Tó Trips “Guitarra 66″ em stock

Sexta-feira, 5 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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TÓ TRIPS
Guitarra 66
CD Mbari – 9,95 eur

Um dos exemplos de percurso clássico na vida de um músico de rock: do punk nasce a faísca que acende o resto da vida musical e, muito mais à frente, há como que uma retirada para uma quase espiritualidade (interpretação nossa) através do seu instrumento de eleição. A guitarra 66 (ano em que o músico nasceu) é inevitavelmente comparada a Carlos Paredes, uma sonoridade portuguesa clássica, mas também cruza com o típico dedilhar do flamenco, forçando a analogia com um dos códigos (pelo menos visuais) da sua banda Dead Combo. “Guitarra 66″ são doze faixas instrumentais que, após lermos o pequeno texto que introduz o álbum, parecem existir na exacta passagem da tradicional para uma nova dimensão – a longa caminhada e, finalmente, a realização de que se está onde se quer. De Marrakesh a Lisboa, ouvimos o som de uma purga efectiva: excessos abandonados pelo caminho para uma entrega à real felicidade das coisas simples. Não tanto um tributo à vida e sim um novo começo. Todos temos acesso a ele, mas só alguns são capazes de o pôr em marcha.

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Junior Boys “Begone Dull Care” em stock

Sexta-feira, 29 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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JUNIOR BOYS
Begone Dull Care
CD Domino – 15.50 eur

Junior Boys apropriam-se de alguma estética pop dos anos oitenta como se tivessem inventado a roda. Fazem-no com autoridade. Em parte graças a eles todo o fenómeno Italians Do It Better (Glass Candy, Chromatics, etc.) ficou mais acessível aos nossos ouvidos na década dos zeros. A tradição pop electrónica no Canadá pode ser traçada pelo menos até Gino Soccio e Lime na viragem dos 70s para 80s e Lime, cultivada e reforçada durante essa década na costa oeste (Vancouver) por bandas que tornaram tudo mais político e agressivo (Skinny Puppy, Numb, Frontline Assembly) mas outras como os Moev (por volta de 1987) mantinham uma forte imaginação ao serviço da pop. Talvez Junior Boys possam ser desenhados com base nestes últimos, na sua classe de pop – digamos – vanguardista – que também evoca uma certa revitalização britânica na altura dos Frazier Chorus ou No-man. Ao segundo disco – “So This Is Goodbye” – conseguiram agarrar o mundo que lhes tinha escapado em “Last Exit”. “Begone Dull Care” é aquele álbum depois do ouro e daí e pode dizer-se com justiça que soam hoje melhor do que há três anos atrás, Também é verdade que alguns dos preconceitos que ainda existiam ter-se-ão dissipado no período entre os dois álbuns. Pop que serve para imaginar danças disco em malhas que não são disco. “Sneak A Picture” ou “Hazel” são bons exemplo disso: corpos próximos, suor, jogos íntimos sussurrados ao ouvido. Canções quentes, com o discurso exacto, e um beat lento que nunca soa enganado.

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Psychic Ills “Mirror Eye” em promoção

Sexta-feira, 22 Maio, 2009
Categoria: Novidade, Promoção
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PSYCHIC ILLS
Mirror Eye
CD/LP The Social Registry - 14.50 eur 12.95 eur

Quando poucos pensavam que iam ouvir falar em shoegaze outra vez, os Psychic Ills já tinham lançado “Dins”, álbum duro que remetia para os primórdios pesados da coisa (Spacemen 3 à cabeça) e menos para o seu lado idílico. Passaram-se alguns anos, saiu uma recolha de trabalhos anteriores (”Early Violence”) e o segundo lugar é uma longa travessia no deserto, herdeira, pois, dos momentos menos canção dos Spacemen 3, dos temas que se tornavam jams de uma hora ao vivo (”Suicide”). Ao invés de um discurso monocórdico, ao longo da sua duração é atravessado por diversas ideias, que tanto dão para a exploração de um som mais pesado – a lembrar “Dins” – como para uma massa sonora quente, perfeita para criar aquela sonolência ligeira depois de um bom almoço – e que é bastante agradável quando não temos que trabalhar a seguir : ).
Preço promocional por tempo limitado.

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The Field “Yesterday And Today” em stock

Sexta-feira, 15 Maio, 2009
Categoria: Novidade, Promoção
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THE FIELD
Yesterday And Today
CD Kompakt – 14,95 eur PREÇO PROMOCIONAL POR TEMPO LIMITADO > 11,95 euros

É um daqueles momentos em que os astros se alinham. Em 2007 “Chromophobia” de Gui Boratto e “From Here We Go Sublime” de Field fundiram com luminosidade o universo techno da Kompakt com o vasto universo, mas por vezes muito fechado sobre si próprio – mais pelas pessoas do que pelo espírito em si -, indie rock. Pode dizer-se também que foi um vice-versa, mas interessará sempre mais o primeiro lado da história. Neste ano, Gui Boratto meteu a coisa noutro local com “Take My Breath Away”, fala-se mesmo disso, mas importará sempre voltar a ele durante este ano, porque é um dos melhores registos que ficará dele. E em regime de quase resposta, o sueco Axel Willner (The Field) entrega-nos “Yesterday And Today”, também ele a milhas de distância do primeiro registo e numa outra dimensão qualquer. A sério, que raio acontece no final de “I Have The Moon, You Have The Internet”? Seja o que for, acorda-nos do sonho dos sete minutos anteriores e mete-nos noutro completamente distinto por apenas alguns segundos. Quase como magia, como se os passos em direcção ao shoegaze em “From Here We Go Sublime” não fossem suficientes, Axel vai mais longe nessa ideia de sugestão de camadas de guitarras sem guitarras, um gesto hipnótico, envolvente, mas também apelativo ao corpo para que os olhos não fiquem a olhar para o chão. Em busca da perfeição, o rock-não-rock, o techno-não-techno, como transe absoluto.

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Os Golpes “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco” em stock

Sexta-feira, 15 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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OS GOLPES
Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco
CD Amor Fúria – 9.95 eur

É assim. Se 2008 foi o ano do boom do fenómeno FlorCaveira/Amor Fúria, 2009 está a ser o ano dos grandes discos. Não que isso não tivesse acontecido antes (”IV”, de Tiago Guilul), mas num espaço de semanas temos “Um Fim de Semana no Pónei Dourado” de B Fachada e “Cruz Vermelha Sobre Fundo Branco” d’Os Golpes. Disco de quem ouviu Television e Vampire Weekend ao mesmo tempo no país dos UHF (foco no início da carreira) e dos Heróis do Mar. Rock que é feito para dançar, letras de um pacto de patriotismo + reboot da identidade do pop rock nacional, com o efeito de conjugar o que é feito cá com aquilo que passa por cá. Ou seja, no âmbito de pop de rádio, pop comercial, aquela que ninguém tem medo de tocar, isto é do melhor que se fez nos últimos anos cá. Anos 80 aqui e agora, como se os Smiths e os Cure morassem mesmo aqui ao lado.

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Biosphere “Wireless” em stock

Sexta-feira, 15 Maio, 2009
Categoria: Novidade, Promoção
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BIOSPHERE
Wireless – Live at The Arnolfini, Bristol
CD Touch – 12,50 eur PREÇO PROMOCIONAL POR TEMPO LIMITADO > 9,95 euros

Há a oportunidade do preço (especial de lançamento, por tempo limitado), mas há sobretudo a oportunidade de voltarmos a ouvir Biosphere em estado de graça. Já não havia nada a provar – é dele um bom pedaço da mais cativante música ambiental dos últimos 10 anos -, e por isso, a gravação de um concerto em 2007 em Bristol serviu de desculpa para repensar e remontar algumas das suas memórias recentes, tornando “Wireless” numa espécie de ‘best of’ dissimulado. Não se iludam: não é possível construir esta música ao vivo. O que é importante notar é o empenho nesta segunda aproximação ao seu trabalho e ao labor de uma nova reconstrução do seu espólio. E quem melhor para o fazer senão o próprio Geir Jenssen? Podemos então viajar literalmente pelos seus ábuns e apreciar o seu chill out de alta definição propondo-nos sugestões de hipnose digital, techno envergonhado, hipóteses de bandas sonoras imaginárias, jazz paralelo, uma subida ao Tibete e um mergulho nas profundidades. Telúrico mas de olhos nas estrelas.

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William Basinski “92982″ em stock

Sexta-feira, 15 Maio, 2009
Categoria: Novidade, Promoção
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WILLIAM BASINSKI
92982
CD 2062 – 14,50 eur PREÇO PROMOCIONAL POR TEMPO LIMITADO > 9,95 euros

O arquivo de William Basinski, editado e reeditado ao longo dos últimos anos na 2062, é uma das maiores descobertas, ou redescobertas para alguns, que esta década nos concedeu. Os seus loops são de uma mágoa latente, beleza estonteante, seja em trabalhos como “The River”, “Silent Night” ou os incontornáveis quatro volumes de “Disintegration Loops”. “92982″ é composto de gravações do início dos anos 80, registadas num estúdio em Brooklyn. Quatro drones carregados da melancolia Basinski, acalentados com o som envolvente: ouvem-se sirenes à volta, helicópteros a sobrevoarem o final do dia em que o músico, hoje com 51 anos, gravou o que aqui ouvimos. Com o tempo, à medida que desbravamos o mundo de Basinski e voltamos à sua obra anterior, percebemos que este é um universo enfeitiçado, um lamento para a posteridade do stream of consciousness que corta a humanidade nas últimas décadas. Momento oportuno para voltar a ele, ou para o descobrir, uma vez que para a semana dará um concerto no Barreiro, integrado no festival Out.fest. “92982″ poderia ser o nosso último lamento, como seres humanos. Sim, é assim tão avassalador.

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Volcano! “Paperwork” em stock

Sexta-feira, 8 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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VOLCANO!
Paperwork
CD Leaf – 13.95 eur

Chicago, terra dos Sea & Cake e da Thrill Jockey, tem há uns anos outra referência no universo pop contemporâneo: Volcano!. Se nunca ouviram falar neles, pode ser este o momento. “Paperwork” mistura Radiohead, Sea & Cake e os Dirty Projectors (que têm álbum incrível a sair no próximo mês). Nestas canções encontra-se muito do tom sobe e desce (na voz, na inconstância das guitarras) que se ouve em “Rise Above” dos Projectors. Mas aí funciona como uma espécie de hipnose e em “Paperwork” assume um papel mais descontraído, uma atitude de “é assim porque é assim”. Ou seja, não há grande teorização a fazer em volta do seu som, é a procura do doce, do simples, com uma ramificação quase clássica – e séria para o som que sai das colunas – que os Sea & Cake tão bem instituíram no nosso inconsciente ao longo da última década e meia. Esperámos muito pela continuação de “Beautiful Seizure”, mas valeu. Os Volcano! aqui são mais radiosos, actuais e fulminantes.

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Magik Markers “Balf Quarry” em stock

Sexta-feira, 8 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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MAGIK MARKERS
Balf Quarry
CD/LP Drag City – 13.95 eur

Há dois anos atrás dissemos que “Boss” era o melhor álbum rock do ano. Não estávamos enganados e hoje ainda mantemos essa opinião. Existe – ainda – em “Boss” uma energia acumulada de anos de rebeldia, ansiosa para entrar em canções com princípio, meio e fim. Por outras palavras, foi a catarse de anos e anos de uns Magik Markers envoltos em estruturas anti-canção e de uma postura em palco que lhes dava mitologia, enriquecia os corações daqueles que procuravam rebeldia, caos e alguma falta de sentido – depende do ponto de vista – em palco. Este último ponto ainda se mantém (mais contido, é verdade, mas ainda assim honesto, natural, forte, como pudemos constatar no Museu do Chiado há um ano) e nos últimos tempos os Markers encontraram o ponto ideal entre o seu trabalho de estúdio e as actuações ao vivo. Talvez se deva à saída da baixista Leah Quimby – porque é directamente associada à consolidação do rumo da banda – ou apenas a chegada da maturidade. Seja como for, “Balf Quarry” é o segundo disco de estúdio – se não se contar com os lançamentos em nome próprio – de Elisa Ambrogio e Pete Nolan e só não é o melhor álbum rock deste ano porque não nos queremos repetir. Mas indo por outro caminho, sem repetir fórmulas, os Magik Markers dão a volta ao seu universo e destilam imaginação por canções que tanto lembram os Sonic Youth de “Sister” como os trabalhos de Raymond Scott para crianças. Nunca se sabe o que esperar na canção seguinte, ora negro ora radiante como um estrondoso raio de luz: os Markers chegaram à maturidade e este é mais um capítulo na sua iconização futura. Mas para quê esperar quando os temos aqui e agora? Oiçam aqui.

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Dissident 2009: maxis em stock

Sexta-feira, 8 Maio, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
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SPACELEX
Pretty Face / Happy Birthday
12″ Dissident – 8.50 eur

THE NIALLIST
The Hots / Still Hots
12″ Dissident – 8.50 eur

G&S
Show Me The Good Times
12″ Dissident – 8.50 eur

NEO FILIGRANTE
Lizard Cowboy Boots / Esmeralda Rides The Robot
12″ Dissident – 8.50 eur

Andy Blake mantém a sua cruzada pela verdade analógica e, se isso por vezes soa demasiado deliberadamente retro nos maxis da Dissident, é um fértil campo de testes para uma nova comunidade de nomes que produzem música deslocada no tempo. Parecem procurar um isolamento das correntes actuais, felizes numa espécie de autonomia que, no fim de contas, acaba por produzir coisas de que as pistas de dança actuais precisam muito. “Happy Birthday” (Spacelex) é quase retirado do manual Patrick Cowley, incluindo vocoder, também presente em “Pretty Face”, mais lento e dramático (a voz de Cylon a dizer “In the night” é suficiente para molhar os sonhos de quem dorme melhor com música sintética). Há também uma ideia importada de Itália 1983, quando os maxis de dança invadiam as prateleiras das discotecas. Hoje procuramos apaixonadamente os poucos realmente sublimes de entre esses muitos milhares e é esse espírito que a Dissident procura também partilhar. Dois anos antes os Heaven 17 editavam “I’m Your Money”, cujo motivo de sintetizador no final aparece meio transfigurado em “Show Me The Good Times” (G&S), segurando o ritmo lento. Igualmente muito abaixo das tradicionais 120 BPM, “The Hots” (The Niallist) é dos melhores exemplos de canção sedutora na era da pop sintética, um autêntico diamante que reflecte luz negra em catacumbas onde se dança Alien Sex Fiend e Depeche Mode vintage com projecções de “Blade Runner” e “The Hunger” (sem som) em modelo muito próximo de Bobby ‘O’ (lembrem-se que foi ele que produziu “West End Girls“. Instrumental “Still Hots” também incluído, mas é a versão vocal que vai virar cabeças quando tocarem isto. Neo Filigrante segue o caminho house praticamente aberto pelos Photonz na Dissident. Andy Blake tem uma coisa pelas produções Wild Pitch na Strictly Rhythm mas Neo Filigrante não é cena purista, cruza os breaks e as palmas house com um feel italo mais dramático, especialmente em “Esmeralda Rides The Robot”. Na outra faixa, a voz meio Will Powers, aqui sem paixão, passa incrível por sobre os blips e as quebras do tapete rítmico. Como quase sempre na Dissident, todos os maxis são limitados a 200 cópias, só tocam de um lado, e agora conseguimos ainda melhor preço para eles. Oiçam pedaços aqui.

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AGF / Delay “Symptoms” em stock

Sexta-feira, 1 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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AGF / DELAY
Symptoms
CD Bptich Control – 14.95 eur

AGF e Vladislav Delay movem-se num terreno complicado quando se juntam em disco. Abandonam as teses de maior sucesso, mais experimentais e aventureiras, e dedicam-se a fazer canções pop. Sem mas, nem meio-mas, é esse o desejo da dupla, mesmo sabendo que nem todos aceitam esta traição. Mas para quem não se interessa por essas linhas divisórias, este pode ser um óptimo disco – ainda melhor que “Explode”, editado há quatro anos no selo da própria AGF. A história desta reunião passa também por Ellen Allien, que convidou Antye para a produção de “Sool”, o seu álbum menos óbvio. E se Ellen Allien parece ter desenvolvido uma paixão pelas rudes opções da electrónica mais experimental, este “Symptoms” parece retribuir na mesma moeda, aproximando-se da techno pop musculada da Bpitch Control. Ouvem-se pedaços reconhecíveis da aridez apocalíptica de AGF, blindagem pop perfeita (”Connection” merece ser single para top), dub disfarçado, techno ambiental detalhado (como é habitual nos dois músicos) e chuva torrencial digital que praticamente contamina todas as canções do álbum. O único senão é sentirmos que o lado acústico de Delay em “Explode” desaparece quase por completo – quem teve oportunidade para o ver ao vivo a demonstrar as suas qualidades incríveis como baterista irá saber do que falamos. Mas nem tudo são más notícias, pois haverá Moritz Von Oswald Trio para breve. Oiçam aqui.

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Richard Swift “The Atlantic Ocean” em stock

Quinta-feira, 30 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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RICHARD SWIFT
The Atlantic Ocean
CD Secretly Canadian – 16.50 eur

Quem é Richard Swift? Honestamente já não sabemos. Constantemente a trocar as voltas, a assumir uma identidade diferente em cada disco. Embora continue a assinar com o mesmo nome, continue a fazer-se ver nas capas, não fazemos ideia do que poderá vir quando colocamos o disco a tocar. Se um dia não tocar nada, não estranhamos: o silêncio quererá dizer sempre qualquer coisa. Mas “The Atlantic Ocean” está longe disso e é, como tão bem o PR do disco descreve, “Prince a tocar numa sessão com John Lennon e Yoko Ono”. Canções pop que metem longe o 2EP “As Onassis”, o rock de garagem deu lugar a sinfónicas melodias, com arranjos de chorar. Excertos para ouvir aqui.

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Losoul “Care” em stock

Quinta-feira, 30 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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LOSOUL
Care
CD Playhouse – 14.95 eur

Para sempre perdido entre as correntes techno e house, Peter Kremeier raramente foi brilhante mas construiu uma reputação sólida para os seus grooves. “Care”, o terceiro álbum, demonstra como a assinatura quase anónima de Kremeier se pode traduzir num magnífico álbum de música de dança electrónica. Esqueçam a maioria das derivações alemãs que escutarem este ano, “Care” é dos primeiros discos a considerar, se isto vos interessa. Representa o lado bom da expressão “faceless techno“, na medida em que é um disco relativamente discreto e que não vende o artista como pop star em potência, e também representa a melhor sensação que Bjork tentava transmitir há uns anos numa entrevista em que dizia que às vezes só apetecia ouvir música electrónica pesada num clube escuro. “Care” não é um disco pesado mas tem o pulso seguro da música de dança mais empenhada. Grooves intensas e repetitivas sem os tiques da actual produção digital mas também sem entrar em exercícios de nostalgia à procura de momentos clássicos que viabilizem a sua credibilidade. Isto sugere, na verdade, que Losoul se encerrou em estúdio sem ouvir nada que não fosse a sua própria (e actual) música. Não soa a ninguém, nem a si próprio, e assim conseguiu gravar um dos melhores álbuns de sempre na editora Playhouse. Sem época específica, sem emoções específicas, sem grandes picos. Já dissemos antes: discreto e magnífico. Oiçam aqui.

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Black Dice “Repo” em stock

Quarta-feira, 29 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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BLACK DICE
Repo
CD Paw Tracks – 13.50 eur 9.95 eur – promoção válida até 2/05 (mais informação aqui)

“Repo” afasta-se claramente das últimas edições dos Black Dice. É um álbum com uma direcção indefinida na história da banda. Não trocam as voltas ao techno minimal, é menos dub que os anteriores e concentra a sua força em becos sem saída, sons que não encontram direcção nem se esforçam por uma continuação. Dizer isto por baixo de qualquer outro nome seria um risco, mas acerca dos Black Dice é confirmar que continuam a escrever em letras grandes na História da Música. O seu trabalho é quase todo ele um processo de bases para entender o que nos vai na cabeça, aquilo a que gostariamos de aceder na música popular que corresponda ao que vimos acontecer na arte no século XX e cuja abstracção raramente nos foi mostrada – ou dada a ouvir – na pop com igual intensidade. Isto para dizer que a música dos Black Dice não é experimental, é para todos, portanto acessível, mas como a evolução é preguiçosa, forçamo-nos a acreditar que está à frente do seu tempo. Mas não está, eles ainda se incorporam na voz do presente, naquilo que é ou deveria ser uma linguagem correspondente à geração da informação, curiosa e entusiasta para fazer parte de tudo, mas contida em querer afirmar-se ou oferecer o corpo às armas. Ouvem-se variações do formato canção, sons cheios e disfuncionais que há dez anos seriam impensáveis mas, quando se pede para dar o passo seguinte, há sempre alguém com dúvidas. Elas dissipam-se no som dos Black Dice. Desde o início, ainda mais agora: de dia para dia a fazer mais sentido. Não é o som do futuro, porque ainda não estamos lá. “Repo” é o que gostamos agora; é onde queremos estar. Oiçam excertos aqui.

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