Sexta-feira, 6 Agosto, 2010

PEOPLE LIKE US & WOBBLY Music For The Fire CD

€ 13,95 € 12,50 CD Illegal Art  ENCOMENDAR

Longe, muito longe, de serem estranhos, People Like Us e Wobbly decidiram unir algumas peças soltas dos muitos anos de colaborações e diálogos, forçando aquilo que pareceria ser apenas mais uma compilação. Errado, claro. Seria muito ingénuo da parte de Vicki Bennett e Jon Leidecker – e da nossa – julgar que a matéria prima não seria tocada e manipulada vezes sem conta mais uma vez. Bastaram poucas sessões ao vivo para as coisas encaixarem todas num festim plunderphonic de proporções épicas. Mas há uma noção de composição que puxa o luxoo deste disco, como se fosse mais importante o fim do que os meios. E, mesmo que isso tenha sido sempre algo que tenha acontecido, agora há um maior foco e atitude, provavelmente fruto de mais de 12 anos de trabalho conjunto. Exotica, ping-pong de samples, música ambiental caleidoscópica, The Carpenters, muito humor, tudo dentro de um shaker de cocktails que não faria sentido estar noutra editora que não na Illegal Art. Já agora, relembramos que os planos do catálogo é extingirem os seus discos no final deste ano, portanto… Se hesitarem, estarão fora de jogo.

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Sexta-feira, 30 Abril, 2010

OKAPI & ALDO KAPI’S ORCHESTRA Love Him – Okapi Plays The Music Of Aldo Kapi (1914-1952) CD

okapi

€ 13,95 € 12,50 CD Illegal Art  ENCOMENDAR

Os anos vão passando e o mundo imenso do sampling e da colagem continua tão atraente como nos dias em que uma tesoura e cola eram as ferramentas do cut & paste. Agora, citando os velhos, é tudo mais fácil e acessível, e qualquer um pode roubar a música de toda a gente e torná-la sua. Sim, é verdade, mas isso apenas faz com que apenas as árvores mais altas recebam o Sol de que tanto precisam. Filippo Paolini é um conhecido turntablist italiano que já ajudou Zu, Mike Patton, Dalek, entre outros, e que com a ajuda do computador decidiu homenagear Aldo Kapi (compositor da Kirguízia, 1896-1952) com pedaços da música de Ikue Mori, John Adams, Les Baxter, Peter Kowald, Eartha Kitt, Zeena Parkins, John Tejada, Lester Bowie, Alan Lomax ou Temptations, entre muitos, muitos outros nomes. A recomposição é alucinante, feita com muito amor e devoção pela continuidade, sem nunca querer mostrar as costuras ou a cola. Mais deslumbrante ainda é o modo como tudo acaba por soar a uma riquíssima banda sonora imaginária, vinda de um tempo passado que sonhava com o futuro, ora parecendo nascida da hard-drive de Herbert, ora criada por um Raymond Scott em estado adiantado de alucinação. O termo plunderphonics ganha aqui um inesperado e valioso aliado. John Oswald estará, decerto, contente com este novo membro da família. E nós também.

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