Wax Poetics #35 em stock

Sexta-feira, 19 Junho, 2009
Categoria: Imprensa, Novidade
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WAX POETICS #35
REVISTA – 10.95 eur

O primeiro nome que veio à cabeça ao olhar para a capa foi Smokey Robinson mas na verdade é Roger Troutman. Na contracapa é Booker T. Jones. São os dois maiores destaques nesta edição, com fotos no interior a condizer, mas – e já nem sabemos muito bem o que mais dizer para elogiar esta revista – o interesse na leitura estende-se de capa a capa no #35 da Wax Poetics: Broken Keys, STS9, Glass Candy (!), Lord Finesse mostra discos, Ralph Macdonald, Byron Lee no seu estúdio, Mahavishnu Orchestra em análise, E.Z. Mike Simpson (dos Dust Brothers), Def Jef, etc. Não falta conversa sobre discos e, muito importante, imagens de capas. Must.

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Chicks On Speed “Cutting The Edge” (Edição 2CD limitada) em stock

Sexta-feira, 19 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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CHICKS ON SPEED
Cutting The Edge (Edição 2CD limitada)
2CD Chicks On Speed – 16,50 eur 12,50 eur

Da nossa varanda, as Chicks On Speed pareciam não ter mais vida depois de “Will Save Us All”. Pelo contrário, a sua política editorial até ganhou alguma relevância com importantes álbuns da Kevin Blechdom, Ana Da Silva, Planningtorock ou Dat Politics. Foi uma alternativa a um possível esgotamento da criatividade musical que o trio – há algum tempo reduzido a duo – pudesse mostrar. Esse esgotamento não aconteceu, pelos vistos, já que os álbuns não pararam de sair e a agenda andou bem preenchida nos últimos anos, provando que as Chicks On Speed ainda são um bem apetecível para um determinado contexto electro-conceptual: muitos vídeos, muitas instalações artísticas, muitos eventos “Girl Monster” e muitas colecções de moda (para a Insight, Crystal Ball e Yoox, por exemplo) e, no meio disto tudo, tempo para fazerem mais um álbum – o quinto! O que quer dizer que os temas deste disco nasceram na estrada, em quartos de hotel, em espectáculos ou no Skype (”Vibrator” soa a B52’s porque Fred Schneider participou no tema por Skype). E o que quer dizer que nada de novo nasce por aqui senão uma continuação de toda a filosofia ganhadora das Chicks On Speed, aquela que lhes tem aberto todas as portas na última década. Para os que querem mergulhar bem fundo, aproveitem a edição limitada com dois discos – não só porque têm mais Chicks On Speed para ouvir por quase o mesmo preço, como o segundo disco consegue ofuscar o primeiro.

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David Berman “The Portable February” em stock

Sexta-feira, 19 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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DAVID BERMAN
The Portable February (Edição limitada com capa dura)
LIVRO Drag City - 9,95 eur

David Berman foi a força motriz por detrás dos Silver Jews entre 1990 e Janeiro de 2009, altura em que, à semelhança de tantas outras vezes, decidiu acabar com a banda. Sempre às turras com o sentido da vida, atravessou o deserto até o encontrar quando em meados desta década se decidiu converter ao Judaísmo. Ironicamente a resposta parece ter estado sempre debaixo do seu nariz. O filme de estrada “Silver Jew”, documento da primeira digressão da banda em pouco mais de 15 anos de existência e da sua passagem por Israel para dois concertos em Tel Aviv e uma tarde em Jerusalém com visita ao Muro das Lamentações, faz luz sobre este e outros capítulos da história da banda. Agora, se a sua veia poética já era pública através do seu primeiro livro,  ”Actual Air” (e, porque não, dos seis discos dos SIlver Jews, todos eles geniais), o cartoon surge como uma surpresa. Traço simples, despreocupado nas formas e no fluir, que aparece naturalmente sobre o branco da folha, do género daquele que surge quando riscamos um pedaço de papel enquanto atendemos um telefonema. O texto tem humor e é acutilante, embora por vezes pareça uma resposta/reacção a uma qualquer situação à qual somos alheios. Com as devidas diferenças, poderíamos aproximar o seu universo ao de David Shrigley. Contudo, é o próprio Berman que define o seu trabalho como estando algures entre a obra de Gary Larson e de Raymond Pettibon. David Berman vive hoje dias mais calmos e diz que quer ver s sua escrita aplicada aos ecrãs e ser conhecido como um delator que expõe corrupção financeira e governamental – já o começou a fazer e o primeiro visado foi o seu próprio pai. Se os Silver Jews tiverem ficado definitivamente para trás, a nós só nos resta esperar que Berman, independentemente da forma, não deixe de tornar público aquilo que escreve, desenha ou pensa. Será sempre genial.
+ Info sobre o DVD “Silver Jew” dos Silver Jews aqui.
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Burial & Four Tet “Moth/Wolf Club” em stock

Sexta-feira, 19 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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Burial Four Tet

BURIAL & FOUR TET
Moth/Wolf Club Edição Limitada
12″ Text – 8.50 eur

Em “Moth” ouve-se o típico som de percussão de Burial envolto pelas estruturas líquidas vagamente orientais de Four Tet, um mantra não tão etéreo como é suposto ser mas suspenso num espaço muito próprio de ambos os músicos, aqui juntando os seus sons para delícia dos amantes da face oculta na música de dança. “Wolf Club” para mesmo antes de Boards Of Canada ou Aphex Twin na fase “Selected Ambient Works 1985-92″, o ritmo 4/4 desvia aqui as atenções de Burial e aproxima mais o formato de Four Tet, em especial do óptimo “Ringer”. Edição limitada.

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TBD “What Is This?/I Don’t Know” em stock

Sexta-feira, 19 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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TBD
What Is This?/I Don’t Know
12″ TBD – 9.50 eur

Com uma frequência maior do que os defensores de que “não se passa nada” acham, surgem discos inseridos em géneros específicos mas que, na verdade, os agitam por dentro. TBD pode ser house mas é tão mais rico do que apenas essa palavra pode dar a entender… Justin Vandervolgen (!!!, Outhud) e Lee Douglas sintetizaram os sons que mexem com eles em duas faixas de absoluto poder dançatório (huh, sim). House, disco e uma incrível explosão afro-funk em “I Don’t Know” com apenas uma sugestão de dub que afasta claramente a música do dub techno formatado que enche as prateleiras. Como se Konono Nº1 fizessem jam com, por exemplo, Snuff Crew. Está na altura de conhecerem esses dois nomes, se o vosso pão é a descoberta dos ritmos que vêm de baixo, da própria matéria terrestre. Tão grande. “What Is This?” é mais directo na cena house mas o som de teclas meio distorcido e os crescendos que se ouvem em fundo (e depois deixam de ser em fundo) direccionam isto para a terra do nunca, onde os nomes são inventados porque é tudo tão fresco aos nossos ouvidos que os nomes ainda nem se formaram. Oiçam tudo completo aqui.

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Le Groupe Des Six “Selected Works 1915-1945 (Vol. 1)” em stock (preço especial)

Quarta-feira, 17 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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LE GROUPE DES SIX
Selected Works 1915-1945 (Vol. 1)
2CD LTM - 14,50 eur 12,50 eur

Le Groupe Des Six terá sido, decerto, uma das primeiras associações musicais do século XX à qual se poderá chamar de banda. Ou até mesmo de super-banda. Os famosos seis eram os compositores Georges Auric (1899-1983), Louis Durey (1888-1979), Arthur Honegger (1892-1955), Darius Milhaud (1892-1974), Francis Poulenc (1899-1963) e Germaine Tailleferre (1892-1983), a quem se juntavam ocasionalmente Erik Satie e Jean Cocteau para carimbar e estimular a vanguarda das suas produções. Neo-romantismo, burlesco, dada ou surrealismo, eram algumas das linhas conceptuais que desde o final da primeira guerra e, sobretudo, no inícío da efervescente década de 20 em Paris, inspiraram as muitas comissões que recebiam. Este duplo CD é o primeiro volume da retrospectiva, compilando gravações recentes e originais de algumas das peças mais emblemáticas dos Les Six e dos seus compositores.

DISCO 1:
1-6. “L’Album Des Six” (Le Groupe Des Six) 7-9. “Mouvements Perpétuels” (Francis Poulenc) 10-12. “Trois Pièces Pour Piano” (Arthur Honegger) 13. “Caramel Mou (Shimmy)” (Darius Milhaud) 14. “Adieu, New York” (Georges Auric) 15. “Les Biches” (Francis Polulenc) 16. “Le Bestiaire” (Francis Poulenc) 17. “Huit Nocturnes” (Francis Poulenc) 18. “Quinze improvisations Pour Piano” (Francis Poulenc) 19. “Caprice (Le Bal Masqué)” (Francis Poulenc) 20. “Scaramouche” (Darius Milhaud) 21. “Ouverture” (Germaine Tailleferre) 22. “Le Printemps Au Fond De La Mer” (Louis Durey)

DISCO 2:
1. “La Création Du Monde” (Darius Milhaud) 2. “Prélude, Fugue Et Postlude” (Arthur Honegger) 3. “Les Mamelles De Tirésias” (Francis Poulenc)

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Vários “Now We Are Ten” em stock (preço especial)

Quarta-feira, 17 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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V/A
Now We Are Ten
CD Trunk - 6,50 eur

“Pois, olá e bem-vindo a uma década de funny music”. É esta a introdução para a celebração dos 10 anos da Trunk, e não há grande volta a dar à tradução correcta para ‘funny’. Sim, é verdade, já nos fez rir, mas sobretudo fez-nos ficar espantados pela originalidade, como se houvesse sempre mais um compartimento estranho que entretanto é descoberto por todos. Nesta salinha estranha, onde Jonny Trunk vai trazendo os seus discos antigos e revelando o que a sombra do tempo esconde. Basil Kirchin, Herbie Hancock ou Delia Derbyshire são alguns dos génios loucos, mas também há cartas de fãs a actores porno, o muzak luxuoso pré-baleárico de Sven Libaek, o jazz lunar de Michael Garrick, ou os 36 segundos (recorde até hoje do tema mais curto a entrar no top30!) de Wisbey a cantar “the ladies’ knickers and the ladies’ bras”. Para quem chegou agora ao planeta Trunk, este disco é uma importante e barata porta de entrada. Contém 7 temas exclusivos para esta compilação. Parabéns.

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Gavin Bryars “The Sinking Of The Titanic – Bourges 12/13 April 1990″ em stock (preço especial)

Quarta-feira, 17 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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GAVIN BRYARS
The Sinking Of The Titanic – Bourges 12/13 April 1990
CD LTM - 14,50 eur 12,50 eur

É uma das peças essenciais da nova música do século XX, provavelmente tão emblemática quando a tragédia em que se inspira. Gavin Bryars escreveu-a em 1975, editando-a na Obscure de Brian Eno, e desde então tem tido a feliz capacidade de se ir transformando com o tempo e, acima de tudo, pelos seus intérpretes. Ultimamente é a edição da Touch que ganha os holofotes, mas esta, editada na Les Disques Du Crépuscule em 1990, ficou como uma das mais relevantes (e mais extensas). Alexander Balanescu e outros recriam a música que a banda do Titanic tocava nos seus momentos terminais. Edição remasterizada, com notas revistas de Bryars sobre toda a história desta peça.

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Deerhunter “Rainwater Cassette Exchange” em stock

Terça-feira, 16 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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DEERHUNTER
Rainwater Cassette Exchange
MCD/12″ 4AD – 7.50

EP para o Verão que não foge muito àquilo que é “Microcastle / Weird Era Cont.”, da mesma forma que “Fluorescent Grey” em relação a “Cryptograms”. Mas se nos álbuns fica uma ideia mais clara de conceito/definição, nos EPs Bradford Cox e os seus Deerhunter colocam temas mais etéreos, coisas mais aéreas que não caberiam num álbum mas soam bem no formato de 15 minutos, livres da pressão de álbum e da atenção gerada à volta disso. Não se quer dizer mais experimental, mas onde, por exemplo, no álbum anterior eram o lado mais rock de “Loveless” dos My Bloody Valentine, aqui são aquele mais onírico, provando – se tal fosse necessário – que os Deerhunter sabem separar as águas e já têm nome e autoridade para acusarem um som próprio, ao lado de qualquer revivalismo shoegaze. O facto de estarem inseridos no molhe é, acreditem, pura coincidência.

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Shook #05 em stock

Terça-feira, 16 Junho, 2009
Categoria: Imprensa, Novidade
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shook05

SHOOK
#05 (Spring/Summer 2009)
REVISTA – 4.95 eur

Espécie de herdeira da extinta Straight No Chaser, imaginada por ex-colaboradores da Chaser, a Shook prolonga a vontade em aliar uma cobertura entusiasta da música que acha relevante (essencialmente música negra) a um design que possa honrar o espírito eclético e, digamos, upbeat da revista.
Muito para ler aqui: Harmonic 313, Ghislain Poirier, Silkie (o LTJ Bukem do dubstep?), Culoe de Song (maxi recente na Innervisions), Mr. Chop (A.P.E.), Mulatu Astatke, David Mancuso, The System, Ballistic Brothers, Hip hop e os comics, a segunda parte da Breve História do Ruído, críticas, apreciações e listas muito para quem vibra com a dedicação dessa revista imprescindível que é a Wax Poetics. Mesma dedicação aqui mas uma postura mais street que conserva a excitação de fanzine.

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Dirty Projectors “Bitte Orca” em stock

Terça-feira, 16 Junho, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
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DIRTY PROJECTORS
Bitte Orca
2CD Domino – 15.50 eur – EDIÇÃO ESPECIAL LIMITADA

Construtor de melodias, Dave Longstreth é hoje um dos nomes que vale a pena guardar neste final de década. Se, no reino da pop mais rectilínea, os anos 00 começaram com Phil Elvrum e os seus Microphones, dignos herdeiros do universo da K Records (de Calvin Johnson e dos Beat Happening), tudo, certamente, acabará nos Dirty Projectors. Tal como Phil/Microphones em “Mount Eerie”, Dave/Dirty Projectors já tiveram o seu momento de extravagância. Esse deu-se no anterior “Rise Above”, exercício de memória (diz-se e acredita-se) em volta do mítico “Damaged” dos Black Flag. E se era um momento mágico (e pedimos imensas desculpas por o termos recebido tão tardiamente) da pop dos 00s, devedor do imaginário Brooklyn dos últimos anos – Animal Collective, outra vez -, não sabemos bem o que dizer deste “Bitte Orca”. É melhor? Sim. É tão bom como dizem? Não, é melhor. Mesmo em momentos aparentemente tão simples como “Two Doves”, há um melódico caos que nos parece conduzir para uma multiplicação de sentidos. Lado nuclear nos Dirty Projectors mas que nunca se concretiza (no sentido em que nada é caótico, nenhuma confusão é tangível) e que nos deixa em direcção à canção certa, certeira. Encarregue também da produção do álbum, Longstreth preocupa-se com um som cheio, construído com migalhinhas – pormenores -, que nos chega como um todo. Ouvido bem alto é convidar os ouvidos a entrar por momentos num universo de alta definição, uma espécie de transcendência que o som de “Bitte Orca” consegue se o volume estiver mesmo no ponto. Esta edição traz ainda o EP “Stillness Is The Move” (tema incrível, também presente no álbum, o único que não é composto unicamente por Longstreth), com duas versões da canção e mais duas que não estão presentes em “Bitte Orca”. Há muitas razões para ouvir este disco, nós damos apenas uma: está ao lado de “Merriweather Post Pavillion” no capítulo dos álbuns que nos deixaram pregados ao chão em 2009.

Ao lado dos TV On The Radio ou dos Animal Collective, os Dirty Projectors afirmam-se decididamente como um dos grupos, da facção alternativa americana, mais inspiradores desta década. 5/5 in Público/Ípsilon (Vitor Belanciano, 12/06/09)

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Prefuse 73 “Everything She Touched Turned Ampexian” em stock

Sexta-feira, 5 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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PREFUSE 73
Everything She Touched Turned Ampexian
CD Warp – 14.50 eur

Com edição quase simultânea a “La Llama” de Savath & Savalas (na Stones Throw), este é mais um álbum para Prefuse 73, ainda (e sempre?) o projecto mais consistente de Scott Herren. E após tantos discos – este é o número 5 para Prefuse -, o que haverá mais para dizer? Vinte e nove temas durante quase 50 minutos mostram que é ainda o malabarismo de beats que orienta o músico, numa espécie de reciclagem eterna do que o hop hop lhe deu como formação. É essa a sua estética, e “Everything She Touched Turned Ampexian” é mais uma viagem colorida por entre ambientes e reflexos rítmicos, tudo cosido com exemplar mestria cut/paste. E verdade seja dita: há mais sugestões, ideias, encantamentos e paisagens aqui, nos 60 segundos de muitos temas, do que em discografias completas de muitos beat makers.

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Ekkehard Ehlers & Paul Wirkus “Ballads” em promoção

Sexta-feira, 5 Junho, 2009
Categoria: Novidade, Promoção
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ballads

EKKEHARD EHLERS & PAUL WIRKUS
Ballads
CD Staubgold - 15.50 eur 11.50 eur

O artwork do CD é, só por si, exemplar: na capa, um detalhe de uma parede não deixa ver mais que pormenores de uma cortina, de uma janela e de um banco; na parte de trás, as palavras impressas fundem-se com o fundo escuro, deixando-nos com a dificuldade em descobrir correctamente o que lemos. Ou seja, fragmentos e sugestões que também se podem aplicar à música de Ehlers e Wirkus. E essa tem sido uma natural vantagem da sua música, onde pequenos detalhes parecem ganhar vida, seja pela manipulação, seja pela arte do loop. Contudo, “Ballads” parece habitar o estúdio, fazendo-nos crer que o que ouvimos é fruto de um jogo de insinuações, perdido entre referências e tipologias, mas que nos deixa em estado permanente de alerta. Em certos momentos parece a electrónica pastoral de Fennesz feita de ferro e terra, noutros parece aproximar-se da construção sonora de Tétreault e Otomo, com os instrumentistas convidados tudo parece resumir-se a uma lição de novo jazz. Parece uma surpresa, mas não é: tanto Wirkus como Ehlers são há muito dois dos mais interessantes escultores sonoros europeus.

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Grizzly Bear “Veckatimest” em stock

Sexta-feira, 5 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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grizzly-bear-veckatimest

GRIZZLY BEAR
Veckatimest
CD Warp – 14.50 eur

Quanto mais se escuta “Veckatimest” mais o disco – e a banda que o gravou – parece uma súmula perfeita da pop mais carismática desde os Radiohead aos Animal Collective, passando por Arcade Fire. Harmonias celestiais extrovertidas, outras intimistas, um longo sopro melancólico sem o empecilho da tristeza profunda, é só uma maneira elegante de compôr canções. Muito material clássico em canções como “Cheerleader”, tal como muita avant-pop em quase todo o álbum, colocando Grizzly Bear numa outra região em relação ao seu anterior álbum, “Yellow House”. Nos três anos que passaram houve Department Of Eagles (um dos Grizzly Bear), produções e colaborações com, por exemplo, Dirty Projectors e Nico Muhly. Toda a riqueza destas explorações é trazida para “Veckatimest”, um disco simples de escutar mas claramente composto de muitas camadas que não conseguem ser facilmente retiradas.

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Tó Trips “Guitarra 66″ em stock

Sexta-feira, 5 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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to-trips-guitarra-66

TÓ TRIPS
Guitarra 66
CD Mbari – 9,95 eur

Um dos exemplos de percurso clássico na vida de um músico de rock: do punk nasce a faísca que acende o resto da vida musical e, muito mais à frente, há como que uma retirada para uma quase espiritualidade (interpretação nossa) através do seu instrumento de eleição. A guitarra 66 (ano em que o músico nasceu) é inevitavelmente comparada a Carlos Paredes, uma sonoridade portuguesa clássica, mas também cruza com o típico dedilhar do flamenco, forçando a analogia com um dos códigos (pelo menos visuais) da sua banda Dead Combo. “Guitarra 66″ são doze faixas instrumentais que, após lermos o pequeno texto que introduz o álbum, parecem existir na exacta passagem da tradicional para uma nova dimensão – a longa caminhada e, finalmente, a realização de que se está onde se quer. De Marrakesh a Lisboa, ouvimos o som de uma purga efectiva: excessos abandonados pelo caminho para uma entrega à real felicidade das coisas simples. Não tanto um tributo à vida e sim um novo começo. Todos temos acesso a ele, mas só alguns são capazes de o pôr em marcha.

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Junior Boys “Begone Dull Care” em stock

Sexta-feira, 29 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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JUNIOR BOYS
Begone Dull Care
CD Domino – 15.50 eur

Junior Boys apropriam-se de alguma estética pop dos anos oitenta como se tivessem inventado a roda. Fazem-no com autoridade. Em parte graças a eles todo o fenómeno Italians Do It Better (Glass Candy, Chromatics, etc.) ficou mais acessível aos nossos ouvidos na década dos zeros. A tradição pop electrónica no Canadá pode ser traçada pelo menos até Gino Soccio e Lime na viragem dos 70s para 80s e Lime, cultivada e reforçada durante essa década na costa oeste (Vancouver) por bandas que tornaram tudo mais político e agressivo (Skinny Puppy, Numb, Frontline Assembly) mas outras como os Moev (por volta de 1987) mantinham uma forte imaginação ao serviço da pop. Talvez Junior Boys possam ser desenhados com base nestes últimos, na sua classe de pop – digamos – vanguardista – que também evoca uma certa revitalização britânica na altura dos Frazier Chorus ou No-man. Ao segundo disco – “So This Is Goodbye” – conseguiram agarrar o mundo que lhes tinha escapado em “Last Exit”. “Begone Dull Care” é aquele álbum depois do ouro e daí e pode dizer-se com justiça que soam hoje melhor do que há três anos atrás, Também é verdade que alguns dos preconceitos que ainda existiam ter-se-ão dissipado no período entre os dois álbuns. Pop que serve para imaginar danças disco em malhas que não são disco. “Sneak A Picture” ou “Hazel” são bons exemplo disso: corpos próximos, suor, jogos íntimos sussurrados ao ouvido. Canções quentes, com o discurso exacto, e um beat lento que nunca soa enganado.

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Psychic Ills “Mirror Eye” em promoção

Sexta-feira, 22 Maio, 2009
Categoria: Novidade, Promoção
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PSYCHIC ILLS
Mirror Eye
CD/LP The Social Registry - 14.50 eur 12.95 eur

Quando poucos pensavam que iam ouvir falar em shoegaze outra vez, os Psychic Ills já tinham lançado “Dins”, álbum duro que remetia para os primórdios pesados da coisa (Spacemen 3 à cabeça) e menos para o seu lado idílico. Passaram-se alguns anos, saiu uma recolha de trabalhos anteriores (”Early Violence”) e o segundo lugar é uma longa travessia no deserto, herdeira, pois, dos momentos menos canção dos Spacemen 3, dos temas que se tornavam jams de uma hora ao vivo (”Suicide”). Ao invés de um discurso monocórdico, ao longo da sua duração é atravessado por diversas ideias, que tanto dão para a exploração de um som mais pesado – a lembrar “Dins” – como para uma massa sonora quente, perfeita para criar aquela sonolência ligeira depois de um bom almoço – e que é bastante agradável quando não temos que trabalhar a seguir : ).
Preço promocional por tempo limitado.

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The Field “Yesterday And Today” em stock

Sexta-feira, 15 Maio, 2009
Categoria: Novidade, Promoção
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THE FIELD
Yesterday And Today
CD Kompakt – 14,95 eur PREÇO PROMOCIONAL POR TEMPO LIMITADO > 11,95 euros

É um daqueles momentos em que os astros se alinham. Em 2007 “Chromophobia” de Gui Boratto e “From Here We Go Sublime” de Field fundiram com luminosidade o universo techno da Kompakt com o vasto universo, mas por vezes muito fechado sobre si próprio – mais pelas pessoas do que pelo espírito em si -, indie rock. Pode dizer-se também que foi um vice-versa, mas interessará sempre mais o primeiro lado da história. Neste ano, Gui Boratto meteu a coisa noutro local com “Take My Breath Away”, fala-se mesmo disso, mas importará sempre voltar a ele durante este ano, porque é um dos melhores registos que ficará dele. E em regime de quase resposta, o sueco Axel Willner (The Field) entrega-nos “Yesterday And Today”, também ele a milhas de distância do primeiro registo e numa outra dimensão qualquer. A sério, que raio acontece no final de “I Have The Moon, You Have The Internet”? Seja o que for, acorda-nos do sonho dos sete minutos anteriores e mete-nos noutro completamente distinto por apenas alguns segundos. Quase como magia, como se os passos em direcção ao shoegaze em “From Here We Go Sublime” não fossem suficientes, Axel vai mais longe nessa ideia de sugestão de camadas de guitarras sem guitarras, um gesto hipnótico, envolvente, mas também apelativo ao corpo para que os olhos não fiquem a olhar para o chão. Em busca da perfeição, o rock-não-rock, o techno-não-techno, como transe absoluto.

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Os Golpes “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco” em stock

Sexta-feira, 15 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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OS GOLPES
Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco
CD Amor Fúria – 9.95 eur

É assim. Se 2008 foi o ano do boom do fenómeno FlorCaveira/Amor Fúria, 2009 está a ser o ano dos grandes discos. Não que isso não tivesse acontecido antes (”IV”, de Tiago Guilul), mas num espaço de semanas temos “Um Fim de Semana no Pónei Dourado” de B Fachada e “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco” d’Os Golpes. Disco de quem ouviu Television e Vampire Weekend ao mesmo tempo no país dos UHF (foco no início da carreira) e dos Heróis do Mar. Rock que é feito para dançar, letras de um pacto de patriotismo + reboot da identidade do pop rock nacional, com o efeito de conjugar o que é feito cá com aquilo que passa por cá. Ou seja, no âmbito de pop de rádio, pop comercial, aquela que ninguém tem medo de tocar, isto é do melhor que se fez nos últimos anos cá. Anos 80 aqui e agora, como se os Smiths e os Cure morassem mesmo aqui ao lado.

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Biosphere “Wireless” em stock

Sexta-feira, 15 Maio, 2009
Categoria: Novidade, Promoção
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BIOSPHERE
Wireless – Live at The Arnolfini, Bristol
CD Touch – 12,50 eur PREÇO PROMOCIONAL POR TEMPO LIMITADO > 9,95 euros

Há a oportunidade do preço (especial de lançamento, por tempo limitado), mas há sobretudo a oportunidade de voltarmos a ouvir Biosphere em estado de graça. Já não havia nada a provar – é dele um bom pedaço da mais cativante música ambiental dos últimos 10 anos -, e por isso, a gravação de um concerto em 2007 em Bristol serviu de desculpa para repensar e remontar algumas das suas memórias recentes, tornando “Wireless” numa espécie de ‘best of’ dissimulado. Não se iludam: não é possível construir esta música ao vivo. O que é importante notar é o empenho nesta segunda aproximação ao seu trabalho e ao labor de uma nova reconstrução do seu espólio. E quem melhor para o fazer senão o próprio Geir Jenssen? Podemos então viajar literalmente pelos seus ábuns e apreciar o seu chill out de alta definição propondo-nos sugestões de hipnose digital, techno envergonhado, hipóteses de bandas sonoras imaginárias, jazz paralelo, uma subida ao Tibete e um mergulho nas profundidades. Telúrico mas de olhos nas estrelas.

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William Basinski “92982″ em stock

Sexta-feira, 15 Maio, 2009
Categoria: Novidade, Promoção
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WILLIAM BASINSKI
92982
CD 2062 – 14,50 eur PREÇO PROMOCIONAL POR TEMPO LIMITADO > 9,95 euros

O arquivo de William Basinski, editado e reeditado ao longo dos últimos anos na 2062, é uma das maiores descobertas, ou redescobertas para alguns, que esta década nos concedeu. Os seus loops são de uma mágoa latente, beleza estonteante, seja em trabalhos como “The River”, “Silent Night” ou os incontornáveis quatro volumes de “Disintegration Loops”. “92982″ é composto de gravações do início dos anos 80, registadas num estúdio em Brooklyn. Quatro drones carregados da melancolia Basinski, acalentados com o som envolvente: ouvem-se sirenes à volta, helicópteros a sobrevoarem o final do dia em que o músico, hoje com 51 anos, gravou o que aqui ouvimos. Com o tempo, à medida que desbravamos o mundo de Basinski e voltamos à sua obra anterior, percebemos que este é um universo enfeitiçado, um lamento para a posteridade do stream of consciousness que corta a humanidade nas últimas décadas. Momento oportuno para voltar a ele, ou para o descobrir, uma vez que para a semana dará um concerto no Barreiro, integrado no festival Out.fest. “92982″ poderia ser o nosso último lamento, como seres humanos. Sim, é assim tão avassalador.

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Volcano! “Paperwork” em stock

Sexta-feira, 8 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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VOLCANO!
Paperwork
CD Leaf – 13.95 eur

Chicago, terra dos Sea & Cake e da Thrill Jockey, tem há uns anos outra referência no universo pop contemporâneo: Volcano!. Se nunca ouviram falar neles, pode ser este o momento. “Paperwork” mistura Radiohead, Sea & Cake e os Dirty Projectors (que têm álbum incrível a sair no próximo mês). Nestas canções encontra-se muito do tom sobe e desce (na voz, na inconstância das guitarras) que se ouve em “Rise Above” dos Projectors. Mas aí funciona como uma espécie de hipnose e em “Paperwork” assume um papel mais descontraído, uma atitude de “é assim porque é assim”. Ou seja, não há grande teorização a fazer em volta do seu som, é a procura do doce, do simples, com uma ramificação quase clássica – e séria para o som que sai das colunas – que os Sea & Cake tão bem instituíram no nosso inconsciente ao longo da última década e meia. Esperámos muito pela continuação de “Beautiful Seizure”, mas valeu. Os Volcano! aqui são mais radiosos, actuais e fulminantes.

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Magik Markers “Balf Quarry” em stock

Sexta-feira, 8 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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MAGIK MARKERS
Balf Quarry
CD/LP Drag City – 13.95 eur

Há dois anos atrás dissemos que “Boss” era o melhor álbum rock do ano. Não estávamos enganados e hoje ainda mantemos essa opinião. Existe – ainda – em “Boss” uma energia acumulada de anos de rebeldia, ansiosa para entrar em canções com princípio, meio e fim. Por outras palavras, foi a catarse de anos e anos de uns Magik Markers envoltos em estruturas anti-canção e de uma postura em palco que lhes dava mitologia, enriquecia os corações daqueles que procuravam rebeldia, caos e alguma falta de sentido – depende do ponto de vista – em palco. Este último ponto ainda se mantém (mais contido, é verdade, mas ainda assim honesto, natural, forte, como pudemos constatar no Museu do Chiado há um ano) e nos últimos tempos os Markers encontraram o ponto ideal entre o seu trabalho de estúdio e as actuações ao vivo. Talvez se deva à saída da baixista Leah Quimby – porque é directamente associada à consolidação do rumo da banda – ou apenas a chegada da maturidade. Seja como for, “Balf Quarry” é o segundo disco de estúdio – se não se contar com os lançamentos em nome próprio – de Elisa Ambrogio e Pete Nolan e só não é o melhor álbum rock deste ano porque não nos queremos repetir. Mas indo por outro caminho, sem repetir fórmulas, os Magik Markers dão a volta ao seu universo e destilam imaginação por canções que tanto lembram os Sonic Youth de “Sister” como os trabalhos de Raymond Scott para crianças. Nunca se sabe o que esperar na canção seguinte, ora negro ora radiante como um estrondoso raio de luz: os Markers chegaram à maturidade e este é mais um capítulo na sua iconização futura. Mas para quê esperar quando os temos aqui e agora? Oiçam aqui.

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Dissident 2009: maxis em stock

Sexta-feira, 8 Maio, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
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SPACELEX
Pretty Face / Happy Birthday
12″ Dissident – 8.50 eur

THE NIALLIST
The Hots / Still Hots
12″ Dissident – 8.50 eur

G&S
Show Me The Good Times
12″ Dissident – 8.50 eur

NEO FILIGRANTE
Lizard Cowboy Boots / Esmeralda Rides The Robot
12″ Dissident – 8.50 eur

Andy Blake mantém a sua cruzada pela verdade analógica e, se isso por vezes soa demasiado deliberadamente retro nos maxis da Dissident, é um fértil campo de testes para uma nova comunidade de nomes que produzem música deslocada no tempo. Parecem procurar um isolamento das correntes actuais, felizes numa espécie de autonomia que, no fim de contas, acaba por produzir coisas de que as pistas de dança actuais precisam muito. “Happy Birthday” (Spacelex) é quase retirado do manual Patrick Cowley, incluindo vocoder, também presente em “Pretty Face”, mais lento e dramático (a voz de Cylon a dizer “In the night” é suficiente para molhar os sonhos de quem dorme melhor com música sintética). Há também uma ideia importada de Itália 1983, quando os maxis de dança invadiam as prateleiras das discotecas. Hoje procuramos apaixonadamente os poucos realmente sublimes de entre esses muitos milhares e é esse espírito que a Dissident procura também partilhar. Dois anos antes os Heaven 17 editavam “I’m Your Money”, cujo motivo de sintetizador no final aparece meio transfigurado em “Show Me The Good Times” (G&S), segurando o ritmo lento. Igualmente muito abaixo das tradicionais 120 BPM, “The Hots” (The Niallist) é dos melhores exemplos de canção sedutora na era da pop sintética, um autêntico diamante que reflecte luz negra em catacumbas onde se dança Alien Sex Fiend e Depeche Mode vintage com projecções de “Blade Runner” e “The Hunger” (sem som) em modelo muito próximo de Bobby ‘O’ (lembrem-se que foi ele que produziu “West End Girls“. Instrumental “Still Hots” também incluído, mas é a versão vocal que vai virar cabeças quando tocarem isto. Neo Filigrante segue o caminho house praticamente aberto pelos Photonz na Dissident. Andy Blake tem uma coisa pelas produções Wild Pitch na Strictly Rhythm mas Neo Filigrante não é cena purista, cruza os breaks e as palmas house com um feel italo mais dramático, especialmente em “Esmeralda Rides The Robot”. Na outra faixa, a voz meio Will Powers, aqui sem paixão, passa incrível por sobre os blips e as quebras do tapete rítmico. Como quase sempre na Dissident, todos os maxis são limitados a 200 cópias, só tocam de um lado, e agora conseguimos ainda melhor preço para eles. Oiçam pedaços aqui.

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AGF / Delay “Symptoms” em stock

Sexta-feira, 1 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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AGF / DELAY
Symptoms
CD Bptich Control – 14.95 eur

AGF e Vladislav Delay movem-se num terreno complicado quando se juntam em disco. Abandonam as teses de maior sucesso, mais experimentais e aventureiras, e dedicam-se a fazer canções pop. Sem mas, nem meio-mas, é esse o desejo da dupla, mesmo sabendo que nem todos aceitam esta traição. Mas para quem não se interessa por essas linhas divisórias, este pode ser um óptimo disco – ainda melhor que “Explode”, editado há quatro anos no selo da própria AGF. A história desta reunião passa também por Ellen Allien, que convidou Antye para a produção de “Sool”, o seu álbum menos óbvio. E se Ellen Allien parece ter desenvolvido uma paixão pelas rudes opções da electrónica mais experimental, este “Symptoms” parece retribuir na mesma moeda, aproximando-se da techno pop musculada da Bpitch Control. Ouvem-se pedaços reconhecíveis da aridez apocalíptica de AGF, blindagem pop perfeita (”Connection” merece ser single para top), dub disfarçado, techno ambiental detalhado (como é habitual nos dois músicos) e chuva torrencial digital que praticamente contamina todas as canções do álbum. O único senão é sentirmos que o lado acústico de Delay em “Explode” desaparece quase por completo – quem teve oportunidade para o ver ao vivo a demonstrar as suas qualidades incríveis como baterista irá saber do que falamos. Mas nem tudo são más notícias, pois haverá Moritz Von Oswald Trio para breve. Oiçam aqui.

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Richard Swift “The Atlantic Ocean” em stock

Quinta-feira, 30 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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RICHARD SWIFT
The Atlantic Ocean
CD Secretly Canadian – 16.50 eur

Quem é Richard Swift? Honestamente já não sabemos. Constantemente a trocar as voltas, a assumir uma identidade diferente em cada disco. Embora continue a assinar com o mesmo nome, continue a fazer-se ver nas capas, não fazemos ideia do que poderá vir quando colocamos o disco a tocar. Se um dia não tocar nada, não estranhamos: o silêncio quererá dizer sempre qualquer coisa. Mas “The Atlantic Ocean” está longe disso e é, como tão bem o PR do disco descreve, “Prince a tocar numa sessão com John Lennon e Yoko Ono”. Canções pop que metem longe o 2EP “As Onassis”, o rock de garagem deu lugar a sinfónicas melodias, com arranjos de chorar. Excertos para ouvir aqui.

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Losoul “Care” em stock

Quinta-feira, 30 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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LOSOUL
Care
CD Playhouse – 14.95 eur

Para sempre perdido entre as correntes techno e house, Peter Kremeier raramente foi brilhante mas construiu uma reputação sólida para os seus grooves. “Care”, o terceiro álbum, demonstra como a assinatura quase anónima de Kremeier se pode traduzir num magnífico álbum de música de dança electrónica. Esqueçam a maioria das derivações alemãs que escutarem este ano, “Care” é dos primeiros discos a considerar, se isto vos interessa. Representa o lado bom da expressão “faceless techno“, na medida em que é um disco relativamente discreto e que não vende o artista como pop star em potência, e também representa a melhor sensação que Bjork tentava transmitir há uns anos numa entrevista em que dizia que às vezes só apetecia ouvir música electrónica pesada num clube escuro. “Care” não é um disco pesado mas tem o pulso seguro da música de dança mais empenhada. Grooves intensas e repetitivas sem os tiques da actual produção digital mas também sem entrar em exercícios de nostalgia à procura de momentos clássicos que viabilizem a sua credibilidade. Isto sugere, na verdade, que Losoul se encerrou em estúdio sem ouvir nada que não fosse a sua própria (e actual) música. Não soa a ninguém, nem a si próprio, e assim conseguiu gravar um dos melhores álbuns de sempre na editora Playhouse. Sem época específica, sem emoções específicas, sem grandes picos. Já dissemos antes: discreto e magnífico. Oiçam aqui.

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Black Dice “Repo” em stock

Quarta-feira, 29 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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BLACK DICE
Repo
CD Paw Tracks – 13.50 eur 9.95 eur – promoção válida até 2/05 (mais informação aqui)

“Repo” afasta-se claramente das últimas edições dos Black Dice. É um álbum com uma direcção indefinida na história da banda. Não trocam as voltas ao techno minimal, é menos dub que os anteriores e concentra a sua força em becos sem saída, sons que não encontram direcção nem se esforçam por uma continuação. Dizer isto por baixo de qualquer outro nome seria um risco, mas acerca dos Black Dice é confirmar que continuam a escrever em letras grandes na História da Música. O seu trabalho é quase todo ele um processo de bases para entender o que nos vai na cabeça, aquilo a que gostariamos de aceder na música popular que corresponda ao que vimos acontecer na arte no século XX e cuja abstracção raramente nos foi mostrada – ou dada a ouvir – na pop com igual intensidade. Isto para dizer que a música dos Black Dice não é experimental, é para todos, portanto acessível, mas como a evolução é preguiçosa, forçamo-nos a acreditar que está à frente do seu tempo. Mas não está, eles ainda se incorporam na voz do presente, naquilo que é ou deveria ser uma linguagem correspondente à geração da informação, curiosa e entusiasta para fazer parte de tudo, mas contida em querer afirmar-se ou oferecer o corpo às armas. Ouvem-se variações do formato canção, sons cheios e disfuncionais que há dez anos seriam impensáveis mas, quando se pede para dar o passo seguinte, há sempre alguém com dúvidas. Elas dissipam-se no som dos Black Dice. Desde o início, ainda mais agora: de dia para dia a fazer mais sentido. Não é o som do futuro, porque ainda não estamos lá. “Repo” é o que gostamos agora; é onde queremos estar. Oiçam excertos aqui.

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Vetiver “Tight Knit” em stock

Quarta-feira, 29 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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vetivertightknit

VETIVER
Tight Knit
CD Bella Union – 15.50 eur

Daqui a uns valentes anos, quando formos obrigados a olhar para trás e a procurar coisas que realmente importaram – e ficaram – vamos passar pelos Vetiver. Inscrevem-se na lenda da folk norte-americana, naquela sensação de descoberta permanente de discos e mais discos que ficaram perdidos no tempo e hoje nos chegam pela partilha ou porque alguém teve a bondade de referenciar. Se tudo correr bem o tempo não os vai esquecer mas, só por precaução, anotem as frases anteriores. Andy Cabic é, ele próprio, um dos elementos que melhor música nos tem dado a conhecer nos últimos anos. Seja pelas referências que se citam em relação à sua música ou pelas que ele próprio vai sacando da cartola, em entrevistas ou em momentos de pura bondade como o fantástico álbum de versões “Thing From The Past”, de 2008. “Tight Knit” é a obra mais do passado dos Vetiver e também aquela mais ácida, encoberta numa simplicidade pagã, cheia de canções para levar para o Céu. Encostem o que tiverem para ouvir na prateleira, este aqui é coisa séria. Algumas canções aqui.

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Hildur Gudnadóttir “Without Sinking” em stock

Sexta-feira, 24 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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to70

HILDUR GUDNADÓTTIR
Without Sinking
CD Touch – 14.50 eur

Um grande disco… e uma grande surpresa, a vários niveis. Não só “Without Sinking” parece criar uma saudável dissonância com o que ouvimos habitualmente na Touch, como esta jovem islandesa assume-se na segunda obra a solo como uma compositora que promete entregar valiosos discos em nome próprio. Hildur Gudnadóttir já tinha estado em companhias desafiadoras – Pan Sonic e Throbbing Gristle, à cabeça -, e aqui mostra ter ideias para criar enebriantes paisagens e um discurso que invariavelmente nos sugere ambientes narrativos. De facto, a islandesa parece ter recursos infinitos para o seu instrumento, sem sucumbir em nenhum tipo de virtuosismo. Arranjos clássicos, ambientes tensos, paleta de cores extra dadas pela sitar, electrónica quase invisível e ajudas importantes pelo seu cúmplice Jóhann Jóhannsson, pelo baixista omnipresente Skúli Sverrisson e pelos sopros de Guoni Franzson, fazem de “Without Sinking” um disco completo e um dos melhores avançados para conquistar público numa geografia sonora pouco habitada.

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