Quinta-feira, 31 Outubro, 2013

JAMES FERRARO NYC, Hell 3:AM CD

€ 12,50 CD Hippos In Tanks

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HIT026CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT026CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT026CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT026CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT026CD-5.mp3]

“NYC, Hell 3:00 AM” é o segundo álbum de James Ferraro neste ano. Apesar de “Sushi” ter passado um bocado despercebido, pode-se agora compreendê-lo como uma espécie de link perfeito entre o magnífico “Far Side Virtual” e este “NYC, Hell 3:00 AM”. Para quem viu o seu recente concerto no Musicbox ficou perceptível que Ferraro, actualmente, junta com uma precisão eloquente aquilo que tem feito nos últimos dois anos (mais electrónica, mais beats) com o seu material a solo editado logo a seguir ao fim dos Skaters (principalmente aquele que foi editado em CD-R). “NYC, Hell 3:00 AM” é mais uma peça fundamental para entender o futuro de Ferraro, uma visão que tanto tem de ficção científica como de interpretação única da realidade/mundo em que vivemos: e o facto de viver actualmente em Los Angeles não é alheio a isso. “NYC, Hell 3:00 AM” tem momentos em que parece que estamos a ouvir um “Spirit Of Eden” dos Talk Talk vindo de outra dimensão: há uma espécie de melancolia inatingível que se constrói e alimenta do ambiente em volta. Mais do que readequar linguagens, Ferraro continua exímio a mostrar-nos os seus próprios universos. Não interessa o desfasamento de “estilos” em que vive, mas sim encarar o seu trabalho como uma obra única, que reflecte mais do que os tempos em que vivemos, uma geração que nasceu em meados dos anos 1980s. E se outros músicos evocam a nostalgia, James Ferraro nunca o fez. Apresentou o presente e o futuro e é por isso que a música dos últimos anos lhe deve tanto (a ele e aos Skaters). E assim vai continuar a ser no futuro. Obra-prima.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 9 Maio, 2013

DEAN BLUNT The Redeemer CD / LP

€ 11,95 CD World Music / Hippos In Tanks

€ 16,95 LP World Music / Hippos In Tanks

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HIT025CD-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT025CD-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT025CD-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT025CD-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT025CD-5.mp3]

Os Hype Williams podem ter deixado de existir como os conhecíamos (será? nunca se sabe com eles) mas as notícias dos seus dois membros, Dean Blunt e Inga Copeland, bem como música nova sua tem-nos chegado com uma saudável regularidade. Acabámos o ano com a reedição de “The Narcissist” de Dean Blut, já com a notícia de que haveria um disco novo de Blunt na Primavera de 2013. Pouco depois foi divulgado “Papi”, um dos temas de “The Redeemer” e aí percebeu-se que vinha algo diferente. Surpreendentemente diferente. Mais no campo da sonoridade, convém dizer, porque há uma série de princípios inerentes ao esqueleto das canções, à estrutura dos álbuns, a uma certa imprevisibilidade que se mantêm com vivacidade na cabeça de Dean Blunt. Não poderia ser de outra forma. Tal como “The Narcissist”, “The Redeemer” parece uma falsa ode de um alter ego inventado por Dean Blunt. A grande – e principal – diferença é que desta vez a mensagem foi clarificada e descodificada: por outras palavras, “The Redeemer” é um exímio disco de canções. O disco que Arthur Russell faria hoje com a cabeça de alguém com concentração apenas para canções de três minutos. Não se veja isso como um defeito, mas uma parte do processo de clarificação: quantas vezes não sentimos ao ouvir Dean Blunt e os Hype Williams que aquele som é uma magnífica digestão de quem tem demasiadas janelas do browser abertas e não fica mais de 15 segundos numa? Em vez de perpetuar esse estado, Dean Blunt resolveu edificar isso e estruturar canções com belíssimas orquestrações, uma produção de vozes que tanto lembra o ítalo disco dos anos oitenta como Cat Power no seu melhor. E, claro, a voz de Dean, o cantor soul amargurado que este mundo nunca conheceu. São dezanove temas espalhados por 45 minutos. As ideias rodam a uma velocidade incrível, não se repetem e é quase como se cada tema fosse uma banda-sonora representativa de um género qualquer. Esperávamos isto de Dean Blunt, claro, só não esperávamos que a redenção chegasse tão cedo. O que torna tudo tão mais especial e impressionante. Estamos apaixonados.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 7 Março, 2013

INGA COPELAND Don’t Look Back, That’s Not Where You’re Going 12″

€ 7,95 12″ World Music / Hippos In Tanks

[audio:http://www.flur.pt/mp3/WMB-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WMB-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/WMB-3.mp3]

O segundo maxi de Inga Copeland (depois de um na Rush Hour que esgotou num ápice), metade dos Hype Williams, é um portento de fusão de R&B, soul, com dubstep e ambient-techno. Nada que nos surpreenda, há disso nos Hype Williams, mas a solo Inga tem conseguido firmá-lo mais para um formato de canção pop / dança como uma espécie de diva em crescimento sem fatalidades ou momentos fatelas. Ajudada por DVA e Martyn na produção, este “Don’t Look Back, That’s Not Where You’re Going” (a primeira edição da World Music, editora dos Hype Williams, por onde, a partir de agora, vão editar tudo o que lhes pertence (até ver)) traz três canções vibrantes com um ritmo suficientemente abstracto para nos envolver e preparar para a voz fantástica de Inga, que vai surpreendendo à medida que o tempo passa e nos vai convencendo de que é uma das melhores vozes da actualidade (não é por acaso que os momentos mais marcantes de “Narcissist II” de Dean Blunt contam com ela). Território muito fértil. Abençoada seja a família Hype Williams.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , , , / / Comentar: aqui »

Quinta-feira, 7 Fevereiro, 2013

TRIAD GOD NXB LP

€ 18,50 LP Hippos In Tanks

A Hippos in Tanks tem-nos habituado a quase tudo, só que desta não estávamos bem à espera. Resolveu editar o álbum de estreia de Vinh Soi Ngan, um vietnamita educado na Coreia e que agora reside em Londres, que fez algum furor quando saiu digitalmente há coisa de um ano. “NXB” é um disco bizarríssimo, essencialmente porque o desconhecimento da língua e os beats no limite do cheesy encostam a coisa numa espécie de telenovela disponível só em áudio que por vezes pode dar vontade de rir. É estranho, mas é o problema destas coisas que estão no limite. Com o tempo, e insistindo nos melhores temas (“Top Level Club Prostitute”, com um nome destes teria de ser um dos melhores temas), percebe-se que “NXB” não é uma derivação inspirada da k-pop, mas um disco que integra bem o território dos beats que se vive na música de hoje com aquela florescência pós-dubstep que tem dominado grande parte da música pop: é inesperado, mas ouve-se Burial nalguns dos temas. Alguns beats são oportunos e trabalham como manteiga quente com a voz de Vinh, que parece versar sobre dinheiro, armas, vida nocturna e gajas/prostitutas em cantonês. Não fazemos ideia, mas deve ser isso. Até porque Triad God é uma persona.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

https://soundcloud.com/callipygiandreams/triad-god-top-level-club


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 4 Janeiro, 2013

JAMES FERRARO Sushi LP

€ 16,50 € 13,95 LP Hippos In Tanks (Ed. Limitada)

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HIT023-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT023-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT023-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT023-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT023-5.mp3]

Os livros registarão “Sushi” como um dos primeiros discos de 2013. Longa foi a espera desde “Far Side Virtual”, clássico instantâneo de 2011, onde Ferraro surpreendentemente apresentou um som que se mostrava – e visualizava – completamente diferente da maior parte dos seus registos até então. “Sushi” é outro passo em frente e depois do delírio que era “Far Side Virtual” (até no aspecto gráfico do disco), o seu novo álbum apresenta-se com uma capa preta, quase deixando em segredo o que aí vem. É uma espécie de “Black Album” de Ferraro. Quem ouviu os seus álbuns como Bebetune$ e Bodyguard, este seu novo registo não será uma grande surpresa. É uma ressonância de beats em pastilha elástica, temas que desvendam a cultura pop – e principalmente a música pop – que atinge as massas e são processadas pelo filtro Ferraro. O que é sinónimo de dissonância, temas com um groove descomunal onde simultaneamente há um travo de humor – sem ironia – e uma característica cheesy que se torna irresistível ao fim de algumas audições. Algo familiar para quem está ambientado com “Far Side Virtual” e, nesse sentido, “Sushi” soa a uma evolução lógica, e depois do registo library music para toques de telemóvel (algo que imaginamos que Brian Eno faria em 2011), entramos na sua visão acutilante de criar R&B e Hip Hop com o que tem ao seu dispor. Graves descomunais, beats que destilam sedução no universo cibernético que Ferraro aqui cria. É um mundo só dele, mas é um grande mundo, de uma das mentes que mais revolucionou a música neste século (e que dá ao mundo títulos maravilhosos como “Baby Mitsubishi” ou “Jet Skis & Sushi”: quem nunca sonhou com jet skis e sushi?).

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 22 Agosto, 2012

GATEKEEPER Exo LP

€ 22,50 LP Hippos In Tanks  ENCOMENDAR

 

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HIT018-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT018-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT018-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT018-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT018-5.mp3]


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 22 Agosto, 2012

PHYSICAL THERAPY Safety Net MLP

€ 13,95 MLP Hippos In Tanks  ENCOMENDAR




Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , / / Comentar: aqui »

Quarta-feira, 22 Agosto, 2012

NGUZUNGUZU Warm Pulse EP LP

€ 13,95 MLP Hippos In Tanks  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HIT017-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT017-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT017-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT017-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT017-5.mp3]


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 23 Março, 2012

WHITE CAR Everyday Grace LP

€ 12,95 LP Hippos In Tanks (Ed. Limitada)  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HIT015-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT015-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT015-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT015-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT015-5.mp3]

A distopia electrónica toma as rédeas no primeiro álbum dos White Car. As coordenadas de “Everyday Grace” parecem situar-nos num lugar frio e isolado, onde está a acontecer uma festa em que todos dançam adormecidos ao ritmo de uma voz negra, pouco perceptível, de Elon Katz, mas assustadoramente lúcida e profética. Uma dança fúnebre que assinala a decadência e despersonalização dos novos tempos, do corpo e do espírito, não enterrando o passado, mas vasculhando as suas cinzas, com um olhar de angústia, muito ao jeito da corrente industrial, 80′s, mas com melodia synth-pop (David Bowie ou Depeche Mode acodem à memória), ainda que distorcida. As faixas do álbum são rasgos de um pesadelo, pontuado por beats dançáveis, mas simultaneamente dissonantes, que fazem emergir matéria recalcada, que não queremos ver, mas que urge ouvir: “You Will Be Alone”.


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 28 Outubro, 2011

SLEEP OVER Forever LP

€ 11,95 LP Hippos In Tanks  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HIT12-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT12-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT12-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT12-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT12-5.mp3]

Há uns dias falámos da reedição de “Geidi Primes” (Grimes). Este “Forever” é um disco que se inscreve na mesma linhagem de artistas femininas que vão buscar inspiração a um mundo perdido dos 80s, onde Kate Bush e 4AD se encontram com uma apropriação do dubstep/grime de beats lentos pela via de uns Gang Gang Dance. Stefanie Francotti assina como Sleep Over, um veículo para desvendar o seu fascínio pop através de loops, drum machine, reverbs, pela via de banda sonora de casa assombrada com ligeiros toques de techno. O que é fascinante aqui, e o que torna “Forever” tão especial, é a falta de necessidade de voz nos temas. Os instrumentais são estrondosos, talvez os melhores nesta linhagem de artistas, agraciados por óptimas noções de tempo, ritmo e construção de ambientes. Não que a voz não seja necessária, ou atrapalhe, por vezes é um óptimo acréscimo, mas “Forever” é um disco surpreendente nos temas sem ela. Uma raridade e mais um lançamento certeiro da Hippos In Tanks.


Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Terça-feira, 25 Outubro, 2011

JAMES FERRARO Far Side Virtual LP

€ 15,50 LP Hippos In Tanks  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/HIT013-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT013-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT013-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT013-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT013-5.mp3]

James Ferraro e o fantasma dos Skaters são um pilar importante para a percepção da pop actual. É normal que pouca gente se lembre ou saiba dos Skaters – infelizmente é sempre assim – ou que se ligue menos a Spencer Clark, a outra metade dos Skaters, mas Ferraro tem sabido gerir a sua carreira com, adaptando – pelo que se diz, involuntariamente – o que faz ao avançar dos tempos. Aliás, à frente do seu tempo. Esse lado involuntário é mesmo assim, a teoria, se ela existe aqui, é uma concepção posterior para se tentar perceber o universo de James Ferraro, desde os Skaters (Deus os abençoe) até hoje. O que se sabe, sim, é que na extensa discografia de Ferraro (nas suas mais diversas peles) existiu sempre uma preocupação/sátira/ironia do hiperconsumismo norte-americano e, claro, global. Isso é óbvio nas capas dos discos, na sua música e, indirectamente, no número de edições (muitos dos seus CD-Rs e cassetes saíram em quantidades ridiculamente baixas). Chegamos a 2011 e, depois de dois álbuns brilhantes na Olde English Spelling Bee, Ferraro é chamado para outra editora de tendências, a Hippos In Tanks (Hype Williams, Games, Sleep Over, etc.), onde sai este genial “Far Side Virtual”. Provavelmente este é o seu álbum mais acessível até à data e, por isso, aquele que é mais óbvio na linha de pensamento de Ferraro, com referências nos títulos à Google, Apple, Pixar ou Starbucks. A música é o mais próximo que o músico já teve de uma orquestração, imaginem uma trip a ver o Dumbo depois de se descobrir o mundo da techno-pop dos anos 80 e 90. Melodias impressionantes num disco que parece o melhor conjunto de sempre de toques de telemóveis, mas que na verdade é uma viagem fantástica ao maravihoso mundo de hoje, visto por um filtro dos 80s (Jean Michel Jarre e Vangelis) que perdurou na mentalidade dos adolescentes dos 90s. Library music e kosmiche do presente, sem a obsessão cósmica por outro sítio, outro lugar.

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »

Sexta-feira, 18 Março, 2011

HYPE WILLIAMS One Nation LP

€ 15,50 LP Hippos In Tanks (Edição Limitada)  ENCOMENDAR

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IT0082-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IT0082-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IT0082-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT0082-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/HIT0082-5.mp3]

Em pouco menos de um ano, este duo actualmente a residir em Berlim tornou-se numa das coisas mais refrescantes a surgirem nos últimos anos. Três álbuns editados (o primeiro esgotadíssimo há meses), três singles (todos esgotados, o último nem teve tempo de chegar às lojas), bem como CD-Rs e cassetes que também já entraram no campeonato dos preços absurdos. Hype? Só no nome. Tudo aquilo que se diz sobre Hype Williams é justificado. Reciclagem de música, um manifesto pós-grime/dubstep que acerta em BPMs desaceleradas, um som difuso que é uma promessa desgastada do futuro. Há uns anos falava-se de Burial como uma recriação actualizada das cidades de “Blade Runner”, de Kode9 sobre um futuro negro pesadíssimo, mas também se olhava para a reinvenção da canção por Ariel Pink ou a inventiva recriação do rock por parte dos Excepter. Hype Williams fundem isso tudo com identidade, sem o lado das cidades a caírem num manto nocturno, mas com um registo vago de nostalgia pós-apocalíptica. “One Nation” traz mais malhas do espectro único de Hype Williams, sons de um tempo perdido para uma música que não o está, que é estranhamente actual e multidimensional. Magia em vinil branco, limitada a mil exemplares e que está a desaparecer muito depressa.

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , / / Comentar: aqui »