Quarta-feira, 22 Agosto, 2018

FENNESZ Endless Summer (2018) 2LP

€ 22,50 2LP (2018 repress) Editions Mego

OUVIR / LISTEN:
CLIP1CLIP2CLIP3CLIP4CLIP5

Disco incontornável e imprescindível para todos os que gostam de ouvir música electrónica, “Endless Summer” é ainda, na segunda década do novo milénio, um prazer gigante e uma fonte de eterno Verão que nos deixa de coração quente. Fennesz tem tido discos óptimos, mas toda a sua genialidade foi alcançada aqui. Reedição Mego remasterizada em 2010. Inclui “Ohne Sonne” e “47 Blues”, previamente disponíveis apenas na edição japonesa. Ainda nova versão longa de “Happy Audio”, exclusiva desta reedição. Obra-prima absoluta.


NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 19 Junho, 2017

FENNESZ Mahler Remix 2LP

€ 21,95 2LP Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TONE52V-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TONE52V-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TONE52V-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TONE52V-4.mp3]

Uma peça tocada ao vivo três vezes apenas, desde a primeira em 2011, e uma dessas três vezes inclui o Carnegie Hall. Chama a atenção. Mas, independentemente, Christian Fennesz tem lugar cativo na nossa memória, e portanto qualquer disco novo faz-nos sentar e ouvir. A música baseia-se em samples retiradas de várias sinfonias de Gustav Mahler, reposicionadas através do precioso som granulado de Fennesz, envolto em tons cinza e acompanhado por uma adequada imagem de malha entrançada, na capa. O crescendo na segunda faixa (são quatro) é o momento mais épico no álbum, produzindo ondas de som quase líquidas (o som do oceano é facilmente intuído numa segunda camada); Fennesz, guitarrista, utiliza mais obviamente o seu instrumento de eleição na última faixa, submergindo-o em ambiência carregada, ampliando a dinãmica desta matéria shoegazer. Nenhuma das faixas é estanque, todas fluem em regime livre e faz sentido, quando temos presente o facto de que a música foi gravada ao vivo na Radiokulturhaus em Viena.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 24 Setembro, 2015

KING MIDAS SOUND & FENNESZ Edition 1 2CD

€ 14,95 2CD Ninja Tune

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ZENCD225-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD225-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD225-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD225-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ZENCD225-5.mp3]

Não nos peçam para prestar contas, pois não nos lembramos dos exemplos, mas há algum tempo queixávamos-nos da falta de colaborações na electrónica. Talvez este fique na nossa memória muito tempo. É redundante dizer sempre que é inesperado, mas este não lembraria muita gente: The Bug junta os seus King Midas Sound a Fennesz, e vice-versa, naquilo que se pode considerar um super-grupo com alguma boa vontade. Se “Mysteries”, que abre o álbum, parece planar as expectativas – ambientalismo, sem topografia, com a pop KMS a navegar sem terra à vista. “On My Mind”, o segundo tema, estabelece algumas das regras desta colaboração: ritmo King Midas Sound, pressão sonora suave de The Bug, vozes de Kiki Hitomi e Roger Robinson, e a electrónica fractal de Fennesz. Pensámos que esta seria uma receita certeira, mas nunca supusemos que fosse tanto: tudo parece unir-se sem esforço, com Fennesz a dar uma espécie de quarta-dimensão à música de The Bug, criando profundidades e altitudes que atribuem a KMS uma espécie de novo padrão para a sua música. (Vai ser difícil ouvir o trio sem a presença do austríaco. Querem apostar?) Sim, sabemos que tanto The Bug como Fennesz testam os limites dos sistemas de som, mas ouve-se qualquer tema de “Edition 1″ e não se espera que se ouça um segundo sem que o volume nos mexa com o esqueleto. Há um poder de fogo que nos escapa da compreensão e só nos resta recebê-lo de peito aberto. Um grande disco que expande, em muito, a música de ambas as partes. Fãs de todos os terrenos: não hesitem, “Edition 1″ é mesmo valente. (Edição dupla com o segundo disco em versão instrumental. Não desprezem ambas as viagens!)

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 6 Novembro, 2014

FENNESZ Venice (10th Anniversary Edition) 2LP

€ 24,50 € 20,50 2LP (10th Anniversary Edition) Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TO53V-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TO53V-5.mp3]

É impossível pensarmos que depois de “Endless Summer” não haja mais génio e mais ideias de Fennesz, mas a fasquia colocara-se tão elevada que é preciso medir bem os movimentos para que tudo não colapse. Os olhos e ouvidos estavam todos neste regresso – embora ligeiramente falso, pois temos ouvido muito Fennesz por aí, com FennO’Berg, sobretudo – e a pressão às vezes funciona muito bem. Depois de ter sozinho colocado o contagem a zeros, em 2001, com “Endless Summer”, o austríaco volta a cozinhar um lento borbulhar digital cheio de natureza dentro, como se abríssemos uma caixa com um mundo miniatura em paz no seu interior. Nem mesmo as muralhas de som – que ao vivo são mais muralhas que nas audições que fazemos em nossa casa -, em “Circassian”, por exemplo, nos convencem que este não é um disco de pormenor e reconfortante proximidade. Nesse momentos é a guitarra que espoleta o rock que há na música de Fennesz. No restante percurso de “Venice” impera a calma, transitória – a presença de David Sylvian em “Transit”, apenas cunha essa passagem -, contemplativa, mágica. Numa altura em que prolifera a música de computador, quando já conseguimos ligar processos a sons, precisa-se, e muito, das ideias dentro da máquina. Por isso, “Venice” é, arriscamos, tão bom quanto foi “Endless Summer”.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 5 Maio, 2014

FENNESZ Bécs CD / LP

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego

€ 21,50 € 18,95 LP (gatefold) Editions Mego

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO165CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO165CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO165CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO165CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO165CD-5.mp3]

Já fizemos as contas: “Endless Summer” tem a idade da Flur. Se precisávamos de um marco temporal na nossa vida de loja – não precisamos, mas é sempre um factóide curioso -, este disco de Fennesz pode medir a distância que nos separa do nascimento da ideia Flur. Podíamos deixar de lado os sentimentalismos, mas “Endless Summer” e esta fase tropical do austríaco mete-se a jeito, e não há melhor banda sonora para ilustrar todas as recordações. Foi um dos discos mais vendidos da Mego, da Flur e agitou toda uma geração que pegou no portátil para fazer a sua música. Tudo fácil, mas Fennesz só há um e até aos dias de hoje ele marca o seu próprio ritmo, mesmo quando foge do seu Verão. Talvez tivesse sido uma obra que tenha marcado em demasia a sua carreira, mas, ao dar-nos “Bécs”, vamos assumir que não, que é bom voltar a um lugar onde fomos todos felizes. “Bécs” é o segundo volume para o espírito inquieto de “Endless Summer”, a continuação daquela languidez digital incrível que parece aquecer-nos como um final de dia. Esperem o óbvio e o muito bom: ondas electrónicas que nos refrescam, guitarras que explodem como ondas nas rochas, aquele balanço fantástico (e imponderável) entre o cristalino do binário e a rugosidade da electricidade rock. Ao vivo, Fennesz esmaga-nos com o volume, mas em casa só nos apetece chegar aos vermelhos. É essa ambiguidade incrível que este Verão Interminável tem nas suas mãos: tão depressa nos embala, como nos agiganta para grandes feitos. O único senão é ter chegado tarde, mas, mesmo assim, “Bécs” parece ter estofo de clássico e aguentar o embate do tempo. A não perder!

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 11 Outubro, 2012

FENNESZ Fa 2012 12″

€ 16.50 € 12.95 12″ Editions Mego  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO151-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO151-2.mp3]


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Segunda-feira, 20 Agosto, 2012

CÉDRIC STEVENS The Syncopated Elevators Legacy LP

€ 19,50 2LP Discrepant  ENCOMENDAR

Inclui remisturas de Fennesz, Leyland Kirby, Sylvain Chauveau, My Cat Is An Alien, Burning Star Core e Motion Sickness Of Time Travel.


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 6 Julho, 2012

FENNESZ Aun CD

€ 14,50 € 12,50 CD Ash International

[audio:http://www.flur.pt/mp3/ASH95-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASH95-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASH95-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASH95-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/ASH95-5.mp3]

O livro dentro do CD traz-nos 28 páginas onde podemos sentir visualmente o que é o filme “AUN” de Edgar Honetschläger – provavelmente esta será a única maneira de ver o filme, que conta a história de um cientista japonês que vê o seu trabalho em torno das energias alternativas prosseguido por um matemático brasileiro, depois da sua trágica morte vinte anos antes. Mas, como todos deverão esperar, a música original de Fennesz para esta banda sonora pode bem dispensar as imagens, recorrendo ela própria à criação de todo um filme imaginário, parte abstracto, parte feito por todas as informações que circulam na nossa cabeça. Música atmosférica, que preenche todos os espaços livres com aquelas filigranas que são mais que identificáveis mas que nunca deixam de nos levitar. Três temas com o piano suspenso de Ryuichi Sakamoto trazem um colorido extra a um álbum que, tal como todos as obras de Fennesz, não falha nunca os seus objectivos. Parece doentio recomendar todos os discos do austríaco, mas o que se pode fazer depois de ouvir este “AUN” senão pedir-vos, pelo menos, para fazer o mesmo?

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 12 Janeiro, 2012

FENNESZ + SAKAMOTO Flumina 2CD

€ 17,50 € 13,50 CD Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TONE46-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TONE46-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TONE46-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TONE46-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TONE46-5.mp3]

A primeira edição de “Flumina” aconteceu no Verão, na editora de Sakamoto. Com a ausência de um lançamento mais ocidental, metade do mundo ficou em pânico com a perspectiva de falhar um disco destes, ou com a possibilidade de termos todos que largar bons euros por um disco – ainda por cima, duplo. Mas, no final do ano, a boa nova veio da sempre reconfortante Touch que colocou “Flumina” mesmo ao pé de nós. “Sala Santa Cecilia” e “Cendre” foram as duas anteriores colaborações, “Flumina” fulmina-nos com vinte e quatro temas feitos com base em improvisações em piano feitas por Ryuichi Sakamoto durante uma digressão. Depois de 24 concertos, os 24 temas foram enviados a Christian Fennesz para posterior processamento electrónico. Nova Iorque foi a última paragem para finalizarem em conjunto esta nova obra. “Flumina” é um monstro ambiental, um épico em surdina, duas horas de arabescos acústicos em serpenteio romântico com pequenas faíscas digitais, com tudo envolto em orquestrações electrónicas flutuantes. São duas horas, mas poderiam ser muito mais. E Sakamoto, depois de “Summvs” com Alva Noto, é um dos nossos homens de 2011 preferidos para se ter ao lado num álbum. Fantástico duplo álbum.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 11 Novembro, 2011

FENNESZ Seven Stars MCD / 10″

€ 7,50 MCD Touch

€ 8,50 10″ Touch

[audio:http://www.flur.pt/mp3/TOUCHTONE44-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TOUCHTONE44-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TOUCHTONE44-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/TOUCHTONE44-4.mp3]

Não é ainda o sucessor de “Black Sea”, um fantástico regresso de Fennesz no já longínquo ano de 2008, mas serve para nos acalmar e dar-nos quatro temas incríveis que são tão inebriantes quanto fenneszianos. Este mini-álbum começa com “Liminal”, um calórico cupcake de 3 minutos que começa e se sustenta com guitarra, mostrando o lado mais “Endless Summer” que o austríaco tão bem inventou e explora. Belíssimo, frágil e emocionante, ou não fosse inspirado pelo local onde foi criado: Bali. Mas tanto “July” como “Shift”, a seguir, colocam a sua electrónica com os olhos nas estrelas, oferecendo mais ambientalismo de céu limpo do que o normal, planando sem atrito, sem grandes desvios de rota. “Seven Stars”, que fecha o disco, volta às memórias do rock de Christian Fennesz e conta com a surpreendente visita da bateria de Steven Hess (Robert Hampson e Pan American). São outros três minutos inspiradores, nostálgicos, com a percussão arrastada mas muito próxima dos nossos ouvidos, prometendo, a julgar pelo próprio Fennesz, futuras colaborações. Sabe a pouco, claro, mas olhar para as estrelas deve ser sempre uma pausa e nunca um trabalho a tempo inteiro.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 24 Setembro, 2010

ONEOHTRIX POINT NEVER + ANTONY & FENNESZ
Returnal 7″

€ 8,95 € 7,50 7″ Editions Mego  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/EMEGO104X-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/EMEGO104X-2.mp3]

É verdade, vocês sabem: Oneohtrix Point Never tem conquistado toda a gente – o seu grande disco, “Rifts”, que compilava de modo cuidado o enorme output criativo, está entretanto esgotado na editora e sem perspectiva de reedição -, e foi com alguma surpresa que até Peter Rehberg foi atrás da sua intensidade sonora. “Returnal” é um disco raro na colecção da Mego, mas amplamente justificado. Daniel Lopatin é um mestre na arquitectura analógica e as suas peças são pequenos cosmos emocionais. E levando a emoção à boca, “Returnal” também é o nome de uma proto-canção no álbum, cantada pelo próprio Lopatin, que em single vê outras luzes com duas versões inesperadas: bom, uma é de facto inesperada, ao ter Antony ao microfone a recriar uma balada perfeita; a outra, menos surpreendente, mas igualmente especial, tem Fennesz como remisturador do lado A, colocando a canção num hiperespaço de cordenadas Terre Thaemlitzianas. Dois temas embalados em design Stephen O’Malley e prontos para valer o seu peso em ouro daqui por uns tempos.

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 28 Maio, 2010

FENN O’BERG In Stereo CD / 2LP

fenn o berg

€ 16,50 € 12,95 CD Editions Mego  ENCOMENDAR

€ 21,50 € 17,95 2LP Editions Mego  ENCOMENDAR

Digam o que disserem, receber um disco novo de Fenn O’Berg é um momento que nos obriga a suspirar de ansiedade e a preparar bem a hora seguinte (mais concretamente 56 minutos) para ouvirmos o que aqui se passa. Ou seja, Jim O’Rourke, Peter Rehberg e Fennesz, três dos mais esclarecidos estetas sonoros das últimas décadas a dedicarem o seu tempo para interagirem com os seus computadores. Em trio, a fórmula tem sido sempre a mesma: construção na hora de paisagens artificiais, quase sempre ambientais, em torno da manipulação e criação digital. “In Stereo” não corrompe, por isso, nada do que tem sido feito nos anteriores álbuns e isso motiva-nos ainda mais. Seis partes sonoras, todas muito longas, em que com alguma atenção se percebe o domínio de cada um sobre os restantes, o que implica que, por exemplo, o silêncio de O’Rourke seja intimidador, o ambientalismo de Fennesz seja apaziguador e o digital de Rehberg seja desafiante. Imaginem então isto tudo junto, bem organizado, com princípio, meio e fim. Se imaginaram correctamente, irão ter um disco que vos encherá as medidas.

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 12 Fevereiro, 2010

SPARKLEHORSE + FENNESZ In The Fishtank 15 CD

€ 17,50 € 12,95 LP Konkurrent

Finalmente em disco aquilo que muitos pensaram que faria sentido durante tanto tempo. Porque Fennesz foi o músico electrónico que mais conseguiu assumir a etiqueta indie, porque ele próprio sempre manifestou um apego exterior ao rock e às canções, e porque não tem havido nada mais cool do que estar à fente de um computador com uma guitarra. Em 2007, Christian Fennesz e Sparklehorse decidiram levar a sério o que uma pequena série de colaborações tinha desvendado: uma química recíproca especial na construção de ambientes. Em conjunto, esta parceria age como uma encarnação de uma banda slow-core ligada a uma fonte interminável de estática digital. Há mais dinâmicas por causa de Sparklehorse, há mais profundidade por causa de Fennesz, há algo único e irrepetível por aqui. E dizemos isto sabendo que, embora este “In The Fishtank” não seja uma obra-prima, acaba por ser uma boa surpresa pelo modo perscrutador e desafiante como os músicos encararam esta aventura. “NC Bongo Buddy” mostra, nos seus quase 12 minutos, que é a electrónica que liderou o ataque, mas o rock foi atrás com total bravia. E isso merece ser ouvido.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 31 Dezembro, 2008

Flur: favoritos 2008 ÁLBUNS


Este ano foi mesmo verdade, aliás, foi mais verdade do que noutros anos: os doze meses foram pouco tempo para fazer tudo o que gostaríamos de ter feito. É a eterna frustração de estar vivo mas também o eterno fascínio, não conseguir fazer tudo e poder esperar fazê-lo no futuro. Se é certo que a água tende a rarear, isso já é um facto preocupante com o Tempo. Vivemos na utopia permanente de que “no final desta semana é que é”
mas nunca é : (
Vivemos, também, num meio em progressiva desagregação. Foram várias as falências, desaparecimentos e recuos no meio musical físico que nos afectaram directamente. À nossa volta abre-se cada vez mais espaço, por baixo de nós também. Como na generalidade do país (do mundo?) trabalharam-se mais e mais horas para os mesmos ou inferiores resultados. Mas foi outro ano excepcionalmente rico em termos de música, a verdadeira alma do negócio, e também excepcionalmente frustrante pela incapacidade de traduzir em vendas a música em que se acredita, porque, claro como a água, estamos na periferia do mercado e os objectos encarecem a cada passo que dão para chegar cá, onde o pouco que se produz não consegue de forma alguma ser atractivo para um consumo sustentável. Para muitos, uma loja física de discos é uma peça obsoleta na engrenagem, uma manutenção retrógada de um tipo de consumo em processo não de extinção mas de avanço para uma exclusividade que se teme inevitavelmente elitista, até pelos preços: o chamado “regresso do vinil” suscitou reedições mais luxuosas e, como tal, muito caras. Fomos abordados várias vezes para comentar esse regresso, encolhendo os ombros porque, para nós, o vinil existe da mesma forma desde que abrimos em 2001. A Flur cumpriu 7 anos e no aniversário desejámos coisas que não vamos dizer: algumas são feias e outras tão bonitas que se calhar são irreais, iam rir-se de nós.
Este é o último texto a ser escrito para o resumo do ano, e as palavras mais importantes que queremos transmitir são estas: muito obrigado a todos os que nos visitaram, telefonaram, escreveram, regatearam, concordaram e não concordaram, compraram e apoiaram, acreditem que em 2008 vocês foram ainda mais a razão da nossa existência.
O Lux e a rádio Oxigénio deixaram-nos espalhar informação por mais pessoas, a sua ajuda foi preciosa. O restaurante Bica do Sapato emprestou-nos a magnífica esplanada para a sessão Slight Delay em Outubro. E obrigado ao Tiago, Alcides e Joana, que trouxeram bolinhos, vinho e champanhe. É o que se leva desta vida : )


intro2008

20 álbuns que considerámos importantes em 2008.

Ano fragmentado nas escolhas, nenhum Panda Bear para carregar as almas de todos para aquele lugar bonito. Ainda assim, quando comparámos listas, Gala Drop foi unânime. Para uns de nós primeiro, para outros top 5, mas com sistema infalível de pontuações o resultado fez plena justiça ao nosso sentimento de que aqui está um disco perto de casa mas que alcança muito muito longe. No tempo e no espaço. Gala Drop procura o ilimitado, no amor que tem a todas as músicas. Sentimos isso, fez-nos muito felizes ao ouvir o disco e retribuímos da maneira tosca que os seres humanos têm: premiando.
Todos os outros discos ficaram inevitavelmente abaixo, mas este ano não conseguimos falar apenas de dez. São vinte os discos que achámos mais importantes em 2008. Não são todos os que existem, não ouvimos tudo o que se fez. Este é apenas o nosso universo. Obrigado por prestarem atenção.


gala_drop_100saint_dymphna_100high_places_100devotion_100K7225CD_NP0039_EU

1 GALA DROP “s/t” (Gala Drop)
Lisboa no centro do mundo, mas Lisboa também como espaço de absorção de inúmeras referências culturais das últimas quatro décadas, projectada por duas das pessoas que mais ajudaram a colocar esta cidade num mapa qualquer (decidam vocês qual) nos últimos anos: Tiago Miranda (Os Loosers, Dezperados, Slight Delay, etc.) e Nelson Gomes (antigo programador da ZDB, hoje Filho Único). A completar o trio, Afonso Simões (Fish & Sheep, Phoebus, Curia, etc.), um dos músicos mais talentosos da sua geração. Juntos gravaram o melhor álbum português das últimas duas décadas (Guilherme Gonçalves substituiu, entretanto, Tiago Miranda). O exagero pode ser levado para onde se quiser, por quem quiser. Mas é isso que se sente com “Gala Drop”, disco do presente onde linguagens do passado, de todos os cantos do mundo, história e cultura se fundem para marcar um tempo, uma geração, par a par com géneros, modas, gostos que a era da informação nos concede. É para isto que se faz música.

2 GANG GANG DANCE “Saint Dymphna” (Warp)
Esperámos muito por “Saint Dymphna” e o pouco que nos foi chegando era de chorar por mais. “House Jam” (canção do ano) foi de um teasing abusivo para quem suspirava pelo sucessor do genial “God’s Money”. Os Gang Gang Dance consolidaram a adaptação do seu som, da sua experimentação e da colagem, ao formato canção. É música de dança improvável, há muita coisa a acontecer para reagir mas também para nos deixar a pensar. É um disco de géneros, mas sem género. É a obra que melhor concretiza o caminho tomado hoje pelas bandas de Nova Iorque (Black Dice, Excepter e Gang Gang Dance) que mais contribuíram para a destruição e reinvenção do formato rock na canção de hoje.

3 HIGH PLACES “High Places” (Thrill Jockey)
Nada resta para inventar na música (dizem), mas ainda ninguém tinha tido o descaramento de imitar os Young Marble Giants (pelo menos tão bem). Este álbum homónimo é um seguimento natural da compilação de EPs lançada meses antes e confirma o estatuto de reis do minimalismo na pop-rock actual. Os High Places fizeram sentir que faltava algo nas nossas vidas, preenchido pelo vocabulário primitivo e repetitivo de Mary Pearson e Robert Barber. É obra soar tão bem hoje como da primeira vez, tão bonito e honesto.

4 BEACH HOUSE “Devotion” (Bella Union)
Falámos de “Devotion” em Março e parece que nunca nos abandonou desde então. Porque fomos gostando cada vez mais dele e porque o nosso affair culminou quando nos encontrámos todos – nós, vocês e eles – no Maxime e Passos Manuel, em Novembro. Ou seja, um longo ano de confessa paixão crescente pela voz sussurante e encantadora de Victora Legrand (grande nome, já agora) e pela delicada e hipnotizante companhia sonora de Alex Scally. Chamem-lhe shoegaze em surdina ou banda sonora perfeita para piscarmos o olho a alguém e fazermos o move perfeito. Como o álbum exactamente acima deste, terão havido poucos discos tão coesos durante 2008.

5 QUIET VILLAGE “Silent Movie” (!K7)
Tudo aquilo que Matt Edwards e Joel Martin prometiam com os maxis na Whatever We Want. Quase todas essas faixas estão aqui incluídas, mas o disco tem uma visão panorâmica que se sobrepõe à sensação de já as termos ouvido antes. “Silent Movie” é feito com excertos de muita música, é uma espécie de enorme re-edit de um passado musical abrangente, cuja estratificação por géneros deixa de fazer sentido. Música de filme, de bar, salão, campo (raramente de cidade), praia, de estrada e de alpendre. A todos se adapta e a todos quer mimar com os seus segredos ao ouvido.

dig_lazarus_dig_100black_habit_100lie_down_in_the_light_100agio_100microcastle_100

6 NICK CAVE & THE BAD SEEDS “Dig!!! Lazarus Dig!!!” (Mute)
Sempre tivemos o maior respeito por Nick Cave – a relação vem de muito, muito longe – mas “Dig!!! Lazarus Dig!!! fez com que fossemos surpreendidos pelo soberbo punch, violentamente criativo, repleto de ideias e histórias. A começar com o próprio papel de Cave, que aqui só nos faz lembrar a personagem de Daniel Day-Lewis em “There Will Be Blood”, apesar de ter sido noutro western que acabou por fazer a sua aparição – “The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford”. Isto só pode significar que a sua música cada vez mais sugere imagens e enredos, e isso significa que Cave está no controlo das operações com o nervo que recentemente pensámos extinto.

7 RINGS “Black Habit” (Paw Tracks)
Anteriormente First Nation, as Raincoats de Brooklyn séc. XXI chamam-se agora Rings e mantêm aquilo que nos fascinou em “First Nation”. “Black Habit” é rebeldia madura, o “Odyshape” de uma década que criou o seu próprio pós-punk e não lhe conseguiu dar um nome para mais tarde recordar. Contudo, nada disto é pós-punk, e sim um registo de sensibilidade e sensualidade femininas, caloroso, sedutor, atípico e corajoso. É o charme da ausência, da estranheza, da liberdade e dos sonhos que estas três raparigas conseguem recriar e transpor para as suas canções. E não houve nenhuma outra em 2008 como “Teepee”.

8 BONNIE ‘PRINCE’ BILLY “Lie Down In The Light” (Domino)
Passou ao lado porque é normal que canse ver Will Oldham associado a tantos discos. E se a desculpa é haver tanta coisa para ouvir, a resposta é que o lugar para os grandes oradores da canção americana estará sempre garantido. É, para nós, o seu melhor disco desde “Master & Everyone”, já longe do negrume de outros dias, agora a sua música não é marcada pela ausência, mas por uma jovialidade que seria difícil de encontrar há uns anos. Não há muita gente que mude tanto e se mantenha intacta. Génio.

9 BERNARDO DEVLIN “Ágio” (Nau)
A questão é extremamente simples: que disco português vocês ouviram, assim, na vossa vida? Mas a resposta é ainda mais simples: nenhum. Não é, obviamente, a raridade que valoriza “Ágio”. São as suas canções únicas, despojadas e na nossa cara, sem artifícios, sem decorações, apenas com a voz performativa de Devlin e os seus impressionantes arranjos semi-acústicos e semi-electrónicos que nos hipnotizam e espantam a cada revisitação. Parece um disco perdido no tempo, mas também parece um disco para uma ideia de futuro. A vantagem é podermos ouvi-lo agora mesmo. Não é para todos, é verdade; é para quem quer.

10 DEERHUNTER “Microcastle / Weird Era Cont.” (4AD)
Bradford Cox não só conquistou o lugar de perturbadinho da música independente norte-americana como tornou muito difícil o papel da figura que se lhe seguir. Além disso, foi responsável por dois dos melhores lançamentos que vimos sair neste ano, a solo como Atlas Sound (“Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel”) e este “Microcastle” com a banda que o popularizou, os Deerhunter. Obra incrível, marcante, a assinar shoegaze em nome próprio. Coisa rara nos dias que correm.

the_age_of_the_understatement_100vasco_100oracular_spectacular_100everything_everything_100debt_dept_100

11 THE LAST SHADOW PUPPETS “The Age Of The Understatement” (Domino)
A ideia de um disco de época não é exactamente empolgante, mas “The Age Of The Understatement”, embora soando como um grande disco de 1968, é desconcertante de tão perfeito nas melodias vocais atribuídas à maioria das canções que compõem o álbum. Metade Arctic Monkeys (Alex Turner) e metade Rascals (Miles Kane), é um glorioso hino a um certo classicismo orquestral na pop de 60s (obviamente Scott Walker). Oiçam estas canções quase todas perfeitas, reparem como se canta para uma rapariga de quem se gosta. “Standing Next To Me” é a canção power pop do ano.

12 RICARDO VILLALOBOS “Vasco” (Perlon)
Enquanto os indicadores apontam agora para longe da ideia de minimal praticada por uma legião de produtores na segunda metade desta década, Ricardo Villalobos mantém-se ocupado, em campeonato próprio, a aprimorar a sua noção de tempo e espaço. É de ciência que se trata, embora uma ciência que também é emocional na forma como desperta suspiros de adesão. Quatro faixas longas, e perdoem o cliché mas mais uma vez temos de ouvir faixas longas de Villalobos porque não é música de mudanças súbitas, muito menos de crescendos. “Vasco” parece acontecer inteiramente dentro de uma bolha imaculada onde nada consegue falhar, mesmo que provoque o erro.

13 MGMT “Oracular Spectacular” (Sony/BMG)
Hit atrás de hit, é difícil nomear as canções de que gostámos em “Oracular Spectacular”. Pop por excelência, coração apontado para o psicadelismo e explosões dos Flaming Lips, mas cabeça virada para os flashes e imediatismo orelhudo que colocou estas canções em tudo o que era sítio e “actual”. É o efeito maior do que a vida durante quinze minutos, o disco que levaríamos para uma ilha deserta durante aquele mês e meio em que não conseguimos parar de o ouvir.

14 SIMON BOOKISH “Everything/Everything” (Tomlab)
Simon Bookish segue a longa tradição da pop intelectual, ávida de referências literárias (e neste caso também científicas) para complementar a sua óbvia necessidade de ser popular (ou não se chamaria pop). A visão particular de Simon Bookish faz-se a partir de uma concentração pomposa de Divine Comedy, Pulp, Final Fantasy e Felix Kubin, resultando em canções clássicas, energéticas e espertas, à espera de uma mera distracção para conquistarem o mundo. Termina com “Colophon”, que diz “If I died tomorrow, what difference the tie I used?”

15 EXCEPTER “Debt Dept.” (Paw Tracks)
Num ano em que “Saint Dymphna” dos Gang Gang Dance despertou muita gente para o lado pop de uma geração de músicos vindos de Nova Iorque que cresceu ao longo desta década, “Debt Dept.” foi uma espécie de preâmbulo de todo esse acontecimento. Disco “comercial”, o possível para uma das bandas mais inventivas deste século e que nunca nos deixou ficar mal. O êxtase de outros dias foi substituído pela batida e uma pérfida piscadela de olho à música popular.

black_sea_100the_dead_bears_100Printnouns_100hazyville_100

16 FENNESZ “Black Sea” (Touch)
Parece estranho que Fennesz, que tantos discos teve com o seu nome nos últimos anos, só apareça nas listas quando faz um álbum a solo. Correndo o risco de sermos injustos, o seu mundo ganha cores e relevos impressionantes quando está sozinho e expõe tudo aquilo que sabe fazer tão bem. Em “Black Sea” há um equilíbrio estonteante entre o doce e o amargo, e nem mesmo todo o lado noise e experimental do seu vento electrónico parece afastar a atracção que Fennesz consegue impor em tanta gente. Foi lindo ver “Black Sea” como um dos discos mais vendidos na Flur (lista a divulgar para a semana), mas mais lindo ainda é ouvi-lo e ficar com vontade de repetir a audição.

17 NEWWORLDAQUARIUM “The Dead Bears” (Delsin)
Com edição em vinil em 2007, CD apenas em 08, “The Dead Bears” estendeu o seu poder narcótico por mais um ano. Quente e coeso como Burnt Friedman na fase Nonplace Urban Field (oiçam “Nike Air” de 1996), este é um álbum que recicla habilmente várias heranças associadas à música de dança para as reintroduzir no loop contemporâneo. Há aqui sobretudo muito da cultura de re-edits que alimentou a primeira vaga de house e muito do ambientalismo pós-techno que sonorizou salas de chill-out há 15 anos.

18 FLEET FOXES “s/t” (Bella Union)
Álbum barroco para as massas, sem masoquismo ou excentricidade nefasta. “Fleet Foxes” é Neil Young em 2008 ou Brian Wilson a tripar noutra maré, mas também deve muito à folk inglesa de finais de sessenta e da década de setenta (Fairport Convention e Steeleye Span, por ex.). Cinco jovens de Seattle recuperaram um imaginário hippie “easy rider”, coloriram-no e tornaram tudo tão infantil quanto onírico, num dos álbuns que maior consenso crítico reuniu em 2008.

19 NO AGE “Nouns” (Sub Pop)
“Weirdo Rippers” era uma recolha de trabalhos deste duo, distribuídos localmente ou de edição limitada, que num todo não formavam matéria consistente para um álbum. Passou ao lado, infelizmente, mas “Nouns”, longa-duração à séria, chamou a atenção do mundo para si e revelou um lado mais pop de Randy e Dean, fundindo Beach Boys/Nirvana/Black Flag/Black Dice em canções imediatas e inesgotáveis. O concerto na Zé dos Bois confirmou esse estado de glória; 2008 foi um ano também deles, tal como 2007 já o havia sido.

20 ACTRESS “Hazyville” (Werk)
Quando parecia que o 2008 seria, graças a Zomby e ao seu testemunho ácido, um grande ano de regresso da Werk, eis que o seu patrão decide mostrar como se eleva a fasquia reanimando o nome de combate Actress e colocando “Hazyville” no mercado numa altura suficientemente tardia para se camuflar na paisagem e passar despercebido à maioria das pessoas. Connosco não resultou, pois seria criminoso ignorar 45 minutos de total hipnose sonora, feita como se Londres fosse o ponto intermédio entre a nova população techno de Detroit e o ritmo empoeirado de Berlim. Naturalmente que os ecos desta revelação se irão sentir por 2009 adentro, pois há quem fale em obra-prima por aqui.

 


/ / Etiquetas: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 19 Dezembro, 2008

FENNESZ, DAFELDECKER, BRANDLMAYR Till The Old World’s Blown Up And A New One Is Created 2CD

€ 13,95 2CD Mosz  ENCOMENDAR

Quase inesperadamente, a Mosz sobrevive à morte de muitas editoras de electrónica e, no final de 2008, consegue editar um álbum (duplo, para todos os efeitos) que, pelos intervenientes, obriga a virar algumas cabeças e até fazer parar um carro ou outro. Nenhum deles precisa de apresentação, mas como temos que escrever umas linhas para este texto ficar do mesmo tamanho que os outros, há a dizer que Christian Fennesz é muitas vezes referido como o mais relevante estratega da música de computador e que o seu “Black Sea” é dos discos que mais vendemos este ano por cá; que Martin Brandlmayr é a encarnação do baterista moderno perfeito, atento ao ritmo e aos detalhes subliminares da electrónica, dono da propulsão Radian e Trapist; e Werner Dafeldecker faz parte da cena há mais de 20 anos, fundou a Durian e fez uma mini-revolução no rock bastardo quando agitou as águas a bordo dos Shabotinski. Dos três austríacos esperava-se algo que não é possível ouvirmos: um combo rock, de guitarra, baixo e bateria. Em vez disso, ouvimos um intrigante jogo fantasmagórico entre os músicos, os seus instrumentos e o silêncio, depois de quatro anos de testes, aperfeiçoamento e finalização. No disco 2, os pedaços originais desta aventura toda, com cada músico a tomar controlo criativo em cada um dos três temas: Fennesz espraia o seu romantismo lânguido em final de tarde, Dafeldecker recicla memórias de Radian em formato ambiental centrifugado, e Brandlmayr recupera o tal sonho rock que nunca se concretizou. Muita gente importante, muitas ideias, muito bom.

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »