Quinta-feira, 16 Julho, 2015

HELM Olympic Mess CD / 2LP

€ 13,50 CD PAN

€ 22,50 2LP PAN

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Luke Younger é, como o nome prova, por enquanto, um jovem músico, mas já produz matéria sonora há quase dez anos. Foi na PAN que nos chamou a atenção quando “Impossible Symmetry” apareceu há 3 anos, e foi na PAN que nos conquistou com “Silencer” e “Hollow Organs”, maxis saídos nos dois anos seguintes. E é na PAN que nos derruba de prazer a meio de 2015 com um álbum que, por muito que nos estrague os meses que faltam até 31 de Dezembro, dificilmente será ultrapassado pelos concorrentes. Se for, sorte a nossa e de todos. Assumidamente mais electrónico, sem tantos sons electroacústicos, embora haja referência à percussão de Eli Keszler, Luke Younger dedica-se mais à plasticidade sonora, como uma escultura que se desloca no tempo em câmara lenta, revolucionando o ambientalismo de 2015. Não que haja argumentos para declarar a invenção de qualquer coisa; não há e isso não faz falta, porque o que ouvimos é da ordem da depuração, empenhada em fazer-nos tremer de prazer. A meio de “Olympic Mess” há um arrepio no corpo que nos obriga a recomeçar tudo, tal é o espanto e a vontade de comprovar o calibre desta música em espiral que nos suga para dentro de qualquer coisa quente, confortável e em permanente expansão. Pode haver muitos pontos onde possamos traçar paralelas a este álbum, mas poucos conseguem uma clareza tão clara de objectivos sem nunca parecer electrónica automática. Uma absoluta delícia e um disco obrigatório para quem se habituou a não deixar escapar bons exemplos de electrónica ambiental total.

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Terça-feira, 25 Fevereiro, 2014

HELM Impasse LP

€ 17,95 LP New Images

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Não foi há muito tempo atrás que o noise-rock que se fazia vindo tanto dos Estados Unidos como do Reino Unido parecia uma força conjunta e que conseguia juntar um som cristalino e poderoso, sem misturar outros géneros ou querer fundir-se com a música de dança, o industrial ou qualquer outra coisa. Era algo estritamente ligado ao rock e não existiam cá grandes confusões, a música era claramente menos hypada e isso libertava mais os músicos, não os prendia tanto a um som para agradar ou, convém dizer, para não ficar atrás do comboio. Não, não eram tempos mais puros, nada disso, eram simplesmente menos confusos e com um sentimento mais honesto, não em relação à música, mas em relação às capacidades. Os Birds Of Delay surgiram na recta final de quando as coisas eram boas e, quando acabaram, cada um foi pelo seu caminho: Warwick começou com Heatsick, Luke Younger com Helm. Este disco reeditado agora pela New Imagens é material que Younger tinha editado em CDR pouco depois dos Birds Of Delay terminarem. Ouvido hoje, é completamente distante da complexidade que Younger adquiriu nos últimos anos. Este “Impasse” serve para definir coordenadas, perceber mais ou menos de onde veio e, acima de tudo, maravilharmo-nos com um som que é raro nos discos de hoje. Noise que fere não por ser agressivo, mas cria pontos onde sons cristalinos parecem brotar de um certo lo-fi. E “Impasse” é um disco que só poderia ter saído naquela época e no Reino Unido: Younger é um descendente não oficial de Matthew Bower.

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Sexta-feira, 31 Janeiro, 2014

HELM The Hollow Organ 12″

€ 12,50 12″ PAN

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Clear vinyl.

É essencial perceber “The Hollow Organ” como um contínuo de “Silencer”. Aliás, o formato 12” e o design lembram-nos disso. Mais, é a construção do som que Helm potencia nestes dois discos, uma capacidade sobrenatural de conseguir extrair algo belo de qualquer coisa caótica ou abrasiva. “Silencer” era mais industrial, com alguns sons duros e secos que marcavam ritmo e expressavam uma vontade mais veemente nesses contrastes. “The Hollow Organ” aposta num processo de continuidade, não há tanto contraste, como se Luke Younger procurasse uma só linguagem para o que separou tão bem no maxi anterior. O tema título é particularmente exemplar nesta sua fase do processo criativo, um afogar de sentimentos entre field recordings e o som maquinal característico de Helm. Mas as máquinas aqui não são tão agudas, estão entrelaçadas em tudo o resto, como que enaltecendo uma harmonia que raramente se encontra em Helm. E assim se vão ouvindo, mais facilmente, os “pequenos” sons que enchem a sua música, como uma espécie de rugir silencioso de uma fera presa. Essa contenção cria uma sensação de que os dois maxis são falsos gémeos, mas também fomenta a verdade que Younger procura insistentemente novos caminhos nos materiais que estuda e trabalha. “The Hollow Organ” é mais uma prova de que Helm é do mais interessante, actual e preciso que acontece na electrónica no presente.

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Sexta-feira, 20 Setembro, 2013

HELM Silencer 12″

€ 12,50 12″ (Ed. Limitada) PAN

[audio:http://www.flur.pt/mp3/PAN43-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN43-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN43-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/PAN43-4.mp3]

Exemplares já raros da primeira edição deste “Silencer” (esgotou num instante, há uma segunda a caminho), regresso de Helm depois do magnífico “Impossible Symmetry” no ano passado. De Luke Younger só temos coisas boas a dizer, desde os seus Birds Of Delay com Heatsick em meados da década passada (um dos nomes mais subvalorizados do noise britânico deste século) até às suas aventuras a solo mais recentes. “Impossible Symmetry” continua a soar a algo que nunca ouvimos, uma experiência sonora meticulosa, real, feérica e absolutamente transcendental na forma como é um disco escuro e industrial sem ser um disco escuro e industrial. Luke faz o seu próprio som. E se dúvidas existiam, basta ouvir “Silencer”, tema que abre o maxi e que se distancia imediatamente do som mais expansivo de “Impossible Symmetry”. Dez minutos de absoluta claustrofobia, com uma percussão venenosa afogada em ruídos mecânicos que constroem sons que lembram uma fábrica a funcionar na sua plenitude: e em pouco tempo ficamos envolvidos num processo de drone como se o escutássemos há horas. Da mesma forma que o álbum de Rashad Becker soa a nada de que nos lembremos – e tem sons que não fazemos ideia de onde vêm -, “Silencer” fabrica a mesma ideia assustadora de uma música de difícil catalogação, que é simultaneamente pesada e singela (quando ficamos embalados) e com uma sensação de espaço que é rara na electrónica de hoje em dia: difícil de descrever e talvez complicado de assimilar, mas é como se fosse uma claustrofobia libertária. Em “Impossible Symmetry” Helm levava-nos para outros mundos, em “Silencer” já estamos nesse mundo e a habitar uma ficção que ele próprio constrói. Ficção científica sonora, que tanto nos abala como embala. Fabuloso!

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