Quinta-feira, 20 Dezembro, 2018

V/A The Black Book 3LP

€ 31,95 3LP iDEAL Recordings

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“Mono No Aware” da Pan lançou claramente uma tendência que se julgava perdida. Já são algumas as editoras que voltam às clássicas compilações explorando artistas do seu catálogo – ou com ele relacionados -, trabalhando-as com o desejo de criar uma obra una e única, criando uma unidade que servirá como identidade para o futuro. E que também marca o seu momento no tempo. “The Ideal Book” é para a Ideal o que “Mono No Aware” foi para a Pan, com a pequena diferença de que aqui não há o deslize para uma unidade sonora – o ambiente, no caso do álbum da Pan – e, sim, para uma exploração dos imensos universos que cabem nas músicas de alguns artistas, como Jasss, Ramleh, Ectoplasm Girls, Robert Aiki Aubrey Lowe, Jonathan Uriel Saldanha ou Stephen O’Malley. Uma viagem de assimilação, em que o ouvinte se perde em cada sentido. “The Ideal Book” traz electrónicas sem coordenadas mas que ditam as coordenadas de tudo o que está a acontecer. A editora de Joachim Nordwall tem passado os três últimos anos sem vacilar, com propostas que têm dominado as nossas atenções. “The Ideal Book” é ouro sobre azul a fechar um ano maravilhoso.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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A1. Jasss – “Parental Youth”
A2. Pact Infernal – “The Eternal Return”
A3. Ramleh – “Entropy II”
A4. Vanity Productions – “Ideal Life”

B1. Jim O’Rourke – “In Regards”
B2. Morika – “Cats In The Cradle”

C1. Jonathan Uliel Saldanha – “Siren Frontier”
C2. Robert Aiki Aubrey Lowe – “Ehh??? (For Folke Rabe)”
C3. Dungeon Acid – “One”

D1. Carlos Giffoni & Prurient – “Returning Rains”
D2. Ectoplasm Girls – “Neuropean”
D3. JS Aurelius – “All In Sync With All & Me”
D4. John Duncan – “Shortwave6″

E1. JH1 FS3 – “At The Bottom Of The Night”
E2. Stephen O’Malley – “LOUP”
E3. Trepaneringsritualen Manifest – “Ond Pau Ne Atto, O O Pau Ne Hofoo”

F1. Coppice – “Flywheel (Flood Blowing)”
F2. Autumns – “Lose It”
F3. Drew St Ivanny – “A Mixer & A Delay Unit”

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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

MIKA VAINIO / JOACHIM NORDWALL Monstrance 2LP

€ 21,95 2LP (2018 reissue) iDEAL Recordings

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O mundo da electrónica é generoso em colaborações, já se sabe. E graças a deus, Mika Vainio é um dos mais trabalhadores músicos que existem. Mas com Joachim Nordwall ainda não havia uma ligação, apesar da música que ouvimos aqui ser fruto de uma experiência bem sucedida que remonta a 2010, quando se aventuraram no estúdio dos Einstürzende Neubauten. Não foi apenas um delírio electrónico, o que se passou; tanto Vainio como Nordwall aproveitaram as condições do local para largarem métodos tradicionais e apostarem num revival bem especial. Como se o fantasma dos Neubauten andasse por lá, corroendo as gravações e o metal de “Monstrance”. O resultado é mesmo uma pequena tempestade eléctrica, semi-rock, semi-digital, onde vem ao de cima o poder sonoro que Nordwall e Vainio possuem. Parece o fim do mundo, mas na verdade é um mundo novo.

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Terça-feira, 7 Agosto, 2018

NADINE BYRNE Dreaming Remembering LP

€ 17,50 LP Ideal Recordings

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Numa recente actuação em Lisboa das Ectoplasm Girls ficou claro que as irmãs Byrne transportam a vontade exploratória na electrónica/noise que existia com muita força no início deste século. As coisas dão a volta, é verdade, e se virmos as Byrne como uma espécie de versão actual dos Skateres de Spencer Ferraro e Spencer Clark, então Nadine Byrne é Ferraro. Este é o seu primeiro álbum em quatro anos, dois anos após a maravilha que editou com a sua irmã (“New Feeling Come”), num mundo renovado e mais aberto – novamente – a estas coisas do “freeform”. A música de Nadine em “Dreaming Remembering” chega-nos como um trabalho absoluto alusivo aos sonhos e memórias, com a composição constantemente num estado de sonambulismo, entre a repetição ou o erro estático. Nadine cria o nevoeiro necessário, acondiciona espaço para a sua voz, que destila frases de um pré-estado de ficção científica. Tudo no sítio certo, o presente e o futuro mais uma vez reunidos por um dos talentos mais vitais da europa do presente.

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Segunda-feira, 23 Abril, 2018

SURGEON meets VICE Creep 12″

€ 12,95 12″ (IDEAL T7) Ideal Recordings

Exemplares originais SELADOS da edição inglesa de 1997 / Original 1997 UK release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN
Creep
Creeper
The point

Encontro de duas forças maiores do techno: Surgeon (UK) e Vice (Jay Denham, USA) colocam em funcionamento uma via sintética, circular e muito mental. Denham estava baseado na cidade de Kalamazoo, meio terreno entre Chicago e Detroit, e parece sintetizar na sua música as marcas das duas cidades. Surgeon assentou o seu estilo em edições, desde 1994, que deram nome ao techno produzido em Inglaterra e o distinguiram como uma corrente autónoma. “Creep”, “Creeper” e “The Point” são autómatos minimalistas, naturalmente repetitivos, num mundo pouco colorido mas sempre em movimento. Nunca deixa de ser excitante.

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Quinta-feira, 23 Março, 2017

ECTOPLASM GIRLS New Feeling Come LP

€ 15,50 LP iDEAL

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Há algo de misterioso sempre a acontecer em “New Feeling Come”. E há também incerteza, a incerteza para onde nos leva, o que está a concretizar ou como irá concretizar. É um álbum de indefinições, de um certo esoterismo, com uma vontade enorme de esgotar a paciência do ouvinte. Parece coisa má, mas não é. No século XXI há pouco tempo para truques – há mesmo? – e o que Nadine e Tanya Byrne trabalham é um conjunto de regras que só elas sabem, que só elas controlam e que só elas querem dominar. Os ritmos são incertos, de género nem vale a pena falar, é música que se constrói de feitio, de emoção e de disposição. Por vezes é fantasmagórica, por vezes pop, por vezes parece uma cassete que se encontrou de Conrad Schnitlzer. É música ambiente sem ambiente e sem corpo. Por vezes parece vapor: consegue-se ver mas dissipa-se rapidamente. É belo, desconcertante, e foi um dos grandes discos do ano passado. Não leva com selo de reposição porque nos passou ao lado e só há umas semanas é que nos bateu forte e feio. A honestidade é bonita.

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Quinta-feira, 9 Fevereiro, 2017

JOACHIM NORDWALL The Ideal Black LP

€ 15,50 LP iDEAL Recordings

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O título é esclarecedor. Segundo o próprio Nordwall “The Ideal Black” é uma referência a um local em que gosta de estar, de se acomodar. Há algo de intenso neste seu último disco, não é um disco de escuridão, mas um disco que ofusca a escuridão com ela. Fisicamente intenso, “The Ideal Black” aproveitou as frequências e ressonâncias do espaço onde gravou (equipado com uma série de amps) para fazer transcender a própria ideia de espaço e, por associação, de isolamento. Porque o estúdio pode ser um local de isolamento. Isso não carrega nada de negativo neste caso, este é um disco que ataca a espinha e cria espasmos. O som é projectado com fisicalidade, sem preparação para o ouvinte. A repetição afina a ideia do espaço envolvente, ou seja, sente-se o som a ser projectado no estúdio, a misturar-se, envolver-se, transformar-se. É uma entidade viva, estranhamente viva, como não ouvíamos há muito tempo. É um wall of sound condensado, Nordwall constrói batimentos cardíacos que se tornam mais presentes nos nossos ouvidos do que os do próprio coração. Enorme surpresa. Maravilha! Limitado a 300 cópias.

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Quarta-feira, 8 Fevereiro, 2017

NATE YOUNG Regression LP

€ 18,95 LP iDEAL Recordings

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Peguemos no título por uns momentos: regressão. O que significa e o que representa nesta série de Nate Young. Depois de ter estoirado o mundo com os Wolf Eyes, Young trouxe à sua carreira a solo uma série (“Regression”) que fazia regredir o estado do noise daquela actualidade. O primeiro volume, editado agora pela primeira vez em vinil, data de 2009 e deu início a uma exploração de som que perseguia, em parte, as origens do noise: o lado industrial mas também a electrónica mais acústica, física. Foi uma regressão, Young deixou de se apoiar nas massas de som, no tráfego constante de ruídos, para construir uma electrónica altamente estilizada e que mostrava as bases sem voltar a elas: era, portanto, algo novo. Todos os volumes da série, e as espécies de spin-offs que existem à sua volta, são documentos essenciais para perceber a música electrónica da última década. Este primeiro “Regression” é um portento, pela forma como transforma sons e quebra uma série de fronteiras. Ouvido hoje, quase dez anos depois, soa melhor do que nunca: não envelheceu, aliás, parece mais actual e oportuno. E é uma edição em vinil abençoada com o carimbo da Dubplates.

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Quinta-feira, 10 Novembro, 2016

JOKE LANZ Plays Sudden Infant LP

€ 13,95 LP iDEAL Recordings

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Nas margens do industrial, este é um disco de colagens sónicas com electrónica, voz e gira-discos. Algo muito forte a manifestar-se, vindo do sector mais dadaísta da cena industrial dos 80s e 90s, algum ruído bruto mas nunca no limite do suportável, ou seja, estamos sempre seguros numa narrativa que deixa espaço para a cabeça pensar. As habituais portas a abrir da música concreta, propulsão rítmica como Esplendor Geometrico (em “Excerpt For The Cows”), pontas soltas em quantidade suficiente para ouvirmos sons que não se repetem, desconstrução jazzística, motorik da Nova Era e, finalmente, uma certa recordação de “Sylvie And Babs” de Nurse With Wound, no modo como algumas seuências se sucedem. Não procura o sentido de humor de NWW, a questão não está aí, mas destrói com estilo semelhante a noção de narrativa linear. Mixtape? Álbum? Está aqui material antigo de Sudden Infant para servir a designação que quisermos dar. Gravado por Rashad Becker, capa idealizada por Lasse Marhaug.

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Quinta-feira, 27 Outubro, 2016

MIKA VAINIO Mannerlaatta CD

€ 12,95 CD iDEAL

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Esta banda sonora para um filme sem câmara (apenas imagens a preto-e-branco resultantes de fotocópias de documentos de viagem) segura Mika Vainio em 2016, bem longe no seu percurso musical desde Ø e Pan Sonic. A definição de ambientes, independentemente do filme, oscila entre drone majestoso, feedback controlado e alguns desajustes electrónicos muito íntimos, querendo isto dizer que são meras pulsações eléctricas quase ao nível da frequência pura. Quase se diria que o filme de Mika Taanila é um mero pretexto para Vainio exercitar a sua escala de sons, sempre atencioso às subtilezas próprias de uma cuidadosa manipulação das máquinas. Algo de magnífico e preocupante acontece neste espaço ficcionado pelo som, limitado por uma rigorosa contenção de recursos, quase nada colorido, como um longo período de Inverno em que as cores se encontram no cinzento.

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Sexta-feira, 22 Abril, 2016

STEPHEN O’MALLEY End Ground LP

€ 21,50 LP iDEAL

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IDEAL135-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IDEAL135-2.mp3]


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Quinta-feira, 9 Julho, 2015

EVOL Purple Melters 12″

€ 14,50 12″ Ideal Recordings

[audio:http://www.flur.pt/mp3/IDEAL124-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IDEAL124-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/IDEAL124-3.mp3]

O autocolante com o smiley que está colado num dos lados deste vinil amarelo remete para a ideia de ácido, algo que se associa aos trabalhos de Evol embora sempre reduzidos – ou ampliados, conforme se preferir– a uma interpretação própria do que esse lado “acid” significa. “Purple Melters” é um acrescento nessa recriação/demanda quase sádica de estruturar e reestruturar o esqueleto house/techno num sentido muito próprio. A primeira investida das três de “Purple Melters” é a mais interessante. Talvez por ser mais longa, as alterações tornam-se mais relevantes após alguns minutos de repetição de beats que não são bem beats e criam um sentido revigorante no todo. Dá para divagar com maior vigor nos espaços em branco, naquilo que parece faltar – mas não falta – no esqueleto que Evol monta e que convida a algo próximo de uma viagem num circuito muito curto em que o espaço entre as repetições se vai tornando mais reduzido. E se isso é progressivo no primeiro tema, é algo que se estende em continuação para os restantes, dando uma leitura contínua deste disco, embora a estética/tom de cada tema seja bem diferente. “Purple Meters” é quase psicadélico. E esse quase faz toda a diferença para isto entrar em sintonia com os ouvidos e restantes sentidos após alguns minutos nesta experiência.

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