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	<title>blog.FLUR.pt &#187; Excepter</title>
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		<title>Excepter &#8220;Presidence&#8221; em stock &#8211; Preço Especial!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 14:56:40 +0000</pubDate>
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EXCEPTER
Presidence
2CD Paw Tracks &#8211; 17.50 eur 12.50 eur

Oitavo álbum em oito anos, &#8220;Presidence&#8221; funciona como compilação em formato grande (CD duplo) de várias improvisações ao vivo quase desde o início do século. O colectivo de seis elementos utiliza as ferramentas da música electrónica de dança para entrar em zonas muito distantes. Psicadelia cósmica, pós-Throbbing Gristle, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-7740" title="excepter" src="http://www.paw-tracks.com/excepter900.jpg" alt="50434018" height="200" /></p>
<p><strong>EXCEPTER<br />
</strong>Presidence<br />
2CD Paw Tracks &#8211; <strong><span style="text-decoration: line-through;">17.50 eur</span> <span style="color: #ff0000;">12.50 eur</span></strong><br />
<span style="color: #ff0000;"><br />
</span>Oitavo álbum em oito anos, &#8220;Presidence&#8221; funciona como compilação em formato grande (CD duplo) de várias improvisações ao vivo quase desde o início do século. O colectivo de seis elementos utiliza as ferramentas da música electrónica de dança para entrar em zonas muito distantes. Psicadelia cósmica, pós-Throbbing Gristle, pós-Coil (&#8221;When You Call&#8221;), improvisação em permanente contacto com a promessa de estados alterados &#8211; Jeff Ryan diz na Wire que descobriu que &#8220;tal como no yoga ou qualquer prática que implique manter a concentração, estas maratonas de música têm efeitos reveladores sobre a consciência&#8221;, referindo-se às longas sessões de improvisação dos Excepter. Há qualquer coisa de muito libertador no formato que nos propõem, mesmo que não passemos de meros ouvintes dos seus discos. A mesma família artística que gerou No-Neck Blues Band ou Double Leopards, por exemplo, tem nos Excepter uma representação mais deliberadamente pessimista. Se tomarmos ainda o espírito livre de Animal Collective como termo de comparação, a música flui livremente mas num regime de catarse quase em oposição a AC, uma mão severa que puxa pela manga em direcção a um abismo cósmico. Mais do que música de passado ou futuro, esta música acontece em paralelo, noutra dimensão, é o que existe dentro da nuvem que não vemos no dia-a-dia.</p>
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		<title>Excepter &#8220;Black Beach&#8221; em stock &#8211; Preço especial!</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 16:08:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
EXCEPTER
Black Beach
LP+DVD Paw Tracks &#8211; 23,50 eur 19,50 eur
Ondas, flautas, percussão, silêncio. O novo álbum  dos Excepter quebra completamente com o registo até hoje editado. &#8220;Black Beach&#8221;  está próximo de uma gravação dos No-Neck Blues Band, mas destituído do carácter  mais rock destes, e envolto em algo mais ambient. Gravado no ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://2.bp.blogspot.com/_SsVEe_kMbkg/Sr3lsv3MqJI/AAAAAAAAAec/QpHUDaQI7bI/s320/excepter-blackbeach.jpg" alt="" width="200" height="200" /></p>
<p><strong>EXCEPTER</strong><br />
Black Beach<br />
LP+DVD Paw Tracks &#8211; <strong><span style="text-decoration: line-through;">23,50 eur</span> <span style="color: #ff0000;">19,50 eur</span></strong></p>
<p>Ondas, flautas, percussão, silêncio. O novo álbum  dos Excepter quebra completamente com o registo até hoje editado. &#8220;Black Beach&#8221;  está próximo de uma gravação dos No-Neck Blues Band, mas destituído do carácter  mais rock destes, e envolto em algo mais ambient. Gravado no ano passado durante  a digressão na costa oeste dos Estados Unidos, &#8220;Black Beach&#8221; é uma banda sonora  para o filme homónimo de Harrison Owen, que regista uma actuação ao ar livre da  banda, no Big Sur, na praia Sand Dollar. O registo sonoro funciona melhor quando  não acompanhado pelas imagens. O som das ondas misturado com as notas  inflexíveis da flauta permite uma maior abstracção sem o complemento do registo  filmíco do mar e da actuação da banda. Nos seus 36 minutos de música, &#8220;Black  Beach&#8221; flui como um organismo vivo. Uma espécie de acto contínuo de liberdade  criativa da banda. Ouvem-se os Excepter como nunca se ouviram, no meio das  canções surgem novas canções, com total espontaneidade, com uma orgânica à qual  nunca se entregaram. É diferente, é surpreendente e cresce imensamente a cada  audição. Vai de 8 a 80, mas quando chega ao limite nunca mais de lá sai. O DVD,  além do filme &#8220;Black Beach&#8221;, traz também um concerto inteiro no The Echo em Los  Angeles, entre mais alguns bónus.</p>
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		<title>2008: os nossos álbuns favoritos</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 19:51:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[
20 álbuns que considerámos importantes em 2008.
Podem consultar aqui textos e listas mais pessoais e também de convidados que acederam em partilhar connosco as suas visões do ano que passou. Jornalistas, promotores, músicos, DJs, etc., portugueses e não só.

1   GALA DROP &#8220;s/t&#8221; (Gala Drop)
Lisboa no centro do mundo, mas Lisboa também como espaço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/intro2008.jpg" alt="intro2008" title="intro2008" width="600" height="272" class="alignnone size-full wp-image-962" /></p>
<p><em>20 álbuns que considerámos importantes em 2008.<br />
Podem consultar <a href="http://www.flur.pt/FLUR/2008.html">aqui </a>textos e listas mais pessoais e também de convidados que acederam em partilhar connosco as suas visões do ano que passou. Jornalistas, promotores, músicos, DJs, etc., portugueses e não só.</em></p>
<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/gala_drop_100.jpg" alt="gala_drop_100" title="gala_drop_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-938" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/saint_dymphna_100.jpg" alt="saint_dymphna_100" title="saint_dymphna_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-939" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/high_places_100.jpg" alt="high_places_100" title="high_places_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-940" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/devotion_100.jpg" alt="devotion_100" title="devotion_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-942" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/silent_movie_100.jpg" alt="K7225CD_NP0039_EU" title="K7225CD_NP0039_EU" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-943" /></p>
<p><strong>1   GALA DROP &#8220;s/t&#8221; (Gala Drop)</strong><br />
Lisboa no centro do mundo, mas Lisboa também como espaço de absorção de inúmeras referências culturais das últimas quatro décadas, projectada por duas das pessoas que mais ajudaram a colocar esta cidade num mapa qualquer (decidam vocês qual) nos últimos anos: Tiago Miranda (Os Loosers, Dezperados, Slight Delay, etc.) e Nelson Gomes (antigo programador da ZDB, hoje Filho Único). A completar o trio, Afonso Simões (Fish &#038; Sheep, Phoebus, Curia, etc.), um dos músicos mais talentosos da sua geração. Juntos gravaram o melhor álbum português das últimas duas décadas (Guilherme Gonçalves substituiu, entretanto, Tiago Miranda). O exagero pode ser levado para onde se quiser, por quem quiser. Mas é isso que se sente com &#8220;Gala Drop&#8221;, disco do presente onde linguagens do passado, de todos os cantos do mundo, história e cultura se fundem para marcar um tempo, uma geração, par a par com géneros, modas, gostos que a era da informação nos concede. É para isto que se faz música.</p>
<p><strong>2   GANG GANG DANCE &#8220;Saint Dymphna&#8221; (Warp)</strong><br />
Esperámos muito por &#8220;Saint Dymphna&#8221; e o pouco que nos foi chegando era de chorar por mais. &#8220;House Jam&#8221; (canção do ano) foi de um teasing abusivo para quem suspirava pelo sucessor do genial &#8220;God&#8217;s Money&#8221;. Os Gang Gang Dance consolidaram a adaptação do seu som, da sua experimentação e da colagem, ao formato canção. É música de dança improvável, há muita coisa a acontecer para reagir mas também para nos deixar a pensar. É um disco de géneros, mas sem género. É a obra que melhor concretiza o caminho tomado hoje pelas bandas de Nova Iorque (Black Dice, Excepter e Gang Gang Dance) que mais contribuíram para a destruição e reinvenção do formato rock na canção de hoje.</p>
<p><strong>3   HIGH PLACES &#8220;High Places&#8221; (Thrill Jockey)</strong><br />
Nada resta para inventar na música (dizem), mas ainda ninguém tinha tido o descaramento de imitar os Young Marble Giants (pelo menos tão bem). Este álbum homónimo é um seguimento natural da compilação de EPs lançada meses antes e confirma o estatuto de reis do minimalismo na pop-rock actual. Os High Places fizeram sentir que faltava algo nas nossas vidas, preenchido pelo vocabulário primitivo e repetitivo de Mary Pearson e Robert Barber. É obra soar tão bem hoje como da primeira vez, tão bonito e honesto.</p>
<p><strong>4   BEACH HOUSE &#8220;Devotion&#8221; (Bella Union)</strong><br />
Falámos de &#8220;Devotion&#8221; em Março e parece que nunca nos abandonou desde então. Porque fomos gostando cada vez mais dele e porque o nosso affair culminou quando nos encontrámos todos &#8211; nós, vocês e eles &#8211; no Maxime e Passos Manuel, em Novembro. Ou seja, um longo ano de confessa paixão crescente pela voz sussurante e encantadora de Victora Legrand (grande nome, já agora) e pela delicada e hipnotizante companhia sonora de Alex Scally. Chamem-lhe shoegaze em surdina ou banda sonora perfeita para piscarmos o olho a alguém e fazermos o move perfeito. Como o álbum exactamente acima deste, terão havido poucos discos tão coesos durante 2008.</p>
<p><strong>5   QUIET VILLAGE &#8220;Silent Movie&#8221; (!K7)</strong><br />
Tudo aquilo que Matt Edwards e Joel Martin prometiam com os maxis na Whatever We Want. Quase todas essas faixas estão aqui incluídas, mas o disco tem uma visão panorâmica que se sobrepõe à sensação de já as termos ouvido antes. &#8220;Silent Movie&#8221; é feito com excertos de muita música, é uma espécie de enorme re-edit de um passado musical abrangente, cuja estratificação por géneros deixa de fazer sentido. Música de filme, de bar, salão, campo (raramente de cidade), praia, de estrada e de alpendre. A todos se adapta e a todos quer mimar com os seus segredos ao ouvido.</p>
<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/dig_lazarus_dig_100.jpg" alt="dig_lazarus_dig_100" title="dig_lazarus_dig_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-945" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/black_habit_100.jpg" alt="black_habit_100" title="black_habit_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-946" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/lie_down_in_the_light_100.jpg" alt="lie_down_in_the_light_100" title="lie_down_in_the_light_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-947" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/agio_100.jpg" alt="agio_100" title="agio_100" width="123" height="100" class="alignnone size-full wp-image-948" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/microcastle_100.jpg" alt="microcastle_100" title="microcastle_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-949" /></p>
<p><strong>6   NICK CAVE &#038; THE BAD SEEDS &#8220;Dig!!! Lazarus Dig!!!&#8221; (Mute)</strong><br />
Sempre tivemos o maior respeito por Nick Cave &#8211; a relação vem de muito, muito longe &#8211; mas &#8220;Dig!!! Lazarus Dig!!! fez com que fossemos surpreendidos pelo soberbo punch, violentamente criativo, repleto de ideias e histórias. A começar com o próprio papel de Cave, que aqui só nos faz lembrar a personagem de Daniel Day-Lewis em &#8220;There Will Be Blood&#8221;, apesar de ter sido noutro western que acabou por fazer a sua aparição &#8211; &#8220;The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford&#8221;. Isto só pode significar que a sua música cada vez mais sugere imagens e enredos, e isso significa que Cave está no controlo das operações com o nervo que recentemente pensámos extinto. </p>
<p><strong>7   RINGS &#8220;Black Habit&#8221; (Paw Tracks)</strong><br />
Anteriormente First Nation, as Raincoats de Brooklyn séc. XXI chamam-se agora Rings e mantêm aquilo que nos fascinou em &#8220;First Nation&#8221;. &#8220;Black Habit&#8221; é rebeldia madura, o &#8220;Odyshape&#8221; de uma década que criou o seu próprio pós-punk e não lhe conseguiu dar um nome para mais tarde recordar. Contudo, nada disto é pós-punk, e sim um registo de sensibilidade e sensualidade femininas, caloroso, sedutor, atípico e corajoso. É o charme da ausência, da estranheza, da liberdade e dos sonhos que estas três raparigas conseguem recriar e transpor para as suas canções. E não houve nenhuma outra em 2008 como &#8220;Teepee&#8221;.</p>
<p><strong>8   BONNIE &#8216;PRINCE&#8217; BILLY &#8220;Lie Down In The Light&#8221; (Domino)</strong><br />
Passou ao lado porque é normal que canse ver Will Oldham associado a tantos discos. E se a desculpa é haver tanta coisa para ouvir, a resposta é que o lugar para os grandes oradores da canção americana estará sempre garantido. É, para nós, o seu melhor disco desde &#8220;Master &#038; Everyone&#8221;, já longe do negrume de outros dias, agora a sua música não é marcada pela ausência, mas por uma jovialidade que seria difícil de encontrar há uns anos. Não há muita gente que mude tanto e se mantenha intacta. Génio.</p>
<p><strong>9   BERNARDO DEVLIN &#8220;Ágio&#8221; (Nau)</strong><br />
A questão é extremamente simples: que disco português vocês ouviram, assim, na vossa vida? Mas a resposta é ainda mais simples: nenhum. Não é, obviamente, a raridade que valoriza &#8220;Ágio&#8221;. São as suas canções únicas, despojadas e na nossa cara, sem artifícios, sem decorações, apenas com a voz performativa de Devlin e os seus impressionantes arranjos semi-acústicos e semi-electrónicos que nos hipnotizam e espantam a cada revisitação. Parece um disco perdido no tempo, mas também parece um disco para uma ideia de futuro. A vantagem é podermos ouvi-lo agora mesmo. Não é para todos, é verdade; é para quem quer.</p>
<p><strong>10   DEERHUNTER &#8220;Microcastle / Weird Era Cont.&#8221; (4AD)</strong><br />
Bradford Cox não só conquistou o lugar de perturbadinho da música independente norte-americana como tornou muito difícil o papel da figura que se lhe seguir. Além disso, foi responsável por dois dos melhores lançamentos que vimos sair neste ano, a solo como Atlas Sound (&#8221;Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel&#8221;) e este &#8220;Microcastle&#8221; com a banda que o popularizou, os Deerhunter. Obra incrível, marcante, a assinar shoegaze em nome próprio. Coisa rara nos dias que correm.</p>
<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/the_age_of_the_understatement_100.jpg" alt="the_age_of_the_understatement_100" title="the_age_of_the_understatement_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-950" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/vasco_100.jpg" alt="vasco_100" title="vasco_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-951" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/oracular_spectacular_100.jpg" alt="oracular_spectacular_100" title="oracular_spectacular_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-952" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/everything_everything_100.jpg" alt="everything_everything_100" title="everything_everything_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-953" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/debt_dept_100.jpg" alt="debt_dept_100" title="debt_dept_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-954" /></p>
<p><strong>11   THE LAST SHADOW PUPPETS &#8220;The Age Of The Understatement&#8221; (Domino)</strong><br />
A ideia de um disco de época não é exactamente empolgante, mas &#8220;The Age Of The Understatement&#8221;, embora soando como um grande disco de 1968, é desconcertante de tão perfeito nas melodias vocais atribuídas à maioria das canções que compõem o álbum. Metade Arctic Monkeys (Alex Turner) e metade Rascals (Miles Kane), é um glorioso hino a um certo classicismo orquestral na pop de 60s (obviamente Scott Walker). Oiçam estas canções quase todas perfeitas, reparem como se canta para uma rapariga de quem se gosta. &#8220;Standing Next To Me&#8221; é a canção power pop do ano.</p>
<p><strong>12   RICARDO VILLALOBOS &#8220;Vasco&#8221; (Perlon)</strong><br />
Enquanto os indicadores apontam agora para longe da ideia de minimal praticada por uma legião de produtores na segunda metade desta década, Ricardo Villalobos mantém-se ocupado, em campeonato próprio, a aprimorar a sua noção de tempo e espaço. É de ciência que se trata, embora uma ciência que também é emocional na forma como desperta suspiros de adesão. Quatro faixas longas, e perdoem o cliché mas mais uma vez temos de ouvir faixas longas de Villalobos porque não é música de mudanças súbitas, muito menos de crescendos. &#8220;Vasco&#8221; parece acontecer inteiramente dentro de uma bolha imaculada onde nada consegue falhar, mesmo que provoque o erro.</p>
<p><strong>13   MGMT &#8220;Oracular Spectacular&#8221; (Sony/BMG)</strong><br />
Hit atrás de hit, é difícil nomear as canções de que gostámos em &#8220;Oracular Spectacular&#8221;. Pop por excelência, coração apontado para o psicadelismo e explosões dos Flaming Lips, mas cabeça virada para os flashes e imediatismo orelhudo que colocou estas canções em tudo o que era sítio e &#8220;actual&#8221;. É o efeito maior do que a vida durante quinze minutos, o disco que levaríamos para uma ilha deserta durante aquele mês e meio em que não conseguimos parar de o ouvir.</p>
<p><strong>14   SIMON BOOKISH &#8220;Everything/Everything&#8221; (Tomlab)</strong><br />
Simon Bookish segue a longa tradição da pop intelectual, ávida de referências literárias (e neste caso também científicas) para complementar a sua óbvia necessidade de ser popular (ou não se chamaria pop). A visão particular de Simon Bookish faz-se a partir de uma concentração pomposa de Divine Comedy, Pulp, Final Fantasy e Felix Kubin, resultando em canções clássicas, energéticas e espertas, à espera de uma mera distracção para conquistarem o mundo. Termina com &#8220;Colophon&#8221;, que diz &#8220;If I died tomorrow, what difference the tie I used?&#8221;</p>
<p><strong>15   EXCEPTER &#8220;Debt Dept.&#8221; (Paw Tracks)</strong><br />
Num ano em que &#8220;Saint Dymphna&#8221; dos Gang Gang Dance despertou muita gente para o lado pop de uma geração de músicos vindos de Nova Iorque que cresceu ao longo desta década, &#8220;Debt Dept.&#8221; foi uma espécie de preâmbulo de todo esse acontecimento. Disco &#8220;comercial&#8221;, o possível para uma das bandas mais inventivas deste século e que nunca nos deixou ficar mal. O êxtase de outros dias foi substituído pela batida e uma pérfida piscadela de olho à música popular.</p>
<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/black_sea_100.jpg" alt="black_sea_100" title="black_sea_100" width="118" height="100" class="alignnone size-full wp-image-956" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/the_dead_bears_100.jpg" alt="the_dead_bears_100" title="the_dead_bears_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-957" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/fleet_foxes_100.jpg" alt="Print" title="Print" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-958" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/nouns_100.jpg" alt="nouns_100" title="nouns_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-959" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/hazyville_100.jpg" alt="hazyville_100" title="hazyville_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-960" /></p>
<p><strong>16   FENNESZ &#8220;Black Sea&#8221; (Touch)</strong><br />
Parece estranho que Fennesz, que tantos discos teve com o seu nome nos últimos anos, só apareça nas listas quando faz um álbum a solo. Correndo o risco de sermos injustos, o seu mundo ganha cores e relevos impressionantes quando está sozinho e expõe tudo aquilo que sabe fazer tão bem. Em &#8220;Black Sea&#8221; há um equilíbrio estonteante entre o doce e o amargo, e nem mesmo todo o lado noise e experimental do seu vento electrónico parece afastar a atracção que Fennesz consegue impor em tanta gente. Foi lindo ver &#8220;Black Sea&#8221; como um dos discos mais vendidos na Flur (lista a divulgar para a semana), mas mais lindo ainda é ouvi-lo e ficar com vontade de repetir a audição.</p>
<p><strong>17   NEWWORLDAQUARIUM &#8220;The Dead Bears&#8221; (Delsin)</strong><br />
Com edição em vinil em 2007, CD apenas em 08, &#8220;The Dead Bears&#8221; estendeu o seu poder narcótico por mais um ano. Quente e coeso como Burnt Friedman na fase Nonplace Urban Field (oiçam &#8220;Nike Air&#8221; de 1996), este é um álbum que recicla habilmente várias heranças associadas à música de dança para as reintroduzir no loop contemporâneo. Há aqui sobretudo muito da cultura de re-edits que alimentou a primeira vaga de house e muito do ambientalismo pós-techno que sonorizou salas de chill-out há 15 anos. </p>
<p><strong>18   FLEET FOXES &#8220;s/t&#8221; (Bella Union)</strong><br />
Álbum barroco para as massas, sem masoquismo ou excentricidade nefasta. &#8220;Fleet Foxes&#8221; é Neil Young em 2008 ou Brian Wilson a tripar noutra maré, mas também deve muito à folk inglesa de finais de sessenta e da década de setenta (Fairport Convention e Steeleye Span, por ex.). Cinco jovens de Seattle recuperaram um imaginário hippie &#8220;easy rider&#8221;, coloriram-no e tornaram tudo tão infantil quanto onírico, num dos álbuns que maior consenso crítico reuniu em 2008.</p>
<p><strong>19   NO AGE &#8220;Nouns&#8221; (Sub Pop)</strong><br />
&#8220;Weirdo Rippers&#8221; era uma recolha de trabalhos deste duo, distribuídos localmente ou de edição limitada, que num todo não formavam matéria consistente para um álbum. Passou ao lado, infelizmente, mas &#8220;Nouns&#8221;, longa-duração à séria, chamou a atenção do mundo para si e revelou um lado mais pop de Randy e Dean, fundindo Beach Boys/Nirvana/Black Flag/Black Dice em canções imediatas e inesgotáveis. O concerto na Zé dos Bois confirmou esse estado de glória; 2008 foi um ano também deles, tal como 2007 já o havia sido.</p>
<p><strong>20   ACTRESS &#8220;Hazyville&#8221; (Werk)</strong><br />
Quando parecia que o 2008 seria, graças a Zomby e ao seu testemunho ácido, um grande ano de regresso da Werk, eis que o seu patrão decide mostrar como se eleva a fasquia reanimando o nome de combate Actress e colocando &#8220;Hazyville&#8221; no mercado numa altura suficientemente tardia para se camuflar na paisagem e passar despercebido à maioria das pessoas. Connosco não resultou, pois seria criminoso ignorar 45 minutos de total hipnose sonora, feita como se Londres fosse o ponto intermédio entre a nova população techno de Detroit e o ritmo empoeirado de Berlim. Naturalmente que os ecos desta revelação se irão sentir por 2009 adentro, pois há quem fale em obra-prima por aqui.</p>
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