RSD09 – Questionário #45

Segunda-feira, 20 Abril, 2009
Categoria: Destaque
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Este inquérito é uma forma de celebrarmos o Dia da Loja de Discos, assinalado a 18 de Abril e internacionalmente conhecido como Record Store Day. Cliquem no link acima para saber de que outras formas celebrámos o dia e quem nos ajudou.
11 perguntas quase só sobre discos. Muitas respostas. Muito obrigado a quem acedeu em partilhar os seus gostos connosco. Publicaremos tudo neste blog em ritmo RSD até ao final do mês de Abril e, após, de forma mais descontraída. Amor e paz para todos.

waters-of-nazarethgold-ballads

BRUNO SOUZA (D.I.S.C.O.TEXAS)
DJ

Um disco que tenha sido muito importante (e já não seja) + razão.
“Rage Against The Machine” dos Rage Against The Machine. Bom, não sei, foi um dos que me marcou. Lia e relia as letras, passava as aulas de engenharia a tentar arranjar interpretações para tudo aquilo. Sentia na pele toda aquela revolta… salvo seja. Adorava as músicas, claro, acreditava, e acredito!, que são todas boas. Ou quase todas… Tentei até aprender a tocar guitarra por tanto admirar o som do Morello. Mas bem, destaco a importância que teve e que já não tem mais a nível da revolta, como referi acima. Ouvia-o num momento da minha vida em que queria guerrear a sociedade e algumas situações particulares que me diziam mais respeito, e sentia-me, em parte, companheiro dos RATM nessa luta que havia que fazer “à máquina”. Agora, aos 31, tornei-me mais maleável, mais relaxado, menos permeável ao entusiasmo “sangue na guelra” na defesa de valores. Não diria que me tenha juntado à maioria, se calhar aproximei-me. Mas consciente. Vivo num terreno de ninguém que é meu. Consciente, repito. Mas bom, deixei de ouvir o “Rage Against The Machine” dos RATM. Hoje oiço música para dançar e para fazer dançar.
Um disco que seja muito importante agora + razão.
“Waters Of Nazareth” (12″) dos Justice. Porque veio indicar o caminho. O caminho do senhor… (com a cruz… perceberam a piada?) Agora a sério, acho-o um ENORME disco. Abriu-nos as portas para esta nova era, para este movimento que agora se vive por esses clubes mundo fora. Comparo-o um pouco ao rock’n'roll e o efeito que teve na juventude dos anos 50: os jovens que viviam o próspero e pacífico período do pós-guerra tinham energia para gastar, queriam deixar de ir à missa e passar a vestir casacos de cabedal, queriam partir coisas e ser violentos e a música do Elvis, Chuck Berry e afins foi, ao mesmo tempo, fruto dessas necessidades e catalizadora das mesmas.
Na mesma medida vejo o som distorcido que os Justice nos trouxeram, apelando, acima de tudo, a uma imensa juventude que ouvia música electrónica, mas que tinha uma extrema necessidade de extravazar violentamente toda uma energia extra que possuia, uma certa raiva (contra nada), e tudo isso associado a uma preocupação estética muito cuidada, com toques de negro berrante. E casacos de cabedal.
Um disco irresistível mas que o resto do mundo acha que é mau.
“Gold Ballads” dos Scorpions. Os meus pais não tinham uma grande colecção de discos. Então acabava sempre por ouvir os mesmos. E este, dos Scorpions, era dos meus preferidos. Adorava a capa (resposta abaixo) e adorava as músicas. E ainda hoje em dia fico perfeitamente derretido quando as oiço. Não me chateiem, sou doido por este disco. Gosto de Scorpions, mas este disco é uma coisa do outro mundo. Ainda no outro dia o rodei na ZDB, eheheh. Merda, vou ouvi-lo agora!
A capa de disco favorita?
O LP “Anjo da Guarda” do Variações. Era mais um dos poucos discos que os meus pais tinham. E creio que conseguem imaginar a perplexidade com que uma criança fica ao olhar as fotos que estão na capa deste disco. Não só as da capa propriamente, mas as que estão no interior, com detalhes da sua casa e com indumentárias completamente extravagantes. Creio que me inspirou, não tenho a certeza. Mas adoro-o, isso é certo, e adoro a sua música.
Mais CD ou mais vinil? Porquê?
Apenas vinil. Antes comprava CDs, mas perdi o entusiasmo quando apareceram os CD graváveis. Misturavam-se com os originais na minha colecção e isso enervou-me. Não só por isso, mas também, NUNCA mais comprei CDs. Claro que existe a questão visual: adoro as dimensões das capas de discos (quadradas) e a possibilidade que permite no que diz respeito ao artwork. A caixa do CD é mais limitada. E não é quadrada, é ligeiramente rectangular. Em acréscimo, e finalizando, adoro ver um disco rodar num giradiscos.
Qual o primeiro disco que se lembra de comprar e onde foi?
“Chaos A.D.” de Sepultura e comprei-o na loja Conforto, em Ponta Delgada.
Qual o último disco que comprou?
“Omen” (12″) – The Prodigy.
Qual o disco que irá comprar de certeza, em 2009?
Hum… o (primeiro) álbum do Proxy… eu acho que deve sair antes do final do ano.
Qual é o artista mais representado na colecção?
Daft Punk.
De que artista tenta comprar todos os discos, bons e maus?
Proxy. Discos maus?
Que projectos tem em mãos actualmente?
Bandido$ e D.I.S.C.O.Texas.

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