Quinta-feira, 9 Março, 2017

SUN Radiation Level 7″

€ 10,00 7″ Capitol (5C 006-85939)

Exemplares originais da prensagem holandesa de 1979 / Original 1979 Dutch pressing. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Radiation Level
Radiation Level (instrumental)

Já aqui falámos dos Sun, um mínimo de background aqui, e sim, “Radiation Level” é a porta de entrada por excelência para esta banda sintonizada com o Espaço e o imaginário futurista ligado á ficção científica. A espécie de guarda Cylon que adorna esta capa, a palavra “Sun” dentro de uma simulação fogosa do mesmo, a font tecnológica do título, ficamos logo aí. Na música, a camada de sintetizador, o groove da guitarra, passo seguro do baixo, tudo sempre constante a servir a voz amaciada que quase não sobe de tom. Sensação de que este single não tem breaks simplesmente porque não necessita de quebras. Reparem. Desnecessário alongar-nos sobre quão óptimo é o instrumental no lado B. Exemplares da prensagem holandesa em excelente estado, capas e vinil. Sexy.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 13 Outubro, 2016

SUN Force Of Nature LP

€ 12,00 LP Capitol / EMI Electrola (1C064-86347)

Exemplares originais da prensagem alemã de 1981 / Original 1981 German pressing. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
On My Radio
Guiding Light
Love Baby Love
Force Of Nature
This Is What You Wanted

Começando pela faixa-título, tudo logo lá nos locais esperados da escala e na medida certa. Linha de baixo super sintética, voz em modo coro, incitação à dança, batida mid-tempo e um ambiente geral de descontracção de quem tem a festa controlada (e aqui descontracção e controle não são opostos). O fundador Byron Byrd tocou em outras bandas com músicos que depois viriam a integrar os Ohio Players, mas Sun era a sua visão mais particular, interessado como era em engenharia aeroespacial. Não faltam referências a um universo plástico futurista que sugere, olhando para a capa, algo herdado de Parliament / Funkadelic e dos Cylons da série “Galactica”. Álbum de groove por excelência, o sexto da banda que dois anos antes editara o magnífico “Radiation Level”. Em “On My Radio” canta-se “If you got that feeling, got that funky feeling, get up out your seat”, e sabe quem navega por estas zonas que este tipo de letra é um standard em discos de dança que se destinam, sobretudo, a motivar quem ouve para a experiência física e libertadora de movimento, desinibição. Não há segredos escondidos nem meias palavras. “Guiding Light” explica a devoção dirigida a quem nos acompanha e escuta os nossos stresses. “Well well, you got a problem, i can tell” e, depois, “As long as there is light there is love”. A habitual balada (pelo menos uma) que costuma quebrar a máquina de groove nestes álbuns aparece aqui claramente na forma de “Love Baby Love”, mas até isso é meio ilusório, porque pouco depois a batida compassada leva o sentimento para a pista de dança. Recorda o grande “Passion” de Prince Charles. Para nós, tudo dito. Oiçam o resto e decidam.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 13 Maio, 2011

BEASTIE BOYS Hot Sauce Committee Part Two CD

Beastie_Boys_-_Hot_Sauce_Committee_Part_Two-1

€ 13,95 CD Capitol

[audio:http://www.flur.pt/mp3/5099950563920-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/5099950563920-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/5099950563920-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/5099950563920-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/5099950563920-5.mp3]

Qualquer rapper ao pé dos Beastie Boys parece estar a debitar uma lenga-lenga. A hiperactividade do trio de Nova Iorque exibe em “Hot Sauce Committee Part Two” uma silhueta que nos remete para formas já moldadas em trabalhos anteriores – talvez o rasto mais directo seja o deixado por “Hello Nasty” (1998) – mas por vezes sabe bem ver uma boa silhueta intocada pelo tempo, certo?
“Intocada” talvez não seja o termo correcto. Se todas as vértebras do seu rap sujo estão lá – o punk rock primordial, funk (“Funky Donkey” desarma qualquer um), há até dub -, também é verdade que a estridência da rima parece já não reclamar, mas reafirmar um lugar (de que nunca foram depostos) que tem agora contornos tridimensionais, volumes desenhados pela abundância de sintetizadores e pela sobreposição perpendicular e psicadélica de samples, texturas e lasers sonoros. Uma sopa cósmica, intergalática, noisy, cujos grãos futurísticos (os de sempre) parecem ter encontrado no presente alguma da sua actualidade e consubstanciação. E só dá Beastie: “Yes, here we go again, give you more, nothing lesser / Back on the mic is the anti-depressor”.


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