Bert Jansch – reedições limitadas em vinil

Quarta-feira, 23 Dezembro, 2009
Categoria: Destaque, Novidade, Vídeo
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Se todos os dias são dias para ouvir Bert Jansch, a recente reedição de três discos fundamentais da sua obra pela editora Drag City, de Chicago, deu-nos desculpa para gritar o seu nome bem alto. Edições como todas devem ser, com peso e substância, e com o CD – com temas extras – para quem precisa do digital. Ah, é verdade: tiragem única e feita apenas com base nas encomendas. É bem possível que dentro de pouco tempo desapareçam.
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Entrevista com Bert Jansch (Video)

BERT JANSCH
L.A. Turnaround (Edição Limitada)
LP+CD Drag City – 16,50 eur

Ao contrário de muitos dos nomes recuperados da folk britânica (e não só) ao longo desta década, Bert Jansch não foi homem de um disco só, perdido para quase sempre. Desde meados dos anos sessenta até hoje tem editado com mais ou menos regularidade, embora alguns dos seus discos se tenham tornado difíceis de encontrar. “L.A. Turnaround” (1974) é, cronologicamente, o primeiro de três álbuns editados na Charisma nos anos setenta, o nono na sua discografia. Tal como todos os outros três, está há anos descatalogado e nunca foi editado em CD. Gravado entre Paris e Los Angeles e produzido por
Michael Nesmith (Monkees), é um dos álbuns menos ouvidos de Jansch. Numa tentativa de levá-lo a um público maior, Tony Stratton-Smith (dono da Charisma) quis que o álbum se afastasse um pouco do universo do músico. Esta edição traz, como todas as outras, o álbum em versão CD e um vídeo de 13
minutos registado durante as gravações do álbum.

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BERT JANSCH
Santa Barbara Honeymoon (Edição Limitada)
LP+CD Drag City – 16,50 eur

Segundo álbum na Charisma, décimo na carreira do escocês, “Santa Barbara Honeymoon” (1975) segue as linhas do álbum anterior embora mais elaborado, com um som mais cheio que “L.A. Turnaround” e onde se ganha uma noção de uma espécie de big band folk à volta de Bert Jansch. Se em “L.A. Turnaround” a introdução da pedal steel tinha sido uma novidade, aqui é sem dúvida a percussão. Gravada na California, esta edição, tal como as outras duas, reproduz integralmente a edição original e adiciona-lhe óptimos textos sobre a produção de “Santa Barbara Honeymoon”. O CD traz seis
faixas nunca editadas.

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BERT JANSCH
A Rare Conundrum (Edição Limitada)
LP+CD Drag City – 16,50 eur

Para a reedição de “A Rare Conundrum” a Drag City optou pelo alinhamento da edição inglesa e não da dinamarquesa, saída um ano antes (1976) na Ex Libris com outro nome: “Poormouth”. A edição de 1977 teve direito a nova capa. Este álbum mistura alguns temas originais de Bert Jansch com temas tradicionais, arranjados pelo próprio músico num estilo mais próximo daquilo que lhe é
característico do que nos restantes álbuns na Charisma. No CD que acompanha esta edição estão incluídas três faixas extra.

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Joseph Mattson & Six Organs Of Admittance “Empty The Sun” – Preço Especial!

Sexta-feira, 11 Dezembro, 2009
Categoria: Imprensa, Novidade
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empty the sun LP

JOSEPH MATTSON & SIX ORGANS OF ADMITTANCE
Empty The Sun
LIVRO + CD Barnacle / Drag City – 18.95 15.50

JOSEPH MATTSON & SIX ORGANS OF ADMITTANCE
Empty The Sun
LIVRO + LP Barnacle / Drag City – 20.50 17.50

A biografia no site de Joseph Mattson é um pouco vaga, mas dá para ter uma ideia: tocou nalgumas bandas punk-rock, foi agricultor, lavou pratos, entre muitas outras coisas que reconhecemos num certo ideal norte-americano. Nós conhecemo-lo de “Shelter From The Ash”, de Six Organs Of Admittance, onde dava uma pequena contribuição. Mas é agora, nesta edição de “Empty The Sun” que o ficamos definitavamente a conhecer. Amigo de Ben Chasny, decidiu publicar o seu romance com um disco a acompanhar, com temas compostos propositadamente para aqui e que vão àquele lugar dos Six Organs mais de paisagem, de ambiente, e não tanto de canção. Atmosferas vindas da guitarra de Chasny, que saudades que tínhamos disto. É como que um universo paralelo aos álbuns mais eléctricos de Six Organs, mas aqui, despidos de voz, de uma certa formatação de canção, assumem uma pose diferente, mais de exploração, mantendo a melodia que só Ben consegue ter. Há muito tempo que não o ouvíamos sem compromissos, só ele e a guitarra, livre, contemplativo, com todo o tempo do mundo para espalhar magia. “Empty The Sun” foi publicado em duas edições: uma com livro num formato normal e o CD a acompanhar; a outra numa edição de luxo, em caixa, com um vinil e o livro no formato 12″, irresistível. E essencial.

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V/A “Ouled Bambara: Portraits Of Gnawa” em stock – Preço Especial!

Sexta-feira, 13 Novembro, 2009
Categoria: Novidade
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V/A
Ouled Bambara: Portraits Of Gnawa
CD+DVD Drag City – 19.95 eur 17.95 eur

Gravado em Marraquesh em 2005, este é um documento vital da música mágica dos Gnawi, aqui com alguns dos seus principais embaixadores. Música sufista de raízes ancestrais, ligada a rituais de cura com filiação no animismo – corrente filosófica e religiosa que atribui alma não só às pessoas, mas também a tudo o que as rodeia. A música em si tem origem numa amálgama de ritmos, sonoridades e espiritualidades Berber, Árabe e subsarianas. São celebração da vida, envoltas em espiritualidade e prece a Deus, sob forma de música e dança e que, de resto, aqui são registadas tanto no CD como no DVD. Edição essencial para descobrir mais da riqueza de uma região e de um povo que muito se distancia das visões demasiado documentadas da outra Marrocos de Bryon Gysin, Brian Jones e William Burroughs.

CD:
01 Abdelkbir Marchane & Ahmed Baqbou Jilala 02. Brahim Belkani Turku Lila 03.Hassan Zougari Ouled Bambara (Part 1) 04.Brahim Belkani Sheshiyat Bambara 05.Abdelkbir Marchane & Ahmed Baqbou Sandiya 06.Brahim Belkani Chalaba Titara 07.Mohamed Hamada Bukamly Wana 08.Abdelkbir Marchane & Ahmed Baqbou Chalaba Titara 09.Brahim Belkani Sandiya

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Drag City – vinil em stock!

Quarta-feira, 28 Outubro, 2009
Categoria: Destaque
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Lista de stock de vinil da editora Drag City disponível na loja:

Alasdair Roberts “Spoils [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 13,95
Bert Jansch “The Black Swan [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Bill Callahan “Sometimes I Wish We Were An Eagle [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,95
Bill Callahan “Woke On A Whaleheart [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Bill Fay Group “Tomorrow Tomorrow And Tomorrow” (Drag City) Pop/Rock, € 13,95
David Grubbs “The Spectrum Between [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 14,95
Espers “Espers II [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Helena Espvall & Masaki Batoh “Overloaded Ark [2LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 15,5
J. Spaceman & Sun City Girls “Mister Lonely OST [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Jim O´Rourke “Bad Timing [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Jim O´Rourke “Eureka [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Jim O´Rourke “Insignificance [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Jim O´Rourke “The Visitor [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 16,5
Joanna Newsom “Ys [2LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 16,5
Om “God Is Good [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 15,5
Scout Niblett “It´s Time My Beloved [7"]” (Drag City) Pop/Rock, € 5,95
Sic Alps “A Long Way Arround To A Shortcut [2LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 16,5
Silver Jews “Starlite Walker [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Silver Jews “The Natural Bridge [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Sir Richard Bishop “The Freak Of Araby [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Six Organs Of Admittance “Luminous Night [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Smog “A River Ain´t Too Much [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Smog “Accumulation None [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Smog “Dongs Of Sevotion [2LP Gatefold]” (Drag City) Pop/Rock, € 16,5
Smog “Julius Caesar [LP]” (Drag City) , € 12,5
Smog “Knock Knock [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Smog “Red Apple Falls [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Smog “The Doctor Came At Dawn [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
Smog “Wild Love [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5
YoHoWha 13 “Magnificence Of The Memory [LP]” (Drag City) Pop/Rock, € 12,5

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Bonnie “Prince” Billy – “Chijimi” em stock – Edição Limitada com preço especial!

Sexta-feira, 2 Outubro, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
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bonnie prince billy, chijimi_200

BONNIE ‘PRINCE’ BILLY

Chijimi - Edição Limitada
10″ Tour Single Drag City – 19,95 eur 17,50 eur

Depois do 7″ split com Susanna, chegou-nos às mãos outro objecto de coleccionismo de Bonnie ‘Prince’ Billy. Vendido inicialmente na digressão de “Beware” (a acompanhar o disco, numa caixa de edição limitada), “Chijimi” é composto por quatro canções inéditas, tocadas com os músicos que o acompanharam nos concertos: Cheyenne Mize e Emmett Kelly. Próximos do registo dos dois últimos álbuns, os temas aqui presentes exploram a direcção que Will Oldham tem vindo a tomar no passado recente: um tom na fronteira da música folk e do country rock, solarengo e com um humor muito mais declarado.

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Bachelorette “My Electric Family” em stock – Preço Especial!

Sexta-feira, 2 Outubro, 2009
Categoria: Novidade
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BACHELORETTE
My Electric Family
CD Drag City – 15, 50 eur 12,95 eur

Bachelorette é o mais recente projecto da neo-zelandesa Annabel Alper. “My Electric Family” é o terceiro álbum e aquele em que tudo ganha mais forma de banda. Canções com uma fórmula pop sem grandes segredos, aliada àquilo que se seguiu na indietrónica, e com uma surpreendente e eficaz ligação a Blondie de “Parallel Lines”. Recorda os anos 80 sem filtros, da fábrica Chromatics e Nite Jewel sem a decadência da noite e um lado mais Stereolab. Aliás, lembra mais os Stereolab e os Broadcast (e fá-lo sem recordar nenhuma das suas influências), como se o testemunho desse legado tivesse sido atribuído sem aviso. “My Electric Family” chega assim, sem aviso. E tem canções encantadoras.

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Om “God Is Good” em stock – PREÇO ESPECIAL!

Sexta-feira, 18 Setembro, 2009
Categoria: Novidade
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OM
God Is Good
CD Drag City - 15,50 eur 12,95 eur

Costumamos brincar aqui na loja que toda a carreira dos Om se inspira nos primeiros segundos de “Set The Controls For The Heart Of The Sun” dos Pink Floyd. O respirar do baixo é muito semelhante, as canções deste duo arrancam quase sempre da mesma maneira, mas a partir daí tudo é imprevisível. Produzido por Steve Albini, “God Is Good” é o quarto álbum de Om (agora Al Cisneros e Emil Amos). Cisneros era elemento dos Sleep, banda nuclear na cena stoner/doom da década de 90, com três álbuns absolutamente essenciais: “Sleep’s Holy Mountain”, “Jerusalem” e “Dopesmoker”. Depois de três álbuns na Holy Mountain (”Variations On A Theme”, “Conference Of The Birds” e Pilgrimage”) Om mudaram-se para a Drag City, onde editam o seu melhor registo até à data, este “God Is Good”. Facto que não é de estranhar, a sua música é uma coisa gradual, seja uma canção, um álbum, como o conjunto total da sua discografia. O duo cria um elo religioso entre o ouvinte e a banda, um apelo intenso ao êxtase que pode unir música e religião (qualquer uma, é esse o trunfo). Baixo e bateria, como sempre, desta vez acompanhados por pormenores que preenchem o espaço entre um instrumento e outro (e não é muito) e dão um sentido mais cheio, coeso e intenso à tensão que se eleva na música dos Om. “Thebes”, peça de 19 minutos que abre o disco, é um épico, talvez o primeiro realmente descarado que produzem na sua carreira. Tanto que sobressai em relação aos restantes três temas. É uma ponte entre o passado e o presente, um acesso ao resto do álbum (maior em variedade, menor na duração) onde se introduzem novos movimentos nos Om. Aquilo que é subtil em relação ao passado em “Thebes” (uma afirmação da religiosidade do seu som), torna-se assunto principal nos restantes temas, com especial destaque para “Cremation Ghat II”, o último no disco. “God Is Good” conta uma história, sente-se o tempo a atravessar os Om, o apurar de uma fórmula inesgotável (e ao princípio não parece, é preciso entrar, deixarmos-nos levar pelos álbuns) que está cada vez melhor. Música para a eternidade, com uma crença vigorosa no passado. Tem algo de ancestral, de estoico, um lado intemporal que nos põe a vibrar da mesma forma que alguns rituais são como droga para muita gente. É um sentimento único, de uma banda única que nunca fez nada que não fosse genial. Obrigatório.

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Jim O’Rourke “The Visitor” em stock – PREÇO ESPECIAL!

Sexta-feira, 28 Agosto, 2009
Categoria: Destaque, Novidade
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space beyond the egg

JIM O’ROURKE
The Visitor
CD Drag City - 15.50 eur 12.95 eur
LP Gatefold Drag City - 17,95 eur 15,50 eur
(pré-encomenda, disponível dentro de duas semanas)

Faz agora 20 anos desde que Jim O’Rourke apareceu na música. Quem se lembra dos seus primeiros passos e das suas primeiras palavras decerto terá presente o modo sôfrego com que absorvia tudo à sua volta, impondo a sua presença como um puto ainda imberbe muito seguro de si. Num recente post do blog de PBK (um decano do noise americano), o músico relembrava justamente esse ano de 1989 em que um jovem O’Rourke, ainda estudante de música na DePaul University, aparecia na sua vida telefonando-lhe várias vezes por semana para falarem sobre músicos e discos. Relembra conversas sobre Van Dyke Parks, Godflesh, King Crimson ou Robert Ashley e uma das muitas mixtapes que O’Rourke lhe enviou tinha música de Luc Ferrari, Luigi Nono, Kagel, Paul Dolden ou Olivier Messiaen. John Zorn foi outro dos músicos importunados: o saxofonista confessa-se responsável pela sua mudança para Nova Iorque, onde lhe deu guarida, ao saber que ainda vivia em casa dos pais. Ao mesmo tempo, foi esta sede de música, de conhecimento e de construção que o levou a bater à porta de mais músicos. Aprendeu a tocar possivelmente todos os instrumentos, mas sobretudo aprendeu a viver num estúdio, dando-lhe virtudes que o permitiram trabalhar em mais de 100 discos como produtor. Andou pelos Faust e Sonic Youth, e deixou no seu currículo poucos discos pop em nome próprio. Poucos mas os suficientes para hoje, em 2009, estranharmos a ausência e desejarmos que “The Visitor” não se tenha transformado, tal como a Drag City diz, no seu “Chinese Democracy”. Mas Jim O’Rourke está mesmo de volta e passaram – incrivelmente – oito longos anos desde “Insignificance”. E para quem quis mais Jim O’Rourke tem aqui tudo o que deseja – à excepção da sua voz. Um grande épico de um homem só, fechado numa cultura japonesa que obviamente o atraiu, recuperando e misturando aquilo que o fascina na música popular, mas que em poucos segundos de audição reconhecemos como sendo a sua música e de mais ninguém. São quarenta minutos fílmicos, repletos de insinuações e curvas sensuais, um jogo de revelações e pistas escondidas, uma história musical, mais importante que tudo, com um princípio, meio e fim. Um sereno álbum que nos obriga a muitas audições. Obrigatório.

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Drag City em vinil e em stock – Preço Especial!

Segunda-feira, 10 Agosto, 2009
Categoria: Destaque
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Nunca foi uma editora como qualquer outra, porque foi pensada e acarinhada por uma família incrível de músicos e activistas, mas desde há poucos anos que se tornou uma das grandes referências indie.
Duvidam? É lá que temos a discografia de Silver Jews e Bill Callahan e Will Oldham, meu Deus. Quase que bastaria isso para acharmos que a Drag City é o Olimpo. Mas há ainda Joanna Newsom, Espers, Magik Markers, Jim O’Rourke, Neil Hamburger, etc, etc… Ou seja, uma dieta com base nesta editora daria para sobrevivermos sem mais discos. Para amantes dos grandes formatos, eis uma lista de alguns discos essenciais de músicos essenciais.

Jim O’Rourke “Bad Timing” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
John Fahey é pai espiritual do primeiro álbum de Jim O’Rourke para a Drag City. Quatro longas explorações para guitarra acústica e convidados. Quatro temas de redenção que terminam com momento épico.

Jim O’Rourke “Eureka” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Homem das mil facetas, Jim O’Rourke abre uma nova etapa na sua carreira quando em 1999 começa a gravar canções. Por lá entram Ivor Cutler (”Women Of The World”), Burt Bacharach (”Something Big”) mas também um lote de excelentes canções erigidas por um naipe de músicos de peso como Tim Barnes, Jeb Bishop, Edith Frost, Darin Gray, Fred Lonberg-Holm, Rob Mazurek, Rian Murphy, Ken Vandermark, entre outros. Um clássico moderno.

Jim O’RourkeInsignificance” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
A capa indicia a sequela. Este é o segundo capítulo da série de canções, a prova de fogo que é superada com distinção apenas dois anos depois de “Eureka”.

Magik Markers “Balf Quarry” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
“Balf Quarry” é o segundo disco de estúdio dos Magik Markers e só não é o melhor álbum rock deste ano porque não queremos repetir o que dissemos sobre “Boss” (o disco anterior). Indo por outro caminho, sem repetir fórmulas, os Magik Markers dão a volta ao seu universo e destilam imaginação por canções que tanto lembram os Sonic Youth de “Sister” como os trabalhos de Raymond Scott para crianças. Nunca se sabe o que esperar na canção seguinte, ora negro ora radiante como um estrondoso raio de luz: os Markers chegaram à maturidade e este é mais um capítulo na sua iconização futura.

Sir Richard Bishop “The Freak Of Araby” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Bishop é um dos mais virtuosos guitarristas da actualidade, sem deixar que a palavra virtuoso lhe tome conta da cabeça e dos sentidos. No seu trabalho em estúdio é frequente não se saber bem o que se pode esperar, porque há ali um saber e um devir enciclopédico  na cabeça de Bishop que torna difícil adivinhar uma orientação para o rumo que dá à sua carreira. “The Freak Of Araby” está mais em contacto com o deserto, com o calor. Tem mais espaço do que alguns dos seus discos anteriores (”Fingering The Devil” ou “Polytheistic Fragments”), algo que a inclusão de uma banda de quatro elementos ajuda a explicar. É, por isso, algo mais tangível e acessível.

Joanna Newsom “Ys” 2LP (Drag City) Pop/Rock, 18,95 eur 16,50 eur
Depois de “The Milk-Eyed Mender”, a ambição tomou conta da jovem cantora harpista e “Ys” é a materialização quase impossível dessa saudável angústia – divide o seu coração com Bill ‘Smog’ Callahan, arranjou ajuda técnica de Steve Albini e Jim O’Rourke, e convidou para os arranjos orquestrais essa eminência parda do expressionismo orquestral que é Van Dyke Parks. Impressionante, logo aqui. O resultado fica a algumas milhas de “Milk-Eyed” com a composição meticulosa de 5 contos neo-tradicionais, repletos de ficção jogral e pinturas a óleo em que imaginamos Joanna Newsom como a fada narradora destas histórias.

Sic Alps “A Long Way Around To A Shortcut” 2LP (Drag City) Pop/Rock, 18,95 eur 16,50 eur
“A Long Way Around To A Shortcut” reúne temas editados em vinil, 12″ e 7″, cassete e em compilações por este duo californiano que é uma das melhores coisas que aconteceu ao rock no último par de anos. Aqui pode encontrar-se “Description Of The Harbor”, mini-álbum menos ruidoso e mais blues do que “Pleasures And Treasures”. Ao todo, 26 temas em menos de uma hora, que dão um banho de bola a quase tudo do género que anda a ser editado. Não é exagero.

Silver Jews “Bright Flight” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
“Bright Flight” é a primeira colheita de canções de Berman dos anos 2000. E tem alto índice de canções orelhudas. Começamos a trautear em uníssono com os primeiros acordes de “Slow Education” e num ápice chegarmos a “Tennessee”. Nas nossas cabeças montamos o palco e o concerto perfeito dos Silver Jews, aquele que nunca chegámos a ver. Aí, “Bright Flight” é tocado quase na integra.

Smog “Julius Caesar” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Lo-fi, sombrio, honesto. Assim é “Julius Caesar”, álbum de pouca indumentária mas um dos que mergulha mais fundo nos pensamentos escuros de Bill Callahan. “Your Wedding” é a canção que todos se recordam deste álbum. Uma obra-prima. A canção e o álbum.

Smog “Wild Love” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
E ao quarto álbum, Callahan dá um passo de gigante. Canções de primeira água que encontram o seu ponto de equilíbrio entre dois extremos do espectro musical: num extremo o lado despojado e cru dos anteriores discos, no outro uma dimensão quase sinfónica. Rian Murphy produz, Jim O’Rourke toca violoncelo.

Smog “The Doctor Came At Dawn” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
1996, os anos passam mas a temática continua quase a mesma: amor e decepção. “The Doctor Came At Dawn” é uma espécie de poema exaustivo (uma receita médica de forma poética?), pormenorizado, em volta do estado apaixonado. Do início ao fim. E depois.

Smog “Red Apple Falls”
LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Com um maior número de arranjos do que o habitual, em “Red Apple Falls”, Bill Callahan entra definitivamente num campeonato diferente da canção norte-americana. Composições expansivas e um trabalho lírico cada vez mais apurado.

Smog “Knock Knock” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Depois da transformação em “Red Apple Falls”, em “Knock Knock” as ideias amadurecem e ganham força. Bill Callahan dá alguma folga à sua prisão emocional e a abordagem também se torna mais adulta. Um dos mais belos álbuns de Smog e provavelmente o mais belo álbum de sempre com uma capa horrível. Aceitam-se outras propostas. Este é o disco de “Cold Blooded Old Times”.

Smog “Dongs Of Sevotion”2LP (Drag City) Pop/Rock, 18,95 eur 16,50 eur
Callahan nunca escondeu o seu humor. O título de “Dongs Of Sevotion” prova novamente isso (e títulos como “Dress Sexy At My Funeral”) mas é um álbum corajoso, mais despido que os anteriores mas arrojado em termos composicionais. John McEntire (bateria) colabora em quase todo o disco.

Smog “Accumulation: None” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Lados B são normalmente associados ao joio, àqueles temas que não tinham encanto suficiente para entrar no álbum e que ficam guardados à espera do verso do single. Pelos dedos de uma mão lembramo-nos da excepção à regra, feita por bandas que no universo do rock indie foram grandes pelos álbuns mas também pelos singles feitos de pérolas por descobrir. Começamos com o polegar e os Smog surgem quando puxamos do indicador. Esta é a oportunidade de ter o melhor desse lote, espalhado por várias editoras e há muito fora de circulação. E esta oportunidade transforma-se num álbum novo impressionante.

Smog  “A River Ain’t Too Much To Love” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Dez discos para trás, Bill Callahan enterra aqui, em 2005, o seu nome de combate de mais de dez anos. E é aqui que se abre o seu som e se intensificam os arranjos, prevendo o salto luminoso que daria com “Woke On A Whaleheart”. Há quem diga que foi Joanna Newsom que mostrou o caminho, mas isso é achar que um homem como Callahan precisaria de ter uma grande mulher ao lado para ser um grande músico. Para a história, fica um álbum repleto de clássicos, com um travo pop que iria tomar conta do seu futuro.

Bill Callahan “Woke On A Whaleheart” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
“Woke On A Whaleheart» é uma obra “cheia” no universo praticamente seco de Callahan. Não sendo exemplo único, distingue-se da restante discografia por aqui coexistirem elementos, ambiências, que atribuem às canções um carácter festivo, intensamente pastoral. Como se fizessem parte, por momentos, de um qualquer filme dos Coen e o enquadramento fosse irrepreensível. “The Wheel” é o quadro perfeito para exemplo desta descrição, juntando elementos da reconhecível melancolia de Callahan a um barn-rock contido – pouco ébrio – e com um ligeiro toque de humor que distingue esta canção de qualquer outra que tenha feito até então.

Bill Callahan “Sometimes I Wish We Were An Eagle” LP (Drag City) Pop/Rock, 13,95 eur 12,50 eur
Smog e Bill Callahan são uma e a mesma coisa: coube ao tempo desvendá-lo. Em poucas linhas, como se quer, poderíamos tentar descrever Smog como o patinho feio, feito de plástico made in china, cheio de arestas e sem cumprir as normas comunitárias, que esboçou canções de primeira água como se fosse a coisa mais fácil de sempre. O pato deixou cair a penugem por alturas de “Supper” e de “A River Ain’t Too Much To Love” e deu origem ao cisne Callahan, com o qual obviamente partilha o mesmo código genético mas que nos deixa na dúvida se não será outro, que cresceu, tornou-se maduro e procurou a sofisticação e que por vezes faz pontaria e acerta na perfeição: ok, pode parecer exagero, mas como classificar então “Jim Caine” (tema de abertura deste disco) e, logo a seguir, “Eid Ma Clack Shaw”, onde curiosamente Callahan afirma ter sonhado a canção perfeita? Perfeitas ou não, as canções voltam a ser sobre pessoas, relações, amor (o universal), religião, fé e natureza. Temáticas comuns a Nick Cave, Leonard Cohen e outros tantos mas que ganham identidade, vida e tridimensionalidade na voz de Callahan e na dimensão orquestral do disco, toque de veludo que a maior parte das vezes prima pela subtileza e por dar a cada tema a respiração necessária. Contas feitas, passaram vinte anos e treze discos desde que Bill Callahan iniciou a sua jornada pela música deixando para trás uma promissora carreira como jardineiro. Todos nós, conscientes ou não, teríamos ficado irremediavelmente mais pobres se assim não fosse. “Sometimes I Wish We Were An Eagle” é, para já, o grande disco de canções de 2009. Não acreditam?

“Woke On A Whaleheart» é uma obra “cheia” no universo praticamente seco de Callahan. Não sendo exemplo único, distingue-se da restante discografia por aqui coexistirem elementos, ambiências, que atribuem às canções um carácter festivo, intensamente pastoral. Como se fizessem parte, por momentos, de um qualquer filme dos Coen e o enquadramento fosse irrepreensível. “The Wheel” é o quadro perfeito para exemplo desta descrição, juntanto elementos da reconhecível melancolia de Callahan a um barn-rock contido – pouco ébrio – e com um ligeiro toque de humor que distingue esta canção de qualquer outra que tenha feito até então.
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Six Organs Of Admittance “Luminous Night” em stock – Preço Especial!

Sexta-feira, 7 Agosto, 2009
Categoria: Novidade
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SIX ORGANS OF ADMITTANCE
Luminous Night
CD Drag City – 15.50 eur 12.95 eur

Reconciliação. Ora aí está um termo bonito que gostamos de colocar ao lado de gente que já nos deu muitas alegrias. Ben Chasny nunca nos deixou ficar mal, é verdade. Mas “Shelter From The Ash” era mais rude que os álbuns anteriores e ficámos temerosos que no futuro procurasse mais ruído que as belas melodias que Chasny ofereceu na guitarra acústica. “Luminous Night” – título sugestivo – traz de volta o brilho de “School Of The Flower” que acordou tanta gente para a genialidade de um dos maiores compositores para guitarra da América contemporânea (sem esquecer a sua participação no brilharete rock dos Comets On Fire). Logo a abrir, a viola de Eyvind Kang em “Actaeon´s Fall (Against The Hounds)” não deixa dúvidas. Há um “velho” Chasny de volta, atento e preocupado com a voluptuosidade do som através da luminosidade, da brandura, delicadeza, do que com a rugosidade da guitarra eléctrica. Talvez por ter mais arranjos, “Luminous Night” faz sobressair tudo isso e volta a pôr-nos em contacto com os melhores discos de Six Organs. Fazia falta. Bem haja!

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Galactic Zoo Dossier #8 em stock – Preço Especial!

Quinta-feira, 30 Julho, 2009
Categoria: Imprensa, Novidade
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galactic zoo 8

V/A
Galactic Zoo Dossier #8
REVISTA + CD Drag City – 18.50 eur 13.95 eur

Primeiro em formato fanzine, mais tarde compilados em paperback, formato que se mantém e no qual Plastic Crimewave continua a editar o sempre fantástico e pessoal Galactic Zoo Dossier. Um quem é quem escrito na sua quase totalidade e ilustrado pela pena do cabecilha dos Plastic Crimewave Sound. Provavelmente, poucos serão os que já não conhecem o formato que rapidamente se tornou referência no meio daquilo que se edita sobre rock e psicadelismo. Aqui há espaço para arqueologia e para o que hoje acontece, do que já é referência e do que pouco se conhece e que urge descobrir. No número 8 há entrevistas a Vashty Bunyan, ao guitarrista Djin Aquarian da tribo de Ya Ho Wha 13, aos Guru Guru e também ao lendário Peter Walker que, por alturas do Record Store Day e em visita a Lisboa, nos ofereceu um memorável quarto de hora de guitarra aqui na loja. Mas também há artigos de fundo sobre Del Shannon, The Gods, Hoyt Axton, Eddie Hazel, Brian Wilson, MV & EE, The Georges Edwards Group, The Zombies, The Four Tops, entre muitos outros. Pelo meio há banda desenhada e desenhos avulso para descobrir nas suas 88 páginas, abrilhantadas pelo habitual CD, quase todo ele feito de raridades e inéditos. E para juntar a um baralho que já vai grande, há ainda os cromos coleccionáveis, ilustrados com figuras do panteão do psicadelismo e da folk astral.

CD I Can’t Get It Out Of My Turn To Stone Head – Unearthed Expansive Sounds (1968 – present)
01. TJ Hooks Rap 02. Petrus (feat. Ruthann Friedman) “There Isn’t Time” 03. Mushroom “Where I Belong” 04. Mom’s Boys “Yellow Pill” 05. The George Edwards Group “Nevada” 06. YoHoWha 13 “Whistling Winds” 07. Rudy & The Love Slaves “Tormentors Theme” 08. Simply Saucer “Baby Nova” 09. Monster Magnet “Black Wawa” 10. Puffy Areolas “Hold It Back” 11. C.I.G.S. “Down On The Street” 12. Mondo Drag “Light As A Feather” 13. La Otracina “White Energy” 14. Creeping Nobodies “Beltane” 15. Plastic Crimewave Sound “Shifting Sands” 16. Naked Death “Sex Circus Theme (excerpt)” 17. Samara Lubelski “Snowy Meadows II (live)” 18. Vashti Bunyan “I’d Like To Walk Around In Your Mind (live)” 19. Christina Walker “Tune On Karen Dalton’s Guitar” 21. The Joy Poppers “Chewy Galoshes” 22. Leslie Anne Mackenzie Stein “End Titles”

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Larry Jon Wilson em stock – Preço Especial!

Sexta-feira, 17 Julho, 2009
Categoria: Novidade
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Larry Jon Wilson

LARRY JON WILSON
Larry Jon Wilson
CD Drag City – 15,50 eur 12,95 eur

Exemplo clássico de singer-songwriter esquecido no tempo e que não editava nada há décadas (neste caso são quase três). A história é a seguinte: aos trinta (leram bem, trinta), Larry Jon Wilson recebeu a sua primeira guitarra, encantou-se, andava a fazer bom dinheiro na altura e decidiu largar tudo e dedicar-se à música. Isto no início da década de setenta, entrou pela primeira vez em estúdio em 75, editou quatro álbuns, quase um por ano até 79, fez amizades com Townes Van Zandt, John Prine e o grande Tony Joe White, mas desiludiu-se, precisava de comer e voltou à sua vida normal. Em 2009 tem um novo álbum, homónimo, que vem carregado de um pesar imenso, de história e uma doçura invulgar, fraternal, que nos torna próximos da figura. Voz quente, ecoa sem vacilar no meio e em redor das notas da guitarra, com um longo e farto suspiro que se preocupa em encher a sala que habita. Assume que nos quer conhecer, que quer ser nosso amigo, que vai às raízes da música norte-americana porque tem de ser. É assim que sai. E fá-lo como se nos conhecesse desde sempre, como companheiro de copos e brigas. Isso é impagável.

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YaHoWha 13 “Magnificence In The Memory” em stock

Sexta-feira, 10 Julho, 2009
Categoria: Novidade
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DC393 CD Booklet

YAHOWHA 13
Magnificence In The Memory
CD Drag City – 15,50 eur 12,95 eur

A ideia de “família” quando referenciada em dados momentos do século XX nunca dá em nada de bom. Há excepções, este disco é uma delas. Tem tudo para ficarmos de pé atrás, um pai (Father Yod) e os seus discípulos (The Source Family). A Source Family foi uma daquelas comunidades com todos os tiques das comunidades nascidas nos anos 60/70 na costa oeste norte-americana, que tem uma daquelas histórias mais que batidas de que todos já ouvimos falar. Editaram dezenas de discos, alguns já foram reeditados, sucesso no Japão nos anos 90 (onde mais poderia ser?) e o que encontramos nesta edição da Drag City é uma de 11 gravações que se julgavam perdidas. Os YaHoWha 13 são fruto desse momento – ainda continuam a editar -, aqui compostos por Father Yod e três dos “filhos” (Octavius, Djin e Sunflower). Praticam aquele rock livre, tão devedor de jazz e blues, que passou para os dias de hoje para nomes como No-Neck Blues Band, Sunburned Hand Of The Man ou mesmo os Acid Mothers Temple. Cru, com ressonância na gravação (que dá um tempero especial à música e ao som) e uma percussão magnífica que deixa qualquer um chateado por não estar a ouvir isto há mais tempo. Quando sai fora dos eixos, sai mesmo fora dos eixos, mas é de uma liberdade e um desapego tal que essa dissonância chega a ser importante para toda esta fabulosa experiência. Freak out total!

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Sir Richard Bishop “The Freak Of Araby” em stock

Quinta-feira, 2 Julho, 2009
Categoria: Novidade
Etiquetas: ,

LP cover

SIR RICHARD BISHOP
The Freak Of Araby
CD Drag City - 15.50 eur 12.95 eur

Membro dos extintos Sun City Girls, Sir Richard Bishop a solo não anda assim tão distante quanto isso daquilo que o seu projecto mãe deu ao mundo durante três décadas, igualmente próximo do trabalho do seu irmão,Alan e da sua Sublime Frequencies. Bishop é um dos mais virtuosos guitarristas da actualidade, sem deixar que a palavra virtuoso lhe tome conta da cabeça e dos sentidos. No seu trabalho em estúdio é frequente não se saber bem o que se pode esperar, porque há ali um saber e um devir enciclopédico – outra vez, sem ser quadrado – na cabeça de Bishop que torna difícil adivinhar uma orientação para o rumo que dá à sua carreira. Entra em Espanha para depois ir para o deserto, confraterniza com Basho-Junghans num qualquer harém, e faz cada uma destas coisas – e muitas mais – sem aparente dificuldade e com um discurso coeso, livre de adornos desnecessários e palavras – embora elas não existam – redundantes. “The Freak Of Araby” está mais em contacto com o deserto, com o calor. Tem mais espaço que alguns dos seus discos anteriores (”Fingering The Devil” ou “Polytheistic Fragments”), algo que a inclusão de uma banda de quatro elementos ajuda a explicar. É, por isso, algo mais tangível e acessível.

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“The Minus Times” em stock

Segunda-feira, 29 Junho, 2009
Categoria: Novidade
Etiquetas: ,

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VÁRIOS
The Minus Times #29
Revista Drag City – 11.50 eur

Almanaque literário de 72 páginas, publicado pela Drag City em glorioso preto e branco, formato A4, preenchido com ensaios, poemas, cruzadismo, entrevistas, ilustrações e o que mais fizer sentido. Este é o número 29 e conta com as colaborações de Will Oldham, Neil Michael Hagerty, Sam Beam e Colin Gagon, entre muito outros. Destaque ainda para as entrevistas a Harmony Korine e a David Berman, que ilustra este número juntamente com Dave Eggers, Harrison Haynes, Hope Gangloff e Forest Juziuk.

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David Berman “The Portable February” em stock

Sexta-feira, 19 Junho, 2009
Categoria: Novidade
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DAVID BERMAN
The Portable February (Edição limitada com capa dura)
LIVRO Drag City - 9,95 eur

David Berman foi a força motriz por detrás dos Silver Jews entre 1990 e Janeiro de 2009, altura em que, à semelhança de tantas outras vezes, decidiu acabar com a banda. Sempre às turras com o sentido da vida, atravessou o deserto até o encontrar quando em meados desta década se decidiu converter ao Judaísmo. Ironicamente a resposta parece ter estado sempre debaixo do seu nariz. O filme de estrada “Silver Jew”, documento da primeira digressão da banda em pouco mais de 15 anos de existência e da sua passagem por Israel para dois concertos em Tel Aviv e uma tarde em Jerusalém com visita ao Muro das Lamentações, faz luz sobre este e outros capítulos da história da banda. Agora, se a sua veia poética já era pública através do seu primeiro livro,  ”Actual Air” (e, porque não, dos seis discos dos SIlver Jews, todos eles geniais), o cartoon surge como uma surpresa. Traço simples, despreocupado nas formas e no fluir, que aparece naturalmente sobre o branco da folha, do género daquele que surge quando riscamos um pedaço de papel enquanto atendemos um telefonema. O texto tem humor e é acutilante, embora por vezes pareça uma resposta/reacção a uma qualquer situação à qual somos alheios. Com as devidas diferenças, poderíamos aproximar o seu universo ao de David Shrigley. Contudo, é o próprio Berman que define o seu trabalho como estando algures entre a obra de Gary Larson e de Raymond Pettibon. David Berman vive hoje dias mais calmos e diz que quer ver s sua escrita aplicada aos ecrãs e ser conhecido como um delator que expõe corrupção financeira e governamental – já o começou a fazer e o primeiro visado foi o seu próprio pai. Se os Silver Jews tiverem ficado definitivamente para trás, a nós só nos resta esperar que Berman, independentemente da forma, não deixe de tornar público aquilo que escreve, desenha ou pensa. Será sempre genial.
+ Info sobre o DVD “Silver Jew” dos Silver Jews aqui.
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Magik Markers “Balf Quarry” em stock

Sexta-feira, 8 Maio, 2009
Categoria: Novidade
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MAGIK MARKERS
Balf Quarry
CD/LP Drag City – 13.95 eur

Há dois anos atrás dissemos que “Boss” era o melhor álbum rock do ano. Não estávamos enganados e hoje ainda mantemos essa opinião. Existe – ainda – em “Boss” uma energia acumulada de anos de rebeldia, ansiosa para entrar em canções com princípio, meio e fim. Por outras palavras, foi a catarse de anos e anos de uns Magik Markers envoltos em estruturas anti-canção e de uma postura em palco que lhes dava mitologia, enriquecia os corações daqueles que procuravam rebeldia, caos e alguma falta de sentido – depende do ponto de vista – em palco. Este último ponto ainda se mantém (mais contido, é verdade, mas ainda assim honesto, natural, forte, como pudemos constatar no Museu do Chiado há um ano) e nos últimos tempos os Markers encontraram o ponto ideal entre o seu trabalho de estúdio e as actuações ao vivo. Talvez se deva à saída da baixista Leah Quimby – porque é directamente associada à consolidação do rumo da banda – ou apenas a chegada da maturidade. Seja como for, “Balf Quarry” é o segundo disco de estúdio – se não se contar com os lançamentos em nome próprio – de Elisa Ambrogio e Pete Nolan e só não é o melhor álbum rock deste ano porque não nos queremos repetir. Mas indo por outro caminho, sem repetir fórmulas, os Magik Markers dão a volta ao seu universo e destilam imaginação por canções que tanto lembram os Sonic Youth de “Sister” como os trabalhos de Raymond Scott para crianças. Nunca se sabe o que esperar na canção seguinte, ora negro ora radiante como um estrondoso raio de luz: os Markers chegaram à maturidade e este é mais um capítulo na sua iconização futura. Mas para quê esperar quando os temos aqui e agora? Oiçam aqui.

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Silver Jews “Silver Jew” DVD em stock

Quarta-feira, 15 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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SILVER JEWS
Silver Jew
DVD Drag City – 19.50 eur

Vai custar falar sempre no passado quando nos referimos aos Silver Jews. Não queríamos que acabassem, não gostámos que tivesse de acontecer, o fim é seria sempre algo injusto para uma das bandas que melhor encheu o universo indie rock das últimas duas décadas. No alto, David Berman, o génio por detrás de tudo, que é o “Silver Jew” deste documentário, focado num concerto da banda em Israel, mas também na conversão de Berman ao judaísmo. Essencial, mas é sobretudo um registo importante de um tipo inteligente que passou por muito.

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Drag City: duas hipóteses para promoção

Segunda-feira, 13 Abril, 2009
Categoria: Promoção
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Plano 1: comprar o novo álbum de Bill Callahan (13,95 euros), tendo a hipótese de adquirir o anterior – “Woke on a Whaleheart” – por 9,5 euros! Com ele, oferecemos um poster para “Sometimes I Wish We Were An Eagle” (58×72cm)

plush + dc70

Plano 2: Comprar o novo álbum de Plush – “Fed” (14,95 euros) -, adquirindo “More You Becomes You”, de 1998, por 9,5 euros! É a soberba edição da Drag City, em réplica vinil, tipo japonesa, embalada em papel. Álbum incrível numa embalagem incrível.

Reclamem os cabazes especiais ao balcão ou por email.
Ambos os planos activos durante esta semana, apenas, e limitadas ao stock existente.
Promoção não acumula com mais nenhuma em vigor.

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Drag City: duas hipóteses para leitura

Segunda-feira, 13 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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JOHN FAHEY
Vampire Vultures (Paperback – 145 pág.)
Livro Drag City – 16,95 eur

Lançado apenas um ano antes da sua morte, «Vampire Vultures» surge após o sucesso de «How Bluegrass Music Destroyed My Life», obra que revelou o lado literário de Fahey. Apontamentos, pequenas estórias, cartas nunca enviadas.  

 

HARMONY KORINE
The Collected Fanzines (Paperback – 344 pág.)
Livro Drag City – 21,95 eur

Segunda oportunidade para ter «Adulthood», «Foster Homes And Gardens», «Pocahontas Monthly» ou «Hümer», alguns dos 8 fanzines desse verdadeiro homem da renascença chamado Harmony Korine. Editados entre 1993 e 2008 em pequenas edições, como qualquer fanzine que se preze, agora compilados nesta edição.

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Six Organs Of Admittance “RTZ” em stock

Sexta-feira, 10 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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SIX ORGANS OF ADMITTANCE
RTZ
2CD/3LP Drag City – 17.95/19.95 eur

Faceta ainda presente no que compõe hoje em dia – e editado essencialmente na Drag City nos últimos anos -, mas que já não é a estrutura essencial da sua obra. A experimentação/improvisação foi um lado essencial na primeira parte da carreira de Ben Chasny, urgente em descobrir para compreender melhor o que faz hoje e, definitivamente, para perceber o rumo que tomou. “RTZ” não é, por isso, um álbum novo, antes uma revisão de parte desse catálogo, há muito fora dos escaparates, no espaço de dois CDs. Não é tanto canção o que se encontra aqui, mas uma rigorosa destruição de fórmulas e conceitos que Ben praticou antes de chegar lá. Fulcral para entender todo um percurso de uma geração que tomou a ideia – aliás, chamaram-lhe assim – de Free Folk ou New Weird America e que entretanto partiu para outra. O universo de génio de Chasny emerge aqui, entre drones, delay e muito, muito amor para distribuir. Oiçam excertos aqui.

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Bill Callahan “Sometimes I Wish We Were An Eagle” em stock

Quinta-feira, 9 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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BILL CALLAHAN
Sometimes I Wish We Were An Eagle
CD Drag City – 13.95 eur

Smog e Bill Callahan são uma e a mesma coisa: coube ao tempo desvendá-lo. Em poucas linhas, como se quer, poderíamos tentar descrever Smog como o patinho feio, feito de plástico made in china, cheio de arestas e sem cumprir as normas comunitárias, que esboçou canções de primeira água como se fosse a coisa mais fácil de sempre. O pato deixou cair a penugem por alturas de “Supper” e de “A River Ain’t Too Much To Love” e deu origem ao cisne Callahan, com o qual obviamente partilha o mesmo código genético mas que nos deixa na dúvida se não será outro, que cresceu, tornou-se maduro e procurou a sofisticação e que por vezes faz pontaria e acerta na perfeição: ok, pode parecer exagero, mas como classificar então “Jim Caine” (tema de abertura deste disco) e, logo a seguir, “Eid Ma Clack Shaw”, onde curiosamente Callahan afirma ter sonhado a canção perfeita? Perfeitas ou não, as canções voltam a ser sobre pessoas, relações, amor (o universal), religião, fé e natureza. Temáticas comuns a Nick Cave, Leonard Cohen e outros tantos mas que ganham identidade, vida e tridimensionalidade na voz de Callahan e na dimensão orquestral do disco, toque de veludo que a maior parte das vezes prima pela subtileza e por dar a cada tema a respiração necessária. Contas feitas, passaram vinte anos e treze discos desde que Bill Callahan iniciou a sua jornada pela música deixando para trás uma promissora carreira como jardineiro. Todos nós, conscientes ou não, teríamos ficado irremediavelmente mais pobres se assim não fosse. “Sometimes I Wish We Were An Eagle” é, para já, o grande disco de canções de 2009. Não acreditam? Podem ouvir um pouco aqui.

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Death “…For The Whole World To See” em stock

Quinta-feira, 9 Abril, 2009
Categoria: Novidade
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death-for-the-whole-world-to-see

DEATH
For The Whole World To See
CD Drag City – 13.95 eur

Garage-psych feito em Detroit quando o punk ganhava estatuto de género do outro lado do Atlântico (1975). Único álbum gravado por Death, raro exemplo de banda de afro-americanos dedicada a este som. Rock em estado puro, logicamente pós-Stooges e MC5, pré-Bad Brains e Dead Kennedys: entusiasmo, energia, visceralidade e mensagem política e social, combinação aliciante quando se gosta de absorver a história conflituosa do rock mais empenhado. Por vezes na fronteira entre som de estádio lo-fi e punk-rock primário (”Where Do We Go From Here?”), Death ouviam Alice Cooper e Led Zeppelin depois de Iggy Pop e os Stooges terem mostrado caminho. Este álbum nunca foi editado até hoje, e parte da culpa é do nome simples e carismático da banda. Death não era uma palavra fácil de vender. Se a vossa coisa também passa por música veloz, significativa, teen, e gostam de sentir que estão no local onde as coisas começam a vibrar (sempre James Murphy e a afirmação “I was there!”), “…For The Whole World To See” contém a promessa de bom headbanging e air guitar quando ninguém está a olhar. Clips para ouvir aqui.

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