Quinta-feira, 9 Outubro, 2014

FRANK ZAPPA & THE MOTHERS OF INVENTION Over-nite Sensation CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Em 1972, o combo “Waka/Jawaka” e “The Grand Wazoo”, fruto de alguns acidentes de percurso, atirou Zappa para o jazz (de vistas largas), longe das canções, como se o recolhimento o obrigasse a concentrar-se na escrita e em soberbas jam sessions. Fusão jazz rock no seu estado mais crisálido e cristalino. No ano seguinte, este “Over-Nite Sensation” devolve-nos Zappa em formato rock, com canções que são, de “Camarillo Brillo” a “Montana”, uma série de clássicos arrebatadores que ainda hoje abraçam recém-chegados à obra do mestre. A sério, tudo gemas, tudo música feliz, como se comprova pela rotação em palco nos concertos. Voltam os Mothers Of Invention, carimbando um apogeu criativo – mais um; andam a contá-los? – que, embora haja quem torça o nariz ao humor subversivo, é infalível e demolidor. Cronologicamente, o saco de obras-primas enche mas para “Over-Nite Sensation” não há outro elogio e adjectivo possível. Absolutamente essencial.

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Quinta-feira, 2 Outubro, 2014

FRANK ZAPPA The Grand Wazoo CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Leram o que escrevemos sobre “Waka / Jawaka”? É que um álbum de Zappa nunca começa e termina nesse mesmo disco. Há um contínuo que contamina obras adjacentes que ajudam a explicar alguma da narrativa e origem da sua música. “The Grand Wazoo” é o capítulo 2 de 1972 ou o lado B de “Waka / Jawaka”. Aprisionado fisicamente a uma convalescência forçada – um fã empurrou-o para fora do palco em Dezembro de 1971, deixando-o muitos meses em recuperação -, o empenho de Zappa em desenvolver uma escrita frenética para um maior grupo de músicos raiou a perfeição do seu rock cada vez mais contaminado pelo jazz. Nesse aspecto, este pode ser o disco para explicar a maturação da sua fusão, com uma transparência rara a que a distância aos acontecimentos obrigava. E, mais uma vez, ao olharmos para trás, vemos uma mente em velocidade estonteante a deitar fogo às convenções e a ter tempo para redigir novas regras. Um festim!

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Quinta-feira, 25 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA Chunga’s Revenge CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Terceiro álbum em 1970, “Chunga’s Revenge” é mais um disco a solo de Zappa, sem os Mothers, logo a seguir a “Hot Rats”. Nesta fase, o músico norte-americano parecia estar em fase de colagem e total curiosidade por géneros, músicos e atitudes. Talvez por isso o lado conceptual de álbuns anteriores seja menos presente e a dança entre estilos seja alucinante, mas isso não diminui a qualidade das suas composições e arranjos: bem pelo contrário, há uma riqueza extra na variedade e na utilização de novos músicos – um deles, George Duke, começaria aqui uma relação essencial com a obra de Zappa. Mistura entre estúdio e gravações ao vivo, “Chunga’s Revenge” dá-nos jazz (em modo standard e em modo free), alguns grandes solos de Zappa, algumas canções clássicas que aparecerão em edições futuras e o humor que vai marcar muitos e bons discos. Disco de transição? Sim, mas não acreditem em quem associa isso a menor qualidade na música de Zappa. “Chunga’s Revenge” não está no panteão mas é um disco soberbo que, por ser Zappa em modo não-Mothers, é um mapa para muito do percurso que viria a seguir.

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Quinta-feira, 18 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA Uncle Meat 2CD

€ 16,50 2CD Zappa Records

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Em três anos, depois da estreia com “Freak Out!”, em 66, Zappa estava imparável, fazendo uma média de dois discos (incríveis) por ano. Parecia imperturbável pela opinião crítica ou pelos resultados das vendas: o que interessava era editar da melhor maneira possível todas as ideias que ele ia tendo – com ou sem os seus Mothers. Em 1969, depois do açúcar doo wop de “Cruising With Ruben & The Jets”, “Uncle Meat” aparecia já como o segundo duplo álbum da banda, criando uma banda sonora para um futuro filme de ficção científica. Extenso, variado, épico, “Uncle Meat” é um portento de ideias, com canções perfeitas – “Dog Breath” ou “Mr- Green Genes” são canções simplesmente geniais e arrebatadoras! -, orquestrações raras e únicas, colagem e manipulação sonora, experimentalismo percursor, etc. Parece caber tudo aqui, em dose generosa, mostrando Zappa como um homem de ideias infindáveis e, acima de tudo, um maestro – à semelhança da aventura de “Lumpy Gravy”. O segundo disco termina com “King Kong”, um tema em seis partes que mostra ao mundo como o seu rock progressivo, a meio caminho da fusão e do krautrock, é melhor que tudo o resto que existe. Obra-prima.

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Quinta-feira, 18 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA Hot Rats CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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O segundo disco de Zappa em 69, depois do estrondoso “Uncle Meat”, é o igualmente precioso “Hot Rats”, o primeiro álbum a solo depois de “Lumpy Gravy”. Se esse era um exercício (fabuloso) de experimentalismo (colagem, orquestra, Cage), em “Hot Rats” a narrativa torna-se clara com a sua música a avançar para novos e futuros territórios. Álbum sem canções (à excepção de “Willie The Pimp” cantado por Captain Beefheart), Zappa investe todas as suas qualidades de compositor e arranjador num lote de temas rock que fortalecem a sua ligação ao jazz – é normal falar-se de “Hot Rats” como um dos primeiros discos de fusão. Zappa aparece também como guitarrista extraordinaire, dando uma voz nova às suas canções instrumentais. Este é o início de uma nova etapa, onde “Peaches En Regalia”, que abre o disco, brilhará para sempre com um dos mais conhecidos e fantásticos temas de toda a carreira de Zappa – permanentemente revisitado, aparece em cerca de uma dezena de discos. Mas não é só essa gema que brilha: “Son Of Mr. Green Genes” renasce de “Uncle Meat” num esplendor esmagador; “Lost Umbrellas” é uma delicada peça jazz que serviu como Lado B para “Peaches In Regalia”; “The Gumbo Variations” é uma maratona energética de 17 minutos que regista uma potente jam session de estúdio, com Ian Underwood (saxofonista nos Mothers) num épico desempenho; e “It Must Be A Camel” fecha “Hot Rats” com marca Zappa. Obra-prima que recupera e remasteriza a mistura original da edição vinil.

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Quinta-feira, 18 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA Cruising With Ruben & The Jets CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Recuperando a cronologia, entre 1966 e 1968, Frank Zappa editou quatro álbuns essenciais – “Freak Out!”, Absolutely Free”, “Lumpy Gravy” e “We’re Only In It For The Money” -, fazendo um claro statement do caminho que queria seguir dentro das ideias do rock, com orquestras, colagens e muito experimentalismo a contaminar parte das suas partituras. Um dos elementos que ocasionalmente aparecem nas suas canções vem do doo wop, um género que acabaria por ser como que a pop que Zappa ouvia quando era mais novo. O gosto nunca desapareceria, como se comprova pela discografia futura (“Freak Out!”, na estreia, traz duas das canções deste disco), e em 1968, logo após o estrondo do combo “Lumpy Gravy”/”We’re Only In It For The Money” – duas faces da mesma moeda -, Zappa decide como que homenagear o doo wop com um disco limpo e cristalino que deveria derreter qualquer coração. Apesar da sua aparente distância ao universo anterior de Zappa, nem tudo o que parece é: a construção linear dos arranjos é aparente, e este foi também um disco conceptual que contou uma história de uma banda (a construção de personagens musicais foi sempre uma constante em Zappa). Poderá não ser o mais amado dos discos iniciais de Zappa – acaba por ser, ironicamente, o álbum mais estranho da sua discografia inicial -, “Cruising With Ruben & The Jets” é irresistível e de audição ultra-viciante.

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Segunda-feira, 15 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA AND THE MOTHERS OF INVENTION One Size Fits All CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Como vai acontecendo em muitos discos de Zappa, alguns álbuns parecem existir em pares ou trios: uma arrumação que existe pela distância temporal à origem, claro. É demasiado tentador a união dos pontos que ficam de um disco para outro, sobretudo quando muitas vezes se complementam ou traçam uma continuidade que agora é quase inquebrantável. “Roxy & Elsewhere”, editado em Setembro de 74, trazia para disco alguns temas que foram estreados ao vivo – mesmo que tenham sido posteriormente aprumados em estúdio. Em Junho de 1975, “One Size Fits All”, traz mais alguns temas que tinham andado pela mesma digressão, mas agora maioritariamente regravados. Zappa volta a assumir uma liderança mais rock, mais arrumada, embora tenha quase o mesmo grupo de “Roxy” – e a presença algo discreta e escondida de Captain Beefheart. Estão aqui alguns dos melhores temas – embora não os mais conhecidos – destes anos Zappa: “Andy” é um épico trans-género sinuoso que parece divertir-se monumentalmente com a sua ambição; “Florentine Pogen” consegue a proeza de juntar alguns dos lados Zappa que fomos ouvindo desde “Freak Out!”; “Inca Roads” é uma delícia pop/rock/dub que termina no espaço e na incredulidade. Se “Roxy” é um marco importante em como nos mostra novos temas mas gravados ao vivo, este “One Size” elimina o confronto com o público e dá-nos uma obra incrível com uma grupo de músicos que parece estar preparado para qualquer coisa que Zappa se lembre. Viciante, como qualquer malha desta altura. Soberbo.

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Segunda-feira, 15 Setembro, 2014

ZAPPA / MOTHERS Roxy & Elsewhere CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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“Over-Nite Sensation”, o seu único álbum em 1973, e “Apostrophe”, logo a seguir, foram dois lados de uma moeda cheia de canções rock perfeitas, onde o jazz já estava assimilado na totalidade. Nada de corpos estranhos ou de híbridos mutantes: apesar de estar sempre em evolução, Zappa provava estar à altura de tudo aquilo que poderiam exigir dele. E se fosse preciso ainda provar mais qualquer coisa, Zappa era um showman como poucos, que em palco parecia estar no seu habitat natural – e sabemos o quanto o estúdio foi sempre o resguardo seguro para a sua música. No final de 1973, as três datas no Roxy Theatre, em Hollywood, forneceram o maior número de temas para este disco, mesmo que alguns dos instrumentos tenham tido um segundo take em estúdio – a obsessão pela perfeição há muito que estava instalada na sua arte. “Roxy & Elsewhere” mostra como Zappa se movimentava em palco, em conversas com o público, apresentando as suas canções ou fazendo paralelismos humorísticos com os temas. Uma descontração incrível quando estas canções são autênticos exercícios técnicos de nota 10: quando os temas arrancam ficamos siderados com a complexidade das composições. “Be-Bop Tango” ou “Dummy Up” são encenações alucinantes que começam a mostrar uma teatralidade que aparecerá com força nos anos seguintes. Este foi mais um duplo-álbum, com mais uma versão incrível dos Mothers, que brilha na discografia dos anos 70, após a fase inicial e a fase fusão.

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Segunda-feira, 15 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA Bongo Fury CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records


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Segunda-feira, 15 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA Apostrophe (‘) CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Se perceberam a importância avassaladora de “Over-Nite Sensation” decerto perceberão que o segundo álbum de 1973 (embora com data de saída de 1974) de Frank Zappa é a sua melhor companhia. Na realidade, nasceram no mesmo local e partilharam o mesmo berço. Mas enquanto o primeiro foi um disco feito com os seus Mothers Of Invention (e uma Tina Turner que ficou por creditar porque Ike Turner não percebeu o que se passou no estúdio), “Apostrophe” é um álbum creditado apenas a Zappa embora tenha um leque de músicos vindos dos Mothers. Há uma óbvia ligação com o seu álbum anterior mas as canções são mais afiadas, mais livres mas também mais roqueiras, sem alguma da polifonia de “Over-Nite Sensation”. “Apostrophe” é – não pensem o contrário! – indispensável, embora a ausência dos clássicos do álbum anterior possa indicar menor poder de fogo – se quiserem fogo imediato, saltem para o tema-título instrumental e protejam-se das fagulhas da jam com Jack Bruce dos Cream. Menor poder de fogo? Total engano: 1973 é ano vintage para Zappa em estúdio e um ano de referência a partir de agora – o próximo destaque, “Roxy & Elsewhere”, também nascido em 1973 e editado no seguinte, documentará Zappa e os seus Mothers em palco… com mais originais e mais hipóteses, claro.

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Segunda-feira, 15 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA Baby Snakes CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records


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Segunda-feira, 15 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA Waka / Jawaka CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Em 1972 já se sabia que Frank Zappa era um músico e compositor quase neurótico pela perfeição, em que todas as ideias podiam ser melhor trabalhadas e todas as direcções eram válidas para explorar. Por isso, não é surpresa que um estado débil de saúde, motivado por uma queda de um palco em finais de 1971, tenha servido para Zappa olhar a sua música de um outro ângulo. O isolamento e recuperação originaram um período longe dos concertos e um maior investimento na composição. Embora “Waka / Jawaka” assuma subtilmente na capa ser uma continuação de “Hot Rats”, o anterior álbum a solo, há um enorme foco que direcciona todas as movimentações. Mas é ainda o jazz e o rock, misturados numa original fusão, que tematizam este disco – “Big Swifty”, na abertura, é uma auto-estrada jazz (eléctrico) feita de muitas faixas, todas elas inebriantes; “Waka / Jawaka”, a fechar, é escrita soberba para um rodopio jazz que está sempre em mutação. Pelo meio, duas canções que apenas parecem fazer raccord com outras memórias, porque o futuro, esse, o que interessa, estava bem incorporado num jazz de músculo rock que ainda hoje nos coloca a adrenalina a navegar pelo corpo.

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Sexta-feira, 12 Setembro, 2014

THE MOTHERS OF INVENTION Weasels Ripped My Flesh CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Oito meses depois de “Burnt Weeny Sandwich”, um disco que já trazia a dissolução dos Mothers Of Invention, aparece “Weasels Ripped My Flesh” como o segundo álbum póstumo da banda. Como sempre, muito espólio para recuperar e refazer, e este ouro não podia ficar no cofre de Frank Zappa. Se o disco anterior era feito de metódicas sessões de estúdio, “Weasels” é feito quase na íntegra por gravações ao vivo (entre 1967 e 69) onde o jazz e a improvisação tomam conta dos espaços em aberto, com a sombra de Eric Dolphy a aparecer algumas vezes no álbum – mesmo onde menos se espera. Mas, que dizer de “Didja Get Any Onya?”, onde jazz, contemporânea e rock se fundem num contínuo assombroso? E como logo a seguir aparece country, e depois caos organizado (ouçam Faust antes do tempo), e depois pop perfeita com “Oh No”, numa confusão de direcções a que só Zappa parece conseguir dar lógica e valor. E a lógica, como sempre, necessita dos capítulos todos: só assim conseguimos perceber a continuidade de “Oh No” quando em “Lumpy Gravy” se anunciava em modo magnificamente orquestral – é uma das grandes canções de Zappa de sempre. Mas, acreditem, não é a única gema neste fantástico disco.

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Quinta-feira, 11 Setembro, 2014

THE MOTHERS OF INVENTION Absolutely Free CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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O nome diz tudo. Enquanto a estreia parecia arrumada por um conceptualismo, embora libertário, muitíssimo bem organizado, ainda agarrado a standards e a um contínuo sem grandes sobressaltos, “Absolutely Free”, um ano depois, mostra o músculo e o poder de flexibilidade de Zappa e dos seus homens (e Suzy Creamcheese). É por isso menos esmagador, mas, digamos, é o perfeito segundo capítulo para se conhecer mais do mundo Zappa: ziguezagueia entre estilos, citações, fragmentos, canções, declarações e comentários como poucos o conseguiram fazer, numa ordem que nem sempre obedece a regras esperadas, mas…tudo faz sentido sem sabermos exactamente como. Afinal, quantos discos nos aconselham a comer vegetais? Curiosidade: Terry Gilliam, o Monty Python americano, está creditado no último tema. Essencial companhia para “Freak Out!” e um dos discos que mais brilha nas novas remasterizações.

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Quinta-feira, 11 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA We’re Only In It For The Money CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Gravado durante “Lumpy Gravy”, “We’re Only In It For The Money” é a perfeita ligação entre o experimentalismo do álbum a solo de Zappa e os anteriores dos Mothers, sendo por isso considerado com um dos discos mais perfeitos e originais da longa lista zappiana. Com o humor habitual, Zappa cria uma teia de ridículo sobre alguns aspectos da época – sociais e políticos -, começando também a dar algumas ideias muito concretas sobre as suas posições. Particularmente visado, o álbum “Sargent Pepper’s” dos Beatles – que fora editado pouco antes, e que se diz influenciado por “Freak Out!” – é acusado de colocar o quarteto de Liverpool ao serviço do dinheiro: da capa ao nome, o ataque foi fulminante e controverso, apesar de Zappa ter tentado ter autorização de McCartney para a façanha. São quarenta minutos com mais ideias que muitas carreiras brilhantes: temas brilhantes têm o arrojo de se sintetizarem em 60 segundos e, mesmo assim, marcarem o álbum e esta época de Zappa. Obra-prima.

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Quinta-feira, 11 Setembro, 2014

FRANK ZAPPA Lumpy Gravy CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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“Lumpy Gravy” é, em 1967, o primeiro álbum a solo de Frank Zappa, editado, com alguma ingenuidade, com o seu próprio nome fora do contrato que tinha com a Verve. As coisas não correram bem, naturalmente, e o disco acabaria por ser reeditado – com nova versão – no ano seguinte, honrando o acordo, mostrando mais um lado de Zappa ao mundo. Na realidade, “Lumpy Gravy” é um trabalho orquestral – feito com músicos de estúdio a quem apenas entregou partituras -, experimental e um tratado de edição sonora – inspirado e homenageando John Cage – que espantou meio mundo. Zappa não tinha formação académica e os arranjos que ouvimos desta improvisada banda, inspirados por Varèse, um dos seus grandes ídolos, são incrivelmente criativos, com uma colagem final que monta um filme sonoro que tem tanto de musical – temas que voltarão noutros discos, como o fabuloso “Oh No”, já em formato canção, que renasce em “Weasels Ripped My Flesh”, em 1970 – como narrativo – com continuidade muitos anos depois. Talvez as duas obras anteriores mostrassem até onde podia ir o rock de Zappa, mas “Lumpy Gravy” prova o infinito da sua música e das suas intenções.

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Quinta-feira, 11 Setembro, 2014

THE MOTHERS OF INVENTION Burnt Weeny Sandwich CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Quando “Hot Rats” atingiu os escaparates em 1969, trazia duas novidades muito importantes. A primeira, mais imediata, era uma nova estética de Zappa, apontando para o futuro (soubemo-lo depois, claro), emergindo o seu rock angular num caldeirão de jazz e fusão sem precedentes. A outra notícia, mais escondida, mas igualmente importante, era o fim dos Mothers Of Invention, esse grupo de músicos que serviu e alimentou o big bang de Zappa. Mas qualquer acto do músico sempre teve ondas de choque que ultrapassaram o tempo definido das suas obras: “Burnt Weeny Sandwich” é, pois, o primeiro capítulo de despedida (a primeira) dos Mothers, anunciado até como “póstumo”. Em termos sonoros, há uma grande continuidade de “Uncle Meat”, embora se notem espaços arejados e arranjos mais focados. O passeio pelo mundo Zappa continua: o regresso ao doo wop na abertura e fecho do álbum; “Igor’s Boogie” em jeito de homenagem a Stravinsky, lembrando experiências de “Lumpy Gravy”; a suite extensa e riquíssima de “House That I Used To Live In”; a fusão em tom progressivo de “Theme From…”. Poder-se-á optar pelas obras-primas e deixar alguns destes discos de lado, mas ouvindo “Burnt Weeny Sandwish” torna-se complicado subtrair estas músicas do percurso que fazemos destes anos iniciais da música enorme que Zappa compunha a todo o vapor.

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Quinta-feira, 4 Setembro, 2014

THE MOTHERS OF INVENTION Freak Out! CD

€ 16,50 € 8,95 CD Zappa Records

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Primeiro álbum de Zappa, de 1966 e editado pela Verve, é, na verdade, da autoria dos Mothers Of Invention, uma banda de elenco flutuante que, embora tendo vida própria, acabaria por se confundir com Frank Zappa. Uma estreia bombástica, conceptual, pisando limites e redefinindo o rock – agora, à distância, temos todos a certeza disso – como poucas obras o fizeram antes. Foi um dos primeiros discos conceptuais e um dos primeiros discos duplos. E, voltamos a sublinhar: foi a estreia de Zappa e dos Mothers. É um disco imenso, já com apurada sátira e consciência política, que começa dentro do rock e de falsos standards, e vai raspando todas as suas arestas até anunciar, com impressionante antecedência, outros rasganços da família rock – “Help, I’m A Rock”, “It Can’t Happen Here” e “The Return of the Son of Monster Magnet”, que fecham “Freak Out!”, ainda hoje nos deixam de queixo caído. Diz-se que inspirou o “Sargent Pepper’s” dos Beatles e nós só pensamos o que terá passado pela cabeça dos músicos que ouviram isto em 1966. Um estrondo que abanou tudo e explica o que aconteceria em toda a carreira de Zappa.

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Quinta-feira, 23 Setembro, 2010

FRANK ZAPPA Hot Rats VIDEO comentado por GONÇALO FALCÃO



Foi com prazer que recebemos a escolha de Nuno Rogeiro para o Super Disco #12, porque somos fãs do músico e este disco não se esquiva ao título de obra-prima. O nosso amigo Gonçalo Falcão é também um fã, como nós, mas com a vantagem de ser coleccionador da vasta obra de Zappa e de conhecer bem todos os recantos da sua música. Foi por isso que nos lembrámos de desafiá-lo para mais um texto sobre o “Hot Rats” e agradecemos muito a sua prosa.



Frank Zappa foi um dos mais importantes músicos do século XX; é essencialmente um compositor que usa o rock, o jazz, a pop, a música electrónica ou a música orquestral como veículo. Conseguiu construir uma carreira musical totalmente independente, na América, pouco dada a subsídios ou outras alcavalas estatais. Criou a sua editora e geria os grupos rock como uma empresa: ensaiavam todo o dia durante vários meses. Quando iam para o palco tocavam com uma força e ligação impossíveis. Editou perto de 80 discos (tendo deixado alguns preparados para edição póstuma), vários filmes, vídeos e um livro.

A sua música tem um olhar irónico, de sobrancelha levantada. É pensativa e ao mesmo tempo directa, feita de um humor perspicaz. Frank Zappa é um músico de três segundos: o tempo necessário para o identificarmos porque o seu som, os arranjos, o virtuosismo na guitarra eléctrica, uso da percussão e de todos os sons para alimentar a música – com uma paixão especial pelos feios e gordurosos – tornam-no absolutamente único e original.

Experimentou sempre, nunca procurou o conforto dos cânones da indústria, das normas musicais ou do lógico e popular. Tocou com músicos excepcionais que, com ele, são mais interessantes: George Duke, Steve Vai, Adrian Belew, Jean-Luc Ponty, Chad Wakerman, Terry Bozio. Criticou os democratas e os liberais, o uso de drogas, os movimentos homossexuais, as feministas, o machismo, o conformismo, os hippies e os freaks, a religião, o sindicalismo, toda a indústria discográfica e as pop stars particularmente, o disco sound, o jazz e o rock . Zappa é um mundo aparte.

Gravado entre Agosto e Setembro de 1969,”Hot Rats” é um dos seus discos fundamentais; é-o também para a história do rock e do jazz porque é o primeiro disco de “fusão” jazz/rock. Assinado pelo próprio, e não pelos Mothers Of Invention como tinha acontecido até então (se bem que o disco é basicamente uma colaboração Zappa/Ian Underwood, o clarinetista/saxofonista/teclista dos Mothers), prenuncia o desmembramento do seu primeiro grupo que, no final desse ano, estava extinto. “Hot Rats” foi um disco minimamente bem sucedido comercialmente na Europa e em particular na Inglaterra, onde teve êxito e onde é, provavelmente, o álbum mais conhecido de Zappa.

Tem um som metálico, apopléctico, como se fosse um mundo melodioso mas devasso. A guitarra parece uma navalha de barba e inventa uns riff’s excêntricos. A produção densa mas nítida, a instrumentação alegre e expansiva, a secção rítmica de excelência, fazem com que os sons ablusados do violino de Sugarcane Harris, a voz de Captain Beefheart e arranjos cheios de humor, criem uma sonoridade única e que marcaria bastante o som de Zappa até ao final dos anos 70. A guitarra de Zappa está particularmente melódica e criativa neste período, o disco dá cãibras de prazer.

A capa enfatizava o espírito cruzado do disco (e o humor, claro): uma imagem ambígua de Cal Schenkel/John Williams, mostra um zombie freak a sair de uma cova/campa… em rosa. Por cima Hot Rats! Um imbróglio prodigiosamente atraente.

* Edição mexicana


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Quinta-feira, 23 Setembro, 2010

SUPER DISCO #12 com NUNO ROGEIRO



frank zappa Entrada Gratuita.
Lotação limitada.
Onde: Café do Teatro Maria Matos, em Lisboa.
Quando: Sábado 25 de Setembro 18h30 > 20h00.
Super Disco: Frank Zappa “Hot Rats” (1969)



Super Disco é o nome das sessões idealizadas pela Flur e produzidas com a inestimável ajuda do Teatro Maria Matos, Rádio Oxigénio e MK2.

Nuno Rogeiro quase dispensa apresentações. É já, para os mais atentos, um ícone na cultura pop portuguesa, estatuto que conquistou naturalmente graças à eloquência com que aborda os assuntos sobre os quais é chamado a falar. Estudioso da Ciência Política, professor, jornalista (O Diabo, O Século, revista K, O Independente, TSF, etc.), comentador, investigador, apaixonado por música, cinema e outras artes, Homem da Renascença por excelência. É com muito prazer que saberemos nesta sessão Super Disco como e em que grau se manifesta o seu conhecido gosto por música, para além de admitir tocar “um bocado de flauta,  piano e baixo rudimentares (abaixo de principiante)”. Escolheu como base para esta conversa o álbum “Hot Rats”, de Frank Zappa, editado em 1969 como o seu primeiro álbum a solo, ou seja, em nome próprio, depois de abandonar o nome Mothers Of Invention (que viria a recuperar, sob várias formas, após “Hot Rats”, até 1976). Outra particularidade do álbum é ser quase exclusivamente instrumental, com excepção de uma faixa cantada por Captain Beefheart.
Nuno Rogeiro comprou-o na discoteca Melodia, na Baixa de Lisboa, em 1974, quando era finalista no Liceu Pedro Nunes. Sobre o disco acrescenta:
“Hot Rats”, publicado pela Reprise, foi a revelação de um jazz-rock alternativo e visionário, e de uma face “técnica” de Zappa, até então desprezada. Foi ainda a fundação de um dialecto próprio, de um som imediatamente reconhecível, de pequenas peças sinfónicas inigualáveis (“Peaches en Regalia”, “Little Umbrellas”), de melodias e arranjos geniais e bizarros, e da revelação de grandes nomes, como o violinista Jean Luc Ponty (que depois descaminhou um pouco…). Zappa morreu já há 17 anos, mas “Hot Rats” continua vivo: era avançado para a época, e portanto, se calhar, ainda não o apanhámos.”
Acreditamos que a hora e meia desta sessão passará sem nos darmos conta.

Excerpto filmado e editado por João Luís Amorim, cortesia Teatro Maria Matos, cujos técnicos captaram o audio abaixo.

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