não esperávamos que voltassem com um disco tão forte. Principalmente com um disco de canções que fosse quase um contraste com aquilo que “Presidence” oferecia. Porque “Presidence” parecia uma concretização perfeita daquilo que os Excepter faziam nos seus “Streams”, condensações perfeitas das suas jams e experimentações, e calculámos que o caminho fosse por aí. “Familiar” mostra-nos o quão errados estávamos. E a surpresa vem logo com “Maids”, com vozes espectrais e sintetizadores que têm tanto de abstracto como pop. E é isso que é perfeito em “Familiar”, uma mistura do arrojo dos Excepter com uma perfeição pop como nunca os vimos a fazer: é verdade que “Debt Dept.” (2008) tinha os seus momentos, mas por vezes era demasiado austero. Aqui evitam essa austeridade, há um contínuo de felicidade, melodias amistosas que nos garantem que se este não é o álbum dos Excepter que conquista o mundo, então há algo de muito errado. Mesmo de muito errado. Não é segredo que adoramos os Excepter. Não é segredo que confidenciamos aos mais próximos que são a melhor banda do mundo (porque são). E temos que vos dizer que “Familiar” é o álbum que estão a precisar de ouvir. Uma verdadeira obra-prima (até acaba com uma versão abismal de “Song To The Siren”). Por favor, não deixem isto passar-vos ao lado.

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Segunda-feira, 29 Julho, 2013

MIKA VAINIO Kilo CD / 2LP

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite

€ 24,50 € 21,95 2LP Blast First Petite

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PTYT076-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT076-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT076-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT076-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT076-5.mp3]

Quase de repente, as cores industriais começaram a tingir alguma da electrónica mais interessante das últimas temporadas, fazendo-nos crer que tudo, um dia, há-de voltar à ribalta. Para além dos nomes novos que apareceram nos escaparates, Mika Vainio há-de ser sempre aquele que ganhará prioridade num cruzamento de escolhas múltiplas. Talvez, ou não, inspirado pela concorrência, o finlandês faz aquilo que esperávamos: dispõe o seu arsenal em campo e derrota todas as tropas inimigas. Ligeiramente distante do techno e electrónica mais transparentes, Vainio aborda a electricidade seguindo as tenebrosas e clássicas investidas do duo Pan Sonic – parte ritmo furioso e cavalgante, parte atmosfera pesada e irrespirável. “Kilo” parece não ter nenhum momento em que não nos queria violentar, montando uma poderosa e eficaz máquina que nos abana fisicamente por dentro – é, pois, necessário ouvir este álbum bem alto. “Kilo” nasceu dos muitos concertos que dá, sendo uma sequela poderosa de “Life”, o anterior álbum de Vainio. É, também, o seu primeiro álbum a solo na Blast First, o local onde jazem os gloriosos álbuns de Pan Sonic – não por acaso, “Kilo” é herdeiro mais directo dessa coroa.

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Sexta-feira, 26 Outubro, 2012

MICHAEL CHAPMAN Pachyderm CD / LP

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite  ENCOMENDAR

€ 17,50 € 15,95 LP Blast First Petite  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PTYT070-1.mp3]

Michael Chapman parece ser um dos grandes que está finalmente recuperado por todos nós. Depois de “The Ressurection And Revenge Of The Clayton Peacock” ter despertado os distraídos – graças, sobretudo, à Wire, que o colocou no top do ano passado, em quinto lugar -, a Blast First Petite edita o segundo volume de uma suposta trilogia. Figura central mas tímida da folk inglesa dos anos 70, Michael Chapman foi um inovador pouco notado e só com o álbum do ano passado, e empurrado por Thruston Moore e Jack Rose, é que assumiu a improvisação como motor para a sua inspiração. Se o resultado foi brilhante e revelador, “Pachyderm” prossegue a demanda e dá-nos mais uma surpresa ao compor um longo tema baseado num acorde, deixando-nos prostrados pelo poder minimal e hipnótico desta respiração profundamente mística e encantatória. Talvez seja assim que tudo funciona: aos 71 anos, a sabedoria é outra e toda uma vida se condensa em algo mínimo com um poder avassalador. É um privilégio imenso podermos todos partilhar estes momentos.


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Sexta-feira, 25 Novembro, 2011

JOHN FAHEY 1978 Live At Audimax Hamburg DVD

€ 19,50 € 12,95 DVD Blast First Petite

Ao entrar em palco, e depois ter também ter ouvido o concerto de John Martyn, John Fahey elogia-o, manifestando o seu receio em tocar depois. Há um misto de seriedade e brincadeira nesse comentário, mas é quando Fahey começa a tocar que percebemos que, independentemente do que aconteceu antes, e do modo como o americano encara a tarefa, não há qualquer razão para não esperarmos o melhor deste concerto, em Março de 1978, em Hamburgo. É magia, pura magia. Mais ainda por podermos ver o mestre a tocar, a recompor temas conhecidos, a passear por uma criatividade e espólio que simbolizam coisas muito grandes na nossa cultura, seja ela qual for. Conhecido por ignorar a importância das setlists, há uma libertária imprecisão no alinhamento, com alguns temas a abraçarem-se a outros, criando medleys originais. Será patético acharmos que vocês precisariam de saber que este DVD é histórico e essencial. Inclui: “On The Sunny Side Of The Ocean”, “Hawaiian Two-Step”, “Lion”, “Wine And Roses”, “Poor Boy Long Ways From Home”, “Steamboat Gwine Round De Bend”, “How Green Was My Valley”, “Candy Man / Brendas Blues / Take A Look At That Baby”, “Beverly” e um medley a terminar o concerto. Como extra, uma pequena entrevista com o mestre.


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Sexta-feira, 11 Novembro, 2011

DEAN MCPHEE Son Of The Black Peace CD

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PTYT047-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT047-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT047-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PTYT047-4.mp3]

Com a saída de James Blackshaw para viver nos Estados Unidos, eis Dean McPhee a voltar a equilibrar as contas de guitarristas extraordinários em Inglaterra. Vindo do norte da ilha, McPhee tem aqui a sua estreia em álbum, num disco puro e honesto, que nos conquista pela simplicidade, gravado sem overdubs, em takes únicos, soando a testamento de intenções bonitas. E conquista-nos plenamente, com quatro longos temas cristalinos (é um dos adjectivos mais usados nas muitas elogiosas críticas que se tem feito à mestria guitarrística de Dean McPhee). E por onde anda a música deste jovem? É de facto complicado mapearmos as suas influências e estilo, mas tanto pode fazer-nos recordar o recentemente desaparecido Bert Jansch, como até alguns floreados melódicos de Vini Reilly. Ou seja, ouvimos a tradição folk e blues, vinda dos Estados Unidos e de Inglaterra, mas também uma abertura saudável a inspirações menos óbvias. “Son Of The Black Peace” dá-nos um álbum belíssimo, e um novo guitarrista pelo qual vamos ter muita vontade de seguir. Não deixem de ouvir.

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Sexta-feira, 23 Julho, 2010

PAN SONIC Gravitoni CD

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite  ENCOMENDAR

Parece ser impossível fugir à frase que acompanhou a entrega deste novo álbum do grupo à Blast First: “depois disto os Pan Sonic vão hibernar”, disse Mika Vainio, que como sabemos nunca utiliza muitas palavras nas suas comunicações. Esta é apenas mais uma, críptica apenas para quem não queria que um dos mais importantes projectos electrónicos termine a sua discografia definitivamente. Até porque, o seu som, aquilo que inventaram e desenvolveram durante quinze anos continua a ser fonte inesgotável de inspiração e transpiração, seja à custa da propulsão titânica do rítmo, seja pelo fantástico design sonoro quando percorrem as profundezas das suas máquinas. E se quase todos os álbuns dos Pan Sonic (ou Panasonic) são peças únicas e essenciais, este “Gravitoni” não destoa se o levarem para casa: mais desmaios e afrontamentos eléctricos, mais ambientes de cortar à faca, mais tensões fantasmagóricas série B, mais atropelamentos e fugas sem deixar rasto. Mika e Ilpo continuam a fazer música de excepção sem a companhia um do outro, mas juntos erguem parte considerável da electrónica que ainda vale a pena perder longas horas da nossa vida. No final de “Gravitoni”, se dúvidas houvessem sobre as declarações de Mika Vainio, “Pan Finale” eloquentemente fecha aquilo que pode ser o último álbum de sempre dos Pan Sonic. Um impressionante ‘bookend’ para fecharem a vossa prateleira.

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Sexta-feira, 18 Dezembro, 2009

MARTIN REV Stigmata CD

€ 16,50 € 12,50 CD Blast First Petite  ENCOMENDAR

Há alguns anos, no momento de ascenção dos Liars, tivemos a sorte de os ver partilhar o palco com os Suicide. Para quem quis sentir na pele o terror que Alan Vega e Martin Rev eram nos anos do seu reinado, a noite foi uma desilusão. Para quem não quis senão passar um bom bocado, a noite foi memorável. Conscientes dos seus limites e das duas idissioncracias, os Suicide transformaram-se numa representação de si próprios, assumindo a caricatura, a encenação e, acima de tudo, a boa disposição. A acidez e a violência de outros tempos são agora temperados com algum humor, e se estiverem para aí virados, terão a noite ganha. Se os recentes relatos dos concertos de Suicide ainda valem o preço dos bilhetes, o que dizer dos discos que tanto Alan Vega como Martin Rev têm feito? Aí tudo se torna confuso: há colaborações óptimas, discos assim-assim, e depois os discos de Martin Rev. Onde anda o raio da cabeça de Martin Rev? Uma coisa é verdade: não nos parece que esteja a fazer discos para satisfazer alguém para além dele próprio. E por isso “Stigmata” é tão atraente como estranho. São 14 temas quasi-religiosos, celestiais e assombrados, algures entre a banda-sonora épica e uma recriação midi dos ensinamentos de Wendy Carlos. Há a tentação de acharmos que tudo isto não passa de uma brincadeira, mas se pensarmos isso de “Stigmata” teremos que aceitar que toda a sua carreira – com Suicide incluído – aconteceu porque as regras foram sempre sendo ignoradas. E quantos discos conhecem como este “Stigmata”?


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