<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>blog.FLUR.pt &#187; Fennesz</title>
	<atom:link href="http://blog.flur.pt/tag/fennesz/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blog.flur.pt</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Sep 2010 17:57:09 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Sparklehorse+Fennesz &#8220;In The Fishtank&#8221; em stock &#8211; Preço Especial!</title>
		<link>http://blog.flur.pt/2010/02/12/sparklehorsefennesz-in-the-fishtank-em-stock-preco-especial/</link>
		<comments>http://blog.flur.pt/2010/02/12/sparklehorsefennesz-in-the-fishtank-em-stock-preco-especial/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 16:58:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>flur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidade]]></category>
		<category><![CDATA[Fennesz]]></category>
		<category><![CDATA[Konkurrent]]></category>
		<category><![CDATA[Sparklehorse]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.flur.pt/?p=6464</guid>
		<description><![CDATA[
SPARKLEHORSE+FENNESZ
In The Fishtank 15
CD / LP Konkurrent &#8211; 16.50 eur 12.50 eur
Finalmente em disco aquilo que muitos pensaram que faria sentido durante tanto tempo. Porque Fennesz foi o músico electrónico que mais conseguiu assumir a etiqueta indie, porque ele próprio sempre manifestou um apego exterior ao rock e às canções, e porque não tem havido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-6414" title="omar s plesetsk" src="http://www.konkurrent.nl/labels/img/fish15.jpg" alt="sparklehorse+fennesz" height="200" /></p>
<p><strong>SPARKLEHORSE+FENNESZ</strong><br />
In The Fishtank 15<br />
CD / LP Konkurrent &#8211; <strong><span style="text-decoration: line-through;">16.50 eur</span> <span style="color: #ff0000;">12.50 eur</span></strong></p>
<p>Finalmente em disco aquilo que muitos pensaram que faria sentido durante tanto tempo. Porque Fennesz foi o músico electrónico que mais conseguiu assumir a etiqueta indie, porque ele próprio sempre manifestou um apego exterior ao rock e às canções, e porque não tem havido nada mais cool do que estar à fente de um computador com uma guitarra. Em 2007, Christian Fennesz e Sparklehorse decidiram levar a sério o que uma pequena série de colaborações tinha desvendado: uma química recíproca especial na construção de ambientes. Em conjunto, esta parceria age como uma encarnação de uma banda slow-core ligada a uma fonte interminável de estática digital. Há mais dinâmicas por causa de Sparklehorse, há mais profundidade por causa de Fennesz, há algo único e irrepetível por aqui. E dizemos isto sabendo que, embora este &#8220;In The Fishtank&#8221; não seja uma obra-prima, acaba por ser uma boa surpresa pelo modo perscrutador e desafiante como os músicos encararam esta aventura. &#8220;NC Bongo Buddy&#8221; mostra, nos seus quase 12 minutos, que é a electrónica que liderou o ataque, mas o rock foi atrás com total bravia. E isso merece ser ouvido.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Ainda disponíveis:</span></strong><br />
<strong>FENNESZ <span style="font-weight: normal;">03_02_00 Live At Revolver Melbourne, MCD Touch &#8211; 6.50 eur</span></strong><br />
<strong>FENNESZ<span style="font-weight: normal;"> Field Recordings 1995-2002, CD Touch &#8211; 12.50 eur<br />
<strong>FENNESZ</strong> Venice, CD Touch &#8211; 14.50 eur &gt; 12.50 eur<br />
<strong>FENNESZ &amp; SAKAMOTO</strong> Sala Santa Cecilia, MCD Touch &#8211; 10.50 eur<br />
<strong>FENNESZ &amp; SAKAMOTO</strong> Cendre, CD Touch &#8211; 12.50 eur<br />
<strong>FENNESZ-JECK-MATTHEWS</strong> Amoroso, 7&#8243; Touch Seven &#8211; 5.95 eur<br />
<strong>FENNESZ </strong>Black Sea&#8221;, CD Touch &#8211; 14.50 eur &gt; 12.50 eur<br />
<strong>FENNESZ</strong> Transition, 7&#8243; Touch &#8211; 6.95 eur</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.flur.pt/2010/02/12/sparklehorsefennesz-in-the-fishtank-em-stock-preco-especial/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
<enclosure url="http://www.flur.pt/mp3/INTHEFISHTANK15-1.mp3" length="722944" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.flur.pt/mp3/INTHEFISHTANK15-2.mp3" length="722945" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.flur.pt/mp3/INTHEFISHTANK15-3.mp3" length="722935" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.flur.pt/mp3/INTHEFISHTANK15-4.mp3" length="722936" type="audio/mpeg" />
<enclosure url="http://www.flur.pt/mp3/INTHEFISHTANK15-5.mp3" length="722939" type="audio/mpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>2008: os nossos álbuns favoritos</title>
		<link>http://blog.flur.pt/2009/01/09/2008-os-nossos-albuns-favoritos/</link>
		<comments>http://blog.flur.pt/2009/01/09/2008-os-nossos-albuns-favoritos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 19:51:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>flur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Top]]></category>
		<category><![CDATA[2008]]></category>
		<category><![CDATA[Actress]]></category>
		<category><![CDATA[Beach House]]></category>
		<category><![CDATA[Bernardo Devlin]]></category>
		<category><![CDATA[Bonnie 'Prince' Billy]]></category>
		<category><![CDATA[Deerhunter]]></category>
		<category><![CDATA[Excepter]]></category>
		<category><![CDATA[Fennesz]]></category>
		<category><![CDATA[Fleet Foxes]]></category>
		<category><![CDATA[Gala Drop]]></category>
		<category><![CDATA[Gang Gang Dance]]></category>
		<category><![CDATA[High Places]]></category>
		<category><![CDATA[Last Shadow Puppets]]></category>
		<category><![CDATA[MGMT]]></category>
		<category><![CDATA[Newworldaquarium]]></category>
		<category><![CDATA[Nick Cave]]></category>
		<category><![CDATA[No Age]]></category>
		<category><![CDATA[Quiet Village]]></category>
		<category><![CDATA[Rings]]></category>
		<category><![CDATA[Simon Bookish]]></category>
		<category><![CDATA[Villalobos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.flur.pt/?p=933</guid>
		<description><![CDATA[
20 álbuns que considerámos importantes em 2008.
Podem consultar aqui textos e listas mais pessoais e também de convidados que acederam em partilhar connosco as suas visões do ano que passou. Jornalistas, promotores, músicos, DJs, etc., portugueses e não só.

1   GALA DROP &#8220;s/t&#8221; (Gala Drop)
Lisboa no centro do mundo, mas Lisboa também como espaço [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/intro2008.jpg" alt="intro2008" title="intro2008" width="600" height="272" class="alignnone size-full wp-image-962" /></p>
<p><em>20 álbuns que considerámos importantes em 2008.<br />
Podem consultar <a href="http://www.flur.pt/FLUR/2008.html">aqui </a>textos e listas mais pessoais e também de convidados que acederam em partilhar connosco as suas visões do ano que passou. Jornalistas, promotores, músicos, DJs, etc., portugueses e não só.</em></p>
<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/gala_drop_100.jpg" alt="gala_drop_100" title="gala_drop_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-938" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/saint_dymphna_100.jpg" alt="saint_dymphna_100" title="saint_dymphna_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-939" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/high_places_100.jpg" alt="high_places_100" title="high_places_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-940" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/devotion_100.jpg" alt="devotion_100" title="devotion_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-942" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/silent_movie_100.jpg" alt="K7225CD_NP0039_EU" title="K7225CD_NP0039_EU" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-943" /></p>
<p><strong>1   GALA DROP &#8220;s/t&#8221; (Gala Drop)</strong><br />
Lisboa no centro do mundo, mas Lisboa também como espaço de absorção de inúmeras referências culturais das últimas quatro décadas, projectada por duas das pessoas que mais ajudaram a colocar esta cidade num mapa qualquer (decidam vocês qual) nos últimos anos: Tiago Miranda (Os Loosers, Dezperados, Slight Delay, etc.) e Nelson Gomes (antigo programador da ZDB, hoje Filho Único). A completar o trio, Afonso Simões (Fish &#038; Sheep, Phoebus, Curia, etc.), um dos músicos mais talentosos da sua geração. Juntos gravaram o melhor álbum português das últimas duas décadas (Guilherme Gonçalves substituiu, entretanto, Tiago Miranda). O exagero pode ser levado para onde se quiser, por quem quiser. Mas é isso que se sente com &#8220;Gala Drop&#8221;, disco do presente onde linguagens do passado, de todos os cantos do mundo, história e cultura se fundem para marcar um tempo, uma geração, par a par com géneros, modas, gostos que a era da informação nos concede. É para isto que se faz música.</p>
<p><strong>2   GANG GANG DANCE &#8220;Saint Dymphna&#8221; (Warp)</strong><br />
Esperámos muito por &#8220;Saint Dymphna&#8221; e o pouco que nos foi chegando era de chorar por mais. &#8220;House Jam&#8221; (canção do ano) foi de um teasing abusivo para quem suspirava pelo sucessor do genial &#8220;God&#8217;s Money&#8221;. Os Gang Gang Dance consolidaram a adaptação do seu som, da sua experimentação e da colagem, ao formato canção. É música de dança improvável, há muita coisa a acontecer para reagir mas também para nos deixar a pensar. É um disco de géneros, mas sem género. É a obra que melhor concretiza o caminho tomado hoje pelas bandas de Nova Iorque (Black Dice, Excepter e Gang Gang Dance) que mais contribuíram para a destruição e reinvenção do formato rock na canção de hoje.</p>
<p><strong>3   HIGH PLACES &#8220;High Places&#8221; (Thrill Jockey)</strong><br />
Nada resta para inventar na música (dizem), mas ainda ninguém tinha tido o descaramento de imitar os Young Marble Giants (pelo menos tão bem). Este álbum homónimo é um seguimento natural da compilação de EPs lançada meses antes e confirma o estatuto de reis do minimalismo na pop-rock actual. Os High Places fizeram sentir que faltava algo nas nossas vidas, preenchido pelo vocabulário primitivo e repetitivo de Mary Pearson e Robert Barber. É obra soar tão bem hoje como da primeira vez, tão bonito e honesto.</p>
<p><strong>4   BEACH HOUSE &#8220;Devotion&#8221; (Bella Union)</strong><br />
Falámos de &#8220;Devotion&#8221; em Março e parece que nunca nos abandonou desde então. Porque fomos gostando cada vez mais dele e porque o nosso affair culminou quando nos encontrámos todos &#8211; nós, vocês e eles &#8211; no Maxime e Passos Manuel, em Novembro. Ou seja, um longo ano de confessa paixão crescente pela voz sussurante e encantadora de Victora Legrand (grande nome, já agora) e pela delicada e hipnotizante companhia sonora de Alex Scally. Chamem-lhe shoegaze em surdina ou banda sonora perfeita para piscarmos o olho a alguém e fazermos o move perfeito. Como o álbum exactamente acima deste, terão havido poucos discos tão coesos durante 2008.</p>
<p><strong>5   QUIET VILLAGE &#8220;Silent Movie&#8221; (!K7)</strong><br />
Tudo aquilo que Matt Edwards e Joel Martin prometiam com os maxis na Whatever We Want. Quase todas essas faixas estão aqui incluídas, mas o disco tem uma visão panorâmica que se sobrepõe à sensação de já as termos ouvido antes. &#8220;Silent Movie&#8221; é feito com excertos de muita música, é uma espécie de enorme re-edit de um passado musical abrangente, cuja estratificação por géneros deixa de fazer sentido. Música de filme, de bar, salão, campo (raramente de cidade), praia, de estrada e de alpendre. A todos se adapta e a todos quer mimar com os seus segredos ao ouvido.</p>
<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/dig_lazarus_dig_100.jpg" alt="dig_lazarus_dig_100" title="dig_lazarus_dig_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-945" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/black_habit_100.jpg" alt="black_habit_100" title="black_habit_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-946" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/lie_down_in_the_light_100.jpg" alt="lie_down_in_the_light_100" title="lie_down_in_the_light_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-947" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/agio_100.jpg" alt="agio_100" title="agio_100" width="123" height="100" class="alignnone size-full wp-image-948" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/microcastle_100.jpg" alt="microcastle_100" title="microcastle_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-949" /></p>
<p><strong>6   NICK CAVE &#038; THE BAD SEEDS &#8220;Dig!!! Lazarus Dig!!!&#8221; (Mute)</strong><br />
Sempre tivemos o maior respeito por Nick Cave &#8211; a relação vem de muito, muito longe &#8211; mas &#8220;Dig!!! Lazarus Dig!!! fez com que fossemos surpreendidos pelo soberbo punch, violentamente criativo, repleto de ideias e histórias. A começar com o próprio papel de Cave, que aqui só nos faz lembrar a personagem de Daniel Day-Lewis em &#8220;There Will Be Blood&#8221;, apesar de ter sido noutro western que acabou por fazer a sua aparição &#8211; &#8220;The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford&#8221;. Isto só pode significar que a sua música cada vez mais sugere imagens e enredos, e isso significa que Cave está no controlo das operações com o nervo que recentemente pensámos extinto. </p>
<p><strong>7   RINGS &#8220;Black Habit&#8221; (Paw Tracks)</strong><br />
Anteriormente First Nation, as Raincoats de Brooklyn séc. XXI chamam-se agora Rings e mantêm aquilo que nos fascinou em &#8220;First Nation&#8221;. &#8220;Black Habit&#8221; é rebeldia madura, o &#8220;Odyshape&#8221; de uma década que criou o seu próprio pós-punk e não lhe conseguiu dar um nome para mais tarde recordar. Contudo, nada disto é pós-punk, e sim um registo de sensibilidade e sensualidade femininas, caloroso, sedutor, atípico e corajoso. É o charme da ausência, da estranheza, da liberdade e dos sonhos que estas três raparigas conseguem recriar e transpor para as suas canções. E não houve nenhuma outra em 2008 como &#8220;Teepee&#8221;.</p>
<p><strong>8   BONNIE &#8216;PRINCE&#8217; BILLY &#8220;Lie Down In The Light&#8221; (Domino)</strong><br />
Passou ao lado porque é normal que canse ver Will Oldham associado a tantos discos. E se a desculpa é haver tanta coisa para ouvir, a resposta é que o lugar para os grandes oradores da canção americana estará sempre garantido. É, para nós, o seu melhor disco desde &#8220;Master &#038; Everyone&#8221;, já longe do negrume de outros dias, agora a sua música não é marcada pela ausência, mas por uma jovialidade que seria difícil de encontrar há uns anos. Não há muita gente que mude tanto e se mantenha intacta. Génio.</p>
<p><strong>9   BERNARDO DEVLIN &#8220;Ágio&#8221; (Nau)</strong><br />
A questão é extremamente simples: que disco português vocês ouviram, assim, na vossa vida? Mas a resposta é ainda mais simples: nenhum. Não é, obviamente, a raridade que valoriza &#8220;Ágio&#8221;. São as suas canções únicas, despojadas e na nossa cara, sem artifícios, sem decorações, apenas com a voz performativa de Devlin e os seus impressionantes arranjos semi-acústicos e semi-electrónicos que nos hipnotizam e espantam a cada revisitação. Parece um disco perdido no tempo, mas também parece um disco para uma ideia de futuro. A vantagem é podermos ouvi-lo agora mesmo. Não é para todos, é verdade; é para quem quer.</p>
<p><strong>10   DEERHUNTER &#8220;Microcastle / Weird Era Cont.&#8221; (4AD)</strong><br />
Bradford Cox não só conquistou o lugar de perturbadinho da música independente norte-americana como tornou muito difícil o papel da figura que se lhe seguir. Além disso, foi responsável por dois dos melhores lançamentos que vimos sair neste ano, a solo como Atlas Sound (&#8221;Let The Blind Lead Those Who Can See But Cannot Feel&#8221;) e este &#8220;Microcastle&#8221; com a banda que o popularizou, os Deerhunter. Obra incrível, marcante, a assinar shoegaze em nome próprio. Coisa rara nos dias que correm.</p>
<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/the_age_of_the_understatement_100.jpg" alt="the_age_of_the_understatement_100" title="the_age_of_the_understatement_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-950" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/vasco_100.jpg" alt="vasco_100" title="vasco_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-951" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/oracular_spectacular_100.jpg" alt="oracular_spectacular_100" title="oracular_spectacular_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-952" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/everything_everything_100.jpg" alt="everything_everything_100" title="everything_everything_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-953" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/debt_dept_100.jpg" alt="debt_dept_100" title="debt_dept_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-954" /></p>
<p><strong>11   THE LAST SHADOW PUPPETS &#8220;The Age Of The Understatement&#8221; (Domino)</strong><br />
A ideia de um disco de época não é exactamente empolgante, mas &#8220;The Age Of The Understatement&#8221;, embora soando como um grande disco de 1968, é desconcertante de tão perfeito nas melodias vocais atribuídas à maioria das canções que compõem o álbum. Metade Arctic Monkeys (Alex Turner) e metade Rascals (Miles Kane), é um glorioso hino a um certo classicismo orquestral na pop de 60s (obviamente Scott Walker). Oiçam estas canções quase todas perfeitas, reparem como se canta para uma rapariga de quem se gosta. &#8220;Standing Next To Me&#8221; é a canção power pop do ano.</p>
<p><strong>12   RICARDO VILLALOBOS &#8220;Vasco&#8221; (Perlon)</strong><br />
Enquanto os indicadores apontam agora para longe da ideia de minimal praticada por uma legião de produtores na segunda metade desta década, Ricardo Villalobos mantém-se ocupado, em campeonato próprio, a aprimorar a sua noção de tempo e espaço. É de ciência que se trata, embora uma ciência que também é emocional na forma como desperta suspiros de adesão. Quatro faixas longas, e perdoem o cliché mas mais uma vez temos de ouvir faixas longas de Villalobos porque não é música de mudanças súbitas, muito menos de crescendos. &#8220;Vasco&#8221; parece acontecer inteiramente dentro de uma bolha imaculada onde nada consegue falhar, mesmo que provoque o erro.</p>
<p><strong>13   MGMT &#8220;Oracular Spectacular&#8221; (Sony/BMG)</strong><br />
Hit atrás de hit, é difícil nomear as canções de que gostámos em &#8220;Oracular Spectacular&#8221;. Pop por excelência, coração apontado para o psicadelismo e explosões dos Flaming Lips, mas cabeça virada para os flashes e imediatismo orelhudo que colocou estas canções em tudo o que era sítio e &#8220;actual&#8221;. É o efeito maior do que a vida durante quinze minutos, o disco que levaríamos para uma ilha deserta durante aquele mês e meio em que não conseguimos parar de o ouvir.</p>
<p><strong>14   SIMON BOOKISH &#8220;Everything/Everything&#8221; (Tomlab)</strong><br />
Simon Bookish segue a longa tradição da pop intelectual, ávida de referências literárias (e neste caso também científicas) para complementar a sua óbvia necessidade de ser popular (ou não se chamaria pop). A visão particular de Simon Bookish faz-se a partir de uma concentração pomposa de Divine Comedy, Pulp, Final Fantasy e Felix Kubin, resultando em canções clássicas, energéticas e espertas, à espera de uma mera distracção para conquistarem o mundo. Termina com &#8220;Colophon&#8221;, que diz &#8220;If I died tomorrow, what difference the tie I used?&#8221;</p>
<p><strong>15   EXCEPTER &#8220;Debt Dept.&#8221; (Paw Tracks)</strong><br />
Num ano em que &#8220;Saint Dymphna&#8221; dos Gang Gang Dance despertou muita gente para o lado pop de uma geração de músicos vindos de Nova Iorque que cresceu ao longo desta década, &#8220;Debt Dept.&#8221; foi uma espécie de preâmbulo de todo esse acontecimento. Disco &#8220;comercial&#8221;, o possível para uma das bandas mais inventivas deste século e que nunca nos deixou ficar mal. O êxtase de outros dias foi substituído pela batida e uma pérfida piscadela de olho à música popular.</p>
<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/black_sea_100.jpg" alt="black_sea_100" title="black_sea_100" width="118" height="100" class="alignnone size-full wp-image-956" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/the_dead_bears_100.jpg" alt="the_dead_bears_100" title="the_dead_bears_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-957" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/fleet_foxes_100.jpg" alt="Print" title="Print" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-958" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/nouns_100.jpg" alt="nouns_100" title="nouns_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-959" /><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2009/01/hazyville_100.jpg" alt="hazyville_100" title="hazyville_100" width="100" height="100" class="alignnone size-full wp-image-960" /></p>
<p><strong>16   FENNESZ &#8220;Black Sea&#8221; (Touch)</strong><br />
Parece estranho que Fennesz, que tantos discos teve com o seu nome nos últimos anos, só apareça nas listas quando faz um álbum a solo. Correndo o risco de sermos injustos, o seu mundo ganha cores e relevos impressionantes quando está sozinho e expõe tudo aquilo que sabe fazer tão bem. Em &#8220;Black Sea&#8221; há um equilíbrio estonteante entre o doce e o amargo, e nem mesmo todo o lado noise e experimental do seu vento electrónico parece afastar a atracção que Fennesz consegue impor em tanta gente. Foi lindo ver &#8220;Black Sea&#8221; como um dos discos mais vendidos na Flur (lista a divulgar para a semana), mas mais lindo ainda é ouvi-lo e ficar com vontade de repetir a audição.</p>
<p><strong>17   NEWWORLDAQUARIUM &#8220;The Dead Bears&#8221; (Delsin)</strong><br />
Com edição em vinil em 2007, CD apenas em 08, &#8220;The Dead Bears&#8221; estendeu o seu poder narcótico por mais um ano. Quente e coeso como Burnt Friedman na fase Nonplace Urban Field (oiçam &#8220;Nike Air&#8221; de 1996), este é um álbum que recicla habilmente várias heranças associadas à música de dança para as reintroduzir no loop contemporâneo. Há aqui sobretudo muito da cultura de re-edits que alimentou a primeira vaga de house e muito do ambientalismo pós-techno que sonorizou salas de chill-out há 15 anos. </p>
<p><strong>18   FLEET FOXES &#8220;s/t&#8221; (Bella Union)</strong><br />
Álbum barroco para as massas, sem masoquismo ou excentricidade nefasta. &#8220;Fleet Foxes&#8221; é Neil Young em 2008 ou Brian Wilson a tripar noutra maré, mas também deve muito à folk inglesa de finais de sessenta e da década de setenta (Fairport Convention e Steeleye Span, por ex.). Cinco jovens de Seattle recuperaram um imaginário hippie &#8220;easy rider&#8221;, coloriram-no e tornaram tudo tão infantil quanto onírico, num dos álbuns que maior consenso crítico reuniu em 2008.</p>
<p><strong>19   NO AGE &#8220;Nouns&#8221; (Sub Pop)</strong><br />
&#8220;Weirdo Rippers&#8221; era uma recolha de trabalhos deste duo, distribuídos localmente ou de edição limitada, que num todo não formavam matéria consistente para um álbum. Passou ao lado, infelizmente, mas &#8220;Nouns&#8221;, longa-duração à séria, chamou a atenção do mundo para si e revelou um lado mais pop de Randy e Dean, fundindo Beach Boys/Nirvana/Black Flag/Black Dice em canções imediatas e inesgotáveis. O concerto na Zé dos Bois confirmou esse estado de glória; 2008 foi um ano também deles, tal como 2007 já o havia sido.</p>
<p><strong>20   ACTRESS &#8220;Hazyville&#8221; (Werk)</strong><br />
Quando parecia que o 2008 seria, graças a Zomby e ao seu testemunho ácido, um grande ano de regresso da Werk, eis que o seu patrão decide mostrar como se eleva a fasquia reanimando o nome de combate Actress e colocando &#8220;Hazyville&#8221; no mercado numa altura suficientemente tardia para se camuflar na paisagem e passar despercebido à maioria das pessoas. Connosco não resultou, pois seria criminoso ignorar 45 minutos de total hipnose sonora, feita como se Londres fosse o ponto intermédio entre a nova população techno de Detroit e o ritmo empoeirado de Berlim. Naturalmente que os ecos desta revelação se irão sentir por 2009 adentro, pois há quem fale em obra-prima por aqui.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.flur.pt/2009/01/09/2008-os-nossos-albuns-favoritos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Fennesz, Dafeldecker, Brandlmayr</title>
		<link>http://blog.flur.pt/2008/12/19/426/</link>
		<comments>http://blog.flur.pt/2008/12/19/426/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2008 16:12:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>flur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brandlmayr]]></category>
		<category><![CDATA[Dafeldecker]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques Lust]]></category>
		<category><![CDATA[Fennesz]]></category>
		<category><![CDATA[Mosz]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.flur.pt/?p=426</guid>
		<description><![CDATA[
FENNESZ, DAFELDECKER, BRANDLMAYR
Till The Old World&#8217;s Blown Up And A New One Is Created
2CD Mosz &#8211; 13.95 eur
Quase inesperadamente, a Mosz sobrevive à morte de muitas editoras de electrónica e, no final de 2008, consegue editar um álbum (duplo, para todos os efeitos) que, pelos intervenientes, obriga a virar algumas cabeças e até fazer parar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2008/12/fennesz-dafeldecker-brandlmayr.jpg" alt="fennesz-dafeldecker-brandlmayr" title="fennesz-dafeldecker-brandlmayr" width="200" height="200" class="alignnone size-full wp-image-429" /></p>
<p><strong>FENNESZ, DAFELDECKER, BRANDLMAYR</strong><br />
Till The Old World&#8217;s Blown Up And A New One Is Created<br />
2CD Mosz &#8211; 13.95 eur</p>
<p>Quase inesperadamente, a Mosz sobrevive à morte de muitas editoras de electrónica e, no final de 2008, consegue editar um álbum (duplo, para todos os efeitos) que, pelos intervenientes, obriga a virar algumas cabeças e até fazer parar um carro ou outro. Nenhum deles precisa de apresentação, mas como temos que escrever umas linhas para este texto ficar do mesmo tamanho que os outros, há a dizer que Christian Fennesz é muitas vezes referido como o mais relevante estratega da música de computador e que o seu &#8220;Black Sea&#8221; é dos discos que mais vendemos este ano por cá; que Martin Brandlmayr é a encarnação do baterista moderno perfeito, atento ao ritmo e aos detalhes subliminares da electrónica, dono da propulsão Radian e Trapist; e Werner Dafeldecker faz parte da cena há mais de 20 anos, fundou a Durian e fez uma mini-revolução no rock bastardo quando agitou as águas a bordo dos Shabotinski. Dos três austríacos esperava-se algo que não é possível ouvirmos: um combo rock, de guitarra, baixo e bateria. Em vez disso, ouvimos um intrigante jogo fantasmagórico entre os músicos, os seus instrumentos e o silêncio, depois de quatro anos de testes, aperfeiçoamento e finalização. No disco 2, os pedaços originais desta aventura toda, com cada músico a tomar controlo criativo em cada um dos três temas: Fennesz espraia o seu romantismo lânguido em final de tarde, Dafeldecker recicla memórias de Radian em formato ambiental centrifugado, e Brandlmayr recupera o tal sonho rock que nunca se concretizou. Muita gente importante, muitas ideias, muito bom.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.flur.pt/2008/12/19/426/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Campanha Touch</title>
		<link>http://blog.flur.pt/2008/12/02/posto-1/</link>
		<comments>http://blog.flur.pt/2008/12/02/posto-1/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 02:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>flur</dc:creator>
				<category><![CDATA[Promoção]]></category>
		<category><![CDATA[Fennesz]]></category>
		<category><![CDATA[Touch]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.flur.pt/?p=11</guid>
		<description><![CDATA[
Aproveitámos a edição de &#8220;Black Sea&#8221; (Fennesz) para colocar outros discos da Touch a preço reduzido até ao final de 2008. Vejam lista aqui, estão lá alguns títulos fundamentais da electrónica de fim de século/princípio de século.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2008/12/touch-logo2.jpeg"><img src="http://blog.flur.pt/wp-content/uploads/2008/12/touch-logo2.jpeg" alt="" title="touch-logo2" class="alignnone size-medium wp-image-36" /></a></p>
<p>Aproveitámos a edição de &#8220;Black Sea&#8221; (Fennesz) para colocar outros discos da Touch a preço reduzido até ao final de 2008. Vejam lista<a href="http://www.flur.pt/FLUR/touch.html"> aqui</a>, estão lá alguns títulos fundamentais da electrónica de fim de século/princípio de século.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.flur.pt/2008/12/02/posto-1/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
