Quinta-feira, 19 Julho, 2018

ONEOHTRIX POINT NEVER Age Of CD / LP

€ 15,95 CD Warp

€ 26,50 LP Warp

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Há mais de uma década que falamos de Oneohtrix Point Never e de outras reincarnações. A sua história é feita de confusão, de álbuns que souberam acompanhar a sua evolução enquanto artista e que sinalizaram o tempo (“Zones Without People”, “Returnal” ou “Replica”) e de momentos que assombraram a perfeição da desconstrução – ou melhor, da sua, de Daniel Lopatin, desconstrução – da electrónica como “R Plus Seven” ou “Garden Of Delete” e outros que recriaram o conceito de banda-sonora (“Good Times” que é mesmo uma banda-sonora e que destrói tudo em redor). E agora há “Age Of”, o álbum de Lopatin mais à procura de si próprio. O que é que isto quer dizer? Para os experientes, é um passeio na praia, fácil, seguro, calmo; para os iniciados é como tentar tirar a carta certa ao calhas num baralho. “Age Of” é o disco que Lopatin, enquanto Oneohtrix Point Never, criou como um processo de assimilar a era da pós-verdade, um disco que divaga nessa própria noção e que aponta diferentes direcções – algumas reconhecíveis no percurso de OPN – com a clareza de que é impossível adivinhar o que irá acontecer no segundo a seguir. É o álbum na sua carreira que soa mais a uma miscelânea de todos os outros, sem a raiz fundadora que se encontrou noutros momentos e, sim, com a confusão do presente em forma de mensagem: um pouco como “Good Times” sem a tensão, o ruído. É uma viagem em harmonia com o presente. Tal como qualquer outro disco de OPN. A grande diferença? É bem possível que agora estejamos mais confusos do que nunca. Que não saibamos a verdade. A resposta não está aqui, mas estão todos os elementos. Imparável.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 21 Dezembro, 2012

TIM HECKER / DANIEL LOPATIN Instrumental Tourist CD

€ 13,50 CD Software

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Software Studio Series é uma nova divisão da Software (o ramo da Mexican Summer que Lopatin dirige) que aqui se estreia com uma colaboração que faz parar o trânsito a qualquer adepto da música de Tim Hecker ou Oneohtrix Point Never. E dizer que esta dupla entrega o que promete é quase uma redundância, pois “Instrumental Tourist” é um fabuloso álbum que, à falta de espaço de escrita, se poderá dizer que é ambiental. Ambiental com toda aquela riqueza que a música de Hecker tem, ou com aquela profundidade estelar que Lopatin imprime das suas composições analógicas. Os instrumentos étnicos, sintetizados e processados, dão um ar quase barroco ao disco, fazendo com que a geografia do mundo se concentre numa espécie de momento único no tempo. Fantástico disco – mas não seria de esperar outra coisa.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 18 Novembro, 2011

ONEOHTRIX POINT NEVER Replica CD

€ 14,50 CD Software  ENCOMENDAR

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Daniel Lopatin, através da sua música e não só, tornou-se um dos principais gurus da composição electrónica contemporânea. Mais do que uma preocupação em criar ou lançar material para manter a chama acesa (ideia errada para se manter activo hoje em dia), Lopatin enquanto Oneohtrix Point Never tem-se preocupado em manter coesa uma utopia da electrónica que parece perdida desde os anos 80. Não são aqueles anos 80 de que tanto se fala na música actual ou em função da memória e das vivências dessa altura, mas uma perspectiva histórica, de um som de sintetizadores que desapareceu sem deixar muito rasto ou que ganhou contornos pouco interessantes depois do seu auge. Lopatin já pensou menos no seu trabalho (apesar da reunião brilhante de “Rifts”, havia alguns momentos menos conseguidos) e se “Returnal” foi uma espécie de hall de um portal para uma outra dimensão, este “Replica” é essa outra dimensão, uma twilight zone onde o músico aprofunda as suas narrativas e dá-lhe novas formas, novas frases, com o uso de discursos mais curtos e simples, uma espécie de proto-library em repetição. Despindo os conceitos de library music a que estamos habituados, Lopatin apresenta-nos uma revisão sua desse conceito, uma linguagem aperfeiçoada para esse som se hoje ainda tivesse lugar nas televisões e rádios. As vozes que ouvimos são os fantasmas que valem a pena ouvir na música actual. Presente e futuro como se não existissem. Coisa que, de facto, não existe na música de Lopatin.

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Sexta-feira, 24 Setembro, 2010

ONEOHTRIX POINT NEVER + ANTONY & FENNESZ
Returnal 7″

€ 8,95 € 7,50 7″ Editions Mego  ENCOMENDAR

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É verdade, vocês sabem: Oneohtrix Point Never tem conquistado toda a gente – o seu grande disco, “Rifts”, que compilava de modo cuidado o enorme output criativo, está entretanto esgotado na editora e sem perspectiva de reedição -, e foi com alguma surpresa que até Peter Rehberg foi atrás da sua intensidade sonora. “Returnal” é um disco raro na colecção da Mego, mas amplamente justificado. Daniel Lopatin é um mestre na arquitectura analógica e as suas peças são pequenos cosmos emocionais. E levando a emoção à boca, “Returnal” também é o nome de uma proto-canção no álbum, cantada pelo próprio Lopatin, que em single vê outras luzes com duas versões inesperadas: bom, uma é de facto inesperada, ao ter Antony ao microfone a recriar uma balada perfeita; a outra, menos surpreendente, mas igualmente especial, tem Fennesz como remisturador do lado A, colocando a canção num hiperespaço de cordenadas Terre Thaemlitzianas. Dois temas embalados em design Stephen O’Malley e prontos para valer o seu peso em ouro daqui por uns tempos.

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Sexta-feira, 9 Julho, 2010

ONEOHTRIX POINT NEVER Returnal CD / LP

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego  ENCOMENDAR

€ 17,50 LP Editions Mego  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO104-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO104-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO104-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO104-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO104-5.mp3]

Para quem tem a referência, a faixa de abertura soa a uma versão actualizada do caos gerado nos anos 80 nos álbuns noise de Controlled Bleeding e parece bastante condigna na Mego, considerando a tradição desta editora no salto importante que a música electrónica deu há pouco mais de 10 anos. Adequado também se pensarmos que Daniel Lopatin (Oneohtrix) não resiste aos visuais saturados dos 80s que encontra no YouTube para fazer os seus videos, como se fossem cópias de cópias de VHS com a cor borrada. De resto, “Returnal” é bastante pacífico, feito de camadas de som que encostam naturalmente umas nas outras para produzir um exotismo quase palpável. Chamar-lhe som ambiente é desperdiçar a oportunidade de prestar atenção às pequenas maravilhas que acontecem durante o percurso, criando definitivamente a ideia de que “Returnal” não é um disco linear. Embora não tenha ritmo expresso em batidas, as pulsações circulares criadas por Lopatin dão toda a ideia de movimento de que necessitamos para progredir até ao final do álbum com a sensação de chegar realmente a algum lugar, ainda que não se saiba bem descrevê-lo. Perfeito para aventureiros que tenham tempo para contemplar a paisagem.

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