TORO Y MOI
Freaking Out
MCD Carpark – 12.50 eur9.50 eur
Inscrito na cena chillwave, Chazwick Bundick é um nome firmado. Sobretudo depois de “Underneath The Pine” (Carpark, 2011). No entanto, “Freaking Out” marca um desvio na direcção apontada no registo anterior pela (quase) supressão dos instrumentos em favor da supremacia do dispositivo digital (o que nos remete mais para “Causers Of This”, de 2010). Apesar dos pontos de descontinuidade, mantém-se o apego a uma estética funk, com alguma soul pelo meio. Regressamos ao centro da pista de dança, com laivos de Prince e disco pelo meio, e canções bem feitas e volumosas, de que é exemplo “All Alone”, logo a abrir.
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Ainda disponíveis: TORO Y MOI “Causers Of This”, CD Carpark – 15.95 eur11.95 eur TORO Y MOI “Underneath The Pine”, CD Carpark – 16.50 eur12.50 eur TORO Y MOI “Underneath The Pine”, LP Carpark – 18.50 eur13.95 eur LES SINS “Lina / Youth Gone”, 12″ Carpark – 8.50 eur
CLASS ACTRESS
Rapprocher
CD Carpark – 16.50 eur12.50 eur
LP Carpark – 16.95 eur13.95 eur
Há diamantes em bruto, outros depurados pelo tempo, e há aqueles que parecem nascer com pureza já refinada e singela. “Rapprocher” situa-se nesta última categoria, tal é a clareza (e clarividência) de ideias, texturas que enformam o disco e lhe conferem uma silhueta elegante sem ser sofisticada, pura sem ser naif. Synth pop a fluir de todos os recantos. Mas falemos da pedra de toque deste álbum inaugural da discografia dos Class Actress: a voz de Elizabeth Harper. Nela vive a carga emocional e o pólo magnético que define e delineia tudo o resto. É ela que nos faz chegar mais perto e sentir como a melancolia e felicidade estão separadas por um fio de cabelo. Oiçam “Love Me Like You Used To”, o comando automático para esse lugar emocional. Tão bom. E o resto são camadas synth perfeitas que nos remetem para os anos 80, mas que respiram e inspiram actualidade. É a confundir e a brincar com o tempo que se fazem grandes discos. Uma pérola escondida, mas uma pérola.
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ADVENTURE
Lesser Known
CD Carpark – 16.50 eur12.50 eur
Depois de um álbum sonicamente quase conceptual (música 8-bit para jogos de computador), nova abordagem retro à memorabilia electrónica dos anos 80. Fetiche imenso por New Order, linhas de baixo Heaven 17 (”Open Door”), coros Human League (”Fools Paradise”), synth pop de época desenhado cuidadosamente numa prancha com máxima atenção ao detalhe. Soa sobretudo a bandas de que nunca ouvimos falar porque nunca existiram. Indie afectado por noções nostálgicas de cool próximas de ser consideradas lixo mas sempre resgatadas à última hora para uma nova (e derradeira?) oportunidade. O grau de importãncia de “Lesser Known” é tanto maior quanto mais desejarem a deriva em supostas zonas de conforto onde os pontos de referência familiares se unem para vos complicar a vida. Ou seja, gostarão do disco se gostarem de surpresas quando não era suposto existirem. E se gostarem de pop electrónica.
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TORO Y MOI
Underneath The Pine
CD Carpark – 16.50 eur12.50 eur
LP Carpark – 18.50 eur13.95 eur
Chaz Bundick é um dos nomes da frente da vaga para a qual se arranjou o nome Chillwave. “Causers Of This” foi uma espécie de pilar de orientação para muitos destes músicos de quarto, ouvia-se uma espécie de apropriação de Ariel Pink para uma música com beat, som propositadamente rarefeito com a intenção de criar uma nuvem de tempo / e aquele sentimento DIY. Mesmo que não tenha decorrido muito tempo desde então – e desde que a Chillwave parecia a next big thing -, Chaz e o resto dos músicos que o acompanham nesta sonoridade começaram a virar-se para uma variação daquilo que faziam com uma faceta mais orientada para a música de dança, talvez – pensamos – por influência do sucesso que Washed Out teve com “Life Of Leisure”. E tal como aconteceu com “Causers Of This”, Chaz chega-se novamente à frente com este “Underneath The Pine” (embora desta vez esteja ligeiramente atrasado, os Teengirl Fantasy deram-lhe no final do ano passado com “7 AM”), um disco assumidamente pop mas com uma orientação descarada para o beat, música de dança para quem tem medo de sair do território rock e arriscar mais um pouco. Nesse sentido, este é um disco contemporâneo, canções frescas com aquela luminosidade com que Chaz como Toro Y Moi nos habituou. Radiantes, com uma presença forte, como se pode ouvir em “New Beat” ou “Divina”, momentos que quase nos fazem esquecer que existiu “Causers Of This” há um ano atrás.
No fundo, respeito imenso a Chaz Bundick por fazer óptimas canções, sejam elas em que formato forem. E por isso, o gozo que se sente na sua pele quando se expõe deste modo é altamente contagiante. E o mais estranho nisto tudo é saber que este álbum está programado desde “Causers Of This”, feito para ser uma alma gémea para o disco de estreia, uma obra de foco depois de uma obra de dispersão. Há quem se lembre de Jamie Lidell, pelo modo como foi solidificando uma linguagem universal, mas Chaz parece querer, por agora, revelar-nos o lado bom da vida num punhado de canções doces e solarengas. Disco perfeito para os dias que vão crescendo à nossa volta.
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“É o tipo de álbum que encontrou o seu ritmo interior, expondo canções dinâmicas que nem por isso deixam de ser instrospectivas, feitas de uma superficie luxuriante, dominada por camadas de teclados. E isso é muito bom.” 4/5 in IPSILON/PÚBLICO
“Na verdade, “Underneath The Pine” abre uma nova fase para o artista, cujo talento desafia classificações.” in PARQ
TORO Y MOI
Causers Of This
CD / LP Carpark - 15.95 eur11.95 eur / 21.50 eur17.50 eur
Provavelmente influenciado pela vivência dos pais em Nova Iorque durante os anos 70/80, Chaz Bundick começou a produzir música muito cedo. Tem 23 anos agora, 14 quando iniciou o seu projecto Toro Y Moi em casa. Estávamos em 2001, o boom de toda a cena Nova Iorquina estava a acontecer e Chaz dava os primeiros passos para o que hoje é “Causers Of This”. Influenciado por essa tendência, é fácil colocá-lo ao lado de nomes de Brooklyn, embora resida actualmente na Carolina do Sul. É a globalização e os efeitos deslocalizados que ela tem. Lembra Animal Collective por Panda Bear, MGMT e até os Yeasayer quando revelam o seu lado mais Hot Chip. Música pop de dança que não é feita para dançar, Toro Y Moi transpira igualmente muitas influências europeias (Daft Punk e Justice à cabeça), porque percebeu que no reino desta pop digital tudo vale. E aqui encaixa elementos folk na pop com raiz em Brooklyn, até um lado mais house que sobressai de vez em quando.
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Há umas semanas atrás resolvemos ouvir “Spiderman Of The Rings” na loja. Há muito tempo que não o fazíamos, mas foi um disco que ficou na nossa memória. Foi bom confirmar que continua a ser como nos lembrávamos e, melhor do que isso, não perdeu um bocadinho da sua mensagem. E, com tudo o que se passou entretanto, é um álbum que hoje ainda faz mais sentido e urge redescobrir. seja lá o que isso for quando só ainda passaram dois anos. Isto para dizer que chegou “Bromst”, o segundo longa duração de Dan Deacon. E é com um brilho nos olhos que o dizemos, porque não só é um seguimento natural de “Spiderman Of The Rings” como todo aquele excesso natural da sua música hoje soa melhor: Os nossos ouvidos assim o querem, mas hoje acreditamos que também vocês se queiram envolver mais com os sons deste cidadão de Baltimore, terra natal de alguns Animal Collective, do colectivo Wham City (do qual Deacon é uma das vozes principais) e cidade que tem oferecido algumas das mais importantes e esclarecedoras coordenadas sobre o caminho que a música pop deve – e vai – tomar. “Bromst” é soberbo, saboroso por deixar confirmar logo isso no seu tema de abertura, “Build Voice”, título que emprega com justiça o tanto que ali se passa. Dan Deacon dá-nos algo carregado de informação, não só da História – se quiserem – da música pop, mas algo mais. É como se o nosso imaginário virtual tivesse criado uma entidade que suportasse e reflectisse toda a informação que a Humanidade hoje cria e comporta a cada segundo. Mas em vez de ter forma física, é só som. Som com estrutura; som em formato canção; som que definitivamente vai ficar e vai fazer o futuro. Oiçam um pouco aqui.
Da Carpark, que tem sido casa de alguns dos lançamentos mais entusiasmantes saídos de Baltimore nos últimos dois anos, chega Adventure. Lembram-se dos Advantage? Recriavam temas clássicos de jogos da Nintendo em versões que fundiam rock experimental, indie rock e pós-rock (muito rock…). Benny Boeldt segue um pouco o processo inverso. Não transforma peças rock em instrumentais Nintendo, mas anda lá perto, embora aqui o imaginário seja da rival Sega e da sua Master System (foto em cima para matar saudades). Temas que resgatam os sons clássicos de uma consola de 8 bits e os transformam numa deliciosa ementa disco-geek, com poucas camadas e padrões, onde o mundo pode bem ser visto só a quatro cores (arrisco: amarelo, vermelho, verde e azul). Só que vai além disso, os beats são fascinantes e lembram um pouco a pop electrónica de Sparks, Yellow Magic Orchestra ou a electrónica gloriosa dos Kraftwerk em “Trans-Europe Express”. Sabendo-se da origem não se estranha nada disto, Baltimore continua a ser um dos poucos lugares onde esta esquizofrénica experimentação encontra mentes e corpos capazes de tornar isto num acontecimento na música popular.
Procurem os discos comentados neste blog em www.flur.pt ou através do email loja(a)flur.pt. O stock dos discos refere-se apenas à data dos respectivos posts.
FLUR Discos
Av Inf D Henrique, Armazém B4
Santa Apolónia, Lisboa
metro: Santa Apolónia
bus: 12-28-35-706-745-759-781-794