Owen Pallett (Final Fantasy) “Heartland” em stock

Sexta-feira, 5 Fevereiro, 2010
Categoria: Novidade
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owen pallett 200

OWEN PALLETT (FINAL FANTASY)
Heartland
CD Domino – 13.95 eur
2LP Domino – 18.95 eur

Nem melhor, nem pior que “He Poos Clouds”. Aliás, nem se podem comparar. São dois discos do mesmo autor, mas com objectivos diferentes. “He Poos Clouds”, editado no longíquo ano de 2006, foi o pico da sua metodologia de trabalho e criação, uma colecção de canções nascidas da sua arte solitária de composição (no seu duplosentido) – como se pode ver ao vivo por essa altura, voz e violino serviam para erguer “He Poos Clouds” na perfeição. Depois de muitos anos, muitas colaborações, muitos palcos, muitas produções (Pet Shop Boys ou Last Shadow Puppets), “Heartland” é o esperadíssimo salto qualitativo na sua discografia, como se fosse impossível que todas as suas aventuras nestes últimos anos não pudessem senão inspirá-lo para se ultrapassar. Arranjos levados ao limite, orquestrações e vocalizações complexas e sinuosas, canções com robustez para percorrerem audições contínuas. Por questões legais, Final Fantasy acabou e começou Owen Pallett – a mudança e o timing não poderiam ser mais simbólicos e necessários.

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Animal Collective “Fall Be Kind” em stock

Sexta-feira, 18 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
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ANIMAL COLLECTIVE
Fall Be Kind
MCD Domino – 8,95 eur
12″ Domino – 10,50 eur – temporariamente esgotado

Domínio absoluto durante 2009. Lançaram logo em Janeiro aquele que é para muitos – e para alguns de nós – o melhor álbum de 2009. “Merriweather Post Pavillion” é até à data o maior passo evolutivo da banda desde o momento “Here Comes The Indian”/”Sung Tongs”. Os Animal Collective são também a banda pop mais importante desta década. Se há dúvidas, oiçam-se os discos novamente, veja-se o ano de cada um, perceba-se tudo aquilo que influenciaram nos anos seguintes. Mas há álbuns que influenciam e não são nada de especial; os Animal Collective, por sua vez, só fizeram obras-primas, não estagnaram e tornaram-se o nome mais representativo de toda uma geração de músicos incríveis que explodiram em Nova Iorque no início desta década. Hiperprodutivos, com uma imaginação sem par, e sempre a deixar o ouvinte atrasado face àquilo que estão a fazer e pensar. “Fall Be Kind” é o clássico EP de restos-que-não-são-restos do álbum que o precede. E, como é habitual, é diferente do que se esperava, lançando novas coordenadas para o universo da banda. Acabam a década com mais um belo disco. A quem o merece: Obrigado.

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Loops #1 em stock

Quarta-feira, 5 Agosto, 2009
Categoria: Imprensa, Novidade
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LOOPS
#1
Revista Faber/Domino – 13.75 eur

Nova revista/livro para guardar. A Domino e a Faber juntaram-se para criar uma publicação semestral. Artigos extensos sobre música e, sobretudo, uma escrita inteligente que vai além da urgência do momento e preocupa-se em educar com categoria. Este primeiro número saiu há poucas semanas e inclui um artigo sobre Nick Drake, um ensaio sobre Spacemen 3 (música e droga), entrevista com Optimo, James Yorkston fala sobre as suas influências, grande artigo sobre Moondog e um excerto do novo livro de Nick Cave, “The Death Of Bunny Munro”. Colaboram, entre outros, Simon Reynolds, Jon Savage e Rob Young: o mundo é pequeno, o que eles têm para partilhar nem por isso :). Obrigatório, perfeito para ler de uma ponta à outra neste Verão. 226 páginas, formato 24,5 cm x 19 cm, 19 artigos/ensaios/entrevistas.

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Animal Collective “Summertime Clothes” vinil em stock

Sexta-feira, 24 Julho, 2009
Categoria: Novidade
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AC summertime clothes

ANIMAL COLLECTIVE
Summertime Clothes – Dam Funk, LD, Zomby rmxs
12″ Domino – 8.50 eur

Segundo single extraído de “Merriweather Post Pavilion” depois de “My Girls”, vem com aquela aura habitual de coleccionador, muito comum nos seus lançamentos em vinil. Não só porque são provavelmente a banda mais importante desta década (imaginem as coisas que ouvem agora que não ouviriam sem eles), mas também porque as remisturas geralmente reflectem os interesses e gostos da própria banda. Nesse aspecto, acabam por reflectir momentos diversos, servindo como uma espécie de guia para alguma música que entusiasma os membros de Animal Collective. A de Dam-Funk (muita atenção a este nome) é uma incrível adaptação quase balearica do tema, com um beat old-school a dar uma nova vida a tudo o que de incrível acontece por lá (”I want to walk around with you”, um dos refrões mais marcantes do álbum, aqui está completamente noutro lugar). Leon Day e Zomby afastam-se mais do original, não procuram uma ligação tão simples com o tema, tornando tudo praticamente irreconhecível, observado do ponto de vista privilegiado de quem se dedica, como estes dois produtores, a explorar as possibilidades do ritmo num contexto pós-pós-tudo (veja-se “Where Were U In ‘92?” de Zomby).

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Dirty Projectors “Bitte Orca” em stock

Terça-feira, 16 Junho, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
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DIRTY PROJECTORS
Bitte Orca
2CD Domino – 15.50 eur – EDIÇÃO ESPECIAL LIMITADA

Construtor de melodias, Dave Longstreth é hoje um dos nomes que vale a pena guardar neste final de década. Se, no reino da pop mais rectilínea, os anos 00 começaram com Phil Elvrum e os seus Microphones, dignos herdeiros do universo da K Records (de Calvin Johnson e dos Beat Happening), tudo, certamente, acabará nos Dirty Projectors. Tal como Phil/Microphones em “Mount Eerie”, Dave/Dirty Projectors já tiveram o seu momento de extravagância. Esse deu-se no anterior “Rise Above”, exercício de memória (diz-se e acredita-se) em volta do mítico “Damaged” dos Black Flag. E se era um momento mágico (e pedimos imensas desculpas por o termos recebido tão tardiamente) da pop dos 00s, devedor do imaginário Brooklyn dos últimos anos – Animal Collective, outra vez -, não sabemos bem o que dizer deste “Bitte Orca”. É melhor? Sim. É tão bom como dizem? Não, é melhor. Mesmo em momentos aparentemente tão simples como “Two Doves”, há um melódico caos que nos parece conduzir para uma multiplicação de sentidos. Lado nuclear nos Dirty Projectors mas que nunca se concretiza (no sentido em que nada é caótico, nenhuma confusão é tangível) e que nos deixa em direcção à canção certa, certeira. Encarregue também da produção do álbum, Longstreth preocupa-se com um som cheio, construído com migalhinhas – pormenores -, que nos chega como um todo. Ouvido bem alto é convidar os ouvidos a entrar por momentos num universo de alta definição, uma espécie de transcendência que o som de “Bitte Orca” consegue se o volume estiver mesmo no ponto. Esta edição traz ainda o EP “Stillness Is The Move” (tema incrível, também presente no álbum, o único que não é composto unicamente por Longstreth), com duas versões da canção e mais duas que não estão presentes em “Bitte Orca”. Há muitas razões para ouvir este disco, nós damos apenas uma: está ao lado de “Merriweather Post Pavillion” no capítulo dos álbuns que nos deixaram pregados ao chão em 2009.

Ao lado dos TV On The Radio ou dos Animal Collective, os Dirty Projectors afirmam-se decididamente como um dos grupos, da facção alternativa americana, mais inspiradores desta década. 5/5 in Público/Ípsilon (Vitor Belanciano, 12/06/09)

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Junior Boys “Begone Dull Care” em stock

Sexta-feira, 29 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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JUNIOR BOYS
Begone Dull Care
CD Domino – 15.50 eur

Junior Boys apropriam-se de alguma estética pop dos anos oitenta como se tivessem inventado a roda. Fazem-no com autoridade. Em parte graças a eles todo o fenómeno Italians Do It Better (Glass Candy, Chromatics, etc.) ficou mais acessível aos nossos ouvidos na década dos zeros. A tradição pop electrónica no Canadá pode ser traçada pelo menos até Gino Soccio e Lime na viragem dos 70s para 80s e Lime, cultivada e reforçada durante essa década na costa oeste (Vancouver) por bandas que tornaram tudo mais político e agressivo (Skinny Puppy, Numb, Frontline Assembly) mas outras como os Moev (por volta de 1987) mantinham uma forte imaginação ao serviço da pop. Talvez Junior Boys possam ser desenhados com base nestes últimos, na sua classe de pop – digamos – vanguardista – que também evoca uma certa revitalização britânica na altura dos Frazier Chorus ou No-man. Ao segundo disco – “So This Is Goodbye” – conseguiram agarrar o mundo que lhes tinha escapado em “Last Exit”. “Begone Dull Care” é aquele álbum depois do ouro e daí e pode dizer-se com justiça que soam hoje melhor do que há três anos atrás, Também é verdade que alguns dos preconceitos que ainda existiam ter-se-ão dissipado no período entre os dois álbuns. Pop que serve para imaginar danças disco em malhas que não são disco. “Sneak A Picture” ou “Hazel” são bons exemplo disso: corpos próximos, suor, jogos íntimos sussurrados ao ouvido. Canções quentes, com o discurso exacto, e um beat lento que nunca soa enganado.

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Bonnie ‘Prince’ Billy “Beware” em stock

Sexta-feira, 20 Março, 2009
Categoria: Novidade
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BONNIE ‘PRINCE’ BILLY
Beware
CD Domino – 15.50 eur

Will Oldham entrou na rotina de mais um semestre, mais um disco. Nós gostamos, agradecemos, faz-nos felizes. “Beware” é um álbum de estúdio e algo enigmático, depois de “Lie Down In The Light”. Não é um regresso ao passado, mas aquela alegria própria, espécie de joie de vivre Oldhamnesca desapareceu, e ficou uma transparante – ele sempre foi assim – melancolia que concede espaço a um disco mais brando, contido, imerso num quase silêncio dos restantes colaboradores (Joshua Abrams, Jennifer Butt, Emmett Kelly e Michael Zerang). É assim, quem corre por gosto não cansa, e se há coisa que Oldham nos ensinou é que quem vai atrás dele também não se cansa. “Beware”, dada a história, a biografia do autor, é como que uma obra de redenção, sem dor, mas com os olhos de quem sente que tem de voltar atrás. É focada nas coisas simples, tão difíceis de explicar. Ele nunca nos ensinou muito sobre elas, nem como resolvê-las, mas resolveu o problema de olhar para algumas delas nas últimas duas décadas. Senhor do seu trono, monstro da canção de autor, é um privilégio poder contar sempre com ele.

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Franz Ferdinand “Tonight: Franz Ferdinand” em stock

Sexta-feira, 30 Janeiro, 2009
Categoria: Novidade
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FRANZ FERDINAND
Tonight: Franz Ferdinand + Blood
2CD Ed. limitada Domino – 17.95 eur

Ao terceiro disco tudo na mesma, continuam sem oferecer a mínima revolução no seu som, mas tudo bem, afinal eles só querem fazer música para verem meninas a dançar. Isso resultou até ao momento numa mão cheia de óptimas canções – só quem tenha estado a dormir consegue desassociá-las desta década. Sob a direcção de Alex Kapranos, Franz Ferdinand têm um lugar próprio na pop actual ao serem daquelas bandas que vão buscar descaradamente ao passado todo o som, não se importam muito com isso, debitam referências (Fire Engines no topo) e fazem com que tudo soe a inventado agora. É o propósito final destas coisas, mas há uma certa frescura nos Franz Ferdinand e uma aversão à clássica revisitação de som de estúdio do passado. Aqui, neles e também no novo “Tonight: Franz Ferdinand”, tudo se resume a riffs que remetemos para qualquer lugar no passado. O som, esse, é do século XXI. Convencem-nos de que estão mais frescos do que nunca, é um dom que nos permite fruir de algum entusiasmo perante a novidade de um novo Franz Ferdinand. Vício puro, oiçam “Ulysses” ou “No You Girls” e chorem por mais desta fórmula irresistível. Edição limitada de dois CDs, o segundo sendo “Blood”, com versões dub de “Tonight: Franz Ferdinand”. Dose dupla. Incansável. Alguns clips aqui.

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Animal Collective “Merriweather Post Pavilion” em stock

Quarta-feira, 14 Janeiro, 2009
Categoria: Novidade
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ANIMAL COLLECTIVE
Merriweather Post Pavilion
CD Domino – 14.95 eur

Repetem-se discos, marcos, canções, tempos, nomes para comparar o que fazem, tudo parece exagero na altura, mas quem é que hoje, que tenha vivido mais ou menos atento a esta década, se arrisca a dizer que não são a maior influência na música pop/rock/independente actual? E com a influência vem o estatuto de banda mais incrível/melhor/importante desta década. Faltam dois anos para ela acabar e já é tempo de se assumir que quem o disse após a explosão de “Sung Tongs” tinha razão. A cada um o seu lugar e quem não gosta de ver os Animal Collective por lá pode viver bem com isso porque, afinal, se calhar estamos todos a falar de coisas diferentes. É por isso difícil evitar lugares comuns quando se fala, ouve ou se pensa sobre eles. Kiran Sande, editor adjunto da Fact, usou as palavras certas para descrever “Merriweather Post Pavilion”: Hell, I could call the elated, exultant “Merriweather Post Pavilion” a “Smile” for the twenty-first century, but I’d be getting carried away. That’s exactly what this album does to you. It carries you away. São palavras que podemos usar para toda a experiência AC, tanto em disco como ao vivo, palavras que servem para dar alguma fisicalidade ao entusiasmo e colocar os discos do colectivo lado a lado com os clássicos, não com uma sensação de história a ser feita, mas porque é lá que pertencem. É (tudo) assim tão bom. E em “Merriweather Post Pavilion” eles dão o maior passo em frente desde “Sung Tongs”, mais do que evolução (que ocorreu sempre de disco para disco, EP para EP, nada soa igual, só mesmo a tonalidade Animal Collective), há uma transição para algo novo, para um álbum como unidade sonora, dividida em canções e nestas se multiplicam tantas outras, como se tudo fosse um live act, um fluxo onde a sua continuidade é pequena para tantas ideias e, daí, normal que tudo nos arrebate ainda mais. Coesão é uma coisa que sempre existiu na discografia dos Animal Collective, mas nunca tinham reunido um grupo tão forte de canções – e com tanto sentido – num álbum. Tudo faz parte e contribui para a experiência TOTAL – é assim que tem de ser vivida. É o reino Animal Collective em todo o seu esplendor, no máximo da sua excelência (até ao momento). Não vale a pena convencermo-nos do contrário ou ingressar noutros partidos. “Merriweather Post Pavilion” é muito mais do que aquilo que pedimos quando se carrega no play.

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